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Erdogan afirma que a repressão da Áustria aos imãs jihadistas está “levando a uma guerra entre a cruz e o crescente”

Não se engane: Erdogan está ansioso por tal guerra. Ele é o único a falar sobre isso. Certamente os internacionalistas esquerdistas obcecados que lideram a Europa Ocidental estão horrorizados com essa perspectiva, e não encontrarão nenhuma medida de apaziguamento e acomodação muito baixa para se inclinar a fim de evitar isso. Mas é improvável que Erdogan esteja satisfeito com algo que não seja a rendição total. Afinal, neste caso, a Áustria fechou apenas sete mesquitas. Há muitas mais na Áustria. Foram fechadas por pregar o Islã político, isto é, a ideia de que a Sharia é a única forma legítima de governo para a Áustria e o mundo. E isso é suficiente para Erdogan ameaçar com jihad. Então ele está essencialmente dizendo que a Áustria, e a Europa em geral, devem aceitar a islamização lenta ou a islamização rápida. Ou a Europa permite que os imãs preguem a Sharia e a supremacia islâmica, levando à lenta islamização do continente, ou enfrentará uma guerra de jihad com o objetivo de conquistar e islamizar o continente. É render-se ou ser subjugado à força.

Erdogan adverte que a repressão dos imãs na Áustria levará à guerra santa” , AFP , 10 de junho de 2018 (graças a The Religion of Peace ):

ISTAMBUL, Turquia (Reuters) – O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, criticou no sábado a decisão da Áustria de fechar as mesquitas e expulsar os imãs financiados pelos turcos, criticando a decisão como anti-islâmica e prometendo uma resposta.

Receio que essas medidas tomadas pelo primeiro-ministro austríaco levem o mundo a uma guerra entre a cruz e o crescente“, disse Erdogan em um discurso em Istambul.

O crescente é um símbolo associado ao Islã.

Seus comentários foram feitos no dia seguinte ao anúncio de que o governo austríaco poderia expulsar 60 imãs e suas famílias, fechando sete mesquitas como parte de uma ofensiva contra o “Islã político”, provocando fúria em Ancara …

Com imagem e informações Jihad Watch

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Explosivos mataram quase 1.000 crianças na Síria em 2017

Middle East Monitor – A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a UNICEF pediram uma ação internacional em resposta a riscos de explosivos na Síria, onde pelo menos 910 crianças foram mortas por artefatos explosivos em 2017.

“Mais de 8 milhões de pessoas estão expostas a riscos explosivos na Síria, incluindo mais de 3 milhões de crianças”, disseram em comunicado conjunto a OMS e a UNICEF.

Pelo menos 910 crianças foram mortas e 361 crianças foram mutiladas na Síria em 2017, incluindo explosivos remanescentes de guerra e dispositivos explosivos improvisados ​​ativados por vítimas, disseram a OMS e a UNICEF.

Mil crianças foram supostamente mortas ou feridas na intensificação da violência nos primeiros dois meses de 2018, disseram eles.

Leia:  16 crianças mortas no Idlib da Síria enquanto o regime continua a campanha de bombardeio

Observando a situação na cidade de Raqqah, onde cerca de 200 mil pessoas retornaram à cidade e à periferia desde outubro do ano passado, o comunicado dizia: “Essas famílias correm um tremendo risco de serem mortas ou mutiladas por perigos explosivos que cobrem a cidade”.

Pelo menos 658 pessoas teriam sido feridas e mais de 130 foram mortas por minas terrestres, armadilhas e artefatos explosivos não detonados na cidade de Raqqa de 20 de outubro de 2017 a 23 de fevereiro de 2018, acrescentou o comunicado.

Com informações e imagens de Middle East Monitor

Ataques da coalizão saudita matam 136 civis no Iêmen

Ataques aéreos realizados pela coalizão liderada por sauditas no Iêmen mataram pelo menos 136 civis desde 6 de dezembro e 87 pessoas ficaram feridas, segundo a Reuters .

Rupert Colville, porta-voz de instituição de direitos humanos que atua na região afirma: “Estamos profundamente preocupados com o recente aumento das vítimas civis no Iêmen, como resultado de intensos ataques aéreos da coalizão, após a morte do ex-presidente Ali Abdullah Saleh, em Sanaa em 4 de dezembro”.

Segundo a ONU, 7 ataques aéreos atingiram uma prisão no distrito de Shaub, Sanaa, matando cerca de 45 presos leais ao internacionalmente reconhecido Abd Abdel Rabbuh Mansur Hadi.

Em outro ataque 14 crianças e 6 adultos morreram em Huydaydah no dia 15 de dezembro. Duas crianças e oito mulheres que estavam retornando de uma festa de casamento de Marib no início desta semana também foram mortas.

A coalizão saudita entrou na guerra do Iémen em março de 2015 em razão de suposto pedido de Hadi para ajudar a combater as ameaças territoriais provocadas pela aliança iraniana com os Houthis e o ex- presidente Ali Abdullah Saleh, em março de 2015. A dinâmica do conflito sofreu mudança significativa quando Saleh cortou as relações com os Houthis e foi morto no início de dezembro . As forças restantes que são leais a Saleh juntaram-se ao exército nacional de Hadi em uma nova aliança para combater os Houthis e recuperar a capital Sanaa.

Os ataques aéreos da coalizão liderada pelos sauditas continuaram em áreas densamente povoadas no Iêmen apoiando a nova aliança contra o Houthis.

Com informações de Middle East Monitor

Os EUA reconhecem Jerusalém como capital de Israel: vem guerra por aí?

Por Andréa Fernandes

Antes de escrever sobre o evento histórico promovido pelos Estados Unidos no momento em que o presidente Donald Trump reconheceu Jerusalém como capital de Israel, resolvi dar uma espiada nas “análises” da galera suprassumo em política internacional e também na mídia árabe. Afinal de contas, nenhum país se importa realmente com os palestinos sob a ótica dos “direitos humanos”, uma vez que o intuito real é deslegitimar Israel na obsoleta oposição midiática comunista ao único país que não se afundou na desordem estimulada pelo ódio religioso e sectarismo, próprios de países muçulmanos.

Tão logo Trump cumpriu com o dever consignado na lei que o Congresso americano aprovou em 1995 – que prevê o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e a consequente transferência da embaixada – e que vinha sendo covardemente postergado por seus antecessores, a comunidade internacional explodiu em fúria – não tão “calorosa” quanto os jihadistas que o Ocidente recebeu – criticando a ação americana num flagrante desrespeito à soberania do país.

O vozerio foi fortalecido pela União Europeia, na pessoa da chefe de política externa, Frederica Mogherini – aquela integrante do partido comunista italiano que “tietava” o terrorista Yasser Arafat[1] – irresignada, após o ato de Trump, disse: “acreditamos que a única solução realista para o conflito entre Israel e Palestina é baseada em dois Estados e com Jerusalém como a capital de ambos”[2]. Talvez, a tese dela em ciência política intitulada “A Relação entre Religião e Política no Islã”, seja o motivo de se empenhar em defender a “jihad palestina”, já que as ações criminosas de países muçulmanos não são do seu interesse, e sempre é bom lembrar que a diplomata hipócrita não anda preocupada com a ocupação de 37% do território cipriota pela Turquia, que mantém 40 mil soldados no norte do Chipre, invadido em 1974[3]. Por acaso, Frederica se manifestou na imprensa quando o “sultão Erdogan” avisou que “a Turquia nunca sairá do Chipre[4]? As pautas comunistas sempre privilegiam os “amantes da paz islâmica obtida pela espada”.

Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina – considerado “moderado” pelo Ocidente – ao ser informado por Trump através de telefonema acerca da sua decisão de mudar a embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém acionou seu fiéis “ativistas-terroristas”, que convidaram fotógrafos e cinegrafistas para “visitar” Belém a fim de documentar um “evento importante”, qual seja, palestinos ensandecidos queimando cartazes com imagens de Trump e a bandeira de Israel[5]. O objetivo é simples: promoção da “propaganda de ódio” para levar a opinião pública a acreditar que a política de Trump incendiará a região, o que fez o presidente da Autoridade Palestina afirmar que “os Estados Unidos perderam o papel de mediador no Oriente Médio”[6].

Hoje, Abbas em pronunciamento agressivo afirmou que a “revolta palestina” deve continuar e o líder do movimento Fatah – também considerado moderado pelo Ocidente – disse que “Trump emitiu declaração de guerra contra o povo palestino”[7]. Abbas já havia ordenado o fechamento de escolas e na usual política retaliatória contra inocentes, o prefeito de Belém (ocupada por palestinos), também determinou o desligamento de todas as luzes de natal na área onde cristãos vêm  sofrendo limpeza religiosa desde o início da ocupação palestina. E se alguém vier com a lengalenga de que “palestinos não são ocupantes”, cabe lembrar que antes da Guerra de Independência de 1948, a população original de Ramallah era 90% cristã e de Belém, 80%. Além disso, o “pacisfismo islâmico” dos invasores palestinos proporcionou a seguinte realidade: em 1967, mais da metade dos moradores de Belém eram muçulmanos e Ramallah se tornou uma grande cidade muçulmana[8].

Aliás, vale uma breve digressão: o falecido terrorista Yasser Arafat mudou a demografia de Belém semelhantemente à estratégia de países muçulmanos na atualidade, ou seja, enviando milhares de muçulmanos de campos de refugiados, e como bem salienta o jornalista Giulio Meotti, transformou a cidade – outrora majoritariamente cristã – “num refúgio seguro para terroristas suicidas”, onde cemitérios e conventos foram profanados e cristãos transformados em escudos humanos pela perversa Organização para a Libertação da Palestina (OLP). De sorte que, a OLP e outros grupos islâmicos “ofertaram” aos cristãos nativos as mesmas atrocidades que seus homólogos do Estado Islâmico: casamento forçado, conversões, espancamentos, apropriação de terras, ataques incendiários, boicote comercial, tortura, sequestro, assédio sexual, extorsão, dentre outros crimes mantidos ocultos pela mídia vendida aos interesses árabes.

Após o pronunciamento histórico de Trump, Ismail Haniyeh, líder do grupo terrorista Hamas, fez o que sempre foi sua especialidade: conclamar o terror contra civis inocentes, e para tanto, pediu uma nova “intifada contra o inimigo sionista[9] como condenação à decisão de Trump no melhor estilo “jihad”. Contudo, a “ansiedade sanguinária” não resistiu esperar até o dia 8, quando deveriam ser iniciados os atos de violência, e com isso, os terroristas passaram a efetivar disparos de foguetes contra o território israelense ocasionando “resposta” de Israel direcionada às estruturas militares na Faixa de Gaza[10]. Seguindo a mesma “linha assassina”, o grupo terrorista xiita Hezbollah, financiado pelo Irã, também endossou a necessidade de intifada.

Incitados por suas lideranças, cerca de 3 mil palestinos saíram às ruas em protestos violentos em 30 locais na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, onde dezenas de manifestantes se reuniram perto da fronteira com Israel e lançaram pedras contra os soldados. A violência se intensificou no embate de palestinos contras as forças israelenses e segundo a imprensa palestina, já são 200 palestinos feridos e 1 morto.

Insta esclarecer que o “tom apocalíptico” de alguns jornais descambaram em distorções de ignorância ímpar como aconteceu com ‘O Globo’, ao consignar: “Diante da reação inflamada do mundo árabe, com protestos na Faixa De Gaza e na Turquia, o Exército israelense anunciou o envio de batalhões adicionais ao território palestino da Cisjordânia[11]”. O jornalista nervoso por externar o sensacionalismo de sempre, incluiu indevidamente a Turquia na lista de territórios integrantes do “mundo árabe”. O desespero tomou conta da redação…

De qualquer maneira, o mundo muçulmano é, de certo modo,  imprevisível, e as lideranças  palestinas se esforçam para conseguir o apoio que carecem para promover “arruaça terrorista” ao ponto de desencadear uma verdadeira “guerra”, tentando invalidar o ato legítimo de Trump, porém, deverão primeiro, convencer a monarquia saudita a validar sua ações, visto que numa proposta inusitada de “acordo”, a Arábia Saudita ofereceu a cidade de Abu Dis (próxima à Jerusalém Oriental) como a futura “capital da Palestina”, em vez de Jerusalém Oriental. E se ainda assim, o caro leitor tem dúvida do “apoio” que goza a Autoridade Palestina, cabe informar que Abbas foi pressionado pelo Egito e Arábia Saudita a não processar funcionários israelenses em tribunais internacionais como havia prometido, e decidiu… obedecer a “orientação”[12].

A Organização de Cooperação Islâmica (OIC) se manifestou ontem expressando rejeição à decisão de Trump e informou que convocará uma reunião extraordinária com os representantes dos Estados-membros em Istambul nos dias 12 e 13 de dezembro para “discutir as repercussões da decisão americana e formular uma posição islâmica unificada” sobre a questão[13].

O principal representante da “Palestina’ no Reino Unido, Manuel Hassassian, disse que o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel pelos Estados Unidos equivale a uma “declaração de guerra contra os muçulmanos[14]. Já o Papa Francisco e a ONU apelam para um “diálogo” sobre o status da cidade, mesmo sabendo que não está nos planos dos palestinos essa possibilidade. O Papa ressaltou que se “respeite” o status atual da cidade, pouco se importando que esse pedido absurdo, é, na realidade, um desrepeito ao direito milenar dos judeus à Jerusalém como sua capital indivisível.

Até o momento, as “ameaças explícitas” evidenciadas contra os Estados Unidos advêm do Estado Islâmico e al-Qaeda – grupos islâmicos que vivem em função de ameaças aos “infiéis ocidentais” de modo que não surpreende ninguém a revolta das lideranças dessas facções além do “irmão siamês” Hamas, que objetiva começar nova intifada.

Logo, aguardemos novos “sinais de fumaça islâmica” para sabermos até aonde vai a proclamação de jihad contra Israel e Estados Unidos, já reconhecendo que nessa sexta-feira a promessa de novos protestos se cumpriu em países como Malásia, Indonésia, Iêmen, Turquia, Jordânia, Egito e outros Estados africanos.

Nada mais “inspirador” para um candidato a “Estado terrorista”, que o pedido de suas lideranças exigindo o chamado “Dia de fúria” justamente após as “orações” no dia que é considerado “sagrado” para os seguidores da “religião da paz”.

Publicado originalmente em 08.12.2017, no Portal Gospel Prime

Imagem: g1.globo.com

[1] http://israelstreet.org/2014/11/08/communist-and-islamophile-federica-mogherini-returns-to-ramallah-and-gaza/

[2] https://www.jihadwatch.org/2017/12/eu-vows-push-to-make-jerusalem-capital-for-palestinians-too

[3] http://cyprus-mail.com/2017/07/20/cyprus-marks-43-years-since-turkish-invasion/

[4] https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2017/01/13/erdogan-diz-que-turquia-nunca-saira-do-chipre.htm

[5] https://www.gatestoneinstitute.org/11508/trump-jerusalem-speech-palestinians

[6] http://g1.globo.com/globo-news/jornal-das-dez/videos/t/todos-os-videos/v/mundo-islamico-protesta-apos-trump-reconhecer-jerusalem-como-capital-de-israel/6342958/

[7] https://www.timesofisrael.com/abbas-vows-palestinian-rage-will-continue-well-never-back-down/

[8] https://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4221651,00.html

[9] https://www.middleeastmonitor.com/20171207-hamas-leader-calls-for-new-intifada-over-trump-decision/

[10] https://www.dn.pt/mundo/interior/jerusaem-israel-ataca-postos-militares-na-faixa-da-gaza-em-resposta-a-projeteis-8971462.html?utm_source=Push&utm_medium=Web

[11] https://oglobo.globo.com/mundo/confrontos-entre-soldados-israelenses-palestinos-deixam-ao-menos-104-feridos-22160770

[12] https://www.middleeastmonitor.com/20171123-under-saudi-egypt-pressure-abbas-retreat-from-prosecuting-israel/#at_pco=smlwn-1.0&at_si=5a29c8f6b0615634&at_ab=per-2&at_pos=0&at_tot=1

[13] http://www.arabnews.com/node/1205411/saudi-arabia

[14] https://g1.globo.com/mundo/noticia/reconhecer-jerusalem-como-capital-de-israel-e-declarar-guerra-diz-enviado-palestino-no-reino-unido.ghtml

 

Fome deve matar mais iemenitas do que a guerra

Mais de metade da população está agora em estado de insegurança alimentar com 7 milhões sofrendo fome permanente.

Genebra: catástrofe humanitária no Iêmen deve piorar à medida que a guerra tem arruinado a economia e está impedindo o abastecimento de alimentos conduzindo o país à beira da fome, disse o representante oficial da ONU no país, à Reuters.

“Ao longo de todo este país crianças estão morrendo”, disse Jamie McGoldrick. Coordenador Humanitário da ONU no Iêmen.

Quase dois anos de guerra entre uma coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita e o Irã, apoiando o movimento Al Houthi, deixou mais da metade dos 28 milhões de iemenitas em estado de “insegurança alimentar”, com 7 milhões deles suportando a fome, de acordo com as Nações Unidas.

Al houthis têm sido amplamente responsabilizado por protelar os esforços para alcançar uma solução política e prolongar a crise.

No último revés, os maiores comerciantes do Iêmen deixaram de realizar novas importações de trigo devido a uma crise no banco central, segundo documentos vistos pela Reuters.

Já, oito em cada 10 crianças são raquíticas por desnutrição e a cada 10 minutos uma criança morre devido a doenças evitáveis, conforme relata a agência da ONU . Para sobreviver várias famílias muitas vezes dependem de um salário-benefício e o casamento infantil está aumentando, com as meninas casando aos 15 anos de idade, em média, e muitas vezes mais jovens.

A ONU estima que 18,8 milhões de pessoas precisam de alguma forma de ajuda humanitária, mas se esforça para entregar suprimentos, em parte por causa da guerra e em parte devido à falta de financiamento. A interrupção dos embarques de trigo vai agravar o problema.

“Sabemos que no início do próximo ano, vamos enfrentar problemas significativos”, disse McGoldrick, que descreveu a economia como “periclitante”.

Quase metade das 22 províncias do Iêmen já estão oficialmente classificadas como estando em uma situação de emergência alimentar, disse ele. Isso é quatro em uma escala de cinco pontos, onde cinco é a fome.

“Eu sei que existem alguns desenvolvimentos preocupantes e temos visto que a deterioração na economia e os serviços de saúde e a capacidade de fornecer alimento somente nos daria uma estimativa de que as coisas vão ficar muito pior”, disse McGoldrick.

A ONU tem vindo a realizar uma nova avaliação de alimentos em preparação para um novo apelo humanitário em 2017, quando irá pedir doadores para ajuda a socorrer 8 milhões de pessoas. Mas a fome pode ainda não ser declarada oficialmente.

Fome “significa mais de duas pessoas que morrem por dia para cada 10.000 na população, ou cerca de 5.500 mortes por dia em todo um país do tamanho do Iêmen, de acordo com um cálculo da Reuters . A corrente de “emergência” em grande parte do Iêmen ainda significa 1-2 mortes por 10.000.

http://gulfnews.com/news/gulf/yemen/yemen-edging-nearer-famine-as-war-takes-toll-1.1947351

“A Europa não tem ouvidos para esta guerra”

O Estado turco impõe-se pela força militar no Curdistão, sem distinguir civis de combatentes. A pretexto da luta contra o terrorismo, foi desencadeada uma verdadeira guerra contra os civis no Sudeste do país, desde meados de 2015.

Há um ar pesado, um cheiro a fumo e uma poeira que se infiltra na garganta, nos pulmões. Estamos em Nusaybin, território curdo, no limite sudeste da Turquia. A guerra da Síria está a dois passos. É ali que começa a fronteira: Al-Qamishli, na Síria, é a um passeio dali, embora passando uma terra de ninguém com 600 mil minas prontas a explodir. Mas é um engano dizer as coisas assim; na verdade, a guerra já mora ali.

Raqia Tovan tem um rosto jovem, mas triste, carregado, coberto por um lenço escuro, com flores azuis e vermelhas, atado sob o queixo. As memórias do último ano são amargas. O Exército turco lançou uma brutal ofensiva contra os curdos, após as legislativas de 7 de Junho, quando o Partido Democrático do Povo (HDP), pró-curdo, entrou para o Parlamento em Ancara. Dessa forma, o Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), no poder, não teve maioria suficiente para governar.

Várias zonas do Sudeste da Turquia transformaram-se em cenários de guerra: a operação militar do Estado contra os seus cidadãos curdos é um compêndio de violações dos direitos humanos. Para Raqia Tovan, o seu mundo desmoronou-se.

“Quando começou o recolher obrigatório, no primeiro dia, decidimos deixar a cidade. Mas o meu filho mais velho não se quis vir embora. Soubemos pelosmedia, dois meses depois, que tinha sido morto”, contou. “Há um sítio, na cidade de Urfa, onde se pode ir reclamar o cadáver. Mas só achámos partes do corpo do meu filho. Não só o mataram a tiro como o destruíram, desmembraram-no”, diz Raqia Tovan, que vai franzindo o sobrolho à medida que desenrola o novelo da sua história, que veio contar aos visitantes de Nusaybin. “Nem sequer pelos testes de ADN era possível saber se era mesmo ele. Havia muitos corpos destruídos.”

O Governo justificou a operação militar como uma necessidade para lutar contra o terrorismo – não do grupo Estado Islâmico, que controla território na Síria e no Iraque, e tem feito atentados na Turquia, mas do Partido dos Trabalhadores do Curdistão. O PKK é uma guerrilha que a Turquia considera terrorista e que começou a lutar pelas armas em 1984 pela independência desta nação sem Estado espalhada por vários países (Turquia, Iraque, Síria e Irão).

“Ainda não sei onde está o meu filho. Tudo isto é muito desumano. O Estado matou e destruiu tudo, as famílias, as casas, os homens também. Não consigo dormir. A União Europeia devia saber disto”, diz Raqia Tovan, que quis contar a tragédia em que se transformou a sua vida aos europeus que vieram a Nusaybin, numa missão organizada pelo Movimento Europeu Anti-Racismo (EGAM) e pela Rede de Parlamentares Elie Wiesel.

“O nosso maior problema é a etiqueta ‘grupo terrorista’ que foi colada ao PKK. O Governo pode sempre dizer que está a matar terroristas”, diz Hatip Dicle, co-líder do Congresso da Sociedade Democrática, uma plataforma de movimentos curdos que proclamou a autogovernacão no Curdistão turco no Verão de 2015. “Veja-se o exemplo do apartheid: o mundo isolou o Governo racista da África do Sul, enquanto não fez a paz. Se o Governo turco não tiver o mesmo tratamento, não haverá paz.”

Negação de identidade

Em Diyarbakir, a capital económica e cultual do Curdistão, o exército e a polícia actuaram de forma igualmente brutal. “Se conseguirmos, vamos levar os nossos casos até ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Mas parece-nos que a UE não tem ouvidos para esta guerra”, diz Mustafa Çukur, pai de Rozerin Çukur, uma adolescente de 16 anos que foi morta a tiro pela polícia turca em Sur, o centro histórico da cidade, e cujo cadáver só pôde recuperar ao fim de seis meses. “A bala entrou pelo topo do crânio e saiu pelo lado da cara”, explica o pai, com uma calma perturbante.

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O que outrora já foram prédios em Cizre: O Exército turco lançou uma brutal ofensiva contra os curdos, após as legislativas de 7 de Junho

“Destruíram as nossas cidades, queimaram as nossas terras e ninguém faz nada. Agora é porque a UE está a comprar à Turquia uma solução para os refugiados”, acusa Mustafa Çukur. “Fizeram de nós refugiados no nosso próprio país.” Pelo menos um milhão de pessoas foi afectada por esta campanha militar. Só em Sur, 23 mil pessoas viviam nas zonas de intervenção. Agora, vivem em bairros de lata.

Foram impostos longos períodos de recolher obrigatório — em alguns casos, duraram meses, sem interrupção —, durante os quais foram bombardeados. Sur, um núcleo urbano com mais de 7000 anos, com centenas de monumentos históricos, alguns classificados como património da Humanidade, ou bairros de cidades como Nusaybin, Cizre, Silvan e outras. Como se de uma verdadeira guerra se tratasse.

“A Constituição nega o reconhecimento de outras identidades para além da dos turcos da seita sunita, apesar de existirem várias outras no país”, explica Raci Bilici, responsável pela delegação de Diyarbarkir da Associação de Direitos Humanos da Turquia. “Esta luta existe por causa da negação de identidade. O problema da Turquia é ter uma democracia fraca.”

A tragédia podia surgir de uma forma banal: a família de Kemin, uma mulher jovem, toda vestida de negro, lenço negro e olhos afundados, decidiu ficar em Nusaybin. O marido era funcionário municipal. “Depois de 21 dias fechados em casa, decidiu ir à rua, para comprar cigarros”, conta. “Foi atingido a tiro ao sair.”

Hoje ainda há vastas áreas de Sur ou Nusaybin onde é proibido entrar. Vedações ou enormes blocos de cimento servem para bloquear ruas ou bairros, que convivem resvés com lojas de especiarias, churrascos, outras habitações. As crianças entram por buracos e recolhem munições aos quilos, para vender em sacos de 5kg.

Nas décadas de 1980/90, a guerra civil entre o PKK e as autoridades turcas grassou nas zonas rurais. Fez mais de 30 mil mortos e levou os curdos a fugir para as cidades. Mas esta nova ofensiva estatal, que não distinguiu civis de combatentes, é urbana. O objectivo foi limpar o coração das cidades de células do PKK, formadas por jovens, adolescentes ou até crianças, que se radicalizaram devido à herança de frustração e fúria por serem vítimas de racismo e discriminação. A maioria da população curda é muito jovem, com menos de 20 anos — são os “filhos da tempestade” da década de 1990, dos anos dos desaparecimentos forçados, da tortura.

Do telhado de uma casa de Sur vê-se a destruição. Casas sem telhado, paredes derrubadas pelos bombardeamentos e pelo picotado das armas automáticas. Ao longe, uma clareira terraplanada onde foram já demolidos edifícios do que era antes uma malha urbana labiríntica de pedra escura para dar lugar sabe-se (teme-se) lá ao quê.

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Habitantes no topo de Sur, o centro histórico de Diyarbakir, onde viviam 23 mil pessoas que agora estão em bairros de lata

Antes da intervenção, 18% dos terrenos em Sur eram propriedade da TOKI, a agência de desenvolvimento urbano turca, cujas políticas têm levado à expulsão de populações de zonas de Istambul para dar lugar aos projectos megalómanos acarinhados por Erdogan. Com um decreto publicado a 21 de Março, os restantes 82% foram expropriados.

“A minha casa tinha 700 anos e agora já não existe. Antes, ofereceram-me muito dinheiro por ela e não aceitei… Agora, com a expropriação, é muito menos. Mas não vou aceitar”, confia um habitante de Sur. “Põem a bandeira turca em todo o lado. Mas vamos resistir.”

Embora não se conheçam ainda projectos concretos, teme-se que os moradores sejam impedidos de regressar. Sur é um núcleo urbano classificado com vestígios de povos diferentes (arménios, romanos, otomanos, curdos, muçulmanos, e outros) e corre o risco de ser obliterado por construções que imponham o carácter muçulmano sunita.

“Era uma criança”

“Escondia-se aqui um atirador furtivo a disparar”, conta Cahit Morgül, num terraço de Sur. Muito delgado, quase como se o vento o pudesse dobrar, com o rosto encovado e os olhos grandes, tristes, é um pai de luto. “Tinha um filho de 14 anos e mataram-no. Mesmo que tivesse alguma arma, e nunca lhe vi nenhuma, não o podiam ter matado. Era uma criança”, contou.

“Quando atacaram a minha casa, começou a arder. Até usaram helicópteros.” Os momentos em que o Estado desencadeou toda essa força bruta contra um civil ficaram imortalizados em fotos da Reuters. “Também usaram gás, não sabia o que fazer”, conta. Tirou primeiro de casa o filho mais novo. Já não conseguiu tirar o mais velho: os militares mataram-no a tiro.

“A nossa vida familiar está destruída. Se não estivesse aqui convosco, estava com a minha mulher no cemitério. Estamos lá das 14h às 19h, todos os dias”, confessa Cahit Morgül. “O meu filho mais novo tem sete anos. Perguntaram-lhe na escola o que quer ser quando for grande e ele disse que quer juntar-se à juventude do PKK, para vingar a morte do irmão.”

Para se livrar de algumas centenas de militantes — não há números oficiais —, o Governo não hesitou em usar força letal. “O resultado foi uma destruição tão grande que faz lembrar as cidades europeias em escombros após a II Guerra Mundial ou a guerra na Síria”, diz Raci Bilici. Há vários relatos de pessoas mortas em caves — mortas a tiro e depois queimadas.

As barricadas começaram a ser erguidas depois de, em Outubro de 2014, o Presidente Erdogan ter afirmado que Kobani, a cidade curda na Síria tomada pelo Estado Islâmico um mês antes, ia cair. Acabou por ser reconquistada pelos peshmergas, os combatentes curdos, no ano seguinte.

Banhos de sangue

É impossível não ver a sede do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP) em Diyarbarkir, na parte moderna da cidade: a entrada está ornada de enormes painéis com a fotografia do primeiro-ministro, Binali Yildirim. Ao entrar, a parede do lado direito, rente à escadaria, tem um enorme retrato do Presidente Recep Taiyyp Erdogan que nos acompanha na subida.

Mustafa Kaçmaz, segundo vice-presidente do AKP em Diyarbarkir, faz uma análise dos motivos desta enorme operação de segurança. “O problema é que o HDP decidiu apresentar uma lista nacional e não concorrer com candidatos independentes, como antes”, analisou.

“Antes das eleições, o HDP dizia que queria continuar as negociações de paz [iniciadas dois anos antes]. Mas depois ofereceram-se para qualquer coligação que afastasse o AKP do poder”, afirma Kaçmaz, um advogado curdo que escolheu juntar-se ao partido de Erdogan.

O HDP, apesar de não ser reconhecido pelo PKK como o seu braço político, paga politicamente como se o fosse. É um partido de esquerda com uma forte componente curda — e toda a política do Curdistão tem alguma coisa que ver com o PKK. Tudo se funde no conceito nebuloso da “organização”.

Sem maioria para formar governo e com a necessidade de novas eleições no horizonte, começou a desenhar-se o cenário de violência. Kaçmaz apresenta a versão do Governo: “O HDP ameaçava as pessoas de que iria haver um banho de sangue, se os futuros resultados eleitorais não fossem os que desejavam.”

Segundo a deputada do HDP Sibel Ygitalp, foi o Governo que atiçou os ânimos, prometendo que a guerrilha curda ia lançar uma vaga terrorista: “A campanha eleitoral do AKP foi cheia de ameaças de banhos de sangue, de tentativas de descredibilizar o HDP, afirmando que os terroristas iam andar à solta se votassem em nós”, afirmou.

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“Não às prisões” ouviu-se nas ruas de Istambul em Novembro, quando o governo turco prendeu dois líderes pró-curdosYASIN AKGUL/AFP

Reforçados pela entrada do HDP no Parlamento e ainda com o amargo de boca das declarações de Erdogan sobre a queda iminente de Kobani, os municípios do Curdistão começaram a declarar em Agosto de 2015 a autogovernação: o princípio defendido pelo líder do PKK, Abdullah Öcalan, preso em solitária desde 1999, em alternativa à independência.

Foram interrompidas as negociações de paz que decorriam há dois anos e o cessar-fogo. Ainda antes da repetição das legislativas em Novembro, em que o AKP teve maioria absoluta, a Turquia caiu numa espiral de violência.

Enquanto os curdos faziam atentados contra alvos militares e policiais, reforçou-se a repressão contra os media em todo o país. E iniciou-se a violenta operação militar contra o terrorismo no Sudeste da Turquia, com os longos períodos de recolher obrigatório.

“O Governo de Ancara não aceita a auto-organização curda, considera-a uma ameaça à existência do Estado turco”, analisou Firat Anli, co-presidente do município de Diyarbarkir, preso dias depois da visita da missão das ONG europeias, que o PÚBLICO acompanhou. É acusado de promover actividades terroristas. A guerra na Síria e o desejo de autonomia dos curdos foram os factores que levaram ao colapso do processo de paz, analisou.

“A Turquia tem problemas muito graves. A mentalidade do Governo é estar sempre a lutar contra alguém: contra os jornalistas, os escritores, os autarcas, os curdos”, disse Anli.

A ex-deputada Ayla Akat Ata, líder do Congresso Livre das Mulheres (KJA), foi deputada durante oito anos e sabe o que é ser um alvo do Governo. Foi presa no mesmo dia que os presidentes da câmara de Diyarbarkir. Feições muito desenhadas, cabelo preto comprido escadeado, dirige uma organização que agrupa mulheres de partidos, sindicatos e associações curdas. O seu tempo no Parlamento valeu-lhe mais de 200 casos em tribunal.

“Uma declaração à imprensa, um comunicado, um pedido de esclarecimento — tudo isso serve, sob a acusação de agir em conluio com uma organização terrorista”, explicou. “Sou advogada, sei que isto não é legal.” Agora, Ayla Akat Ata está na prisão, com novas acusações.

Professores presos

Após o golpe de Estado falhado de 15 de Julho, de que foram acusados os seguidores do imã Fethullah Gülen, multiplicaram-se ainda mais as perseguições, os atentados à liberdade de expressão. Houve uma verdadeira razia entre os professores: entre os perto de 100 mil funcionários públicos despedidos, cerca de 50 mil são professores. E metade pertence a um sindicato de esquerda, o Egitim Sen.

Siyar Sakar Atlian tem uma camisa aos quadrados, calças de ganga justas, o cabelo apanhado num rabo-de-cavalo, as sobrancelhas finas e arqueadas. “Sou professora há 18 anos e o meu marido há 20. Agora ele está preso, por causa das suas actividades no sindicato. Foram buscá-lo a casa de madrugada, com a minha filha mais velha a ver. Disse à minha mais nova que o pai foi para um campo de férias de futebol. Mas ela começa a fazer perguntas”, conta, num retrato de aflição.

É sempre assim: a polícia vem de madrugada e prende um professor. “Chegam pelas 5h, e temos de responder com uma espingarda apontada à cara e uns grandes focos de luz nos olhos”, contou Semra Kiratli, cujo marido dá aulas há 18 anos e foi levado para a prisão. “Mandam-nos deitar no chão, não tocar em nada. Espalham-se pela casa toda, como se ali houvesse algo de anormal.”

Chegam nos veículos blindados brancos marcados com números garrafais, que andam pelas cidades a toda a hora do dia ou da noite. Intimidam. Revistam a casa, vasculham os livros nas estantes, conta esta mulher vestida de azul, cabelo preto comprido, brincos prateados compridos, brinquinho brilhante no nariz, rosto de meia-lua. “A minha irmã está a viver lá em casa, vai-se casar esta semana, e o meu marido pediu para se despedir dela. A polícia disse que se calhar devia ir ao casamento também.”

O P2 viajou a convite do Movimento Europeu Anti-Racista (EGAM) e da Rede de Parlamentares Elie Wiesel para a Prevenção de Genocídios

Clara Barata

https://www.publico.pt/2016/11/20/mundo/noticia/a-ue-nao-tem-ouvidos-para-esta-guerra-1750211

Relatório divulgado recentemente detalha a terrível perseguição sofrida pelos cristãos na Síria

Shoebat – Um Relatório recente divulgou detalhes horríveis da perseguição perpetrada pelo ISIS contra cristãos na Síria. No relatório foi abordado como 3 cristãos foram mortos depois de se recusarem a se converter ao islã, como um padre também foi decapitado, e como dez  cristãos assírios foram abatidos ou decapitados por causa de sua fé. Ha mais histórias no relatório:

Enquanto os insurgentes do Estado Islâmico e forças do governo lutam na Síria a população de cristãos continua a diminuir, de 1.250.000 em 2011 pará menos de 500.000 este ano, segundo ADF International, que defende a liberdade religiosa em todo mundo.

Num sub-Relatório apresentado com o Relatório do genocídio contra cristãos no Oriente Médio para o Secretário de Estado John Kerry em março, a instituição ADF Internacional detalha o genocídio em curso de cristãos e OUTRAS minorias religiosas no Oriente Médio.

É relatado que “os cristãos são o grupo religioso mais perseguido do mundo” e que, em pelo menos 104 países, os cristãos são perseguidos por governos e organizações.

A perseguição inclui “agressões físicas, prisões e detenções, profanação de LOCAIS Sagrados e discriminação contra grupos religiosos sem direito a emprego, habitação ou educação”, diz ou Relatório.

A perseguição contra cristãos “foi maior no Oriente Médio e norte da África (90% dos Países)”, informou ADF International. Na Síria e no Iraque, a Perseguição dos Cristãos é realizada por  radicais muçulmanos  como membros do Estado islâmico e Jabhat al-Nusra Frente, segundo ADF.

Na Síria, Forças Governamentais vêm lutando contra os revolucionários e o Estado Islâmico desde março de 2011, uma batalha em curso desencadeada Pela Primavera Árabe.

Em 2015, a população da Síria era de aproximadamente 20 milhões, disse ADF International, e “92,8% da População era muçulmana, 5,2% cristã e 2% de outras religiões”.

“A População de cristãos caiu de 1,25 milhão em 2011, para apenas 500 mil hoje”, disse ADF Internacional em seu Relatório. “Estima-se que somente em 2015, mais de 700.000 cristãos na Síria procuraram refúgio” em Outros Países.

A perseguição dos cristãos na Síria é extrema, disse ADF Internacional, e inclui os seguintes exemplos:

“Três cristãos foram executados por se recusarem a se ou conversor ao islã, um padre católico foi decapitado pelos rebeldes, pelo menos 15 cristãos assírios foram decapitados ou executados a tiros; três cristãos foram executados e pelo menos 10 pessoas receberam ordem de execução por um auto-proclamado “tribunal religioso” por serem crisrãs.

“Em setembro de 2013, 36 líderes religiosos muçulmanos emitiram uma fatwa permitindo que os muçulmanos sunitas tomassem a propriedade de cristãos ou de outros grupos religiosos não-muçulmanos. Numerosos cristãos e líderes religiosos cristãos foram vítimas de sequestros. O arcebispo ortodoxo grego Boulos Yazigi e o  arcebispo ortodoxo sirio Yohanna Ibrahim ainda estão desaparecidos.

“Em setembro de 2013, a Frente Al Nusra atacou a cidade predominantemente cristã de Maaloula, matando 20 pessoas, raptando 15, e destruindo locais religiosos cristãos. Nenhum muçulmano foi atacado.

“Em outubro e novembro de 2013, mais de 1.500 famílias da aldeia cristã de Sadad foram reféns do Al Nusra. 45 pessoas foram mortas.

“Em outubro de 2014, ou o padre franciscano Hanna Jallouf e 20 Cristãos foram sequestrados por Al Nusra. Eles foram finalmente libertados.

“Em janeiro de 2015, foi relatada a morte do padre católico armênio Michel Kayyal e o padre ortodoxo grego Maher Mahfouz were.

“Em fevereiro de 2015, o ISIS (Estado Islâmico) apreendeu 35 aldeias cristas assírias, sequestrando mais de 300 Cristãos. ISIS libertou 23 pessoas em março de 2015, e exigiu £15 milhões para a libertação de 230 pessoas. Os moradores remanescentes, em número de mais de 1.200, fugiram para outras aldeias (Hassake e Qamishli), deixando as 35 aldeias desertas durante meses.. Eles começaram a retornar em junho de 2015, quando combatentes cristãos e curdos reconquistaram as aldeias.

“O número exato das vítimas da guerra civil na Síria (e das vitimas CRISTÃS) é desconhecido. Presume-se que a partir de 24 de novembro de 2014, 197.378 pessoas foram mortas (incluindo 62,347 civis). No entanto, de acordo com com o Observatório Sírio parágrafo OS Direitos Humanos, pode haver mais de 80.000 mortes não registradas. [ênfase adicionada].

“Muitas pessoas são executadas como resultado de uma pena de morte imposta pelos grupos extremistas em violação das regras do devido processo legal e um julgamento justo,. Tais execuções continuam e pena de morte é usada como como um castigo por não se converter ou não se aderir à sharia (lei islâmica).

Ademais, além dos assassinatos e execuções, as minorias religiosas estão sujeitas a tortura, tratamento desumano e degradante, violência sexual, violações, desaparecimentos forçados e deslocamentos.

“Não foram tomadas medidas adequadas pelo governo sírio para por fim aos abusos e execuções ilegais e respeitar o direito à vida protegido pelo direito internacional. Como resultado, a RAE [República Árabe da Síria] ocupa o quarto lugar na World Watch List, de 2015, que classifica os 50 países onde os cristãos são perseguidos “.

Muslims Take Three Christians And Tell Them To Convert To Islam, They Refuse And The Muslims Execute Them, They Take A Christian Pastor And Behead Him, Fifteen More Christians Are Beheaded And Shot For Worshipping Christ

Igreja vive em meio à violência da Chechênia

Além da perseguição religiosa, fieis também enfrentam um cenário de guerra, conflitos e imposições por parte da liderança política

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Recentemente, na Chechênia, houve uma explosão envolvendo dois homens-bomba em um posto de controle, perto da capital do país, Grozny. Como resultado do atentado, seis policiais ficaram feridos, três dos quais estão em estado grave. A igreja no país enfrenta esse cenário de guerra, sem contar a violência causada pela perseguição religiosa.

Chechênia (que já ocupou o 20º lugar na Classificação da Perseguição Religiosa, em 2011 e 2012) é uma das repúblicas da Federação da Rússia, que fica na região de Cáucaso, entre a Europa Oriental e a Ásia Ocidental, onde a Igreja Ortodoxa Russa exerceu, por séculos, importante influência política e religiosa na região. Sabe-se que a Rússia não reconhece a Chechênia como Estado. Atualmente, a maioria da população professa a fé islâmica, mas estima-se que há cerca de 8 milhões de cristãos vivendo por lá.

As organizações islâmicas políticas pressionam constantemente esses cristãos a negarem a Cristo e a aderirem a fé muçulmana. Até mesmo os costumes são ditados pelo governo e há um decreto para que todas as estudantes e funcionárias públicas cubram a cabeça com véu. Como o cristianismo é associado, muitas vezes, com a Rússia, assumir a nova fé significa para os chechenos “tornar-se russo”, o que é mais um motivo para a perseguição. Dessa forma, é mais seguro para os cristãos praticar a fé secretamente.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/09/igreja-vive-em-meio-a-violencia-da-chechenia

Guerra na Síria já provocou mais de 300 mil mortes, diz ONG

Observatório que monitora o conflito divulgou balanço atualizado de mortos. Trégua é respeitada em seus segundo dia em grande parte do país.

A guerra da Síria deixou mais de 300 mil mortos desde o início em março de 2011, de acordo com um balanço atualizado divulgado pela ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) nesta terça-feira (13).

O balanço anterior, divulgado em 8 de agosto pela ONG que tem sede no Reino Unido mas que dispõe de uma ampla rede de fontes militares, civis e médicas em toda a Síria, citava 292.817 mortos no conflito devastador, informa a AFP.

O OSDH afirma também que o cessar-fogo de escala nacional está sendo respeito em grande parte da Síria no início do segundo dia em vigor, de acordo com a Reuters.

Foram registrados alguns ataques e disparos nas primeiras horas da trégua na noite de segunda-feira em áreas que incluem a periferia norte de Hama, Ghouta Oriental e o norte de Aleppo, de acordo com o grupo que monitora o conflito.

Mas aparentemente a violência estava diminuindo e o Observatório disse que não foi reportada nenhuma morte de civis em decorrência dos combates nas primeiras 15 horas de duração do cessar-fogo, que entrou em vigor às 19h de segunda-feira (13h no horário de Brasília).

O cessar-fogo, mediado pela Rússia e pelos Estados Unidos, representa a segunda tentativa este ano de encerrar a guerra civil de cinco anos na Síria.

A Rússia é a principal apoiadora do presidente sírio, Bashar al-Assad, enquanto os Estados Unidos apoiam alguns dos grupos rebeldes que buscam derrubar Assad do poder.

A trégua não inclui grupos jihadistas como o Estado Islâmico ou o Jabhat Fateh al-Sham, formação anteriormente conhecida como Frente Nusra e que era o braço da Al Qaeda na Síria até mudar de nome em julho.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/09/guerra-na-siria-ja-provocou-mais-de-300-mil-mortes-diz-ong.html

Metade das crianças sírias não está na escola, diz Unicef

Na Síria, assolada pela guerra civil, e em campos de refugiados nos países vizinhos, milhões de jovens não têm acesso à educação. Fundo das Nações Unidas luta para evitar uma geração perdida.

A guerra civil na Síria já dura mais de cinco anos, e não há um fim à vista. Entre os que mais sofrem com a violência e o caos estão as crianças. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), há cerca de 2,5 milhões de menores sírios registrados como refugiados fora do país.

Muitas das crianças vivem em campos em países como Líbano, Jordânia ou Egito, traumatizadas pela morte e a violência que testemunharam. Organizações internacionais de ajuda humanitária lutam para que essas crianças tenham um futuro e não se tornem uma geração perdida. Uma das ferramentas mais importantes nesse sentido é a educação.

Por ocasião da próxima Assembleia Geral das Nações Unidas, na semana que vem, Malala Yousafzai, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, apelou aos chefes de governo de todo o mundo para que garantam 12 anos escolares a todas as crianças refugiadas.

“A educação é crucial”, afirmou Yousafzai, que se tornou a mais jovem ganhadora do Nobel justamente ao defender o direito à educação. “Eu entendo, você entende, as pessoas entendem, mas quando se trata de os líderes mundiais tomarem uma decisão, eles ignoram isso completamente, como se não tivessem nenhum conhecimento e fossem completamente ignorantes.”

Faltam professores, escolas fechadas

Organizações como o Unicef trabalham não apenas com crianças refugiadas em Estados vizinhos à Síria, mas também com meninos e meninas que ainda se encontram dentro do país abalado pela guerra.

Mais de 700 mil crianças refugiadas sírias em países vizinhos não vão à escola. Dentro da Síria, a situação é ainda pior: um quarto de todos os prédios escolares não é mais usado para fins educativos, e 50 mil profissionais da educação não trabalham mais em seus antigos empregos – eles fugiram do país, morreram ou se juntaram aos combates. Isso explica por que 2,1 milhões de crianças sírias não têm a possibilidade de ir à escola.

“Metade das crianças sírias em idade escolar não está na escola”, afirmou à DW Juliette Touma, chefe de comunicação do Unicef para o Oriente Médio e Norte da África. “Algumas delas nunca foram a uma escola, outras já perderam até cinco anos.”

Hora da aula para crianças numa das nove escolas erguidas pelo Unicef no campo de refugiados de Zaatari, na JordâniaHora da aula para crianças numa das nove escolas erguidas pelo Unicef no campo de refugiados de Zaatari, na Jordânia

Sem Geração Perdida

Em 2016, o Unicef planeja garantir o acesso à educação formal para 854 mil crianças sírias refugiadas no Egito, Iraque, Jordânia, Líbano e Turquia. Para isso, o Unicef é um dos órgãos que apoiam a iniciativa Sem Geração Perdida.

Amparada por diferentes agências da ONU, uma série de ONGs locais e internacionais, doadores privados e governamentais, a iniciativa tem como objetivo oferecer a crianças e jovens a oportunidade de se recuperar, aprender e se desenvolver.

“No campo de refugiados de Zaatari, na Jordânia, o segundo maior do mundo, construímos nove escolas a partir do zero”, afirmou Touma. “Em outros países, expandimos o espaço de aprendizagem através da reforma de prédios escolares existentes, adicionando mais salas de aula ou instalando calefação.”

A iniciativa também introduziu uma metodologia de dois turnos em inúmeras escolas, por exemplo, na Jordânia. Pela manhã, as crianças jordanianas vãos às aulas, enquanto no período da tarde as salas de aula são usadas pelas crianças refugiadas sírias.

Situação difícil para as meninas

Para meninas refugiadas, a situação é especialmente precária. Elas têm menos chances que os meninos de frequentar uma escola.

“Meninas refugiadas se perguntam por quanto tempo elas podem ficar fora da escola até que sejam forçadas a casamentos precoces ou ao trabalho infantil”, afirmou Yousafzai em nota de imprensa.

Touma narra a história de uma menina num campo de refugiados jordaniano que convenceu os pais a não casá-la, mas deixá-la ir à escola. A representante do Unicef também disse que o número de meninas se casando é crescente, porque seus pais perderam tudo e são tão pobres que não têm opção.

A iniciativa Sem Geração Perdida luta para combater essa prática e assegurar que meninas e meninos tenham a chance de ir à escola.

“Para o Unicef, a educação é tão importante quanto água e vacinas, porque alimenta a alma de uma criança”, afirmou Touma. “A escola é realmente um porto seguro – e também um investimento no futuro. Tenham em mente que um dia a guerra na Síria chegará ao fim. Precisamos dessas crianças para reconstruir o país.”

http://www.dw.com/pt/metade-das-crian%C3%A7as-s%C3%ADrias-n%C3%A3o-est%C3%A1-na-escola-diz-unicef/a-19554849