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Presidente do Iêmen pede cessar-fogo e retirada dos rebeldes

O presidente do Iêmen, Abed Rabbo Mansour Hadi, propôs um cessar-fogo de 15 dias que irá coincidir com a retirada das milícias rebeldes xiitas de todas as instituições do governo e instalações militares e de todas as cidades e províncias – mesmo aquelas das quais são originários.

A proposta de Mansour Hadi, foi entregue ao enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) ao Iêmen, Ismail Ould Cheikh Ahmed, que deve viajar para Omã para encontrar-se com representantes Houthis para discutir a questão.

A proposta sugere que os rebeldes Houthis e as tropas leais ao ex-presidente, Ali Abdullah Saleh, implementem uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que demanda o fim da violência e o retorno das negociações de paz.

A proposta de Hadi ocorre no momento em que as tropas pró-governo, apoiadas por uma coalizão liderada pela Arábia Saudita que lança ataques aéreos, reconquistou territórios estratégicos, antes em poder dos rebeldes, incluindo o importante porto de Aden, no sul do país.

“Se o cessar-fogo for violado pelas milícias Houthi, a resposta será firme”, diz a proposta.

O governo do Iêmen já havia expressado apoio a um cessar-fogo no passado, mas essa é a primeira vez que elabora uma proposta. Fonte: Associated Press.

https://br.noticias.yahoo.com/presidente-i%C3%AAmen-pede-cessar-fogo-retirada-dos-rebeldes-024800856.html

Iêmen: Coligação árabe fornece armas às milícias fíeis ao presidente Hadi

O Iêmen fragmenta-se a cada dia que passa. A coligação liderada pela Arábia Saudita avançou com uma intervenção militar contra os rebeldes houtis, para defender o presidente Hadi. Mas agora saem às ruas os seguidores do antigo presidente Ali Abdullah Saleh a contestar a intervenção. Foi o que ocorreu esta sexta-feira em Sana, a capital do país.

Neste manto de retalhos e lutas de tribos e grupos rivais, a Al-Qaeda da Península Arábica aproveitou para assumir o controle da cidade de Moukala. Para além do complexo militar, tomou de assalto uma prisão libertando mais de 300 presos.

Na cidade costeira de Adén, os rebeldes foram obrigados a abandonar palácio presidencial enquanto as milícias fieis ao presidente Hadi receberam nas últimas horas armas enviadas pela aviação da coligação árabe.

E por causa do aumento da instabilidade e violência, a Rússia, China, Turquia e Paquistão decidiram retirar os cidadãos desses países que viviam no Iémen.

http://pt.euronews.com/2015/04/03/iemen-coligacao-arabe-fornece-armas-as-milicias-fieis-ao-presidente-hadi/

Rebeldes houthis tomam palácio presidencial em Aden

Em meio a novo domínio de milícia xiita, tropas desembarcam em porto e soldado saudita é morto na fronteira

CAIRO – Rebeldes houthis continuam avançando pela cidade de Aden, segunda cidade mais importante do Iêmen. Os insurgentes xiitas teriam tomado o palácio presidencial, de onde o presidente Abed Rabbo Mansour Hadi passou a comandar o país após fugir da capital, Sanaa. De acordo com testemunhas do porto da cidade, forças internacionais desembarcaram para lutar na cidade. Não está claro para qual lado eles se reportam.

— Dezenas de milicianos e seus aliados chegaram em comboios armados e invadiram o palácio de al-Maashiq — disse um funcionário das forças de segurança.

Hadi fugiu do país após a intensificação dos combates em Aden. Ele se refugiou em Riad, na vizinha Arábia Saudita. O país comanda uma coalizão que bombardeia os rebeldes há mais de uma semana.

Tropas da coalizão internacional estariam chegando ao local, segundo funcionários. Soldados estrangeiros já estariam em terra para combates. No entanto, testemunhas não souberam dizer para qual lado estariam lutando. Outros relatos incluem que há franco-atiradores houthis espalhados pela cidade, e o consulado russo em Aden estaria sendo saqueado.

Enquanto os radicais continuam atuando no Sudeste do país, no Sul e no Oeste, os rebeldes xiitas houthis seguem tomando regiões no entorno.

Um soldado saudita morreu na fronteira entre os países durante confrontos armados em uma região montanhosa. Outros dez teriam ficado feridos.

Em outro episódio surpreendente, a al-Qaeda na Península Arábica invadiu uma prisão no Sudeste do país e libertou mais de 270 detentos, entre eles um dirigente do grupo.

http://oglobo.globo.com/mundo/rebeldes-houthis-tomam-palacio-presidencial-em-aden-15763604

Estados árabes levam proposta de embargo do Iêmen a Conselho de Segurança

Membros com poder de veto no órgão da ONU demonstram apoio a Hadi e pedem que houtis recuem

GENEBRA — Os Estados árabes do Golfo estão negociando com as potências com poder de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas um projeto de resolução sobre o Iêmen que pode impor um embargo de armas a grupos atrapalhando o processo de paz e político, informou o enviado saudita na ONU nesta sexta-feira.

O embaixador Abdallah Al-Mouallimi disse a repórteres que o Conselho de Cooperação do Golfo tinha compartilhado um projeto de resolução com Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia e China e esperava que a proposta pudesse ser distribuída aos outros 10 membros do conselho “em breve”.

— Deve haver um embargo de armas a qualquer parte que atrapalha o processo de paz, as consultas, e o processo constitucional que vem ocorrendo. Acreditamos que o fornecimento de armas não ajuda a obter uma resolução — afirmou Al-Mouallimi.

A violência foi se espalhou por todo o Iêmen desde o ano passado, quando a milícia houthi, apoiada pelo Irã, tomaram o controle da capital Sanaa e efetivamente removeram o presidente Abd-Rabo Mansour Hadi.

Os houthis fizeram grandes ganhos no Sul e no Leste do país nesta sexta-feira, apesar de enfrentarem um segundo dia de ataques aéreos liderados pela Arábia Saudita.

Diplomatas do conselho, falando sob condição de anonimato, disseram que os Estados do Golfo queriam que o Conselho impusesse sanções mais direcionadas. Em novembro, o conselho impôs sanções ao ex-presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, e a dois líderes houthis.

— O conselho ainda está consultando os cinco membros permanentes do conselho. Eles estão se engajando conosco, estamos conversando — afirmou Al-Mouallimi.

O embaixador russo da ONU, Vitaly Churkin, disse que tinha enviado o projeto de texto para Moscou e aguardava instruções.

Quando perguntado se a França iria apoiar a resolução, o chanceler Laurent Fabius disse nas Nações Unidas: “O Conselho de Segurança tem de apoiar um retorno à legitimidade”.

Embaixador britânico na ONU, Mark Lyall Grant, afirmou que o Reino Unido se envolverá em qualquer projeto que apoie o governo legítimo do Iêmen e tomará ações contra pessoas que estejam minando as negociações de paz.

— Se alguém elaborar um embargo que realmente possa ser viável e não houver um mecanismo para aplicá-lo, certamente estamos abertos a isso — afirmou Grant comentando a possibilidade de um embargo de armas.

O Conselho de Segurança condenou a tomada de grande parte do Iêmen e de suas instituições pelos houthis, exortou-os a recuar, declarou seu apoio a Hadi, e exigiu o fim das hostilidades em uma declaração adotada no domingo.

http://oglobo.globo.com/mundo/estados-arabes-levam-proposta-de-embargo-do-iemen-conselho-de-seguranca-15723412

Presidente iemenita chega em Riyadh no caminho para o Egito

O presidente iemenita Abedrabbo Mansour Hadi chegou na capital saudita Riyad na quinta-feira em seu caminho para uma cúpula da Liga Árabe no Egito em Sham el-Sheikh.

Hadi tinha deixado sua cidade fortaleza de Aden sob proteção da Arábia Saudita. Hadi chegou a uma base aérea de Riyadh e foi recebido pelo ministro da Defesa saudita, príncipe Mohammed bi Salman, o filho do rei Salman.

A chegada de Hadi aconteceu quanto a Arábia Saudita e seus aliados lançaram ataques aéreos no Iêmen contra os rebeldes, conhecidos como houthis, e as forças leais ao antecessor de Hadi, o autocrata deposto Ali Abdullah Saleh.

Hadi é esperado para participar de uma cúpula árabe no Egito, que começa sábado. Sua rota de Aden para Riyadh não foi imediatamente conhecida.

A operação militar veio logo depois dos Estados Árabes do Golfo, excetuando Omã, anunciarem que eles decidiram “repelir a agressão houthi” no vizinho Iêmen, na sequência de um pedido de Hadi.

Em uma declaração conjunta, a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Qatar e Kuwait disseram que “decidiram repelir as milícias Houthi, al-Qaeda e ISIS [Estado Islâmico do Iraque e da Síria] no país.”

Os países do Golfo alertaram que o golpe Houthi no Iêmen representava uma “grande ameaça” para a estabilidade da região. Os Estados do Golfo também acusaram a milícia iraniana de realizar exercícios militares na fronteira com a Arábia Saudita com “armas pesadas.”

Em uma aparente referência ao Irã, a declaração do Golfo disse que a “milícia Houthi é apoiada por potências regionais, a fim de que seja a sua base de influência.”

Os países do Golfo disseram ter monitorado a situação e o golpe Houthi no Iêmen com “grande dor” e acusaram a milícia xiita de não responder aos avisos do Conselho de Segurança das Nações Unidas, bem como o CCG.

O comunicado ressaltou que os países árabes haviam procurado em relação ao período anterior restaurar a estabilidade no Iêmen, com a última iniciativa de sediar negociações de paz sob os auspícios do CCG.

http://english.alarabiya.net/en/News/middle-east/2015/03/26/Hadi-leaves-Aden-for-Arab-League-summit-in-Egypt.html