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Não acredito em “comoção seletiva”

Por Andréa Fernandes

As terríveis imagens postadas nas redes sociais por estupradores de uma jovem nua e violentada aos 16 anos chocaram o Brasil, e imediatamente, manifestaram reações de repúdio os artistas, os políticos, os ativistas, a OAB, a ONU e milhares de pessoas nas redes sociais.

Foram realmente muitas as demonstrações de aversão ao crime e além de hashtags condenando a inominável violência, circularam nas redes sociais até mesmo as imagens de uma mulher – simbolizando a vítima da selvageria – numa cruz com sangue escorrendo pelas pernas numa alusão distorcida de semelhança ao martírio cristão.

A própria ONU que “fecha os olhos” para os países muçulmanos que praticam as formas mais abjetas de misoginia, não deixou de emitir declaração acerca do estupro dessa jovem no Rio de Janeiro e de outra adolescente, no Piauí. Afirma a representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman:

“Além de serem mulheres jovens, tais casos bárbaros se assemelham pelo fato de que as duas adolescentes teriam sido atraídas pelos algozes em tramas premeditadas e terem sido violentamente atacadas num contexto de uso de drogas ilícitas”.

Ativistas marcaram para a próxima quarta-feira (01/06) uma manifestação no Rio de Janeiro com o tema “Por todas Elas”. E as feministas aproveitam a tragédia vivenciada pela jovem para destilar todo seu ódio contra a sociedade culpando-a pelo crime praticado por estupradores quando propalam a aberração da chamada “cultura do estupro”.

Assim, quando assistimos todos esses gestos de “solidariedade” somos levados a acreditar que há uma “preocupação geral” com o drama vivido pelas mulheres que sofrem estupro! E isso é verdade? Claro que não! Nem mesmo as feministas estão preocupadas em denunciar e condenar esse ato de violência extrema quando praticado por seus “camaradas muçulmanos”.

Logo, eu só vou acreditar que todo esse pessoal está sensível à dor de milhares de vítimas de estupro quando visualizar hashtags e perfis nas redes sociais condenando o estupro coletivo diário de milhares de meninas e mulheres das minorias cristãs e yazidis que são ESCRAVAS SEXUAIS de terroristas do Estado Islâmico, um drama que não abala as redes sociais!

Esse relativismo nojoso reinante no mundo virtual que “classifica” qual o tipo de atrocidade merece comoção é de uma mediocridade ímpar! Quem RESPEITA as MULHERES se indigna com TODO e qualquer ato de violência, seja ele no Brasil, no mundo muçulmano ou em países comunistas!

Andréa Fernandes é advogada, internacionalista e Diretora-Presidente da ONG EVM

A HIPOCRISIA DOS BOICOTES DAS LIDERANÇAS PALESTINAS

O irmão do presidente da Autoridade Palestina está se recuperando de uma complexa cirurgia cardíaca num hospital israelense. Aliás, a procura de hospitais em Israel vem sendo uma prática reiterada dos familiares do incitador de ódio palestino, pois, a sua esposa também passou por cirurgia numa unidade hospitalar em Israel.

O líder do Hamas em Gaza, Ismayil Haniyeh, que sempre clamou pelo BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções), embarcou na mesma hipocrisia de Abbas e outros líderes do Fatah enviando seus parentes, a saber, filha, irmã, neta e sogra, para receberem cuidados médicos em Israel. Aamal Haniyeh, neta de Haniyeh, com um ano de idade e “desenganada pelos médicos” em Gaza, foi transferida para o Hospital Infantil Schneider, em Israel, onde pelo menos 200 crianças palestinas são atendidas anualmente.

Convém destacar que os cuidados médicos de Israel direcionados a palestinos é comum. Somente no hospital Ichilov, mais de 1.000 palestinos oriundos de Gaza e Cisjordânia recebem tratamento todos os anos.

A imprensa israelense afirma que são permitidos os atendimentos médicos por “razões humanitárias”. Mas nunca é bom esquecer que as lideranças palestinas NÃO permitiam que os feridos palestinos se dirigissem ao hospital de campanha montado por Israel na fronteira com Gaza no último conflito para tratar das vítimas palestinas. Tal ação visava exclusivamente aumentar o número de mortos para servir de combustível na fogueira da propaganda global de ódio contra Israel. Na visão da pérfida liderança palestina, quanto mais sangue, melhor!

Dessa forma, é mais do que perceptível a ideia de que, para os líderes palestinos, só merecem “socorro” por razões humanitárias a alta cúpula da liderança de suas facções terroristas e seus parentes… Já o povo palestino “merece” apenas verter seu sangue matando judeus como mártires de al-Aqsa!

Entretanto, o mesmo sentimento humanitário que move Israel a atender os familiares das lideranças palestinas que defendem o assassinato covarde de judeus, faz com que os terroristas palestinos POBRES sejam atendidos nos mesmos hospitais, pois, o princípio judaico de preservação da vida está acima do desejo de vingança dos algozes palestinos. Por isso, o jovem terrorista que esfaqueou dois judeus, sendo um deles adolescente, recebeu primoroso atendimento médico em Israel. Contudo, ao invés de agradecer a piedosa ação dos judeus, a “resposta” do líder Abbas seguiu o infame ódio sectário fundamentalista promovendo a mentira de que o terrorista teria sido assassinado pela polícia israelense.

Na verdade, Israel com todo seu avanço tecnológico só não tem cura para uma “doença” presente em parte significativa do povo palestino… o ódio!

Por Andréa Fernandes

Palestinos: Porque Nossos Líderes São Hipócritas e Mentirosos

  • Nós contaminamos nossas mesquitas com nossas próprias mãos e pés e depois jogamos a culpa nos judeus por profanarem os lugares sagrados islâmicos. Se alguém estiver profanando lugares sagrados islâmicos, são aqueles que trazem explosivos, pedras e bombas incendiárias para a Mesquita de Al-Aqsa. Os judeus que visitam o Templo do Monte não trazem consigo pedras, bombas ou paus. São os jovens muçulmanos que estão profanando nossos lugares sagrados com seus “pés imundos”.
  • Esses líderes, incluindo o próprio Abbas, não querem enviar seus próprios filhos e netos para participarem da “luta popular”. Eles são totalmente responsáveis pelo envio de filhos dos outros para atirarem pedras e bombas incendiárias contra os judeus. Sentados em seus luxuosos gabinetes e palacetes em Ramala, eles exigem que Israel seja responsabilizado pela repressão de palestinos “inocentes”. Seu principal objetivo é causar constrangimento a Israel e retratá-lo como um país que toma medidas duras contra adolescentes palestinos.
  • Esses jovens não estão tomando as ruas para combater a “ocupação”. Seu principal objetivo é matar ou causar lesões corporais graves nos judeus. Quando alguém atira uma bomba incendiária em uma casa ou um carro, a intenção é que civis sejam queimados vivos.
  • É como se os nossos líderes estivessem dizendo que atirar pedras e bombas incendiárias contra carros com ocupantes judeus ou casas de judeus é um direito fundamental dos palestinos. Nossos líderes acreditam que Israel não tem o direito de se defender daqueles que procuram queimar judeus dirigindo seus carros ou dormindo em seus lares.

Enquanto o Hamas e a Jihad Islâmica continuam a explorar nossos adolescentes na Faixa de Gaza treinando-os para que eles se juntem à jihad contra judeus e “infiéis”, nossos líderes na Cisjordânia cometem um crime semelhante contra a juventude palestina.

A liderança da Autoridade Palestina “AP”, encabeçada por Mahmoud Abbas, que falsamente se autodenomina Presidente do Estado da Palestina, vem incentivando nossos adolescentes a se engajarem na assim chamada “resistência popular” contra Israel. Mas esses líderes, incluindo o próprio Abbas, não querem enviar seus próprios filhos e netos para participarem da “luta popular”. Como de costume, nossos líderes querem que os filhos dos outros tomem as ruas e atirem pedras e bombas incendiárias contra os judeus.

A “luta popular” que a liderança da AP está conduzindo nos últimos dias é tudo menos pacífica. Em alguns casos ela tem sido até fatal. Recentemente, Alexander Levlovich foi morto depois que perdeu o controle de seu veículo em Jerusalém. As investigações mostraram que pelo menos quatro jovens árabes apedrejaram seu carro, fazendo com que Levlovich batesse em uma árvore.

Nos últimos meses centenas de adolescentes palestinos de Jerusalém foram detidos por arremessarem pedras e bombas incendiárias contra veículos israelenses. Esses adolescentes deram diversas explicações sobre os motivos de participarem da “resistência popular” contra Israel. A maioria deles disse que queriam protestar contra a visita de judeus ao Templo do Monte, um ato descrito pelos nossos líderes como “contaminação” dos lugares sagrados islâmicos. Mahmoud Abbas, que não é nenhum muçulmano devoto, acusou recentemente os judeus de profanarem a Mesquita de Al-Aqsa com seus “pés imundos“.

Abbas e outras figuras importantes da liderança da Autoridade Palestina também emitiamameaças diárias contra Israel em resposta a visitas totalmente pacíficas de judeus ao Templo do Monte. Uma delas, Mahmoud Habbash, chegou a dizer que as visitas de judeus ao Templo do Monte provocaria a terceira guerra mundial.

É esse tipo de incitamento que induz nossos jovens a atirarem pedras e bombas incendiárias contra os judeus. Esses jovens não estão tomando as ruas para combater a “ocupação”. Seu principal objetivo é matar ou causar lesões corporais graves nos judeus. Senão, como se explica o fato de adolescentes palestinos atirarem dezenas de bombas incendiárias contra lares judeus na Cidade Velha? Quando alguém atira uma bomba incendiária em uma casa ou um carro, a intenção é que civis sejam queimados vivos.

Nossos líderes, que são totalmente responsáveis pelo fato desses adolescentes atirarem pedras e bombas incendiárias contra os judeus, estão confortavelmente sentados em seus luxuosos gabinetes e palacetes em Ramala, esfregando as mãos com enorme satisfação. Tanto Abbas quanto diversos líderes palestinos na Cisjordânia querem ver nossos jovens causando tumultos violentos nas ruas de Jerusalém bem como no complexo da Mesquita de Al-Aqsa no Templo do Monte, de modo que eles possam responsabilizar Israel pela repressão de palestinos “inocentes”. Seu principal objetivo é causar constrangimento a Israel e retratá-lo como um país que toma medidas duras contra adolescentes palestinos, cujo único defeito é participarem da “resistência popular”.

Depois de terem incitado nossos jovens a se envolverem em atos violentos contra judeus, nossos líderes hipócritas agora correm para condenar as novas medidas israelenses contra os atiradores de pedras. É como se os nossos líderes estivessem dizendo que atirar pedras e bombas incendiárias contra carros com ocupantes judeus ou casas de judeus é um direito fundamental dos palestinos.

Um dos maiores hipócritas é Saeb Erekat, o veterano negociador palestino que recentemente foi eleito Secretário Geral da OLP. Erekat, que nunca despachou seus filhos e suas filhas para atirarem pedras e bombas incendiárias contra judeus, foi citado esta semana condenando as novas medidas aprovadas por Israel contra os palestinos atiradores de pedras. Ele descreveu essas medidas como “desumanas” e parte do “incitamento” israelense contra os palestinos.

Nem Erekat nem seu chefe Mahmoud Abbas repudiaram a violência praticada pelos palestinos contra os judeus. A única vez que eles emitiram condenações foi quando Israel deteve adolescentes por atirarem pedras e bombas incendiárias. Nossos líderes acreditam que Israel não tem o direito de se defender daqueles que procuram queimar judeus dirigindo seus carros ou dormindo em seus lares.

Em primeiro lugar, se alguém estiver profanando lugares sagrados islâmicos, são aqueles que trazem explosivos, pedras e bombas incendiárias para a Mesquita de Al-Aqsa. Nos últimos meses, dezenas de jovens palestinos usaram a mesquita como plataforma para atacar visitantes e policiais judeus no Templo do Monte. Os judeus que visitam o lugar não trazem consigo pedras, bombas incendiárias ou paus. São os jovens muçulmanos que estão profanando nossos lugares sagrados com seus “pés imundos”.

Esses relatos mostram que os muçulmanos não respeitam seus lugares sagrados. As imagens de jovens mascarados dentro da Mesquita de Al-Aqsa, separando pedras para atacar judeus, também revelam as verdadeiras intenções dos desordeiros e daqueles que estão por trás deles: causar mal aos visitantes e policiais judeus, que de qualquer maneira não têm o menor interesse em entrar na mesquita.

Jovens árabes palestinos usando máscaras, dentro da Mesquita de Al-Aqsa (alguns usando sapatos), estocando pedras para serem atiradas contra judeus que visitarem o Templo do Monte, 27 de setembro de 2015.

Nós contaminamos nossas mesquitas com nossas próprias mãos e pés e depois jogamos a culpa nos judeus por profanarem os lugares sagrados islâmicos. Como se não bastasse estarmos mentindo, estamos também exibindo o máximo da hipocrisia e do atrevimento. Nós planejamos e iniciamos a violência no Templo do Monte e em outros lugares e depois reclamamos para o mundo que Israel está prendendo nossos jovens “sem motivo algum”.

É óbvio que nossos líderes estão nos levando mais uma vez para uma catástrofe. Eles querem que nossas crianças sejam feridas ou mortas para que eles possam ir às Nações Unidas e se queixarem que Israel está usando “força excessiva” contra os palestinos. Nossos líderes, é claro, não dizem ao mundo que são eles mesmos que incitam esses jovens a tomarem as ruas e atacarem o primeiro judeu que avistarem. Tampouco dizem ao mundo que são os muçulmanos e não os judeus que estão contaminando os lugares sagrados islâmicos através de seus atos violentos.

Bassam Tawil é um pesquisador estabelecido no Oriente Médio.

http://pt.gatestoneinstitute.org/6674/palestinos-lideres-mentirosos

Quando Crucificarão a Hipocrisia Cristã?

No dia 07 de junho, a 19ª edição da Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) de São Paulo, conseguiu impactar as comunidades cristãs, pois, além do usual ataque a símbolos religiosos do cristianismo, apresentou um transexual seminu representando a crucificação de Jesus.

A ação causou revolta nas redes sociais e o imediato posicionamento de várias lideranças cristãs condenando a referida representação, tachada como “cristofóbica”. Por sua vez, o transexual, afirmou que seu objetivo seria “chamar a atenção para o sofrimento que passam os LGBTs de todo o país”.

E, na verdade, o “ator” do movimento LGBT conseguiu o seu intento com notável maestria, uma vez que, o tema vem sendo recorrente na mídia, alcançando destaque em diversos foros de discussão.

Alguns líderes políticos e religiosos despontaram com discursos acalorados, e em meio à revolta geral, eis que surge o termo “blasfêmia”, ou seja, o ”transexual sofredor” e o movimento LGBT teriam blasfemado dos símbolos religiosos de parte da comunidade cristã brasileira com aquela imagem perturbadora, e o referido comportamento seria inadmissível num país em que o ordenamento constitucional preserva a liberdade de culto e o respeito às religiões.

Será que os combativos ativistas homossexuais ficaram chocados com a acusação? É lógico que não tenho como saber, mas confesso que eu fiquei…

Fiquei chocada por lembrar que em todas as igrejas por onde passei objetivando criar uma conscientização quanto ao dever cristão de socorrer a “igreja perseguida” no mundo muçulmano, a maioria esmagadora dos cristãos desconhecia o sofrimento da cristã que é o símbolo internacional da luta contra a “lei da blasfêmia”, vigente em vários países islâmicos.

A cristã paquistanesa Asia Bibi está presa desde 2009 aguardando o julgamento de um recurso contra e pena de enforcamento, fundamentada na intolerância religiosa prescrita pela lei da blasfêmia, e os cristãos brasileiros se mobilizam aos milhares preocupados com a “blasfêmia transexual”! E a “blasfêmia transnacional” que mata milhares de cristãos pelo mundo em nome da fé? Como fica?

Os cristãos conhecem o “transexual caricatural da parada gay”, mas desconhecem a história da mulher cristã que precisa de apoio internacional para preservar sua vida justamente contra as artimanhas mortais da lei da blasfêmia!

Mas, se o problema é a “representação da cruz”, por que não consideramos “blasfemas” as imagens que assistimos desde 2011, de cristãos crucificados na Síria e no Iraque?

Porventura temos assistido a mobilização dos mesmos pastores e políticos discursando nos púlpitos de igrejas suntuosas, no parlamento ou nas “Marchas pra Jesus” sobre a “blasfêmia sanguinária” que ceifa a vida de seus irmãos de forma assustadora?

Ontem, um desses muitos “crentes politicamente corretos” afirmou que o martírio é uma “previsão profética”, numa tentativa medíocre de justificar a sua omissão. Pois bem, e se os familiares desses crentes estivessem na Síria? Será que eles estariam despreocupados “glorificando seus mártires” violados por estupros sistemáticos, torturas, crucificações, mutilações e tantas outras aberrações?

Que igreja é essa que se choca com a imagem do escárnio de um transexual numa cruz, mas não se compadece com as imagens horripilantes de cristãos massacrados?

É deprimente ver uma igreja que usa o Evangelho para promover uma agenda que se adapte à ”teologia da comodidade” visando não agir em prol dos necessitados de socorro!

Se essa igreja tivesse real compaixão, exigiria de suas lideranças o uso dos púlpitos e palanques para “defender o sangue inocente”, que vem sendo derramado ao ponto de haver o risco de extinção das comunidades cristãs no Iraque.

Onze cristãos são assassinados a cada hora e a cristandade brasileira do “país celeiro de missões” está se perturbando com um transexual na cruz. Isso sim, me causa assombro!

Por Andréa Fernandes

A hipocrisia de uma diplomacia que abraça países violadores dos direitos humanos

Por Andréa Fernandes

A Indonésia rejeitou recurso dos traficantes australianos e confirmou a pena de execução por fuzilamento de 11 presos condenados à morte, inclusive,o brasileiro Rodrigo Gulart, preso em julho de 2004 após tentar entrar no país com 6kg de cocaína escondidos em pranchas de surfe. No entanto, segundo a BBC, a comunidade internacional está pressionando o país para cancelar a execução dos criminosos.

Aliás, como bem sabemos, por causa da negativa do governo indonésio quanto ao pedido de clemência do Brasil em relação ao traficante Marco Archer, executado em 18 de janeiro, deu-se início a uma crise diplomática entre os dois países. O jornal “The Jakarta” noticiou que o vice-presidente da Indonésia, Jusuf Kalla, anunciou que o país asiático poderia reconsiderar a compra de material militar brasileiro, medida esta, que causaria impacto a Embraer e a Avibras..

Para agravar ainda mais a crise, em fevereiro, a presidente Dilma Rousseff se negou a receber as credenciais do novo embaixador indonésio, Toto Riyanto, durante cerimônia no Palácio do Planalto, gerando, com isso, a retaliação indonésia ao convocar imediatamente o embaixador brasileiro em seu país para tecer explicações, além do que, manifestou protesto, decidindo chamar de volta o embaixador repudiado.

No entanto, a presidente recebeu as credenciais da embaixadora da Venezuela, Maria de Lourdes Durante, apesar de o país ter sido acusado pelas Nações Unidas de “atuação como se estivesse em estado de exceção”, sendo certo que, até mesmo os funcionários da entidade internacional foram impedidos de ingressar no país para averiguar as graves violações de direitos humanos praticadas pelo governo Maduro, o que, por si só, já demonstraria o duplo padrão moral do governo brasileiro ao determinar quais os países violadores de direitos humanos devem ter o “apreço” do governo petista.

Inobstante tal fato, causa estranheza a relatividade moral do nosso governo e da própria comunidade internacional quanto à questão da pena de morte. Recentemente, o BRASIL se absteve de votar resolução contrária ao Irã nas Nações Unidas, muito embora o país ocupe o 1º lugar no ranking dos países que mais executam presos, com o agravante de que muitos dos executados são prisioneiros políticos.

De acordo com o relatório da Anistia Internacional divulgado em 31 de março, as nações que mais executaram pessoas no ano de 2014 foram o Irã (289 execuções oficiais), a Arábia Saudita (90) e o Iraque (61), que responderam por 72% das execuções. Mas, de fato, não se observou qualquer ação veemente da ONU condenando as ações, até porque, o “grande contribuinte” do órgão – Estados Unidos – ocupa a 4º posição na lista de países que matam em nome da lei e da ordem!

Dessa forma, cumpre indagar: por que o Brasil não recebe as credenciais de um embaixador que representa o país que executou um dos seus nacionais por tráfico de drogas, mas recebe as credenciais e mantém relações amistosas com o país que mais “mata oficialmente” traficantes e presos políticos?

A abstenção do Brasil no tocante à votação na ONU acerca das violações dos direitos humanos cometidas pelo Irã é uma das muitas  demonstrações de que a preocupação do atual governo não é verdadeiramente com a temática dos direitos humanos, e a crise diplomática com a Indonésia se deu em razão da sra. Dilma ter se sentido contrariada por não ser acatada como a “dona do mundo” capaz de mudar leis e diretrizes governamentais de outros países. E lamentável é saber que muitos incautos ainda acreditam que Dilma estava preocupada em “resguardar a vida” de um traficante. Aliás, se a presidente não se esforça em “defender a vida” dos próprios brasileiros – a violência no Brasil mata mais do que as sangrentas guerras em andamento pelo mundo – como acreditar que a sra. Dilma verdadeiramente se compadeceu com o triste fim de um criminoso brasileiro?.

Tolo é quem pensa que a petista se sensibiliza com a morte dos traficantes “made in Brazil”.

Hamas faz marcha em Gaza pelos refugiados sitiados em Yarmouk, mas não vai socorrer seu povo

Hamas faz marcha em Gaza pelos refugiados sitiados em Yarmouk

O negociador-chefe palestino, Saeb Erekat denuncia a “perseguição e abate de refugiados palestinos ‘

Centenas se reuniram no sábado na Faixa de Gaza em apoio de milhares de irmãos palestinos presos no acampamento em Yarmuk, na Síria, que tem sido largamente dominada por militantes.

Com centenas de bandeiras do Hamas tremulando, os manifestantes saíram às ruas na cidade do sul de Gaza Khan Yunis numa marcha organizada pelo movimento islâmico, o poder de fato no enclave costeiro.

“Nós dizemos, pela milésima vez: tirem as mãos do campo de Yarmuk, tirem as mãos de nosso povo, tirem as mãos dos abatidos, mortos e famintos, disse a eles um alto funcionário do Hamas Salah al-Bardawil.

Ele pediu que a agência da ONU para os refugiados palestinos UNRWA use toda a influência de que dispõe.

“Seu papel é hoje … para exercer pressão, a fim de encontrar uma saída para aqueles sitiados”, disse ele.

O negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, um alto funcionário na administração baseado na Cisjordânia, do presidente palestino Mahmud Abbas, denunciou em um comunicado “a perseguição e abate de refugiados palestinos … em um conflito que não é deles.”

“Relatos de sequestros, decapitações e assassinatos em massa estão saindo de Yarmuk, que está sob uma campanha brutal de assassinato e ocupação nas mãos do grupo terrorista de Daesh e seus aliados”, disse ele.

Erekat estava se referindo ao grupo Estado Islâmico e da filial da Al-Qaeda, Al-Nusra Frente.

Um oficial da oposição síria disse neste sábado que milhares de civis palestinos estão presos no campo de Damasco Yarmuk, que está cercado por forças do governo também.

“A prioridade deve ser para salvar os refugiados palestinos no campo, criando uma passagem segura para eles saírem da armadilha de morte que Yarmuk tornou-se”, disse Erekat.

“Instamos às Nações Unidas e outras organizações envolvidas, incluindo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, assim como o governo sírio a tomar todas as medidas necessárias para evacuar imediatamente os civis. O tempo está se esgotando rapidamente. ”

Um oficial senior da Organização de Libertação da Palestina Hanan Ashrawi pediu um esforço internacional unido para parar o que ela chamou de “uma catástrofe de partir o coração.”

“Há uma necessidade urgente de todos os países em intervir imediatamente e trabalhar em conjunto para fornecer ajuda de emergência e pôr fim ao derramamento de sangue e à perda de vidas inocentes”, disse ela em um comunicado.

“Apelamos a todos os membros da comunidade internacional, em especial as Nações Unidas, União Europeia e os Estados Unidos, para salvaguardar as pessoas inocentes de Yarmuk e garantir que todas as partes comprometam-se a um cessar-fogo permanente.”

http://www.i24news.tv/en/news/international/middle-east/66628-150405-hamas-holds-gaza-march-for-besieged-yarmuk-refugees

Israel condena adesão palestina no Tribunal Penal Internacional qualificando como “hipócrita”

Israel responde duramente a ascensão do AP para o Tribunal Penal Internacional, apontando falhas técnicas e morais.

Jerusalém responde de forma indignada e ridicularizando a adesão da Autoridade Palestina no Tribunal Penal Internacional (TPI) na quarta-feira, dizendo que a decisão da AP para se juntar ao ICC, a fim de instaurar um processo contra Israel, é uma “manobra política, hipócrita e cínica . ”

O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que a posição de Israel, que é compartilhada por vários outros países, incluindo os Estados Unidos e Canadá, é que os palestinos não são legalmente elegíveis para participar do ICC como “o Estado da Palestina”, porque ele não existe.

“O TPI não é competente no caso, em primeiro lugar porque não há nenhum Estado palestino segundo o direito internacional. Neste contexto, o Gabinete do Procurador do TPI errou na sua decisão de abrir um exame preliminar “, disse o comunicado.

Para além da questão técnica e jurídica, Jerusalém apontou para o absurdo essencial do movimento.  A AP estabeleceu “uma parceria com o Hamas, uma organização terrorista assassina que comete crimes de guerra semelhantes às do Estado Islâmico (ISIS). Esse governo é o último partido que deve ser confiável para amenizar apresentação de reclamações ao TPI em Haia,” declarou o Ministério das Relações Exteriores.

Jerusalém advertiu que a tentativa da AP contra Israel para fazer avançar o processo no TPI contraria os propósitos fundamentais para que o Tribunal foi fundado e vai trazer a “politização destrutiva do tribunal”.

“O TPI foi criado, a fim de processar os responsáveis ​​por atrocidades mais graves do mundo. Não é aceitável cooperar com os referidos tentando abusar do sistema de ICC e os seus limitados recursos para promover a sua agenda política “, disse o comunicado.

Além disso, tal movimento poderia dificultar o processo diplomático  que já está no impasse entre Israel e a Autoridade Palestina, advertiu Israel. “Passos unilaterais palestinos, em particular, o movimento para se juntar ao ICC, são graves violações dos princípios básicos que Israel e os palestinos concordaram em cima – com o apoio da comunidade internacional – para resolver o conflito entre os dois lados. Estas medidas unilaterais demonstram mais uma vez a rejeição dos palestinos em negociar a paz com Israel “.

Com os palestinos de lado, Jerusalém rejeitou a necessidade de uma investigação do TPI sobre os crimes de guerra cometidos alegadamente por Israel. Como “Israel é uma democracia está na vanguarda da luta global contra o terrorismo, continuando a respeitar o direito internacional. Na medida em que as pretensões, são levantadas a respeito de violações alegadas da lei, Israel investiga tais declarações em conformidade com as normas internacionais e de uma forma que lhe rendeu elogios internacionais “.

“Israel vai continuar a defender-se e respeitar os seus cidadãos, em obediência ao direito internacional e sistema jurídico independente, imparcial e efetivo de Israel”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores.

A AP e Hamas reagiram alegremente à entrada da AP para o corpo jurídico internacional.

O negociador-chefe palestino, Saeb Erekat na quarta-feira disse que era um “dia histórico na luta pela justiça, liberdade e paz.”

“Hoje marca a participação oficial do Estado da Palestina ao Tribunal Penal Internacional, refletindo o compromisso da Palestina à justiça, o direito internacional e os direitos humanos”, Erekat disse à imprensa.

“Em face da grande injustiça nosso povo está resistindo aos crimes cometidos e repetidos, de modo que a Palestina decidiu procurar a justiça, não vingança,” disse depois de uma breve cerimônia o chanceler palestino Riad Malki .

O líder do Hamas Ismail Radwan disse que o Hamas apoia “qualquer esforço palestino com o objetivo de desvendar as práticas e os crimes da ocupação”, referindo-se a Israel.

“Apelamos ao tribunal criminal para iniciar imediatamente processando os líderes da ocupação israelense por crimes que cometeram contra o povo palestino”, disse Radwan.

Ele reiterou que Hamas se  ‘une nas preocupações iniciais. Este tribunal é apenas “uma ação política destinada a exercer pressão sobre a ocupação, de ganhar  mais apoio para posições políticas”, consistindo meramente numa manobra política, sem resultados reais.

Foto: Abbas e Erekat

Por: World Israel Staff

http://worldisraelnews.com/israel-condemns-palestinian-membership-in-international-criminal-court-as-hypocritical/