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Hollande faz visita surpresa à Grande Mesquita de Paris

Presidente também presta tributo às vítimas de atentados terroristas.

PARIS — O presidente francês François Hollande fez este domingo uma visita inesperada à Grande Mesquita de Paris. Hollande foi ao local após participar, na Praça da República, da última homenagem a cerca de 150 pessoas mortas em ataques jihadistas em janeiro e novembro de 2015.

O presidente François Hollande e a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, depositaram uma coroa na estátua de Marianne, figura que é símbolo da República Francesa, no centro de Paris, e também inauguraram uma placa de matal com a inscrição: “Às vítimas dos ataques terroristas em janeiro e novembro … Neste local, o povo da França prega seu respeito”.

O local serviu de concentração para cerca de 1 milhão de moradores da cidade protestarem contra os ataques ao jornal satírico “Charlie Hebdo” e a um mercado judeu em janeiro. O presidente cumprimentou vítimas dos atentados, mas não falou durante a cerimônia.

Com a decretação em novembro do estado de emergência, o policiamento da capital francesa foi reforçado por militares, que vigiam sinagogas, escolas e mesquitas em todo o país.

O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, que acompanhou Hollande na praça e na mesquita, afirmou que os militares permanecem em um estado de alta alerta e que existe o risco de mais ataques.

— Estamos diante de um nível extremamente elevado de ameaça, maior do que nunca — disse à emissora iTVELE.

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Hollande promete fazer o possível para ‘destruir o exército de fanáticos’

Presidente participou de evento em homenagem às vitimas de ataques.
Famílias e feridos nos atentados foram ao Palácio dos Inválidos.

O presidente francês, François Hollande, prometeu nesta sexta-feira (27) fazer todo o necessário para “destruir o exército de fanáticos” responsável pelos atentados de Paris, reivindicados pelo grupo Estado Islâmico (EI).

O chefe de Estado francês denunciou a “horda de assassinos” que atuaram “em nome de uma causa insana e que traíram seu Deus” durante uma homenagem aos 130 mortos, de acordo com a agência France Presse.

“Aqueles que caíram 13 de novembro encarnam nossos valores e nosso dever é mais do que nunca fazê-los viver. Não cederemos nem ao medo, nem ao ódio. E se o ódio tomar conta de nós, vamos colocá-lo a serviço da determinação tranquila para defender a liberdade”, declarou.

O governo fez a homenagem no Palácio dos Inválidos, antigo hospital que recebia vítimas de guerra e que acolhe atualmente o Museu da Guerra. “Para responder ao medo, multiplicaremos as canções, os shows, os espetáculos, continuaremos a ir a estádios”, enfatizou durante seu discurso de cerca de 15 minutos.

“Combateremos até o fim. Nós não mudaremos. Nós seremos unidos sobre o essencial”, declarou.

“Os terroristas fracassarão. Eles têm o objetivo da morte. Nós temos o amor pela vida”, afirmou o presidente francês.

Depois da Marselhesa, o hino nacional francês, a cerimônia teve início com a canção “Quand on a que l’amour”, do belga Jacques Brel, e “Perlimpinpin” da francesa Barbara, enquanto as fotos das vítimas eram exibidas em um telão.

Quase 2.600 pessoas, incluindo parentes de vítimas, participam na cerimônia. Alguns dos mais de 350 feridos nos ataques a restaurantes de Paris e nas explosões no Stade de France também estavam presentes. Hollande lembrou que a maior parte das vítimas tinham menos de 35 anos.

Na semana passada, o Parlamento francês apoiou uma ampliação de três meses do estado de emergência declarado imediatamente após os ataques para dar às forças de segurança mais liberdade de ação no combate a grupos militantes islâmicos, segundo a Reuters.

Pessoas feridas nos ataques participam de homenagem aos mortos nos ataques de 13 de novembro (Foto: Francois Mori/ AP)Pessoas feridas nos ataques participam de homenagem aos mortos nos ataques de 13 de novembro (Foto: Francois Mori/ AP)

Hollande pedirá que Obama e Putin criem coalizão única contra o EI

O presidente da França, François Hollande, reivindicou nesta segunda-feira (16) a criação de uma “única coalizão internacional” contra o Estado Islâmico (EI), proposta para a qual se reunirá nos próximos dias com os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Vladimir Putin.

Em discurso no Palácio de Versalhes perante o parlamento reunido de forma extraordinária em sessão bicameral, Hollande assinalou que seu país pedirá uma reunião “no prazo mais breve” do Conselho de Segurança da ONU para aprovar uma resolução contra o EI.

“Até então, a França intensificará suas operações” na Síria, disse, acrescentando que a incorporação do porta-aviões Charles de Gaulle aos bombardeios, a partir de 18 de novembro, “triplicará nossas capacidades operativas”.

Destruição do EI

Hollande declarou que o país “não quer conter o Estado Islâmico, mas destrui-lo”. O líder francês anunciou uma reforma constitucional de modo a melhorar as medidas para combater o terrorismo e “proteger as liberdades fundamentais”.

“Temos que fazer nossa Constituição evoluir para permitir que os poderes públicos atuem, respeitando o Estado de direito, contra o terrorismo de guerra”, disse em discurso perante as duas câmaras parlamentares.

A justificativa para a mudança seria pelo motivo de tanto o estado de emergência como o de sítio “não estarem adaptados à (atual) situação”, uma “guerra, mas de outro tipo, contra um elemento novo (o terrorismo), o que requer uma reforma constitucional”.

A nova proposta busca “dispor de uma ferramenta apropriada para adotar medidas excepcionais durante um período de tempo limitado e sem comprometer as liberdades públicas”.

Hollande também apresentou uma série de disposições que endurecem o tratamento jurídico do radicalismo e do terrorismo, a começar pela retirada da nacionalidade de quem tiver dupla cidadania e for condenado por uma série de delitos que atentem contra o Estado ou contra seus valores fundamentais.

Com as alterações, as pessoas com dupla cidadania que representarem risco terrorista serão impedidas de entrar na França e os estrangeiros considerados uma ameaça serão expulsos “mais rapidamente”.
Em um discurso repleto de medidas e anúncios, o presidente francês explicou que deu instruções a seu ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian, para que peça a seus colegas da UE (União Europeia) que quando um Estado-membro seja agredido “todos os demais” o ajudem.

“A Síria se transformou na maior fábrica de terroristas”, declarou em seu discurso, de pouco mais de meia hora de duração.

Hollande considerou “vital” que a Europa acolha os imigrantes que pedem asilo, mas também pediu “controles sistemáticos e coordenados” nas fronteiras da UE e reivindicou a aprovação do arquivo europeu de passageiros aéreos (PNR) antes do final de ano.

 http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2015/11/16/hollande-pedira-que-obama-e-putin-criem-coalizao-unica-contra-ei.htm