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Notre-Dame no limiar da “inquisição” contra os cristãos

Por Andréa Fernandes e Gil Carlos Montarroyos

Muito pouco se sabe acerca do “incidente”, o incêndio que devastou a famosa catedral de Notre-Dame. Não obstante a todo o evento per si, fica claro que as investigações precisam avançar. A figura da mais famosa catedral da França em ruinas, bem como as várias demonstrações de felicidade com o caso, por muçulmanos em todo o mundo, demonstram que há sim, a necessária e emergente preocupação com aquele que foi de longe um dos maiores símbolos da cristandade no Ocidente. A mais imponente construção gótica medieval que um dia fora o maior “bastião” da evolução e prosperidade da civilização judaico-cristã ocidental, ruiu!

Refletir sobre as ruínas de Notre-Dame deveria ser quase um “dever ontológico” para os ocidentais, muito embora o “fogo da inquisição progressista” esteja velozmente lambendo as análises sobre as possíveis causas do suposto “acidente” que resultou na destruição da catedral mais famosa do mundo construída há mais de 850 anos, considerada um dos símbolos da capital francesa desde a sua construção[1].

Conforme noticiado pela imprensa, a causa do incêndio ainda é desconhecida. Aos montes, chegam informações desencontradas[2] referente ao trágico evento, o que torna necessária uma investigação séria e profissional a fim de elucidar o caso. Contudo, imediatamente após o “incidente” o promotor Rémy Heitz já antecipou a narrativa que comandaria as “informações” da extrema-imprensa. Ou seja, o procurador de Paris se uniu à sua equipe de 50 “investigadores” e demais representantes de órgãos públicos para “sugerir” que o incêndio “está relacionado a obras de restauração que estavam em curso na catedral[3].

Nessas horas de “discursos feitos sob medida”, a lógica também é incinerada: ao mesmo tempo em que o procurador anuncia que a investigação será longa e complexa, paradoxalmente vaticina que sua equipe está priorizando a “teoria de um acidente”, pois nada aponta para um ato voluntário[4]. Como se vê, as conclusões do procurador que ensejam prioridade de sua tese diante de “investigações complexas” continuam sendo puramente de liame “ideológico”.

A catedral de Notre-Dame não mais representa a “nova diversidade” da França

Ao ver o flagelo que se tornou o “point zéro des routes de France”, o inocuamente palavroso presidente francês Emmanuel Macron, numa performance teatral, verbalizou:

A Notre-Dame de Paris é nossa história, nossa literatura. É o epicentro de nossa vida. Trata-se da catedral de todos os franceses, mesmo daqueles que nunca vieram aqui[5].

Macron teria toda razão em seu pronunciamento garboso se perfilasse o conhecimento histórico e cultural do seu país no tempo verbal apropriado. Invocar a “França pretérita” não vai funcionar para explicar o “apagão” do monumento histórico mais visitado da Europa, que recebia cerca de 14 milhões de visitantes anualmente[6]. Aliás, há que se corrigir o lapso de interpretação quanto à conduta da referida autoridade: o presidente francês não está interessado em “explicar” nada e por esse motivo reforça a tese de “acidente” antes mesmo do encerramento das investigações, que por certo, confirmarão a “versão oficial” da “tragédia” sem “culpados”.

Como bom relativista, Macron quer levar o mundo a “compreender” e, por conseguinte, “aceitar” o ocaso da civilização judaico-cristã perfeitamente representado pelo derribar a “ferro e fogo” do pináculo de Notre-Dame, que já não era há muito tempo o epicentro da vida francesa como declamado pelo presidente saudosista. O “sinal” notório das “boas intenções multiculturalistas” de Macron estava na informação do Canal “France 24” no Twitter noticiando a promessa do presidente de reconstruir uma Notre-Dame que represente a “nova diversidade” da França[7].

Aliás, as autoridades do país sabem que a “nova diversidade” francesa não tolerava as “demoníacas” gárgulas e quimeras[8] que encantavam milhões de visitantes, mas eram concebidas como pérfidos “fantasmas da cristandade infiel” que continuamente deixavam as fachadas da catedral para atormentar adeptos da “religião da paz” e seus parceiros ideológicos que defendem o Estado laico sem resquícios da única religião que é considerada “ameaça” para a humanidade, a saber, o Cristianismo.

Se observarmos a França despojados de “paixões fleumáticas”, constataremos que a catedral de Notre-Dame como símbolo do panteão cultural ocidental não mais existe. Como magistralmente salientado pelo professor da Universidade de Paris  Guy Millière no exímio artigo “O incêndio de Notre Dame e a Destruição da Europa Cristã” :

 A catedral sobreviveu à turbulência da Idade Média, o Reino do Terror da Revolução Francesa, duas guerras mundiais e a ocupação nazista de Paris. Ela não sobreviveu ao que a França está se tornando no  século” XXI”.

Assistimos o findar de um “mito” por conta dessa “nova diversidade” celebrada por franceses que abandonaram a História recepcionando a “antropologia do suicídio”.

Nesse mister, vale promover análise do eclipsar do simbologismo quase milenar da catedral antes do “incêndio misterioso”. O que teria sido mais danoso para tudo o que representava Notre-Dame, do que as sérias avarias que o edifício sofreu durante a Revolução Francesa ao ponto de ocasionar profunda reforma em meados do século XIX? Pelo visto, a única reforma que interessa aos pensadores globalistas é a devastação da civilização judaico-cristã ocidental, seus símbolos e seus avanços em mais de 2000 anos de história.

Está em marcha na “França macroniana” a erradicação de todos os estamentos que um dia nortearam a civilização ocidental, seu glamour e o conhecimento daquela que um dia esteve na vanguarda do pensamento ocidental – a França. A cidade luz capitulou ao globalismo, assim como capitulou ao nazismo e colaboracionismo de Vichy, na II Guerra Mundial. Diante dessa constatação, não é mera coincidência a relação do nazismo com o islamismo durante a última grande guerra, no seu avanço na França ocupada.

 As “chamas inflamantes” de ódio contra os cristãos estão acesas na Europa

 Hoje, o simbolismo da Catedral é outro: tornou-se o mais notável exemplo do descaso dos cristãos para com a destruição dos pilares icônicos do Cristianismo. Em todo o mundo, há centenas de relatos de ataques de toda sorte e intensidade, resultando, inclusive, em milhares de mortos. Não, não é “estória de carochinha”, é real. A civilização judaico-cristã ocidental está sob intenso e incessante ataque. E o establishment globalista faz “cara de paisagem”. É vergonhosa a leniência da ONU, do Vaticano, e do mundo cristão. Salvo algumas poucas denominações evangélicas e algumas instituições católicas, o silêncio é ensurdecedor!

A extrema-imprensa, por sua vez, “lança na fogueira da intolerância” todo aquele que se atreve a suspeitar de ação jihadista por trás de mais um evento destrutivo contra a igreja. As incontáveis manifestações de êxtase de muçulmanos nas redes comemorando efusivamente a destruição do “prédio pagão” não foram relatadas, uma vez que o “perigo” a ser evidenciado vem sempre dos supostos “discursos de ódio” da chamada” extrema-direita” ao discorrer sobre a jihad contra o “Ocidente infiel”. Ainda assim, todo o histórico de atentados terroristas islâmicos evoca essa cautela e cuidado. Não seria absurdo se o ocorrido fosse realmente um novo atentado terrorista islâmico ao solo francês. Há realmente motivo para haver essa preocupação.

Não é nenhuma novidade que há no mundo muçulmano o desejo claro e explícito na expansão do Islã no intuito de criar um Califado Global. Desde a década de 70, vemos esse projeto em andamento na França. É nojento contemplar a leniência do país, um Estado que já foi sinônimo de liberdade e intelectualidade, de civilização e glamour, sucumbe ao projeto globalista islâmico. A França está fadada à extinção. Seus símbolos, cultura, glamour – tudo está ruindo com o expansionismo avassalador do Islã na sociedade mundial e em especial na francesa. Atualmente, vemos com límpido espanto e inominável terror o fim de um período e início da barbárie – o Islã está se consolidando e muitos no Ocidente fazem de conta que é brincadeira.

O escritor Raymond Ibrahim publicou no Gatostene Institute seu artigo magistral justamente um dia antes do incêndio na catedral. Sob o título “Igrejas europeias: vandalizadas, defecadas e incendiadas todos os dias”[9], foram explicitados dados alarmantes do nível aterrador de ataques contra as igrejas, salientando o “costume” das autoridades europeias ofuscarem a “identidade dos vândalos”, para proteger sobretudo os imigrantes muçulmanos.

Afirma Raymond:

Na França, duas igrejas são profanadas todos os dias em média. Segundo o PI-News , um site de notícias alemão, 1.063 ataques a igrejas cristãs ou símbolos (crucifixos, ícones, estátuas) foram registrados na França em 2018. Isso representa um aumento de 17% em relação ao ano anterior (2017), quando 878 ataques foram registrados – o que significa que tais ataques estão indo apenas de mal a pior.

Se as suspeitas de um atentado terrorista contra Notre-Dame e tantas outras igrejas francesas são infundadas, o que dizer do seguinte relato da mídia alemã?

“Cruzes são quebradas, altares quebrados, Bíblias incendiadas, fontes batismais viradas e as portas da igreja manchadas de expressões islâmicas como ‘Allahu Akbar‘”.

Seria “islamofóbica” a suspeita de jihad contra a catedral mais famosa do mundo?

O renomado escritor Robert Spencer, especialista em Islã, autor de dezoito livros[10] – incluindo dois Bests Sellers listados pelo The New York Times ­– relata que o mosteiro de Saint Jean des Blames, em Aveyron, foi saqueado por muçulmanos, salientando que o jornal Le Figaro ao noticiar sobre alguns dos incidentes contra templos religiosos, indagou: “quem ouviu falar do saque do mosteiro de Saint Jean des Balmes, em Aveyron? Além disso, Spencer apresenta reportagens afirmando que foi criminoso o incêndio contra a igreja de St. Sulpice, em Paris – onde ocorreram cenas do filme “O Código de Da Vinci”-  e acerca da igreja de Notre-Dame des Enfants, em Nimes, saqueada e vandalizada com excrementos humanos para desenhar uma cruz na parede, esclarecendo que esses e outros tantos ataques às igrejas francesas receberam cobertura mínima da mídia, isso quando houve alguma notícia sem alarde[11].

De tantos informes advindos do especialista atacado pelo jornal Folha de São Paulo[12], dois merecem atenção especial por fundamentarem a razoabilidade de suspeitas que não devem ser descartadas nas investigações: o principal arquiteto de monumentos históricos responsável ​​pela restauração da torre de Notre-DamePhilippe Villeneuve , afirma que o trabalho de restauração ainda não havia começado, apenas os andaimes estavam sendo montados, de maneira que não haviam trabalhadores na catedral e nenhuma fonte de calor perto da estrutura de madeira. Outrossim, em setembro de 2016, foi efetivada a prisão de um muçulmano depois que seu carro foi acondicionado com explosivos do lado de fora da catedral de Notre-Dame, sendo que alguns dias depois, mais três muçulmanos foram presos em virtude da polícia descobrir um plano de explodir a catedral. Logo,torna-se óbvio que exista “interesse” de promover atentado terrorista.

No começo do mês, Robert Spencer havia denunciado a vandalização da Basílica de Saint-Denis instalada no subúrbio de Paris há mais de 800 anos. O local tem forte presença de imigrantes[13]. Porém, uma vez silenciando as ameaças diversas de muçulmanos, a imprensa impede que a opinião pública tenha noção da gravidade do problema. Saber que o vice-presidente da filial nacional da União Nacional de Estudantes de Lille tuitou em dezembro de 2017, que “todos os brancos” por serem “raça sub-humana” deveriam ser mortos, ajudaria os franceses a compreenderem a real “amplitude genocida” de sua manifestação nas redes afirmando que “não dá a mínima para Notre-Dame e para a história da França[14].

Os milhares de muçulmanos que exultaram pela ruína da catedral não foram alvos de críticas da grande mídia, que agiu como se eles não existissem. Afinal de contas, a sharia[15]  já comanda “mentes e redações”. Assim, a sede de “inquisição às avessas” contra os cristãos toma forma sem despertar reações defensivas, visto que é um “sacrilégio” cogitar uma nova “Cruzada” no momento em que milhares de cristãos são mortos todos os anos e outros milhões são submetidos forçosamente à sharia. Preocupação com as ações sanguinárias dos seguidores da pretensa “religião da paz” é coisa de “extremista”!

A fogueira da “inquisição moderna” queima templos, corpos e mentes

Em que pese a consciência cristã esteja “resistente” ao reconhecimento do conflito civilizacional proposto pela “espada de Allah” contra os infiéis cegos pelo decadente “multiculturalismo permissivo”, urge destacar: tudo que conhecemos como avanço civilizatório, está sob risco, não apenas na França, Reino Unido, Alemanha, Suécia, Dinamarca, EUA, em todo o mundo! Vemos o avanço assolador de uma ideologia político-religiosa, teocrática por excelência, historicamente sanguinária, perversa em sua compleição e totalitária em tudo o que faz.

Na moderna França, o fogo consumiu parte da catedral de tantas “histórias” de um povo que já se perdeu na história obscura do expansionismo islâmico. Dessa forma, vale lembrar que na Nigéria milhares de cristãos são queimados vivos dentro de suas casas e igrejas sem alarmar a imprensa, redes e humanistas[16]. O “tribunal do santo ofício da inquisição islâmica” reina absoluto nos países muçulmanos impondo “piedosas bulas” em territórios nos quais os cristãos são minorias, tendo o “descaso midiático” como “fiel escudeiro”. Daí, percebe-se que o “silêncio” que impera no tocante ao genocídio de cristãos africanos é “irmão siamês” da “narrativa desinformativa” sobre a tragédia de Notre-Dame.

Há um acontecimento que representa perfeitamente a submissão da cristandade ao terror: no Canadá, Eva Torres, ex-candidata do partido socialista Québec Solidaire atribuiu à “ira de Allah” – devido proibição da misógina burca na França – o fogo na catedral. A repercussão negativa das suas sinceras “palavras de fé” fizeram com que recorrese à velha taqiyya[17], retirando o comentário que foi justificado como uma “piada” e recorrendo de imediato à “vitimização”, propagando que estaria recebendo “discursos de ódio” e “ameaças reais”. E não é que deu certo a estratégia? A mídia apresentou o discurso de ódio baseado no livro sagrado do Islã como uma inocente “piada de mal gosto”, isto porque, no Ocidente pós-cristão a caminho da “fogueira inquisitória”, Allah sempre tem razão!

Enfim, chega de negligência com a verdade – sem rodeios, sem meias palavras e com o conhecimento cristalino de que Islã é sim um risco real a todo o modus vivendi judaico-cristão ocidental. Quer queiram ou não, esse fenômeno ideológico e político que está acontecendo às nossas vistas, sem cerimônias e sem máscara, precisa ser denunciado e combatido, como diz a premissa genuinamente cristã: “Quem pensa estar em pé, cuide para que não caia!”

Andréa Fernandes – Jornalista, advogada, internacionalista e Presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Gil Carlos Montarroyos – Internacionalista e historiador com estudos voltados ao terrorismo islâmico.

Imagem Infowars

[1] https://epoca.globo.com/a-historia-de-notre-dame-catedral-mais-famosa-do-mundo-que-arde-em-chamas-23601331

[2] https://recordtv.r7.com/jornal-da-record/videos/notre-dame-policia-de-paris-ja-sabe-o-que-pode-ter-provocado-incendio-18042019

[3] https://www.bbc.com/portuguese/internacional-47956930

[4] https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/04/16/bombeiros-e-especialistas-analisam-estrutura-da-catedral-de-notre-dame.ghtml

[5] https://www.bbc.com/portuguese/internacional-47939068

[6] https://brasil.elpais.com/brasil/2019/04/15/internacional/1555351385_404402.html

[7]https://www.facebook.com/LeiIslamicaEmAcao/photos/a.725748914118143/3210279622331714/?type=3&theater

[8] https://pt.aleteia.org/2017/02/12/notre-dame-de-paris-gargulas-ou-quimeras/

[9] https://www.gatestoneinstitute.org/14044/europe-churches-vandalized

[10] https://www.amazon.com/History-Jihad-Muhammad-ISIS/dp/1682616592

[11] https://www.jihadwatch.org/2019/04/hugh-fitzgerald-the-fire-at-notre-dame-and-muslim-schadenfreude-part-one?fbclid=IwAR0a3JxrQlcCrRUt45dtbM8Xmj47rfp4PDlR7pniyxNjMg-TVIHXBXanz04

[12] https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2019/04/como-a-extrema-direita-espalhou-mentiras-convenientes-sobre-o-incendio-de-notre-dame.shtml

[13] https://www.jihadwatch.org/2019/04/france-an-average-of-three-churches-are-attacked-every-day

[14] https://www.jihadwatch.org/2019/04/hugh-fitzgerald-the-fire-at-notre-dame-and-muslim-schadenfreude-part-two?fbclid=IwAR3rOVmsKGxmiCtSuzyY-fpkI14f17RB_xjtLR3IYATo2xrr3u6ngBj95Ng

[15] Lei islâmica

[16] https://www.gatestoneinstitute.org/12645/christians-genocide-nigeria

[17] Permissão para o muçulmano mentir se essa mentira ajudar a propagação do Islã e da sharia (lei islâmica)http://infielatento.blogspot.com/2014/11/taquia-taqiyya-no-alcorao-e-Sharia.html

Ataque a centro da polícia na Líbia deixa ao menos 65 mortos

Em portos do país, fogo se espalha e atinge sete tanques de petróleo.

MISURATA — Ao menos 65 pessoas morreram após um caminhão-bomba atingir um centro de treinamento da polícia na cidade líbia de Zliten nesta quinta-feira, informaram fontes do governo e autoridades médicas. O prefeito da cidade, Miftah Lahmadi, disse que o veículo explodiu no prédio num momento em que centenas de recrutas estavam reunidos no local. Mais de cem pessoas ficaram feridas, com muitas delas presas sobre os escombros. No mesmo dia, um incêndio se espalhou, atingindo sete tanques de petróleo nos portos de Ras Lanuf e Es Sider, em outro ato atribuído ao Estado Islâmico.

Depois do ataque suicida, o governo líbio decretou estado de emergência. Nenhum grupo reivindicou a autoria do atentado, mas a imprensa local está responsabilizando o Estado Islâmico, que nas últimas semanas tem feito uma ofensiva para tentar controlar campos petrolíferos no país.

O enviado especial da ONU para a Líbia, Martin Kobler, condenou o atentado pelo Twitter e pediu a todos os cidadãos que se unam urgentemente para combater o terrorismo. Depois que a Líbia mergulhou no caos político após uma rebelião apoiada pelo Ocidente derrubar Muamar Kadafi, há quatro anos, os extremistas do EI começaram a expandir sua presença.

Nesta semana, os jihadistas atacaram dois importantes terminais de petróleo líbios, dando início a um incêndio nos depósitos. O fogo se espalhou nesta quinta-feira e já afeta sete tanques do combustível, cada um com capacidade de 460 mil barris. Segundo a Guarda de Instalações de Petróleo, não foram registrados confrontos.

De acordo com estimativas da ONU, entre dois mil e três mil combatentes do grupo estão no país. Em Sirte (450 km a leste de Trípoli), há cerca de 1.500 militantes. Entre eles há líbios que combatem na Síria e voltaram e também estrangeiros.

Diante do cenário de crise, a pobreza se espalhou no país rico em petróleo: 2,4 milhões dos seis milhões de líbios passam atualmente por necessidades, segundo a ONU. As potências ocidentais estão pressionando as facções líbias a apoiarem um governo de unidade nacional para combater o EI, mas o plano está enfrentando resistência de grupos locais que estão em disputa pelo poder.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/ataque-centro-da-policia-na-libia-deixa-ao-menos-65-mortos-18424836#ixzz3wcYOqv2L

Quatro tanques de petróleo em chamas nos portos da Líbia após confrontos

Incêndios causados ​​por choques entre Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS) e militantes e guardas próximos aos maiores portos de petróleo da Líbia se espalharam para quatro tanques de armazenamento de petróleo que ainda estavam queimando na quarta-feira, disse um porta-voz dos guardas. Ali al-Hassi disse que as instalações Instalações petrolíferas estavam com guardas no controle dos portos Es Sider e Ras Lanuf, mas escaramuças continuaram. Pelo menos nove guardas foram mortos e mais de 40 ficaram feridas no combate em torno do perímetro da área na segunda e terça-feira.

Hassi disse que os guardas tinham recuperado 30 corpos de combatentes do ISIS, e também tinham capturado dois tanques e outros veículos militares dos militantes. Os bombeiros estavam tentando controlar três incêndios em Es Sider e Ras Lanuf. Dois incêncios foram provocaos por bombardeios do ISIS, e o fogo se espalhou para mais dois, disse Hassi. Es Sider e Ras Lanuf foram fechadas desde dezembro de 2014. Eles estão localizados entre a cidade de Sirte, que é controlada pela ISIS, e a oriental cidade de Benghazi.

A Líbia está dividida entre facções políticas rivais e grupos armados que competem pelo poder e pela riqueza petrolífera do país, quatro anos após a revolta que derrubou Muammar Kadafi. Desde então, a produção de petróleo diminuiu para cerca de 400 mil barris por dia de pouco mais de um milhão de barris por dia. ISIS lucrou com um vácuo de segurança para expandir sua presença, embora não tenha tomado o controle de instalações de petróleo no país.

https://english.alarabiya.net/en/News/middle-east/2016/01/06/Four-oil-tanks-now-on-fire-at-Libyan-ports-after-clashes.html

Túmulo de José incendiado pelos manifestantes palestinos

Manifestantes palestinos tentaram incendiar o túmulo de José, em Nablus, na sexta-feira de manhã, de acordo com relatos da rádio Israel. A multidão foi dispersa e o fogo foi controlado pela polícia palestina antes que as forças da IDF pudessem entrar em cena.  O local religioso sofreu danos graves no incêndio. Não houve relatos de feridos.

Este incidente veio após um dia de relativa calma em Israel após várias semanas de aumento de ataques de violência em todo o país. Na quinta-feira à noite o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu apelou ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas para parar de incitar palestinos a atacar os israelenses com facas e machados, numa conferência de imprensa dada em Jerusalém.

“Abu Mazen [Abbas] está incitando o assassinato,” Netanyahu cobrou no momento em que chamou a comunidade internacional para parar de desculpar as ações do líder palestino. A violência é o resultado direto de falsas acusações palestinas que Israel está tentando assumir o controle do Monte do Templo e está executando palestinos, Netanyahu disse no evento de imprensa projetado para apresentar o caso de Israel para o mundo. Ele falou apenas um dia depois de Abbas fazer um discurso em ambos os pontos e, em seguida, afirmou que Israel matou Ahmed Manasra, de 13 anos. O adolescente junto com seu primo de 15 anos tinha esfaqueado um israelense de 13 anos de idade em Pisgat Ze, na vizinhança de Jerusalém, na terça-feira. Na quinta-feira Israel lançou fotografias do menino de pijama com uma bandagem na cabeça, se recuperando em Hadassah Medical Center.

” Primeiro de tudo, que ele (Manasra) não está morto, ele está vivo. Em segundo lugar, ele não é inocente. Ele tentou matar, assassinato – facadas para a morte de um jovem israelense inocente de 13 anos, que andava de bicicleta “, disse Netanyahu.” A única maneira que nós podemos lutar contra esta grande mentira e todas as outras mentiras que são lançadas contra Israel e espalhadas nas redes sociais palestinas é dizendo a verdade “, disse Netanyahu. Ele acrescentou que espera que a comunidade internacional condene o incitamento palestino ao assassinato.

Tovah Lazaroff contribuíram para este relatório.

http://www.jpost.com/Arab-Israeli-Conflict/Josefs-Tomb-set-ablaze-by-Palestinian-rioters-426143

Seis igrejas incendiadas na Tanzânia

Seis igrejas foram incendiadas no noroeste da Tanzânia na última semana.

Em primeiro lugar, em 23 de setembro, três igrejas foram incendiadas – a Igreja Living Waters International, Buyekera Pentecostal Assembléia de Deus, e as igrejas evangélicas  Assembleias de Deus Tanzânia, que estão todas localizados na região de Bukoba, nas margens do Lago Victoria.

Durante a noite de 26 de Setembro, mais três igrejas – também em Bukoba – foram incendiadas: Igreja Evangélica Luterana, Kitundu Igreja Católica Romana e  Assembléia de Deus Katoro Pentecostal. Todas estão localizadas na região de Katoro de Bukoba ocidental.

“O povo acordou em 27 de setembro e encontraram seus santuários incendiados”, disse uma fonte anônima ao World Watch Monitor. “Os cenários são os mesmos; pessoas desconhecidas  empilhando as coisas no altar, derramaram gasolina sobre ele e atearam fogo. Eles fugiram antes que alguém pudesse identificá-los e assim permanecem desconhecidos. ”

Mapa da Tanzânia
Mapa da TanzâniaCortesia Portas Abertas Internacional

O primeiro incêndio ocorreu na igreja Living Waters. Por volta das 04:00, hora local, o pastor, Rev. Vedasto Athanas, foi acordado por um telefonema de um vizinho alertando-o que sua igreja estava em chamas. Ele correu para a cena, mas era tarde demais para evitar os danos a centenas de cadeiras, mesas e bancos, e do púlpito.

Pouco tempo depois, incendiários colocaram fogo na igreja Pentecostal Buyekera, que é liderada pelo Rev. Emmanuel Narsis.

Cerca de uma hora mais tarde, a terceira igreja, no bairro Kibeta nas proximidades, foi incendiado. Seu pastor, Rev. Kabonaki, recebeu um telefonema pouco antes de 06:00. Ele correu para a igreja, mas era tarde demais para evitar que as chamas destruíssem a igreja e tudo dentro.

O secretário da organização de pastores locais, a Bukoba Pastores Fellowship, disse que houveram muitos ataques incendiários na área de Kagera desde 2013.

“Desde 2013, tivemos mais de 13 igrejas incendiadas aqui em Kagera e ninguém foi responsabilizado. Isto não é aceitável “, disse o secretário, que pediu para ser identificado apenas pelo primeiro nome, Annette.

No início de 2013, a igreja do Rev. Innocent Mzinduki foi incendiada; em julho de 2013, um pastor identificado como Joyce perdeu sua igreja; em setembro de 2013, os pentecostais maruku da Igreja Assembléia de Deus tiveram o templo incendiado. No início de 2015, as igrejas luteranas em Rubale, Kyaka Mushasha e Kagondo Muleba foram incendiadas; em seguida, em fevereiro, o Calvário Assembléias de Deus, Itawa Baptist Church, Redeemed Church, Kagondo e TMRC Kyabitembe também foram incendiadas.

https://www.worldwatchmonitor.org/2015/09/4034845/

“E estes não são os únicos,” disse Annette World Watch Monitor. “Eles começaram agora a adição de combustível [parafina ou da gasolina] para garantir o máximo de dano.”

De acordo com o secretário, algumas pessoas foram presas depois dos incidentes de fogo posto fevereiro, mas eles foram liberados mais tarde. Nenhum progresso mais investigativo foi relatado à data.

“Estamos muito chateado e preocupado, pois esta é uma tendência que já não pode ser ignorada”, disse ela. “A polícia nos dizem que estão investigando, mas ouvimos nenhum progresso das investigações de ataques incendiários igreja anteriores.”

https://www.worldwatchmonitor.org/2015/09/4034845/

Estado Islâmico bombardeia e causa incêndio em cidade síria

Militantes suicidas do Estado Islâmico explodiram dois caminhões no centro da cidade de Hasaka, no nordeste da Síria, e bombardeios do grupo radical causaram um incêndio em tanques de armazenamento de petróleo e em uma empresa têxtil, disse uma fonte do Exército sírio nesta segunda-feira.

A fonte militar, citada pela televisão estatal, teria dito que os militantes visaram uma grande rotatória próxima de uma mesquita no bairro de Ghwyran, no sudeste, uma área residencial que os radicais invadiram na quinta-feira durante um ataque para tomar partes da cidade sob controle do governo.

O militar não revelou detalhes sobre baixas, mas disse que alguns “mártires tombaram”. “Um incêndio irrompeu na fábrica (têxtil) e em uma série de tanques de armazenamento”, relatou a fonte, sem dar maiores informações.

Os militantes acionaram dezenas de suicidas contra pontos de verificação do Exército nos últimos dias, o que lhes permitiu ocupar posições mais avançadas dentro da cidade.

O Estado Islâmico confirmou os ataques suicidas, que disse terem tido por alvo pontos de verificação do Exército em Ghwyran, e afirmou em um comunicado ter alcançado novas posições na cidade no distrito de Aziziya.

O Estado Islâmico voltou à ofensiva depois de duas semanas de derrotas nas mãos das forças lideradas pelos curdos, que têm apoio dos ataques aéreos conduzidos por uma coalizão chefiada pelos Estados Unidos.

(Por Suleiman Al-Khalidi)

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/estado-islamico-bombardeia-e-causa-incendio-em-cidade-siria,ee3b4d5607e1a82458d68eb9f0760f70krw7RCRD.html