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Final do Ramadã na Indonésia: muçulmanos gritando “Allahu akbar” esfaqueia policial até a morte

“Os alegados militantes do ISIS matam policial na Indonésia” , AFP , 25 de junho de 2017 (graças a Lookmann):

Jakarta (AFP) – Dois supostos militantes do grupo Estado islâmico apunhalaram um policial até a morte no oeste da Indonésia, disseram autoridades no domingo, no último ataque dirigido a funcionários do país muçulmano mais populoso do mundo.

Os dois atacantes gritaram “Allahu Akbar”, ou Deus é maior, quando eles entraram em um posto de segurança na sede da polícia do Norte de Sumatra, na cidade de Medan, onde apunhalaram um policial, disseram autoridades.

Vários policiais lutaram contra os militantes, matando um e ferindo gravemente o outro.

“Suspeitamos que os criminosos tenham links com ISIS e Bahrun Naim, porque encontramos uma bandeira do ISIS, livros e CDs ligados a ISIS na casa de um atacante”, disse o porta-voz da polícia nacional, Setyo Wasisto, à AFP.

Bahrun Naim, um indonésio que está lutando com ISIS na Síria, foi acusado de dirigir uma série de tramas terroristas na maior parte do tempo em sua terra natal nos últimos anos.

Centenas de radicais da Indonésia reuniram-se no exterior para lutar com o ISIS, e o país viu um aumento nas parcelas e ataques ligados aos jihadistas no ano passado.

O ataque aconteceu algumas horas antes das orações do Eid, inclusive na sede da polícia de North Sumatra, como parte das celebrações de Eid al-Fitr que marcam o fim do santo mês de jejum do Ramadã ….

https://www.jihadwatch.org/2017/06/ramadan-finale-in-indonesia-muslims-screaming-allahu-akbar-stab-police-officer-to-death

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Indonésia: Mais detalhes sobre a prisão de Ahok

O governador de Jacarta que é cristão, foi acusado pela comunidade muçulmana de blasfemar contra o islã

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Simpatizantes se reunem em solidariedade a Ahok

Basuki Tjahaja Purnama, mais conhecido como “Ahok”, recebeu a sentença de dois anos de prisão por supostamente blasfemar contra o islã. O processo judicial teve apoio político, o que ilustra a crescente intolerância religiosa na Indonésia. Mas os grupos islâmicos não estão satisfeitos e disseram que vão lutar por uma sentença ainda mais severa. O juiz principal, Dwiarso Budi Santiarto, declarou a culpa de Ahok, dizendo: “Numa sociedade religiosa, o réu deve ter cuidado para não usar palavras com conotações negativas a respeito dos símbolos das religiões”. Outro juiz, Abdul Rosyad, acrescentou que “o réu não se sentia culpado e seu ato causou ansiedade e sofrimento aos muçulmanos”.

Como resultado, especialistas, ativistas de direitos humanos e partidários de Ahok, questionam a independência dos juízes. Ahok foi levado para uma prisão policial na periferia de Jacarta, porque muitos cidadãos permaneceram na frente do tribunal, gritando e exigindo sua libertação. A irmã do governador, Indra, disse que o único livro que ele levou consigo foi a Bíblia. “Ele adora ler a palavra, e sei que poderá orar sempre que quiser”, disse. Manifestações de solidariedade surgiram em todo o país, reunindo milhares de simpatizantes de várias origens religiosas que lamentavam “a morte da justiça”.

“O fenômeno só prova que Ahok, que é conhecido por exercer uma boa governança durante o seu mandato, não só pertence a Jacarta ou à comunidade cristã, mas a toda a Indonésia, independente de etnia ou religião”, observou um dos colaboradores da Portas Abertas. A solicitação para libertá-lo se espalhou pelas igrejas e instituições cristãs indonésias. Uma declaração que saiu no dia 10 de maio, dizia o seguinte: “O veredito dos juízes do Tribunal mostra preconceito em relação à aplicação da lei contra Ahok, que não teve a intenção de cometer blasfêmia contra o islã. Portanto, pedimos para que ele seja liberado e exonerado de todas as acusações e decisões judiciais”. Ore por Ahok e pelos demais cristãos perseguidos na Indonésia.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2017/05/mais-detalhes-sobre-a-prisao-de-ahok

Ahok é preso por blasfêmia

Depois de ser perseguido por radicais islâmicos e ser falsamente acusado por blasfemar contra eles, Ahok é julgado e condenado à prisão

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Em um veredicto que surpreendeu a muitos, o tribunal indonésio condenou o governador de Jacarta, Basuki Tjahaja Purnama, mais conhecido como “Ahok”, à dois anos de prisão pelo crime de blasfêmia. A sentença é maior do que os promotores pediram e a notícia foi bem recebida pelos extremistas islâmicos que se reuniram fora do tribunal para comemorar. Muitos partidários choraram. Andi*, uma muçulmana, disse que está com o coração partido. “Ele é um homem tão bom e um grande líder e não se importava com a religião das pessoas; agora ele está preso”, lamentou.

Milhares de policiais estavam nas ruas para evitar confrontos entre os apoiantes e opositores de Ahok. O processo judicial teve apoio político, o que ilustra a crescente intolerância religiosa na nação mais populosa do mundo com maioria muçulmana. De acordo com um colaborador da Portas Abertas, a acusação de blasfêmia tem sido uma arma poderosa nas mãos de grupos radicais. “Se Ahok, sendo governador, não conseguiu escapar das falsas acusações, como os cidadãos comuns vão conseguir?”, questiona.

A princípio, a condenação sugerida para o cristão de origem chinesa seria de dois anos de liberdade condicional com um possível período de um ano de prisão, caso cometesse algum crime durante a condicional. Essa recomendação de sentença foi dada, levando em consideração suas “contribuições significativas” para a capital indonésia. O juiz, no entanto, mudou o artigo do Código Penal ao julgar o caso.

O juiz-chefe, Dwiarso Budi Santiarto, disse ao tribunal: “Verificou-se que o Sr. Purnama, de forma legítima e convincente, conduziu um ato criminoso de blasfêmia, e por isso impomos a ele dois anos de prisão. Como parte de uma sociedade religiosa, o réu deve ter cuidado para não usar palavras com conotações negativas sobre os símbolos das religiões, incluindo a religião do próprio réu”. O governador foi detido logo após a leitura do veredito. Seu vice, Djarot Saiful Hidayat, governará Jacarta até o mês de outubro, quando terminaria seu mandato.

Grupos islâmicos disseram que vão pedir uma sentença ainda mais severa, pois consideraram a prisão de dois anos muito leve. Segundo a lei indonésia, a blasfémia é punível com até cinco anos de prisão. De acordo com Frankfurter Allgemeine, um jornal alemão, a decisão do tribunal foi uma “vitória para os defensores do islamismo político” e pode impulsionar as eleições presidenciais de 2019 a acontecer sob a crescente influência do islamismo radical. Ore pela Igreja Perseguida na Indonésia.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2017/05/ahok-e-preso-por-blasfemia

Crianças cristãs continuam sendo atacadas

Sete crianças foram agredidas dentro de uma sala de aula; entre elas havia o filho de um líder cristão.

Na última terça-feira, uma escola de educação infantil, em Savu, na Indonésia, foi invadida por um grupo de pessoas desconhecidas que atacaram violentamente sete crianças com idades entre 8 e 11 anos. Os alunos já estavam em sala de aula naquela manhã quando os agressores chegaram. No mês de novembro, quatro crianças também foram feridas durante um bombardeio a uma igreja, em Samarinda, e uma delas infelizmente morreu.

De acordo com informações de fontes locais, entre as vítimas havia o filho de um líder cristão e o filho de um jornalista. “A polícia chegou rapidamente e conseguiu prender um deles; os outros conseguiram fugir. Tudo aconteceu muito rápido, ainda nem sabemos quantos homens havia, mas os policiais estão investigando”, disse a fonte.

No momento, as sete crianças estão sendo tratadas em um hospital da região. Duas delas estão gravemente feridas. A equipe da Portas Abertas já providenciou um grupo de colaboradores para visitar as vítimas e suas famílias, para ajudar no que for preciso. Ainda não se sabe oficialmente o real motivo do ataque, mas tudo indica que se trata de mais um caso de perseguição religiosa. Ore por essa nação.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/12/criancas-cristas-continuam-sendo-atacadas

Governador cristão será julgado por blasfêmia

Através de um vídeo montado, imagens de Ahok “insultando o islã” foram divulgadas no Facebook e causou revolta nos muçulmanos.

Na Indonésia, milhares de manifestantes islâmicos bloquearam as ruas de Jacarta para protestar contra o governador cristão Ahok (Basuki Tjahaja Purnama). Eles alegam que o governador insultou o islã através de um vídeo que foi divulgado no Facebook pelo professor de comunicação Buni Yanu, no qual Ahok “parece” fazer ofensivas contra os muçulmanos. O que ocorre na realidade é que o vídeo era uma montagem e uma manipulação para criar essa situação.

O próprio autor do vídeo, o professor, admitiu que adulterou as imagens. Mesmo assim, Ahok será julgado por blasfêmia e poderá enfrentar até 5 anos de prisão, caso seja considerado culpado. O resultado das manifestações foram 100 pessoas feridas, 3 veículos incendiados e outros 18 seriamente danificados.

Desde que Ahok se candidatou à reeleição, em fevereiro do ano passado, os militantes islâmicos estão agitados na Indonésia. “O fato de o governador ser cristão e etnicamente chinês, é na verdade um insulto aos muçulmanos. Eles já anunciaram uma nova manifestação para hoje (25) e parece que estão usando Ahok como um trampolim para desestabilizar o atual governo. É uma pressão não democrática e também perigosa para a comunidade cristã no país”, conclui um dos colaboradores da Portas Abertas.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/11/governador-cristao-sera-julgado-por-blasfemia

Bombardeio em igreja atinge quatro crianças

“Elas estavam brincando do lado de fora da igreja e faltavam poucos minutos para terminar as atividades dominicais, quando coquetéis molotov foram jogados no estacionamento”.

Um bombardeio a uma igreja na Indonésia, em Samarinda, feriu gravemente quatro crianças. O ataque aconteceu no último domingo. Uma delas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital, na manhã da segunda-feira. “As crianças estavam brincando do lado de fora da igreja e faltavam poucos minutos para terminar as atividades dominicais, quando coquetéis molotov foram jogados no estacionamento”, disse uma fonte local.

Policiais indonésios relataram que o autor do crime estava em uma moto e que usava uma camiseta com a inscrição “jihad”. Ele foi detido e o motivo do incidente ainda não foi esclarecido por ele. Sabe-se que o homem já esteve envolvido em dois outros ataques, um deles no complexo do Centro de Investigação de Ciência e Tecnologia e o outro numa igreja que fica na província de Banten, ambos em 2012.

Esse recente ataque contra cristãos na Indonésia ilustra o nível de perseguição no país que ocupa a 43ª posição na atual Classificação da Perseguição Religiosa. A pressão islâmica sobre o cristianismo tem afetado até mesmo o meio político, onde a população muçulmana é condicionada a pensar que os candidatos cristãos são contra o islã e que votar neles é uma traição à Maomé. Enquanto isso, a luta continua para manter as igrejas abertas com suas atividades religiosas.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/11/bombardeio-em-igreja-atinge-quatro-criancas

Indonésia: a pressão islâmica sobre o cristianismo

Grupos conservadores muçulmanos publicaram um decreto declarando que “não é permitido aos muçulmanos votar em não muçulmanos”; a pressão do islamismo radical aumenta entre os indonésios.

Na Indonésia, até mesmo os políticos cristãos enfrentam a grande pressão da perseguição religiosa. Basuki Tjahaja Purnama ou simplesmente “Ahok”, como ele é conhecido no país, é governador em Jacarta e encontrou dificuldades em sua reeleição por causa de sua fé. A forte oposição de grupos extremistas islâmicos tem chamado a atenção dos eleitores e, embora Ahok sempre tenha lutado contra a corrupção e se esforçado para melhorar a vida cotidiana do povo, parece que os cidadãos ficaram com medo de votar nele.

A população muçulmana foi condicionada a pensar que Ahok é um infiel e que votar nele é uma forma de trair o islã. Líderes muçulmanos usaram suas mesquistas para fazer uma campanha contra o governador que já anunciou sua candidatura à reeleição em 2017. Grupos conservadores muçulmanos publicaram um decreto declarando que “não é permitido aos muçulmanos votar em não muçulmanos”. O islamismo radical atua dessa forma com os cristãos em diversos outros países.

Na China, por exemplo, mais de 6 mil muçulmanos que se converteram ao cristianismo necessitam de cuidados especiais para enfrentar o processo que envolve todas as áreas de suas vidas, como ilustra a matéria “Por uma igreja de ex-muçulmanos preparada para a perseguição”, da editoria Frutos, na revista Portas Abertas do mês de outubro. Lá o governo também impõe um rígido controle sobre os cidadãos, tentando influenciá-los até mesmo em suas decisões políticas. Interceda pelos cristãos perseguidos nessas nações.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/11/a-pressao-islamica-sobre-o-cristianismo

Garota indonésia leva 23 chibatadas por ser vista ao lado do namorado

Uma jovem foi punida nesta segunda-feira (17) com 23 chibatadas porque foi vista muito próxima de seu namorado em Banda Aceh, na Indonésia.

Ao todo, sete casais flagrados juntos fora do casamento foram condenados a chibatadas com base nas estritas leis islâmicas locais.

Ao todo, sete casais que flagrados juntos fora do casamento foram condenados a chibatadas com base nas estritas leis islâmicas locais (Foto: Chaideer Mahyuddin/AFP)Ao todo, sete casais que flagrados juntos fora do casamento foram condenados a chibatadas com base nas estritas leis islâmicas locais (Foto: Chaideer Mahyuddin/AFP)

Dos 14 jovens, 13 foram punidos com chibatadas em praça pública. Uma garota foi poupada depois que se descobriu que ela estava grávida.

Dos 14 jovens, 13 foram punidos com chibatadas em praça pública (Foto: Chaideer Mahyuddin/AFP)Dos 14 jovens, 13 foram punidos com chibatadas em praça pública (Foto: Chaideer Mahyuddin/AFP)

Sharia
A província de Aceh aplica a ‘sharia’ (lei islâmica). A norma foi aprovada por unanimidade em 2009, apesar de críticas de grupos de direitos humanos. A lei pune, por exemplo, os adúlteros com apedrejamento até a morte.

A capital da província indonésia de Aceh também proíbe que as mulheres frequentem sozinhas cafés e outros locais de ócio depois das 23h. As mulheres também estão proibidas de trabalhar nestes locais após a hora limite.

“Nosso objetivo é proteger as mulheres assalariadas, especialmente as que trabalham em locais como cafés, restaurantes, cibercafés e atrações turísticas”, explicou Illiza Sa’aduddin Djamal, prefeita da cidade de Banda Aceh, no ano passado.

Aceh é a única província autorizada a aplicar a lei islâmica na Indonésia, o país muçulmano mais populoso do mundo. As relações homossexuais, as apostas e o consumo de álcool estão proibidos.

A província começou a aplicar a sharia depois de ter obtido um status de autonomia em 2001, concedido pelo governo de Jacarta para colocar fim a décadas de rebelião separatista.

Em maio do ano passado, um distrito de Aceh havia proibido que um homem e uma mulher não casados circulassem na mesma motocicleta.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/10/garota-indonesia-leva-23-chibatadas-por-ser-vista-ao-lado-do-namorado.html

Dez mil muçulmanos indonésios exigem a morte de um governador cristão:” “Ele deve ser executado. Segundo a doutrina islâmica, ele deve ser morto. “

Shoebat – Um grupo de 10.000 muçulmanos na Indonésia pediu a morte do governador cristão, de Jacarta, por criticar seus adversários ao usarem o Alcorão para difamá-lo. Aqui está o relatório:

Milhares de radicais muçulmanos protestaram em Jacarta sexta-feira, exigindo que o governador cristão, da capital indonésia, seja executado por alegadamente ter insultuoso o islã, num momento em que enfrenta uma corrida eleitoral cada vez mais apertada.

Cerca de 10.000 manifestantes vestindo vestes islâmicas brancas e solidéus se reuniram do lado de fora da prefeitura na capital do país de maioria muçulmana mais populosa do mundo, acenando cartazes que diziam: “O blasfemador deve ser processado”.

O protesto foi desencadeado por acusações ao governador de Jakarta, Basuki Tjahaja Purnama, conhecido por seu apelido Ahok, que teria insultado o Islã ao criticar adversários que usaram referências do Corão para atacá-lo antes das eleições de fevereiro.

“Ahok deve ser executado. De acordo com os ensinamentos islâmicos, ele deve ser morto”.  Emed Muhammad, um adversário de linha-dura do governador, disse que os manifestantes vociferavam:”Jakarta está agora a ser governada por um infiel, mas a Indonésia tem a maior população muçulmana.”

Centenas de policiais e soldados foram mobilizados em torno prefeitura para garantir a segurança do local.

Em seus comentários controversos no mês passado, Purnama disse à uma multidão que tinha sido “enganado” pelos seus adversários que usaram um verso do Alcorão para tentar colocá-los fora de votação para um cristão.

“Você está sendo enganado”, disse ele.

Purnama, segundo governador cristão de Jacarta e a primeira da comunidade de etnia chinesa da Indonésia, ganhou enorme popularidade com o seu estilo duro e determinação de limpar Jacarta, um superlotada, desorganizada e poluída metrópole.

Mas seu estilo durão, incomum para um político na Indonésia, alienou alguns e ele também tem enfrentado constante oposição de grupos islâmicos radicais, que protestaram durante semanas, quando ele se tornou governador, há dois anos.

Purnama continua a ser o favorito para vencer a eleição, mas a corrida foi aquecida nas últimas semanas com dois outros candidatos, o filho do ex-presidente Susilo Bambang Yudhoyono e um popular ex-ministro da educação, declarando que será executado.

Ele se tornou governador de Jakarta em novembro de 2014, mas não foi eleito para o cargo. Ele era vice-governador e automaticamente tornou-se governador após Compete Joko Widodo ter sido eleito presidente indonésio.

10,000 Muslims Gather Together And Demand The Death Of A Christian Man, Saying: “He must be executed. According to Islamic teaching, he must be killed.”

Muçulmanas transgênero desafiam discriminação na Indonésia

Aumento de intolerância causou fechamento de escola em Yogyakarta. ‘Islã é benção para todos os gêneros’, diz líder de grupo que ainda se reúne.

Um grupo de muçulmanas transgênero lavam o rosto, põem seus vestidos brancos e rezam. Esta cena, que antes era habitual em uma escola religiosa única na Indonésia, virou um ato de resistência desde que o centro foi fechado.

A escola Al Fatah, que se apresentava como a única instituição islâmica do mundo para transgêneros, foi considerada por muito tempo um símbolo do Islã tolerante no país muçulmano mais populoso do mundo.

O centro recebia mulheres transgênero para proporcionar-lhes uma educação muçulmana.

Shinta Ratri, diretora do internato em Yogyakarta, em foto de 9 de maio (Foto: Goh Chai Hin/AFP)Shinta Ratri, diretora do internato em Yogyakarta, em foto de 9 de maio (Foto: Goh Chai Hin/AFP)

Mas a situação mudou nos últimos meses a partir do recrudescimento dos ataques contra a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) e sobretudo com as ameaças da Frente da Jihad Islâmica, milícia que pretende curar “os males da sociedade”.

Desafiando a proibição e as possíveis represálias, umas dez ex-estudantes continuam frequentando semanalmente o centro em Yogyakarta, cidade da ilha de Java, para rezar e estudar o Islã.

“Queremos provar que o Islã aceita os transgêneros, que o Islã é uma bênção para todos os gêneros humanos”, explica à AFP a líder do grupo, Shinta Ratri.

Polícia acusada de cumplicidade
O fechamento desta escola, fundada em 2008 e que teve que fechar as portas em fevereiro passado, é uma das provas mais visíveis do aumento da intolerância na região de Yogyakarta, centro cultural de Java, que antes era citado como exemplo de tolerância, onde a comunidade transgênero podia, até pouco tempo atrás, realizar suas atividades normalmente.

Mas recentemente, os atos discriminatórios se multiplicaram.

Participantes de um grupo de estudos se reúnem em internato em Yogyakarta, em foto de 9 de maio (Foto: Goh Chai Hin/AFP)Participantes de um grupo de estudos se reúnem em internato em Yogyakarta, em foto de 9 de maio (Foto: Goh Chai Hin/AFP)

Em abril, partidários de uma linha dura do Islã e um grupo de policiais interromperam um festival de artes organizado por mulheres na região de Yogyakarta. As organizadoras se queixaram de terem sido atacadas verbalmente e várias participantes foram detidas brevemente.

Os adeptos mais radicais também atacam a minoria cristã, vítima de atos violentos reiterados desde 2011, e fazem tudo o possível para fechar as igrejas.

A polícia local às vezes é criticada por se manter à margem e, inclusive, é acusada de cumplicidade. A indulgência das autoridades contribuiu para o aumento da intolerância, afirmam os críticos.

Ahmad Suaedy, pesquisador sobre o Islã e defensor de problemas culturais e religiosos, vinculado ao governo, admite o fracasso das autoridades em impedir atos de intolerância “em detrimento das minorias”.

‘Recitar o Corão é melhor que beber’
De fato, “infelizmente, durante estes últimos anos, grupos intolerantes impuseram suas crenças rígidas à população”, lamenta Agnes Dwi Rusjiyati, coordenadora local da Aliança Nacional Bhinneka Tunggal Ika, cujo nome significa “Unidade na diversidade”.

O objetivo de Bhinneka Tunggal Ika é dar destaque à incrível diversidade do arquipélago de 17 mil ilhas e ilhotas, onde convivem diferentes etnias, culturas e grupos religiosos.

A diretora Shinta Ratri (direita) conduz um encontro de grupo de estudos em internato em Yogyakarta, em foto de 9 de maio (Foto: Goh Chai Hin/AFP)A diretora Shinta Ratri (direita) conduz um encontro de grupo de estudos em internato em Yogyakarta, em foto de 9 de maio (Foto: Goh Chai Hin/AFP)

Em Yogyakarta, esta diversidade está na alça de mira dos setores mais conservadores, que atacam todas as frentes: a comunidade gay, o consumo de álcool, a pornografia…

A escola Al Fatah localiza-se entre as ruelas do distrito histórico de Kotagede. É uma casa antiga, onde se rezava e recitava o Corão.

Apesar do fechamento, três pregadores seguem dando aulas a umas dez alunas das 42 que havia no centro.

“É tão difícil para estas transgênero rezar na mesquita por culpa da estigmatização”, explicou à AFP Arif Nuh Safri, um pregador de 32 anos.

“Quando cheguei a esta escola, a primeira coisa que lhes disse é que elas tinham o direito de rezar porque fazem parte da criação de Deus”, lembra.

“Querem aprender a recitar o Corão, querem fazer o bem e isto é melhor que beber”, insiste um vizinho, Aris Sutanto.

Mas Abdurahman, líder da Frente da Jihad Islâmica, não concorda: “Não podemos ser tolerantes em relação a uma coisa que é errada”, disse.

Este islamita afirma que seus partidários sempre se colocam de acordo com a polícia antes de cometer atos contra o que ele considera imoral.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/10/muculmanas-transgenero-desafiam-discriminacao-na-indonesia.html