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Nove igrejas são demolidas na Indonésia

Na Indonésia, nove igrejas da região de Aceh foram demolidas por conta da perseguição religiosa. Houve incêndios, uma morte e um grande número de cristãos deslocados. Extremistas muçulmanos exigem o fechamento das igrejas sem licença e fazem sérias ameaças.

Enquanto os cristãos lamentavam pela violência, os policiais ajudavam na demolição. De acordo com informações locais, os cristãos estão impedidos até mesmo de levantar tendas temporárias para realizar os cultos dominicais e foram aconselhados a buscarem as igrejas nas aldeias.

O governo indonésio prometeu um centro de adoração para aqueles cujas igrejas foram destruídas, mas a maioria dos cristãos não está confiante, já que outras promessas foram feitas por políticos e nunca foram cumpridas. Um dos analistas da Portas Abertas pede orações pelos indonésios: “Por favor, orem para que o corpo de Cristo se mantenha firme nessa fase tão difícil, muitos cristãos estão traumatizados e necessitam de atenção”.

O analista disse que as igrejas na Indonésia estão fazendo de tudo para se manterem unidas nesse tempo de crise, e que as minorias do país estão em busca de justiça. “Um dos líderes muçulmanos mais influentes do país, Baihaqi aka Abuya Batu Korong, faleceu devido a complicações de saúde, no dia 24 de outubro. Ele era o principal responsável pelos fechamentos das igrejas e influenciava fortemente o governo. Esperamos que, com a ausência dele, melhore a situação dos cristãos indonésios”, conclui.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2015/11/nove-igrejas-sa-demolidas-na-Indonesia

INDONÉSIA: Cerca de 8 mil cristãos fugiram da violência de grupos radicais islâmicos

“Não vamos parar de caçar os cristãos e deixaremos as igrejas em chamas”.

Na Indonésia, um grupo radical islâmico recuou após um tiroteio ocorrido entre eles e os cristãos que se defendiam do ataque, mas eles reafirmaram seu objetivo: “Nós não vamos parar de caçar os cristãos e deixaremos as igrejas em chamas. Os cristãos são os inimigos de Alá!”, dizia a mensagem que circulava por diversas cidades.

Temendo ainda mais violência, cerca de 8 mil cristãos fugiram de suas casas para uma província de Sumatra do Norte. A maioria foi para as regências de Tapanuli Central e Ocidental Pakpak, enquanto outros buscaram refúgio em outras regências. Eles são protegidos pelas igrejas locais, escolas e escritórios do governo.

“A situação dos fugitivos é bem precária, porque eles vivem em grande escassez e precisam desesperadamente de água potável, alimentos, roupas, alimentação adequada para os bebês, cobertores e medicamentos. Extremistas muçulmanos estão guardando a fronteira com uma ordem para matar todos os cristãos que atravessarem a linha”, disse um colaborador da Portas Abertas.

Numa conferência, o Secretário Geral da Organização de Igrejas na Indonésia, Gomar Gultom, criticou o governo local de Aceh Singkil por permitir que a violência ocorresse: “O encontro entre a comunidade e os líderes religiosos muçulmanos foi facilitada pelo Estado, como se estivesse endossando que a sociedade civil contra-atacasse, porque eles não tiveram outra opção senão a defesa”, conclui o secretário. Ore por estes cristãos para que tenham forças de seguir em frente.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2015/11/cerca-de-8-mil-cristaos-fugiram-da-violencia-de-grupos-radicais-islamicos

Igrejas atacadas e um homem morto nos confrontos em Aceh, Indonésia

Duas igrejas foram incendiadas e pelo menos uma pessoa foi morta em confrontos na província de Aceh, na Indonésia, na terça-feira, segundo autoridades.

Relatório dizem que centenas de homens muçulmanos atacaram uma igreja no distrito de Aceh Singkil, ateando-lhe fogo.

Um grupo de direitos humanos disse que os atacantes queimaram a igreja, e em seguida, uma segunda igreja católica romana.

Eles, então, foram para uma terceira igreja, onde um homem morreu em confrontos com cristãos e apolícia defendendo a igreja.

A tensão em Aceh tem vindo a aumentar em meio ao crescente conservadorismo islâmico na província e na Indonésia como um todo.

Respondendo à violência, o Presidente Joko Widodo da Indonésia twittou: “Pare com a violência em Aceh Singkil Qualquer fundo de violência, especialmente de religião e crença, destrói a diversidade.”.

Na semana passada, os manifestantes que se autodenominam Jventude de Aceh, preocupada com  o Islã, realizarou uma manifestação alegando que as igrejas sem licença foram demolida pelas autoridades.

As forças de segurança estão o protetor no local de uma igreja queimada em Aceh Singkil, Indonésia, 14 de outubro de 2015Direitos reservados da imagemEPA
Imagem captionA polícia diz que a violência foi trazido sob controle e dezenas de pessoas foram detidas
As forças de segurança inspecionar a cena de uma igreja queimada em Aceh Singkil, Indonésia, 14 out 2015Direitos reservados da imagem EPA
Legenda da foto: Os atacantes disseram que igrejas não tinham licenças e por isso foram demolidas

O governo local concordou em agir, mas na terça-feira tensões transbordaram e o grupo assumiu a responsabilidade em suas próprias mãos.

“Depois de queimar a igreja, a multidão tentou atacar outra igreja, mas acabou por cristãos já estavam prontos,” disse o chefe de polícia Aceh Husein Hamidi à agência de notícias AFP, referindo-se apenas à primeira e terceira igrejas atacadas.

“Um choque ocorreu, e um homem foi morto após ser baleado na cabeça com um rifle”, disse ele.

Acredita-se que o homem morto era parte do grupo atacante. Quatro pessoas também ficaram feridas, uma delas um membro das forças de segurança.

Entre esses ataques, outra igreja católica romana também foi incendiada, de acordo com o grupo de direitos humanos Aliança de Estados do norte de Sumatra.

A violência religiosa

A Indonésia é o país de maioria muçulmana mais populosa do mundo, embora também tenha significativos minorias de cristãos, hindus, budistas e confucionistas.

Aceh é a única província que introduziu oficialmente lei Sharia, que está cada vez mais sendo aplicada aos não-muçulmanos também.

O distrito onde os ataques de terça-feira ocorreram é um enclave cristão, embora correspondentes dizem que alguns cristãos já deixaram o local, temendo a violência religiosa.

Outra igreja também foi incendiada em Aceh, em agosto. E em julho, uma mesquita foi destruída na província de maioria cristã de Papua, no leste da Indonésia, no dia sagrado islâmico de Eid al-Fitr.

Adoradores cristãos assistir à missa da Noite de Natal no Hati Kudus igreja em 24 de dezembro de 2014, em Banda AcehDireitos reservados da imagemGetty Images
Legenda da foto: Em 2013, a polícia advertiu os cristãos de possíveis ataques islâmicos durante o Natal e Ano Novo

http://www.bbc.com/news/world-asia-34524817

Igrejas cristãs são destruídas em nome do islamismo conservador

Embora o povo não perceba, o islã liberal está enfraquecendo.

Uma reunião de uma das maiores organizações islâmicas da Indonésia, a Nadhlatul Ulama, o que representa um número estimado de 40 milhões de muçulmanos, testemunhou um fortalecimento no sistema islâmico conservador, durante a eleição da sua nova liderança.

Segundo analistas da Portas Abertas: “O encontro que aconteceu no dia 5 de agosto, mostra que o conservadorismo islâmico ainda não está bem claro para a sociedade, nem mesmo para a liderança muçulmana. Parece que há um certo conflito na interpretação do islã, que o divide em conservador e liberal”.

Os relatórios indicam que ações conservadoras merecem ser cuidadosamente vigiadas na Indonésia, que ainda é o maior país islâmico do mundo. Os cristãos continuam sofrendo perseguição religiosa violenta e muitas igrejas ainda são destruídas em nome do islamismo conservador.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2015/09/igrejas-cristas-sao-destruidas-em-nome-do-islamismo-conservador

Após negar clemência a brasileiro, Indonésia condena execução na Arábia Saudita

A Indonésia convocou o embaixador da Arábia Saudita em Jacarta nesta quarta-feira para protestar contra a execução de uma empregada doméstica indonésia, alegando que família e autoridades não foram avisadas com antecedência da aplicação da sentença.

A medida ocorre em meio à pressão internacional sobre a Indonésia para que o governo reverta a execução de 10 condenados à morte por tráfico de drogas, inclusive o paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte, que teria, segundo a família, esquizofrenia.

Autoridades sauditas disseram que Siti Zainab foi decapitada na terça-feira na cidade de Medina; ela foi condenada por esfaquear e espancar até a morte sua patroa, Noura al-Morobei, em 1999, informou a agência AFP.

Execuções na Indonésia

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O presidente indonésio, Joko Widodo, e três antecessores haviam escrito ao rei saudita e à família da vítima pedindo clemência, sem sucesso.

Grupos de defesa de direitos humanos usavam o caso de Zainab para pressionar a Indonésia a reverter as execuções. Em janeiro, seis presos foram executados por fuzilamento no país, inclusive o carioca Marco Archer Cardoso Moreira.

Brasil e Noruega convocaram seus embaixadores na Indonésia em protesto e, em fevereiro, a presidente Dilma Rousseff recusou temporariamente as credenciais do novo representante indonésio no Brasil em meio ao impasse com Jacarta diante da iminente execução de outro brasileiro.

Anistia Internacional
Sidi Zainab foi decapitada na Arábia Saudita após ter sido condenada em 1991 pela esfaquear e espancar sua patroa até a morte

Widodo tem rejeitado pressão internacional para reverter as execuções, e negou clemência a condenados no corredor da morte por tráfico, dizendo que as drogas provocaram uma situação de “emergência” no país.

A ministra de Relações Exteriores da Indonésia, Retno Marsudi, disse que as execuções no país serão realizadas.

“Nosso compromisso é proteger nossos cidadãos. Esta é a nossa prioridade”, disse ela a repórteres, segundo a AFP.

Nenhuma data para as execuções na Indonésia foi anunciada, mas o procurador-geral disse que elas só deverão ocorrer após o dia 24, devido a uma conferência internacional que será realizada em Jacarta. Presos são avisados com 72 horas de antecedência.

AFP
Paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte está entre os presos a serem executados em breve na Indonésia
EPA
Condenados na Indonésia são executados por fuzilamento na prisão de Nusakambangan

A família de Gularte, de 42 anos, tenta impedir que ele seja executado após o paranaense ter sido diagnosticado com esquizofrenia. Ele foi submetido a um outro exame a pedido do governo indonésio em março, cujo resultado não foi divulgado.

Gularte foi preso em julho de 2004 após tentar entrar no país com 6 kg de cocaína escondidos em pranchas de surfe.

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‘Surpreso’

O ministro do Interior saudita disse que a execução de Zainab foi postergada até que os filhos da vítima tivessem idade suficiente para decidir se perdoavam ou não a mulher culpada pelo crime.

Segundo comunicado do Ministério de Relações Exteriores indonésio citado pela AFP, Jacarta “apresentou protesto contra o governo da Arábia Saudita por não notificar com antecedência representantes indonésios ou a família sobre a data da execução”.

Snowing in Bali
Gularte (esquerda) e Marco Archer, que foi executado na Indonésia em janeiro

O embaixador saudita na Indonésia, Mustafa Ibrahim Al-Mubarak, se disse “surpreso” por ser convocado. “O problema não é sobre a Justiça ou a execução, mas sobre a data da execução”, disse ele a repórteres, segundo a AFP.

O grupo Migrant Care, que defende direitos de trabalhadores indonésios no exterior, condenou a execução de Zainab e disse que ela agiu em defesa própria contra um patrão abusivo.

A organização pediu que a Indonésia abandone a pena de morte “como um primeiro passo para pressionar outros países a não aplicar a pena de morte em trabalhadores estrangeiros”.

O grupo Anistia Internacional condenou a execução de Zainab, destacando as suspeitas de que ela teria problemas mentais.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/04/150415_indonesia_enforcada_hb

Mais de 30 movimentos se unem ao grupo Estado Islâmico

Movimentos são de diferentes tamanhos e importância.

Vinte e um um movimentos jihadistas no mundo juraram lealdade ao líder do grupo Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al-Baghdadi, e dez expressaram apoio, de acordo com uma lista compilada pelo centro americano de vigilância de grupos extremistas IntelCenter.

De acordo com essa lista, esses 31 movimentos estão implantados em todo o mundo, em um arco que vai da Argélia à Indonésia.

O líder da Da’esh (acrônimo em árabe para o EI) proclamou no final de junho de 2014, na cidade iraquiana de Mossul, o estabelecimento de um califado islâmico e adotou o nome de “califa Ibrahim”, exortando todos os muçulmanos do mundo a jurar lealdade a ele.

No dia seguinte, um grupo na Argélia (o Batalhão Al-Huda no Magrebe), outro no Sinai egípcio (Jamaat Ansar al-Bait Maqdis) e outro em Baalbeck (Líbano, Liwa Ahrar al-Sunna) prometeram lealdade ao novo líder, seguidos nas semanas posteriores por 18 outros movimentos, incluindo o Boko Haram na Nigéria e o Jund al-Khilafah na Tunísia.

Dez outros grupos, segundo o IntelCenter, manifestaram o seu apoio ao califa sem jurar lealdade formalmente.

Esses 31 movimentos são de diferentes tamanhos e importância, alguns altamente estruturados e com centenas e, às vezes, milhares de combatentes e outros quase inexistentes ou dissidentes de movimentos jihadistas conhecidos, dizem os especialistas.

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/mais-de-30-movimentos-se-unem-ao-grupo-estado-islamico,2dd91ea40957c410VgnCLD200000b2bf46d0RCRD.html

A hipocrisia de uma diplomacia que abraça países violadores dos direitos humanos

Por Andréa Fernandes

A Indonésia rejeitou recurso dos traficantes australianos e confirmou a pena de execução por fuzilamento de 11 presos condenados à morte, inclusive,o brasileiro Rodrigo Gulart, preso em julho de 2004 após tentar entrar no país com 6kg de cocaína escondidos em pranchas de surfe. No entanto, segundo a BBC, a comunidade internacional está pressionando o país para cancelar a execução dos criminosos.

Aliás, como bem sabemos, por causa da negativa do governo indonésio quanto ao pedido de clemência do Brasil em relação ao traficante Marco Archer, executado em 18 de janeiro, deu-se início a uma crise diplomática entre os dois países. O jornal “The Jakarta” noticiou que o vice-presidente da Indonésia, Jusuf Kalla, anunciou que o país asiático poderia reconsiderar a compra de material militar brasileiro, medida esta, que causaria impacto a Embraer e a Avibras..

Para agravar ainda mais a crise, em fevereiro, a presidente Dilma Rousseff se negou a receber as credenciais do novo embaixador indonésio, Toto Riyanto, durante cerimônia no Palácio do Planalto, gerando, com isso, a retaliação indonésia ao convocar imediatamente o embaixador brasileiro em seu país para tecer explicações, além do que, manifestou protesto, decidindo chamar de volta o embaixador repudiado.

No entanto, a presidente recebeu as credenciais da embaixadora da Venezuela, Maria de Lourdes Durante, apesar de o país ter sido acusado pelas Nações Unidas de “atuação como se estivesse em estado de exceção”, sendo certo que, até mesmo os funcionários da entidade internacional foram impedidos de ingressar no país para averiguar as graves violações de direitos humanos praticadas pelo governo Maduro, o que, por si só, já demonstraria o duplo padrão moral do governo brasileiro ao determinar quais os países violadores de direitos humanos devem ter o “apreço” do governo petista.

Inobstante tal fato, causa estranheza a relatividade moral do nosso governo e da própria comunidade internacional quanto à questão da pena de morte. Recentemente, o BRASIL se absteve de votar resolução contrária ao Irã nas Nações Unidas, muito embora o país ocupe o 1º lugar no ranking dos países que mais executam presos, com o agravante de que muitos dos executados são prisioneiros políticos.

De acordo com o relatório da Anistia Internacional divulgado em 31 de março, as nações que mais executaram pessoas no ano de 2014 foram o Irã (289 execuções oficiais), a Arábia Saudita (90) e o Iraque (61), que responderam por 72% das execuções. Mas, de fato, não se observou qualquer ação veemente da ONU condenando as ações, até porque, o “grande contribuinte” do órgão – Estados Unidos – ocupa a 4º posição na lista de países que matam em nome da lei e da ordem!

Dessa forma, cumpre indagar: por que o Brasil não recebe as credenciais de um embaixador que representa o país que executou um dos seus nacionais por tráfico de drogas, mas recebe as credenciais e mantém relações amistosas com o país que mais “mata oficialmente” traficantes e presos políticos?

A abstenção do Brasil no tocante à votação na ONU acerca das violações dos direitos humanos cometidas pelo Irã é uma das muitas  demonstrações de que a preocupação do atual governo não é verdadeiramente com a temática dos direitos humanos, e a crise diplomática com a Indonésia se deu em razão da sra. Dilma ter se sentido contrariada por não ser acatada como a “dona do mundo” capaz de mudar leis e diretrizes governamentais de outros países. E lamentável é saber que muitos incautos ainda acreditam que Dilma estava preocupada em “resguardar a vida” de um traficante. Aliás, se a presidente não se esforça em “defender a vida” dos próprios brasileiros – a violência no Brasil mata mais do que as sangrentas guerras em andamento pelo mundo – como acreditar que a sra. Dilma verdadeiramente se compadeceu com o triste fim de um criminoso brasileiro?.

Tolo é quem pensa que a petista se sensibiliza com a morte dos traficantes “made in Brazil”.

Indonésia rejeita recursos de australianos; saiba quem está no corredor da morte

Um tribunal na Indonésia rejeitou os recursos de dois australianos condenados à morte por tráfico de drogas, alegando que eles não podem contestar a decisão do presidente de negar-lhes clemência.

Andrew Chan e Myuran Sukumaran foram condenados à morte por serem líderes do grupo que passou a ser conhecido como “Os Nove de Bali”, presos em 2005 ao tentar deixar a Indonésia com 8,3kg de heroína.

Eles estão entre os 10 detentos no corredor da morte na Indonésia. Nesta lista há, também, o paranaense Rodrigo Gularte, de 42 anos, preso em julho de 2004 após tentar entrar no país com 6kg de cocaína escondidos em pranchas de surfe.

A família do brasileiro tenta impedir que ele seja executado após Gularte ter sido diagnosticado com esquizofrenia. Ele foi submetido a um outro exame a pedido do governo indonésio em março, cujo resultado não foi divulgado.

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Os australianos e o brasileiro estão na prisão de Nusakambangan, onde as execuções – que são por fuzilamento – deverão ser realizadas.

Nenhuma data foi anunciada, mas autoridades indonésias disseram que todos os presos serão executados juntos, após os recursos serem analisados.

Outros detentos também tentam reverter as sentenças na Justiça.

Chan e Sukumaran recorriam de uma decisão anterior que os impedia de contestar a decisão do presidente, Joko Widodo, que negou seus pedidos de clemência.

Os advogados dos australianos argumentavam que Widodo não havia dado a consideração adequada ao caso deles. Mas a Corte Administrativa em Jacarta manteve a decisão anterior, dizendo que não tinha autoridade sobre o caso.

Tecnicamente, a clemência pelo presidente é o último recurso legal de detentos para evitar a execução.

Não está claro quais serão os próximos passos. Um porta-voz do Procurador-geral da Indonésia disse que não há mais opções legais para os australianos, disse a agência de notícias Reuters.

Mas um advogado de Chan e Sukumaran disse a jornalistas que “continuará com os esforços legais”.

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Widodo, que assumiu a Presidência no ano passado, adotou uma postura firme em relação a crimes relacionados a drogas. Em janeiro, a Indonésia executou seis presos, inclusive o carioca Marco Archer Cardoso Moreira.

A Indonésia tem uma das mais duras leis contra drogas no mundo e está sob grande pressão internacional para que cancele as próximas execuções.

Mais de 130 presos estão no corredor da morte, 57 por tráfico, segundo a agência Associated Press.

Veja abaixo quem são os dez presos que poderão ser executados em breve.

Rodrigo Gularte

Paranaense de Foz do Iguaçu, foi preso em julho de 2004 com 6kg de cocaína escondidos em pranchas de surfe. Foi condenado à morte em 2005.

A família tenta que ele seja transferido para um hospital psiquiátrico após ter sido diagnosticado com esquizofrenia. A defesa alega que a lei indonésia não permite a execução de um preso que não esteja em plenas condições mentais.

Gularte foi submetido a um novo exame a pedido das autoridades indonésias em março cujo resultado ainda não foi divulgado.

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Myuran Sukumaran

Sukumaran tem 33 anos e é cidadão australiano nascido em Londres. Em 2006, uma corte em Bali considerou-o chefe do grupo “Os Nove de Bali” – um grupo de australianos preso em Bali com mais de 8,3kg de heroína que seriam enviadas para a Austrália.

Foi condenado à morte em 2006 e teve seu pedido de clemência rejeitado em dezembro de 2014. A defesa diz que ele se recuperou na prisão e agora é um artista.

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Andrew Chan

Chan, de 31 anos, é australiano e junto com Sukumaran foi condenado à morte em 2006 por pertencer ao grupo “Os Nove de Bali”.

Ele foi preso no aeroporto de Bali em abril de 2005 e teve seu pedido de clemência negado em janeiro deste ano. A defesa também argumenta que ele se recuperou na prisão, e dá aulas sobre a Bíblia e de culinária.

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Mary Jane Fiesta Veloso

Mary é das Filipinas e foi presa no aeroporto de Yogyakarta em abril de 2010.

Um tribunal considerou-a culpada por tentar traficar 2,6kg de heroína e ela foi condenada à morte em outubro de 2010.

Serge Areski Atlaoui

Atlaoui é francês, nascido em dezembro de 1963. Ele foi preso pela polícia de Jacarta numa casa na província de Banten apelidada de “fábrica de ecstasy” pela imprensa local.

Uma corte julgou-o culpado em 2007 por tráfico. Inicialmente, havia sido sentenciado à prisão perpétua mas a Suprema Corte, após um recurso, condenou-o à morte.

Sua clemência foi rejeitada em dezembro de 2014. A defesa diz haver nova evidência de que ele é inocente e atuava como técnico na fábrica, instalando equipamentos.

Martin Anderson

Anderson é cidadão de Gana nascido em Londres em 1964. Ele foi preso em Jacarta em 2003.

Seu pedido de clemência foi rejeitado em janeiro deste ano.

Zainal Abidin bin Mgs Mahmud Badarudin

Badarudin é o único cidadão indonésio entre os detentos a serem executados. Ele foi preso em dezembro de 2000 e condenado à morte por posse de maconha no ano seguinte.

Sua clemência foi negada em janeiro deste ano.

Raheem Agbaje Salami

Salami é um nigeriano com passaporte espanhol. Acredita-se que seu nome verdadeiro seja Jamiu Owolabi Abashin, mas ele entrou na Indonésia usando um passaporte espanhol com o nome de Raheem Agbaje Salami.

Foi preso com cerca de 5kg de heroína dentro de sua mala no aeroporto de Surabaya em setembro de 1998. Foi sentenciado à prisão perpétua em abril de 1999, pena que foi reduzida para 20 anos. Mas, após recurso, a Suprema Corte condenou-o à morte.

Seu pedido de clemência foi rejeitado em janeiro deste ano.

Sylvester Obiekwe Nwolise

Nwolise é nigeriano e tem 49 anos. Foi condenado à morte em 2004 por traficar 1,2kg de heroína pelo aeroporto de Jacarta em 2002.

Ele teve clemência negada em fevereiro deste ano. Em janeiro, um órgão antidrogas indonésio disse que ele comandava um grupo de drogas dentro da prisão de Nusakambangan, onde está preso.

Okwudili Oyatanze

Oyatanze é nigeriano de 45 anos e foi condenado à morte por traficar 1kg de heroína através do aeroporto de Jacarta em 2001.

Seu pedido de clemência foi rejeitado em fevereiro deste ano.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/04/150406_indonesia_australianos_hb

Indonésia prende cinco acusados de recrutar para o Estado Islâmico

Homens recrutavam principalmente mulheres e crianças.
Eles também teriam arrecadado recursos para atividades jihadistas.

A polícia antiterrorista da Indonésia prendeu no domingo (22) cinco homens acusados de recrutar principalmente mulheres e crianças para a organização jihadista Estado Islâmico (EI) na Síria, anunciou o governo de Jacarta.

Os acusados foram indiciados por aconselhamento e recrutamento de 16 pessoas que foram detidos no início do mês na Turquia, quando supostamente tentavam viajar para o Iraque e a Síria para unir-se ao EI.

As autoridades destacaram que os cinco detidos também teriam arrecadado recursos para as as atividades do grupo jihadistas.

Mais de 500 cidadãos da Indonésia, o país de maior população muçulmana do mundo, estariam na Síria e no Iraque para combater ao lado do EI, segundo o governo do país.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/03/indonesia-prende-cinco-acusados-de-recrutar-para-o-estado-islamico.html

Rouhani: “Irã e Indonésia pagam o preço para a luta contra o terrorismo”

O presidente iraniano Hassan Rouhani diz que Irã e Indonésia são duas nações líderes islâmicas que pagaram um preço enorme por sua luta contra o extremismo e o terrorismo.

Em uma reunião de domingo com o enviado especial do presidente indonésio para o Oriente Médio, Alwi Shihab, Rouhani disse que Teerã e Jacarta deve desempenhar o seu papel na luta contra os “fenômenos sombrios do terrorismo e violência”, através da promoção do islã “real e moderado” .

Rouhani também saudou a posição da Indonésia como o Estado muçulmano mais populoso do mundo, que tem relações amistosas e fraternas com o Irã, dizendo que os dois países poderiam tirar proveito de suas origens culturais comuns para expandir ainda mais as relações.

Ele também disse que Teerã busca ampliar a cooperação econômica com Jacarta.

http://www.presstv.ir/Detail/2015/03/16/402019/Tehran-Jakarta-united-against-terror