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Irã enviou armas ao Iraque na luta contra o ISIS, diz EUA

WASHINGTON – O Irã tem enviado foguetes e mísseis avançados para o Iraque a fim de ajudar a combater o Estado Islâmico em Tikrit, ampliando uma escalada significativa do poder de fogo, sendo outro sinal da crescente influência do Irã no Iraque.

Agências de inteligência dos Estados Unidos detectaram as implantações nas últimas semanas, com o Iraque mobilizando uma força de 30.000 soldados – dois terços das quais, milícias xiitas, em grande parte treinadas e equipadas pelo Irã, de acordo com três funcionários americanos. Os funcionários falaram sob condição de anonimato para discutir os relatórios de inteligência sensíveis ao Irã.

O Irã ainda não lançou nenhuma das armas, mas as autoridades americanas temem que os foguetes e mísseis venham inflamar ainda mais as tensões sectárias e causar vítimas civis, porque não são guiados com precisão. Sua implantação é outro dilema para o governo Obama, que treina e equipa os serviços militares e de segurança iraquianas para ajudar a derrotar o Estado islâmico, mas ao contrário do Irã, não está disposto a comprometer combatentes e assessores que se juntem às forças iraquianas em campo.

As autoridades americanas dizem que acreditam que o Irã enviou os foguetes e mísseis para a operação Tikrit porque outra artilharia não foi capaz de atingir alvos ao redor da cidade, no que se tornou uma batalha difícil e demorada. Mesmo depois de semanas de combates, militantes do Estado islâmico permaneceram nesta segunda-feira em Tikrit e ainda em partes da cidade controlada.

Leia mais em http://www.nytimes.com/2015/03/17/world/middleeast/iran-sent-arms-to-iraq-to-fight-isis-us-says.html?smid=fb-nytimes&smtyp=cur&bicmp=AD&bicmlukp=WT.mc_id&bicmst=1409232722000&bicmet=1419773522000

GRUPO DE DIREITOS HUMANOS DENUNCIA: “TODOS OS DIAS, O IRÃ EXECUTA DOIS PRISIONEIROS “

Execuções no Irã dispararam sob o governo do presidente Rouhani, de acordo com um grupo iraniano de direitos humanos sediado em Oslo, que denuncia uma média agora de duas execuções sendo realizadas todos os dias.

Iran Human Rights  (RSI) em conjunto com o grupo francês Ensemble Contre la Peine de Mort (Juntos contra a Pena de Morte), divulgou seus resultados esta semana numa conferência de imprensa na capital norueguesa como parte do lançamento do relatório anual do RSI no pena de morte no Irã.

Entre as conclusões, os grupos descobriram que 753 pessoas foram executadas em 2014, um aumento de 10% em relação a 2013. Apenas 291 desses casos (39%) foram anunciados por fontes iranianas oficiais.

O número de execuções para 2014 é maior do que nos anos anteriores, e tem vindo a aumentar desde 2005, quando 94 execuções foram registradas para esse ano. O grupo estima que o número de execuções para 2014 é “possivelmente um dos mais elevados desde o início de 1990”.

O relatório também mostra que as execuções aumentaram dramaticamente desde a eleição do presidente Hassan Rouhani em junho de 2013. Nos 18 meses antes de sua eleição, houve 827 execuções. Nos 18 meses após a eleição, este número subiu para 1.193.

Dessas execuções, quase metade dos presos, 49% (367) foram executados por acusações relacionadas a drogas, enquanto 240 foram executados por acusações de homicídio. Pelo menos 14 menores infratores foram executados, assim como 26 mulheres. Em outubro passado, foi noticiado que uma mulher condenada pelo assassinato de um homem que ela acusou de tentar estuprá-la quando ela era uma adolescente foi executada.

Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor e porta-voz do RSI, descreveu as conclusões do relatório como “chocantes”.

“Quando comparamos os números e vimos que, durante toda a presidência de Rouhani tinha havido mais de duas execuções por dia, em média, foi chocante”, diz ele. “O maior choque veio pouco depois de seu primeiro mês no poder, quando percebemos que a situação dos direitos humanos no Irã estava piorando. Ele deu a impressão de que os direitos humanos iria melhorar, mas temos visto o contrário “.

“O objetivo dessas execuções não é para combater o crime, mas para espalhar o medo entre a população”, continua ele.

Todos os casos relatados de execução para 2014 foram realizadas por enforcamento. Na maioria dos casos, as execuções públicas são realizadas por meio de guindastes, enquanto nas prisões eles geralmente são realizados com um objeto debaixo dos pés do prisioneiro sendo retirado, de acordo com o relatório.

O relatório diz que muitas vezes a queda não é grave o suficiente para deslocar o pescoço e, assim, causar morte súbita, e por isso, em alguns casos, tem se levado vários minutos para que um prisioneiro morra de asfixia ou estrangulamento. RSI também tem recebido vários relatos de diferentes prisões onde os prisioneiros são forçados a assistir seus companheiros prisioneiros enforcados antes que seja a sua vez.

Pelo menos 53 das execuções registadas foram realizadas em público, com as crianças, muitas vezes presentes para assistir ao espetáculo. O relatório afirma que em setembro de 2013, um menino de oito anos morreu ao encenar uma execução simulada e Amiry-Moghaddam confirma houve vários outros casos de crianças que morreram enquanto imitando execuções.

Os jovens também teriam sido executados pelo Estado. O relatório cita o caso de Jannat Mir, um menino afegão que tinha 15 anos quando foi executado por alegado tráfico de drogas. A ele não foi ofertado um advogado, e sua família no Afeganistão não podia ter o luxo de receber o corpo de Mir em seu país, de acordo com Amiry-Moghaddam.

Houve também um aumento alarmante no número de “qisas”, ou execuções de retribuição desde 2013, segundo a qual, uma vez que o autor foi declarado culpado, a família da vítima pode decidir se o autor vive ou morre. Em 2014, havia pelo menos quatro casos ‘qisas’ onde foi interrompida a execução depois de alguns segundos ou até minutos, com a família decidindo na última hora perdoar o prisioneiro. Em maio de 2014, afirma o relatório, uma mulher de 28 anos de idade, condenada pelo assassinato de sua sogra foi enforcada em uma prisão; uma execução autorizada por sua cunhada. Dez 10 segundos antes de ser enforcada, ela foi perdoada por sua cunhada e a execução foi interrompida. Poucas horas depois, ela ainda estava em estado de choque, mas capaz de falar, embora com alguma dificuldade, afirma o relatório.

Amiry-Moghaddam conclui que o Ocidente deve intervir para remediar a situação no Irão. “Hoje, o Irã depende do diálogo com o Ocidente para suprimir sanções e este é o momento em que o Ocidente pode ter alguma influência sobre a situação dos direitos humanos, fazendo exigências. Se não fizerem agora, isso nunca vai acontecer. ”

Na próxima semana, as negociações sobre como restringir a capacidade nuclear do Irã serão retomadas entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. Irã e as seis potências – Grã-Bretanha, França, China, Rússia, Estados Unidos – têm o objetivo de concluir um acordo nuclear até o final de março. O negócio vai suspender algumas das atividades nucleares do Irã por pelo menos 10 anos em troca do fim das sanções.

http://www.newsweek.com/state-executions-rise-two-day-iran-313562

Rouhani: “Irã e Indonésia pagam o preço para a luta contra o terrorismo”

O presidente iraniano Hassan Rouhani diz que Irã e Indonésia são duas nações líderes islâmicas que pagaram um preço enorme por sua luta contra o extremismo e o terrorismo.

Em uma reunião de domingo com o enviado especial do presidente indonésio para o Oriente Médio, Alwi Shihab, Rouhani disse que Teerã e Jacarta deve desempenhar o seu papel na luta contra os “fenômenos sombrios do terrorismo e violência”, através da promoção do islã “real e moderado” .

Rouhani também saudou a posição da Indonésia como o Estado muçulmano mais populoso do mundo, que tem relações amistosas e fraternas com o Irã, dizendo que os dois países poderiam tirar proveito de suas origens culturais comuns para expandir ainda mais as relações.

Ele também disse que Teerã busca ampliar a cooperação econômica com Jacarta.

http://www.presstv.ir/Detail/2015/03/16/402019/Tehran-Jakarta-united-against-terror

Arábia Saudita pode ceder seu espaço aéreo para Israel atacar o Irã

Em conversas fechadas com parlamentares europeus, diplomatas sauditas manifestaram sua vontade de colaborar com Israel sobre um possível ataque contra as instalações nucleares do Irã, noticiou o Canal 2 da rede de televisão de Israel na terça-feira.

De acordo com o relatório, no entanto, as autoridades sauditas disseram que precisariam primeiro ver algum progresso significativo no processo de paz entre israelenses e palestinos, a fim de reunir o apoio público para permitir que Israel utilize o espaço aéreo da Arábia Saudita para um ataque ao Irã.

O relatório vem no momento em que os governos árabes expressaram profundas reservas sobre o progresso contínuo nas negociações nucleares entre o Irã e o P5 + 1 (Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha).

Leia mais em http://www.breakingisraelnews.com/31163/report-saudi-arabia-may-lend-israel-airspace-attack-iran-jerusalem/#7i8xYtdEoDYSqCf8.99

Chavistas confirmam conspiração denunciada por Nisman

Três ex-integrantes da cúpula chavista dizem a VEJA que, por intermédio da Venezuela, o Irã mandou dinheiro para a campanha de Cristina Kirchner em troca de segredos nucleares e impunidade no caso Amia#

Há dois meses os argentinos se perguntam o que se passou em 18 de janeiro, dia em que o procurador federal Alberto Nisman foi encontrado morto no banheiro de seu apartamento em Buenos Aires. Apenas quatro dias antes, ele havia apresentado à Justiça uma denúncia contra a presidente Cristina Kirchner e outras quatro pessoas acusadas por ele de acobertar a participação do Irã no atentado terrorista que resultou em 85 mortos e 300 feridos na sede da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em 1994. No documento, Nisman explica que, além da assinatura de um Memorando de Entendimento que permitiria ao Irã interferir na investigação do caso, a república islâmica queria que a Argentina tirasse cinco iranianos e um libanês da lista de procurados da Interpol. O governo argentino tentou de todas as maneiras desqualificar o seu trabalho. Há três semanas, um juiz recusou formalmente a denúncia feita por Nisman, que havia sido reapresentada por um novo procurador. Sem se preocupar em esconder seu alinhamento político com o governo, o juiz aproveitou o despacho em que recusa a denúncia de Nisman para elogiar a presidente e sua administração.

Tudo indicava que o crime do qual Cristina e outros membros de seu governo foram acusados por Nisman se tornaria mais um dos tantos episódios misteriosos da história recente da Argentina. Um acordo entre países, porém, ainda que feito nas sombras, deixa rastros. Desde 2012, doze altos funcionários do governo chavista buscaram asilo nos Estados Unidos, onde estão colaborando com as autoridades em investigações sobre a participação do governo de Caracas no tráfico internacional de drogas e no apoio ao terrorismo. VEJA conversou, em separado, com três dos doze chavistas exilados nos Estados Unidos. Para evitar retaliações a seus parentes na Venezuela, eles pediram que sua identidade não fosse revelada nesta reportagem. Todos fizeram parte do gabinete de Chávez. Depois da morte do coronel, em 2013, compartilharam o poder com Maduro, com quem romperam depois de alguns meses. Os ex-integrantes da cúpula do governo bolivariano contam que estavam presentes quando os governantes do Irã e da Venezuela discutiram, em Caracas, o acordo que o procurador Nisman denunciou em Buenos Aires. Segundo eles, os representantes do governo argentino receberam grandes quantidades de dólares em espécie. Em troca do dinheiro, dizem os chavistas dissidentes, o Irã pediu que a autoria do atentado fosse acobertada. Os argentinos deviam também compartilhar com os iranianos sua longa experiência em reatores nucleares de água pesada, um sistema antiquado, caro e complexo, mas que permite a obtenção de plutônio a partir do urânio natural. Esse atalho é de grande proveito para um país interessado em construir bombas atômicas sem a necessidade de enriquecer o urânio e, assim, chamar a atenção das autoridades internacionais de vigilância.

Na manhã de 13 de janeiro de 2007, um sábado, contam os chavistas, o então presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, desembarcou na capital da Venezuela para sua segunda visita ao país. Cumpridos os ritos protocolares, Chávez recebeu Ahmadinejad para uma reunião no Palácio de Miraflores, acompanhada apenas pelos guarda-costas de ambos, pelo intérprete e por membros do primeiro escalão do governo venezuelano. O encontro aconteceu por volta do meio-dia, pouco antes do almoço. A conversa durou cerca de quinze minutos. Falaram sobre os acordos bilaterais, os investimentos no setor de petróleo e o intercâmbio de estudantes. Foi então que Ahmadinejad disse a Chávez que precisava de um favor. Um militar que testemunhou a reunião relatou a VEJA o diálogo que se seguiu:

Ahmadinejad – É um assunto de vida ou morte. Preciso que intermedeie junto à Argentina uma ajuda para o programa nuclear de meu país. Precisamos que a Argentina compartilhe conosco a tecnologia nuclear. Sem a colaboração do país, será impossível avançar em nosso programa.

Chávez – Muito rapidamente. Farei isso, companheiro.

Ahmadinejad – Não se preocupe com os custos envolvidos nessa operação. O Irã respaldará com todo o dinheiro necessário para convencer os argentinos. Tem outra questão. Preciso que você desmotive a Argentina a continuar insistindo com a Interpol para que prenda autoridades de meu país.

Chávez – Eu me encarregarei pessoalmente disso.

Os presidentes se levantaram e foram almoçar. Depois disso, voltaram para uma nova reunião. Desta vez, apenas com a presença do intérprete iraniano. Os chavistas asilados em Washington disseram a VEJA ter tido participação direta nas providências tomadas por Chávez para atender ao pedido de Ahmadinejad. Os dois governantes viram na compra de títulos da dívida argentina pela Venezuela, que já vinha ocorrendo desde 2005, uma oportunidade para atrair a Argentina para um acordo. Em 2007, o Tesouro venezuelano comprou 1,8 bilhão de dólares em títulos da dívida argentina. No fim de 2008, a Venezuela estava de posse de 6 bilhões de dólares em papéis da dívida soberana argentina. Para a Argentina o negócio foi formidável, dado que a permanente ameaça de moratória espantava os investidores. Os Kirchner, Néstor e Cristina, fizeram diversos agradecimentos públicos a Chávez pela operação financeira.

Menos refinada e mais problemática foi a transferência direta de dinheiro de Caracas para Buenos Aires. Em agosto de 2007, Guido Antonini Wilson, um empresário venezuelano radicado nos Estados Unidos, foi flagrado pela aduana argentina tentando entrar no país com uma maleta com 800 000 dólares. Ele afirmou, depois, que o dinheiro se destinava à campanha de Cristina Kirchner, que dois meses depois viria a ser eleita presidente da Argentina, sucedendo a seu marido, Néstor. Coincidentemente, Chávez tinha uma visita oficial à capital argentina agendada para dois dias depois da prisão de Antonini. Um dos ex-integrantes do governo chavista ouvidos por VEJA estava com Chávez quando ele foi avisado da prisão por Rafael Ramírez, então presidente da PDVSA, a estatal de petróleo, e hoje embaixador da Venezuela na ONU. Chávez reagiu com um palavrão e perguntou quem tinha sido o “idiota” que coordenou a operação. “A verba era originária do Irã para a campanha de Cristina Kirchner”, diz a testemunha da cena. Ele completa: “Não posso afirmar que ela sabia que o dinheiro era iraniano, mas é certo que tinha consciência de que vinha de uma fonte clandestina”.

Antonini foi solto em seguida e, de volta aos Estados Unidos, procurou o FBI, a polícia federal americana, para explicar-se sobre o episódio da mala. O serviço de inteligência chavista tentou dissuadir Antonini de sua intenção. A operação está descrita no livro Chavistas en el Imperio, do jornalista cubano­-americano Casto Ocando, com base nos autos do FBI sobre Antonini. Segundo Ocando, os agentes de Henry Rangel Silva, chefe do serviço de inteligência, ofereceram advogados a Antonini e, após a recusa, ameaçaram o empresário e seu filho de morte. As conversas com os advogados pagos pelos venezuelanos foram gravadas pelo FBI. Em uma delas, do dia 7 de setembro de 2007, eles dizem que Caracas estava disposta a pagar 2 milhões de dólares pelo silêncio de Antonini. Os espiões foram presos e acusados de conspiração. Em seu livro, Ocando acerta ao concluir que Chávez estava disposto a tudo para encobrir a origem do dinheiro, inclusive assumir a culpa pela remessa, atribuindo-a à PDVSA. O que Ocando não sabia, e agora se sabe, é que os recursos vinham do Irã.

O dinheiro fazia escala na Venezuela da mesma forma que era enviado à Argentina: em malas. Na reunião em que Ahmadinejad pediu a Chávez que atraísse a Argentina para um acordo, os dois presidentes também decidiram criar um voo na rota Caracas, Damasco e Teerã, que depois veio a ser apelidado pela cúpula chavista de “aeroterror”. Entre março de 2007 e setembro de 2010, um Airbus A340 fazia esse percurso duas vezes por mês. Segundo os chavistas ouvidos por VEJA, quando partia de Caracas, a aeronave ia carregada de cocaína. Também eram transportados documentos e equipamentos, sobre os quais os ex-funcionários chavistas não conhecem detalhes. A droga era descarregada na capital da Síria, de onde era redistribuída pelo Hezbollah, um grupo terrorista do Líbano. Desde 2012, quando os primeiros chavistas começaram a se exilar nos Estados Unidos, as autoridades americanas sabem que o narcotráfico suplantou o Irã como principal fonte de financiamento do Hezbollah. Na volta, o Airbus trazia dinheiro vivo e terroristas procurados internacionalmente.

Um dos principais operadores dos voos Caracas-Teerã era o ministro do Interior da Venezuela Tareck El Aissami, hoje governador do Estado de Aragua. A Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) colheu diversos depoimentos que apontam o político como o elo entre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Hezbollah. El Aissami tinha como preposto o libanês Ghazi Nasr al-Din, então adido comercial da Embaixada da Venezuela em Damasco. Al-Din, que no fim de janeiro entrou na lista dos mais procurados do FBI, tinha como missão produzir e distribuir passaportes venezuelanos para ocultar a verdadeira identidade dos terroristas que viajavam pelo mundo. Entre os acobertados por ele está o clérigo Mohsen Rabbani, citado por Nisman como executor do atentado à Amia. Foi usando um passaporte concedido por Al-Din que Rabbani visitou secretamente o Brasil pelo menos três vezes. Mesmo com o fim do “aeroterror”, em 2010, a Venezuela continuou fornecendo documentos para acobertar terroristas. Segundo um dos chavistas exilados, em maio de 2013, o governo de Caracas dava guarida a pelo menos 35 integrantes do grupo Hezbollah.

Os chavistas entrevistados para esta reportagem não sabem se os iranianos foram bem-sucedidos em obter as informações sobre o programa nuclear argentino que Ahmadinejad tanto queria. Apesar de eles terem pertencido ao círculo mais próximo do presidente, as discussões sobre esse tema estavam reservadas aos ministros da Defesa da Venezuela e do Irã. Do lado argentino, a interlocutora era a ministra da Defesa Nilda Garré, atualmente embaixadora de seu país na Organização dos Estados Americanos (OEA). Garré é uma e­­x-guerrilheira montonera que se encontrou diversas vezes com Hugo Chávez, mantendo com ele uma relação estreita, que se oficializou em 2005, quando foi nomeada embaixadora da Argentina em Caracas. Segundo um dos desertores chavistas, foi Chávez quem pediu a Néstor Kirchner que indicasse Garré ao posto. Chávez e Garré tinham também uma relação pessoal íntima, que só tem interesse público por ser um dos componentes da aliança política entre os dois países. “Era algo na linha 50 Tons de Cinza“, diz o ex-funcionário chavista. De acordo com ele, quando Chávez e Garré se encontravam no gabinete do líder venezuelano no Palácio de Miraflores, os sons da festa podiam ser ouvidos de longe. Depois de seis meses, Garré voltou a Buenos Aires para assumir a pasta da Defesa. Ficou no cargo até o fim de 2010. “Não posso afirmar que o governo da Argentina entregou segredos nucleares, mas sei que recebeu muito por meios legais (títulos da dívida) e ilegais (malas de dinheiro) em troca de algo bem valioso para os iranianos.” Diz outro chavista exilado: “Na Argentina, a detentora desses segredos é a ex-embaixadora Garré”. Existem semelhanças entre os reatores nucleares de Arak, no Irã, e de Atucha, na Argentina. Ambos foram planejados para produzir plutônio, elemento essencial para a fabricação de armas atômicas, usando apenas urânio natural. A diferença é que Arak deveria ter entrado em operação no ano passado, mas não há indícios de que isso tenha efetivamente ocorrido. O de Atucha funciona desde 1974 e gera 2,5% da energia elétrica da Argentina. A tecnologia nuclear dos argentinos também era útil para pôr em funcionamento a usina de Bushir, inconclusa desde 1979. Bushir foi inaugurada em 2011. Quem sabe a ministra Garré possa dar um quadro mais nítido do acordo Teerã-Buenos Aires costurado em Caracas.

http://veja.abril.com.br/noticia/mundo/chavistas-confirmam-conspiracao-denunciada-por-nisman

DELEGAÇÃO PAQUISTANESA VISITA TEERÃ PARA MELHORAR OS LAÇOS MILITARES

Por muito tempo, Irã e Paquistão têm desfrutado de uma relação militar próxima. E agora, os dois vizinhos estão prontos para levá-la ao próximo nível.

Assim, uma delegação de oficiais militares paquistaneses e estudantes visitaram o a Escola do Comando Geral do exército iraniano, em Teerã. Os oficiais militares paquistaneses de alto escalão convidaram os seus homólogos iranianos para aprofundar ainda mais os laços militares entre os dois países.

A delegação foi chefiada pelo almirante Matin al-Rahman, que elogiou as capacidades militares do Irã. O Chefe do Comando do exército iraniano, brigadeiro-general Hossein Valivand, por sua vez, manifestou a disponibilidade do exército para treinar as forças paquistanesas. Em meio à preocupação dos EUA sobre as relações militares melhoradas entre o Irã e o Paquistão, esta última visita é suscetível de ampliar as preocupações dos EUA.

Os oficiais militares paquistaneses disseram que um dos principais objetivos da visita foi para familiarizarem-se com as mais recentes conquistas militares iranianas. Ainda ontem, a delegação visitou as unidades da Marinha no Irã, incluindo, o mais recente destroyer Damavand. Eles esperam a partilha de know-how militar através de programas de intercâmbio de estudantes para ajudar a ter  paz e estabilidade na região.

http://www.presstv.ir/Video/2015/03/13/401502/Jalali-Iran-Pakistan-Military-Ties

CASAS INCENDIADAS EM TIKRIT PREOCUPAM EUA

O exército dos Estados Unidos manifestou preocupação com relatos de que milícias xiitas estão incendiando casas à medida que avançam na cidade iraquiana de Tikrit, embora ainda não tenham confirmado casos de abuso durante o grande impulso contra os militantes do Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS).

Forças de segurança iraquianas e milicianos da maioria xiita lutaram contra os militantes sunitas em Tikrit na quinta-feira, um dia depois de terem expandido para dentro da cidade natal de Saddam Hussein, em sua maior ofensiva até agora contra os militantes.

Autoridades norte-americanas disseram que estavam monitorando de perto as investidas em Tikrit, incluindo vídeo postado na mídia social, mostrando prédios sendo incendiados. Mas atribuir a culpa era complicado, eles notaram, apontando para acusações tanto contra  a milícia do Irã e quanto combatentes doISIS.

“O que sabemos é que há casas em chamas”, disse uma autoridade dos EUA, falando sob condição de anonimato.

O mais alto oficial militar dos EUA, o general Martin Dempsey, disse ao Congresso nesta semana que não tinha “nenhuma dúvida” de que a milícia iraniana e as forças de segurança iraquianas retomaria Tikrit. Mas ele expressou preocupações sobre o tratamento de muçulmanos sunitas lá.

No mês passado, o ex-conselheiro de comando central Ali Khedery disse que os EUA eram cúmplices dos abusos cometidos por milícias patrocinadas Bagdá.

“Os Estados Unidos estão agora agindo como a força aérea, o arsenal, e a cobertura diplomática para milícias iraquianas que estão a cometer algumas das piores violações dos direitos humanos no planeta”, escreveu Khedery na revista Foreign Policy.

Militantes do ISIS invadiram Tikrit em junho passado, durante uma ofensiva relâmpago que foi interrompida apenas fora de Bagdá. Eles já usaram o complexo de palácios construídos em Tikrit sob o governo do Saddam, o ex-presidente executado, como sua sede.

Outro funcionário norte-americano pediu cautela, mas reconheceu “estamos vendo isso muito de perto.”

Os EUA dizem que Bagdá não procurou apoio aéreo da coalizão liderada pelos Estados Unidos na campanha de Tikrit. Em vez disso, o apoio no terreno veio do vizinho Irã, rival de longa data de Washington na região. Teerã enviou um comandante de elite da Guarda Revolucionária para supervisionar parte da batalha.

A situação no terreno estava longe de ser clara. Jornalistas têm testemunhado queima de propriedades. Em alguns casos, combatentes da milícia foram acusados de retirar militantes de ISIS. Em outros casos, a milícia era suspeita de atacar propriedades de supostos simpatizantes Estado islâmico.

Um oficial de segurança dos EUA disse que acreditava que as mortes de civis foram muito limitadas, uma vez que muitos moradores locais fugiram da cidade.

O primeiro-ministro Haider al-Abadi tem dito repetidamente que comandantes militares e líderes da milícia devem respeitar os civis e manter as propriedades em territórios recapturados do ISIS.

Se o governo liderado pelos xiitas do Iraque retomarem Tikrit, seria a primeira cidade recuperada dos insurgentes sunitas e daria impulso na próxima fase da campanha para recapturar Mosul, a maior cidade do norte do país.

http://english.alarabiya.net/en/News/middle-east/2015/03/13/U-S-watching-Tikrit-blazes-with-concern-as-Iraqi-fighters-advance.html

ESTADOS ÁRABES DO GOLFO REJEITAM INTERVENÇÃO IRANIANA NO IRAQUE

O Conselho de Cooperação do Golfo expressou rejeição à interferência externa na crise iraquiana, em referência ao envolvimento direto do Irã na guerra do Iraque contra o ISIS, durante uma reunião realizada em Riad, na quinta-feira

“O GCC confirmou o seu apoio para a unidade do Iraque e a integridade territorial e para ajudar o governo iraquiano a manter a segurança e a estabilidade no Iraque, e não ingerência nos seus assuntos internos e estender sua soberania sobre todo o seu território”, disse Qatari Ministro dos Negócios Estrangeiros Khalid al-Attiyah, que presidiu a sessão, em declarações realizadas pela Agência de Imprensa Saudita (SPA).

Attiyah disse que este objetivo vai ser atingido, mas apenas com a cooperação de todos os espectros do povo iraquiano e esforços concertados para dar prioridade aos interesses do Iraque, preservar a coerência do seu povo e da unidade do território nacional. ”

O ministro das Relações Exteriores do Qatar sublinhou a posição firme do Golfo de livrar o Oriente Médio de armas nucleares, embora reconhecendo o direito dos países da região a possuir tecnologia nuclear no campo da energia nuclear em conformidade com as normas da Agência Internacional de Energia Atômica.

Ele reiterou o apelo do bloco para que o Irã responda aos esforços internacionais para alcançar uma solução política para o seu programa nuclear, que garanta a segurança e a estabilidade da região.

Iêmen

Os países árabes também manifestaram seu apoio ao presidente iemenita Abd Rabbo Mansour Hadi, que fugiu de um cerco dos rebeldes Houthi na capital Sanaa no mês passado e atualmente ocupa o tribunal na cidade de Aden, que ele declarou como uma capital temporária.

Vários países do CCG retiraram seus embaixadores de Aden, em uma demonstração de apoio ao Hadi, que tinha chamado as facções na semana passada para as negociações de paz, que estão sendo patrocinadas pela Organização das Nações Unidas, e devem ser realizadas fora do Iêmen, além do que, a Arábia Saudita propôs sediar as conversações.

Sobre a crise síria, o bloco do Golfo pediu “uma intervenção rápida e eficaz pela Organização das Nações Unidas e da comunidade internacional, especialmente o Conselho de Segurança, para tomar medidas suficientes e de dissuasão para proteger os civis e garantir a entrega de ajuda humanitária ao povo sírio . ”

http://english.alarabiya.net/en/News/middle-east/2015/03/12/Arab-Gulf-states-reject-Iran-s-role-in-Iraq.html

INFLUÊNCIA IRANIANA NO IRAQUE PREOCUPA OS ESTADOS UNIDOS

Dempsey preocupado com papel do Irã no ataque a Tikrit 

Martin Dempsey, o mais graduado oficial militar dos EUA que visitou Bagdá nesta semana, disse em uma audiência no Senado, na quarta-feira, que não havia dúvida de que o Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS) seria expulso de Tikrit, mas que “a questão é o que vem depois. ”

Expressando preocupação sobre o tratamento dos muçulmanos sunitas pelo Irã xiita, Dempsey disse: “A questão é o que vem depois, em termos da sua vontade de deixar famílias sunitas voltarem para seus bairros, se eles trabalharão para restaurar os serviços básicos que vão ser necessários, ou se resultará em atrocidades e retribuição.

Ele disse que enquanto o Irã está desempenhando um papel útil contra os militantes do ISIS no Iraque agora, uma vez que os extremistas estão vencidos, milícias apoiadas por Teerã poderiam minar os esforços para unificar o país.

“Não há dúvida de que a combinação das forças de mobilização popular e as forças de segurança iraquianas estão atacando o ISIS em Tikrit”, disse Dempsey.

A ofensiva em curso sobre Tikrit é a demonstração mais visível ainda de como os Estados Unidos e o Irã, que duelaram violentamente sobre o Iraque durante os anos da ocupação norte-americana, parecem estar trabalhando em conjunto contra o ISIS.

Dempsey disse que as forças que avançam em Tikrit foram esmagadoramente compostas por 20.000 milicianos xiitas apoiados pelo Irã, conhecidas como unidades de Hashid Shaabi (Mobilização Popular).

“Eu os descreveria como iranianos treinados e um pouco iranianos equipados”, disse Dempsey,  acrescentando que não tinha indicações de que pretendiam atacar as forças americanas cerca de 3.000 agora estacionados no Iraque.

Além disso, houve uma brigada iraquiana de cerca de 3.000 soldados, bem como centenas de forças do serviço de contraterroristmo iraquiano, disse Dempsey.

Dempsey, de volta da viagem ao Iraque nesta semana, disse que o resultado de Tikrit falaria muito sobre se o Irã usaria sua influência no Iraque de forma construtiva.

“A operação de Tikrit será um ponto de inflexão de uma forma estratégica ou outro em termos de aliviar nossas preocupações ou aumentá-las”, disse ele.

http://english.alarabiya.net/en/News/middle-east/2015/03/11/Dempsey-says-Iran-backed-Iraqi-militias-could-turn-against-U-S-.html

IRÃ: CATÓLICOS RECEBEM 80 CHIBATADAS PORQUE COMUNGARAM VINHO CONSAGRADO DURANTE A MISSA

Foi aplicada no dia 30 de outubro a bizarra sentença de 80 chicotadas contra dois cristãos condenados por “consumo de álcool” no Irã: eles tinham comungado bebendo o vinho eucarístico durante uma liturgia cristã. Segundo informações da Agência Fides, os cristãos Behzad Taalipasand e Mehdi Dadkhah receberam 80 açoites aplicados com violência brutal.

Fontes locais informam que outro condenado, Mehdi Reza Omidi, também foi açoitado neste dia 2 de novembro. Ainda não se sabe quando será castigado um quarto réu, Amir Hatemi.

As acusações são de “consumo de álcool” e “posse de um receptor e de uma antena parabólica”. De acordo com a ONG Christian Solidarity Worldwide (CSW), os quatro condenados tinham dez dias para apresentar uma apelação depois da sentença decretada em 20 de outubro, mas a condenação foi executada com extrema rapidez. Não ficou claro se as apelações foram rejeitadas ou se nem sequer foram levadas em conta.

Mervyn Thomas, diretor da Christian Solidarity Worldwide, declara em nota enviada à Agência Fides: “Estes homens foram castigados simplesmente porque participaram de um sacramento praticado durante séculos por cristãos de todo o mundo. É uma violação terrível e injusta do direito a manifestar a própria fé com práticas de culto e dentro dos rituais. O Irã se obrigou, quando aderiu ao Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, a apoiar a liberdade de religião e de credo de todas as comunidades religiosas. Além disso, essa pena viola o artigo 5º da convenção, que proíbe os castigos desumanos ou degradantes. Instamos o governo iraniano a agir em conformidade com os seus compromissos internacionais”.

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