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Radicalização e poligamia: relatório adverte sobre ‘Sociedade Paralela’ em cidade sueca

Um relatório municipal sobre o distrito de Brandkärr, em Nyköping, despertou o alarme sobre a islamização em curso, mas os habitantes locais da área dominada pelos somalis desafiaram a tomada das autoridades como “exagerada”, negando algumas de suas descobertas mais preocupantes.

 

De acordo com um relatório recente, a área de Brandkärr na cidade sueca de Nyköping está a caminho de se tornar uma sociedade paralela, com sintomas de radicalização como a poligamia, escolas corânicas e meninas de apenas 2 anos forçadas a usar hijabs, informou a Rádio Sueca. .

O relatório Brandkärr identificou a poligamia como uma ocorrência comum na área, onde 60% dos habitantes têm origem estrangeira. Além disso, foram observados casos da Lei da Sharia e da polícia moral, incluindo meninas de apenas dois anos sendo forçadas a usar o véu islâmico e se abster de jantares escolares por motivos religiosos. O relatório também observou uma alta concentração de imãs, com as escolas do Alcorão consumindo muito tempo das crianças.

Constatou- se que os somalis constituem 60% dos escolares e mais de 90% dos pré-escolares, com o somali tornando-se cada vez mais o idioma padrão e a “monocultura” minando a missão pedagógica e resultando na dificuldade do pessoal em compreender as crianças.

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Por fim, descobriu-se que Brandkärr tornou-se cada vez mais isolado do resto de Nyköping. Outro problema associado ao distrito foi a escalada do tráfico de drogas, incluindo o uso de khat, uma substância controlada comumente usada na África Ocidental.

Estou preocupado. Aparentemente, a radicalização aqui em Brandkärr foi longe demais”, disse Jan Bonnier, vice-presidente conservador do Comitê de Educação, Trabalho e Integração do município à Rádio Sueca.

O relatório, que fazia parte dos procedimentos de avaliação para o trabalho de integração continuada, foi baseado em entrevistas em profundidade com 26 pessoas, a maioria funcionários municipais, bem como policiais e representantes da autoridade habitacional local. Foi originalmente compilado em novembro passado, mas só ganhou atenção da imprensa recentemente.

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De acordo com Björn Littmarck, um dos autores do relatório, o município está em um cruzamento.

Se estamos trabalhando com integração agora e fazendo um bom trabalho, então a Suécia e a Alemanha se tornarão grandes vencedoras. Temos uma população jovem, e é exatamente disso que precisamos. Mas se não conseguirmos trabalhar bem com a integração, fica difícil “, avisou Littmarck.

Urban Granström, presidente social-democrata do conselho municipal, destacou que os resultados devem ser levados a sério.

A Associação Somali, no entanto, argumentou que as conclusões do relatório foram exageradas e forneceram uma imagem distorcida. Seu representante Shek Mahad  negou a presença da “polícia da moralidade”, ressaltando que o desemprego e a moradia foram os principais problemas que assombravam a área.

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Nyköping tem mais de 30.000 habitantes e está localizada no condado de Södermanland, ao sul de Estocolmo. Nos anos 2003-2017, a população de Brandkärr aumentou de 1.000 para 4.500, com o percentual de imigrantes dobrando.

Com imagem e informações Breibart

Malásia: Cristãos são acusados de “enfraquecer a fé islâmica”

Um jornal local publicou um artigo afirmando que “os cristãos se infiltraram na manifestação, usando essa plataforma para desafiar e enfraquecer a fé islâmica”.

O “Bersih 5” foi um protesto democrático que ocorreu no final do ano, na Malásia, a fim de tentar “limpar” o governo da corrupção e conscientizar os cidadãos sobre os problemas atuais enfrentados pelo país. Os manifestantes reivindicaram pacificamente uma reforma no governo e exigiram também a expulsão do primeiro-ministro Najib Razak.

No dia seguinte, porém, um jornal local publicou um artigo afirmando que “os cristãos se infiltraram na manifestação, usando essa plataforma para desafiar e enfraquecer a fé islâmica”. A acusação ocorreu depois que voluntários de uma igreja distribuíram água e comida entre as pessoas. Um grupo de cristãos também usou as mídias sociais para encorajar outros cristãos a participar de Bersih 5 e eles também pediram a todos para orar pela nação.

A desconfiança da comunidade muçulmana acabou distorcendo as ações da igreja. Ore para que os cristãos malaios continuem demonstrando amor e bondade, e que os corações de muitos muçulmanos sejam tocados pelo amor de Cristo, a fim de compreenderem o motivo da fé daqueles que seguem Jesus.

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Islamização progressiva na Malásia

“A sociedade está se sentindo invadida com tantas essas exigências desnecessárias; até mesmo alguns muçulmanos moderados estão preocupados com essa postura conservadora exagerada de alguns políticos”.

A polêmica sobre a proibição do uso de algumas palavras na Malásia continua. “Allah” agora é uma palavra de uso exclusivo para muçulmanos e foi riscada do vocabulário dos cristãos pela justiça. De nada adiantou os argumentos dos cristãos malaios baseados nos seus direitos constitucionais e muito menos espirituais. Veículos de comunicação bem conhecidos, como alguns jornais e revistas também foram proibidos de ter a palavra Allah em suas publicações.

Agora a proibição chegou até os fast foods do país. Um comércio norte-americano de cachorro quente deverá banir a palavra “cachorro” ou “cão” de seu menu. A sugestão de um novo nome foi dada pelos muçulmanos: “Pretzel Sausage” e a mudança faz parte das condições para se obter a “Certificação Alal”, que é um termo usado em diversos países para mostrar que o estabelecimento está respeitando os padrões islâmicos de alimentos autorizados por eles, de acordo com a sharia.

A notícia causou furor entre os políticos. “Embora o caso do ‘pretzel sausage’ pareça ser algo engraçado, na verdade ele ilustra a progressiva islamização na Malásia. A sociedade está se sentindo invadida com essas exigências desnecessárias. Até mesmo alguns muçulmanos moderados estão preocupados com essa postura conservadora exagerada de alguns políticos”, observa e conclui um dos colaboradores da Portas Abertas.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/11/islamizacao-progressiva-na-malasia

 

O Imã Enaltecido pela Igreja da Suécia: “Os Judeus estão por Trás do Estado Islâmico!”

Parte III da Série: A Islamização da Suécia

por Ingrid Carlqvist

  • Os sacerdotes têm medo de falar sobre Jesus durante a missa. — Eva Hamberg, episcopisa e professora, renunciou ao sacerdócio em sinal de protesto e deixou a Igreja.

  • A Igreja da Suécia pode estar caminhando para o “Crislão” — uma mistura do cristianismo com o Islã. Os sacerdotes suecos ao observarem o fervor religioso dos muçulmanos que vivem na Suécia e que agora tomam parte, entusiasmados, de diversos programas de confraternização entre as religiões.
  • “Há fontes confiáveis do Egito que mostram que a família real saudita é, na realidade, uma família judia que veio do Iraque à Península Arábica ao redor dos anos 1700. Eles montaram um exército com a ajuda de oficiais britânicos que lutavam contra o sultanato otomano.” — Imã Awad Olwan com quem o sacerdote Henrik Larsson está trabalhando em um programa de cooperação entre religiões.
  • “O envolvimento que a Igreja da Suécia demonstrou em relação à vulnerabilidade dos cristãos palestinos, foi substituído pela indiferença para com a limpeza étnica dos cristãos da Síria e do Iraque. Naqueles países, as atrocidades são cometidas na maioria das vezes pelos muçulmanos, sendo evidentemente o bastante para que a Igreja da Suécia se debruce sobre questões ambientais e climáticas.” — Eli Göndör, estudioso da religião.

A Igreja da Suécia deixou de ser a forte e austera igreja oficial. No passado, os suecos nasceram nela e até 1951 ninguém tinha autorização de deixá-la. Hoje em dia, no entanto, é uma instituição que tem muito pouco a ver com o cristianismo ou com Jesus. A Suécia, de acordo com o >World Values Survey, é um dos países mais seculares do mundo; anualmente um contingente considerável de suecos abandona a igreja.

Normalmente somente os ateus deixavam a Igreja; agora são os cristãos devotos que a deixam — em sinal de protesto contra a relação, cada vez mais questionável, da igreja em relação a fé cristã.

Quando, por exemplo, a atual Arquiepiscopisa Antje Jackelén, pouco antes da nomeação ao arcebispado, participou de um programa de perguntas e respostas no outono de 2013, uma das perguntas foi a seguinte: “Jesus transmite uma imagem mais verdadeira de Deus do que Maomé?”, surpreendentemente, a futura arquiepiscopisa não disse imediatamente que sim, mas envolveu-se em um longo monólogo sobre as muitas maneiras de se chegar a Deus. Evidentemente isso aborreceu muitos paroquianos A renomada sacerdotisa e professora Eva Hamberg, renunciou ao sacerdócio em sinal de protesto e deixou a Igreja da Suécia.

“Isso fez com que eu saísse mais depressa”, disse ela ao jornal cristão Dagen. “Se a futura arquiepiscopisa não consegue defender a Fé dos Apóstolos e ainda fica racionalizando, então é porque a secularização já foi longe demais.”

Hamberg, que conduziu a pesquisa sobre o processo de secularização, salientou que na Suécia a secularização passa por uma celeridade — mesmo dentro da Igreja da Suécia. Como exemplo, Hamberg disse que Antje Jackelén não acredita na Imaculada Conceição e diz ser uma metáfora. Hamberg também salientou que há falta de reverência diante do Deus Trino e que os sacerdotes têm medo de falar sobre Jesus durante a missa.

“Há também uma clara falta de tolerância dentro da Igreja da Suécia. Todos os candidatos (ao cargo de arcebispo) estavam ávidos a falar sobre diálogo e isso, ao que tudo indica, é excelente, mas não passa de frases vazias. Na realidade os líderes da igreja perseguem os dissidentes. Se você não concordar com a ordenação de mulheres, você não será ordenado. A margem de manobra é incrivelmente pequena.”

Quando Antje Jackelén venceu a eleição e se tornou a primeira arquiepiscopisa da Suécia, estava na hora do próximo impacto. Como lema, ela escolheu “Deus é Grande”, “Allahu Akbar” em árabe. Jackelén referia-se a 1 João 03:19-21, que diz :

“E nisto conhecemos que somos da verdade, e diante dele asseguraremos nossos corações; sabendo que, se o nosso coração nos condena, maior é Deus do que os nossos corações, e conhece todas as coisas.”

No entanto, poucos acreditam que a escolha do lema não seja o velho e conhecido flerte, sem rodeios, com os muçulmanos da Suécia. No Islã, “Allahu Akbar” são as primeiras palavras que se ouve quando de cada chamada para a oração, oriunda de cada minarete ao redor do mundo e é o grito que ouvimos recorrentemente associado aos atentados suicidas islâmicos, decapitações de não muçulmanos e ataques terroristas.

O rei, a rainha e a princesa herdeira da Suécia estavam presentes na ordenação arquiepiscopal da Episcopisa Antje Jackelén na Catedral de Uppsala em 15 de junho de 2014. (Imagem: Igreja da Suécia)

A escolha do lema da Arquiepiscopisa Jackelén não é um caso isolado; apenas o mais evidente sinal de que a Igreja da Suécia pode estar caminhando para o “Crislão” — uma mistura do cristianismo com o Islã. Os sacerdotes suecos ao observarem o fervor religioso dos muçulmanos que vivem na Suécia e que agora tomam parte, entusiasmados, de diversos programas de confraternização entre as religiões. No ano passado, a Episcopisa de Estocolmo Eva Brunne, sugeriu retirar a cruz da Igreja dos Pescadores para que os muçulmanos pudessem lá rezar.

O Gatestone Institute entrou em contato com seu colaborador mais próximo, o Sacerdote Diocesano Bo Larsson, para saber mais detalhes sobre a proposta.

Gatestone: os cristãos nos países muçulmanos podem esperar o mesmo nas mesquitas?

Bo Larsson: “não, acredito que não. Para os muçulmanos as construções têm uma dignidade especialmente sagrada.”

Gatestone: mas não é assim para os suecos?

Bo Larsson: “parece que não. Mas já há muitas mesquitas na Suécia.”

Gatestone: Então, por que a necessidade de rezar na Igreja dos Pescadores?

Bo Larsson: “sabe, foi apenas uma sugestão. Muitas pessoas nas redes sociais colocaram na cabeça que isso quer dizer que a Brunne não é mais cristã, mas isto, obviamente, não é verdade.”

Gatestone: de modo que nós cristãos devemos respeitar os muçulmanos, ainda que eles não nos respeitem?

Bo Larsson: “acredito que sim. É a minha opinião. Sou padre há 40 anos. Ainda somos a maior igreja da Suécia, de modo que devemos dar oportunidades aos muçulmanos e judeus.”

Gatestone: “o senhor está dizendose você não pode vencê-los, junte-se a eles?'”

Bo Larsson: “é uma maneira de ver as coisas.”

Gatestone: a Igreja da Suécia é conhecida por sua atitude positiva em relação aos homossexuais. Sua própria episcopisa Eva Brunne, é abertamente gay. Mesmo assim o senhor apoia o Islã que persegue os homossexuais?

Bo Larsson: “é uma pergunta difícil de responder. Mas claro, é terrível que os gays não têm quaisquer direitos nos países muçulmanos e não podem viver abertamente. Terrível.”

Gatestone: e mesmo assim você quer apoiar essa religião?

Bo Larsson: “você sabe, também há cristãos que são contra a homossexualidade.”

Gatestone: que querem enforcar os gays?

Bo Larsson: “parece que não. Acho que o senhor está simplificando demais. O que nós queremos na Suécia é ter diálogo com os muçulmanos.”

Gatestone: você já conversou sobre homossexualidade com os muçulmanos?

Bo Larsson: “não.”

Gatestone: o senhor se considera capaz de transformar o Islã da Suécia em uma religião tolerante, de mente aberta?

Bo Larsson: “há cristãos fundamentalistas nos Estados Unidos que não aceitam os homossexuais.”

Gatestone: mas você acredita que há uma diferença entre não aceitar e querer matar?

Bo Larsson: “eu nunca ouvi um muçulmano dizer que ele quer matar homossexuais.”

O “Crislão” foi ao extremo no subúrbio de Fisksätra em Estocolmo, onde predominam os imigrantes; são 8.000 pessoas, falando 100 idiomas diferentes. Naquele subúrbio a Igreja da Suécia começou a arrecadar fundos com o objetivo de construir uma mesquita — um programa intitulado “Casa de Deus” — adjacente a uma igreja. O programa é descrito em seu Websiteoficial da seguinte maneira:

“A Casa de Deus representa o desejo de paz e trabalho duro no espírito da paz. Estamos construindo uma mesquita ao lado da igreja em Fisksätra. Entre a Igreja e a mesquita será construída uma praça interior comum com livre acesso, do tipo jardim de inverno. A Casa de Deus é singular, um exemplo da cooperação e do diálogo religioso, tão importantes nos dias de hoje. Junte-se a nós!”

O Gatestone entrou em contato com Henrik Larsson, padre e um dos fundadores do programa Casa de Deus. Ele nos assegurou que o Islã é pacífico e democrático, mas as suas respostas seguintes indicaram que ele pode não estar tão maravilhado por esta religião, apesar de tudo.

“Nós cristãos também fizemos coisas horríveis ao longo dos séculos,” salientou ele. “Queimamos bruxas, colonizamos outros países e nos aliamos a vários exércitos ao longo da nossa história. Penso que todas as religiões podem ser usadas da mesma maneira.”

Gatestone: o senhor está dizendo que nós estamos em 2016 e eles ainda estão travados em 1400?

H. Larsson: “se é que é 1400. Eles estão se esforçando em criar uma sociedade como a que existia logo após a morte do Profeta Maomé, isso significa que estamos falando dos anos 600, 700 e 800 a.C. Esse é o ideal deles. Mas também há um Islã a procura de novos caminhos, um Islã Europeu, aqueles que querem ser muçulmanos dentro de uma sociedade democrática e secular.”

Gatestone: ao que tudo indica, muitos muçulmanos na Suécia não querem se adaptar à cultura sueca. Basta olhar para todos os estupros e agressões sexuais em piscinas públicas.

H. Larsson: “sim, não é nada fácil para jovens afegãos que foram criados em uma sociedade onde as mulheres têm que se cobrir com um lençol antes de sair de casa; é claro que eles foram condicionados a terem uma atitude para com as mulheres que está a quilômetros de distância da nossa. É óbvio que não se deve permitir que eles ajam dessa maneira, não é de se admirar que haja conflitos. Mas eles precisam aprender a maneira como nós vemos os homens e as mulheres na Suécia.”

Henrik Larsson elogia o imã com quem trabalha na “Casa de Deus.” Seu nome é Awad Olwan, um palestino que veio para a Suécia nos anos 1960. De acordo com Henrik Larsson, Olwan é o muçulmano moderno, que se tornou imã com a idade mais avançada e aprecia a democracia.

Entretanto, quando o Gatestone entrou em contato com Olwan, para perguntar porque ele apoiava a Frente Popular para a libertação da Palestina (FPLP) nos anos 1970 e porque ele se recusava a condenar o massacre de Munique nos Jogos Olímpicos de 1972, ele primeiramente fez de conta que não sabia o que era a FPLP. A BBC a descreveu como a “junção do nacionalismo árabe com a ideologia marxista-leninista, a FPLP considerava a destruição de Israel como parte integrante da sua luta para acabar com o capitalismo ocidental do Oriente Médio.”

Olwan: “ah, bem, sim, naquela época havia um monte de organizações distintas, mas esqueça isso — isso agora faz parte da história. Significava Libertação da Palestina e mais alguma coisa. Para ser sincero, eu realmente não me lembro.”

Gatestone: o senhor se recusou a condenar o ataque contra os atletas judeus na Olimpíada de Munique?

Olwan: “sim, é verdade, mas isso foi nos anos 70! Não me lembro o que eu disse naquela época.”

Gatestone: agora a sua postura é outra?

Olwan: “é claro que é. Não foi nada além de assassinato.”

Na nossa primeira conversa, Awad Olwan disse ser muito positivo em relação aos judeus. Ele disse que o fato de não haver nenhum judeu na Casa de Deus é porque não há nenhuma congregação judaica em Fisksätra, mas que os organizadores convidaram um coro judaico e estão se dando bem e trabalhando juntos.

Entretanto, no nosso segundo encontro começaram a emergir novas ideias. Ao ser indagado sobre o Alcorão e os hádices, Olwan começou a xingar e dizer que culpa toda era daqueles f** árabes de Meca.”

Gatestone: o senhor está dizendo que o problema não é o Islã; que é a interpretação saudita do Islã que deteriora tudo?

Olwan: “exatamente! A religião deles, o (wahabbismo) foi inventado por um imperialista britânico há 200 anos. Não posso dizer mais do que isso, porque senão serei tachado de antissemita e sabe-se lá o que mais”.

Gatestone: qual é a verdade em relação aos judeus?

Olwan: “ok, há fontes confiáveis do Egito, que mostram que a família real saudita é na realidade uma família judia que veio do Iraque à Península Arábica ao redor dos anos 1700. Eles montaram um exército com a ajuda de oficiais britânicos que lutavam contra o sultanato otomano. Depois, criaram o exército jordaniano e assim por diante.”

Gatestone: o senhor está dizendo que é por isso que os judeus estão tão quietos?

Olwan: “isso mesmo. Eu expus em meu livro que a meta do ISIS/Daesh é desviar o foco do conflito árabe-israelense para o conflito entre sunitas e xiitas — e conseguiram. Agora, irão apagar do mapa todo o Oriente Médio. Você verá! É terra católica, terra muçulmana e um monte de outras bobagens somente para justificar a existência de um estado judeu”.

Gatestone: eu li na Internet que muitos acreditam que o Mossad e os judeus criaram o ISIS.

Olwan: “sim, é uma teoria que tem bom trânsito no Oriente Médio, mas se for dita no Ocidente, lhe dirão que você é um conspirador maluco e que não tem provas do que está dizendo. O negócio é o seguinte: não é possível travar uma guerra contra forças poderosas sem que você receba armas diariamente, é necessário dispor de planejamento e logística. Não estamos lidando com terroristas f** que aprenderam a guerrear na Internet, são pessoas altamente treinadas, altamente qualificadas. Eu vou ter que sair.”

Gatestone: o senhor está se referindo aos judeus?

Olwan: “exatamente, exatamente.”

Olwan provavelmente é o típico exemplo de um imã que se mostra conciliador e amigável frente aos ingênuos sacerdotes suecos, mas com um pouco de estímulo admite seu ódio aos judeus. Ao que tudo indica, ele também não aprecia muito a postura benevolente da Igreja da Suécia para com os gays.

Desde que a Igreja da Suécia se tornou uma das primeiras comunhões cristãs do mundo a aprovar o casamento gay em 2005, mais e mais sacerdotes saíram do armário. Em 2009, quando Eva Brunne foi nomeada episcopisa de Estocolmo, começaram as fofocas de que a igreja estava sendo dirigida pela “Liga das lésbicas”. A Igreja da Suécia participou dos festivais do Orgulho Gay em Estocolmo em diversas ocasiões, fora isso várias igrejas receberam a certificação LGBT. O preço disso tudo é a possibilidade da igreja ser forçada a retirar certas passagens da Bíblia. Ulrika Westerlund Presidente da RFSL (Federação Sueca dos Direitos das Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Diferentes), alertou a igreja ressaltando: “há elementos nas escrituras religiosas que estão sendo usados contra as “pessoas” LGBT. Assim sendo temos que acertar se ela realmente quer a certificação, não queremos que aquelas passagens da Bíblia sejam citadas.”

O sacerdote Henrik Larsson, vê um problema com os imãs que condenam recorrentemente a homossexualidade como pecado — um princípio islâmico que provavelmente jamais poderá ser alterado porque foi dito por Alá (Alcorão, 7:80-84.IG). “Temos a esperança que eles atingirão o mesmo patamar que o nosso. Não faz tanto tempo assim que o cristianismo pregava as mesmas coisas.”

Gatestone: o senhor tem esperança e acredita que os muçulmanos possam mudar, mesmo que alguns joguem os homossexuais dos telhados, os enforquem e os chicoteiem?

H. Larsson: “tenho, é terrível. Mas acredito que as pessoas são intrinsecamente boas de coração.”

Awad Olwan não concorda com Henrik Larsson. Ele acredita que a atitude da Igreja da Suécia frente à homossexualidade é um pecado enorme:

“Eu discordo deles. A homossexualidade não é boa para a moral da sociedade e não é o que Jesus e Moisés defendiam. Seria melhor se toda essa história de homossexualidade na vida pública se tornasse um parêntese.”

Enquanto isso, como a Igreja da Suécia está ocupada, elaborando o “Crislão”, jamais reconhecerá que no Oriente Médio os cristãos estão sendo mortos e efetivamente erradicados. Em 2015, Eli Göndör, estudioso da religião, assinalou na revista Dagens Samhälle:

“O envolvimento que a Igreja da Suécia demonstrou em relação à vulnerabilidade dos cristãos palestinos, foi substituído pela indiferença para com a limpeza étnica dos cristãos da Síria e do Iraque. Naqueles países, as atrocidades são cometidas na maioria das vezes pelos muçulmanos, sendo evidentemente o bastante para que a Igreja da Suécia se debruce sobre questões ambientais e climáticas.”

Para ser justo, em fevereiro de 2016 a Igreja da Suécia fez algo em relação aos cristãos do Oriente Médio — ela incentivou congregações e indivíduos para que orassem por eles. As palavras Islã e muçulmanos não foram mencionadas no apelo.

O Gatestone entrou em contato com o serviço de informações da Igreja da Suécia para saber se as orações tinham dado algum resultado.

A voz do outro lado da linha respondeu: “não posso responder a esta pergunta”. “Você poderia me enviar um e-mail com sua pergunta para que eu peça aos meus colegas que lhe enviem uma resposta?”

Ingrid Carlqvist,é uma jornalista e autora radicada na Suécia e Ilustre Colaboradora Sênior do Gatestone Institute.

http://pt.gatestoneinstitute.org/8460/islamizacao-suecia

Tentativas de islamizar a Nigéria

Se as emendas forem aprovadas, podem prejudicar os cristãos e as demais minorias religiosas, pois não há garantia de que as penas não serão aplicadas para aqueles que não querem ser julgados em tribunais onde a sharia prevalece

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O extremismo islâmico é a maior fonte de perseguição aos cristãos na Nigéria, país que ocupa o 12º lugar na atual Classificação da Perseguição Religiosa. A perseguição está focada em todos os tipos de cristianismo, principalmente nos Estados do Norte. A sharia (lei islâmica) que julga os nigerianos tem causado muitos conflitos aos não muçulmanos de diferentes grupos religiosos, fazendo minar os direitos humanos fundamentais na maioria dos casos.

A batalha do grupo extremista Boko Haram para islamizar a Nigéria, nação que já sofreu vários golpes de estado, vem sendo travada há tempos, com seus ataques cada vez mais violentos e com o foco principal sempre nos cristãos, principalmente aqueles que eram muçulmanos e se converteram ao cristianismo, porque são vistos como traidores e apóstatas. De acordo com os relatórios mais recentes da Portas Abertas, o parlamento nigeriano está considerando algumas emendas na Constituição, para as questões envolvidas na Corte de Apelação da Sharia que, dentro da estrutura jurídica do país, vem depois da Suprema Corte.

As alterações podem permitir recursos de apelação e supervisão em processos civis e criminais que envolvem questões de direitos pessoais dos islâmicos para determinar penalizações. Se as emendas forem aprovadas, podem prejudicar os cristãos e as demais minorias religiosas, pois não há garantia de que as penas não serão aplicadas para aqueles que não querem ser julgados em tribunais onde a sharia prevalece. Atualmente, os nigerianos têm a opção de serem julgados por cortes islâmicas regidas pela sharia ou não, já que o governo adota o sistema dual: secular e islâmico ao mesmo tempo. Mas as leis que foram inspiradas na vida de Maomé, é um sistema que rege todos os aspectos da vida dos muçulmanos e não caberia se fosse aplicada aos cristãos.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/06/tentativas-de-islamizar-a-nigeria

A Islamização da Alemanha em 2015

“Nós estamos importando conflitos religiosos”.

  • Uma turba de mil vândalos de “origem árabe ou do norte da África” abusou sexualmente de mais de 100 mulheres alemãs no centro da cidade de Colônia na Véspera do Ano Novo. Ataques semelhantes também ocorreram em Hamburgo e Stuttgart. A Prefeita de Colônia Henriette Reker, salientou que “sob nenhuma circunstância” devem os crimes ser atribuídos aos candidatos a asilo. Muito pelo contrário, ela culpou as vítimas pelos abusos.
  • “Não há nada de errado em serem orgulhosos patriotas alemães. Não há nada de errado em querer que a Alemanha permaneça livre e democrática. Não há nada de errado em preservar nossa própria civilização judaico-cristã. Esta é a nossa obrigação”. — Geert Wilders, político holandês discursando em um comício em Dresden.
  • “Estamos importando o extremismo islâmico, antissemitismo árabe, conflitos nacionais e étnicos de outros povos, bem como diferentes entendimentos de como funciona uma sociedade e o estado de direito. As agências de segurança da Alemanha são incapazes de lidar com esses problemas de segurança importados e as consequentes reações da população alemã. — De um documento do governo vazado, publicado pelo jornal Die Welt.
  • A Alemanha irá gastar pelo menos €17 bilhões (US$18,3 bilhões) com os candidatos a asilo em 2016.
  • A Arábia Saudita estava disposta a financiar a construção de 200 novas mesquitas na Alemanha para acomodar candidatos a asilo. — Frankfurter Allgemeine.

A população muçulmana da Alemanha disparou com a entrada de mais de 850.000 imigrantes em 2015, remetendo pela primeira vez para cerca de 6 milhões de muçulmanos no país.

Dos um milhão de migrantes e refugiados que ingressaram na Alemanha em 2015, acredita-se que pelo menos 80% (800.000) são muçulmanos, de acordo com uma estimativa realizada pelo Comitê Central de Muçulmanos na Alemanha (Zentralrat der Muslime in Deutschland, ZMD), um grupo representativo dos muçulmanos sediado em Colônia.

Além dos recém-chegados, a taxa de crescimento natural da população muçulmana que já reside na Alemanha é de aproximadamente 1,6% ao ano (77.000), de acordo com a projeçãode dados de um estudo recente realizado pelo Pew Research Center sobre a população muçulmana na Europa.

Com base nas projeções do Pew, a população muçulmana da Alemanha atingiu o estimado de 5.068.000 no final de 2014. Os 800.000 migrantes muçulmanos que estão entrando na Alemanha em 2015, junto com o crescimento natural de 77.000, indicam que a população muçulmana da Alemanha saltou cerca de 877.000 pessoas, atingindo segundo estimativas 5.945.000 no final de 2015. Com isso a Alemanha esta competindo com a França pela maior população muçulmana da Europa Ocidental.

A imigração em massa de muçulmanos está acelerando a ascensão do Islã na Alemanha. Ela também é responsável por uma série de rupturas sociais, incluindo epidemia de estupros, crise na Saúde Pública e a corrida de cidadãos alemães para a compra de armas de defesa pessoal. Segue uma visão geral em ordem cronológica de uma seleção dos casos mais importantes de 2015.

JANEIRO de 2015

8 de janeiro. Um levantamento publicado pela Fundação Bertelsmann constatou que por conta do crescimento da população muçulmana: 57% dos alemães acreditam que o Islã está ameaçando a sociedade alemã, 61% acreditam que o Islã não se encaixa na sociedade ocidental, 40% se sentem como “estrangeiros em seu próprio país”.

9 de janeiro. A revista Der Spiegel informou que o Departamento Federal de Polícia Criminal da Alemanha (Bundeskriminalamt, BKA) colocou em prática um plano de emergência para impedir que terroristas islâmicos realizem atentados na Alemanha. Agências de segurança estaduais e federais receberam a ordem de localizar o paradeiro de cerca de 250 islamistas alemães e de outras “pessoas relevantes”. A revista também informou que o BKA tem provas “que as principais cidades européias podem ser atacadas a qualquer hora”.

11 de janeiro. As redações do jornal Hamburger Morgenpost foram atacadas com bombas incendiárias depois que o jornal, em solidariedade à revista francesa Charlie Hebdo, publicou as mesmas charges na capa, em nome da liberdade de expressão.

Em uma entrevista concedida ao jornal Bild am Sonntag, o Ministro do Interior Thomas de Maizière confirmou que a inteligência alemã estava monitorando “cerca de 260 indivíduos” que podiam, potencialmente, atacar a qualquer momento. Ele disse o seguinte:

“Temos em nosso meio cerca de 260 elementos perigosos (Gefährder). Também temos cerca de 550 pessoas que viajaram para as zonas de conflito na Síria e no Iraque. Entre 150 e 180 voltaram para a Alemanha e 30 delas são fundamentalistas altamente treinados. Eles apresentam uma grave ameaça à nossa segurança. Estou muito preocupado que esses fundamentalistas estejam tão bem preparados como aqueles de Paris, Bruxelas, Austrália e Canadá. É uma situação de extrema gravidade”.

De acordo com o Bild são necessários pelo menos 60 policiais para monitorar, de maneira eficiente, apenas um jihadista alemão a cada 24 horas. O jornal questionou se a Alemanha tem seguranças, o suficiente, para rastrear todos os terroristas em potencial. De Maizière reconheceu: “tivemos sorte, até agora. Infelizmente, não é sempre assim”.

12 de janeiro. Mais de 25.000 pessoas apareceram na cidade de Dresden, para um encontro semanal do movimento popular conhecido pelo nome de PEGIDA, sigla de “Europeus Patriotas contra a Islamização do Ocidente”. No que se tornou a maior concentração já vista até hoje, os participantes da passeata usavam tarjas pretas em volta do braço, observaram um minuto de silêncio em homenagem às “vítimas do terrorismo em Paris”.

Em sua página no Facebook, o PEGIDA escreveu que o ataque contra o Charlie Hebdo em Paris confirmou seus piores pesadelos. Ela dizia o seguinte:

“Os islamistas, sobre os quais o PEGIDA vem advertindo há 12 semanas mostraram à França que são incapazes de viverem democraticamente, que preferem a violência e a morte! Nossos políticos querem que acreditemos no oposto. Será que uma tragédia tem que acontecer aqui na Alemanha primeiro???”

12 de janeiro. A Chanceler Angela Merkel repudiou o movimento PEGIDA dizendo que o Islã “pertence à Alemanha”.

12 de janeiro. Khaled Idris Bahray, eritreu, muçulmano, refugiado e candidato a asilo de 20 anos de idade, foi esfaqueado até a morte em Dresden. A mídia européia foi mais do que depressa jogar a culpa no PEGIDA por incitamento ao assassinato. O jornal Guardian de Londres noticiou que o assassinato “expõe tensões raciais” e “sentimento anti-imigração” na Alemanha. Em 22 de janeiro, no entanto, os promotores alemães disseram que o companheiro de quarto de Bahray, de 26 anos de idade, também eritreu tinha confessado o esfaqueamento.

14 de janeiro. O gabinete alemão aprovou um plano para confiscar as carteiras de identidade de conhecidos islamistas, tornando mais difícil a saída deles do país para lutarem ao lado do ISIS.

15 de janeiro. A polícia na Baixa Saxônia prendeu um jihadista libanês-alemão de 26 anos de idade, identificado como Ayub B., acusando-o de participar da jihad na Síria. Também em 15 de janeiro, a polícia de Pforzheim invadiu os apartamentos de dois salafistas balcânicos.

16 de janeiro. Mais de 250 policiais vasculharam 11 dependências em Berlim. Eles detiveram cinco islamistas turcos, incluindo um turco de 41 anos identificado como Ismet D., que se refere a si mesmo como “Emir de Berlim”.

20 de janeiro. Mais de 200 policiais invadiram 13 propriedades ligadas a islamistas em Berlim e nos estados orientais de Brandemburgo e Thuringia.

21 de janeiro. O fundador e líder do PEGIDA, Lutz Bachmann, renunciou de uma hora para outra, depois que a mídia alemã publicou uma foto dele com um corte de cabelo e bigode no estilo de Adolf Hitler. Em posts no Facebook, ele se referiu aos candidatos a asilo como “lixo” e “imundos”. Os inimigos do PEGIDA dizem que a foto, tirada pelo menos dois anos antes da ascensão do grupo à notoriedade, prova que o movimento é movido pelo racismo. Bachmann insiste que a foto nada mais é do que uma sátira.

21 de janeiro. A Diocese Católica Romana de Münster baniu Paul Spätling, um padre Católico Romano de pregar, depois que ele discursou em um comício do PEGIDA em Duisburg. Ele deu o seguinte recado a um grupo de 500 ouvintes: “a Europa está em guerra com o Islã há 1.400 anos. É inacreditável que a Chanceler Angela Merkel tenha dito que o Islã pertence à Alemanha”. Stephan Kronenburg, porta-voz da diocese salientou: “com essas declarações ele incita hostilidade contra o Islã, nós consideramos isso perigoso”.

25 de janeiro. O primeiro-ministro do estado alemão oriental da Saxônia Stanislaw Tillich,discorda da declaração de Merkel de que o “Islã pertence à Alemanha”. Ele disse o seguinte: “os muçulmanos são bem-vindos à Alemanha e podem praticar sua religião. Mas isso não significa que o Islã faz parte da Saxônia”. A capital da Saxônia é Dresden, sede do movimento PEGIDA.

29 de janeiro. A comissão do carnaval em Colônia rejeitou planos para construir um carro alegórico com o tema Charlie Hebdo. O cancelamento foi provocado devido a temores segundo os quais o carro alegórico poderia apresentar uma ameaça à segurança. O carro alegórico seria apresentado em 16 de fevereiro como uma manifestação de apoio à França e à revistaCharlie Hebdo. O design, escolhido pelo público em uma votação online, exibia um cartunista forçando um lápis em um cano de revólver de um terrorista.

Também em janeiro, a rede alemã de supermercados Aldi, retirou a marca de um sabonete líquido das prateleiras após reclamações de que a embalagem era ofensiva aos muçulmanos. Aldi disse que a embalagem do sabonete líquido Ombia 1001 Nights, que retrata uma mesquita com cúpula e minaretes, juntamente com uma lanterna e uma masbaha (rosário muçulmano), tinha como objetivo evocar um cenário do Oriente Médio.

Clientes muçulmanos publicaram posts com reclamações na página do Facebook da Aldi. “Ao ver o sabonete líquido da Ombia nas prateleiras do supermercado, fiquei um tanto chocado com a embalagem que retratava uma mesquita”, escreveu um cliente. “A mesquita com a cúpula e os minaretes são símbolos de dignidade e respeito para os muçulmanos. É por esta razão que eu não acho apropriado retratar uma imagem tão significativa em um artigo de uso diário”.

FEVEREIRO de 2015

8 de fevereiro. O jornal Die Welt revelou que os promotores públicos alemães estavam investigando 83 jihadistas alemães, por crimes de guerra baseados em atrocidades cometidas em nome do Estado Islâmico.

12 de fevereiro. O jornal Hamburger Morgenpost noticiou que políticos do alto escalão, que representam o Estado da Saxônia e a Cidade de Dresden, usaram secretamente mais de €100.000 (US$115.000) de dinheiro do contribuinte para financiarem uma manifestação contra o PEGIDA realizada em Dresden em 10 de janeiro. O objetivo da manifestação, que contou com a presença de mais de 35.000 pessoas, era o de retratar os partidários do PEGIDA como “intolerantes” e “preconceituosos”, para contrastar com a maioria dos cidadãos de Dresden, que são considerados “cosmopolitas” e “comprometidos com a tolerância”.

15 de fevereiro. A cidade de Braunschweig cancelou um programado desfile de carnaval por conta de uma “ameaça específica de um ataque terrorista”.

26 de fevereiro. O Presidente do Comitê Central dos Judeus, Josef Schuster, alertou os homens judeus a não usarem a quipá (pequeno barrete circular usado por judeus religiosos) se estiverem em bairros muçulmanos de Berlim. “É um desdobramento que eu não poderia imaginar cinco anos atrás”, segundo ele. “Com toda certeza é assustador”.

MARÇO de 2015

6 de março. A polícia de Bremen alertou que islamistas estavam conspirando para atacar a catedral da cidade e também uma sinagoga. Dois suspeitos foram detidos em uma batida policial em uma mesquita local.

7 de março. O Xeque Abu Bilal Ismail, um imã dinamarquês que pregou a morte de judeus em um sermão na mesquita Al-Nur de Berlim, foi considerado culpado e condenado a pagar uma multa de €9.600 (US$10.300). “Ó Alá,” disse Ismail”, destrua os judeus sionistas. Eles não são páreo para o senhor. Enumere-os e mate-os até que não sobre nenhum. Não poupe unzinho sequer. Ó Senhor traga tormenta sobre deles”. Depois ele ressaltou que suas palavras foram tiradas do contexto.

12 de março. Um tribunal de Berlim multou o pai e dois tios de Nasser El-Ahmad, um libanês muçulmano de 18 anos de idade por tentarem forçá-lo a se casar com uma mulher, apesar dele ser abertamente homossexual. El-Ahmad disse que seu pai ameaçou cortar sua garganta e seu tio jogou gasolina em cima dele porque eles se recusavam a aceitar o fato dele ser homossexual. Observadores dizem que esse caso prova que homens também podem ser vítimas de casamentos forçados.

14 de março. Hooligans, salafistas, PEGIDA e contramanifestantes de extrema-direita invadirama cidade de Wuppertal. Esta foi a primeira vez que os grupos realizaram eventos, todos ao mesmo tempo. Mais de 100 policiais foram posicionados para manter a calma.

26 de março. O Ministro do Interior Thomas de Maizière baniu o grupo salafista Tauhid, que segundo ele estava recrutando jihadistas para lutarem na Síria e no Iraque.

ABRIL de 2015

8 de abril. O Chefe da Polícia Federal Dieter Romann revelou que em 2014 mais de 57.000 pessoas tentaram entrar ilegalmente no país, um salto de 75% em comparação com 2013. Além disso, a polícia deteve 27.000 pessoas que conseguiram entrar no país e lá residirem ilegalmente, um salto de 40% também em relação ao ano passado. A maioria dos imigrantes ilegais vieram da Síria, Eritréia, Sérvia, Somália, Kosovo e Afeganistão.

13 de abril. O político holandês Geert Wilders discursou em um comício do movimento popular anti-islamização alemão conhecido como PEGIDA na cidade oriental de Dresden. Wilders ressaltou: “não há nada de errado em serem orgulhosos patriotas alemães. Não há nada de errado em querer que a Alemanha permaneça livre e democrática. Não há nada de errado em preservar nossa própria civilização judaico-cristã. Esta é a nossa obrigação”.

22 de abril. A Fundação Konrad Adenauer, um instituto interdisciplinar de estudos em Berlim,anunciou o lançamento do “Muslimisches Forum Deutschland” (Fórum Muçulmano da Alemanha). O novo fórum tem como objetivo promover as vozes dos muçulmanos liberais para contrabalançar a influência de grupos muçulmanos extremistas na Alemanha.

Também em abril, Dennis Cuspert, o artista alemão do rap que virou jihadista, apareceu em um vídeo de música rap em uma propaganda do ISIS com a seguinte letra:

“Aos inimigos de Alá. Onde estão suas tropas? Não podemos esperar mais. Ó Alá, destrua-os! Conceda-nos a vitória sobre eles. Tire de nós. Faça-nos honrados. Tire de nosso sangue. Fisabilillah (aquele que luta pela causa de Alá)…

“Nós queremos seu sangue. Ele tem um sabor delicioso… Na Alemanha, células adormecidas estão esperando a hora. Os irmãos estão chegando. Aterrorizando oKafir (incrédulo).

MAIO de 2015

1º de maio. A polícia de Oberursel, um subúrbio de Frankfurt, cancelou uma corrida de bicicletas com 5.000 participantes profissionais inscritos, por recear que terroristas islâmicos estariam planejando um atentado contra o evento.

20 de maio. O Ministro do Interior da Alemanha Thomas de Maizière discursou em uma conferência em Berlim chamada “Vida Judaica na Alemanha: Ela corre perigo”? Ele disse isso em 2014, os crimes de ódio antissemita saltaram 25% e muito desse aumento se deve aos ataques perpetrados por imigrantes muçulmanos.

23 de maio. O exército alemão anunciou que irá recrutar seu primeiro imã para os 1.600 soldados muçulmanos.

JUNHO de 2015

3 de junho. Mais de 90 policiais foram convocados para separar uma briga entre 70 membros de um clã de imigrantes rivais em um playground público de Moabit, uma área mais pobre nos arredores de Berlim. A briga teve início quando duas mulheres começaram a discutir por causa de um homem, se tornando violenta quando mais e mais familiares foram se envolvendo. Dois policiais ficaram gravemente feridos.

5 de junho. Um candidato a asilo somali de 30 anos de idade chamado “Ali S” foi condenado a quatro anos e nove meses de prisão em uma penitenciária de Munique por tentar estuprar uma mulher de 20 anos. Ali já tinha cumprido uma sentença de sete anos de prisão por estupro e estava em liberdade há apenas cinco meses, antes de cometer outra vez o mesmo crime. Na esperança de proteger a identidade de Ali S, um jornal de Munique se referiu a ele pelo nome de “Joseph T., considerado mais politicamente correto ”

8 de junho. Mais de 50 policiais foram chamados para separar uma briga entre imigrantes bósnios em uma festa de casamento de imigrantes bósnios em Berlim. Em uma questão de segundos mais de uma dozena de pessoas entraram na briga. Tão logo a polícia chegou, os clãs rivais pararam de se enfrentar e começaram a atacar os policiais. Um dos convidados bateu com uma cadeira na cabeça de um policial que ficou gravemente ferido. Já contra outros policiais foram arremessadas garrafas, foram cuspidos e insultados

10 de junho. Betül Ulusoy, uma muçulmana de 26 anos de idade, teve permissão de iniciar um estágio como advogada júnior na Câmara Municipal de Berlim. As autoridades locais pensaram inicialmente em não contratá-la porque ela insistia em usar o véu muçulmano. A lei da neutralidade de Berlim (Neutralitätsgesetz) estipula que qualquer um que trabalhe como servidor está proibido de exibir sinais ou símbolos de religiosidade. Contudo as autoridades municipais, ao que tudo indica, zelosos com o intuito de evitar serem acusados de islamofobia, abriram uma exceção para Ulusoy.

24 de junho. Em uma entrevista concedida ao jornal Rheinische Post, o Ministro do Interior Thomas de Maizière ressaltou que o número de jihadistas alemães que estão lutando na Síria subiu para cerca de 700. “O número nunca foi tão alto como agora”, segundo ele. O número de islamistas violentos na Alemanha que estão “preparados para cometerem crimes motivados politicamente é de importância significativa” gira em torno de 330. Ele disse que havia mais de 500 operações de contraterrorismo em andamento envolvendo 800 islamistas.

26 de junho. Na cidade bávara de Pocking, os diretores da escola Wilhelm-Diess-Gymnasiumalertaram os pais a não deixarem suas filhas vestirem roupas provocantes com o intuito de evitarem “mal-entendidos” com os 200 refugiados muçulmanos abrigados em acomodações de emergência em um edifício perto daquela instituição de ensino. A carta aos pais dizia o seguinte:

“Os cidadãos sírios são em sua maioria muçulmanos e falam árabe. Os refugiados têm a sua própria cultura. Pelo fato da nossa escola estar próxima ao local onde eles estão alojados, deverão ser usadas roupas discretas para evitar problemas. Tops ou blusas decotadas, shorts curtos ou minissaias podem gerar “mal-entendidos”.

29 de junho. Vândalos imigrantes libaneses atacaram dois policiais que tentavam deter dois homens que estavam fumando maconha em uma calçada pública em Duisburg. Em questão de minutos os policiais foram cercados por mais de 100 homens que tentavam impedir as detenções. Foram necessárias dez viaturas de polícia e dozenas de reforços policiais para salvar os policiais.

Também em junho surgiu um debate na Alemanha sobre a possibilidade de isentar os estudantes muçulmanos da obrigatoriedade de visitarem os ex-campos de concentração como parte dos programas de educação sobre o Holocausto. A discussão girava em torno de uma proposta que obrigaria os estudantes de todas as escolas secundárias da Bavária a visitarem memoriais do Holocausto como parte do currículo escolar. O partido governante da União Social Cristã se opunha a esta proposta, dizendo que “muitas crianças de famílias muçulmanas… não têm nenhuma ligação com o nosso passado e que… necessitarão de muito mais tempo até que possam se identificar com a nossa história. É necessário sermos cuidadosos na forma de abordarmos essa questão com essas crianças”.

JULHO de 2015

17 de julho. Pela primeira vez na história da Alemanha, as estações de rádio e TV públicasBayerischer Rundfunk transmitiram orações muçulmanas que marcavam o início do feriado de Eid el-Fitr e o término do mês de jejum do Ramadã.

20 de julho. O primeiro banco na Alemanha a atuar em conformidade com a Sharia, o banco de propriedade turca Kuveyt Turk Bank, abriu suas portas em Frankfurt. O diretor do banco Kemal Ozan, ressaltou: “nossa pesquisa de mercado mostrou que 21% dos muçulmanos deste país verão com naturalidade um banco islâmico como seu banco principal”.

24 de julho. Dois policiais em Gelsenkirchen, uma cidade do Reno, Norte da Westphalia, foramatacados por uma multidão de imigrantes libaneses depois que eles sinalizaram para que um motorista parasse o carro por este ter passado um sinal vermelho. O motorista saiu do carro e tentou fugir a pé. Quando os policiais finalmente o alcançaram, mais de 50 pessoas apareceram do nada para impedir que o suspeito fosse detido. Um adolescente de 15 anos de idade atacou um policial pelas costas e começou a estrangulá-lo, deixando-o inconsciente. Enormes reforços policiais e spray de pimenta foram necessários para que a situação fosse controlada.

25 de julho. Um documento confidencial da polícia vazado para o jornal Rheinischen Postrevelou que em 2014 um número recorde de 38.000 candidatos a asilo na Alemanha foi acusado de cometer crimes no país. Analistas acreditam que esse número, que se traduz em mais de 100 crimes por dia, seja apenas uma fração do número verdadeiro: muitos crimes não vêm a público.

25 de julho. A revista Der Spiegel denunciou que a escalada vertiginosa de crimes violentos cometidos por imigrantes vindos do Oriente Médio e dos Bálcãs está transformando regiões de Duisburg, uma importante cidade industrial alemã, em “bolsões de ilegalidade”. Essas regiões, de acordo com um relatório policial que foi vazado, efetivamente se tornaram zonas “proibidas” para a polícia.

25 de julho. Em uma entrevista concedida à revista Focus, o chefe do sindicato de polícia no Reno, Norte da Westphalia Arnold Plickert, fez um alerta a respeito do surgimento de zonas proibidas nas cidades de Dortmund, Duisburg, Essen e Colônia. “Vários grupos de roqueiros rivais bem como clãs libaneses, turcos, romenos e búlgaros estão brigando pela supremacia das ruas”, segundo ele. “Eles fazem suas próprias leis, aqui a polícia não tem vez”.

AGOSTO de 2015

3 de agosto. Um documento confidencial vazado para o jornal Bild revelou que o Departamento Estadual de Transito de Hamburgo (Hamburger Verkehrsverbund, HVV) determinou que os responsáveis pela fiscalização das passagens “façam vista grossa” sempre que encontrarem migrantes fazendo uso do transporte público sem as devidas passagens. A medida tem como objetivo proteger o HVV da “má publicidade”.

6 de agosto. A polícia revelou que uma menina muçulmana de 13 anos foi estuprada por outro candidato a asilo em uma dependência para refugiados em Detmold. A menina e a mãe, ao que consta, fugiram de sua terra natal por causa da cultura da violência sexual, depois ficou claro que o estuprador era do mesmo país que elas.

18 de agosto. A coalizão de quatro organizações de serviço de assistência social e de grupos de direito das mulheres, enviou uma carta aos líderes dos partidos políticos do parlamento regional em Hesse, alertando-os para a deterioração da situação das mulheres e crianças em abrigos para refugiados. A carta dizia o seguinte:

“A prática de providenciar acomodações em grandes tendas, a falta de instalações sanitárias separadas para homens e mulheres, recintos que não podem ser travados, falta de lugares seguros para mulheres e meninas, isso para falar só de alguns problemas de espaço, aumenta a vulnerabilidade das mulheres e crianças nos abrigos. Essa situação, cai como uma luva nas mãos daqueles que atribuem um papel subordinado às mulheres e as tratam como animais de caça quando elas viajam desacompanhadas.

“As consequências são inúmeros estupros e abuso sexual. Além disso, estamos recebendo cada vez mais relatos de prostituição forçada. É necessário salientar que: não se trata de casos isolados.

“As mulheres relatam que elas, assim como as crianças, foram estupradas ou expostas a abuso sexual. Em consequência disso, muitas mulheres não trocam de roupa para dormir. As mulheres normalmente contam que não vão à toalete à noite por medo de serem estupradas e assaltadas a caminho das instalações sanitárias. Mesmo durante o dia, andar pelo campo é uma experiência assustadora para muitas mulheres.

19 de agosto. Pelo menos 20 migrantes sírios alojados em um abrigo de refugiados, superlolado, na cidade oriental alemã de Suhl tentaram linchar um migrante afegão depois que ele rasgou algumas páginas do Alcorão e as jogou em um vaso sanitário. Mais de 100 policiais foram chamados para restabelecer a ordem, mas quando eles chegaram foram atacados com pedras e blocos de concreto. Dezessete pessoas ficaram feridas na confusão, inclusive 11 refugiados e 6 policiais. O presidente do estado alemão de Thuringia, Bodo Ramelow, disse que muçulmanos de nacionalidades diferentes deveriam ser abrigados separadamente para evitar tumultos dessa natureza no futuro.

21 de agosto. A Alemanha suspendeu a assim chamada Convenção de Dublin, uma lei que estipula que aqueles que procuram refúgio na UE, o façam no primeiro país europeu que aportarem, válido para os requerentes de asilo da Síria. Isso significa que os sírios que chegarem à Alemanha terão permissão de ficar no país até que a papelada seja processada. Críticos dizem que a medida irá incentivar ainda mais migrantes a se dirigirem para a Alemanha.

27 de agosto. Aiman Mazyek, diretor do Comitê Central de Muçulmanos na Alemanha (Zentralrat der Muslime in Deutschland, ZMD), um grupo representativo dos muçulmanos com base em Colônia, fez uma estimativa segundo a qual pelo menos 80% dos migrantes e refugiados que ingressaram na Alemanha em 2015 são muçulmanos.

30 de agosto. O sociólogo alemão Hans Georg Soeffner alertou que a Alemanha estava importando conflitos religiosos:

“A imigração trás consigo conflitos religiosos, como aqueles entre os próprios muçulmanos. Somos obrigados a partir do princípio de que esses conflitos irão se alastrar. Os refugiados trazem de seus países de origem para a Alemanha conflitos políticos e religiosos, como por exemplo os conflitos entre sunitas e xiitas ou entre muçulmanos liberais e salafistas. Nós estamos acostumados com os conflitos entre turcos, curdos, alevitas e os demais muçulmanos, de modo que nós já vimos esses conflitos. Mas em vista do esperado número de novos imigrantes, os conflitos irão se alastrar. E esta é a razão pela qual nós temos que correr contra o tempo e começar a promover os valores alemães, ou seja, a constituição. Somente então os imigrantes saberão quais regras terão que obedecer”.

Também na Alemanha o número de candidatos a asilo que ingressaram no país em um único mês ultrapassou a casa dos 100.000 pela primeira vez na história. Um recorde de 104.460 candidatos a asilo ingressaram na Alemanha em agosto de 2015, totalizando 413.535 pessoas nos primeiros oito meses de 2015.

SETEMBRO de 2015

3 de setembro. Em uma entrevista concedida ao jornal Die Zeit, o Ministro do Interior Thomas de Maizière ressaltou que a integração de migrantes muçulmanos do mundo árabe será mais difícil do que a integração dos muçulmanos turcos, pelo menos 20% dos migrantes que ingressaram no país este ano eram analfabetos.

7 de setembro. Aiman Mazyek, diretor do Comitê Central de Muçulmanos na Alemanharessaltou que a migração em massa de muçulmanos irá alterar, de maneira significativa, a natureza do Islã na Alemanha. Até agora, o Islã alemão tem sido de natureza predominantemente turca, no futuro ele será de longe muito mais árabe.

8 de setembro. O jornal Frankfurter Allgemeine noticiou que a Arábia Saudita estava disposta a financiar a construção de 200 novas mesquitas na Alemanha para acomodar candidatos a asilo.

17 de setembro. Em uma entrevista concedida ao jornal Rheinische Post Hans-Georg Maassen, diretor da Agência de Inteligência Interna da Alemanha (Bundesamt für Verfassungsschutz, BfV), disse que os salafistas alemães estavam se passando por voluntários, fazendo doações em dinheiro e roupas com o objetivo de recrutar candidatos a asilo. Outros ofereciam serviços de tradução, convidando os migrantes a tomarem chá na casa deles. Outros ainda distribuíam panfletos com informações sobre as mesquitas salafistas locais. Maassen ressaltou:

“Muitos dos candidatos a asilo têm um background religioso sunita. Na Alemanha há um ambiente salafista que vê isso como solo fértil. Estamos observando que salafistas estão aparecendo nos abrigos, disfarçados de voluntários e ajudantes, deliberadamente procurando fazer contato com refugiados com o objetivo de convidá-los a visitarem suas mesquitas com o intuito de recrutá-los para a causa deles”.

19 de setembro. Em Bielefeld, salafistas estavam se infiltrando em centros para refugiados trazendo brinquedos, frutas e legumes para os migrantes.

23 de setembro. Autoridades municipais em Hamburgo, apresentaram um projeto de lei audacioso no parlamento local que, se sancionado, permitirá ao município confiscar terras e edifícios comerciais vagos e utilizá-los para abrigar imigrantes.

25 de setembro. Asadullah e Shazia Khan, migrantes do Paquistão residentes em Darmstadt, foram a julgamento pelo crime de “assassinato em nome da honra” de Lareeb, filha deles de 19 anos de idade. Asadullah confessou ter estrangulado a filha com suas próprias mãos porque ele não aprovava o namorado dela.

28 de setembro. Em Hamburgo, mais de 70 candidatos a asilo iniciaram uma greve de fome para pressionarem as autoridades locais a lhes fornecerem melhores moradias. “Estamos em greve de fome”, declarou o refugiado sírio Awad Arbaakeat. “A cidade mentiu para nós. Ficamos chocados quando aqui chegamos”. Os migrantes dizem que estavam furiosos porque tiveram que dormir em um grande armazém em vez de apartamentos privativos. Em Hamburgo, a segunda maior cidade da Alemanha, as autoridades afirmam que não há mais apartamentos desabitados.

Também em setembro ficou se sabendo que centenas de refugiados muçulmanos estão se convertendo ao cristianismo, ao que tudo indica, na esperança de melhorarem suas chances de seu pedido de asilo ser aprovado. De acordo com o Islã, os muçulmanos que se converterem ao cristianismo são considerados culpados de apostasia, um crime que merece ser punido com a morte. Os “convertidos”, ao que parece, acreditam que os oficiais da imigração alemã permitirão que eles permaneçam na Alemanha se eles conseguirem convencê-los que serão mortos caso sejam enviados de volta aos seus países de origem.

OUTUBRO de 2015

1º de outubro. Em Bad Kreuznach, uma família de candidatos a asilo da Síria marcou um encontro para avaliar um imóvel de quatro quartos para alugar, mas a dita família se recusou a visitar a casa porque a corretora era do sexo feminino. Aline Kern a corretora conta que:

“Um dos homens que falava um alemão macarrônico, disse que eles não estavam interessados em ver o imóvel porque eu era uma mulher, loira e também porque eu olhava nos olhos deles. Que era um despropósito terem enviado uma mulher. Minha empresa deveria ter enviado um homem para mostrar o imóvel. Fiquei perplexa. Queremos ajudar e somos desprezados, indesejados em nosso próprio país”.

2 de outubro. Em uma entrevista concedida à rádio Deutschlandfunk radio, Tania Kambouri, uma policial alemã e autora de um novo best-seller sobre o fracasso do multiculturalismo alemão, descreve a deterioração da segurança na Alemanha por causa dos migrantes que não respeitam nem a lei nem a ordem. Ela ressaltou:

“Durante semanas, meses e anos venho observando que muçulmanos, em sua maioria jovens do sexo masculino, não têm o menor respeito pela polícia. Quando estamos rondando as ruas da cidade, somos insultados por jovens muçulmanos. Com gestos e insultos como vá a m… ao passarmos por eles. Quando fazemos batidas policiais, o comportamento piora ainda mais, e isso acontece na maioria das vezes quando se trata de migrantes.

“Espero que esses problemas sejam reconhecidos e abordados de maneira clara e inequívoca. Caso necessário, a leis precisam ser endurecidas. Além disso, também é muito importante que o judiciário, que os juízes emitam sentenças eficazes. Não é possível que criminosos continuem a preencher registros policiais, nos agridam fisicamente, nos insultem, seja o que for, sem que haja nenhuma consequência. Muitos casos são arquivados ou os criminosos são postos em liberdade condicional ou coisas do gênero. O que está acontecendo hoje em dia nos tribunais é uma piada.

“O crescente desrespeito, a crescente violência contra policiais… Estamos perdendo o controle das ruas”.

5 de outubro. O canal da TV pública ARD negou que estava transmitindo “propaganda anti-islâmica” depois que colocou no ar uma fotomontagem da Chanceler Angela Merkel usando um véu islâmico. A imagem foi mostrada no segundo plano de um bloco sobre cotas de refugiados no programa “Boletim sobre Berlim”, enquanto o moderador Rainald Becker ressaltava:

“Temos condições de gerir tudo isso? Ou estamos sobrecarregados”? Se dermos conta (administrar a crise migratória), o que acontecerá com os nossos valores? Em que medida nossas vidas irão mudar? Como iremos reagir caso os refugiados apresentem querelas em relação à igualdade, direitos das mulheres, liberdade de imprensa e liberdade de expressão”?

A ARD depois ressaltou: “lamentamos o fato de que alguns telespectadores discordam ou até interpretam mal a maneira pela qual retratamos a nossa chanceler”.

Esquerda: Um grupo das centenas de milhares de migrantes chegando em Munique em 2015. Direita: O canal da TV pública alemã ARD negou que estava transmitindo “propaganda anti-islâmica” depois que colocou no ar uma fotomontagem da Chanceler Angela Merkel usando um véu islâmico.

14 de outubro. Em Osnabrück, um candidato a asilo da Somália venceu uma ação judicialcontra a Agência Alemã para Migrantes e Refugiados (Bundesamt für Migration und Flüchtlinge, BAMF) por demorar muito para processar seu pedido de asilo. O juiz determinou que a BAMF tome uma decisão sobre seu pedido de asilo no máximo em três meses ou então lhe forneça uma compensação financeira.

14 de outubro. Sumte, um pequeno vilarejo de 100 habitantes na Baixa Saxônia, foi escolhidapelo governo federal a abrigar 1.000 candidatos a asilo.

15 de outubro. As autoridades de Hamburgo revelaram que 35.021 migrantes ingressaram na cidade nos primeiros nove meses de 2015. Nesse mesmo período, a polícia de Hamburgo foi enviada para os abrigos para refugiados mais de 1.000 vezes, incluindo 81 vezes para controlar tumultos, 93 vezes para investigar agressões físicas e assédio sexual e 28 vezes para impedir que migrantes cometessem suicídio.

14 de outubro. O presidente da Associação das Municipalidades Bávaras (Bayerische Gemeindetag) Uwe Brandl, alertou que a Alemanha está a caminho de contar com “20 milhões de muçulmanos até 2020 em uma população de 81,1 milhões de habitantes em 2014”. Ele chegou a esses números após fazer os cálculos sobre a reunificação de familiares, com base na suposição de que os indivíduos cujos pedidos de asilo serão aprovados irão subsequentemente trazer em média quatro membros da família para a Alemanha.

20 de outubro. Oito islamistas foram a julgamento na cidade de Colônia. Eles foram acusadosde furtar €19.000 (US$20.500) de caixas de coleta de igrejas e escolas em Siegen e depois enviar o dinheiro para o ISIS.

21 de outubro. Mais de 200 prefeitos da região do Reno, Norte da Westphalia assinaram uma carta aberta à Chanceler Angela Merkel, na qual eles alertam que não há mais condições deles abrigarem mais migrantes.

25 de outubro. O conteúdo de um documento vazado publicado no jornal Die Welt, revelou o crescente alarme, nos mais altos escalões do sistema de segurança e inteligência da Alemanha, sobre as consequências da política de portas abertas da Chanceler Angela Merkel para a imigração.

O documento alertava que a “integração de centenas de milhares de migrantes ilegais será impossível, dado o enorme número de pessoas envolvidas e as já existentes sociedades paralelas de muçulmanos na Alemanha”. O documento acrescenta:

“Estamos importando o extremismo islâmico, antissemitismo árabe, conflitos nacionais e étnicos de outros povos, bem como diferentes entendimentos de como funciona uma sociedade e o estado de direito. As agências de segurança da Alemanha são incapazes de lidar com esses problemas de segurança importados e as consequentes reações da população alemã.

Também em outubro a Igreja Cristã Evangélica na Renânia foi criticada por cristãos de outras denominações por ela ter recomendado não tentar evangelizar migrantes muçulmanos. Em um relatório de intenções, a igreja argumentou que a passagem no 28º capítulo do Evangelho segundo São Mateus conhecido como a Grande Comissão: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”, não significa que cristãos devam converter outros. O relatório sustentava: “a missão estratégica quanto ao Islã ou quanto a encontros com muçulmanos com o objetivo de evangelizá-los ameaça a paz social e contradiz o espírito e a missão de Jesus Cristo e, portanto devem ser rigorosamente rejeitadas”.

NOVEMBRO de 2015

6 de novembro. A revista Focus, noticiou que as vendas de spray de pimenta saltaram 600% desde o início da explosão da crise migratória na Alemanha em agosto de 2015. O fornecimento do produto está em falta em muitas regiões do país e as reposições estarão disponíveis somente em 2016. “Fabricantes e distribuidores dizem que a entrada em massa de estrangeiros nas últimas semanas, ao que parece, amedrontou muita gente”, de acordo com a revista Focus.

7 de novembro. Jürgen Mannke, diretor da Associação de Professores da Saxônia-Anhalt (Philologenverbandes Sachsen-Anhalt, PhVSA), foi demitido depois que aconselhou estudantes menores de idade do sexo feminino a tomarem cuidado com “aventuras sexuais superficiais” com candidatos muçulmanos a asilo. Na revista trimestral dos membros do grupo, Mannkeassinala:

“Uma invasão de imigrantes está inundando a Alemanha. Muitos cidadãos têm reservas em relação a isso. Não há dúvida que é nossa obrigação como seres humanos ajudarmos aqueles que estão diante da aflição existencial devido à guerra ou perseguição política. Mas é extremamente difícil distinguir essas pessoas daquelas que se dirigem ao nosso país por motivos puramente econômicos ou até com intenções criminosas…

“Essas coisas já aconteceram diversas vezes, ouvimos de conhecidos em muitos lugares sobre assédio sexual no dia a dia dessas pessoas, principalmente no transporte público e em supermercados. Como educadores responsáveis, nós nos perguntamos: de que maneira podemos ensinar nossas meninas de 12 anos ou mais para não se envolverem em aventuras sexuais superficiais com esses homens muçulmanos, muitas vezes bem atraentes”?

10 de novembro. Gabriel Felbermayr, diretor do Centro de Economia Internacional com sede em Munique (Ifo Zentrum für Außenwirtschaft), estimou em uma entrevista concedida à revistaDer Spiegel que a crise migratória irá custar aos contribuintes alemães 21,1 bilhões de euros somente no ano de 2015. “Isso inclui custos de moradia, alimentação, creches, escolas, cursos do idioma alemão, treinamento e administração”, segundo ele.

12 de novembro. Discursando em um encontro do Partido Social Democrata (SPD) em Berlim, o Vice-Chanceler da Alemanha Sigmar Gabriel ressaltou que a Alemanha deveria organizar uma ponte aérea e trazer um “grande contingente” de migrantes para a Alemanha para evitar que os traficantes de pessoas lucrem com a crise migratória. “Ninguém deve morrer a caminho da Europa, esse deve ser o nosso objetivo”, disse ele. Segundo Gabriel, “o que interessa não é o número de pessoas que vem para a Alemanha e sim a velocidade que elas vêm”.

13 de novembro. Segundo relata o canal de notícias N24 chega a 50% o total de candidatos a asilo que ingressam na Alemanha e desaparecem sem que ninguém saiba seu paradeiro. Provavelmente trata-se de migrantes econômicos e de outra natureza que procuram fugir da deportação, se ou quando seus pedidos de asilo forem rejeitados.

13 de novembro. Em uma entrevista concedida ao canal da TV pública ZDF, a Chanceler Angela Merkel disse que continua apostando fortemente em sua política de portas abertas quanto aos asilados: “a chanceler tem a situação sob controle. Eu tenho a minha visão. Lutarei por ela”.

17 de novembro. Autoridades em Hanover cancelaram um amistoso entre a Alemanha e a Holanda cerca de 90 minutos antes do início da partida de futebol devido a uma “crível” ameaça de bomba. A Chanceler Angela Merkel tinha planejado comparecer ao estádio em solidariedade às vítimas dos ataques jihadistas em Paris, nos quais 130 pessoas perderam a vida e mais de 350 ficaram gravemente feridas.

20 de novembro. A União Social Cristã (CSU), parceira bávara da União Democrata Cristã (CDU) da Chanceler Angela Merkel, pediu que a Alemanha banisse o uso da burca em lugares públicos.

22 de novembro. O chefe do Departamento Federal de Polícia Criminal (Bundeskriminalamt, BKA) Holger Münch, reconheceu que a inteligência alemã carece dos recursos humanos necessários para monitorar todos islamistas mais perigosos do país. “Dado o número de algozes em potencial, temos que escolher as prioridades,” segundo ele.

23 de novembro. Em uma entrevista concedida ao jornal Die Welt, Ahmad Mansour, um árabe-israelense especialista em Islã que morou na Alemanha por mais de uma década, ressaltou que o governo alemão não está fazendo o mínimo necessário para combater o extremismo islâmico. Mansour, membro da Irmandade Muçulmana por mais de uma década até que abandonou o extremismo islâmico no final dos anos 1990, salientou que muitos muçulmanos jovens na Alemanha “acreditam em teorias da conspiração, cultivam ideias antissemitas e não raciocinam de maneira democrática”. Para essas pessoas, segundo ele, “o Islã é a sua única identidade”.

Mansour disse que o governo alemão “carece de um plano” para tratar do problema do extremismo islâmico. Ele acrescentou que em grande parte a culpa recai sobre os professores do Islã “profundamente problemáticos” que estão radicalizando a juventude alemã. Comentando sobre o porquê dos jihadistas ainda não terem desfechado um ataque de vulto na Alemanha, Mansour ressaltou: “a Alemanha teve sorte, até agora.

29 de novembro. Centenas de migrantes do Afeganistão, do Iraque e da Síria alojados em um abrigo para refugiados superlotado no antigo aeroporto de Tempelhof em Berlim, atacaram uns aos outros enquanto aguardavam na fila do almoço. Mais de 150 policiais foram posicionados para controlar a situação. Outros confrontos de grandes proporções ocorreram nos bairros de Kreuzberg e Spandau em Berlim.

DEZEMBRO de 2015

1º de dezembro. Salafistas no estado de Schleswig-Holstein no norte da Alemanha distribuirampanfletos de recrutamento com a seguinte mensagem: “venha até nós. Nós lhe mostraremos o Paraíso”.

1º de dezembro. Autoridades municipais em Frankfurt enviaram equipes de policiais, intérpretes e assistentes sociais a abrigos para refugiados para alertá-los sobre o perigo do extremismo islâmico. As equipes também instruíram os migrantes sobre o sistema jurídico alemão, a liberdade religiosa e os direitos iguais para homens e mulheres.

3 de dezembro. Em uma entrevista concedida ao jornal berlinense Der Tagesspiegel, Hans-Georg Maassen, diretor da Agência de Inteligência Interna da Alemanha (Bundesamt für Verfassungsschutz, BfV), disse que o número de salafistas na Alemanha já chegou a 7.900, um avanço se comparado aos 7.000 em 2014, 5.500 em 2013, 4.500 em 2012 e 3.800 em 2011. Muito embora os salafistas compreendam apenas uma fração dos estimados seis milhões de muçulmanos que estão na Alemanha, funcionários da inteligência dizem que a maioria dos que são atraídos pela ideologia salafista são jovens muçulmanos, facilmente impressionáveis, dispostos a desfechar atos terroristas em um espaço mínimo de tempo em nome do Islã.

3 de dezembro. Uma pesquisa realizada pela revista Stern constatou que 61% dos alemães acreditam que os jihadistas atacarão o país em um futuro próximo. A pesquisa mostra que 58% consideraram que as forças armadas alemãs deveriam atacar o Estado Islâmico, embora 63% acreditem que isso levaria a uma represália na forma de ataques terroristas dentro da Alemanha. Em termos gerais, cerca de 75% dos alemães acreditam que o governo precisa se esforçar mais para impedir que haja atos terroristas no país.

7 de dezembro. O Ministério do Interior revelou que 206.101 migrantes ingressaram na Alemanha somente em novembro.

8 de dezembro. A Ministra do Bem Estar Social da Baviera Emilia Müller destacou que o número de migrantes que entraram na Alemanha em 2015 passou oficialmente a marca de um milhão de pessoas. “Nós necessitamos urgentemente estabelecer um teto para a absorção de migrantes, porque a Alemanha não pode continuar arcando com tantos ingressos no longo prazo”, segundo ela.

10 de dezembro. Um tribunal de Wuppertal deliberou que islamistas que patrulham as ruas da cidade como “policiais da Sharia” não estão infringindo a lei e não serão processados. Nove homens usando jaquetas brilhantes, cor laranja, com as inscrições “polícia da Sharia”, foram detidos em setembro de 2014. Os homens diziam aos transeuntes para não entrarem em bares, cassinos ou discotecas. O grupo também exibia cartazes escritos em inglês nos quais se lia”Zona Controlada pela Sharia”, onde era proibido o consumo de álcool e drogas, jogos de azar, música, pornografia e prostituição. O tribunal proferiu que os homens não violaram nenhuma lei no que tange ao uso de fardas ou reuniões públicas. Os promotores apelaram da sentença.

17 de dezembro. A polícia de Stuttgart efetuou uma batida policial e fechou uma mesquita e uma associação muçulmana que, segundo consta, estavam oferecendo suporte financeiro, além de efetuar recrutamento em nome do ISIS. O Ministro do Interior de Baden-Württemberg Reinhold Gall, ressaltou que o Centro Educacional e Cultural Islâmico Mesdschid Sahabe era muito frequentado por pregadores salafistas e fundamentalistas islamistas dos Bálcãs Ocidentais.

21 de dezembro. O jornal Die Welt, citando fontes policiais revelou que apenas 10% de um milhão de migrantes que ingressaram na Alemanha em 2015 foram submetidos a checagem de antecedentes.

28 de dezembro. Autoridades locais em Arnsberg proibiram o uso de fogos de artifício na comemoração do Ano Novo nas vizinhanças de abrigos para refugiados para evitar que o barulho despertasse o estresse pós traumático nos candidatos a asilo. “Aqueles que vieram de uma zona de guerra associam explosões com tiros de armas de fogo e com bombas e não com fogos de artifício”, segundo disse o porta-voz da câmara municipal Christoph Söbbeler. “Isso poderia causar novos traumas”.

29 de dezembro. O jornal Die Welt, revelações que a Alemanha irá gastar pelo menos €17 bilhões (US$18,3 bilhões) com os candidatos a asilo em 2016.

31 de dezembro.A polícia de Munique evacuou duas importantes estações de trens e cancelou as comemorações da Passagem para o Ano Novo depois que uma “agência de inteligência amiga” fez um alerta sobre um ataque iminente. O Ministro do Interior da Baviera Joachim Herrmann ressaltou que as autoridades receberam informações segundo as quais homens bomba do ISIS poderiam estar de olho na estação central.

31 de dezembro. a emissora pública de rádio e TV ZDF transmitiu a mensagem de Ano Novo da Chanceler Angela Merkel à nação com legendas em árabe. Ela repetiu a ladainha: “nós somos capazes”, referindo-se ao desafio de integrar um milhão de migrantes que ingressaram na Alemanha em 2015. “O importante é não permitirmos que nos dividam entre gerações ou classes sociais, nem entre aqueles que estão aqui há muito tempo e os recém-chegados”, disse ela.

31 de dezembro. Logo depois da mensagem de Ano Novo de Merkel, uma turba de mil vândalos de “origem árabe ou do norte da África” abusou sexualmente de mais de 100 mulheres alemãs no centro da cidade de Colônia na Passagem para o Ano Novo. Ataques semelhantes também ocorreram em Hamburgo e Stuttgart. O Chefe da Polícia de Colônia Wolfgang Albers chamou os ataques de “uma dimensão totalmente nova de criminalidade”.

A Prefeita de Colônia Henriette Reker, salientou que “sob nenhuma circunstância” devem os crimes ser atribuídos aos candidatos a asilo. Muito pelo contrário, ela culpou as vítimas pelos abusos: “é necessário se comportar de maneira inteligente quando se está em grupo. Comportamento inteligente é não demonstrar euforia exuberante a qualquer um que você encontrar e que sorri para você. Esse tipo de postura pode ser mal interpretada”. Reker disse que seu gabinete irá publicar linhas de orientação, provavelmente incluindo normas de vestuário para mulheres e meninas alemãs para evitar incidentes semelhantes no futuro.

por Soeren Kern

Tradução: Joseph Skilnik

Soeren Kern é colaborador sênior do Gatestone Institute sediado em Nova Iorque. Ele também é colaborador sênior do European Politics do Grupo de Estudios Estratégicos / Strategic Studies Group sediado em Madri. Siga-o no Facebook e no Twitter. Seu primeiro livro, Global Fire, estará nas livrarias no início de 2016.

http://pt.gatestoneinstitute.org/7263/alemanha-islamizacao

A Islamização da Grã-Bretanha em 2015

Crimes Sexuais, Jihadimania e “Taxa de Proteção”.

  • Hospitais espalhados pela Grã-Bretanha estão se defrontando com pelo menos 15 novos casos de mutilação genital feminina (FGM em inglês), todos os dias. Muito embora a FGM seja ilegal na Grã-Bretanha desde 1984, não houve nenhuma condenação.
  • Entre 1997 e 2013 pelo menos 1.400 crianças foram exploradas sexualmente na cidade de Rotherham, na maioria dos casos por gangues muçulmanas, no entanto a polícia e as autoridades municipais não conseguiram lidar com o problema por receio de serem tachadas de “racistas” ou “islamofóbicas”.
  • O Reverendo Giles Goddard, vigário da igreja de St John em Waterloo, centro de Londres, permitiu que um serviço religioso muçulmano fosse realizado, do início ao fim, em sua igreja. Ele também pediu a sua congregação que enaltecesse “o Deus que todos nós amamos: Alá”.
  • Houve um aumento de 60% nas ocorrências policiais quanto ao abuso sexual de crianças nos últimos quatro anos de acordo com números oficiais.
  • A inteligência britânica está monitorando mais de 3.000 extremistas islamistas autóctones, dispostos a desfechar atentados na Grã-Bretanha.
  • Um funcionário muçulmano de uma usina nuclear em West Kilbride, Escócia, foi afastado das dependências do complexo após ser pego estudando materiais para a fabricação de bombas, em horário de trabalho.
  • “Nós procuramos evitar descrever alguém como terrorista ou um ato de ser terrorista”. – Tarik Kafala, chefe do serviço da BBC em árabe.

A população muçulmana na Grã-Bretanha ultrapassou 3,5 milhões em 2015, atingindo cerca de 5,5% da população de 64 milhões de habitantes, de acordo com os números inferidos de um estudo recente sobre o crescimento da população muçulmana na Europa. Em termos reais, a Grã-Bretanha conta com a terceira maior população muçulmana da União Européia, depois da França e seguida pela Alemanha.

O islamismo e os problemas relacionados com o islamismo estiveram onipresentes na Grã-Bretanha em 2015 e podem ser divididos em cinco grandes temas: 1) o extremismo islâmico e as implicações sobre a segurança em vista dos jihadistas britânicos na Síria e no Iraque, 2) a contínua disseminação da lei da Sharia na Grã-Bretanha, 3) a exploração sexual de crianças britânicas por gangues muçulmanas, 4) a integração muçulmana na sociedade britânica e 5) os fracassos do multiculturalismo britânico.

JANEIRO de 2015

7 de janeiro. O extremista islâmico Anjem Choudary, natural da Grã-Bretanha defende os ataques jihadistas contra a redação da revista satírica francesa Charlie Hebdo. Em um artigo publicado pelo jornal USA Today, Choudary assinala:

“Contrário ao conceito popular equivocado, o Islã não significa paz e sim submissão apenas aos comandos de Alá. É por esta razão que os muçulmanos não acreditam na ideia da liberdade de expressão, porque suas palavras e ações são determinadas pela revelação divina e não baseadas nos desejos das pessoas.

“Em um mundo cada vez mais instável e inseguro, a potencialidade das consequências de insultar o Mensageiro Maomé já são conhecidas tanto pelos muçulmanos quanto pelos não-muçulmanos. Se é assim, por que então o governo francês permitiu que a revista Charlie Hebdo continuasse a provocar os muçulmanos, colocando dessa maneira em risco a inviolabilidade de seus cidadãos”?

9 de janeiro. O clérigo muçulmano Mizanur Rahman de Palmers Green, norte de Londres, também defendeu os ataques em Paris e declarou que a “Grã-Bretanha é inimiga do Islã”. Discursando para uma platéia em Londres, discurso este que também foi difundido na Internet a milhares de seus seguidores, Rahman disse que os cartunistas do Charlie Hebdo cometeram o pecado de “insultar o Islã” e que portanto “não podiam esperar outra coisa”. E acrescenta: “vocês sabem o que acontece quando se insulta Maomé”.

14 de janeiro. Zack Davies, 25, atacou um sikh de 24 anos de idade chamado Sarandev Bhambra com um facão, em um supermercado da rede Tesco em Mold, norte do País de Gales. Inicialmente os jornais britânicos retrataram o ataque com “motivação racista”, de um extremista de extrema direita promovendo o “poder branco”. Depois ficou-se sabendo que Davies era na realidade um muçulmano convertido que adotou o nome de Zack Ali. Na manhã do ataque, Davies alertou, em sua página do Facebook, que se preparava para atacar, publicando um post com quatro versos do Alcorão que prega a violência contra não-muçulmanos.

16 de janeiro. Rahin Aziz, um islamista de Luton, foi fotografado na Síria exibindo um fuzil AK-47. Em um tuíte, Aziz, que também responde pelo nome de Abu Abdullah al-Britani, postou o seguinte: “ainda não decidi o que fazer com o meu passaporte #british (britânico), eu poderia queimá-lo, jogá-lo na privada, o que eu quero dizer é que ele não presta nem para que se cuspa nele”.

16 de janeiro. O Secretário de Estado para Comunidades e Governo Local Eric Pickles enviou uma carta a mais de 1.000 imãs da Grã-Bretanha, pedindo a ajuda deles na luta contra o extremismo e a erradicação daqueles que pregam o ódio. Grupos muçulmanos reagiramacusando o governo britânico de alimentar a “islamofobia”, exigindo uma retratação.

17 de janeiro. O jornal The Telegraph reportou que um terrorista da al-Qaeda, já condenado, com ligações estreitas aos ataques jihadistas em Paris, não pode ser deportado da Grã-Bretanha porque isso violaria seus direitos humanos. Baghdad Meziane, um argelino-britânico de 49 anos, condenado em 2003, cumprindo uma pena de 11 onze anos de prisão por comandar uma rede terrorista que recrutava jihadistas e captava recursos para a al-Qaeda, foi libertado cinco anos antes e teve permissão de voltar para a casa da sua família em Leicester. Desde então, Meziane conseguiu frustrar todos os esforços para deportá-lo, apesar da insistência do governo em afirmar que ele representa “uma ameaça para o Reino Unido”.

De acordo com o The Telegraph, Djamel Beghal, um colaborador próximo de Meziane, foi o mentor de pelo menos dois dos atiradores suspeitos pelos assassinatos, Amedy Coulibaly e Chérif Kouachi, durante o período que eles passaram juntos na prisão. A esposa de Beghal, uma cidadã francesa, reside no Reino Unido, cortesia dos contribuintes britânicos. Sylvie Beghal reside de graça em uma casa de quatro dormitórios em Leicester. Ela veio à Grã-Bretanha juntamente com seus filhos a procura de um “ambiente mais islâmico”, depois de chegar à conclusão que a França era antimuçulmana demais.

20 de janeiro. O ex-chefe do MI6, Sir John Sawers, em uma recomendação que pode ser vista como autocensura, alertou os britânicos para que não insultem o Islã se não quiserem que terroristas islâmicos executem atentados dentro do país. Ele disse o seguinte:

“Se você desrespeitar os valores fundamentais dos outros, você estará provocando uma reação furiosa… Há a necessidade de moderação por parte de nós, do Ocidente”.

25 de janeiro. Tarik Kafala, chefe do serviço da BBC em árabe, o maior de todos os serviços de notícias em idioma estrangeiro da BBC, disse que o termo “terrorista” era “pesado” demais para descrever as ações dos homens de mataram 12 pessoas no atentado contra a redação do Charlie Hebdo.

26 de janeiro. Veio à tona que hospitais espalhados pela Grã-Bretanha estão se defrontando com pelo menos 15 novos casos de mutilação genital feminina (FGM em inglês), todos os dias, e que o problema é especialmente grave em Birmingham. Muito embora a FGM seja ilegal na Grã-Bretanha desde 1984, não houve nenhuma condenação.

29 de janeiro. Uma investigação da Sky News sobre exploração sexual infantil em Rotherham, uma cidade ao sul de Yorkshire, constatou que centenas de novos casos continuam a emergir. Em agosto de 2014, o assim chamado relatório Alexis Jay Report revelou que entre 1997 e 2013 pelo menos 1.400 crianças foram exploradas sexualmente, na maioria dos casos por gangues muçulmanas e que a polícia e as autoridades municipais não conseguiram lidar com o problema por conta de considerações politicamente corretas, quanto à possibilidade dela ser tachada de “racista” ou “islamofóbico”.

FEVEREIRO de 2015

4 de fevereiro. A polícia britânica prendeu 45 muçulmanos, todos do sexo masculino, sob a acusação de abusarem sexualmente de crianças. Em Northumbria 20 suspeitos compareceram no tribunal para responderem a acusações incluindo estupro, abuso sexual e tráfico humano para exploração sexual. Os supostos crimes envolviam 12 vítimas, incluindo uma menina de apenas 13 anos. Em Halifax, West Yorkshire, 25 homens foram acusados de cometerem uma série de crimes relacionados a abusos sexuais de crianças.

4 de fevereiro. O gabinete inteiro do Conselho de Rotherham renunciou depois que um relatório constatou que a correção política inapropriada junto com uma cultura de negação, permitiu que mais de 1.400 meninas fossem abusadas recorrentemente por gangues de homens muçulmanos em um espaço de tempo de 15 anos. Crianças, algumas com não mais de nove anos de idade foram aliciadas, traficadas e estupradas por membros da comunidade paquistanesa da cidade, mas o receio de serem tachados de racistas fez com que os vereadores fizessem vista grossa diante dos abusos.

8 de fevereiro. Mais de 1.000 muçulmanos britânicos fizeram uma manifestação no centro de Londres contra o que eles chamaram de “representações ofensivas” do Profeta Maomé pela revista francesa Charlie Hebdo. Multidões que carregavam cartazes com dizeres como “Defenda o Profeta” se concentraram perto do gabinete do Primeiro Ministro David Cameron no distrito governamental Whitehall em Londres. O evento foi organizado por um grupo chamado Muslim Action Forum, que está lançando uma campanha de lobby, bem como uma série de desafios legais no sistema judiciário para estabelecer que as representações de Maomé são “crimes de intolerância”.

25 de fevereiro. Asif Masood, 40, um motorista embriagado sem carteira de habilitação, que aparentemente ingeriu uma quantidade de álcool três vezes acima do limite tolerado, quando bateu em um hidrante com o carro de um amigo em Nottingham, conseguiu se esquivar de uma sentença que o levaria à prisão porque logrou persuadir o juiz que ele acabara de redescobrir a fé muçulmana e que tinha deixado de beber.

27 de fevereiro. Um juiz em Liverpool interrompeu um processo após descobrir que o réu, Kerim Kurt, tinha jurado sobre a Bíblia e não sobre o Alcorão. O Juiz Patrick Thompson do Tribunal da Coroa de Liverpool disse que Kurt tinha feito “o juramento de dizer a verdade sobre o Novo Testamento”. Mais tarde ficou se sabendo, em um interrogatório da testemunha pela parte adversa, que ele era muçulmano. Kurt insistiu que ele tinha aceito fazer o juramento em cima da Bíblia porque “ele respeitava todos os livros sagrados e queria jurar sobre o livro sagrado do país no qual estava residindo”. Mas o Juiz Thompson disse que “na opinião dele o Sr. Kurt, como muçulmano, deveria fazer o juramento sobre o Alcorão”.

MARÇO de 2015

3 de março. Um relatório do governo detectou que cerca de 400 meninas britânicas, algumas com não mais de onze anos, ao que consta, foram exploradas sexualmente por gangues de estupradores muçulmanos em Oxfordshire durante os últimos 15 anos. O relatório acusa as autoridades locais de ignorarem, repetidamente, casos de estupro devido a uma “cultura de negação”.

7 de março. Um respeitado clérigo liberal, Reverendo Giles Goddard, vigário da igreja de St John em Waterloo, centro de Londres, permitiu que um serviço religioso muçulmano fosse realizado, do início ao fim, em sua igreja. Ele também pediu a sua congregação que enaltecesse “o Deus que todos nós amamos: Alá”. Acredita-se ter sido esta a primeira vez que um serviço religioso muçulmano inteiro tenha sido realizado pela Igreja da Inglaterra.

11 de março. O Reverendo Canon Gavin Ashenden, um dos capelães da rainha, manifestoupreocupação em relação as mais de 100 passagens no Alcorão que “encorajam a violência”. Ele estava respondendo aos comentários proferidos pelo Arcebispo de Canterbury Justin Welby, que alegava que os jovens estavam abraçando a jihad porque a religião predominante não era “estimulante” o suficiente.

12 de março. Uma delegação de destacados egípcios-britânicos solicitaram ao governo do Reino Unido a proibição da Irmandade Muçulmana e o banimento de suas atividades em solo britânico. O pedido dizia o seguinte: “o terror não conhece fronteiras, a Irmandade Muçulmana, suas ramificações e seus braços não têm piedade, sua ânsia pelo poder, busca da teocracia e desejo de domínio, fazem delas sedentas de sangue e nada as fará parar até que elas destruam a civilização, tanto Ocidental quanto Oriental”.

15 de março. O governo britânico anunciou que não irá classificar a Irmandade Muçulmana de organização terrorista.

20 de março. Segundo mostram os números que acabam de ser divulgados, a população carcerária de muçulmanos na prisão de Belmarsh, na prática a prisão dos terroristas de Londres, mais que dobrou em apenas quatro anos O número de presidiários muçulmanos detidos na prisão de segurança máxima “Categoria A” saltou 108% desde março de 2010, de 127 para 265 em dezembro de 2014. Dados do governo mostram que na primavera de 2010, os presidiários muçulmanos perfaziam somente 14% dos presidiários de Belmarsh, mas em menos de cinco anos essa proporção subiu para quase um terço. A proporção de presidiários muçulmanos na prisão de Pentonville saltou 40% enquanto que na Wormwood Scrubs, na zona oeste de Londres, ela aumentou cerca de um sexto no mesmo período.

23 de março. Um relatório alerta que mulheres muçulmanas em toda a Grã-Bretanha estão sendo sistematicamente oprimidas, abusadas e discriminadas pelos tribunais da lei da Sharia que tratam as mulheres como cidadãs de segunda classe. O relatório de 40 páginas intitulado “Um mundo Paralelo: Confrontando o Abuso de Muitas Mulheres Muçulmanas na Grã-Bretanha de Hoje”, foi escrito pela Baronesa Caroline Cox, membro independente, não ligada a partidos políticos da British House of Lords (Câmara dos Lordes Britânicos) e uma das principais defensoras dos direitos das mulheres no Reino Unido. O relatório mostra como a crescente influência da lei da Sharia na Grã-Bretanha de hoje está debilitando o princípio fundamental de que deve haver igualdade para todos os cidadãos britânicos sob a única lei do país.

ABRIL de 2015

1º de abril. A polícia turca deteve nove cidadãos britânicos de Rochdale, Grande Manchester, que hipoteticamente estavam procurando se juntar ao grupo terrorista Estado Islâmico na Síria. Os nove, cinco adultos e quatro crianças, incluindo um bebê de um ano de idade, foram detidos na cidade turca de Hatay.

Um dos detidos era Waheed Ahmed, estudante de política da Universidade de Manchester. Seu pai, Shakil, vereador do Partido Trabalhista em Rochdale, disse que achava que seu filho estava fazendo um estágio em Birmingham:

“Fui pego de surpresa ao saber que ele estava lá, pelo que entendi ele estava fazendo um estágio em Birmingham. Meu filho é um bom muçulmano, sua lealdade é com a Grã-Bretanha, de modo que não consigo entender o que ele está fazendo por lá. Se tivesse passado pela minha cabeça que ele estava correndo o perigo de ser radicalizado, eu o teria denunciado às autoridades”.

5 de abril. Abase Hussen pai de uma colegial jihadista britânica que fugiu de casa, admitiu que a filha se radicalizou após ele tê-la levado a um comício extremista organizado pelo grupo islamista Al-Muhajiroun, já banido, dirigido por Anjem Choudary, muçulmano nascido na Grã-Bretanha, que foi posto em prisão preventiva, acusado segundo o artigo 12 da Lei contra o Terrorismo 2000.

Amira, 15, era uma das três meninas da Bethnal Green Academy em East London que viajaram para a Turquia em fevereiro para se tornarem “noivas de jihadistas” na Síria. Durante uma audiência em março, na Comissão Especial para Assuntos Internos, Abase acusou as autoridades britânicas de malograrem por não terem evitado que sua filha fugisse para a Síria. Perguntado pelo Presidente Keith Vaz se Amira tinha sido exposta a algum tipo de extremismo, Hussen respondeu: “de jeito nenhum. Nada”. A polícia até apresentou um pedido de desculpas.

Abase no entanto mudou seu lado da história depois que apareceu um vídeo que odesmascarou como sendo um islâmico radical, que participou de um comício em prol do ódio juntamente com Choudary e Michael Adebolajo, assassino de Lee Rigby. Abase, originário da Etiópia, disse que veio para a Grã-Bretanha em 1999 “pela democracia, pela liberdade, por uma vida melhor para os filhos, para que pudessem aprender inglês”.

5 de abril. Victoria Wasteney, 38, uma profissional da saúde, cristã, apresentou um apelo contra um tribunal do trabalho que a considerou culpada por “intimidar” uma colega muçulmana por ter rezado por ela e por tê-la convidado a ir à igreja. Wasteney foi suspensa de seu emprego de terapeuta ocupacional sênior no John Howard Centre, uma unidade de saúde mental na região leste de Londres, após sua colega Enya Nawaz, 25, tê-la acusado de tentar convertê-la ao cristianismo. Os advogados de Wasteney disseram que o tribunal infringiu a lei ao restringir sua liberdade de arbítrio e a liberdade de professar sua religião, que constam do Artigo 9 da Convenção Européia de Direitos Humanos.

5 de abril. Em uma entrevista concedida ao Guardian, Nazir Afzal, o mais importante promotor público muçulmano da Grã-Bretanha alertou que mais crianças britânicas do que se pensava correm o risco da “jihadimania” porque eles veem os terroristas islâmicos como “ídolos pop”. Ele disse o seguinte:

“Os meninos querem ser como eles e as meninas querem estar com eles. É isso que eles costumavam dizer em relação aos Beatles e mais recentemente em relação ao One Direction e Justin Bieber. A propaganda que os terroristas difundem é parecida com marketing e muitos de nossos adolescentes se apaixonam por esta imagem.

“Eles veem suas próprias vidas como medíocres ao compararem com aquelas e não percebem que estão sendo usados. Os extremistas os tratam de forma semelhante aos sedutores sexuais, manipulam, os distanciam de seus amigos e familiares e depois dão o bote.

“Cada um deles, se for para a Síria, estará mais radicalizado ao retornar. E se não for, se tornará um problema, uma bomba relógio, esperando explodir”.

Talha Asmal (esquerda), um adolescente de 17 anos de idade de Dewsbury, segundo consta, se tornou o homem bomba mais jovem da Grã-Bretanha quando detonou explosivos amarrados ao seu corpo em uma refinaria iraquiana. Amigos de Asmal o descrevem como um “jovem comum de Yorkshire”. Amira Abase (direita), aos 15 anos, viajou em fevereiro de Londres para a Síria para se juntar ao Estado Islâmico como “noiva de jihadista”.

8 de abril. O Guardian divulgou que houve um aumento de 60% nas ocorrências policiais quanto ao abuso sexual de crianças nos últimos quatro anos, de acordo com números oficiais obtidos por meio de uma solicitação baseada na Legislação sobre Liberdade de Informação, que tornou público pela primeira vez a dimensão do problema na Inglaterra e no País de Gales.

8 de abril. O Tribunal da Coroa de Leicester condenou Jafar Adeli, requerente de asilo afegão a 27 meses de prisão depois que ele tentou se encontrar com “Amy”, uma menina menor de idade, após tê-la seduzido online. Adeli, 32, que é casado, marcou um encontro com a menina após seduzi-la com conversas de conteúdo sexual online e de enviar imagens obscenas dele próprio. Mas ele foi ludibriado por um grupo de voluntários a procura de pedófilos chamadoLetzgo Hunting. “Amy” era de fato um dos voluntários chamado John, que se fez passar pela jovem menina.

10 de abril. Abukar Jimale, pai de quatro filhos, 46 anos de idade, requerente de asilo no Reino Unido após ter fugido da devastada Somália, se esquivou da prisão depois de ter estuprado uma passageira enquanto dava voltas em Bristol em seu táxi. Muito embora Jimale tenha sido considerado culpado por estupro, ele teve sua sentença de dois anos suspensa. O advogado de defesa disse que Jimale, natural da Somália, era um pai esforçado que perdeu o emprego e o bom nome em consequência desse crime.

13 de abril. Mohammed Khubaib, natural do Paquistão pai de cinco filhos foi condenado por seduzir meninas com não mais de 12 anos, oferecendo comida, dinheiro, cigarros e bebidas alcoólicas. O empresário de 43 anos de idade, casado, que residia em Peterborough com sua esposa e filhos, se engraçava com garotas em seu restaurante para em seguida “dopá-las” com bebidas alcoólicas para que “concordassem” com seus avanços sexuais.

14 de abril. O Presidente da Suprema Corte do Reino Unido Lord Neuberger, declarou em um discurso que deveria ser permitido às mulheres muçulmanas usarem véus nos tribunais. Ele acrescentou que, com o intuito de demonstrar equidade àqueles implicados em processos, os juízes devem “compreender as diferenças dos hábitos culturais e sociais”. Os comentários de Neuberger vieram depois que um juiz manteve uma decisão permitindo que Rebekah Dawson, de 22 anos de idade, convertida ao Islã, fosse julgada usando uma niqab, um véu em que aparecem apenas os olhos.

20 de abril. Um colegial de 14 anos de Blackburn, Lancashire, se tornou o suspeito mais jovem de cometer atos terroristas na Grã-Bretanha. Ele foi detido em conexão com uma conspiração terrorista inspirada no ISIS em Melbourne, Austrália. A polícia declarou que mensagens encontradas em seu computador e celular indicavam que havia um plano para atacar as comemorações do centenário do desembarque da Anzac em Gallipoli na Primeira Guerra Mundial. (O Dia da Anzac, 25 de abril, marca o aniversário da primeira grande operação militar em que participaram forças australianas e neozelandesas na Primeira Guerra Mundial).

20 de abril. A polícia na Turquia deteve um casal de britânicos juntamente com seus quatro filhos sob suspeita de procurarem viajar para uma região da Síria controlada pelo Estado Islâmico. Asif Malik, sua mulher Sara e os quatro filhos com idades entre 11 meses e 7 anos, foram detidos em um hotel em Ancara. Autoridades turcas disseram que a família atravessou a fronteira rumo à Turquia a partir da Grécia em 16 de abril e que ela foi detida após serem informados pela polícia britânica.

22 de abril. Quatro muçulmanos, todos do sexo masculino, foram acusados de cometerem crimes sexuais contra crianças em Rochdale. Hadi Jamel, 33, Mohammed Zahid, 54, Raja Abid Khan, 38 e Abid Khan, 38, cada um deles foi acusado de ter mantido relações sexuais com uma menina que tinha menos de 16 anos.

22 de abril. O Daily Mail publicou trechos de um novo livro, Girl for Sale (Menina à Venda), que descreve o chocante suplício de Lara McDonnell, que virou vítima de uma gangue de pedófilos muçulmanos quando tinha apenas 13 anos de idade. Ela escreveu o seguinte:

“Mohammed me vendia por £250 a pedófilos do país inteiro. Eles entravam, sentavam e começavam a me tocar. Se eu me recolhesse, Mohammed me obrigava a ingerir mais crack para que eu fechasse os olhos e “viajasse”. Eu me tornei oca, morta por dentro.

“Às vezes eu era passada de um pervertido para outro. Em Oxford, muitos desses depravados eram de origem asiática (em Londres), eles eram do Mediterrâneo, negros ou árabes.

“Depois, no início de 2012 (cerca de cinco anos após o começo dos abusos), a polícia de Thames Valley pediu para me ver. Os policiais estavam conduzindo investigações, há muito atrasadas, em relação à exploração sexual de meninas jovens e queriam conversar. Contei tudo a eles, e no final de março Mohammed e sua gangue estavam presos. Sem eu saber, cinco meninas estavam contando a mesma história à polícia.

“A defesa de Mohammed foi ridícula: ele alegou que eu o forçava a ingerir drogas e transar comigo. Sua advogada, uma mulher, inferiu que eu era racista, pelo fato de todos os réus serem muçulmanos.

“Pelo fato dos réus serem muçulmanos, o caso expôs questões delicadas envolvendo raça e religião. Minha leitura da realidade é clara: eles se comportavam daquele jeito por conta das diferenças na maneira de enxergarem as mulheres”.

23 de abril. O Tribunal da Coroa de Birmingham sentenciou Imran Uddin, 25, um estudante da Universidade de Birmingham, a quatro anos de prisão por invadir o sistema de computadores da universidade com o intuito de melhorar suas notas. Uddin usou dispositivos para a prática de espionagem de teclado para roubar senhas do staff e em seguida aumentou suas notas de cinco exames. Segundo consta Uddin é o primeiro estudante britânico a ir para a prisão por trapacear.

25 de abril. O The Telegraph revelou que os contribuintes britânicos estavam pagando o aluguel mensal de Hani al-Sibai, o pregador islamista que era o “mentor” de Mohammed Emwazi (mais conhecido como Jihadi John, o carrasco do ISIS). Al-Sibai, 54, pai de cinco filhos, reside em uma casa no valor de £1 milhão em Hammer-smith, bairro de West London.

27 de abril. Mohammed Kahar, 37, de Sunderland foi detido após disseminar matérias extremistas, inclusive documentos do tipo “O Curso Explosivo”, “44 Maneiras de Servir e Participar da Jihad”, “O Livro da Jihad” e “Esta é a Província de Alá”.

28 de abril. O jihadista Kazi Jawad Islam, de 18 anos, foi condenado por “aliciamento ao terrorismo” por tentar aplicar uma “lavagem cerebral” em seu amigo autista Harry Thomas, “um jovem vulnerável com dificuldades de aprendizado”, para que atacasse soldados britânicos com um cutelo.

28 de abril. Aftab Ahmed, 44, de Winchcombe Place, Heaton, foi acusado de ameaçar decapitar David Robinson-Young, candidato do Partido da Independência do Reino Unido (UKIP em inglês) em Newcastle East.

MAIO de 2015

3 de maio. Bana Gora, presidente do Muslim Women’s Council (Conselho das Mulheres Muçulmanas), anunciou planos para criar a primeira mesquita do país dirigida por mulheres, para as mulheres, em Bradford. Ela disse:

“Na época do Profeta a mesquita era o centro da vida da comunidade e do estudo, e nós esperamos reproduzir aquele modelo incluindo rezas da congregação dirigidas pelas mulheres para as mulheres. Após consultas nossa intenção é trabalhar com grupos diversificados, opiniões e organizações, incluindo o Conselho de Mesquitas para criar o etos e o espírito das mesquitas da época do Profeta”.

7 de maio. Um número recorde de 13 parlamentares muçulmanos (um salto dos 8 em 2010) foieleito nas eleições gerais na Grã-Bretanha. Oito dos parlamentares muçulmanos são mulheres.

14 de maio. O Editor para Assuntos Internos da BBC Mark Easton foi objeto de críticas depois de ter comparado o islamista Anjem Choudary, natural da Grã-Bretanha, a Mahatma Gandhi e Nelson Mandela. Michael Ellis parlamentar do Partido Conservador, integrante da última comissão especial para assuntos internos, disse o seguinte:

“A BBC parece estar obcecada em oferecer o máximo de tempo possível aos pregadores do ódio. Comparar figuras históricas que trabalharam para mudanças pacíficas com um pregador do ódio como Choudary é estarrecedor, ofensivo e inflamatório”.

O próprio Choudary rejeitou as comparações da BBC:

“As comparações com Mandela e Gandhi são enganosas. Eles são kuffar (infiéis) que vão para o inferno ao passo que eu sou muçulmano. Alhamudililah (louvado seja Alá)”.

26 de maio. Abu Haleema, pregador radical de Londres, que publicou posts de filmes na Internet atacando as Forças Armadas Britânicas, jurou nunca “sucumbir” à democracia, foiproibido de fazer uso das redes sociais e de promover seus pontos de vista. A proibição provocou descontentamento de seus seguidores quanto à supressão da liberdade de expressão.

JUNHO de 2015

1º de junho. Karim Kazane, um muçulmano de 23 anos, exigiu que Zizzi, uma rede de restaurantes italianos, lhe pagasse £5.000 (€7.000; US$7.800) em indenização por ele ter encontrado salame em um prato em uma filial em Winchester. Kazane já tinha ingerido metade da carne picante, o prato tinha carne bovina e frango, conforme anúncio, quando ele descobriu a carne proibida segundo o Islã.

4 de junho. Mohammed Rehman, 24, de Reading e Sana Ahmed Khan, 23, de Wokingham, foram acusados de estarem preparando atos de terrorismo no Reino Unido. Ambos são acusados de comprar produtos químicos para a fabricação de artefatos explosivos e de pesquisar e fazer download de instruções sobre como executar um ataque, incluindo uma cópia da revista Inspire da Al-Qaeda contendo um artigo intitulado “Como Fabricar uma Bomba na Cozinha da Sua Mãe”.

9 de junho. Sara Khan, chefe do grupo antiradicalização disse ao jornal The Guardian que professores britânicos estão com medo de denunciar a suspeição de extremismo islamista no meio estudantil por receio de serem tachados de “islamofóbicos”.

10 de junho. Um homem de negócios, muçulmano, de 34 anos, de Cardiff foi a primeira pessoa do Reino Unido a ser processada segundo as leis sobre casamento forçado que entrou em vigor em junho de 2014. O homem está cumprindo pena de 16 anos de prisão após ter confessado ter coagido uma mulher de 25 anos a se casar com ele. O elemento, que já era casado, estuprava a vítima “sistematicamente”, durante meses, ameaçando vir a público com uma filmagem dela no chuveiro, feita com uma câmera escondida se ela não casasse com ele e, além disso ameaçou matar membros da sua família se ela contasse a alguém sobre os abusos.

11 de junho. Um relatório fez um alerta sustentando que a Grã-Bretanha está diante de uma ameaça “sem precedentes” de centenas de jihadistas experimentados nos campos de batalha na Ásia, África e Oriente Médio. O relatório também alerta que agora mais britânicos receberam treinamento em terrorismo do que em qualquer outro período da sua história recente.

11 de junho. Alaa Abdullah Esayed, uma refugiada de 22 anos, oriunda do Iraque, que reside em Kennington, Sul de Londres, foi condenada a três anos e meio de prisão por tuitar mensagens que estimulavam o terrorismo. Esayed publicou mais de 45.000 tuítes em árabe em uma conta aberta para seus 8.240 seguidores entre junho de 2013 e maio de 2014, sendo que muitos destes tuítes estimulavam a jihad violenta.

12 de junho. Tamanna Begum, uma mulher muçulmana residente em Ilford, Essex, perdeu uma batalha jurídica para poder usar a jilbab islâmica, uma bata que a envolveria dos pés à cabeça, em uma creche, porque a vestimenta causaria um “leve risco” às crianças e ao staff. Begum entrou com uma ação alegando discriminação por causa de seu “background cultural e étnico”. O Juiz Daniel Serota manteve a decisão anterior do tribunal do trabalho de East London, segundo a qual a vestimenta é “plausivelmente considerada um leve risco”.

13 de junho. Talha Asmal, um adolescente de 17 anos de idade de Dewsbury, West Yorkshire, que fugiu de casa em abril para se juntar ao ISIS, segundo consta, se tornou o homem bomba mais jovem da Grã-Bretanha quando detonou explosivos amarrados ao seu corpo em um ataque a uma refinaria iraquiana. Amigos de Asmal o descrevem como um “jovem comum de Yorkshire”. Isso pode ser verdade dependendo do caso: Dewsbury, uma peculiar cidade que dependia da indústria têxtil, esteve de alguma forma ligada a mais de uma dezena de extremistas islâmicos, incluindo Mohammad Sidique Khan, o organizador dos atentados em Londres de 7 de julho de 2005.

15 de junho. Um grupo anti-Sharia chamado “One Law for All” emitiu um comunicadosolicitando ao novo governo da Grã-Bretanha que revogue os tribunais da Sharia Islâmica, os quais eles chamam de “tribunais ilegais e irregulares que determinam formas de justiçaaltamente discriminatória e de segunda categoria”. O comunicado diz o seguinte:

“Embora os tribunais da Sharia estejam vendendo a ideia de serem a favor da liberdade de religião, na realidade são ferramentas eficazes do movimento islamista de extrema-direita cujo principal objetivo é restringir e negar direitos, especialmente direitos de mulheres e crianças.

“Contrapor-se aos tribunais da Sharia não é racismo nem islamofobia, é a defesa dos direitos de todos os cidadãos, independentemente de suas crenças e background, a ser governado pelos meios democráticos segundo o princípio de uma lei para todos. Racismo se traduz na ideia de que às minorias pode ser negado direitos desfrutados pelos demais por meio de endossos de sistemas dejustiça baseados na religião, que operam de acordo com a lei divina, que devido a sua própria natureza é imune ao escrutínio do estado”.

19 de junho. Um juiz britânico determinou que um suspeito de terrorismo podia ser dispensado de usar o rastreador eletrônico porque ele violava seus direitos humanos. O suspeito, um pregador somali de 39 anos acusado de radicalizar jovens muçulmanos-britânicos, disse acreditar que o MI5 tinha colocado uma bomba na pulseira eletrônica e que o uso do dispositivo de vigilância estava fazendo com que ele tivesse “delírios”. O Juiz Collins, determinou que isso equivale à violação do Artigo 3 da Lei dos Direitos Humanos, que tem como objetivo proibir a tortura.

24 de junho. Veio à tona que a polícia de Birmingham sabia que as gangues de aliciadores de exploração sexual tinham como alvo crianças fora das escolas da cidade, mas não alertou a população por medo de ser acusada de “islamofobia”. Um relatório confidencial obtido conforme a Legislação sobre Liberdade de Informação, mostrou que a polícia estava preocupada com as “tensões dentro da comunidade” se o abuso praticado predominantemente por gangues paquistanesas que abusam de crianças viesse a público.

JULHO de 2015

1º de julho. O diretor geral da BBC Tony Hall, rejeitou as exigências de um grupo multipartidário de parlamentares para que a emissora parasse de usar o termo “Estado Islâmico” ao se referir ao grupo terrorista. Mais de 100 parlamentares assinaram a carta que solicitava que a emissora usasse o termo “Daesh” (acrônimo árabe do Estado Islâmico do Iraque e da Síria) ao se referir ao Estado Islâmico. A carta, redigida por Rehman Chishti, um parlamentar do Partido Conservador nascido no Paquistão, declara:

“O uso das denominações: Estado Islâmico, EIIL e ISIS concedem legitimidade a uma organização terrorista, que não é islâmica nem foi reconhecida como estado e que a maioria esmagadora dos muçulmanos ao redor do mundo acredita ser desprezível e ofensiva à sua religião pacífica”.

Os parlamentares fizeram a exigência em uma carta depois que o Primeiro Ministro David Cameron teceu críticas à emissora censurando a BBC por ela se referir ao Estado Islâmico pelo nome. Em uma entrevista concedida ao programa “Today” da BBC Radio 4 em 29 de junho Cameron salientou:

“Espero que a BBC pare de chamá-lo de Estado Islâmico porque ele não é um Estado Islâmico. Trata-se de um regime pavoroso e cruel. É uma distorção da religião do Islã, e como você sabe, muitos muçulmanos que estão nos ouvindo agora irão se aterrorizar toda vez que ouvirem as palavras Estado Islâmico“.

Hall disse que usar o termo Daesh não irá preservar a imparcialidade da BBC, além dela correr o risco de dar a impressão de oferecer apoio aos opositores do grupo. Ele disse que o termo é usado de forma pejorativa pelos inimigos do grupo. Daesh é parecido com “Dahes” que em árabe significa “aquele que semeia discórdia”.

20 de julho. David Cameron esboçou um novo plano de cinco anos para combater o extremismo islâmico na Grã-Bretanha. Em um pronunciamento histórico em Birmingham, Cameron chamou a luta contra o extremismo islâmico de “batalha da nossa geração”.

27 de julho. O Telegraph informou que o número de adolescentes e crianças que são enviadas a programas contraradicalização irá dobrar em apenas dois anos devido à fascinação pelo ISIS. Jovens estão sendo enviados ao Channel Project, um programa de antiradicalização do governo, esses adolescentes estão sendo enviados ao programa a uma velocidade de mais de um por dia, em meio a receios de que muitos deles estejam correndo o risco de se tornaram jihadistas. Em um determinado caso uma criança de três anos foi enviada ao programa. Em outros casos alunos de escolas que desenhavam bombas ou faziam ameaças islamistas também foram enviados ao programa.

AGOSTO de 2015

1º de agosto. O Daily Mail noticiou que Shamima Begum, 15, fugiu de sua casa em East London para se tornar uma noiva jihadista na Síria, foi radicalizada em uma instituição beneficente de mulheres em uma mesquita em East London, uma das maiores mesquitas da Grã-Bretanha. Inicialmente líderes islâmicos e alguns de seus familiares culparam a Internet pelo aliciamento, mas o Mail descobriu que Sharmeena foi primeiramente radicalizada dentro da mesquita de East London, supostamente por mulheres do Islamic Forum of Europe (Fórum Islâmico da Europa IFE em inglês), grupo vinculado à Irmandade Muçulmana.

5 de agosto. Anjem Choudary, extremista islâmico natural da Grã-Bretanha, foi posto em prisão preventiva, acusado de cometer o crime de terrorismo ao estimular as pessoas a se juntarem ao ISIS. Choudary, 48, e Mohammed Rahman, 32, compareceram ao Tribunal de Primeira Instância de Westminster e foram acusados de infringir repetidamente o Artigo 12 da Lei contra o Terrorismo. Choudary disse não ter receio de ir para a cadeia, que ele descreve como solo fértil para conquistar mais conversões para o Islã. “Se me detiverem e me colocarem na cadeia eu continuarei com a minha atividade na prisão”, adverte ele. “Vou radicalizar todo mundo na prisão”.

18 de agosto. Um juiz em Londres determinou que uma menina de 16 anos fosse tirada de seus pais depois que eles a aliciaram para se tornar uma noiva jihadista. A polícia encontrou sua casa repleta de propaganda jihadista, incluindo um livro com o título “How to Survive in the West — A Mujahid’s Guide” (Como Sobreviver no Ocidente — Guia do Mujahid). O Juiz Hayden disse que sua mãe e seu pai, ambos “desonestos”, fizeram tanto mal a ela quanto estupradores de crianças. O avião que a levaria para a Síria foi impedido de levantar voo por agentes do contraterrorismo enquanto a aeronave estava taxiando na pista do Aeroporto de Heathrow, os agentes a retiraram do avião que iria partir para a Turquia.

26 de agosto. Uma colegial de 16 anos admitiu ser culpada de duas acusações de terrorismo ao comparecer ao principal Juizado da Infância e da Juventude de Manchester. Ela confessou ser culpada das acusações depois que foram encontradas em seu telefone instruções de como fabricar bombas, juntamente com fotos de crianças mortas, execuções e material de propaganda do ISIS.

SETEMBRO de 2015

17 de setembro. Um tribunal de apelação em Londres determinou que seria adequado que Jamal Muhammed Raheem Ul Nasir, um violentador de crianças que abusou de duas meninas muçulmanas, fosse condenado a um período mais longo do que se as vítimas fossem brancas, porque vítimas muçulmanas de crimes sexuais sofrem mais devido à vergonha que elas têm que passar. Advogados do pedófilo argumentaram que a sentença original era demasiadamente dura. A National Society for the Prevention of Cruelty to Children (Sociedade Nacional para a Prevenção de Atos Cruéis contra Crianças – NSPCC) declarou:

“A justiça britânica deveria funcionar em condições iguais para todos, e as crianças precisam ser protegidas independentemente das diferenças culturais. Independentemente de raça, religião ou sexo, cada criança merece ter o direito a segurança e proteção contra abuso sexual e os tribunais devem espelhar isso”.

18 de setembro. O jornal The Times informou que a inteligência britânica está monitorando mais de 3.000 extremistas islamistas autóctones, dispostos a desfechar atentados na Grã-Bretanha. De acordo com a notícia, homens e mulheres britânicos, entre eles muitos adolescentes, estão sendo radicalizados em questão de semanas, a ponto de estarem aptos a executar atos violentos.

26 de setembro. O Queen Elizabeth Hospital em Margate, Kent, pediu desculpas ao Sargento da Força Aérea Mark Prendeville depois que ele foi afastado de outros pacientes, porque alguns membros da equipe disseram que sua farda poderia ofender pacientes muçulmanos.

Também em setembro, uma exposição de arte que estava comemorando a liberdade de expressão proibiu a exibição de trabalhos artísticos anti-ISIS, depois que a polícia manifestou preocupação com a segurança. “ISIS Ameaça Sylvania”, uma série de sete quadros satíricos destacando os brinquedos de crianças Sylvanian Families, foi retirada da exposição Passion for Freedom (Paixão pela Liberdade) depois que a polícia manifestou preocupação em relação ao “conteúdo potencialmente inflamatório” da exposição. A polícia informou aos organizadores que se eles forem adiante com os planos para a exibição, eles terão que pagar £36.000 (US$53,000) para a segurança dos seis dias do evento.

OUTUBRO de 2015

9 de outubro. O Channel 4 News noticiou que o muçulmano convertido Jamal al-Harith recebeu do governo britânico £1 milhão (US$1,5 milhões) após sua libertação do campo de detenção de Guantánamo Bay em Cuba e, em seguida ele fugiu para a Síria para se juntar ao ISIS.

12 de outubro. Nadir Syed, 21, Yousaf Syed, 19 e Haseeb Hamayoon, 27, compareceram ao Tribunal da Coroa de Woolwich para o início de seus julgamentos. Os promotores dizem que o trio planejava, em nome do ISIS, decapitar pessoas nas ruas da Grã-Bretanha. Segundo consta, eles também planejavam usar uma faca de caçador para assassinar um policial, soldado ou alguém do público no Dia da Lembrança também conhecido como Dia do Armistício, um feriado nacional em homenagem ao fim da Primeira Guerra Mundial. O tribunal ouviu que os acusados “mostravam um interesse não natural nos assassinatos e nas decapitações”.

25 de outubro. Veio à tona que Abdulrahman Abunasir, um imigrante que violentou uma mulher duas semanas após chegar à Grã-Bretanha, está obstruindo os esforços para deportá-lo sob a alegação de que ele é um refugiado sírio. Abunasir entrou com um pedido de asilo enquanto cumpria uma pena de 18 meses de prisão pelo estupro. Quando ele foi interrogado pelos oficiais da imigração, no entanto, foi constatado que ele não sabia como responder as perguntas mais simples sobre a Síria. Agentes britânicos dizem que há um “altíssimo grau de certeza” de que Abunasir é do Egito, porém segundo as leis de direitos humanos da Europa, eles não têm como deportá-lo porque não têm como provar sua nacionalidade.

27 de outubro. Um funcionário muçulmano de uma usina nuclear em West Kilbride, Escócia, foiafastado das dependências do complexo após ser pego estudando materiais para a fabricação de bombas em horário de trabalho. Uma fonte da usina afirmou: “não é possível trabalhar com pessoas que tenham acesso ao reator e que tenham qualquer interesse em explosivos. Ninguém sabe o que se passa na cabeça dele, mas não é o que você quer em uma usina nuclear”.

29 de outubro. A British Muslim Youth (Juventude Muçulmana da Grã-Bretanha), um grupo islâmico de Rotherham, conclamou os muçulmanos a boicotarem a polícia porque a investigação sobre um caso de exploração sexual de uma criança na cidade é o mesmo que “marginalizar e desumanizar” os muçulmanos. Em uma mensagem postada na Internet, o grupo emitiu uma ordem para que os patrícios muçulmanos cortem imediatamente todos os laços com os agentes da lei ou então corram o risco de se tornarem párias em suas próprias comunidades.

30 de outubro. Atiq Ahmed, 32, de Oldham, Grande Manchester, foi condenado a dois anos e meio de prisão por ameaçar decapitar um policial. A polícia encontrou em sua residência uma pilha de vídeos de execuções e decapitações. Após assistir os vídeos, o Juiz Michael Topolski QC declarou: “muitos desses vídeos são profundamente preocupantes, verdadeiramente horripilantes e nada tem a ver com as verdadeiras práticas dessa milenar e venerável religião”.

NOVEMBRO de 2015

1º de novembro. O Independent publicou um editorial com o título: “O Profeta Maomé Tinha Valores Britânicos, de modo que a única maneira de combater o extremismo é ensinar mais do Islã nas escolas”.

1º de novembro. O Sunday Times revelou que investigadores do governo descobriram que presidiários não-muçulmanos, em diversas prisões de segurança máxima da Grã-Bretanha, estão sendo obrigados a pagar uma “taxa de proteção” a presidiários muçulmanos radicais por medo de atos violentos. A “taxa”, também conhecida como “jizya” está sendo imposta por gangues de extremistas islâmicos nas prisões de Belmarsh, Long Lartin, Woodhill e Whitemoor. Presidiários não-muçulmanos disseram que estão sofrendo bullying e sendo ameaçados de sofrerem atos violentos a menos que façam os pagamentos com cartões telefônicos, alimentos, fumo ou drogas. Algumas das supostas vítimas disseram que foram instruídas a arrumarem amigos e familiares fora da cadeia para que façam a transferência do dinheiro para contas bancárias controladas por islamistas.

3 de novembro. Kasim Ali, 25 juntamente com seus primos Adeel Ali, 20 e Razi Khalid, 18 que foram considerados culpados de um “ataque em nome da honra” contra um namorado de uma de suas irmãs, foram poupados de irem para a prisão. Os três homens, todos de Blackburn, Lancashire, tiveram como alvo Aquib Baig porque a família dele não aprovava seu namoro com a irmã deles. Eles depredaram seu carro antes de persegui-lo dentro de uma loja, onde aos chutes e pontapés o espancaram na frente de clientes horrorizados. O Juiz Recorder Julian Shaw assinalou:

“Não há lugar para violência em nome da religião ou da honra. é abominável, é contra a sua religião e é ilegal. Eu espero que todos vocês estejam envergonhados por estarem presentes neste tribunal. Não há dúvida que suas famílias estão perplexas, balançando a cabeça se perguntando: o que fizemos de errado. Eles estão sendo humilhados e constrangidos ao verem vocês aqui, um grupo covarde atacando uma pessoa. Voltem para sua comunidade, para suas famílias e reconstruam suas reputações. Não voltem nunca mais para assombrar este tribunal com algum tipo de violência em nome da honra”.

9 de novembro. Veio à tona que professores muçulmanos na Academia de Oldknow, uma escola envolvida no escândalo do “cavalo de Tróia”, tentaram islamizar escolas britânicas, obrigando os alunos a recitarem cânticos anticristãos. Os ex-professores Jahangir Akbar e Asif Khan, ao que consta, incitavam os alunos gritando “não acreditamos no Natal, acreditamos”? e “Jesus não nasceu em Belém, nasceu”? Christopher Gillespie, o advogado do National College for Teaching and Leadership, disse que “foi fechado um acordo para introduzir uma influência religiosa exagerada no currículo escolar na Escola de Oldknow. É turva a diferença entre uma escola religiosa e uma escola do estado, para não dizer inexistente”.

12 de novembro. A polícia britânica prendeu Bakr Hamad, Zana Abdul Rahman, Kadir Sharif e Awat Wahab Hamasalih como parte de uma operação antiterrorismo ligada a conspirações para o recrutamento de homens bomba e sequestro de diplomatas ocidentais. Acredita-se que os quatro homens do Iraque aos quais foram concedidos o status de asilados na Grã-Bretanha faziam parte de uma facção da al-Qaeda que usava a Internet para recrutar homens bomba, estabelecer “células adormecidas” dentro da Europa e atacar alvos no exterior.

13 de novembro. Yahya Rashid, 19, foi condenado em um julgamento no Tribunal da Coroa de Woolwich, acusado de dois crimes por se preparar para cometer atos de terrorismo. Rashid usou o empréstimo a estudantes para reservar voos para a Turquia para ele e outros quatro com a intenção de viajarem para a Síria para se juntarem ao ISIS. Atendendo aos apelos de sua família para que voltasse para casa, Rashid acabou mudando de ideia e ficou na Turquia. Ele voltou para Londres em março de 2015 e foi preso ao desembarcar.

17 de novembro. Nissar Hussain, de 49 anos, pai de cinco filhos que se converteu ao cristianismo, foi brutalmente espancado em frente a sua casa em St Paul’s Road, Manningham. O vídeo do espancamento, capturado por uma câmera de circuito interno da casa de Hussain, mostra dois homens encapuzados saindo de um carro estacionado em frente a sua casa e em seguida golpeando-o por 13 vezes com uma picareta. A polícia está tratando do caso como crime de intolerância religiosa. Hussain disse que ele e sua família estão enfrentando uma série de perseguições, intimidações e medo nas mãos de muçulmanos radicais desde 2008, quando eles apareceram em um documentário do canal de TV Channel 4 sobre abusos cometidos contra muçulmanos convertidos.

DEZEMBRO de 2015

9 de dezembro. Policiais corroboraram a alegação feita pelo candidato à presidência dos Estados Unidos Donald Trump de que partes de Londres se transformaram em zonas proibidas para a polícia britânica devido ao extremismo muçulmano. As declarações de Trump foramridicularizadas pelo Primeiro Ministro David Cameron e pelo Prefeito de Londres Boris Johnson. A Secretária do Interior Theresa May insiste que “a polícia de Londres não tem medo de policiar as ruas”. A Polícia Metropolitana emitiu um comunicado dizendo:

“Normalmente não damos importância a esse tipo de comentários, desta vez, no entanto, acreditamos ser de interesse dos londrinos afirmarmos que o Sr Trump está redondamente errado. Qualquer candidato às eleições presidenciais dos Estados Unidos está convidado a receber um briefing da Polícia Metropolitana sobre a realidade do policiamento de Londres”.

Contudo um policial de Lancashire disse o seguinte: “há bolsões muçulmanos em Preston que se quiséssemos patrulhar teríamos que entrar em contato com os líderes da comunidade muçulmana local, para obtermos permissão de realizar tal missão”. Outro policial disse que ele e seus colegas temem ser alvos de ataques terroristas e também falou sobre “terríveis advertências” dos chefes de polícia (em off) para que os policiais não usem fardas “nem em seus próprios carros”. E ainda por cima outro policial disse: “a islamização ocorreu e continua ocorrendo. Bolsões muçulmanos não são novidade”.

Um policial de Yorkshire escreve o seguinte:

“Nesse caso ele (Trump) não está errado. Na melhor das hipóteses nossos líderes estão mal informados ou simplesmente são hipócritas. Ele aponta para algo totalmente óbvio, algo que eu acredito que nós como nação não estamos dispostos a reconhecer, você acredita que um departamento de polícia dos EUA iria proibir policiais de usarem suas fardas por MEDO que eles possam ser mortos por extremistas”?

17 de dezembro. O governo britânico publicou a tão esperada avaliação sobre a Irmandade Muçulmana. O assim chamado Relatório Jenkins concluiu que a Irmandade Muçulmana não tem ligação com nenhuma atividade relacionada com o terrorismo dentro ou contra o Reino Unido”. No entanto o relatório também manifesta preocupação sobre a maneira “às vezes dissimulada, para não dizer clandestina” que a Irmandade Muçulmana tem operado no passado recente, com o objetivo de moldar o modo muçulmano de pensar através de três grupos: a Associação Muçulmana da Grã-Bretanha, o Conselho Muçulmano da Grã-Bretanha e a Sociedade Islâmica da Grã-Bretanha.

17 de dezembro. O Conselho de Mesquitas Waltham Forest, que alega representar 70.000 muçulmanos em Londres, jurou boicotar o programa Prevent antiterrorista do governo, censurando as diretrizes do programa, acusando-as de serem um ataque racista contra a comunidade islâmica. Foi a primeira vez que um conselho de mesquitas adotou um boicote dessa natureza, isso solapa a tentativa do governo de envolver comunidades religiosas no combate à radicalização.

26 de dezembro. O Times noticiou que muçulmanos estão boicotando o programa Prevent antiterrorista do governo. Menos de um décimo das pistas sobre o extremismo estão vindo diretamente da comunidade muçulmana. A revelação de que menos de 300 pistas foram fornecidas pela comunidade em seis meses, irá levantar a preocupação de que estão ocultando da polícia informações que poderiam impedir ataques terroristas.

29 de dezembro. Mohammed Rehman, 25 e sua esposa Sana Ahmed Khan, 24 foramconsiderados culpados de planejar um ataque terrorista inspirado no ISIS em um shopping center ou em um metrô em Londres. Só foi possível frustrar o complô quando Rehman usou o nome de usuário do Twitter SilentBomber para enviar um tuíte pedindo ajuda para identificar o melhor alvo. Os policiais então invadiram sua residência em Reading, Berkshire, onde encontraram 10 kg de explosivos de nitrato. A promotoria disse que Rehman completaria a fabricação do artefato em questão de dias, que causaria muitas vítimas caso ele não tivesse sido pego a tempo pela polícia anti-terror.

Durante o julgamento, o tribunal tomou conhecimento que Khan tinha sublinhado passagens em uma cópia do Alcorão onde se lia o seguinte: “Matai-os onde quer se os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram… Tal será o castigo dos incrédulos”. Outra passagem com realce dizia: “Está-vos prescrita a luta (pela causa de Deus), embora o repudieis. É possível que repudieis algo que seja um bem para vós e, quiçá, gosteis de algo que vos seja prejudicial”.

por Soeren Kern

Soeren Kern é colaborador sênior doGatestone Institutesediado em Nova Iorque. Ele também é colaborador sênior do European Politics do Grupo de Estudios Estratégicos / Strategic Studies Group sediado em Madri. Siga-o noFacebooke noTwitter. Seu primeiro livro,Global Fire, estará nas livrarias no início de 2016.

http://pt.gatestoneinstitute.org/7198/islamizacao-gra-bretanha

A Sharia bate à porta do Palácio do Planalto

Logo após a iniciativa do parlamento francês prolongar a decretação do “estado de emergência” por 3 meses devido preocupação com a  ameaça terrorista que ronda o país, somos surpreendidos por manchete do jornal ‘O Globo’ esposando o intuito da liderança da comunidade muçulmana brasileira em recorrer à presidente Dilma numa tentativa de evitar o “extremismo “em nosso território.

Contudo, a manchete oculta o verdadeiro objetivo do texto, qual seja, promover a ideia de combate à islamofobia como lastro para a expansão do islã no Brasil através da taqyiia (estratégia de enganar não-muçulmanos). Dessa forma, creio ser apropriado destrinchar as sutilezas midiáticas clericais para islamizar nosso país.

Os líderes muçulmanos querem que o governo promova um seminário inter-religioso ainda no primeiro semestre de 2016, antes das Olimpíadas, isto, para “se preparar melhor contra a ação de radicais.”

Daí, vale a reflexão: um seminário inter-religioso promovido por muçulmanos será eficiente para inibir a ação de extremistas com o falacioso discurso da coexistência ou seria apenas uma estratégia tosca de arregimentar mais apoio ao islã de várias correntes religiosas que já aderiram ao discurso politicamente correto da islamofobia?

Ademais, não há necessidade mínima de se conhecer o corão ou a suna (tradição islâmica) para saber que qualquer muçulmano seguidor do “verdadeiro islã” jamais comungaria da ideia de respeitar os princípios éticos que regem a civilização judaico-cristã em detrimento da poderosa sharia (lei islâmica). De modo que, os chamados “extremistas” almejando tão-somente expandir sua fé conforme apregoada há 1.400 anos, certamente não se sensibilizariam com uma reunião de líderes religiosos verberando discursos ocos de convivência pacífica fundamentados em preceitos que contrariam irrefragavelmente os escritos islâmicos sagrados,  os quais são eternos, perfeitos e imutáveis sob a ótica muçulmana.

Porém, a proposta de seminário inter-religioso apoiado pelo governo brasileiro é uma estratégia eficiente para divulgar a mensagem ardilosa de “vitimização muçulmana”, que vem sendo explorada no meio acadêmico e na mídia, e acatada por líderes evangélicos em igrejas e programas de TV. Eu mesma já tive ferrenhos embates com pastores que defendem ardorosamente as ações muçulmanas.

A maior prova do verdadeiro propósito dos líderes muçulmanos está no próprio texto do jornal que destaca um sermão do xeque Abdul Hamid para cerca de 1.500 fiéis, o qual teria repetido  algumas vezes que “os muçulmanos jamais foram adeptos da violência, e lembrou que os árabes sequer produzem armas”, frisando, ainda que “seu povo nunca matou nem quando estava por cima, e apontou Estados Unidos, Rússia, Inglaterra, França e Israel como os maiores fabricantes de material bélico do mundo.”

Empolgado com a mentira, Abdul Hamid propalou: “O Estado Islâmico compra de quem? Quem criou esse grupo? Veja que a maioria nem é árabe. Então não somos nós que promovemos a guerra.”

Por certo, o xeque contou com o desconhecimento da maior parte dos ouvintes acerca da origem da doutrina que embasa as ações do Estado Islâmico, cria da al-Qaeda. Aliás, o grupo é composto apenas por jihadistas muçulmanos, que não necessariamente são árabes, sendo certo que, todos seguem literalmente o corão.

Quando foi indagado se concorda com uma ofensiva contra os jihadistas nos moldes dos bombardeios franceses, o xeque pacifista disse que “os muçulmanos jamais estarão em situação de guerra com ninguém e pediu que Alá tenha clemência.” Talvez, ele tenha sofrido uma “amnésia temporária” que o fez esquecer das carnificinas promovidas pela jihad islâmica, que desde os primórdios do expansionismo muçulmano massacrou mais de 270 milhões de cristãos, hindus, budistas e africanos. Afinal de contas, segundo a doutrina islâmica, o Ocidente é a “casa da guerra” que deve ser submetida pela jihad para se tornar a “casa do islã”

Aproveitando o “complexo ocidental de culpa” fabricado pelos defensores do pensamento islâmico, o xeque propala: “Ninguém lembra quando sofremos violência em nossas casas, nem abre a boca para condenar o que fazem contra nossas mulheres, mas estão sempre nos acusando de terrorismo.”

Pois é, o xeque deve ter esquecido qual a origem dos mais de 27 mil ataques terroristas no mundo desde os atentados de 11 de setembro, e o tratamento desumano outorgado às mulheres muçulmanas como uma especialidade de governos e facções terroristas islâmicas que, por acreditarem que a mulher vale menos que o homem, ordenam espancamentos e execuções se violarem o rígido código moral da sharia.

Na esteira de apoio, surge um representante da Sociedade Beneficente Muçulmana (SBM), Ahmed Ismail, que também condenou qualquer tipo de ataque ao Estado Islâmico, e frisou que “a Justiça cabe somente a Deus”. Todavia, nunca é demais lembrar que em setembro, Sami Isbelle, membro da Sociedade Beneficente Muçulmana do Rio de Janeiro, esteve em um seminário sobre intolerância religiosa na igreja Batista Betânia vociferando discurso de apoio ao ex-presidente egípcio Morsi, “representante exemplar” da Irmandade Muçulmana, de onde veio os pilares do terrorismo islâmico moderno. Dessa forma, podemos complementar as palavras de Ahmed Ismail, afirmando que a justiça cabe somente a Deus e aos piedosos muçulmanos jihadistas componentes da Irmandade Muçulmana.

Enfim, não tenho dúvida alguma de que a carta redigida pelo Conselho Superior dos Teólogos e Assuntos Islâmicos no Brasil (CSTAIB), junto com a Sociedade Beneficente Muçulmana (SBM), será muito bem recebida no Palácio do Planalto porque, tal como a chefe da diplomacia anã brasileira, comungam da ideia de que não se deve combater a facção terrorista islâmica mais perigosa da atualidade, bem como acreditam que o terrorismo é apenas um “instrumento de justiça” a ser estabelecido contra o “Ocidente infiel” que permite muçulmanos viverem em suas terras sem exigir a submissão aos seus valores.

Por Andréa Fernandes

Artigo do jornal O Globo:

http://oglobo.globo.com/mundo/muculmanos-querem-ajuda-de-dilma-para-evitar-extremismo-18105760?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=O%20Globo