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Trump e a Calúnia Bestial Midiática

Por Andréa Fernandes

Hoje, eu estava decidida a passar o dia apenas pesquisando e lendo artigos e matérias interessantes, pois só estava aguardando um amigo fazer a revisão do artigo que escrevi ontem referente ao pseudo-acordo de reconciliação dos “palestinos”. De sorte que, não estava nos meus planos escrever nem mesmo uma simples matéria. Queria me esbaldar na leitura!

Considero o ato de escrever uma “inquietação”, e ao mesmo tempo, um “ajuste mental” para externar os “desajustes globais” justificados por uma agenda de direitos humanos “à la Sharia”. Sempre gostei de enfrentar o “paradoxo”. Sem esse “estímulo intelectual” a atividade de descrever fatos analisando-os de forma crítica, não teria o sabor da “efervescência das ideias”.

No mundo imaginário que a esquerda institucionalizou em praticamente todas as áreas de conhecimento, o “diálogo civilizado” foi substituído por “monólogos ditatoriais das minorias”. Nem mesmo nas universidades, onde os debates deveriam ser estimulados, o pluralismo subsiste. Daí, assistirmos na mídia não-convencional hordas de jovens enraivecidos impedindo eventos universitários, sufocando a saudável confrontação de ideias que poderia ser estabelecida.

Mas, deixando essas divagações de lado, vamos ao que interessa: decidi nessa tarde suspender temporariamente o prazeroso “ato de ler” pelo inquietante “ato de escrever” após a leitura de duas notícias. A primeira foi divulgada no mundo inteiro e vem gerando “análises” de pessoas que nada sabem sobre a crise global de imigração; e a segunda notícia foi acessada porque tenho a “mania” de ler jornais árabes e israelenses, caso contrário, iria acreditar nas mentiras plantadas pela imprensa.

Jornais ocidentais vomitaram novas acusações infames contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por retweetar 3 vídeos com imagens de violência provocadas por alguns muçulmanos. A rede CNN estampou como manchete: “Trump retweeta vídeos anti-muçulmanos[1]. E o jornal ‘O Globo’ frisa: “Trump compartilha vídeos violentos das extrema-direita sobre muçulmanos”, ressaltando, ainda, “presidente americano foi criticado por incitar intolerância religiosa e estigmatização[2].

Os vídeos que causaram tanta ira da esquerda global foram compartilhados originalmente por Jayda Fransen, vice-líder da organização Britain First, grupo político que defende a preservação das tradições étnicas e culturais da Grã-Bretanha, enaltecendo seus costumes e valores, de modo a se opor  à “colonização” de sua pátria através da imigração em massa orquestrada pela ONU. O grupo defende, ainda, a soberania nacional, a independência e liberdade britânica, sem a interferência de organizações estrangeiras como a União Europeia, acusada de ameaçar a integridade das instituições políticas da Grã-Bretanha[3].

De fato, o maior “crime” do grupo, segundo a concepção pernóstica da esquerda, é defender “valores cristãos” e não aceitar a islamização da Grã-Bretanha. Logo, Britain First  deve ser chamado de “extrema-direita”,“ultra-nacionalista”, além de “islamofóbico”.

As reações contra Trump vieram em cadeia, valendo destacar a irritação da primeira-ministra britânica Theresa May, alegando que o presidente dos Estados Unidos estaria “abraçando o Britain First, um partido de extrema-direita”, e ainda acusou o grupo de “dividir as comunidades pelo uso das narrativas odiosas que vendem mentiras e provocam tensões”[4]. O compromisso de May com a “verdade” é tão “louvável”, mas não a impediu de ser duramente criticada por proibir a publicação de um extenso relatório acerca do financiamento estrangeiro de grupos terroristas muçulmanos, pois seria “desagradável” expor as teocracias sanguinárias islâmicas que patrocinam o terror contra os “infiéis” no Reino Unido[5]. Dá para ter credibilidade a manifestação de uma “traidora da pátria”, que impede a publicação de um relatório sobre terrorismo visando “proteger” a Arábia Saudita?

Como os discursos da esquerda são todos uma prova inequívoca de “distorção da realidade”, vejamos se realmente o Britain First está mentindo ao denunciar a violência de muçulmanos contra nativos britânicos: Que tal começarmos com um dado importante para sabermos se há “motivo” para o Britain First se preocupar com a “segurança nacional” em virtude da imigração em massa? Segundo relatório de Henry Jackson Society, um think tank de política externa estabelecido em Londres, “o terrorismo local inspirado pelo Estado Islâmico representa ameaça dominante para a segurança nacional do Reino Unido”[6].

Ademais, se a “ameaça de violência muçulmana” é apenas “paranoia islamofóbica” de um grupo de “extrema-direita”, como explicar a existência de 23 mil jihadistas-terroristas no Reino Unido, identificados por funcionários da inteligência britânica? Segundo o The Times, todos os referidos muçulmanos são considerados “potenciais agressores terroristas”[7]. E o mais preocupante, é que os serviços de segurança não dispõem de recursos suficientes para investigar mais de 3 mil “suspeitos”, deixando “livres e felizes” os outros 20 mil terroristas. É lógico que o número de 23 mil jihadistas se refere àqueles que foram identificados “oficialmente”.

E se a experiência com a imigração em massa fosse tão boa, pesquisa recente do Instituto Nezopont não demonstraria que a maioria dos europeus da Europa Central se opõem à política migratória da União Europeia. Onze países foram relacionados na pesquisa, e se identificou que 74% dos entrevistados em países como Áustria, Bulgária, Alemanha, Hungria e Romênia, reprovam essa política multiculturalista imposta pela União Europeia[8], que não respeita os valores culturais de cada país.

A imprensa ignora sistematicamente a rejeição que países europeus estão expressando quanto à política de “fronteiras abertas” adotada pela direção da União Europeia e, simultaneamente, “demoniza” o presidente Trump por expor a realidade de violência que se vê em diversas regiões que receberam imigrantes em massa. Porém, o “verdadeiro discurso de ódio” e “ações de violência” estão sendo acalentados por milhares de lideranças muçulmanas em diversas mesquitas pelo mundo.

Uma imprensa ocupada em esconder ações violentas de muçulmanos contra ocidentais, não tem “pauta” para informar à opinião pública que o “pacifismo muçulmano” está obrigando judeus na cidade alemã de Bochum a não mais usarem Kipá  pelo simples fato de não serem identificados como “infiéis”, e assim, atacados por muçulmanos[9]. Essa é a segunda notícia que, por óbvio, não causou impacto nas redes, uma vez que, o “antissemitismo” que persegue e mata judeus em nome de ideologias espúrias não é considerado “intolerância” digna de ser denunciada e condenada!

A mídia corrompida finge acreditar que os quase 44 milhões de seguidores de Trump no Twitter promoverão violência contra muçulmanos, quando a verdadeira “violência endêmica” vem sendo estimulada por importantes autoridades islâmicas no mundo muçulmano e Ocidente. No mais, o dia em que os principais líderes muçulmanos passarem a condenar publicamente as ações extremistas de muitos fiéis e defenderem a “reforma da religião” abolindo preceitos que induzem à violência, certamente Trump não mais precisará “tweetar “para tentar defender a segurança do seu país e do próprio Ocidente.

 A real “intolerância religiosa” é silenciada diante de milhões de cadáveres produzidos pela imposição expansionista da sharia (lei islâmica) ao longo dos séculos.

 

Andréa Fernandes é advogada, internacionalista, jornalista e diretora-presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem: https://wccftech.com/employee-deletes-trump-twitter/

[1] http://edition.cnn.com/2017/11/29/politics/donald-trump-retweet-jayda-fransen/index.html

[2] https://oglobo.globo.com/mundo/trump-compartilha-videos-violentos-da-extrema-direita-sobre-muculmanos-22127356

[3] https://www.facebook.com/pg/OfficialBritainFirst/about/?ref=page_internal

[4] https://www.nytimes.com/2017/11/29/us/politics/trump-anti-muslim-videos-jayda-fransen.html

[5] https://g1.globo.com/mundo/noticia/relatorio-acusa-a-arabia-saudita-de-financiar-extremistas-islamicos-no-reino-unido.ghtml

[6] https://www.gatestoneinstitute.org/10016/britain-terrorism

[7] https://www.gatestoneinstitute.org/10723/uk-terrorists

[8] http://nezopontintezet.hu/analysis/brusszel-bevandorlasi-politikajat-ellenzik-magyar-kormanyet-tamogatjak-kozep-europaiak/

(9] http://www.jpost.com/Diaspora/German-Jews-stop-wearing-Kippot-amid-Muslim-attacks-515457

 

Líderes muçulmanos em Manchester, local do massacre da jihad, reclamam do aumento da “islamofobia”

“Líderes muçulmanos em Manchester relatam aumento de incidentes islamofóbicos”, de Jamie Grierson e Robert Booth, Guardian , 24 de maio de 2017:

Os líderes muçulmanos em Manchester expressaram preocupação com uma série de incidentes islamófobos na cidade, do abuso verbal aos danos criminais às mesquitas.

Lideranças da comunidade muçulmana dizem que receberam relatos de comportamento abusivo desde o ataque a Arena Manchester no início desta semana.

Fawzi Haffar, administrador do Centro Islâmico de Manchester em Didsbury, onde Salman Abedi, o criminoso da Arena Manchester, deve ter orado, disse: “Estamos preocupados com os relatórios que estamos recebendo sobre atos anti-muçulmanos. Estes são atos anti-muçulmanos terríveis que variam do abuso verbal aos actos de dano criminal às mesquitas na área e fora da área. Incentivamos qualquer incidente a ser relatado como um crime de ódio. ”

Mohammed Ullah, capelão muçulmano na Universidade de Manchester, disse que ouviu relatos de uma menina muçulmana sendo cuspida e de outro muçulmano que teria ouvido para “ir para casa”. Um incendiário atacou uma mesquita em Oldham, Greater Manchester, pouco depois da atrocidade.

“Ouvimos relatos, mas muitas pessoas têm muito medo de falar sobre o problema ou não querem causar barulho”, disse Ullah ao Guardian. “Recebemos relatórios, mas acho que os incidentes estão sub-relatados.”

“Os ataques islamófobos aumentaram exponencialmente nos últimos anos”, prosseguiu. “Eu digo aos estudantes muçulmanos que relatem esses incidentes de ódio quando eles acontecerem. Estejam vigilantes e não permitam que o ódio nos divida. ”

Falando fora da mesquita de Didsbury, Haffar procurou dissipar os relatórios de que Abedi havia trabalhado no centro e disse: “Nós expressamos preocupação que uma pequena parte da mídia está fabricando histórias e trazendo pontos infundados”.

Ele também expressou sua indignação com o ataque, chamando-o de “atrocidade horrível” e dizendo que “esse ato de covardia não tem lugar em nossa religião ou qualquer outra religião”. Ele incentivou qualquer pessoa com informações para entrar em contato com a polícia.

Mas Ullah disse que os muçulmanos não deveriam se desculpar pelas ações de extremistas.

“Eu digo aos muçulmanos que vocês não deveriam se desculpar pelas ações dos indivíduos”, disse ele. “Nenhuma outra comunidade foi levada a conta como esta. Deixe-me ser claro – o que aconteceu na segunda-feira foi um crime de proporções épicas. Foi épico, maligno e condenamos com a mais forte condenação.

“Mas vamos também ser claros sobre isso – por que temos então de levantar-se e dizer:” pedimos desculpas “? Não é minha culpa. Não é culpa da religião.

“Estamos fartos de ter que pedir desculpas e ser o primeiro a condená-lo. O que mais podemos fazer? Diga-me o que mais podemos fazer? “…

https://www.jihadwatch.org/2017/05/uk-muslim-leaders-in-manchester-site-of-jihad-massacre-claim-rise-in-islamophobia

MPF: Google é condenada por vídeos de intolerância religiosa na Internet

23 vídeos eram mantidos no YouTube com conteúdo dediscriminação contra o Islamismo.

Após ação do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal confirmou liminar ao manter a condenação da Google do Brasil por manter conteúdo de intolerância religiosa no site YouTube. Na decisão, é determinada a retirada de 23 vídeos que discriminavam o Islamismo no canal “Islamismo Assassino”.

Além da retirada do conteúdo, a sentença exige o fornecimento dos dados do responsável pelo canal: nome completo, R.G., CPF, endereço de e-mail, endereço residencial, além dos logs de acesso, incluindo endereço de IP, bem como outros dados que possibilitem a devida identificação dos envolvidos. Em caso de descumprimento, é determinada a aplicação de multa diária de R$ 10 mil.

O MPF decidiu judicializar a questão após o Google negar atender recomendação para retirada dos vídeos por vias extrajudiciais. O caso chegou à Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão após representação formulada pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro, com delação de suposta veiculação de discursos de ódio contra a religião islâmica em diversas páginas de internet e perfis de rede sociais diversos, reunidos no dossiê islamofobia online.

Para o MPF, os direitos e garantias fundamentais foram violadas pela Google ao manter conteúdo na Internet que deprecia e estigmatiza a denominada fé islâmica, assim como seuslíderes, seguidores, símbolos rituais e crenças, propagando verdadeiro discurso de ódio em relação ao Islamismo.

“O Brasil é um Estado laico, no qual é garantido, a todos, em igualdade de condições, a liberdade de consciência e de crença religiosa, sendo assegurado o livre exercício de cultos e a proteção dos seus locais e suas cerimônias. Apesar disso, como a Google se negou a colaborar, a via judicial se mostrou a única forma de restabelecer o exercício das liberdades fundamentais violadas ao eixo da constitucionalidade; de restaurar a dignidade de tratamento negada à religião islâmica e seus adeptos; de ver concretizados os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil consagrados pela Constituição”, pondera a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão.

http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2016/05/26/mpf-google-e-condenada-por-videos-de-intolerancia-religiosa-na-internet/

A MARCA DE ALÁ NO SBT

Por  Andréa Fernandes

O programa “Conexão Repórter” sob a direção do jornalista Roberto Cabrini voltou a exibir a matéria intitulada “A Marca de Alá”  dedicada à defesa do islã como a “religião da paz” e mediante o famoso mote de “investigação especial” vislumbrou mostrar como a mulher islâmica é tratada no Brasil.

No entanto, aqueles que assistiram o Conexão Repórter devem ter percebido que nenhum “testemunho” foi capaz de mostrar crianças muçulmanas casando com  homens  cristãos, mulheres sendo escravizadas sexualmente por cristãos, ou mesmo a defesa de brasileiros para o apedrejamento de mulheres adúlteras ou à correção em forma de surra que a religião islâmica autoriza os maridos a aplicarem caso as mulheres causem algum aborrecimento. Outrossim, nenhum telespectador, por mais atento que fosse, conseguiu vislumbrar brasileiros religiosos afirmando que o inferno terá sua composição majoritária formada de mulheres, como o profeta Mohammad teria ensinado!

Aliás, a preocupação do Sr. Cabrini em demonstrar o sofrimento causado pelos brasileiros às mulheres muçulmanas não lhe permitiu, por exemplo, perguntar quantas delas, por exigência islâmica, haviam sofrido mutilação genital, que é considerada pandemia no Oriente Médio e África, mas vem se tornando prática comum sem implicação criminal no Ocidente.

Ora, por que não se preocupar em proteger as mulheres muçulmanas brasileiras da tradição muçulmana milenar que consiste em cortar parte do clitóris e dos lábios vaginais? Talvez o repórter não saiba que no Ocidente, mais de 1 milhão de mulheres eram apresentadas como alvo da mutilação genital, segundo o próprio Parlamento Europeu reconheceu em 2014 e a instituição Population Reference Bureau (PRB).

Se na “civilizada Inglaterra” mais de 130 mil mulheres foram mutiladas, o que nos garante que comunidades muçulmanas na “terra da impunidade” não sigam o mesmo exemplo? Era um “caso a investigar”, não? Mas, para o SBT, a “islamofobia à moda Brasil” é mais prejudicial do que os rudimentos do fundamentalismo islâmico que impõem às mulheres violações basilares dos direitos humanos.

As “câmeras escondidas” do SBT se propuseram a mostrar “onde começa o preconceito e como é ser muçulmano no maior país católico do mundo”. E para isso, acreditem, utilizou basicamente o depoimento de 3 mulheres convertidas ao islã.

O objetivo primacial foi, notadamente, começar a incutir na mente dos incautos o conceito de “islamofobia”, e com isso, execrar os princípios cristãos como ”modus vivendi” que incentiva a intolerância contra minorias religiosas, das quais os muçulmanos despontam como a mais pacífica e sofrida. Quem viu o simpático sheik proferindo doces palavras na mesquita jamais imaginará que milhares de clérigos proferem diariamente pregações condenando as “tradições ocidentais diabólicas” e conclamando muçulmanos à jihad contra os infiéis! Não dá para imaginar que na Arábia Saudita, importante autoridade clerical muçulmana promulgou uma fatwa (decreto islâmico), ordenando destruição de templos cristãos, e muito menos, que desejar um simples “feliz natal” na terra do profeta Maomé ocasione 10 anos de prisão e mil chibatadas!

Contudo, partindo do pressuposto de que preconceito é uma opinião ou sentimento concebido sem exame crítico, farei o favor de analisar a ideia perpetrada pelo programa através de uma “muçulmana ex-católica” que, com ar de catedrática ensina que a origem do “conflito entre cristãos e muçulmanos” está no fato dos cristãos não entenderem que os muçulmanos também acreditam em Jesus e não querem matar cristãos! Pois bem, Sr. Cabrini, porventura essa pérfida afirmação da “douta muçulmana” não é preconceituosa? Então, a limpeza étnica e religiosa que vem ocorrendo no mundo muçulmano é por culpa da incompreensão teológica dos cristãos acerca do “Jesus muçulmano”? E por que o mesmo não acontece em relação aos judeus que não admitem a divindade de Jesus? Judeus matam e perseguem cristãos por causa disso?

Então, milhares de cristãos são assassinados  anualmente no mundo muçulmano  e 2015 foi declarado como o “ano do medo” pela Missão Portas Abertas tendo em vista o fato de os cristãos não aceitarem Jesus ser tratado como profeta? Isso é um acinte à inteligência!

O Sr. Cabrini aponta o erro de “uma sociedade que constantemente associa o Islã a atentados de grupos minoritários como a Al-Qaeda e o Estado Islâmico.” E realmente, os mais de 27 mil atentados terroristas perpetrados por milhares de integrantes/seguidores de grupos extremistas islâmicos não devem ser atribuídos à religião, mesmo que a ideologia wahabita que os fundamenta seja exportada para o mundo inteiro através da Arábia Saudita que apóia integralmente a cristofobia, e segundo a própria Hillary Clinton, financia o terror islâmico, conforme apurado num telegrama diplomático em 2009, onde a então secretária de Estado dos EUA identifica a Arábia Saudita como “a mais significativa fonte de recursos para grupos terroristas sunitas em todo mundo”. Mas apoiar terrorismo islâmico não é blasfêmia ou “intolerância religiosa” no berço do islã!

Dessa forma, o cristianismo brasileiro pode ser associado à islamofobia em virtude de algumas afrontas verbais pontuais sofridas por muçulmanos em nosso país, mas, o islã não pode ser associado à cristofobia ainda que vejamos diariamente cristãos sendo perseguidos e assassinados no mundo muçulmano. Realmente, a natureza investigativa do programa do Sr. Cabrini é de uma isenção espetacular!

É significantemente aterrador assistir um jornalista propalando as barreiras que uma “nação cristã” impõe aos muçulmanos por conta de “discriminação” que teria início no próprio seio familiar cristão. Todavia, Cabrini não fica “surpreso” quando lê notícias de países muçulmanos onde crianças de 9 anos são oferecidas em casamento e cristãs são mortas por crimes de honra.

Se o Sr. Cabrini quer saber “quem são e como vivem as mulheres de Alá”, deveria dar um passeio com sua produção nas terras onde os seguidores de Alá são majoritários. Aliás, se ele se atrever a adentrar em comunidades muçulmanas na Europa, perceberá que a sharia é mais tenebrosa do que a família cristã brasileira, que nunca ordenou a punição corporal ou morte de muçulmanos devido atos de “blasfêmia” contra as Sagradas Escrituras!

A incoerência exposta no programa é tão absurda que em determinado momento, o Sr. Cabrini entrevista uma muçulmana brasileira que afirma ser autorizada pela religião a “sair sozinha”, e em outro quadro, apresenta uma mussala (sala de estudos) frequentada por uma das muçulmanas decorada com a simbólica bandeira da Arábia Saudita, mas Cabrini esqueceu que a monarquia saudita PROÍBE – com base na religião – às mulheres muçulmanas saírem de casa sem a companhia de um homem da família, o que contraria a “informação liberal” prestada acima. Aliás, a bandeira de um país que comete terríveis violações dos direitos humanos no local de estudos frequentado por nossas muçulmanas pode evocar o  tão apregoado pacifismo da religião?

Cabrini fala que o muçulmano no Brasil “enfrenta o julgamento da sociedade”. E nos países muçulmanos? Será que os cristãos passam por algum julgamento discriminatório? Possivelmente o repórter não leu quantos cristãos foram massacrados por turbas muçulmanas ensandecidas, como a multidão paquistanesa que espancou um jovem casal cristão em novembro de 2014 e os lançaram vivos num forno onde queimaram até morrer. E a cristã Asia Bibi, que aguarda julgamento de recurso em instância final no tribunal paquistanês para tentar se livrar da pena de ENFORCAMENTO pelo “crime de blasfêmia”? Isso é preconceito, Sr. Cabrini? Podemos nominar como violações dos direitos humanos?

Enfim, eu poderia refutar cada minuto do insólito programa, mas não poderia deixar de fazer menção ao “exemplo muçulmano” utilizado pelo repórter: o primeiro sheik brasileiro convertido chama-se Rodrigo Rodrigues, proveniente de família católica, convertido ao islã aos 14 anos, tendo aprendido a língua árabe no Líbano e a religião islâmica na Arábia Saudita, “o principal centro da religião”. Assim, estão vendo a Arábia Saudita novamente exportando sua doutrina de “amor e tolerância”?

O país onde nosso sheik foi aprender os princípios da tolerância islâmica não poderia ser outro! Arábia Saudita é o ápice do amor aos cristãos e outras minorias!

Por que o Sr. Cabrini não aproveitou a oportunidade e perguntou o motivo de as penas por infrações aplicadas pelo Estado Islâmico serem tão semelhantes às impostas na Arábia Saudita? Por que não perguntou se o sheik condena a aplicação da pena de morte por blasfêmia em países muçulmanos?

Por fim, caro leitor, o que mais me impactou no “jornalismo verdade” do Conexão Repórter foi o depoimento de um senhor muçulmano de etnia não identificada, amigo de longa data do sheik – e não recém-convertido como as ex-roqueiras – quando afirmou que “o Brasil é o melhor lugar do mundo para espalhar o islã porque não há conflitos entre religiões”.

Sim, por não ter conflitos entre as religiões, o SBT está prestando grande apoio para a islamização em nosso país com a estigmatização dos cristãos como intolerantes e islamofóbicos. Resta saber se o Sr. Cabrini também se interessará em investigar “a marca de Alá” para mulheres cristãs e minorias no mundo muçulmano.

* Andréa Fernandes é advogada, bacharel em Relações Internacionais e presidente do Ecoando a Voz dos Mártires.

Foto: https://www.facebook.com/ConexaoReporterSBT/photos/pcb.1024037224301690/1024036420968437/?type=3&theater

 

No Jornal Nacional, não há risco de terrorismo, só de “islamofobia”

O obrigatório livro de Ayaan Hirsi Ali, Herege: Por que o islã precisa de uma reforma imediata, começa com o seguinte parágrafo:

Em _______, um grupo de ____ fortemente armados e vestidos de preto entrou em um ________ em ________ e matou a tiros _____ pessoas. Os atacantes foram filmados gritando “Allahu akbar!”.

Em entrevista coletiva à imprensa, o presidente _________ disse: “Condenamos esse ato criminoso de extremistas. E sua tentativa de justificar seus atos violentos em nome de uma religião pacífica não terá êxito. Condenamos igualmente aqueles que queiram usar essa atrocidade como pretexto para crimes de ódio islamofóbicos.”

Desde antes do 11 de setembro até Paris no dia 13 de novembro (and counting), notícias como esta só precisam continuar preenchendo os espaços em branco. A história se repete como farsa, depois como tragédia, depois como notícia manjada no Jornal Nacional.

Após quase todos os líderes mundiais “aceitáveis” declararem exatamente o mesmo que Hirsi Ali garantiu que fariam (Mahmoud Abbas, da Autoridade Palestina, preferiu culpar o Mossad israelensepelo atentado do ISIS), foi a vez do jornalismo dar novo passo em suainfowar (ver detalhes no meu livro) e focar no “perigo” que a Europa e o mundo enfrentam: o preconceito contra muçulmanos.

O Jornal Nacional, hoje bastante preocupado com a previsão do tempo tomando quase um bloco inteiro (a típica conversa de elevador, apenas para manter contato, na famosa função fática da linguagem: “choveu, hein?”), fez uma reportagem inteira apenas para falar do “preconceito” contra muçulmanos.

Como se a suspicácia de ocidentais, que só ouvem falar de uma religião após atos de terrorismo em nome dela, devesse ser corrigida por jornalistas que desconhecem de todo o islamismogarantindo que ela é uma “religião da paz”, mesmo com demonstrações públicas da “maioria pacífica” ocorrendo o tempo todo em países com populações muçulmanas.

jihadistÉ a tarefa de nos doutrinar de que, na verdade, muçulmanos são uma religião como qualquer outra (o que é falso dentro do islamismo), que o terrorismo nada tem a ver com o islamismo (o que é falso dentro do islamismo), que o islamismo não prega coisas como o degolamento de infiéis (o que é falso dentro do islamismo), que o islamismo é apenas uma religião, e não um sistema de leis, e portanto pode conviver muito bem com as leis seculares modernas (o que é falso dentro do islamismo).

Segundo o repórter José Roberto Burnier, “quando um grupo terrorista muçulmano assume um atentado, quem sofre é toda a comunidade islâmica”. Uma frase bastante curiosa para se iniciar uma reportagem sobre terrorismo. Alguém precisa informá-lo de que quem sofre é toda a comunidade, e não a comunidade muçulmana em particular – muito menos mais esta do que outra, ou apenas esta, por sofrer “preconceito”.

Parece que as únicas pessoas sofrendo em Paris e no mundo, hoje, são os muçulmanos.

O repórter José Roberto Burnier garantiu que grupos como o Estado Islâmico fazem uma “interpretação muito particular” da religião. A “interpretação muito particular” a que ele se refere é exatamente aquela que segue o que o profeta Maomé exigiu de todos os seus fiéis, e que eles obedecem e obedeceram por anos, marginalizando outros grupos através de conversões forçadas, a jihad, a jihzya, colocando não-muçulmanos como cidadãos de segunda classe e, claro, a ocupação lenta de territórios através de imigrações em massa, a tática número 1 do islamismo.

HegiraTanto número 1 que a primeira imigração em massa, a primeira Hégira, marca simplesmente oinício do calendário islâmico, sendo para o muçulmano o evento mais importante do Universo – a expansão e ocupação de territórios dos infiéis, do Dar al-Harb, para trocar suas leis e costumes pela maioria para a shari’ah. Foi assim que o islamismo começou, em Medina pela preparação, em Hudaybiyyah pela conquista depois de ignorar um pacto de paz pela jihad.

Esta “interpretação muito particular” (a óbvia, seguida por muçulmanos em todos os países do mundo) foi chamada pela autoridade em islamismo José Roberto Burnier de “islamismo distorcido”.

Estranho novamente: o islamismo “distorcido” é justamente o islamismo light, o islamismo reformado (como da reformista muçulmana Asra Nomani). O islamismo que sofreu influência do Ocidente – ou seja, pessoas dentro de comunidades islâmicas ou civilizadas que recebem influxos ocidentais, mas não uma reforma no Corão, na shari’ah, na jihad.

Trata-se de pessoas que seguem menos o Corão do que grupos como al-Qaeda, Boko Haram ou Estado Islâmico. Para sorte do mundo.

José Roberto Burnier faz então uma reportagem num bairro muçulmano em Paris – esta religião tão “integrável” que cria guetos para si própria, ao invés de seguir leis e costumes do país em que se encontra.

Assim que começa a entrevistar um muçulmano para demonstrar sua tese da normalidade pacífica do islamismo, é interrompido por outro muçulmano que impede a entrevista e, aos berros, exige que ele saia dali.

Burnier tenta então com outro muçulmano, mais velho. Logo o dono de uma loja também interrompe a entrevista, e força o entrevistado a ir embora. Sua narração: “Fica claro que não somos bem vindos ali”.

Seu comentário ofegante, enquanto foge do islamismo pacífico e integrado à sociedade ocidental: “A gente decidiu ir embora porque a gente tá vendo que o clima tá ficando mais tenso, tá gerando muita discussão aqui e… nós não queremos aumentar a tensão que já é natural.”

Uma pequena verdade escapou na forma de faux pas na sua última passagem. O que chama a atenção é óbvio: não há um caso relatado de algum “preconceito” grave cometido contra muçulmanos por gente normal. O que houve foram duas tentativas de entrevistas a muçulmanos, interrompidas por muçulmanos.

A grande “fobia”, então, não parece ser dos cristãos, judeus, ateus ou o que for contra islâmicos: foi da própria “comunidade” islâmica, impedindo que seus membros falem com o kafir, com os não-convertidos. É esta a “tensão”, que quando se trata de comunidades muçulmanas, é sempre “natural”.

O curioso é gravar uma reportagem como esta e, dissolvendo agentes e pacientes dos fatos numa pasta homogênea chamada “clima tenso”, consiga-se ignorar os fatos diante de si (e quase na pele) e encaixar o oposto do que é narrado, filmado e comentado em uma narrativa pronta: “os ocidentais têm muito preconceito contra o islamismo, que é tão normal quanto uma velhinha indo à missa e votando contra o casamento gay”.

Este é o processo de coréiadonortezação da mídia: como a televisão norte-coreana, mostra-se até imagens de protestos contra o ditador totalitário dizendo que são manifestações de apoio ao grande líder.

Além de inverter o próprio fato para vender uma agenda política, cada vez mais é impossível dissociar qualquer coisa que passe na Rede Globo, com a exceção dos comentários de William Waack, do que pensa a esquerda brasileira – e mundial.

por Flavio Morgenstern

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http://sensoincomum.org/2015/11/18/jornal-nacional-islamofobia/

A Verdadeira História

“Menino muçulmano preso por criar um relógio e levar para a escola”. Vamos aos fatos que a imprensa não vai te contar e que tornam a história toda mal contada e estranha:

– Ahmed Mohamed, 14 anos, muçulmano filho de sudaneses e morador da cidade de Irving, no Texas, apareceu na escola, sem avisar ninguém, com uma mala preta. Dentro da mala, uma placa-mãe, fios e outras peças eletrônicas confundidos com uma bomba.

– O adolescente leva a mala para o professor de eletrônica, que pede para ele não ficar circulando com a mala pela escola. Ele desobedece o professor e leva a mala-relógio para a aula de inglês. O trabalho não foi solicitado por ninguém, o aluno fez o relógio sem avisar o professor ou pedir qualquer assistência, não era feira de ciências, nada.

– Durante a aula de inglês, a mala começa a fazer sons e a professora se assusta, quer entender o que está acontecendo mas o rapaz não esclarece. A professora então chama a segurança da escola, que aciona a polícia.

– Ao interrogar o estudante, a polícia relata que ele estava agressivo e não esclareceu que a mala era um relógio, o motivo de ter levado a mala para a escola ou que já havia mostrado ao professor de eletrônica. Os policiais disseram que conversaram com Ahmed e que ele se recusou a dar qualquer explicação sobre o que seriam os dispositivos dentro da mala. O rapaz acabou sendo levado para a delegacia.

– No Texas, fingir que está carregando uma bomba é crime previsto em lei. Qualquer cidadão que causar medo, constrangimento ou pânico ao portar uma bomba falsa está cometendo um crime. A única desconfiança dos policiais, o tempo todo, era que o rapaz estivesse querendo fazer uma pegadinha ou causar pânico com uma bomba falsa. Na delegacia, simplesmente liberaram o rapaz, que acabou não sendo acusado de nada.

– Barack Obama adorou a história e publicamente convidou o jovem muçulmano para fazer uma visita à Casa Branca. Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, publicou um texto dando apoio ao rapaz, assim como a NASA e Hillary Clinton. O Twitter ofereceu um estágio para ele. Sua resposta foi que estava surpreendido por não acreditar que as pessoas se importassem com um jovem muçulmano. Certo.

– A imprensa e a esquerda estão fazendo um carnaval sobre a suposta “islamofobia”. Nesse caso, todos os elementos de uma ação publicitária de marketing de guerrilha estão lá: o menino inofensivo, com jeito de nerd e amante das ciências e do saber, contra os texanos brancos, racistas, broncos, cristãos e inimigos da ciência e do conhecimento, junto com a polícia truculenta e preconceituosa.

– Alguns fanáticos por eletrônica resolveram olhar a foto do interior da tal mala e há uma desconfiança que nem seja um relógio feito por ele. Tudo indica que é um kit pré-fabricado, dos anos 70, que se compra com facilidade pelo eBay. Nada de genial ou revolucionário. Veja mais detalhes aqui: http://bit.ly/1iXpY53

– O pai de Ahmed, Mohamed Elhassan Mohamed, é um imigrante sudanês que fez o sonho americano. Chegou na América sem nada e hoje é um próspero empresário, dono de vários negócios, inclusive uma assistência técnica de computadores. A imprensa resolveu, por motivos ainda não perfeitamente esclarecidos, não falar praticamente nada dele, mas ele é um elemento-chave na história.

– Mohamed Elhassan Mohamed é um ativista muçulmano que está sempre tentando chamar a atenção da imprensa sobre supostos casos de islamofobia, já tendo até participado de debates públicos sobre o assunto. Ele se candidatou duas vezes à presidente no Sudão, se auto-intituta um “sheik” e diz ter milhares de seguidores no seu país de origem, o que fontes locais negam. Ele também se diz um líder espiritual da sua região no Texas, o que as próprias autoridades muçulmanas dos EUA não reconhecem.

– O pai de Ahmed é também ligado à CAIR (Council on American–Islamic Relations), principal grupo de lobby muçulmano nos EUA, cuja função é exatamente influenciar a opinião pública sobre temas relativos à comunidade islâmica. O CAIR tem ligações com a Irmandade Muçulmana e com o Hamas. Seus críticos dizem que a especialidade do CAIR é “vitimologia”, fabricar casos de “islamofobia” para sensibilizar a imprensa e os formadores de opinião.

Tudo é muito nebuloso e é inegável que a possibilidade de ter sido tudo uma ação de marketing de guerrilha não pode ser descartada no momento. No tempo em que havia imprensa, é provável que a história fosse devidamente investigada, mas infelizmente hoje só a versão oficial será repetida pelos palhaços que lêem o NYT de manhã e acham que seus resumos na TV são qualquer coisa parecida com jornalismo.

– The Real Story – Ben Shapiro http://www.breitbart.com/…/2015/09/18/real-story-istandwith…

– “Sheik” Mohamed Elhassan Mohamed debatendo na TVhttps://youtu.be/N8BLtBFeyyo

Por Alexandre Borges

http://blogs.artvoice.com/techvoice/2015/09/17/reverse-engineering-ahmed-mohameds-clock-and-ourselves/

Escritora e ativista é perseguida por críticas ao Islã: ‘O primeiro passo para mudar é na atitude’

Ayaan Hirsi Ali acha equivocado desassociar a religião de atos radicais, mas nega ser islamofóbica.

RIO – Ela tinha apenas 5 anos quando entrou nas estatísticas de meninas e mulheres vítimas de mutilação genital na Somália. Foi somente na Holanda, depois de deixar o continente esquecido, que seu nome tornou-se público. Ayaan Hirsi Ali deixava o anonimato para ser reconhecida, mais tarde, como uma das principais vozes críticas ao Islã e uma das cem pessoas mais influentes do mundo pela revista “Time”.

Escritora, ativista, política, feminista e ateísta, Ayaan defende uma reforma profunda na doutrina islâmica, tema central de seu livro “Herege”, que chegou às livrarias do Brasil esta semana com a promessa de ser uma de suas obras mais polêmicas. Num texto que mistura sua experiência pessoal com propostas de mudança para o Islã, ela é categórica ao afirmar que a religião é violenta por essência e não se pode desassociar de atos de extremismo.

Da mesma forma que, segundo a autora, o Islã inspira o terrorismo, a doutrina influencia meninas que abandonam suas casas para se juntarem ao Estado Islâmico (EI) em Síria e Iraque.

Seu posicionamento rendeu-lhe fortes ataques da comunidade islâmica e também ameaças de morte. Em entrevista ao GLOBO por telefone, ela afirmou viver sob proteção de seguranças e disse não poder revelar nem o estado onde mora atualmente, nos EUA.

Nos seus livros, a senhora critica a perspectiva da mulher no mundo islâmico. Acha que a condição das mulheres melhorou ou piorou nos últimos anos?

Não acho que as coisas melhoraram. O que melhorou é que há mais ativismo de mulheres. No Afeganistão, há mulheres lutando pelos seus direitos e contra a sharia (lei islâmica). Na Arábia Saudita, há mulheres lutando pelo direito de dirigir. No Egito, contra abuso sexual. Acredito que o ativismo que estamos vendo agora é em resposta ao fato de que as mulheres estão se comprometendo e desafiando o radicalismo do Islã no Oriente Médio e em alguns países. Em 1960, as mulheres nos países muçulmanos tinham problemas, mas os governos e as sociedades estavam mudando e se modernizando. Há uma involução dos direitos das mulheres. Quando há ascensão do Islã radical, os direitos das mulheres são completamente violados.

‘Acho que a minha obrigação é promover essa narrativa de vida, liberdade e igualdade acima da sharia ou da jihad’

– AYAAN HIRSI ALIsobre seu ativismo

Como a circuncisão impactou na sua vida?

Detalhei a mutilação no meu livro “Infiel”. É uma prática, uma tradição, que afetou 140 milhões de meninas e mulheres, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Algumas crianças morrem no processo, algumas têm infecção. Você tem conviver com uma cicatriz persistente.

Atualmente, temos visto muitos casos de meninas e mulheres que abandonam seus lares, inclusive no Ocidente, para se juntarem ao Estado Islâmico. Na sua opinião, qual é a motivação delas?

As histórias que li são de meninas com estudo, saúde, amigos, de classe média e com boas perspectivas de futuro. Mas elas estão convencidas de que fazem o certo porque foram ensinadas que, se há um califado, se há um verdadeiro Estado islâmico, precisam unir-se a isso, fazer parte, se casar. Quando tinha 16 anos, eu acreditava nisso. Fui membro da Irmandade Muçulmana. Achava que a sharia era a melhor coisa no mundo e, se houvesse um Estado islâmico, provavelmente teria ido e feito o mesmo que elas. Essas meninas acreditam numa terrível ideologia. Seguem uma convicção e acham que estão fazendo algo muito maior do que elas.

Mas elas têm conhecimento sobre a brutalidade cometida pelos jihadistas…

Somos ensinados que violência por causa de Alá é obrigação. Se você ler o material de segurança e de propaganda do Estado Islâmico, o que se vê constantemente são referências ao profeta Maomé e ao Alcorão. Quando se pergunta sobre violência, os extremistas dizem que não estão inventando essas coisas. Que o profeta fazia o mesmo. Ele também decapitou, ele também escravizou mulheres. Eles argumentam que estão fazendo justamento o que o profeta ordenou.

Como é ser uma vítima da violência, refugiada, empregada e depois se tornar política, ativista e uma das uma das principais vozes críticas ao Islã?

Isso é um progresso na vida humana. O que eu fiz foi investir na narrativa da vida. Eu acho que a minha obrigação é promover essa narrativa de vida, liberdade e igualdade acima da sharia ou da jihad.

No livro “Herege”, a senhora defende a necessidade de uma reforma no Islã. Quais são os principais pontos?

O primeiro é atitude. Muitos muçulmanos acham que têm de agir exatamente como está escrito no Alcorão e seguindo os passos de Maomé. A reverência incondicional ao profeta e ao livro é um problema. O segundo é a narrativa da vida após a morte. O Islã é obcecado com a ideia de se preparar para a morte. A morte é o objetivo. Outra mudança seria na sharia, que regula absolutamente tudo no mundo islâmico. Por último, a jihad, que significa guerra santa, deveria ser substituída por guerra de paz.

A senhora acredita que mudanças podem vir em breve?

Sou muito otimista e acho que vai acontecer, só não sei se isso ocorrerá enquanto eu estiver viva. Há, inclusive, ex-jihadistas que foram membros da al-Qaeda e do Estado Islâmico que se desculparam, que mudaram de ideia e estão pedindo reformas.

O que a senhora diria às pessoas que a acusam de islamofobia?

Há organizações e líderes muçulmanos que sustentam que o Islã não é o problema. O termo (“islamofobia”) foi fabricado para calar qualquer discussão ou crítica ao Islã. Foi criado por quem quer promover a ideia da sharia.

Como os governos locais e a comunidade internacional podem combater o extremismo?

Podem fazer isso encorajando a reforma, ajudando as organizações que propõem mudanças, confrontando a ideologia radical e propagando a narrativa da vida, da vida antes da morte, na Terra, em vez de vida após a morte.

http://oglobo.globo.com/mundo/escritora-ativista-perseguida-por-criticas-ao-isla-primeiro-passo-para-mudar-na-atitude-16435613

SALVAR OS CRISTÃOS ORIENTAIS

“Salvando cristãos orientais de extermínio. Este não é um problema local. É um caso que desafia a consciência da humanidade”, diz Jacques Julliard em seu editorial. E este é também o significado da petição assinada por várias personalidades como Jean d’Ormesson. Seu objetivo? Apelo ao governo francês a intervir “para uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU, de modo que dê um fim ao genocídio cultural que está sendo cometido”.

A guerra oculta de derramamento de sangue no Oriente Médio por anos se revela como a erradicação da Cristandade em lugares onde ela nasceu. Recentemente, a tendência se acelerou. A Primavera Árabe foi acompanhada por um inverno cristão. Em vista da geopolítica, é pouco, em termos de uma religião minoritária aqui sem influência política, exceto no Líbano. À luz da civilização, é um caso de capital, que os ocidentais não medem esforços para ignorar e juram que não são cristãos, mas os islamitas chamam-nos de “cruzados”.

Esta situação dramática é parte de um contexto global que não é menor. Entre as religiões, o cristianismo em seus vários “nomes”, é o único que tem sido sistematicamente perseguido: em 50 países, de acordo com a ONG internacional “Portas Abertas”, que é há quase sessenta anos um observatório da perseguição dos cristãos no mundo. 50 países, incluindo 36 em que o Islão é o principal culpado: o Oriente Médio, Ásia Central para a Palestina e agora, os países africanos da região do Sahel, onde um quinto dos cristãos do mundo são confrontados o sétimo muçulmanos. Note, porém, que o país mais violentamente anti-cristão no mundo é a Coréia do Norte, onde a posse de uma Bíblia é passível de pena de morte, e pelo menos 50 mil cristãos – um quarto da força de trabalho – são presos ou detidos em campos de trabalho.

Os cristãos são as primeiras vítimas das mudanças recentes do mundo muçulmano, não há Al Qaeda, Daech, Boko Haram. Há muitas vezes os governos, com atitudes que vão desde a falta de proteger as minorias religiosas de perseguições à impunidade dos autores. Quanto às formas de perseguição, eles vão desde a discriminação no emprego público para os massacres, através de toda a gama de métodos convencionais de barbárie: deslocamento forçado, agressão física, estupro, sequestro, detenção arbitrária, destruição de igrejas e outros lugares de culto à repressão feroz.

Através do caso de perseguição de outras religiões, é evidente que o islamismo não é o fato de um bando de bárbaros fanáticos enviados ao Iraque, Síria, Nigéria: é tanto uma ideologia e um conjunto de comportamentos que são agora representados em quase todo o mundo muçulmano, e cuja ponta é jihadismo avançado, ou seja, a guerra santa contra os inimigos da fé: ateus, crentes de outras religiões, incluindo os cristãos, mas não exclusivamente, e, finalmente, não-muçulmanos sunitas; porque deve-se notar que é principalmente em Sunnism que estão desenvolvendo novas formas de intolerância e desumanidade. O problema não é só local, mas internacional: testemunhar a composição da coalizão que foi formada para lutar contra o Estado Islâmico ao lado dos principais países ocidentais, há também a Arábia Saudita, Jordânia, Qatar os Emirados Árabes Unidos, Marrocos. A questão da participação do Irã, coração e cidadela do xiismo, ainda está em discussão. De certa forma, os jihadistas já ganharam, impondo ao mundo o princípio da guerra religiosa. Amanhã, o objetivo da coalizão, que visa territórios conquistados pelo EI no Iraque e na Síria poderia ser expandido para a Líbia, com a participação ativa do Egito e Itália.

Em meio à essa turbulência, no Oriente Médio os cristãos estão lutando para encontrar o caminho e para serem ouvidos. Eles são as primeiras vítimas das recentes mudanças. As ditaduras militares que dominaram a região deu-lhes alguma proteção: Saddam Hussein, um sunita, foi ele próprio uma minoria no Iraque; Foi a mesma família Assad, Alawita, na Síria. No Egito, os coptas tinham sido envolvidos no poder sob Sadat e depois sob Mubarak. Paradoxalmente, o caráter popular da Primavera Árabe foi a sua pior das hipóteses, a partir do momento que animou os democratas foram suplantados por islâmicos, incluindo a Irmandade Muçulmana, e, consequentemente, os jihadistas. Portanto, depois de participar de uma maioria na revolta anti-Assad na Síria, eles foram rápidos a mudar de lado quando tinha precedência sobre os democratas na rebelião.

Contudo, a França, protetor tradicional de séculos de minorias cristãs no Oriente Médio, parece ter ignorado este fato, ao decidir, contra os Estados Unidos, para uma intervenção contra Assad na Síria. E não mais hoje, onde ele tenta manter o equilíbrio entre Assad e os jihadistas. É verdade que é difícil fazer uma aliança com um chefe de Estado responsável pela morte de 200 mil pessoas em sua própria população. Mas estrategista sabe que terá que distinguir em todos os momentos entre o principal inimigo e o inimigo secundário. Mas Assad não ameaça a França, perto ou longe. E, afinal, Roosevelt, Churchill e de Gaulle não hesitaram um momento para derrotar Hitler e hitlerismo, se aliar à Stalin, cujas vítimas, em sua própria população totalizou na casa dos milhões e até dezenas de milhões!

Comunidades cristãs na região estão lá, e certamente antes dos próprios muçulmanos. Não é à toa que a palavra “copta”, ou seja, cristãos do Egito, significa “egípcio” em grego antigo. Copta (entre 7% e 10% da população), portanto, consideram, com razão de serem os mais antigos habitantes do país e os descendentes dos faraós. Em meados de fevereiro, 21 deles foram sequestrados e assassinados na Líbia por um grupo islâmico que reivindica Daech. Esta decapitação em massa, que é o primeiro de seu tipo na propaganda do grupo, resultou na imprensa francesa com pequeno comentário e muito pouca emoção. Como se o Ocidente já havia abandonado à sua sorte; como se fosse considerado o Islã adquiriu a propriedade exclusiva desta parte do mundo. Segunda-feira, 23 fevereiro, informou-se que 200 cristãos assírios que vivem em aldeias no nordeste da Síria foram sequestrados pela organização do Estado islâmico. Vinte recém-lançados contra o resgate. Este rapto em massa em plena conformidade com os métodos de Boko Haram na Nigéria e ninguém apareceu na TV.

Estes crimes horríveis têm atraído menos emoção legítima e necessária do que a despertada pela destruição por membros do Estado Islâmico das estátuas e esculturas do pré-islâmica Mosul Museum. Como se a vida dos cristãos orientais fosse menos valiosa do que os tesouros artísticos da humanidade.

Dadas estas abominações, Le Monde e Libération, em particular, têm mostrado uma notável discrição, o que contrasta com a indignação, não menos necessária e não menos legítima, que acompanha todas as manifestações de “islamofobia” felizmente menos sangrenta na maioria dos casos.

Eu digo que o silêncio que acompanha o genocídio espiritual e a destruição dos cristãos orientais é uma vergonha. Salvar cristãos orientais de extermínio não é um problema local, é uma questão que diz respeito à consciência universal. Nos encontros das Nações Unidas, o Ocidente, que sempre reafirma os direitos humanos, não faz um pronunciamento sobre os cristãos, uma religião que foi e continua sendo sua maior parte.

Por Jacques Julliard

Tradução: Marcelle Torres

Publicado em 6 de março de 2015.

http://www.marianne.net/sauver-les-chretiens-orient-100231818.html