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Seis migrantes sequestraram e mantiveram belga como escrava sexual por meses

As autoridades italianas estão investigando as alegações de uma mulher belga de 32 anos que afirma ter sido sequestrada por seis migrantes e forçada à escravidão sexual por dois meses.

A vítima de 32 anos alegou ter sido sequestrada por seis imigrantes tunisianos e mantida de janeiro a fevereiro de 2017 na cidade de San Remo, na Riviera Italiana.

Investigadores dizem que a mulher, que mora na Côte d’Azur, se aproximou de um dos homens envolvidos que se ofereceram para vender drogas na noite de 10 de janeiro.

O homem aproveitou a oportunidade para forçar a mulher a ir a uma das casas dos migrantes, onde ela disse que foi repetidamente estuprada enquanto estava amarrada a uma cama.

Segundo a vítima, os seis homens eram todos da Tunísia e tinham entre 23 e 50 anos de idade.

Ela também descreveu que um deles iria ficar de guarda na casa para se certificar de que ela não teria oportunidade de escapar e, em seguida, os homens começaram não só revezando nos estupros, mas também cobraram de outros homens para estuprá-la também. 

A mulher acabou sendo libertada e os seis homens foram todos presos. A vítima deve testemunhar no caso em uma audiência marcada para o dia 25 de janeiro.

Imagem e informações Voice of EuropeVoice of Europe

Itália: 2 imigrantes ilegais presos por envolvimento em estupro coletivo e morte de adolescente

Na noite de quarta-feira, duas prisões foram feitas em conexão com o estupro e possível assassinato da garota italiana de 16 anos, Desiree Mariottini.

A adolescente foi encontrada morta em um prédio abandonado em um subúrbio de Roma. Acredita-se que ela tenha sido drogada e estuprada enquanto estava inconsciente, dizem os investigadores.

Dois imigrantes ilegais foram presos : Mamadou Gara, 26, e Brian Minteh, 43. Eles são suspeitos de violência sexual, traficar drogas e homicídio.

Um terceiro suspeito também foi encontrado, mas a polícia está investigando seu papel no drama letal. Fontes italianas disseram que a polícia está tentando rastrear outros dois suspeitos também.

Dois imigrantes ilegais foram presos ontem à noite pelo estupro e morte de Desirée, e outros dois são procurados“, disse o ministro do Interior e vice-premier Matteo Salvini através do Twitter.

“Obrigado à polícia. Farei tudo para que os vermes culpados desse horror paguem por sua vileza”, acrescentou.

Ontem nós já informamos o que uma testemunha disse quando chegou ao local:

“Eles a drogaram e estupraram… A garota estava gritando… Eu olhei para a jovem gritando e havia outra garota na cama: eles colocaram um cobertor na cabeça, mas a cabeça dela podia ser vista. Eu não sei se ela estava respirando, mas ela já parecia morta, porque a outra garota estava gritando e dizendo que ela estava morta.

Imagem e informação Voice of Europe

Cidades abandonadas da Itália recebem refugiados para tentar renascer

Muitas delas, principalmente no Sul, estavam perdendo habitantes e recursos governamentais.

A Itália é um dos núcleos da História, mas muitas de suas cidades estavam sendo vencidas pelo tempo. Cidades pequenas, verdadeiros vilarejos envelheciam em um silêncio crescente como o crepúsculo. E se apagavam em praças solitárias, verdadeiros refúgios de lembranças e principais companhias de seus habitantes.

Então um drama que assolou a humanidade, cujo ápice se iniciou em 2015, tornou-se uma solução para esses locais da “Velha Bota”. Milhares de refugiados, que atravessaram o mar em busca de acolhimento, acabaram encontrando aconchego justamente em um dos berços da civilização.

A Itália é dividida em várias regiões autônomas e esse municípios não necessitam de uma autorização do poder central para alojar os novos moradores e inseri-los na economia local.

A vinda dos refugiados, muitos deles oriundos da Síria, serviu como um bálsamo para a revitalização das cidades. Eles começaram a trabalhar em profissões como pedreiros, costureiras, vendedores, em confecções, indústrias e no artesanado de províncias como Calábria, Campania, Basilicata e Puglia. Segundo Patrícia, além de reativar setores como o comércio, os municípios começaram a receber mais verbas do governo.

— Os refugiados estão contribuindo para o desenvolvimento local, com a revitalização da cidade. Isso acontece principalmente no Sul, onde há mais carência econômica. Cada cidade recebe uma verba por número de habitantes, por isso para a cidade é interessante se revitalizar, caso contrário não irá receber um repasse suficiente.

A Acnur (Agência da ONU para Refugiados) alertou na quarta (18) que a situação dos refugiados continua crítica na maioria dos países. Em torno de 60 milhões de pessoas estão hoje deslocadas à força, das quais cerca de 20 milhões são refugiados que fugiram para outros países

— Muitas províncias se encontravam em uma situação extremada. Ou faziam a sua reestruturação ou, conscientemente, iriam morrer aos poucos.

A agência diz que o financiamento da ajuda humanitária não está sendo suficiente para acompanhar o ritmo dos deslocamentos. Enquanto isso, cidades italianas remontam suas origens históricas e se preparam para um novo Renascimento graças aos refugiados. Transformando o inferno de Dante Alighieri na Dolce Vita de Frederico Fellini. No encontro do trabalho com a solidariedade.

O Preço Moral de Aplacar o Irã

por Mohshin Habib

  • Ambos os líderes, da França e da Itália deixaram de lado seus valores para aplacar o presidente do Irã.
  • Na França os manifestantes exigiram que o Presidente François Hollande repudiasse, perante o presidente iraniano, a violação dos direitos humanos em seu país. A liderança da França, no entanto, não levantou assuntos dessa natureza. Muito pelo contrário, o Sr. Rouhani foi recepcionado como celebridade.
  • Segundo um relatório de 659 páginas publicado pela organização internacional não governamental Human Rights Watch, as violações dos direitos humanos no Irã sob o governo de Rouhani não param de aumentar. Os usuários das redes sociais, artistas e jornalistas se defrontam com sentenças cruéis com respeito a duvidosas acusações sobre segurança.
  • Em novembro, o Supremo Tribunal do Irã manteve uma sentença do tribunal penal que condenava Soheil Arabi à morte por ele ter “insultado o Profeta” em postagens no Facebook e por “corrupção na terra”.

Logo após assinar o acordo nuclear do Irã com eles mesmos, o Irã ainda não o assinou, e mesmo se tivesse assinado, o acordo não teria força de lei, os membros do P5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU além da Alemanha) vêm mostrando sua avidez em aprimorar as relações com seu parceiro imaginário.

No mês passado, após a suspensão das sanções internacionais, o presidente do Irã Hassan Rouhani realizou uma viagem de cinco dias à Itália e França.

Autoridades dos países anfitriões estavam tão entusiasmados em darem boas vindas ao presidente iraniano, como se não soubessem das múltiplas violações do Irã do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (NPT), que o Irã assinou em 1968. Parecia que eles também não sabiam da expansão do Irã na Síria, Líbano e Iêmen, bem como o contínuo papel do Irã como patrocinador do terrorismo global.

A despeito de ambos os líderes, da França e da Itália parecerem ávidos em aplacar o presidente do Irã, em Paris milhares de manifestantes se concentraram nas ruas paraprotestarem contra a visita do Sr. Rouhani, e encenarem execuções para ressaltar as execráveis violações dos direitos humanos no Irã. Em 2014, por exemplo, pelo menos nove pessoas foram executadas sob a acusação da moharebeh (“hostilidade contra Deus”).

Hoje mesmo, dezenas de menores infratores permanecem no corredor da morte no Irã. De acordo com a lei iraniana, meninas a partir dos 9 anos de idade e meninos a partir dos 15 podem ser sentenciados à pena capital. Um recente relatório da Anistia Internacional classificou o Irã como um dos países mais facínoras do mundo quanto à execução de menores de idade. Malgrado o fato do país ter ratificado a Convenção Internacional Sobre os Direitos da Criança, que abole o uso da pena de morte contra criminosos com menos de 18 anos de idade, a ONU estima que 160 menores se encontram no corredor da morte.

A delegação iraniana, segundo o jornal The New York Times, pediu aos funcionários do alto escalão italiano que escondessem todas as estátuas no caminho que leva ao grande hall dos Museus Capitolinos, onde ocorreu uma entrevista coletiva à imprensa com o Primeiro Ministro Matteo Renzi e o presidente iraniano, para evitar “constrangimento” de Rouhani, que se considera moderado e reformista. De modo que na primeira parada da visita à Europa do Sr. Rouhani, estátuas foram encaixadas em enormes caixotes brancos. Além disso, “o púlpito foi colocado ao lado, e não na frente, de uma estátua equestre do imperador Marco Aurélio, ao que tudo indica, para evitar que fossem exibidas imagens do aparelho genital do cavalo nas fotos dos noticiários”.

Assim como qualquer tipo de imagem é haraam (proibida) no Islã, qualquer tipo de estátua é considerada idolatria.

Muitos italianos expressaram indignação sobre a decisão de censurar as estátuas. Elesacusaram o governo de trair a história e a cultura italiana em nome de interesses econômicos.

Uma organização iraniana de direitos das mulheres, My Stealthy Freedom (Minha Liberdade Clandestina), desaprovou a decisão do governo italiano. Em uma postagem em sua página no Facebook, o grupo assinala:

“Profissionais italianas da área política, vocês não são estátuas, manifestem-se. Roma cobre estátuas de nus em sinal de respeito à presença do presidente do Irã na Itália e a República Islâmica do Irã cobre as diplomatas italianas no Irã. Querida Itália. Ao que parece a senhora respeita os valores da República Islâmica, ao passo que a República Islâmica do Irã não respeita nossos valores nem a nossa liberdade de escolha. Ela até obriga as mulheres não muçulmanas a se cobrirem no Irã…”

Na França os manifestantes exigiram que o Presidente François Hollande repudiasse, perante o presidente iraniano, a violação dos direitos humanos em seu país. A liderança da França, no entanto, não levantou assuntos dessa natureza. Muito pelo contrário, o Sr. Rouhani foi recepcionado como celebridade.

Foram assinados importantes acordos comerciais. A fábrica de automóveis Peugeot e a maior fábrica de veículos do Irã, Khodro, fecharam uma parceria de €400 milhões. A gigante francesa Total assinou um Memorando de Entendimentos para a compra de petróleo bruto do Irã. Segundo consta, a Total iniciará a importação de 160.000 barris de petróleo por dia a partir de 16 de fevereiro. Doze dias depois que o Ocidente suspendeu as sanções econômicas, a Airbus anunciou que a Iran Air comprará 118 novas aeronaves. O custo estimado é de US$25 bilhões.

O Primeiro Ministro da França Manual Valls comemorou os acordos comerciais fechados com o Irã. “A França está aberta para o Irã,” ressaltou Valls.

Em sua recente visita a Teerã, o Ministro das Relações Exteriores da Alemanha Frank Walter Steinmeier, pediu ao presidente iraniano para que ele não deixe de visitar a Alemanha quando da sua próxima viagem à Europa.

Enquanto isso, de acordo com um relatório do Departamento de Estado dos EUA, o Irã se comprometeu a continuar dando assistência às milícias xiitas no Iraque. Muitas dessas milícias foram canalizadas para a Síria e já estão lutando ao lado do regime de Assad. O governo de Rouhani também continua dando suporte ao grupo radical libanês Hisbolá e aos militantes palestinos em Gaza.

Durante muitos anos o presidente iraniano manteve estreitas relações com os líderes do Hisbolá, incluindo Abbas Moussavi (ex-líder do Hisbolá que foi morto em 1992) e Hassan Nasrallah. Em março de 2014, o Sr. Rouhani prometeu publicamente dar suporte ao Hisbolá.

O Ministro da Defesa de Rouhani é um ex-oficial do Corpo de Elite da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Brig. Gen. Hossein Dehghan. Ele comandou as forças do IRGC no Líbano e na Síria nos anos de fundação do Hisbolá, de 1982 a 1984.

Em setembro último, Dehghan ressaltou que Teerã continuará armando o Hisbolá, Hamas e qualquer outro grupo que faça parte da “resistência” contra os Estados Unidos e Israel. O Irã segundo ele considera os Estados Unidos o Grande Satã.

O “Hisbolá” enfatizou Dehghan, “não necessita do nosso fornecimento de foguetes e armamentos. Israel e os EUA precisam saber disso. Hoje, o Hamas, a Jihad Islâmica e o Hisbolá têm condições de gerir suas próprias fontes de recursos e de fabricar seus próprios armamentos. Mesmo assim não devemos nos abster de apoiá-los”.

Assim como no caso de Dehghan, praticamente todas as nomeações de Rouhani foram para ex-membros do IRGC ou de outras instituições revolucionárias, como os Ministérios do Judiciário e da Inteligência do Irã.

As violações de direitos humanos no Irã sob o governo de Rouhani não param de aumentar. Um relatório de 659 páginas publicado pela organização internacional não governamental Human Rights Watch concluiu que as autoridades iranianas impuseram recorrentemente restrições à liberdade de expressão e à diferença de opinião. “Em um forte aumento, comparado aos anos anteriores, o Irã executou mais de 830 prisioneiros”.

Desde que Hassan Rouhani (direita) se tornou presidente do Irã, a escalada de execuções transformou o país em campeão mundial em penas de morte per capita.

Os usuários das redes sociais, artistas e jornalistas se defrontam com sentenças cruéis com respeito a duvidosas acusações sobre “segurança”. Em maio de 2014, quatro rapazes e três moças, que não estavam usando véus, foram presos depois que um vídeo mostrando-os dançando ao som da música popular “Happy” viralizou pelas redes sociais no YouTube. Eles foram sentenciados a penas que podem chegar a um ano de cadeia e 91 açoites sob várias acusações, incluindo “relações ilícitas”.

Em novembro, o Supremo Tribunal do Irã manteve uma sentença do tribunal penal que condenava Soheil Arabi à morte por ele ter “insultado o Profeta” em postagens no Facebook e por “corrupção na terra“.

http://pt.gatestoneinstitute.org/7540/aplacar-ira

Países falharam ao lidar com crise de refugiados, diz presidente da Comissão Europeia

Até agora, apenas 272 pessoas que chegaram à Grécia e Itália foram realocadas para outras nações do bloco.

BRUXELAS — O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, criticou nesta sexta-feira os Estados Membros da UE que não cumpriram seus compromissos em realocar até 160 mil requerentes de asilo que chegaram à Grécia e à Itália. O líder europeu classificou como “inaceitável” a recusa de países em acolher imigrantes e disse estar cansado em ser acusado de não tomar as medidas necessárias para lidar com o grande fluxo de imigrantes que chegou ao continente.

— Não é a Comissão que falhou, mas alguns Estados membros que não cumpriram seus compromissos — disse Juncker durante uma entrevista coletiva. — Não é possível que uma proposta da Comissão, adotada pelo Conselho e Parlamento Europeus sobre a realocação dos refugiados não seja aplicada logo.

Até agora, o plano lançado pelo bloco em setembro para repartir 160 mil refugiados que haviam desembarcado em solo grego ou italiano só conseguiu realocar menos de 272 pessoas em outros países, segundo o último balanço divulgado. O projeto de levar imigrantes diretamente para nações fora da UE, como a Turquia, também caminha a passos de tartaruga.

Além disso, as nações da UE também estão falhando em devolver aos países de origem aqueles que não conseguem atingir os requisitos necessários para serem integrados ao bloco. Das centenas de milhares de pessoas que chegaram desde setembro, menos de 900 foram mandadas de volta para casa.

Outro ponto de preocupação é o Acordo de Schengen, como é conhecido o tratado de livre circulação entre os países europeus signatários, sob ameaça após vários países decretarem controles nas fronteiras. Para Juncker, o desemprego no país pode aumentar se o sistema deixar de existir.

— Schengen é um das maiores conquistas do processo de integração europeu. Sem o livre movimento de trabalhadores ou a liberdade de trânsito para os cidadãos, o euro não tem sentido — afirmou. — Menos Schengen significa menos emprego e crescimento econômico.

Só no ano passado, mais de um milhão de refugiados chegaram ao continente após fugirem de conflitos armados e da pobreza no Oriente Médio, África e Ásia, vindos principalmente da Síria, do Iraque e do Afeganistão.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/paises-falharam-ao-lidar-com-crise-de-refugiados-diz-presidente-da-comissao-europeia-18481154#ixzz3xKi7BuU9

Europa prepara-se para duplicar o orçamento de resposta à crise dos refugiados

Eslováquia insiste em recusar a quota de refugiados que lhe foi atribuída e ameaça levar a União Europeia a tribunal.

Os líderes dos Vinte e Oito reúnem-se esta quarta-feira em Bruxelas para tentarem dar uma primeira resposta unificada à maior vaga de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, embora ainda sejam evidentes as divisões entre Estados-membros sobre a melhor linha de acção.

Para além do contestado sistema de quotas para a distribuição de refugiados pela União Europeia, a Cimeira de Líderes vai discutir um pacote de milhares de milhões de euros para os países europeus da linha da frente do fluxo migratório, vizinhos de fora da Europa com um grande encargo de refugiados e ainda linhas de apoio humanitário. Está em causa, como afirmou o presidente da Comissão Europeia antes do início do encontro, “quase o dobro dos recursos para atacar a crise de refugiados”: de 4600 milhões de euros para 9500 milhões.

Jean-Claude Juncker propõe um fundo de emergência de 100 milhões de euros para os Estados-membro mais afectados pela passagem de refugiados, outro de 600 milhões de euros para agência europeias de fronteira, a accionar em 2016, e mais 200 milhões de euros, já este ano, destinados ao Programa Alimentar Mundial.

Os líderes dos Vinte e Oito vão ainda discutir o envio de 700 milhões de euros para a Sérvia e Macedónia e para a Turquia, que alberga cerca de 2,2 milhões de refugiados, um montante que pode chegar aos 1000 milhões de euros. Valores avançados pelo diário britânico Guardian.

Não se espera uma Cimeira de Líderes pacífica. Na terça-feira, quatro Estados-membro votaram contra o plano de distribuição de 120 mil refugiados da Grécia e Itália, dois dos países mais afectados. Destes quatro votos negativos, apenas a Eslováquia insistia nesta quarta-feira em não aceitar a fatia de 802 pessoas que lhe foi atrikbuída. O primeiro-ministro eslovaco disse nesta quarta-feira que não só vai ignorar o sistema de quotas como apresentará também uma queixa no Tribunal de Justiça da União Europeia, no Luxemburgo, por considerar que a soberania do seu país não foi respeitada.

“Vamos seguir em duas direcções: a primeira, apresentar uma queixa no tribunal de Luxemburgo… a segunda, não implementar [o acordo] dos ministros do Interior”, disse Robert Fico, ainda durante a manhã, a horas de começar o encontro dos Vinte e Oito.

República Checa, Hungria e Roménia, os outros três votos contrários, admitiram já que não vão desafiar a vontade dos outros Estados-membro na Cimeira de Líderes. Fazem-no relutantemente e podem aproveitar o encontro desta quarta-feira para se fazerem ouvir. As principais críticas vindas destes países do Centro da Europa dirigem-se aos países mais ricos do Norte, a quem acusam de provocar grandes fluxos migratórios com as suas políticas mais inclusivas.

Uma das principais figuras da resposta autoritária na Europa à chegada de refugiados é o primeiro-ministro húngaro, Victor Orbán. A Hungria está a construir várias vedações nas suas fronteiras, primeiro com a Sérvia e agora com a Croácia. Isto para além de ter criminalizado a imigração ilegal e de ter concedido esta semana mais poderes ao exército para travar o caminho de quem tenta entrar irregularmente no país.

Antes de seguir para Bruxelas, Orbán esteve na Alemanha, a quem acusou de “imperialismo moral” e a quem pediu mais autonomia para a política de migração húngara. “Mesmo que a Alemanha decida aceitar a migração em massa, por favor não faça com que o mesmo seja obrigatório para os outros”, disse.

Bruxelas vai também discutir novas medidas de registo para quem chega irregularmente à Europa, como sistemas para a recolha de impressões digitais, por exemplo, e sistemas mais rápidos de documentação de refugiados e migrantes. Mais do que isto, segundo escreve a Reuters, Grécia e Itália devem ouvir dos seus parceiros pedidos para que restrinjam o movimento para a Europa de quem chega pelo Mediterrâneo.

A oposição eslovaca

O que a Eslováquia rejeita é um modelo de distribuição voluntária de refugiados, que substituiu, no início da semana, um primeiro formato, esse obrigatório. Mas há ambiguidades. A União Europeia funciona por tratados, que são vinculativos mesmo para quem votou contra eles. A decisão da maioria dos ministros europeus, que se espera que seja aprovada nesta quarta-feira, aplica-se por isso aos quatro países que votaram contra. Em todo o caso, não estão previstas sanções para os Estados-membro que não cumpram a sua quota.

http://www.publico.pt/mundo/noticia/eslovaquia-quer-por-uniao-europeia-em-tribunal-por-impor-quotas-de-refugiados-1708734

Milionário egípcio se oferece para comprar uma ilha para os refugiados

Naguib Sawiris quer declarar independência de ilha na Grécia ou Itália.
‘Proporcionarei trabalho na construção do novo país’, diz empresário.

O multimilionário egípcio Naguib Sawiris se ofereceu para comprar uma ilha em águas da Grécia ou da Itália para acomodar os milhares de migrantes que fogem da Síria ou de outros conflitos.

O magnata das comunicações anunciou a iniciativa no Twitter.

“Grécia ou Itália, me vendam uma ilha, declararei sua independência, abrigarei lá imigrantes e proporcionarei trabalho na construção do novo país”, acrescentou.

Sawiris disse, em entrevista à televisão local, que contatará os governos grego e italiano para abordar este plano.

“Há dezenas de ilhas desertas onde podem caber milhares de refugiados”, afirmou ainda, acrescentando que uma ilha grega ou italiana deve custar entre 10 e 100 milhões de dólares. Também admitiu que a ideia poderá enfrentar obstáculos de ordem jurídica.

Segundo ele, no início haveria abrigos temporários, mas depois seriam criados empregos para construir casas, escolas e hospitais.

“E, se as coisas melhorarem, se eles desejarem voltar a seus países de origem, podem voltar”, explicou Sawiris, cuja família é proprietária do famoso balneário El Gouna, no litoral do Mar Vermelho egípcio.

Sawiris é presidente da operadora de telecomunicações Orascom TMT e de um canal de televisão egípcio.

Mais de 2.300 pessoas morreram no mar tentando alcançar a Europa desde janeiro.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/09/milionario-egipcio-se-oferece-para-comprar-uma-ilha-para-os-refugiados.html

Prefeito de Roma adverte para risco de atentados durante Ano Santo

Ano Santo será realizado de dezembro de 2015 a novembro de 2016.
Tradição é celebrada a cada 2 anos e permite perdão pela penitência.

O prefeito de Roma, Ignazio Marino, advertiu nesta quinta-feira para o risco de atentados na capital durante o Ano Santo convocado pelo Papa e que será realizado entre dezembro de 2015 e novembro de 2016.

“É o primeiro Jubileu que é celebrado desde 11 de setembro de 2001 e em tempos do EI”, a organização jihadista Estado Islâmico, explicou Marino em uma entrevista ao jornal “Corriere della Sera”.

“Todas as indicações que temos dos serviços de inteligência americanos e dos prefeitos americanos com quem falei recentemente falam de riscos concretos de atos terroristas na Itália e em Roma”, disse.

O Ano Santo, também chamado de Jubileu, é uma tradição da igreja católica que em teoria é celebrada a cada 25 anos e que permite que os fiéis obtenham o perdão fazendo penitência.

O último Jubileu foi convocado em 2000 por João Paulo II, mas o papa Francisco decidiu no início deste ano convocar um a partir de dezembro chamado “Jubileu da Misericórdia”.

O prefeito de Roma também declarou que não pode “defender a capital contra o terrorismo apenas com os policiais municipais”, um convite ao governo para que reforce a segurança na capital.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/07/prefeito-de-roma-adverte-para-risco-de-atentados-durante-ano-santo.html

Ramo egípcio do EI reivindica atentado perto de consulado italiano no Cairo

O grupo jihadista Wilayat Sina (Província do Sinai), ramo da organização extremista Estado Islâmico (EI) no Egito, assumiu a autoria do atentado com carro-bomba que matou uma pessoa e deixou outras dez feridas em frente ao consulado da Itália no Cairo.

Em um breve comunicado divulgado nas redes sociais, o Wilayat Sina disse que o veículo transportava 450 quilos de explosivos.

“Os soldados do Estado Islâmico conseguiram detonar um carro-bomba que estava estacionado e levava 450 quilos de material explosivo em frente ao consulado italiano no centro do Cairo”, explicou a nota.

O grupo extremista, com base na Península do Sinai, aconselhou aos muçulmanos que se “afastem de todos estes edifícios oficiais porque são alvos dos ataques dos mujahedins (guerreiros santos)”.

O Ministério do Interior egípcio informou que os explosivos estavam em um veículo estacionado em frente ao consulado e foram detonados por controle remoto.

A forte explosão causou grande destruição na fachada do consulado, que estava fechado no momento do ataque, e em outros imóveis nos arredores.

Em Roma, o ministro das Relações Exteriores italiano, Paolo Gentiloni, afirmou que se trata de “um ataque direto contra a Itália” mas que não causou vítimas entre seus cidadãos.

O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, conversou por telefone com o presidente egípcio, Abdul Fatah al Sisi, e lhe ofereceu para “lutarem juntos contra o terrorismo e o fanatismo”.

Já o juiz egípcio Ahmed Fudali, aliado do presidente Abdul Fatah al Sisi, disse à Agência Efe no Cairo que o atentado tinha ele próprio como alvo, e que o ocorrido foi “uma tentativa de assassinato”.

Fudali explicou que estava na Associação de Jovens Muçulmanos, cuja sede fica na frente do consulado e na qual ocupa um alto cargo. Ele havia deixado o local pouco antes da explosão.

http://noticias.terra.com.br/mundo/africa/ramo-egipcio-do-ei-reivindica-atentado-perto-de-consulado-italiano-no-cairo,543763aa062a1895f69e888e479458ae52phRCRD.html

Mais de 3.700 imigrantes são resgatados no Mediterrâneo, diz Guarda Costeira italiana

Navios que patrulhavam o mar Mediterrâneo resgataram mais de 3.700 imigrantes de barcos lotados e sem segurança nos últimos dois dias, informou a Guarda Costeira italiana nesta terça-feira.

 Foto: Antonio Parrinello / Reuters
Imigrantes desembarcam em porto siciliano de Pozzallo. 23/6/2015.

Foto: Antonio Parrinello / Reuters

Barcos de diversos países, incluindo os participantes da missão da União Europeia batizada de “Triton”, foram ao resgate de 18 embarcações diferentes carregando 2.741 imigrantes na segunda-feira, disse uma porta-voz da Guarda Costeira.

Cerca de outros 1.000 imigrantes foram salvos em seis operações de resgate nesta terça-feira, segundo a Guarda Costeira. Eles viajavam num barco pesqueiro e em cinco botes de borracha.

Separadamente, quase 300 outros imigrantes resgatados há dois dias chegaram ao porto siciliano de Pozzallo nesta terça-feira a bordo de um navio do Médicos Sem Fronteiras. Autoridades também levaram para terra um cadáver num caixão de metal.

A vítima foi morta a tiros por homens que viajavam em outro barco, próximo à costa da Líbia, de acordo com o testemunho de imigrantes, relatou a mídia italiana. Um tribunal siciliano está investigando a morte.

A Itália está tentando convencer a União Europeia a ajudar a cooperar com a onda de imigrantes que chegam em embarcações lotadas do norte africano, com estimativas oficiais indicando um total de 60 mil pessoas até agora neste ano. Quase 2.000 morreram tentando fazer a travessia, de acordo com a agência de refugiados da Organização das Nações Unidas (ONU).

(Reportagem de Steve Scherer)

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/mais-de-3700-imigrantes-sao-resgatados-no-mediterraneo-diz-guarda-costeira-italiana,2625a6d0bebba8fe30a1967c5d4ae4e2zb1hRCRD.html