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Policiais do Reino Unido foram avisados ​​há dois anos sobre o suspeito da jihad de Londres

“A polícia foi avisada sobre suspeita há dois anos”, por Lisa O’Carroll, em “ataque de Londres: o Estado islâmico reivindica responsabilidade – atualizações ao vivo”, por Chris Johnston, Jamie Grierson, Nadia Khomami, Andrew Sparrow e Claire Phipps, Guardian , junho 4, 2017 (graças a Kamala):

A polícia foi avisada sobre o principal suspeito radicalizando crianças em um parque local há dois anos, revelou uma vizinha.

Erica Gasparri, uma mãe italiana de três pessoas que vive no mesmo complexo, disse que confrontou o homem, conhecido localmente como “Abs”, depois que seu filho chegou em casa e disse: “Mamãe, eu quero ser muçulmano”.

Gasparri foi então para o parque, onde disse que um “homem paquistanês” declarou: “Estou pronto para fazer o que eu tiver que fazer em nome de Deus. Estou pronto em nome de Deus para fazer o que precisa ser feito, inclusive matando minha própria mãe “.

Ela disse: “Levei quatro fotografias dele e entreguei à polícia. Eles acionaram a Scotland Yard quando eu estava lá e disseram que a informação havia sido encaminhada para Scotland Yard. Eles estavam muito preocupados. Eles me disseram para excluir as fotos para minha própria segurança, o que eu fiz, mas depois não ouvi nada. Isso foi há dois anos. Ninguém veio até mim. Se o fizessem, isso poderia ter sido evitado e as vidas poderiam ter sido salvas.”

“Ele se dirigia ao parque e conversava com eles sobre o Islã e ele também veio para as casas e deu dinheiro aos filhos e doces durante o Ramadã”.
Gasparri disse que contou a outros vizinhos, incluindo uma polonesa, que então avisou o suspeito de que ele havia sido denunciado na polícia.

Hoje, essa mulher disse que lamentava: “Eu não sabia que ele era um cara ruim. Talvez eu estivesse cega. “

Em uma fila de pé perto do apartamento do suspeito no domingo à noite, Erica disse à mulher polonesa: “Minhas primeiras impressões foi que ele era um radicalista

https://www.jihadwatch.org/2017/06/uk-cops-were-warned-two-years-ago-about-london-jihad-suspect

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Irã para o Hamas: Vamos nos aproximar “com base na jihad”

 

“Irã ao Hamas: Vamos nos aproximar ” com base na jihad “, de Dalit Halevy, Arutz Sheva , 26 de maio de 2017:

Funcionários iranianos estão expressando esperança de que a nomeação do novo líder do Hamas, Ismail Haniyeh, traga uma política que fortaleça os laços entre eles.

Kassam Soleimani, comandante das Brigadas Al-Quds do Irã, enviou uma carta a Haniyeh, felicitando-o pela sua nomeação como novo líder do Hamas.

Em uma carta publicada pela agência de notícias iraniana Mehr, Soleimani disse que espera um fortalecimento dos laços com o Hamas com base na jihad contra a “arrogância do mundo” (que significa os EUA) e seu satélite, o “sionismo”, que estão  “trabalhando para desviar a jihad da nação de sua bússola islâmica. “…

https://www.jihadwatch.org/2017/05/iran-to-hamas-lets-get-closer-on-the-basis-of-jihad

Flórida: Convertido ao Islã matou companheiros de quarto por desrespeitar sua nova fé

“Eu tive de fazer isto. Isso não teria acontecido se seu país não bombardeasse meu país. “

O país dele? Ele é americano. Mas, como tantos outros convertidos ao Islã, ele acredita que sua religião o comanda a cometer traição (bem como assassinato), e a dar sua lealdade apenas à ummha global, não à nação de seu nascimento e cidadania.

“Tampa PD: Muçulmano furioso mata companheiros de quarto por desrespeitarem a sua fé” , WFLA , 22 de maio de 2017:

TAMPA, Flórida (WFLA) – A polícia de Tampa disse que um suspeito de homicídio duplo disse que ele matou dois companheiros de quarto porque eles desrespeitaram sua fé muçulmana.

Durante uma entrevista, Devon Arthurs, de 18 anos, admitiu as mortes a tiros de Jeremy Himmelman e Andrew Oneschuk, e disse que todos costumavam ser amigos e compartilhavam crenças neonazistas. Arthurs diz que ele se converteu mais tarde em muçulmano e ficou zangado com o sentimento anti-muçulmano do mundo. Ele disse à polícia que queria chamar a atenção para sua causa.

O duplo homicídio aconteceu sexta à noite em Amberly Drive, em New Tampa.

A polícia de Tampa foi chamada para a Green Planet Smoke Shop e disse que Arthurs estava mantendo três pessoas sob a mira de uma arma. Segundo o relatório da polícia, Arthurs disse que matou alguém e ficou chateado com a América bombardeando  seu país muçulmano.

Quando a polícia apareceu, convenceram Arthurs a deixar os reféns ir e eventualmente algemá-lo.

O relatório da polícia diz que Arthurs fez referências a “Allah Mohammed!” E disse à polícia: “Eu tinha que fazer isso. Isso não teria acontecido se seu país não bombardeasse meu país. “

Enquanto ele estava sendo preso, Arthurs disse a um oficial que as pessoas em um apartamento estavam mortas ….

A polícia encontrou dois homens, mais tarde identificados como Himmelman e Oneschuk, mortos dentro do apartamento por ferimentos de bala.

https://www.jihadwatch.org/2017/05/florida-convert-to-islam-killed-roommates-for-disrespecting-his-new-faith

Iraquiana sequestrada pelo Estado Islâmico: ‘Fui vítima de jihad sexual’

As iraquianas Nadia Murad Basee e Lamiya Aji Bashar foram algumas das centenas de mulheres escravizadas pelo grupo autodenominado Estado Islâmico.

Uma vez libertadas, elas se tornaram porta-vozes das vítimas da campanha de violência sexual empreendida pelos extremistas.

Na semana passada, Nadia e Lamiya receberam da União Europeia o importante prêmio Sájarov à Liberdade de Consciência.

Confira abaixo a história de Nadia que a BBC Brasil publicou em março passado.

Quando integrantes do grupo autodenominado Estado Islâmico (EI) invadiram a aldeia de Nadia Murad no Iraque, mataram todos os homens, incluindo seis de seus irmãos.

Nadia é da minoria étnica e religiosa yazidi, considerada “infiel” pelos extremistas do EI.

Ela e centenas de outras mulheres yazidis foram sequestradas, vendidas e passadas de mão em mão por homens que as estupraram em grupo. Foram vítimas do que o EI chama de “jihad sexual”.

Nadia conseguiu fugir, mas acredita-se que milhares de mulheres continuem presas.

Nadia Murad está em Londres em campanha para chamar a atenção para seu povo.

O ataque

Em 3 de agosto de 2014, o EI atacou os yazidis em Sinjar, região no norte do Iraque próxima a uma montanha de mesmo nome. Antes disso haviam atacado locais como Tal Afar, Mosul e outras comunidades xiitas e cristãs, forçando a saída dos moradores.

“A vida em nosso vilarejo era muito feliz, muito simples. Como em outros vilarejos, as pessoas não viviam em palácios. Nossas casas eram simples, de barro, mas levávamos uma vida feliz, sem problemas. Não incomodávamos os outros e tínhamos boas relações com todos”, contou Nadia ao programa HARDtalk da BBC.

Nesse dia, diz ela, 3 mil homens, idosos, crianças e deficientes foram massacrados pelo EI.

Alguns conseguiram fugir e se refugiar no monte Sinjar, mas a aldeia estava longe da montanha e o EI cercou as saídas.

Perseguidos pelo EI, os yazidis reverenciam a Bíblia e o Alcorão, mas grande parte de sua tradição é oral

“Rodearam a aldeia por alguns dias mas não entraram. Tentamos pedir ajuda por telefone e outros meios. Sabíamos que algo horrível iria acontecer. Mas a ajuda não chegou, nem do Iraque nem de outras partes.”

Depois de alguns dias, o EI encurralou os moradores na escola da aldeia e ali seus militantes mantiveram homens, mulheres e crianças.

“Deram-nos duas opções: a conversão ao Islã ou a morte”, disse Nadia.

Nadia Murad Basee no Conselho Europeu em EstrasburgoImage copyrightEPA
Image captionUma vez libertada, Nadia Murad ganhou refúgio na Alemanha

Assassinatos, sequestros e estupros

Logo separaram os homens, cerca de 700. Levaram todos para fora da aldeia e começaram a baleá-los. Nove irmãos de Nadia estavam entre eles.

Seis dos irmãos de Nadia morreram ─ três ficaram feridos mas escaparam.

“Da janela da escola podíamos ver os homens sendo baleados. Não vi meus irmãos sendo atingidos. Até hoje não pude voltar à aldeia nem ao local da matança. Não há notícias de nenhum dos homens.”

Segundo Nadia, meninas acima de nove anos e meninos acima de quatro anos foram levados a campos de treinamento.

“Depois levaram umas 80 mulheres, todas acima de 45 anos, incluindo minha mãe. Uns diziam que haviam sido mortas, outros que não. Mas quando parte de Sinjar foi liberada encontrou-se uma vala comum com seus corpos”, conta.

Ao todo, 18 membros da família de Nadia morreram ou estão desaparecidos.

Nadia foi levada com outras mulheres. Havia cerca de 150 meninas no grupo, incluindo três sobrinhas dela.

Elas foram divididas em grupos e levadas em ônibus até Mosul.

“No caminho eles tocavam nossos seios e esfregavam as barbas em nossos rostos. Não sabíamos se iam nos matar nem o que fariam conosco. Percebemos que nada de bom iria ocorrer porque já tinham matado os homens e as mulheres mais velhas, e sequestrado os meninos.”

Ao chegar ao quartel-general do EI em Mosul, encontraram muitas jovens, mulheres e meninas, todas yazidis. Tinham sido sequestradas em outras aldeias no dia anterior.

A cada hora, homens do EI chegavam e escolhiam algumas meninas. Elas eram levadas, estupradas e devolvidas.

Nadia percebeu que esse também seria seu destino.

Após fugir com ajuda de uma família muçulmana sem conexão com o EI, Nadia viaja o mundo chamando a atenção para o drama do povo yazidi.

Estado IslâmicoImage copyrightAFP
Image captionEstado Islâmico controla grandes partes do Iraque e da Síria

Sem compaixão

No dia seguinte, um grupo de militantes do EI chegou. Cada um escolheu uma menina, algumas entre 10 e 12 anos.

“As meninas resistiram, mas foram forçadas a ir. As mais jovens se agarravam às mais velhas. Uma delas tinha a mesma idade de minhas sobrinhas, chorava e se prendia a mim.”

Quando chegou sua vez, Nadia foi selecionada por um homem bem gordo que a levou a outro andar. Um outro militante passou e o convenceu a levá-la ─ mas isso não mudou as coisas.

“O homem mais magro me levou até sua casa, tinha guarda-costas. Estuprou-me, e foi muito doloroso. Nesse momento percebi que teria sofrido do mesmo jeito, não importa com quem.”

Nenhum dos homens mostrou clemência. Todos estupraram as mulheres de forma violenta. “As coisas que fizeram foram horríveis. Nunca imaginamos que coisas tão terríveis aconteceriam conosco.”

Os extremistas podiam manter as mulheres por mais de uma semana, porém frequentemente elas eram vendidas após um dia ou até uma hora.

Algumas mulheres dos irmãos de Nadia estavam grávidas quando foram capturadas e deram à luz no cárcere.

Elas também foram levadas ao tribunal islâmico do EI e forçadas a se converter.

Nadia passou três meses com o homem que a levou. Durante esse período conseguiu conversar com alguns sequestradores.

Embora algumas áreas de Sinjar tenham sido liberadas, ainda há valas comuns por descobrir

“Perguntei por que faziam aquilo conosco, por que haviam matado nossos homens, por que nos estupraram violentamente. Disseram-me que ‘os yazidis são infiéis, não são um povo das Escrituras, são um espólio de guerra e merecem ser destruídos'”.

Ainda que a maior parte desses militantes fossem casados, as famílias – inclusive as mulheres – pareciam aceitar o que faziam, disse Nadia.

Em uma ocasião, ela pediu autorização para fazer uma chamada telefônica porque queria escutar uma voz familiar.

Disseram que poderia ligar para seu sobrinho por um minuto, mas com uma condição: “Que primeiro eu lambesse o dedo do pé que um homem havia coberto com mel.”

Muitas jovens na mesma situação se suicidaram, disse Nadia, mas essa não foi uma opção para ela.

“Acho que todos devemos aceitar o que Deus nos deu, sem importar se é pobre ou sofreu uma injustiça, todos devemos suportar.”

Ela tampouco questionou sua fé. “Deus estava cada minuto em minha mente, ainda quando estava sendo estuprada.”

Nadia tentou fugir pela primeira vez por uma janela, mas um guarda a capturou imediatamente e a colocou em um quarto.

Sob as regras do EI, disse Nadia, uma mulher se converte em espólio de guerra caso seja capturada tentando escapar. Colocam-na em uma cela onde foi estuprada por todos os homens do complexo.

“Fui estuprada em grupo. Chamam isso de jihad sexual.”

YazidisImage copyrightEPA
Image captionYazidis são perseguidos pelo Estado Islâmico

Fuga

Após esse episódio, Nadia não pensou em fugir de novo, mas o último homem com quem viveu em Mosul decidiu vendê-la e foi arranjar roupas para ela.

Quando ordenou que ela tomasse banho e se preparasse para a venda, ela aproveitou para escapar.

“Bati na porta de uma casa onde vivia uma família muçulmana sem conexão com o EI e pedi ajuda. Disse que meu irmão daria o que eles quisessem em troca.”

Por sorte, a família não apoiava o EI e a apoiou inteiramente.

“Deram-me um véu negro, um documento de identidade islâmico e me levaram até a fronteira.”

Agora livre, Nadia Murad se tornou uma ativista que viaja o mundo fazendo campanha para chamar atenção para a tragédia dos yazidis.

Segurança

Ela já visitou os EUA, Europa e países árabes, falou na ONU, conheceu parlamentares e líderes mundiais.

A resposta, contudo, tem sido lenta.

“Todos sabem o que é o Estado Islâmico. Escutam-me com atenção mas não prometem nada”, afirma.

“Dizem que analisarão o caso e verão o que é possível fazer, mas até agora nada aconteceu”, acrescenta.

Após um ano e meio do ataque, ainda há mulheres e meninas sequestradas.

A região ainda não foi completamente liberada. Nas regiões em que o EI foi expulso, há valas comuns ainda não descobertas.

Nadia espera voltar a seu vilarejo para ver o que sobrou e saber do destino dos desaparecidos.

“Juro por Deus que todos estamos muito cansados. Já se passou um ano e meio desde que isso nos aconteceu. Sentimos que estamos abandonados pelo mundo”, disse Nadia, às lágrimas.

“Mataram minha mãe. Meu pai morreu faz tempo. Meu irmão mais velho era como um pai para mim, mas também foi morto. Peço ao mundo que faça algo por nós.”

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-37834876

Terrorismo Jihadista: Você Acha Que É Só com os Judeus? Pense Bem.

por Giulio Meotti

  • Na última quinta-feira, 14 de julho, pelo menos 84 pessoas foram assassinadas na cidade francesa de Nice e dezenas ficaram feridas, em consequência de um atentado cometido por um terrorista islamista natural da Tunísia.
  • Independentemente de sermos pacifistas ou belicistas, gays ou heterossexuais, ateus ou cristãos, ricos ou pobres, blasfemos ou devotos, franceses ou iraquianos, para o terrorismo jihadista, isso não faz nenhuma diferença. Cada um de nós é um alvo: o terrorismo islamista é genocida.
  • Quando terroristas islamistas têm como alvo blogueiros dissidentes muçulmanos, longínquas mulheres yazidis ou meninas israelenses — issodeveria nos preocupar no Ocidente. Os islamistas estão apenas afiando suas facas nelas antes de virem atrás de nós.
  • Se nos calarmos hoje, seremos punidos pela nossa indolência amanhã.

Na última quinta-feira, 14 de julho, pelo menos 84 pessoas foram assassinadas na cidade francesa de Nice e dezenas ficaram feridas, em consequência de um atentado cometido por um terrorista islamista natural da Tunísia. O assassino jogou um caminhão de 19 toneladas em cima de uma enorme multidão que comemorava o Dia da Bastilha, feriado nacional da França, atropelando homens, mulheres e crianças ao longo de um trecho de 2km de avenida e de calçada.

Caminhão perfurado de balas usado por um terrorista islamista natural da Tunísia para matar 84 pessoas em Nice, França em 14 de julho de 2016. (Imagem: captura de tela da France24)

Em 2 de julho, nove cidadãos italianos foram massacrados por islamistas no ataque a um restaurante em Daca, Bangladesh. Eles foram torturados e mortos com “lâminas extremamente afiadas” brandidas por terroristas sorridentes que pouparam a vida daqueles que conheciam o Alcorão. Já faz quase um ano que bengaleses pobres têm experimentado esse tipo de massacres. Mas as vítimas bengalesas não eram ricos estrangeiros não muçulmanos — eram blogueiros anônimos muçulmanos, acusados de “blasfêmia“, foram assassinados com “lâminas afiadas” — cinco vítimas em 2015 e um estudante de direito em 2016, bem como um sacerdote hindu esfaqueado até a morte.

O mesmo ciclo aconteceu na Síria e no Iraque, onde os decapitadores do Estado Islâmico inicialmente visavam uma série de jornalistas ocidentais, em seguida expulsaram e mataram cristãos em Mossul e então desembarcaram em Paris com o objetivo de exterminar civis ocidentais.

Há duas semanas uma menina israelense de 13 anos foi morta a facadas enquanto dormia em sua cama. Assim como em Bangladesh o terrorista árabe palestino usou uma faca para matarHallel Yaffa Ariel. Não se trata de um simples assassinato, é uma carnificina que equivocadamente equipara a construção de um lar com o assassinato de uma criança. Os jornais italianos ocultaram a identidade dela. O Corriere della Sera, segundo maior jornal da Itália, estampou: “Cisjordânia: assassinada americana de 13 anos“.

Quando quatro israelenses foram assassinados no mês passado no restaurante Max Brenner em Tel-aviv, a mídia estrangeira também estampou com manchetes “equivocadas”. Do Le Monde ao Libération, a imprensa francesa usou a palavra “tiroteio” em vez de terrorismo. ACNN transmitiu a matéria sobre os “terroristas”, entre aspas. La Repubblica, o maior jornal da Itália, chamou os terroristas árabes palestinos de “agressores”.

O que significam essas manchetes distorcidas? Que nós, no Ocidente ingenuamente acreditamos que há dois tipos de terrorismo: o “terrorismo internacional” que visa os cidadãos ocidentais em Nice, Paris, Daca, Raqqa ou Tunísia; e o terrorismo “nacional”, que ocorre entre os árabes e Israel, diante do qual os judeus israelenses deve recuar e se render. Há também o “terror sem rosto”, como o de Orlando, onde um afegão-americano muçulmano massacrou 50 americanos e, todos, como de costume nos Estados Unidos se recusaram a usar a palavra “Islã”.

De acordo com Winston Churchill é a reação do contemporizador, “aquele que alimenta o crocodilo, esperando que ele será o último a ser devorado”. O problema é que independentemente de sermos pacifistas ou belicistas, gays ou heterossexuais, ateus ou cristãos, ricos ou pobres, blasfemos ou devotos, franceses ou iraquianos, para o terrorismo jihadista, isso não faz nenhuma diferença. Cada um de nós é um alvo: o terrorismo islamista é genocida.

Apesar dos belíssimos slogans como “Je Suis Charlie”, poucos no Ocidente mostraram solidariedade para com os cartunistas franceses do Charlie Hebdo. A maioria dos europeus acredita que os jornalistas estavam procurando sarna para se coçar e a encontraram. Ou pior ainda, conforme ressaltou o editor do Financial Times: eles foram “idiotas“. Mas depois do 7 de janeiro veio o 13 de novembro. A essa altura, ninguém mais culpava as caricaturas de Maomé pelos ataques terroristas em Paris.

Enquanto o Estado Islâmico escravizava e estuprava centenas de meninas yazidis, nossas intrépidas feministas no Ocidente estavam muito ocupadas lutando por um referendo irlandês sobre o casamento gay. Elas claramente não davam a mínima no tocante ao destino das suas “irmãs” yazidis e curdas. Elas estavam escondidas em algum lugar remoto e exótico no Oriente. Da mesma maneira que foram assassinados os blogueiros seculares em Daca.

Já está na hora de nos lembrarmos do famoso poema de Martin Niemöller, pastor cristão alemão que ficou preso em um campo de concentração durante 7 anos pelo regime nazista:

Primeiro vieram buscar os socialistas, eu me calei —
Porque eu não era socialista.

Depois vieram atrás dos sindicalistas, eu me calei —
Porque eu não era sindicalista.

Depois vieram buscar judeus, e eu não protestei —
Porque eu não era judeu.

Depois vieram me buscar —

Já não restava ninguém para me defender.

Nessa mesma linha, quando terroristas islamistas têm como alvo blogueiros dissidentes muçulmanos, longínquas mulheres yazidis ou meninas israelenses — que são escravizadas, açoitadas, estupradas ou assassinadas — isso deveria nos preocupar no Ocidente. Os islamistas estão apenas afiando suas facas nelas antes de virem atrás de nós.

Se nos calarmos hoje, seremos punidos pela nossa indolência amanhã.

Giulio Meotti, Editor Cultural do diário Il Foglio, é jornalista e escritor italiano.

http://pt.gatestoneinstitute.org/8497/terrorismo-jihadista-nice

Estado Islâmico lança aplicativo para crianças com vocabulário da jihad

Rifle, canhão e foguete são usados para ensinar letras do alfabeto árabe.
Jihadistas pegam em armas com o objetivo de impor um estado islâmico.

O grupo jihadista Estado Islâmico lançou um aplicativo para ensinar árabe para crianças que usa vocabulário da jihad (guerra santa), de acordo com o SITE Intel Group, que monitora as ações de jihadistas na internet. Segundo sua diretora, Rita Katz, o aplicativo dá exemplos de armas ao ensinar as letras do alfabeto árabe.

De acordo com Katz, o aplicativo associa a letra M à palavra “Madfa’e”, que em português quer dizer “canhão”, a letra B a “Bundiqiya”, ou “rifle” em português, e a letra S a “Sarokh”, que significa “foguete”.

“Este aplicativo é outro exemplo da doutrinação jihadista do Estado Islâmico, influenciando os jovens com sua ideologia violenta e radical”, afirma Katz no Twitter.

Os militantes do Estado Islâmico são chamados de jihadistas, nome dado aos integrantes da jihad, termo traduzido no Ocidente como “guerra santa”.

A palavra, originalmente, tem um significado mais espiritual, porém com o tempo passou a ser usado para designar a ação de grupos que pegam em armas com o objetivo de impor um estado islâmico ou para lutar contra aqueles considerados inimigos do Islã.

Islâmicos sunitas, seus militantes consideram os xiitas, grupo predominante no Iraque, como infiéis que merecem ser mortos e afirmam que os cristãos têm que se converter ao Islã, pagar uma taxa religiosa ou enfrentar a pena de morte.

Estado Islâmico lança aplicativo para ensinar árabe a crianças (Foto: Reprodução/ Twitter/ Rita Katz)Estado Islâmico lança aplicativo para ensinar árabe a crianças (Foto: Reprodução/ Twitter/ Rita Katz)
Fonte: G1

Europa: Suicídio via Jihad

  • Nas últimas duas décadas a Bélgica se tornou o centro nevrálgico da jihad na Europa. O distrito de Molenbeek em Bruxelas já é um território islamista estrangeiro no coração da Bélgica. O distrito, no entanto, não é um território sem lei: a Lei Islâmica (Sharia), para todos os efeitos, substituiu a lei belga.
  • Um dos organizadores dos atentados em Paris, Salah Abdeslam, vivia tranquilamente em Molenbeek durante quatro meses até que a polícia resolveu prendê-lo. A polícia belga sabia exatamente onde ele se encontrava, contudo só tomou providências após o pedido das autoridades francesas. Após a prisão, ele foi tratado como mero contraventor. A polícia não lhe perguntou nada sobre as redes jihadistas com as quais ele operava. Os policiais que o interrogaram foram instruídos a tratá-lo com delicadeza. Os elementos que o ajudaram a se esconder não foram indiciados.
  • Os líderes europeus disseminaram a ideia de que o Ocidente era culpado pela opressão dos muçulmanos. Consequentemente foram eles (europeus) que semearam o ressentimento antiocidental no meio muçulmano da Europa.
  • Na esperança de agradar os seguidores do Islã radical e mostrar-lhes que a Europa tinha condições de compreender suas “reivindicações”, eles optaram por pressionar Israel. Quando os europeus foram atacados, eles não conseguiram entender o porquê. Eles tinham dado tudo de si para agradar os muçulmanos. Eles sequer incomodaram os jihadistas.

 

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Por que as invasões do “islã imperialista” em terras cristãs europeias não são ensinadas nas escolas ocidentais?

Por Andréa Fernandes

Enquanto o meio acadêmico retrata o Ocidente no âmbito histórico como “imperialista” e “colonialista”, e o mundo islâmico como “vítima” desse terrível imperialismo europeu que subjugou povos muçulmanos pacíficos, no contexto educacional do Qatar e outros países árabes acontece exatamente o oposto. Segundo The Middle East Media Research Institute, vídeos publicados na internet ensinam crianças árabes sobre conquistas islâmicas na Europa. Os vídeos foram produzidos como software educativo para “meninos e meninas” na seção infantil do portal Islamweb.Net. Um grande número de “vídeos educativos” foi postado em várias contas do youtube.

Um desses vídeos narra “a conquista” de al-Andalus, que era ” a fim de espalhar a luz do Islã”. Diz o narrador de um desenho animado: “esta é a forma como o Islã entrou em al-Andalus, onde ele construiu uma grande civilização”.

Outro vídeo descreve a conquista de Belgrado, “a cidade fortificada que era o orgulho da Europa.” Os vídeos foram postados na internet, em fevereiro de 2016.

Vale lembrar, que essas “conquistas” heroicamente relatadas nada mais são que “invasões” de exércitos muçulmanos em terras cristãs europeias com o intuito de “submeter” os infiéis ocidentais ao islã. . Contudo, o relativismo que impera entre os intelectuais de esquerda insiste em caracterizar a jihad como esforço interior de todo muçulmano para alcançar virtudes religiosas, escamoteando o  fato de a mesma ter sido utilizada como um instrumento imprescindível de dominação contra os povos cujas terras eram invadidas pelos muçulmanos durante suas ações expansionistas na África, Oriente Médio e Ásia.

Segue abaixo o vídeo:

http://www.memritv.org/clip/en/5446.htm

Andréa Fernandes (advogada, internacionalista e presidente da ONG EVM)

 

França: Jihad Infecta o Exército e a Polícia

por Yves Mamou

  • Alguns policiais se recusaram abertamente a proteger sinagogas ou observar um minuto de silêncio em homenagem aos mortos, vítimas de ataques terroristas.
  • O fato de policiais estarem armados e terem acesso ao banco de dados da polícia só aumenta a angústia.
  • Em julho de 2015 quatro homens, um deles veterano da marinha, foram notificados a se apresentarem para interrogatório. Eles haviam planejado se infiltrar em uma base da marinha no sul da França, capturar um oficial de alta patente, decapitá-lo e publicar as fotos da decapitação nas redes sociais.

De acordo com um memorando confidencial, datado de janeiro de 2016, emitido pela unidade antiterrorista do ministro do interior francês, a França já hospeda 8.250 islamistas radicais (um crescimento de 50% em um ano).

Alguns desses islamistas foram para a Síria para se juntarem ao Estado Islâmico (EI), outros se infiltraram em todas as esferas da sociedade, começando pela polícia e forças armadas.

Um memorando confidencial vazado do Departamento de Segurança Pública, publicado peloLe Parisien, detalha 17 casos de policiais radicalizados entre 2012 e 2015. Particularmente foram enfatizados os casos de policiais que ouvem e transmitem cânticos muçulmanos enquanto rondam as ruas.

Alguns desses policiais se recusaram abertamente em proteger sinagogas ou observar um minuto de silêncio em homenagem aos mortos, vítimas de ataques terroristas.

Além disso, a polícia foi alertada a respeito de uma policial que incitava o terrorismo no Facebook, chamando sua farda de “farrapo imundo da República” enquanto limpava suas mãos nela. Em janeiro de 2015, imediatamente após os ataques à redação da revista Charlie Hebdo e ao supermercado kasher Hypercacher em Vincennes, que deixou 17 mortos, ela publicou em sua página do Facebook: “ataque mascarado conduzido por sionistas covardes… Eles precisam ser mortos”.

O fato de policiais estarem armados e terem acesso ao banco de dados da polícia só aumenta a angústia.

Embora o quartel-general da polícia de Paris alegue que casos como este são raros, ela achou por bem realizar reavaliações semanais em relação a qualquer comportamento que exceda o princípio de separação da igreja do estado, como acontece com policiais muçulmanos que aparentam inclinação à radicalização. Patrice Latron, que administra o gabinete do superintendente de polícia de Paris, disse ao Le Parisien que se trata de um fenômeno “extremamente marginal”.

Não são apenas os policiais que estão apreensivos, as forças armadas francesas também estão preocupadas. Não há estatísticas sobre o número de soldados muçulmanos servindo nas forças armadas francesas, mas tem-se como certo que há muitos, e que são vulneráveis às influências islamistas, dado que a França está envolvida militarmente na África contra a Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQIM) e também contra o Estado Islâmico no Oriente Médio. Desde o ataque contra o Charlie Hebdo em janeiro de 2015, contudo, a maior operação militar da França tem sido mesmo em solo francês: Encontram-se posicionados 10.000 soldados armados na França para proteger sinagogas, escolas judaicas, estações de trens e metrôs, e também algumas mesquitas, para mostrar aos muçulmanos que a República Francesa não os vê como inimigos. Sua missão não é mais a de ser simplesmente uma força suplementar e sim como explica o Le Figaro, para “implementar permanentemente operações militares dentro do país”.

Já no início de 2013, durante a 5ª conferência parlamentar sobre segurança nacional, o Coronel Pascal Rolez, assessor do diretor assistente da unidade de “contra intervenção” do Departamento de Proteção, Segurança e Defesa (DPSD), declarou: “estamos observando um crescimento da radicalização nas forças armadas francesas, particularmente desde o caso Merah”. Lembremo-nos que Mohammed Merah, um jovem muçulmano francês, assassinou três soldados franceses em Toulouse e Montauban, além de assassinar quatro judeus franceses em uma escola em Toulouse.

Em 2012 Mohammed Merah, um muçulmano francês, assassinou três soldados franceses, além de assassinar quatro judeus franceses em uma escola. Hoje, considerando os inúmeros casos de soldados e policiais muçulmanos franceses se radicalizando, os serviços de segurança temem o perigo de “terem em suas fileiras agentes das forças de segurança atacando seus colegas”.

A fim de identificar membros das forças armadas que estão sendo radicalizados, o DPSD leva em conta mudanças no modo de se vestir, licenças recorrentes por motivo de doença, viagens, furto de suprimentos ou de equipamento militar.

Desde os ataques ao Charlie Hebdo e ao supermercado kasher em Paris em janeiro de 2015, a mídia tem observado vários indícios de radicalização no exército francês.

Em 21 de janeiro de 2015 a emissora de rádio RFI anunciou que cerca de 10 soldados franceses desertaram e se uniram à luta jihadista na Síria e no Iraque. Isso foi confirmado pelo Ministro da Defesa Jean-Yves Le Drian, com a cautela de afirmar que são casos “extremamente raros”. Aparentemente um desses veteranos ocupa o posto de “emir” em Deir Ezzor na Síria e lidera um grupo de cerca de 10 combatentes franceses treinados por ele pessoalmente. Os outros desertores franceses são especialistas em explosivos ou paraquedistas, alguns vieram das unidades de comando da Legião Estrangeira Francesa.

Também em janeiro de 2015, depois dos ataques em Paris, a polícia descobriu que “Emmanuelle C”, assessora da gendarmaria (corpo de soldados da força policial na França) de 35 anos, havia se convertido ao Islã em 2011 e estava em um relacionamento com Amar Ramdani, procurado por tráfico de drogas e armas. Ramdani é cúmplice de Amedy Coulibaly, que perpetrou a chacina em Montrouge e no Hypercacher em Paris. Ramdani estava sendo monitorado pela divisão de inteligência do departamento de polícia (DRPP) na área “pública” do forte em Rosny-Sous-Bois (Seine-Saint-Denis). No forte fica a unidade científica da gendarmaria. Quanto a Emmanuelle C, ela foi acusada de ter violado mais de 60 vezes a segurança do arquivo do suspeito (FPR). Ela foi sentenciada a um ano de prisão, com suspensão condicional da pena e expulsa da gendarmaria.

Em julho de 2015, a imprensa revelou que aproximadamente 180 detonadores e 10 barras de explosivos plásticos foram roubados de um depósito do exército perto de Marselha. Os investigadores obviamente suspeitaram de cumplicidade interna, uma vez que os perpetradores pareciam estar muito bem informados. As investigações apontam em duas direções: terrorismo islâmico ou crime organizado, a investigação continua.

Em 16 de julho de 2015 o Presidente François Hollande revelou que tinha sido frustrado um ataque a uma base militar francesa. Três dias depois, quatro homens, um deles veterano da marinha, foram detidos. Eles confessaram que haviam planejado se infiltrar em uma base da marinha no sul da França, capturar um oficial de alta patente, decapitá-lo e publicar as fotos da decapitação nas redes sociais.

Em 6 de março de 2016, o veterano das forças armadas, “radicalizado” Manuel Broustail, foi detido quando descia de um avião no Marrocos. Segundo o jornal francês Presse Ocean, Broustail estava levando em sua mala um facão, quatro facas de cozinha, dois canivetes, um bastão retrátil, um capuz preto e um botijãozinho de gás. Veterano das forças armadas francesas e convertido ao Islã, Broustail já tinha sido posto sob prisão domiciliar por um longo período em Angers (Maine-et-Loire) dias depois dos execráveis ataques em Paris nos quais 130 pessoas foram assassinadas. Ele está sendo monitorado pelas agências de segurança francesas desde que foi dispensado do exército em 2014. A mídia parece estar preocupada que um indivíduo desses, que carrega armas desse tipo, possa passar pelos controles de segurança do aeroporto, pegar um avião e deixar o país.

De acordo com Thibaut de Montbrial, especialista em terrorismo e presidente do Centro de Estudos de Segurança Interna o risco é “a possibilidade de agentes das forças de segurança atacarem seus colegas. Alguém de farda atacando uma pessoa usando a mesma farda. Na França um cenário desses não é impossível. As forças de segurança precisam ter em mente esse risco”.

Yves Mamou, radicado na França, trabalhou por duas décadas como jornalista para o Le Monde.

http://pt.gatestoneinstitute.org/7739/franca-jihad-exercito-policia

Um jihadista no Brasil

Um xeique saudita que foi proibido de entrar em trinta países da Europa e é acusado de aliciar jovens para o Estado Islâmico pregou no país em janeiro.

O Estado Islâmico já atraiu mais de 30 000 jovens de 100 países para engrossar as fileiras de seu exército terrorista, desde 2014. O chamado para que muçulmanos que vivem no Ocidente lutem na guerra que espalha destruição e morte no Iraque e na Síria ou participem de atentados em seu próprio país geralmente começa com a pregação, pela internet ou em mesquitas, de líderes religiosos radicais, que apresentam a morte em nome da religião como algo altamente recomendável para quem quer provar o comprometimento com o Islã. Assim foram recrutados os jovens que perpetraram os ataques de janeiro e novembro do ano passado em Paris. A mesma estratégia de aliciamento religioso levou um casal de muçulmanos que vivia na cidade americana de São Bernardino a matar catorze pessoas em nome da jihad, a guerra santa. O Brasil não está imune à atuação dos pregadores radicais. No mês passado, entre 18 e 28 de janeiro, o xeique saudita Muhammad al-Arifi pregou a jovens e crianças muçulmanos em São Paulo, no Paraná e em Santa Catarina. Considerado um dos muçulmanos mais influentes do mundo, Al-Arifi é tratado na Europa como uma ameaça proporcional ao seu sucesso.

O clérigo de 45 anos entrou no radar dos serviços de inteligência europeus com a deflagração da guerra civil na Síria, em 2011. Ele passou a usar a internet para defender a reação violenta dos sunitas contra o regime de Bashar Assad, pertencente à minoria alauita, alinhada com o ramo xiita do islamismo. “É garantida a permissão para lutar àqueles que estão sendo perseguidos. Vocês estão no front, mas nós iremos se­gui-los e lutaremos com vocês”, disse o clérigo em uma de suas manifestações. Al-Arifi possui o maior número de seguidores nas redes sociais do Oriente Médio e suas declarações têm a força de um canhão. Ele contabiliza 14,3 milhões de fãs no Twitter e 21 milhões no Facebook. Em 2013, disse em uma conferência de apoio às forças anti-Assad que “os xiitas são infiéis que devem ser mortos”. Presente à conferência estava o então presidente egípcio Mohamed Morsi, integrante do grupo fundamentalista Irmandade Muçulmana, que foi deposto em um golpe militar no mês seguinte.

Em 2012, durante uma das frequentes visitas que fez ao Reino Unido, Al-Arifi pregou aos muçulmanos da mesquita Al Manar Centre, em Cardiff, capital do País de Gales. O discurso incandescente do saudita foi acompanhado por agentes de segurança britânicos, que detectaram o risco potencial do clérigo. Sua retórica exaltava a nobreza dos muçulmanos que ofereciam a vida em combates em nome do Islã. Dois anos depois, o jovem Reyaad Khan e os irmãos Nasser e Aseel Muthana, que estavam na plateia de Al-Arifi, apareceram em um dos vídeos de propaganda do Estado Islâmico. Khan, de 21 anos, morreu em julho do ano passado em um ataque com drone realizado pela Inglaterra. A constatação de que suas mensagens em favor da jihad podem ter levado os ingleses a se alistar nas fileiras do EI fez com que o governo inglês proibisse, em 2012, a entrada de Al-Arifi no Reino Unido, alegando que ele “representava uma ameaça à segurança”.

Membro da vertente sunita do islamismo, Al-Arifi é um expoente do wahabismo, que surgiu na Arábia Saudita no século XVIII e promove a leitura estrita e literal do Corão. O wahabismo é a matriz ideológica de organizações terroristas como a Al Qaeda, o Boko Haram, da Nigéria, e o Estado Islâmico. Muçulmanos mais moderados, como o xeique Zane Abdo, do Centro Islâmico de South Wales, em Cardiff, vetaram a presença de Al-Arifi na mesquita. Até no Marrocos, um país de maioria muçulmana, Al-Arifi foi hostilizado e cancelou a visita. Em 2012, organizações de direitos humanos da Suíça denunciaram a visita iminente de Al-Arifi ao país. O governo suíço se convenceu de que as pregações de Al-Arifi feriam a lei por fazer apologia da violação dos direitos das mulheres, da homofobia e do antissemitismo. Por causa desse parecer, as autoridades emitiram uma ordem proibindo sua entrada no país, decisão que alcançou os outros 25 países signatários do Acordo Schengen, de livre trânsito entre as fronteiras.

Em São Paulo, Al-Arifi visitou a Liga Juventude Islâmica Mesquita do Pari, localizada na região central da capital. Ele participou das orações e fez palestras para os fiéis. Seu anfitrião, o xeique brasileiro Rodrigo Rodrigues, reagiu com indignação às acusações que pesam contra Al-Arifi. Procurado por VEJA, Rodrigues negou que o colega tenha um discurso radical e sugeriu que o saudita é vítima de uma campanha difamatória e de perseguição de países como a Inglaterra. Segundo um frequentador do templo, em nenhuma das palestras públicas Al-Arifi deu mostras de radicalismo. Mas nos encontros pessoais, nos quais era apresentado ou falava rapidamente com alguns brasileiros convertidos, ele fazia uma abordagem mais contundente. Al-Arifi dizia: “Você é um bom muçulmano?”. Ao ouvir um “sim”, ele completava: “Então, diga-me qual é a sua jihad”. Depois de ouvir as explicações sobre o esforço que cada um dizia fazer, ele parabenizava, mas fazia uma ressalva enigmática: “Nunca se esqueça daqueles irmãos que literalmente dão a vida pela religião”.

Al-Arifi visitou também a favela Cultura Física, na cidade de Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo. O saudita foi apresentado ao rapper César Rosalino, que, depois de transitar pelo budismo, pela umbanda e pelo pentecostalismo, converteu-se ao Islã e adotou o nome de Abdul al Qadir. Al-Arifi foi conhecer uma casa de oração na qual se reúnem moradores que abraçaram o discurso de transformação social que o rapper associou à religião. Vivendo da venda de roupas estampadas artesanalmente com os símbolos de organizações terroristas como Hammas e Jihad Islâmica, Al Qadir proporcionou ao saudita um dos pontos altos da visita ao Brasil. De acordo com um participante do encontro, Al-Arifi ficou bastante interessado em patrocinar a expansão de mussalas – as casas de oração que não possuem a liderança de um xeique – como forma de difusão do islamismo no Brasil.

Como a versão do Islã almejada por Al-Arifi é de uma religião de intolerância e violência, o interesse dele pelo Brasil não deve ser ignorado pelas autoridades. Segundo um policial federal que atua no monitoramento de extremistas, não é por acaso que o saudita visitou áreas socialmente vulneráveis e conflagradas, como as favelas. Os estudos mais recentes com convertidos no Ocidente mostram que a combinação de fatores como a busca por reconhecimento social e a revolta natural da juventude está na origem do processo de radicalização islâmica. Na Europa, muitos dos que acabaram se juntando ao Estado Islâmico tinham problemas com drogas ou participavam de pequenos delitos antes de canalizar suas frustrações pessoais para a violência religiosa.

http://veja.abril.com.br/noticia/mundo/um-jihadista-no-brasil