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Iraquiana sequestrada pelo Estado Islâmico: ‘Fui vítima de jihad sexual’

As iraquianas Nadia Murad Basee e Lamiya Aji Bashar foram algumas das centenas de mulheres escravizadas pelo grupo autodenominado Estado Islâmico.

Uma vez libertadas, elas se tornaram porta-vozes das vítimas da campanha de violência sexual empreendida pelos extremistas.

Na semana passada, Nadia e Lamiya receberam da União Europeia o importante prêmio Sájarov à Liberdade de Consciência.

Confira abaixo a história de Nadia que a BBC Brasil publicou em março passado.

Quando integrantes do grupo autodenominado Estado Islâmico (EI) invadiram a aldeia de Nadia Murad no Iraque, mataram todos os homens, incluindo seis de seus irmãos.

Nadia é da minoria étnica e religiosa yazidi, considerada “infiel” pelos extremistas do EI.

Ela e centenas de outras mulheres yazidis foram sequestradas, vendidas e passadas de mão em mão por homens que as estupraram em grupo. Foram vítimas do que o EI chama de “jihad sexual”.

Nadia conseguiu fugir, mas acredita-se que milhares de mulheres continuem presas.

Nadia Murad está em Londres em campanha para chamar a atenção para seu povo.

O ataque

Em 3 de agosto de 2014, o EI atacou os yazidis em Sinjar, região no norte do Iraque próxima a uma montanha de mesmo nome. Antes disso haviam atacado locais como Tal Afar, Mosul e outras comunidades xiitas e cristãs, forçando a saída dos moradores.

“A vida em nosso vilarejo era muito feliz, muito simples. Como em outros vilarejos, as pessoas não viviam em palácios. Nossas casas eram simples, de barro, mas levávamos uma vida feliz, sem problemas. Não incomodávamos os outros e tínhamos boas relações com todos”, contou Nadia ao programa HARDtalk da BBC.

Nesse dia, diz ela, 3 mil homens, idosos, crianças e deficientes foram massacrados pelo EI.

Alguns conseguiram fugir e se refugiar no monte Sinjar, mas a aldeia estava longe da montanha e o EI cercou as saídas.

Perseguidos pelo EI, os yazidis reverenciam a Bíblia e o Alcorão, mas grande parte de sua tradição é oral

“Rodearam a aldeia por alguns dias mas não entraram. Tentamos pedir ajuda por telefone e outros meios. Sabíamos que algo horrível iria acontecer. Mas a ajuda não chegou, nem do Iraque nem de outras partes.”

Depois de alguns dias, o EI encurralou os moradores na escola da aldeia e ali seus militantes mantiveram homens, mulheres e crianças.

“Deram-nos duas opções: a conversão ao Islã ou a morte”, disse Nadia.

Nadia Murad Basee no Conselho Europeu em EstrasburgoImage copyrightEPA
Image captionUma vez libertada, Nadia Murad ganhou refúgio na Alemanha

Assassinatos, sequestros e estupros

Logo separaram os homens, cerca de 700. Levaram todos para fora da aldeia e começaram a baleá-los. Nove irmãos de Nadia estavam entre eles.

Seis dos irmãos de Nadia morreram ─ três ficaram feridos mas escaparam.

“Da janela da escola podíamos ver os homens sendo baleados. Não vi meus irmãos sendo atingidos. Até hoje não pude voltar à aldeia nem ao local da matança. Não há notícias de nenhum dos homens.”

Segundo Nadia, meninas acima de nove anos e meninos acima de quatro anos foram levados a campos de treinamento.

“Depois levaram umas 80 mulheres, todas acima de 45 anos, incluindo minha mãe. Uns diziam que haviam sido mortas, outros que não. Mas quando parte de Sinjar foi liberada encontrou-se uma vala comum com seus corpos”, conta.

Ao todo, 18 membros da família de Nadia morreram ou estão desaparecidos.

Nadia foi levada com outras mulheres. Havia cerca de 150 meninas no grupo, incluindo três sobrinhas dela.

Elas foram divididas em grupos e levadas em ônibus até Mosul.

“No caminho eles tocavam nossos seios e esfregavam as barbas em nossos rostos. Não sabíamos se iam nos matar nem o que fariam conosco. Percebemos que nada de bom iria ocorrer porque já tinham matado os homens e as mulheres mais velhas, e sequestrado os meninos.”

Ao chegar ao quartel-general do EI em Mosul, encontraram muitas jovens, mulheres e meninas, todas yazidis. Tinham sido sequestradas em outras aldeias no dia anterior.

A cada hora, homens do EI chegavam e escolhiam algumas meninas. Elas eram levadas, estupradas e devolvidas.

Nadia percebeu que esse também seria seu destino.

Após fugir com ajuda de uma família muçulmana sem conexão com o EI, Nadia viaja o mundo chamando a atenção para o drama do povo yazidi.

Estado IslâmicoImage copyrightAFP
Image captionEstado Islâmico controla grandes partes do Iraque e da Síria

Sem compaixão

No dia seguinte, um grupo de militantes do EI chegou. Cada um escolheu uma menina, algumas entre 10 e 12 anos.

“As meninas resistiram, mas foram forçadas a ir. As mais jovens se agarravam às mais velhas. Uma delas tinha a mesma idade de minhas sobrinhas, chorava e se prendia a mim.”

Quando chegou sua vez, Nadia foi selecionada por um homem bem gordo que a levou a outro andar. Um outro militante passou e o convenceu a levá-la ─ mas isso não mudou as coisas.

“O homem mais magro me levou até sua casa, tinha guarda-costas. Estuprou-me, e foi muito doloroso. Nesse momento percebi que teria sofrido do mesmo jeito, não importa com quem.”

Nenhum dos homens mostrou clemência. Todos estupraram as mulheres de forma violenta. “As coisas que fizeram foram horríveis. Nunca imaginamos que coisas tão terríveis aconteceriam conosco.”

Os extremistas podiam manter as mulheres por mais de uma semana, porém frequentemente elas eram vendidas após um dia ou até uma hora.

Algumas mulheres dos irmãos de Nadia estavam grávidas quando foram capturadas e deram à luz no cárcere.

Elas também foram levadas ao tribunal islâmico do EI e forçadas a se converter.

Nadia passou três meses com o homem que a levou. Durante esse período conseguiu conversar com alguns sequestradores.

Embora algumas áreas de Sinjar tenham sido liberadas, ainda há valas comuns por descobrir

“Perguntei por que faziam aquilo conosco, por que haviam matado nossos homens, por que nos estupraram violentamente. Disseram-me que ‘os yazidis são infiéis, não são um povo das Escrituras, são um espólio de guerra e merecem ser destruídos'”.

Ainda que a maior parte desses militantes fossem casados, as famílias – inclusive as mulheres – pareciam aceitar o que faziam, disse Nadia.

Em uma ocasião, ela pediu autorização para fazer uma chamada telefônica porque queria escutar uma voz familiar.

Disseram que poderia ligar para seu sobrinho por um minuto, mas com uma condição: “Que primeiro eu lambesse o dedo do pé que um homem havia coberto com mel.”

Muitas jovens na mesma situação se suicidaram, disse Nadia, mas essa não foi uma opção para ela.

“Acho que todos devemos aceitar o que Deus nos deu, sem importar se é pobre ou sofreu uma injustiça, todos devemos suportar.”

Ela tampouco questionou sua fé. “Deus estava cada minuto em minha mente, ainda quando estava sendo estuprada.”

Nadia tentou fugir pela primeira vez por uma janela, mas um guarda a capturou imediatamente e a colocou em um quarto.

Sob as regras do EI, disse Nadia, uma mulher se converte em espólio de guerra caso seja capturada tentando escapar. Colocam-na em uma cela onde foi estuprada por todos os homens do complexo.

“Fui estuprada em grupo. Chamam isso de jihad sexual.”

YazidisImage copyrightEPA
Image captionYazidis são perseguidos pelo Estado Islâmico

Fuga

Após esse episódio, Nadia não pensou em fugir de novo, mas o último homem com quem viveu em Mosul decidiu vendê-la e foi arranjar roupas para ela.

Quando ordenou que ela tomasse banho e se preparasse para a venda, ela aproveitou para escapar.

“Bati na porta de uma casa onde vivia uma família muçulmana sem conexão com o EI e pedi ajuda. Disse que meu irmão daria o que eles quisessem em troca.”

Por sorte, a família não apoiava o EI e a apoiou inteiramente.

“Deram-me um véu negro, um documento de identidade islâmico e me levaram até a fronteira.”

Agora livre, Nadia Murad se tornou uma ativista que viaja o mundo fazendo campanha para chamar atenção para a tragédia dos yazidis.

Segurança

Ela já visitou os EUA, Europa e países árabes, falou na ONU, conheceu parlamentares e líderes mundiais.

A resposta, contudo, tem sido lenta.

“Todos sabem o que é o Estado Islâmico. Escutam-me com atenção mas não prometem nada”, afirma.

“Dizem que analisarão o caso e verão o que é possível fazer, mas até agora nada aconteceu”, acrescenta.

Após um ano e meio do ataque, ainda há mulheres e meninas sequestradas.

A região ainda não foi completamente liberada. Nas regiões em que o EI foi expulso, há valas comuns ainda não descobertas.

Nadia espera voltar a seu vilarejo para ver o que sobrou e saber do destino dos desaparecidos.

“Juro por Deus que todos estamos muito cansados. Já se passou um ano e meio desde que isso nos aconteceu. Sentimos que estamos abandonados pelo mundo”, disse Nadia, às lágrimas.

“Mataram minha mãe. Meu pai morreu faz tempo. Meu irmão mais velho era como um pai para mim, mas também foi morto. Peço ao mundo que faça algo por nós.”

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-37834876

Terrorismo Jihadista: Você Acha Que É Só com os Judeus? Pense Bem.

por Giulio Meotti

  • Na última quinta-feira, 14 de julho, pelo menos 84 pessoas foram assassinadas na cidade francesa de Nice e dezenas ficaram feridas, em consequência de um atentado cometido por um terrorista islamista natural da Tunísia.
  • Independentemente de sermos pacifistas ou belicistas, gays ou heterossexuais, ateus ou cristãos, ricos ou pobres, blasfemos ou devotos, franceses ou iraquianos, para o terrorismo jihadista, isso não faz nenhuma diferença. Cada um de nós é um alvo: o terrorismo islamista é genocida.
  • Quando terroristas islamistas têm como alvo blogueiros dissidentes muçulmanos, longínquas mulheres yazidis ou meninas israelenses — issodeveria nos preocupar no Ocidente. Os islamistas estão apenas afiando suas facas nelas antes de virem atrás de nós.
  • Se nos calarmos hoje, seremos punidos pela nossa indolência amanhã.

Na última quinta-feira, 14 de julho, pelo menos 84 pessoas foram assassinadas na cidade francesa de Nice e dezenas ficaram feridas, em consequência de um atentado cometido por um terrorista islamista natural da Tunísia. O assassino jogou um caminhão de 19 toneladas em cima de uma enorme multidão que comemorava o Dia da Bastilha, feriado nacional da França, atropelando homens, mulheres e crianças ao longo de um trecho de 2km de avenida e de calçada.

Caminhão perfurado de balas usado por um terrorista islamista natural da Tunísia para matar 84 pessoas em Nice, França em 14 de julho de 2016. (Imagem: captura de tela da France24)

Em 2 de julho, nove cidadãos italianos foram massacrados por islamistas no ataque a um restaurante em Daca, Bangladesh. Eles foram torturados e mortos com “lâminas extremamente afiadas” brandidas por terroristas sorridentes que pouparam a vida daqueles que conheciam o Alcorão. Já faz quase um ano que bengaleses pobres têm experimentado esse tipo de massacres. Mas as vítimas bengalesas não eram ricos estrangeiros não muçulmanos — eram blogueiros anônimos muçulmanos, acusados de “blasfêmia“, foram assassinados com “lâminas afiadas” — cinco vítimas em 2015 e um estudante de direito em 2016, bem como um sacerdote hindu esfaqueado até a morte.

O mesmo ciclo aconteceu na Síria e no Iraque, onde os decapitadores do Estado Islâmico inicialmente visavam uma série de jornalistas ocidentais, em seguida expulsaram e mataram cristãos em Mossul e então desembarcaram em Paris com o objetivo de exterminar civis ocidentais.

Há duas semanas uma menina israelense de 13 anos foi morta a facadas enquanto dormia em sua cama. Assim como em Bangladesh o terrorista árabe palestino usou uma faca para matarHallel Yaffa Ariel. Não se trata de um simples assassinato, é uma carnificina que equivocadamente equipara a construção de um lar com o assassinato de uma criança. Os jornais italianos ocultaram a identidade dela. O Corriere della Sera, segundo maior jornal da Itália, estampou: “Cisjordânia: assassinada americana de 13 anos“.

Quando quatro israelenses foram assassinados no mês passado no restaurante Max Brenner em Tel-aviv, a mídia estrangeira também estampou com manchetes “equivocadas”. Do Le Monde ao Libération, a imprensa francesa usou a palavra “tiroteio” em vez de terrorismo. ACNN transmitiu a matéria sobre os “terroristas”, entre aspas. La Repubblica, o maior jornal da Itália, chamou os terroristas árabes palestinos de “agressores”.

O que significam essas manchetes distorcidas? Que nós, no Ocidente ingenuamente acreditamos que há dois tipos de terrorismo: o “terrorismo internacional” que visa os cidadãos ocidentais em Nice, Paris, Daca, Raqqa ou Tunísia; e o terrorismo “nacional”, que ocorre entre os árabes e Israel, diante do qual os judeus israelenses deve recuar e se render. Há também o “terror sem rosto”, como o de Orlando, onde um afegão-americano muçulmano massacrou 50 americanos e, todos, como de costume nos Estados Unidos se recusaram a usar a palavra “Islã”.

De acordo com Winston Churchill é a reação do contemporizador, “aquele que alimenta o crocodilo, esperando que ele será o último a ser devorado”. O problema é que independentemente de sermos pacifistas ou belicistas, gays ou heterossexuais, ateus ou cristãos, ricos ou pobres, blasfemos ou devotos, franceses ou iraquianos, para o terrorismo jihadista, isso não faz nenhuma diferença. Cada um de nós é um alvo: o terrorismo islamista é genocida.

Apesar dos belíssimos slogans como “Je Suis Charlie”, poucos no Ocidente mostraram solidariedade para com os cartunistas franceses do Charlie Hebdo. A maioria dos europeus acredita que os jornalistas estavam procurando sarna para se coçar e a encontraram. Ou pior ainda, conforme ressaltou o editor do Financial Times: eles foram “idiotas“. Mas depois do 7 de janeiro veio o 13 de novembro. A essa altura, ninguém mais culpava as caricaturas de Maomé pelos ataques terroristas em Paris.

Enquanto o Estado Islâmico escravizava e estuprava centenas de meninas yazidis, nossas intrépidas feministas no Ocidente estavam muito ocupadas lutando por um referendo irlandês sobre o casamento gay. Elas claramente não davam a mínima no tocante ao destino das suas “irmãs” yazidis e curdas. Elas estavam escondidas em algum lugar remoto e exótico no Oriente. Da mesma maneira que foram assassinados os blogueiros seculares em Daca.

Já está na hora de nos lembrarmos do famoso poema de Martin Niemöller, pastor cristão alemão que ficou preso em um campo de concentração durante 7 anos pelo regime nazista:

Primeiro vieram buscar os socialistas, eu me calei —
Porque eu não era socialista.

Depois vieram atrás dos sindicalistas, eu me calei —
Porque eu não era sindicalista.

Depois vieram buscar judeus, e eu não protestei —
Porque eu não era judeu.

Depois vieram me buscar —

Já não restava ninguém para me defender.

Nessa mesma linha, quando terroristas islamistas têm como alvo blogueiros dissidentes muçulmanos, longínquas mulheres yazidis ou meninas israelenses — que são escravizadas, açoitadas, estupradas ou assassinadas — isso deveria nos preocupar no Ocidente. Os islamistas estão apenas afiando suas facas nelas antes de virem atrás de nós.

Se nos calarmos hoje, seremos punidos pela nossa indolência amanhã.

Giulio Meotti, Editor Cultural do diário Il Foglio, é jornalista e escritor italiano.

http://pt.gatestoneinstitute.org/8497/terrorismo-jihadista-nice

Estado Islâmico lança aplicativo para crianças com vocabulário da jihad

Rifle, canhão e foguete são usados para ensinar letras do alfabeto árabe.
Jihadistas pegam em armas com o objetivo de impor um estado islâmico.

O grupo jihadista Estado Islâmico lançou um aplicativo para ensinar árabe para crianças que usa vocabulário da jihad (guerra santa), de acordo com o SITE Intel Group, que monitora as ações de jihadistas na internet. Segundo sua diretora, Rita Katz, o aplicativo dá exemplos de armas ao ensinar as letras do alfabeto árabe.

De acordo com Katz, o aplicativo associa a letra M à palavra “Madfa’e”, que em português quer dizer “canhão”, a letra B a “Bundiqiya”, ou “rifle” em português, e a letra S a “Sarokh”, que significa “foguete”.

“Este aplicativo é outro exemplo da doutrinação jihadista do Estado Islâmico, influenciando os jovens com sua ideologia violenta e radical”, afirma Katz no Twitter.

Os militantes do Estado Islâmico são chamados de jihadistas, nome dado aos integrantes da jihad, termo traduzido no Ocidente como “guerra santa”.

A palavra, originalmente, tem um significado mais espiritual, porém com o tempo passou a ser usado para designar a ação de grupos que pegam em armas com o objetivo de impor um estado islâmico ou para lutar contra aqueles considerados inimigos do Islã.

Islâmicos sunitas, seus militantes consideram os xiitas, grupo predominante no Iraque, como infiéis que merecem ser mortos e afirmam que os cristãos têm que se converter ao Islã, pagar uma taxa religiosa ou enfrentar a pena de morte.

Estado Islâmico lança aplicativo para ensinar árabe a crianças (Foto: Reprodução/ Twitter/ Rita Katz)Estado Islâmico lança aplicativo para ensinar árabe a crianças (Foto: Reprodução/ Twitter/ Rita Katz)
Fonte: G1

Europa: Suicídio via Jihad

  • Nas últimas duas décadas a Bélgica se tornou o centro nevrálgico da jihad na Europa. O distrito de Molenbeek em Bruxelas já é um território islamista estrangeiro no coração da Bélgica. O distrito, no entanto, não é um território sem lei: a Lei Islâmica (Sharia), para todos os efeitos, substituiu a lei belga.
  • Um dos organizadores dos atentados em Paris, Salah Abdeslam, vivia tranquilamente em Molenbeek durante quatro meses até que a polícia resolveu prendê-lo. A polícia belga sabia exatamente onde ele se encontrava, contudo só tomou providências após o pedido das autoridades francesas. Após a prisão, ele foi tratado como mero contraventor. A polícia não lhe perguntou nada sobre as redes jihadistas com as quais ele operava. Os policiais que o interrogaram foram instruídos a tratá-lo com delicadeza. Os elementos que o ajudaram a se esconder não foram indiciados.
  • Os líderes europeus disseminaram a ideia de que o Ocidente era culpado pela opressão dos muçulmanos. Consequentemente foram eles (europeus) que semearam o ressentimento antiocidental no meio muçulmano da Europa.
  • Na esperança de agradar os seguidores do Islã radical e mostrar-lhes que a Europa tinha condições de compreender suas “reivindicações”, eles optaram por pressionar Israel. Quando os europeus foram atacados, eles não conseguiram entender o porquê. Eles tinham dado tudo de si para agradar os muçulmanos. Eles sequer incomodaram os jihadistas.

 

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Por que as invasões do “islã imperialista” em terras cristãs europeias não são ensinadas nas escolas ocidentais?

Por Andréa Fernandes

Enquanto o meio acadêmico retrata o Ocidente no âmbito histórico como “imperialista” e “colonialista”, e o mundo islâmico como “vítima” desse terrível imperialismo europeu que subjugou povos muçulmanos pacíficos, no contexto educacional do Qatar e outros países árabes acontece exatamente o oposto. Segundo The Middle East Media Research Institute, vídeos publicados na internet ensinam crianças árabes sobre conquistas islâmicas na Europa. Os vídeos foram produzidos como software educativo para “meninos e meninas” na seção infantil do portal Islamweb.Net. Um grande número de “vídeos educativos” foi postado em várias contas do youtube.

Um desses vídeos narra “a conquista” de al-Andalus, que era ” a fim de espalhar a luz do Islã”. Diz o narrador de um desenho animado: “esta é a forma como o Islã entrou em al-Andalus, onde ele construiu uma grande civilização”.

Outro vídeo descreve a conquista de Belgrado, “a cidade fortificada que era o orgulho da Europa.” Os vídeos foram postados na internet, em fevereiro de 2016.

Vale lembrar, que essas “conquistas” heroicamente relatadas nada mais são que “invasões” de exércitos muçulmanos em terras cristãs europeias com o intuito de “submeter” os infiéis ocidentais ao islã. . Contudo, o relativismo que impera entre os intelectuais de esquerda insiste em caracterizar a jihad como esforço interior de todo muçulmano para alcançar virtudes religiosas, escamoteando o  fato de a mesma ter sido utilizada como um instrumento imprescindível de dominação contra os povos cujas terras eram invadidas pelos muçulmanos durante suas ações expansionistas na África, Oriente Médio e Ásia.

Segue abaixo o vídeo:

http://www.memritv.org/clip/en/5446.htm

Andréa Fernandes (advogada, internacionalista e presidente da ONG EVM)

 

França: Jihad Infecta o Exército e a Polícia

por Yves Mamou

  • Alguns policiais se recusaram abertamente a proteger sinagogas ou observar um minuto de silêncio em homenagem aos mortos, vítimas de ataques terroristas.
  • O fato de policiais estarem armados e terem acesso ao banco de dados da polícia só aumenta a angústia.
  • Em julho de 2015 quatro homens, um deles veterano da marinha, foram notificados a se apresentarem para interrogatório. Eles haviam planejado se infiltrar em uma base da marinha no sul da França, capturar um oficial de alta patente, decapitá-lo e publicar as fotos da decapitação nas redes sociais.

De acordo com um memorando confidencial, datado de janeiro de 2016, emitido pela unidade antiterrorista do ministro do interior francês, a França já hospeda 8.250 islamistas radicais (um crescimento de 50% em um ano).

Alguns desses islamistas foram para a Síria para se juntarem ao Estado Islâmico (EI), outros se infiltraram em todas as esferas da sociedade, começando pela polícia e forças armadas.

Um memorando confidencial vazado do Departamento de Segurança Pública, publicado peloLe Parisien, detalha 17 casos de policiais radicalizados entre 2012 e 2015. Particularmente foram enfatizados os casos de policiais que ouvem e transmitem cânticos muçulmanos enquanto rondam as ruas.

Alguns desses policiais se recusaram abertamente em proteger sinagogas ou observar um minuto de silêncio em homenagem aos mortos, vítimas de ataques terroristas.

Além disso, a polícia foi alertada a respeito de uma policial que incitava o terrorismo no Facebook, chamando sua farda de “farrapo imundo da República” enquanto limpava suas mãos nela. Em janeiro de 2015, imediatamente após os ataques à redação da revista Charlie Hebdo e ao supermercado kasher Hypercacher em Vincennes, que deixou 17 mortos, ela publicou em sua página do Facebook: “ataque mascarado conduzido por sionistas covardes… Eles precisam ser mortos”.

O fato de policiais estarem armados e terem acesso ao banco de dados da polícia só aumenta a angústia.

Embora o quartel-general da polícia de Paris alegue que casos como este são raros, ela achou por bem realizar reavaliações semanais em relação a qualquer comportamento que exceda o princípio de separação da igreja do estado, como acontece com policiais muçulmanos que aparentam inclinação à radicalização. Patrice Latron, que administra o gabinete do superintendente de polícia de Paris, disse ao Le Parisien que se trata de um fenômeno “extremamente marginal”.

Não são apenas os policiais que estão apreensivos, as forças armadas francesas também estão preocupadas. Não há estatísticas sobre o número de soldados muçulmanos servindo nas forças armadas francesas, mas tem-se como certo que há muitos, e que são vulneráveis às influências islamistas, dado que a França está envolvida militarmente na África contra a Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQIM) e também contra o Estado Islâmico no Oriente Médio. Desde o ataque contra o Charlie Hebdo em janeiro de 2015, contudo, a maior operação militar da França tem sido mesmo em solo francês: Encontram-se posicionados 10.000 soldados armados na França para proteger sinagogas, escolas judaicas, estações de trens e metrôs, e também algumas mesquitas, para mostrar aos muçulmanos que a República Francesa não os vê como inimigos. Sua missão não é mais a de ser simplesmente uma força suplementar e sim como explica o Le Figaro, para “implementar permanentemente operações militares dentro do país”.

Já no início de 2013, durante a 5ª conferência parlamentar sobre segurança nacional, o Coronel Pascal Rolez, assessor do diretor assistente da unidade de “contra intervenção” do Departamento de Proteção, Segurança e Defesa (DPSD), declarou: “estamos observando um crescimento da radicalização nas forças armadas francesas, particularmente desde o caso Merah”. Lembremo-nos que Mohammed Merah, um jovem muçulmano francês, assassinou três soldados franceses em Toulouse e Montauban, além de assassinar quatro judeus franceses em uma escola em Toulouse.

Em 2012 Mohammed Merah, um muçulmano francês, assassinou três soldados franceses, além de assassinar quatro judeus franceses em uma escola. Hoje, considerando os inúmeros casos de soldados e policiais muçulmanos franceses se radicalizando, os serviços de segurança temem o perigo de “terem em suas fileiras agentes das forças de segurança atacando seus colegas”.

A fim de identificar membros das forças armadas que estão sendo radicalizados, o DPSD leva em conta mudanças no modo de se vestir, licenças recorrentes por motivo de doença, viagens, furto de suprimentos ou de equipamento militar.

Desde os ataques ao Charlie Hebdo e ao supermercado kasher em Paris em janeiro de 2015, a mídia tem observado vários indícios de radicalização no exército francês.

Em 21 de janeiro de 2015 a emissora de rádio RFI anunciou que cerca de 10 soldados franceses desertaram e se uniram à luta jihadista na Síria e no Iraque. Isso foi confirmado pelo Ministro da Defesa Jean-Yves Le Drian, com a cautela de afirmar que são casos “extremamente raros”. Aparentemente um desses veteranos ocupa o posto de “emir” em Deir Ezzor na Síria e lidera um grupo de cerca de 10 combatentes franceses treinados por ele pessoalmente. Os outros desertores franceses são especialistas em explosivos ou paraquedistas, alguns vieram das unidades de comando da Legião Estrangeira Francesa.

Também em janeiro de 2015, depois dos ataques em Paris, a polícia descobriu que “Emmanuelle C”, assessora da gendarmaria (corpo de soldados da força policial na França) de 35 anos, havia se convertido ao Islã em 2011 e estava em um relacionamento com Amar Ramdani, procurado por tráfico de drogas e armas. Ramdani é cúmplice de Amedy Coulibaly, que perpetrou a chacina em Montrouge e no Hypercacher em Paris. Ramdani estava sendo monitorado pela divisão de inteligência do departamento de polícia (DRPP) na área “pública” do forte em Rosny-Sous-Bois (Seine-Saint-Denis). No forte fica a unidade científica da gendarmaria. Quanto a Emmanuelle C, ela foi acusada de ter violado mais de 60 vezes a segurança do arquivo do suspeito (FPR). Ela foi sentenciada a um ano de prisão, com suspensão condicional da pena e expulsa da gendarmaria.

Em julho de 2015, a imprensa revelou que aproximadamente 180 detonadores e 10 barras de explosivos plásticos foram roubados de um depósito do exército perto de Marselha. Os investigadores obviamente suspeitaram de cumplicidade interna, uma vez que os perpetradores pareciam estar muito bem informados. As investigações apontam em duas direções: terrorismo islâmico ou crime organizado, a investigação continua.

Em 16 de julho de 2015 o Presidente François Hollande revelou que tinha sido frustrado um ataque a uma base militar francesa. Três dias depois, quatro homens, um deles veterano da marinha, foram detidos. Eles confessaram que haviam planejado se infiltrar em uma base da marinha no sul da França, capturar um oficial de alta patente, decapitá-lo e publicar as fotos da decapitação nas redes sociais.

Em 6 de março de 2016, o veterano das forças armadas, “radicalizado” Manuel Broustail, foi detido quando descia de um avião no Marrocos. Segundo o jornal francês Presse Ocean, Broustail estava levando em sua mala um facão, quatro facas de cozinha, dois canivetes, um bastão retrátil, um capuz preto e um botijãozinho de gás. Veterano das forças armadas francesas e convertido ao Islã, Broustail já tinha sido posto sob prisão domiciliar por um longo período em Angers (Maine-et-Loire) dias depois dos execráveis ataques em Paris nos quais 130 pessoas foram assassinadas. Ele está sendo monitorado pelas agências de segurança francesas desde que foi dispensado do exército em 2014. A mídia parece estar preocupada que um indivíduo desses, que carrega armas desse tipo, possa passar pelos controles de segurança do aeroporto, pegar um avião e deixar o país.

De acordo com Thibaut de Montbrial, especialista em terrorismo e presidente do Centro de Estudos de Segurança Interna o risco é “a possibilidade de agentes das forças de segurança atacarem seus colegas. Alguém de farda atacando uma pessoa usando a mesma farda. Na França um cenário desses não é impossível. As forças de segurança precisam ter em mente esse risco”.

Yves Mamou, radicado na França, trabalhou por duas décadas como jornalista para o Le Monde.

http://pt.gatestoneinstitute.org/7739/franca-jihad-exercito-policia

Um jihadista no Brasil

Um xeique saudita que foi proibido de entrar em trinta países da Europa e é acusado de aliciar jovens para o Estado Islâmico pregou no país em janeiro.

O Estado Islâmico já atraiu mais de 30 000 jovens de 100 países para engrossar as fileiras de seu exército terrorista, desde 2014. O chamado para que muçulmanos que vivem no Ocidente lutem na guerra que espalha destruição e morte no Iraque e na Síria ou participem de atentados em seu próprio país geralmente começa com a pregação, pela internet ou em mesquitas, de líderes religiosos radicais, que apresentam a morte em nome da religião como algo altamente recomendável para quem quer provar o comprometimento com o Islã. Assim foram recrutados os jovens que perpetraram os ataques de janeiro e novembro do ano passado em Paris. A mesma estratégia de aliciamento religioso levou um casal de muçulmanos que vivia na cidade americana de São Bernardino a matar catorze pessoas em nome da jihad, a guerra santa. O Brasil não está imune à atuação dos pregadores radicais. No mês passado, entre 18 e 28 de janeiro, o xeique saudita Muhammad al-Arifi pregou a jovens e crianças muçulmanos em São Paulo, no Paraná e em Santa Catarina. Considerado um dos muçulmanos mais influentes do mundo, Al-Arifi é tratado na Europa como uma ameaça proporcional ao seu sucesso.

O clérigo de 45 anos entrou no radar dos serviços de inteligência europeus com a deflagração da guerra civil na Síria, em 2011. Ele passou a usar a internet para defender a reação violenta dos sunitas contra o regime de Bashar Assad, pertencente à minoria alauita, alinhada com o ramo xiita do islamismo. “É garantida a permissão para lutar àqueles que estão sendo perseguidos. Vocês estão no front, mas nós iremos se­gui-los e lutaremos com vocês”, disse o clérigo em uma de suas manifestações. Al-Arifi possui o maior número de seguidores nas redes sociais do Oriente Médio e suas declarações têm a força de um canhão. Ele contabiliza 14,3 milhões de fãs no Twitter e 21 milhões no Facebook. Em 2013, disse em uma conferência de apoio às forças anti-Assad que “os xiitas são infiéis que devem ser mortos”. Presente à conferência estava o então presidente egípcio Mohamed Morsi, integrante do grupo fundamentalista Irmandade Muçulmana, que foi deposto em um golpe militar no mês seguinte.

Em 2012, durante uma das frequentes visitas que fez ao Reino Unido, Al-Arifi pregou aos muçulmanos da mesquita Al Manar Centre, em Cardiff, capital do País de Gales. O discurso incandescente do saudita foi acompanhado por agentes de segurança britânicos, que detectaram o risco potencial do clérigo. Sua retórica exaltava a nobreza dos muçulmanos que ofereciam a vida em combates em nome do Islã. Dois anos depois, o jovem Reyaad Khan e os irmãos Nasser e Aseel Muthana, que estavam na plateia de Al-Arifi, apareceram em um dos vídeos de propaganda do Estado Islâmico. Khan, de 21 anos, morreu em julho do ano passado em um ataque com drone realizado pela Inglaterra. A constatação de que suas mensagens em favor da jihad podem ter levado os ingleses a se alistar nas fileiras do EI fez com que o governo inglês proibisse, em 2012, a entrada de Al-Arifi no Reino Unido, alegando que ele “representava uma ameaça à segurança”.

Membro da vertente sunita do islamismo, Al-Arifi é um expoente do wahabismo, que surgiu na Arábia Saudita no século XVIII e promove a leitura estrita e literal do Corão. O wahabismo é a matriz ideológica de organizações terroristas como a Al Qaeda, o Boko Haram, da Nigéria, e o Estado Islâmico. Muçulmanos mais moderados, como o xeique Zane Abdo, do Centro Islâmico de South Wales, em Cardiff, vetaram a presença de Al-Arifi na mesquita. Até no Marrocos, um país de maioria muçulmana, Al-Arifi foi hostilizado e cancelou a visita. Em 2012, organizações de direitos humanos da Suíça denunciaram a visita iminente de Al-Arifi ao país. O governo suíço se convenceu de que as pregações de Al-Arifi feriam a lei por fazer apologia da violação dos direitos das mulheres, da homofobia e do antissemitismo. Por causa desse parecer, as autoridades emitiram uma ordem proibindo sua entrada no país, decisão que alcançou os outros 25 países signatários do Acordo Schengen, de livre trânsito entre as fronteiras.

Em São Paulo, Al-Arifi visitou a Liga Juventude Islâmica Mesquita do Pari, localizada na região central da capital. Ele participou das orações e fez palestras para os fiéis. Seu anfitrião, o xeique brasileiro Rodrigo Rodrigues, reagiu com indignação às acusações que pesam contra Al-Arifi. Procurado por VEJA, Rodrigues negou que o colega tenha um discurso radical e sugeriu que o saudita é vítima de uma campanha difamatória e de perseguição de países como a Inglaterra. Segundo um frequentador do templo, em nenhuma das palestras públicas Al-Arifi deu mostras de radicalismo. Mas nos encontros pessoais, nos quais era apresentado ou falava rapidamente com alguns brasileiros convertidos, ele fazia uma abordagem mais contundente. Al-Arifi dizia: “Você é um bom muçulmano?”. Ao ouvir um “sim”, ele completava: “Então, diga-me qual é a sua jihad”. Depois de ouvir as explicações sobre o esforço que cada um dizia fazer, ele parabenizava, mas fazia uma ressalva enigmática: “Nunca se esqueça daqueles irmãos que literalmente dão a vida pela religião”.

Al-Arifi visitou também a favela Cultura Física, na cidade de Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo. O saudita foi apresentado ao rapper César Rosalino, que, depois de transitar pelo budismo, pela umbanda e pelo pentecostalismo, converteu-se ao Islã e adotou o nome de Abdul al Qadir. Al-Arifi foi conhecer uma casa de oração na qual se reúnem moradores que abraçaram o discurso de transformação social que o rapper associou à religião. Vivendo da venda de roupas estampadas artesanalmente com os símbolos de organizações terroristas como Hammas e Jihad Islâmica, Al Qadir proporcionou ao saudita um dos pontos altos da visita ao Brasil. De acordo com um participante do encontro, Al-Arifi ficou bastante interessado em patrocinar a expansão de mussalas – as casas de oração que não possuem a liderança de um xeique – como forma de difusão do islamismo no Brasil.

Como a versão do Islã almejada por Al-Arifi é de uma religião de intolerância e violência, o interesse dele pelo Brasil não deve ser ignorado pelas autoridades. Segundo um policial federal que atua no monitoramento de extremistas, não é por acaso que o saudita visitou áreas socialmente vulneráveis e conflagradas, como as favelas. Os estudos mais recentes com convertidos no Ocidente mostram que a combinação de fatores como a busca por reconhecimento social e a revolta natural da juventude está na origem do processo de radicalização islâmica. Na Europa, muitos dos que acabaram se juntando ao Estado Islâmico tinham problemas com drogas ou participavam de pequenos delitos antes de canalizar suas frustrações pessoais para a violência religiosa.

http://veja.abril.com.br/noticia/mundo/um-jihadista-no-brasil

Limpeza étnica é o real motivo da morte de milhares de cristãos

As ações do Estado Islâmico na República do Congo estão passando despercebidas

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Enquanto o Estado Islâmico chama a atenção do mundo inteiro com seus ataques violentos, principalmente contra o Iraque e a Síria, seus movimentos mais discretos estão dominando o Oriente Médio e poucos notam. A imprensa noticia apenas os escândalos, mas as verdadeiras intenções do EI estão passando despercebidas. Na África Central, um grupo militante islâmico radical invadiu o extremo leste da República Democrática do Congo. O MDI (sigla em inglês que significa Defesa Muçulmana Internacional), anteriormente conhecido como Aliança das Forças Democráticas, infiltrou-se na região e está fazendo uma verdadeira limpeza étnica, tentando exterminar com os cristãos, a fim de criar ali mais uma central do islã, para comandar toda a região dos Lagos.

“Com essa intenção, os ataques aos cristãos, que são a maioria deste lugar, têm sido frequentes. Cada ano que passa a situação piora ainda mais. Sequestros e assassinatos agora fazem parte do cotidiano deles. Estamos diante de uma preparação da jihad, nome que eles dão a uma guerra que chamam de ‘santa’ e que possui o foco de construir um governo único para o mundo”, comenta um dos analistas de perseguição. Atuante no coração da África, a região dos Lagos é o lugar onde o Estado Islâmico mais comete atrocidades. “A militância islâmica africana é a corrente ideológica mais ampla que existe. Até os pequenos grupos radicais são inspirados pelo EI. No ano passado, a jihad como eles chamam, custou a vida de milhares de cristãos de diversos países”, diz o analista.

O MDI islamiza toda a região, inspira as pessoas a se revoltarem contra o governo, recrutam crianças, oferecem educação gratuita e presenteiam seus pais. “Depois que eles dominam, então mostram como são violentos, sequestrando jovens para repor suas fileiras militares, raptam mulheres para servirem de escravas sexuais e também para reproduzir mais crianças, além de massacrar os moradores”, explica um pesquisador. De acordo com o governo de Uganda, o MDI tem apoio do governo islâmico do Sudão, além de ter ligações com Al-Shabaad da Somália, Boko Haram da Nigéria e Al-Qaeda.

E qual tem sido o impacto desses acontecimentos sobre a igreja? Levando em conta que a população relacionada é predominantemente cristã, cerca de 95,8%, o impacto tem sido imenso. “Essa crise tem colocado a igreja sob pressão. Os cristãos lutam para lidar com o deslocamento, perda de entes queridos, sérias dificuldades econômicas e muitos traumas. Muitas igrejas tiveram que ser fechadas. Porém, vale a pena observar que falta dinheiro, mas não faltam membros nas igrejas, e elas continuam a existir em forma de pequenos grupos, que resistem debaixo de muito sofrimento. Eles realmente precisam das nossas orações. Por favor, ore por estes cristãos perseguidos”, pede o analista.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/02/limpeza-etnica-e-o-real-motivo-da-morte-de-milhares-de-cristaos

 

A Islamização da Grã-Bretanha em 2015

Crimes Sexuais, Jihadimania e “Taxa de Proteção”.

  • Hospitais espalhados pela Grã-Bretanha estão se defrontando com pelo menos 15 novos casos de mutilação genital feminina (FGM em inglês), todos os dias. Muito embora a FGM seja ilegal na Grã-Bretanha desde 1984, não houve nenhuma condenação.
  • Entre 1997 e 2013 pelo menos 1.400 crianças foram exploradas sexualmente na cidade de Rotherham, na maioria dos casos por gangues muçulmanas, no entanto a polícia e as autoridades municipais não conseguiram lidar com o problema por receio de serem tachadas de “racistas” ou “islamofóbicas”.
  • O Reverendo Giles Goddard, vigário da igreja de St John em Waterloo, centro de Londres, permitiu que um serviço religioso muçulmano fosse realizado, do início ao fim, em sua igreja. Ele também pediu a sua congregação que enaltecesse “o Deus que todos nós amamos: Alá”.
  • Houve um aumento de 60% nas ocorrências policiais quanto ao abuso sexual de crianças nos últimos quatro anos de acordo com números oficiais.
  • A inteligência britânica está monitorando mais de 3.000 extremistas islamistas autóctones, dispostos a desfechar atentados na Grã-Bretanha.
  • Um funcionário muçulmano de uma usina nuclear em West Kilbride, Escócia, foi afastado das dependências do complexo após ser pego estudando materiais para a fabricação de bombas, em horário de trabalho.
  • “Nós procuramos evitar descrever alguém como terrorista ou um ato de ser terrorista”. – Tarik Kafala, chefe do serviço da BBC em árabe.

A população muçulmana na Grã-Bretanha ultrapassou 3,5 milhões em 2015, atingindo cerca de 5,5% da população de 64 milhões de habitantes, de acordo com os números inferidos de um estudo recente sobre o crescimento da população muçulmana na Europa. Em termos reais, a Grã-Bretanha conta com a terceira maior população muçulmana da União Européia, depois da França e seguida pela Alemanha.

O islamismo e os problemas relacionados com o islamismo estiveram onipresentes na Grã-Bretanha em 2015 e podem ser divididos em cinco grandes temas: 1) o extremismo islâmico e as implicações sobre a segurança em vista dos jihadistas britânicos na Síria e no Iraque, 2) a contínua disseminação da lei da Sharia na Grã-Bretanha, 3) a exploração sexual de crianças britânicas por gangues muçulmanas, 4) a integração muçulmana na sociedade britânica e 5) os fracassos do multiculturalismo britânico.

JANEIRO de 2015

7 de janeiro. O extremista islâmico Anjem Choudary, natural da Grã-Bretanha defende os ataques jihadistas contra a redação da revista satírica francesa Charlie Hebdo. Em um artigo publicado pelo jornal USA Today, Choudary assinala:

“Contrário ao conceito popular equivocado, o Islã não significa paz e sim submissão apenas aos comandos de Alá. É por esta razão que os muçulmanos não acreditam na ideia da liberdade de expressão, porque suas palavras e ações são determinadas pela revelação divina e não baseadas nos desejos das pessoas.

“Em um mundo cada vez mais instável e inseguro, a potencialidade das consequências de insultar o Mensageiro Maomé já são conhecidas tanto pelos muçulmanos quanto pelos não-muçulmanos. Se é assim, por que então o governo francês permitiu que a revista Charlie Hebdo continuasse a provocar os muçulmanos, colocando dessa maneira em risco a inviolabilidade de seus cidadãos”?

9 de janeiro. O clérigo muçulmano Mizanur Rahman de Palmers Green, norte de Londres, também defendeu os ataques em Paris e declarou que a “Grã-Bretanha é inimiga do Islã”. Discursando para uma platéia em Londres, discurso este que também foi difundido na Internet a milhares de seus seguidores, Rahman disse que os cartunistas do Charlie Hebdo cometeram o pecado de “insultar o Islã” e que portanto “não podiam esperar outra coisa”. E acrescenta: “vocês sabem o que acontece quando se insulta Maomé”.

14 de janeiro. Zack Davies, 25, atacou um sikh de 24 anos de idade chamado Sarandev Bhambra com um facão, em um supermercado da rede Tesco em Mold, norte do País de Gales. Inicialmente os jornais britânicos retrataram o ataque com “motivação racista”, de um extremista de extrema direita promovendo o “poder branco”. Depois ficou-se sabendo que Davies era na realidade um muçulmano convertido que adotou o nome de Zack Ali. Na manhã do ataque, Davies alertou, em sua página do Facebook, que se preparava para atacar, publicando um post com quatro versos do Alcorão que prega a violência contra não-muçulmanos.

16 de janeiro. Rahin Aziz, um islamista de Luton, foi fotografado na Síria exibindo um fuzil AK-47. Em um tuíte, Aziz, que também responde pelo nome de Abu Abdullah al-Britani, postou o seguinte: “ainda não decidi o que fazer com o meu passaporte #british (britânico), eu poderia queimá-lo, jogá-lo na privada, o que eu quero dizer é que ele não presta nem para que se cuspa nele”.

16 de janeiro. O Secretário de Estado para Comunidades e Governo Local Eric Pickles enviou uma carta a mais de 1.000 imãs da Grã-Bretanha, pedindo a ajuda deles na luta contra o extremismo e a erradicação daqueles que pregam o ódio. Grupos muçulmanos reagiramacusando o governo britânico de alimentar a “islamofobia”, exigindo uma retratação.

17 de janeiro. O jornal The Telegraph reportou que um terrorista da al-Qaeda, já condenado, com ligações estreitas aos ataques jihadistas em Paris, não pode ser deportado da Grã-Bretanha porque isso violaria seus direitos humanos. Baghdad Meziane, um argelino-britânico de 49 anos, condenado em 2003, cumprindo uma pena de 11 onze anos de prisão por comandar uma rede terrorista que recrutava jihadistas e captava recursos para a al-Qaeda, foi libertado cinco anos antes e teve permissão de voltar para a casa da sua família em Leicester. Desde então, Meziane conseguiu frustrar todos os esforços para deportá-lo, apesar da insistência do governo em afirmar que ele representa “uma ameaça para o Reino Unido”.

De acordo com o The Telegraph, Djamel Beghal, um colaborador próximo de Meziane, foi o mentor de pelo menos dois dos atiradores suspeitos pelos assassinatos, Amedy Coulibaly e Chérif Kouachi, durante o período que eles passaram juntos na prisão. A esposa de Beghal, uma cidadã francesa, reside no Reino Unido, cortesia dos contribuintes britânicos. Sylvie Beghal reside de graça em uma casa de quatro dormitórios em Leicester. Ela veio à Grã-Bretanha juntamente com seus filhos a procura de um “ambiente mais islâmico”, depois de chegar à conclusão que a França era antimuçulmana demais.

20 de janeiro. O ex-chefe do MI6, Sir John Sawers, em uma recomendação que pode ser vista como autocensura, alertou os britânicos para que não insultem o Islã se não quiserem que terroristas islâmicos executem atentados dentro do país. Ele disse o seguinte:

“Se você desrespeitar os valores fundamentais dos outros, você estará provocando uma reação furiosa… Há a necessidade de moderação por parte de nós, do Ocidente”.

25 de janeiro. Tarik Kafala, chefe do serviço da BBC em árabe, o maior de todos os serviços de notícias em idioma estrangeiro da BBC, disse que o termo “terrorista” era “pesado” demais para descrever as ações dos homens de mataram 12 pessoas no atentado contra a redação do Charlie Hebdo.

26 de janeiro. Veio à tona que hospitais espalhados pela Grã-Bretanha estão se defrontando com pelo menos 15 novos casos de mutilação genital feminina (FGM em inglês), todos os dias, e que o problema é especialmente grave em Birmingham. Muito embora a FGM seja ilegal na Grã-Bretanha desde 1984, não houve nenhuma condenação.

29 de janeiro. Uma investigação da Sky News sobre exploração sexual infantil em Rotherham, uma cidade ao sul de Yorkshire, constatou que centenas de novos casos continuam a emergir. Em agosto de 2014, o assim chamado relatório Alexis Jay Report revelou que entre 1997 e 2013 pelo menos 1.400 crianças foram exploradas sexualmente, na maioria dos casos por gangues muçulmanas e que a polícia e as autoridades municipais não conseguiram lidar com o problema por conta de considerações politicamente corretas, quanto à possibilidade dela ser tachada de “racista” ou “islamofóbico”.

FEVEREIRO de 2015

4 de fevereiro. A polícia britânica prendeu 45 muçulmanos, todos do sexo masculino, sob a acusação de abusarem sexualmente de crianças. Em Northumbria 20 suspeitos compareceram no tribunal para responderem a acusações incluindo estupro, abuso sexual e tráfico humano para exploração sexual. Os supostos crimes envolviam 12 vítimas, incluindo uma menina de apenas 13 anos. Em Halifax, West Yorkshire, 25 homens foram acusados de cometerem uma série de crimes relacionados a abusos sexuais de crianças.

4 de fevereiro. O gabinete inteiro do Conselho de Rotherham renunciou depois que um relatório constatou que a correção política inapropriada junto com uma cultura de negação, permitiu que mais de 1.400 meninas fossem abusadas recorrentemente por gangues de homens muçulmanos em um espaço de tempo de 15 anos. Crianças, algumas com não mais de nove anos de idade foram aliciadas, traficadas e estupradas por membros da comunidade paquistanesa da cidade, mas o receio de serem tachados de racistas fez com que os vereadores fizessem vista grossa diante dos abusos.

8 de fevereiro. Mais de 1.000 muçulmanos britânicos fizeram uma manifestação no centro de Londres contra o que eles chamaram de “representações ofensivas” do Profeta Maomé pela revista francesa Charlie Hebdo. Multidões que carregavam cartazes com dizeres como “Defenda o Profeta” se concentraram perto do gabinete do Primeiro Ministro David Cameron no distrito governamental Whitehall em Londres. O evento foi organizado por um grupo chamado Muslim Action Forum, que está lançando uma campanha de lobby, bem como uma série de desafios legais no sistema judiciário para estabelecer que as representações de Maomé são “crimes de intolerância”.

25 de fevereiro. Asif Masood, 40, um motorista embriagado sem carteira de habilitação, que aparentemente ingeriu uma quantidade de álcool três vezes acima do limite tolerado, quando bateu em um hidrante com o carro de um amigo em Nottingham, conseguiu se esquivar de uma sentença que o levaria à prisão porque logrou persuadir o juiz que ele acabara de redescobrir a fé muçulmana e que tinha deixado de beber.

27 de fevereiro. Um juiz em Liverpool interrompeu um processo após descobrir que o réu, Kerim Kurt, tinha jurado sobre a Bíblia e não sobre o Alcorão. O Juiz Patrick Thompson do Tribunal da Coroa de Liverpool disse que Kurt tinha feito “o juramento de dizer a verdade sobre o Novo Testamento”. Mais tarde ficou se sabendo, em um interrogatório da testemunha pela parte adversa, que ele era muçulmano. Kurt insistiu que ele tinha aceito fazer o juramento em cima da Bíblia porque “ele respeitava todos os livros sagrados e queria jurar sobre o livro sagrado do país no qual estava residindo”. Mas o Juiz Thompson disse que “na opinião dele o Sr. Kurt, como muçulmano, deveria fazer o juramento sobre o Alcorão”.

MARÇO de 2015

3 de março. Um relatório do governo detectou que cerca de 400 meninas britânicas, algumas com não mais de onze anos, ao que consta, foram exploradas sexualmente por gangues de estupradores muçulmanos em Oxfordshire durante os últimos 15 anos. O relatório acusa as autoridades locais de ignorarem, repetidamente, casos de estupro devido a uma “cultura de negação”.

7 de março. Um respeitado clérigo liberal, Reverendo Giles Goddard, vigário da igreja de St John em Waterloo, centro de Londres, permitiu que um serviço religioso muçulmano fosse realizado, do início ao fim, em sua igreja. Ele também pediu a sua congregação que enaltecesse “o Deus que todos nós amamos: Alá”. Acredita-se ter sido esta a primeira vez que um serviço religioso muçulmano inteiro tenha sido realizado pela Igreja da Inglaterra.

11 de março. O Reverendo Canon Gavin Ashenden, um dos capelães da rainha, manifestoupreocupação em relação as mais de 100 passagens no Alcorão que “encorajam a violência”. Ele estava respondendo aos comentários proferidos pelo Arcebispo de Canterbury Justin Welby, que alegava que os jovens estavam abraçando a jihad porque a religião predominante não era “estimulante” o suficiente.

12 de março. Uma delegação de destacados egípcios-britânicos solicitaram ao governo do Reino Unido a proibição da Irmandade Muçulmana e o banimento de suas atividades em solo britânico. O pedido dizia o seguinte: “o terror não conhece fronteiras, a Irmandade Muçulmana, suas ramificações e seus braços não têm piedade, sua ânsia pelo poder, busca da teocracia e desejo de domínio, fazem delas sedentas de sangue e nada as fará parar até que elas destruam a civilização, tanto Ocidental quanto Oriental”.

15 de março. O governo britânico anunciou que não irá classificar a Irmandade Muçulmana de organização terrorista.

20 de março. Segundo mostram os números que acabam de ser divulgados, a população carcerária de muçulmanos na prisão de Belmarsh, na prática a prisão dos terroristas de Londres, mais que dobrou em apenas quatro anos O número de presidiários muçulmanos detidos na prisão de segurança máxima “Categoria A” saltou 108% desde março de 2010, de 127 para 265 em dezembro de 2014. Dados do governo mostram que na primavera de 2010, os presidiários muçulmanos perfaziam somente 14% dos presidiários de Belmarsh, mas em menos de cinco anos essa proporção subiu para quase um terço. A proporção de presidiários muçulmanos na prisão de Pentonville saltou 40% enquanto que na Wormwood Scrubs, na zona oeste de Londres, ela aumentou cerca de um sexto no mesmo período.

23 de março. Um relatório alerta que mulheres muçulmanas em toda a Grã-Bretanha estão sendo sistematicamente oprimidas, abusadas e discriminadas pelos tribunais da lei da Sharia que tratam as mulheres como cidadãs de segunda classe. O relatório de 40 páginas intitulado “Um mundo Paralelo: Confrontando o Abuso de Muitas Mulheres Muçulmanas na Grã-Bretanha de Hoje”, foi escrito pela Baronesa Caroline Cox, membro independente, não ligada a partidos políticos da British House of Lords (Câmara dos Lordes Britânicos) e uma das principais defensoras dos direitos das mulheres no Reino Unido. O relatório mostra como a crescente influência da lei da Sharia na Grã-Bretanha de hoje está debilitando o princípio fundamental de que deve haver igualdade para todos os cidadãos britânicos sob a única lei do país.

ABRIL de 2015

1º de abril. A polícia turca deteve nove cidadãos britânicos de Rochdale, Grande Manchester, que hipoteticamente estavam procurando se juntar ao grupo terrorista Estado Islâmico na Síria. Os nove, cinco adultos e quatro crianças, incluindo um bebê de um ano de idade, foram detidos na cidade turca de Hatay.

Um dos detidos era Waheed Ahmed, estudante de política da Universidade de Manchester. Seu pai, Shakil, vereador do Partido Trabalhista em Rochdale, disse que achava que seu filho estava fazendo um estágio em Birmingham:

“Fui pego de surpresa ao saber que ele estava lá, pelo que entendi ele estava fazendo um estágio em Birmingham. Meu filho é um bom muçulmano, sua lealdade é com a Grã-Bretanha, de modo que não consigo entender o que ele está fazendo por lá. Se tivesse passado pela minha cabeça que ele estava correndo o perigo de ser radicalizado, eu o teria denunciado às autoridades”.

5 de abril. Abase Hussen pai de uma colegial jihadista britânica que fugiu de casa, admitiu que a filha se radicalizou após ele tê-la levado a um comício extremista organizado pelo grupo islamista Al-Muhajiroun, já banido, dirigido por Anjem Choudary, muçulmano nascido na Grã-Bretanha, que foi posto em prisão preventiva, acusado segundo o artigo 12 da Lei contra o Terrorismo 2000.

Amira, 15, era uma das três meninas da Bethnal Green Academy em East London que viajaram para a Turquia em fevereiro para se tornarem “noivas de jihadistas” na Síria. Durante uma audiência em março, na Comissão Especial para Assuntos Internos, Abase acusou as autoridades britânicas de malograrem por não terem evitado que sua filha fugisse para a Síria. Perguntado pelo Presidente Keith Vaz se Amira tinha sido exposta a algum tipo de extremismo, Hussen respondeu: “de jeito nenhum. Nada”. A polícia até apresentou um pedido de desculpas.

Abase no entanto mudou seu lado da história depois que apareceu um vídeo que odesmascarou como sendo um islâmico radical, que participou de um comício em prol do ódio juntamente com Choudary e Michael Adebolajo, assassino de Lee Rigby. Abase, originário da Etiópia, disse que veio para a Grã-Bretanha em 1999 “pela democracia, pela liberdade, por uma vida melhor para os filhos, para que pudessem aprender inglês”.

5 de abril. Victoria Wasteney, 38, uma profissional da saúde, cristã, apresentou um apelo contra um tribunal do trabalho que a considerou culpada por “intimidar” uma colega muçulmana por ter rezado por ela e por tê-la convidado a ir à igreja. Wasteney foi suspensa de seu emprego de terapeuta ocupacional sênior no John Howard Centre, uma unidade de saúde mental na região leste de Londres, após sua colega Enya Nawaz, 25, tê-la acusado de tentar convertê-la ao cristianismo. Os advogados de Wasteney disseram que o tribunal infringiu a lei ao restringir sua liberdade de arbítrio e a liberdade de professar sua religião, que constam do Artigo 9 da Convenção Européia de Direitos Humanos.

5 de abril. Em uma entrevista concedida ao Guardian, Nazir Afzal, o mais importante promotor público muçulmano da Grã-Bretanha alertou que mais crianças britânicas do que se pensava correm o risco da “jihadimania” porque eles veem os terroristas islâmicos como “ídolos pop”. Ele disse o seguinte:

“Os meninos querem ser como eles e as meninas querem estar com eles. É isso que eles costumavam dizer em relação aos Beatles e mais recentemente em relação ao One Direction e Justin Bieber. A propaganda que os terroristas difundem é parecida com marketing e muitos de nossos adolescentes se apaixonam por esta imagem.

“Eles veem suas próprias vidas como medíocres ao compararem com aquelas e não percebem que estão sendo usados. Os extremistas os tratam de forma semelhante aos sedutores sexuais, manipulam, os distanciam de seus amigos e familiares e depois dão o bote.

“Cada um deles, se for para a Síria, estará mais radicalizado ao retornar. E se não for, se tornará um problema, uma bomba relógio, esperando explodir”.

Talha Asmal (esquerda), um adolescente de 17 anos de idade de Dewsbury, segundo consta, se tornou o homem bomba mais jovem da Grã-Bretanha quando detonou explosivos amarrados ao seu corpo em uma refinaria iraquiana. Amigos de Asmal o descrevem como um “jovem comum de Yorkshire”. Amira Abase (direita), aos 15 anos, viajou em fevereiro de Londres para a Síria para se juntar ao Estado Islâmico como “noiva de jihadista”.

8 de abril. O Guardian divulgou que houve um aumento de 60% nas ocorrências policiais quanto ao abuso sexual de crianças nos últimos quatro anos, de acordo com números oficiais obtidos por meio de uma solicitação baseada na Legislação sobre Liberdade de Informação, que tornou público pela primeira vez a dimensão do problema na Inglaterra e no País de Gales.

8 de abril. O Tribunal da Coroa de Leicester condenou Jafar Adeli, requerente de asilo afegão a 27 meses de prisão depois que ele tentou se encontrar com “Amy”, uma menina menor de idade, após tê-la seduzido online. Adeli, 32, que é casado, marcou um encontro com a menina após seduzi-la com conversas de conteúdo sexual online e de enviar imagens obscenas dele próprio. Mas ele foi ludibriado por um grupo de voluntários a procura de pedófilos chamadoLetzgo Hunting. “Amy” era de fato um dos voluntários chamado John, que se fez passar pela jovem menina.

10 de abril. Abukar Jimale, pai de quatro filhos, 46 anos de idade, requerente de asilo no Reino Unido após ter fugido da devastada Somália, se esquivou da prisão depois de ter estuprado uma passageira enquanto dava voltas em Bristol em seu táxi. Muito embora Jimale tenha sido considerado culpado por estupro, ele teve sua sentença de dois anos suspensa. O advogado de defesa disse que Jimale, natural da Somália, era um pai esforçado que perdeu o emprego e o bom nome em consequência desse crime.

13 de abril. Mohammed Khubaib, natural do Paquistão pai de cinco filhos foi condenado por seduzir meninas com não mais de 12 anos, oferecendo comida, dinheiro, cigarros e bebidas alcoólicas. O empresário de 43 anos de idade, casado, que residia em Peterborough com sua esposa e filhos, se engraçava com garotas em seu restaurante para em seguida “dopá-las” com bebidas alcoólicas para que “concordassem” com seus avanços sexuais.

14 de abril. O Presidente da Suprema Corte do Reino Unido Lord Neuberger, declarou em um discurso que deveria ser permitido às mulheres muçulmanas usarem véus nos tribunais. Ele acrescentou que, com o intuito de demonstrar equidade àqueles implicados em processos, os juízes devem “compreender as diferenças dos hábitos culturais e sociais”. Os comentários de Neuberger vieram depois que um juiz manteve uma decisão permitindo que Rebekah Dawson, de 22 anos de idade, convertida ao Islã, fosse julgada usando uma niqab, um véu em que aparecem apenas os olhos.

20 de abril. Um colegial de 14 anos de Blackburn, Lancashire, se tornou o suspeito mais jovem de cometer atos terroristas na Grã-Bretanha. Ele foi detido em conexão com uma conspiração terrorista inspirada no ISIS em Melbourne, Austrália. A polícia declarou que mensagens encontradas em seu computador e celular indicavam que havia um plano para atacar as comemorações do centenário do desembarque da Anzac em Gallipoli na Primeira Guerra Mundial. (O Dia da Anzac, 25 de abril, marca o aniversário da primeira grande operação militar em que participaram forças australianas e neozelandesas na Primeira Guerra Mundial).

20 de abril. A polícia na Turquia deteve um casal de britânicos juntamente com seus quatro filhos sob suspeita de procurarem viajar para uma região da Síria controlada pelo Estado Islâmico. Asif Malik, sua mulher Sara e os quatro filhos com idades entre 11 meses e 7 anos, foram detidos em um hotel em Ancara. Autoridades turcas disseram que a família atravessou a fronteira rumo à Turquia a partir da Grécia em 16 de abril e que ela foi detida após serem informados pela polícia britânica.

22 de abril. Quatro muçulmanos, todos do sexo masculino, foram acusados de cometerem crimes sexuais contra crianças em Rochdale. Hadi Jamel, 33, Mohammed Zahid, 54, Raja Abid Khan, 38 e Abid Khan, 38, cada um deles foi acusado de ter mantido relações sexuais com uma menina que tinha menos de 16 anos.

22 de abril. O Daily Mail publicou trechos de um novo livro, Girl for Sale (Menina à Venda), que descreve o chocante suplício de Lara McDonnell, que virou vítima de uma gangue de pedófilos muçulmanos quando tinha apenas 13 anos de idade. Ela escreveu o seguinte:

“Mohammed me vendia por £250 a pedófilos do país inteiro. Eles entravam, sentavam e começavam a me tocar. Se eu me recolhesse, Mohammed me obrigava a ingerir mais crack para que eu fechasse os olhos e “viajasse”. Eu me tornei oca, morta por dentro.

“Às vezes eu era passada de um pervertido para outro. Em Oxford, muitos desses depravados eram de origem asiática (em Londres), eles eram do Mediterrâneo, negros ou árabes.

“Depois, no início de 2012 (cerca de cinco anos após o começo dos abusos), a polícia de Thames Valley pediu para me ver. Os policiais estavam conduzindo investigações, há muito atrasadas, em relação à exploração sexual de meninas jovens e queriam conversar. Contei tudo a eles, e no final de março Mohammed e sua gangue estavam presos. Sem eu saber, cinco meninas estavam contando a mesma história à polícia.

“A defesa de Mohammed foi ridícula: ele alegou que eu o forçava a ingerir drogas e transar comigo. Sua advogada, uma mulher, inferiu que eu era racista, pelo fato de todos os réus serem muçulmanos.

“Pelo fato dos réus serem muçulmanos, o caso expôs questões delicadas envolvendo raça e religião. Minha leitura da realidade é clara: eles se comportavam daquele jeito por conta das diferenças na maneira de enxergarem as mulheres”.

23 de abril. O Tribunal da Coroa de Birmingham sentenciou Imran Uddin, 25, um estudante da Universidade de Birmingham, a quatro anos de prisão por invadir o sistema de computadores da universidade com o intuito de melhorar suas notas. Uddin usou dispositivos para a prática de espionagem de teclado para roubar senhas do staff e em seguida aumentou suas notas de cinco exames. Segundo consta Uddin é o primeiro estudante britânico a ir para a prisão por trapacear.

25 de abril. O The Telegraph revelou que os contribuintes britânicos estavam pagando o aluguel mensal de Hani al-Sibai, o pregador islamista que era o “mentor” de Mohammed Emwazi (mais conhecido como Jihadi John, o carrasco do ISIS). Al-Sibai, 54, pai de cinco filhos, reside em uma casa no valor de £1 milhão em Hammer-smith, bairro de West London.

27 de abril. Mohammed Kahar, 37, de Sunderland foi detido após disseminar matérias extremistas, inclusive documentos do tipo “O Curso Explosivo”, “44 Maneiras de Servir e Participar da Jihad”, “O Livro da Jihad” e “Esta é a Província de Alá”.

28 de abril. O jihadista Kazi Jawad Islam, de 18 anos, foi condenado por “aliciamento ao terrorismo” por tentar aplicar uma “lavagem cerebral” em seu amigo autista Harry Thomas, “um jovem vulnerável com dificuldades de aprendizado”, para que atacasse soldados britânicos com um cutelo.

28 de abril. Aftab Ahmed, 44, de Winchcombe Place, Heaton, foi acusado de ameaçar decapitar David Robinson-Young, candidato do Partido da Independência do Reino Unido (UKIP em inglês) em Newcastle East.

MAIO de 2015

3 de maio. Bana Gora, presidente do Muslim Women’s Council (Conselho das Mulheres Muçulmanas), anunciou planos para criar a primeira mesquita do país dirigida por mulheres, para as mulheres, em Bradford. Ela disse:

“Na época do Profeta a mesquita era o centro da vida da comunidade e do estudo, e nós esperamos reproduzir aquele modelo incluindo rezas da congregação dirigidas pelas mulheres para as mulheres. Após consultas nossa intenção é trabalhar com grupos diversificados, opiniões e organizações, incluindo o Conselho de Mesquitas para criar o etos e o espírito das mesquitas da época do Profeta”.

7 de maio. Um número recorde de 13 parlamentares muçulmanos (um salto dos 8 em 2010) foieleito nas eleições gerais na Grã-Bretanha. Oito dos parlamentares muçulmanos são mulheres.

14 de maio. O Editor para Assuntos Internos da BBC Mark Easton foi objeto de críticas depois de ter comparado o islamista Anjem Choudary, natural da Grã-Bretanha, a Mahatma Gandhi e Nelson Mandela. Michael Ellis parlamentar do Partido Conservador, integrante da última comissão especial para assuntos internos, disse o seguinte:

“A BBC parece estar obcecada em oferecer o máximo de tempo possível aos pregadores do ódio. Comparar figuras históricas que trabalharam para mudanças pacíficas com um pregador do ódio como Choudary é estarrecedor, ofensivo e inflamatório”.

O próprio Choudary rejeitou as comparações da BBC:

“As comparações com Mandela e Gandhi são enganosas. Eles são kuffar (infiéis) que vão para o inferno ao passo que eu sou muçulmano. Alhamudililah (louvado seja Alá)”.

26 de maio. Abu Haleema, pregador radical de Londres, que publicou posts de filmes na Internet atacando as Forças Armadas Britânicas, jurou nunca “sucumbir” à democracia, foiproibido de fazer uso das redes sociais e de promover seus pontos de vista. A proibição provocou descontentamento de seus seguidores quanto à supressão da liberdade de expressão.

JUNHO de 2015

1º de junho. Karim Kazane, um muçulmano de 23 anos, exigiu que Zizzi, uma rede de restaurantes italianos, lhe pagasse £5.000 (€7.000; US$7.800) em indenização por ele ter encontrado salame em um prato em uma filial em Winchester. Kazane já tinha ingerido metade da carne picante, o prato tinha carne bovina e frango, conforme anúncio, quando ele descobriu a carne proibida segundo o Islã.

4 de junho. Mohammed Rehman, 24, de Reading e Sana Ahmed Khan, 23, de Wokingham, foram acusados de estarem preparando atos de terrorismo no Reino Unido. Ambos são acusados de comprar produtos químicos para a fabricação de artefatos explosivos e de pesquisar e fazer download de instruções sobre como executar um ataque, incluindo uma cópia da revista Inspire da Al-Qaeda contendo um artigo intitulado “Como Fabricar uma Bomba na Cozinha da Sua Mãe”.

9 de junho. Sara Khan, chefe do grupo antiradicalização disse ao jornal The Guardian que professores britânicos estão com medo de denunciar a suspeição de extremismo islamista no meio estudantil por receio de serem tachados de “islamofóbicos”.

10 de junho. Um homem de negócios, muçulmano, de 34 anos, de Cardiff foi a primeira pessoa do Reino Unido a ser processada segundo as leis sobre casamento forçado que entrou em vigor em junho de 2014. O homem está cumprindo pena de 16 anos de prisão após ter confessado ter coagido uma mulher de 25 anos a se casar com ele. O elemento, que já era casado, estuprava a vítima “sistematicamente”, durante meses, ameaçando vir a público com uma filmagem dela no chuveiro, feita com uma câmera escondida se ela não casasse com ele e, além disso ameaçou matar membros da sua família se ela contasse a alguém sobre os abusos.

11 de junho. Um relatório fez um alerta sustentando que a Grã-Bretanha está diante de uma ameaça “sem precedentes” de centenas de jihadistas experimentados nos campos de batalha na Ásia, África e Oriente Médio. O relatório também alerta que agora mais britânicos receberam treinamento em terrorismo do que em qualquer outro período da sua história recente.

11 de junho. Alaa Abdullah Esayed, uma refugiada de 22 anos, oriunda do Iraque, que reside em Kennington, Sul de Londres, foi condenada a três anos e meio de prisão por tuitar mensagens que estimulavam o terrorismo. Esayed publicou mais de 45.000 tuítes em árabe em uma conta aberta para seus 8.240 seguidores entre junho de 2013 e maio de 2014, sendo que muitos destes tuítes estimulavam a jihad violenta.

12 de junho. Tamanna Begum, uma mulher muçulmana residente em Ilford, Essex, perdeu uma batalha jurídica para poder usar a jilbab islâmica, uma bata que a envolveria dos pés à cabeça, em uma creche, porque a vestimenta causaria um “leve risco” às crianças e ao staff. Begum entrou com uma ação alegando discriminação por causa de seu “background cultural e étnico”. O Juiz Daniel Serota manteve a decisão anterior do tribunal do trabalho de East London, segundo a qual a vestimenta é “plausivelmente considerada um leve risco”.

13 de junho. Talha Asmal, um adolescente de 17 anos de idade de Dewsbury, West Yorkshire, que fugiu de casa em abril para se juntar ao ISIS, segundo consta, se tornou o homem bomba mais jovem da Grã-Bretanha quando detonou explosivos amarrados ao seu corpo em um ataque a uma refinaria iraquiana. Amigos de Asmal o descrevem como um “jovem comum de Yorkshire”. Isso pode ser verdade dependendo do caso: Dewsbury, uma peculiar cidade que dependia da indústria têxtil, esteve de alguma forma ligada a mais de uma dezena de extremistas islâmicos, incluindo Mohammad Sidique Khan, o organizador dos atentados em Londres de 7 de julho de 2005.

15 de junho. Um grupo anti-Sharia chamado “One Law for All” emitiu um comunicadosolicitando ao novo governo da Grã-Bretanha que revogue os tribunais da Sharia Islâmica, os quais eles chamam de “tribunais ilegais e irregulares que determinam formas de justiçaaltamente discriminatória e de segunda categoria”. O comunicado diz o seguinte:

“Embora os tribunais da Sharia estejam vendendo a ideia de serem a favor da liberdade de religião, na realidade são ferramentas eficazes do movimento islamista de extrema-direita cujo principal objetivo é restringir e negar direitos, especialmente direitos de mulheres e crianças.

“Contrapor-se aos tribunais da Sharia não é racismo nem islamofobia, é a defesa dos direitos de todos os cidadãos, independentemente de suas crenças e background, a ser governado pelos meios democráticos segundo o princípio de uma lei para todos. Racismo se traduz na ideia de que às minorias pode ser negado direitos desfrutados pelos demais por meio de endossos de sistemas dejustiça baseados na religião, que operam de acordo com a lei divina, que devido a sua própria natureza é imune ao escrutínio do estado”.

19 de junho. Um juiz britânico determinou que um suspeito de terrorismo podia ser dispensado de usar o rastreador eletrônico porque ele violava seus direitos humanos. O suspeito, um pregador somali de 39 anos acusado de radicalizar jovens muçulmanos-britânicos, disse acreditar que o MI5 tinha colocado uma bomba na pulseira eletrônica e que o uso do dispositivo de vigilância estava fazendo com que ele tivesse “delírios”. O Juiz Collins, determinou que isso equivale à violação do Artigo 3 da Lei dos Direitos Humanos, que tem como objetivo proibir a tortura.

24 de junho. Veio à tona que a polícia de Birmingham sabia que as gangues de aliciadores de exploração sexual tinham como alvo crianças fora das escolas da cidade, mas não alertou a população por medo de ser acusada de “islamofobia”. Um relatório confidencial obtido conforme a Legislação sobre Liberdade de Informação, mostrou que a polícia estava preocupada com as “tensões dentro da comunidade” se o abuso praticado predominantemente por gangues paquistanesas que abusam de crianças viesse a público.

JULHO de 2015

1º de julho. O diretor geral da BBC Tony Hall, rejeitou as exigências de um grupo multipartidário de parlamentares para que a emissora parasse de usar o termo “Estado Islâmico” ao se referir ao grupo terrorista. Mais de 100 parlamentares assinaram a carta que solicitava que a emissora usasse o termo “Daesh” (acrônimo árabe do Estado Islâmico do Iraque e da Síria) ao se referir ao Estado Islâmico. A carta, redigida por Rehman Chishti, um parlamentar do Partido Conservador nascido no Paquistão, declara:

“O uso das denominações: Estado Islâmico, EIIL e ISIS concedem legitimidade a uma organização terrorista, que não é islâmica nem foi reconhecida como estado e que a maioria esmagadora dos muçulmanos ao redor do mundo acredita ser desprezível e ofensiva à sua religião pacífica”.

Os parlamentares fizeram a exigência em uma carta depois que o Primeiro Ministro David Cameron teceu críticas à emissora censurando a BBC por ela se referir ao Estado Islâmico pelo nome. Em uma entrevista concedida ao programa “Today” da BBC Radio 4 em 29 de junho Cameron salientou:

“Espero que a BBC pare de chamá-lo de Estado Islâmico porque ele não é um Estado Islâmico. Trata-se de um regime pavoroso e cruel. É uma distorção da religião do Islã, e como você sabe, muitos muçulmanos que estão nos ouvindo agora irão se aterrorizar toda vez que ouvirem as palavras Estado Islâmico“.

Hall disse que usar o termo Daesh não irá preservar a imparcialidade da BBC, além dela correr o risco de dar a impressão de oferecer apoio aos opositores do grupo. Ele disse que o termo é usado de forma pejorativa pelos inimigos do grupo. Daesh é parecido com “Dahes” que em árabe significa “aquele que semeia discórdia”.

20 de julho. David Cameron esboçou um novo plano de cinco anos para combater o extremismo islâmico na Grã-Bretanha. Em um pronunciamento histórico em Birmingham, Cameron chamou a luta contra o extremismo islâmico de “batalha da nossa geração”.

27 de julho. O Telegraph informou que o número de adolescentes e crianças que são enviadas a programas contraradicalização irá dobrar em apenas dois anos devido à fascinação pelo ISIS. Jovens estão sendo enviados ao Channel Project, um programa de antiradicalização do governo, esses adolescentes estão sendo enviados ao programa a uma velocidade de mais de um por dia, em meio a receios de que muitos deles estejam correndo o risco de se tornaram jihadistas. Em um determinado caso uma criança de três anos foi enviada ao programa. Em outros casos alunos de escolas que desenhavam bombas ou faziam ameaças islamistas também foram enviados ao programa.

AGOSTO de 2015

1º de agosto. O Daily Mail noticiou que Shamima Begum, 15, fugiu de sua casa em East London para se tornar uma noiva jihadista na Síria, foi radicalizada em uma instituição beneficente de mulheres em uma mesquita em East London, uma das maiores mesquitas da Grã-Bretanha. Inicialmente líderes islâmicos e alguns de seus familiares culparam a Internet pelo aliciamento, mas o Mail descobriu que Sharmeena foi primeiramente radicalizada dentro da mesquita de East London, supostamente por mulheres do Islamic Forum of Europe (Fórum Islâmico da Europa IFE em inglês), grupo vinculado à Irmandade Muçulmana.

5 de agosto. Anjem Choudary, extremista islâmico natural da Grã-Bretanha, foi posto em prisão preventiva, acusado de cometer o crime de terrorismo ao estimular as pessoas a se juntarem ao ISIS. Choudary, 48, e Mohammed Rahman, 32, compareceram ao Tribunal de Primeira Instância de Westminster e foram acusados de infringir repetidamente o Artigo 12 da Lei contra o Terrorismo. Choudary disse não ter receio de ir para a cadeia, que ele descreve como solo fértil para conquistar mais conversões para o Islã. “Se me detiverem e me colocarem na cadeia eu continuarei com a minha atividade na prisão”, adverte ele. “Vou radicalizar todo mundo na prisão”.

18 de agosto. Um juiz em Londres determinou que uma menina de 16 anos fosse tirada de seus pais depois que eles a aliciaram para se tornar uma noiva jihadista. A polícia encontrou sua casa repleta de propaganda jihadista, incluindo um livro com o título “How to Survive in the West — A Mujahid’s Guide” (Como Sobreviver no Ocidente — Guia do Mujahid). O Juiz Hayden disse que sua mãe e seu pai, ambos “desonestos”, fizeram tanto mal a ela quanto estupradores de crianças. O avião que a levaria para a Síria foi impedido de levantar voo por agentes do contraterrorismo enquanto a aeronave estava taxiando na pista do Aeroporto de Heathrow, os agentes a retiraram do avião que iria partir para a Turquia.

26 de agosto. Uma colegial de 16 anos admitiu ser culpada de duas acusações de terrorismo ao comparecer ao principal Juizado da Infância e da Juventude de Manchester. Ela confessou ser culpada das acusações depois que foram encontradas em seu telefone instruções de como fabricar bombas, juntamente com fotos de crianças mortas, execuções e material de propaganda do ISIS.

SETEMBRO de 2015

17 de setembro. Um tribunal de apelação em Londres determinou que seria adequado que Jamal Muhammed Raheem Ul Nasir, um violentador de crianças que abusou de duas meninas muçulmanas, fosse condenado a um período mais longo do que se as vítimas fossem brancas, porque vítimas muçulmanas de crimes sexuais sofrem mais devido à vergonha que elas têm que passar. Advogados do pedófilo argumentaram que a sentença original era demasiadamente dura. A National Society for the Prevention of Cruelty to Children (Sociedade Nacional para a Prevenção de Atos Cruéis contra Crianças – NSPCC) declarou:

“A justiça britânica deveria funcionar em condições iguais para todos, e as crianças precisam ser protegidas independentemente das diferenças culturais. Independentemente de raça, religião ou sexo, cada criança merece ter o direito a segurança e proteção contra abuso sexual e os tribunais devem espelhar isso”.

18 de setembro. O jornal The Times informou que a inteligência britânica está monitorando mais de 3.000 extremistas islamistas autóctones, dispostos a desfechar atentados na Grã-Bretanha. De acordo com a notícia, homens e mulheres britânicos, entre eles muitos adolescentes, estão sendo radicalizados em questão de semanas, a ponto de estarem aptos a executar atos violentos.

26 de setembro. O Queen Elizabeth Hospital em Margate, Kent, pediu desculpas ao Sargento da Força Aérea Mark Prendeville depois que ele foi afastado de outros pacientes, porque alguns membros da equipe disseram que sua farda poderia ofender pacientes muçulmanos.

Também em setembro, uma exposição de arte que estava comemorando a liberdade de expressão proibiu a exibição de trabalhos artísticos anti-ISIS, depois que a polícia manifestou preocupação com a segurança. “ISIS Ameaça Sylvania”, uma série de sete quadros satíricos destacando os brinquedos de crianças Sylvanian Families, foi retirada da exposição Passion for Freedom (Paixão pela Liberdade) depois que a polícia manifestou preocupação em relação ao “conteúdo potencialmente inflamatório” da exposição. A polícia informou aos organizadores que se eles forem adiante com os planos para a exibição, eles terão que pagar £36.000 (US$53,000) para a segurança dos seis dias do evento.

OUTUBRO de 2015

9 de outubro. O Channel 4 News noticiou que o muçulmano convertido Jamal al-Harith recebeu do governo britânico £1 milhão (US$1,5 milhões) após sua libertação do campo de detenção de Guantánamo Bay em Cuba e, em seguida ele fugiu para a Síria para se juntar ao ISIS.

12 de outubro. Nadir Syed, 21, Yousaf Syed, 19 e Haseeb Hamayoon, 27, compareceram ao Tribunal da Coroa de Woolwich para o início de seus julgamentos. Os promotores dizem que o trio planejava, em nome do ISIS, decapitar pessoas nas ruas da Grã-Bretanha. Segundo consta, eles também planejavam usar uma faca de caçador para assassinar um policial, soldado ou alguém do público no Dia da Lembrança também conhecido como Dia do Armistício, um feriado nacional em homenagem ao fim da Primeira Guerra Mundial. O tribunal ouviu que os acusados “mostravam um interesse não natural nos assassinatos e nas decapitações”.

25 de outubro. Veio à tona que Abdulrahman Abunasir, um imigrante que violentou uma mulher duas semanas após chegar à Grã-Bretanha, está obstruindo os esforços para deportá-lo sob a alegação de que ele é um refugiado sírio. Abunasir entrou com um pedido de asilo enquanto cumpria uma pena de 18 meses de prisão pelo estupro. Quando ele foi interrogado pelos oficiais da imigração, no entanto, foi constatado que ele não sabia como responder as perguntas mais simples sobre a Síria. Agentes britânicos dizem que há um “altíssimo grau de certeza” de que Abunasir é do Egito, porém segundo as leis de direitos humanos da Europa, eles não têm como deportá-lo porque não têm como provar sua nacionalidade.

27 de outubro. Um funcionário muçulmano de uma usina nuclear em West Kilbride, Escócia, foiafastado das dependências do complexo após ser pego estudando materiais para a fabricação de bombas em horário de trabalho. Uma fonte da usina afirmou: “não é possível trabalhar com pessoas que tenham acesso ao reator e que tenham qualquer interesse em explosivos. Ninguém sabe o que se passa na cabeça dele, mas não é o que você quer em uma usina nuclear”.

29 de outubro. A British Muslim Youth (Juventude Muçulmana da Grã-Bretanha), um grupo islâmico de Rotherham, conclamou os muçulmanos a boicotarem a polícia porque a investigação sobre um caso de exploração sexual de uma criança na cidade é o mesmo que “marginalizar e desumanizar” os muçulmanos. Em uma mensagem postada na Internet, o grupo emitiu uma ordem para que os patrícios muçulmanos cortem imediatamente todos os laços com os agentes da lei ou então corram o risco de se tornarem párias em suas próprias comunidades.

30 de outubro. Atiq Ahmed, 32, de Oldham, Grande Manchester, foi condenado a dois anos e meio de prisão por ameaçar decapitar um policial. A polícia encontrou em sua residência uma pilha de vídeos de execuções e decapitações. Após assistir os vídeos, o Juiz Michael Topolski QC declarou: “muitos desses vídeos são profundamente preocupantes, verdadeiramente horripilantes e nada tem a ver com as verdadeiras práticas dessa milenar e venerável religião”.

NOVEMBRO de 2015

1º de novembro. O Independent publicou um editorial com o título: “O Profeta Maomé Tinha Valores Britânicos, de modo que a única maneira de combater o extremismo é ensinar mais do Islã nas escolas”.

1º de novembro. O Sunday Times revelou que investigadores do governo descobriram que presidiários não-muçulmanos, em diversas prisões de segurança máxima da Grã-Bretanha, estão sendo obrigados a pagar uma “taxa de proteção” a presidiários muçulmanos radicais por medo de atos violentos. A “taxa”, também conhecida como “jizya” está sendo imposta por gangues de extremistas islâmicos nas prisões de Belmarsh, Long Lartin, Woodhill e Whitemoor. Presidiários não-muçulmanos disseram que estão sofrendo bullying e sendo ameaçados de sofrerem atos violentos a menos que façam os pagamentos com cartões telefônicos, alimentos, fumo ou drogas. Algumas das supostas vítimas disseram que foram instruídas a arrumarem amigos e familiares fora da cadeia para que façam a transferência do dinheiro para contas bancárias controladas por islamistas.

3 de novembro. Kasim Ali, 25 juntamente com seus primos Adeel Ali, 20 e Razi Khalid, 18 que foram considerados culpados de um “ataque em nome da honra” contra um namorado de uma de suas irmãs, foram poupados de irem para a prisão. Os três homens, todos de Blackburn, Lancashire, tiveram como alvo Aquib Baig porque a família dele não aprovava seu namoro com a irmã deles. Eles depredaram seu carro antes de persegui-lo dentro de uma loja, onde aos chutes e pontapés o espancaram na frente de clientes horrorizados. O Juiz Recorder Julian Shaw assinalou:

“Não há lugar para violência em nome da religião ou da honra. é abominável, é contra a sua religião e é ilegal. Eu espero que todos vocês estejam envergonhados por estarem presentes neste tribunal. Não há dúvida que suas famílias estão perplexas, balançando a cabeça se perguntando: o que fizemos de errado. Eles estão sendo humilhados e constrangidos ao verem vocês aqui, um grupo covarde atacando uma pessoa. Voltem para sua comunidade, para suas famílias e reconstruam suas reputações. Não voltem nunca mais para assombrar este tribunal com algum tipo de violência em nome da honra”.

9 de novembro. Veio à tona que professores muçulmanos na Academia de Oldknow, uma escola envolvida no escândalo do “cavalo de Tróia”, tentaram islamizar escolas britânicas, obrigando os alunos a recitarem cânticos anticristãos. Os ex-professores Jahangir Akbar e Asif Khan, ao que consta, incitavam os alunos gritando “não acreditamos no Natal, acreditamos”? e “Jesus não nasceu em Belém, nasceu”? Christopher Gillespie, o advogado do National College for Teaching and Leadership, disse que “foi fechado um acordo para introduzir uma influência religiosa exagerada no currículo escolar na Escola de Oldknow. É turva a diferença entre uma escola religiosa e uma escola do estado, para não dizer inexistente”.

12 de novembro. A polícia britânica prendeu Bakr Hamad, Zana Abdul Rahman, Kadir Sharif e Awat Wahab Hamasalih como parte de uma operação antiterrorismo ligada a conspirações para o recrutamento de homens bomba e sequestro de diplomatas ocidentais. Acredita-se que os quatro homens do Iraque aos quais foram concedidos o status de asilados na Grã-Bretanha faziam parte de uma facção da al-Qaeda que usava a Internet para recrutar homens bomba, estabelecer “células adormecidas” dentro da Europa e atacar alvos no exterior.

13 de novembro. Yahya Rashid, 19, foi condenado em um julgamento no Tribunal da Coroa de Woolwich, acusado de dois crimes por se preparar para cometer atos de terrorismo. Rashid usou o empréstimo a estudantes para reservar voos para a Turquia para ele e outros quatro com a intenção de viajarem para a Síria para se juntarem ao ISIS. Atendendo aos apelos de sua família para que voltasse para casa, Rashid acabou mudando de ideia e ficou na Turquia. Ele voltou para Londres em março de 2015 e foi preso ao desembarcar.

17 de novembro. Nissar Hussain, de 49 anos, pai de cinco filhos que se converteu ao cristianismo, foi brutalmente espancado em frente a sua casa em St Paul’s Road, Manningham. O vídeo do espancamento, capturado por uma câmera de circuito interno da casa de Hussain, mostra dois homens encapuzados saindo de um carro estacionado em frente a sua casa e em seguida golpeando-o por 13 vezes com uma picareta. A polícia está tratando do caso como crime de intolerância religiosa. Hussain disse que ele e sua família estão enfrentando uma série de perseguições, intimidações e medo nas mãos de muçulmanos radicais desde 2008, quando eles apareceram em um documentário do canal de TV Channel 4 sobre abusos cometidos contra muçulmanos convertidos.

DEZEMBRO de 2015

9 de dezembro. Policiais corroboraram a alegação feita pelo candidato à presidência dos Estados Unidos Donald Trump de que partes de Londres se transformaram em zonas proibidas para a polícia britânica devido ao extremismo muçulmano. As declarações de Trump foramridicularizadas pelo Primeiro Ministro David Cameron e pelo Prefeito de Londres Boris Johnson. A Secretária do Interior Theresa May insiste que “a polícia de Londres não tem medo de policiar as ruas”. A Polícia Metropolitana emitiu um comunicado dizendo:

“Normalmente não damos importância a esse tipo de comentários, desta vez, no entanto, acreditamos ser de interesse dos londrinos afirmarmos que o Sr Trump está redondamente errado. Qualquer candidato às eleições presidenciais dos Estados Unidos está convidado a receber um briefing da Polícia Metropolitana sobre a realidade do policiamento de Londres”.

Contudo um policial de Lancashire disse o seguinte: “há bolsões muçulmanos em Preston que se quiséssemos patrulhar teríamos que entrar em contato com os líderes da comunidade muçulmana local, para obtermos permissão de realizar tal missão”. Outro policial disse que ele e seus colegas temem ser alvos de ataques terroristas e também falou sobre “terríveis advertências” dos chefes de polícia (em off) para que os policiais não usem fardas “nem em seus próprios carros”. E ainda por cima outro policial disse: “a islamização ocorreu e continua ocorrendo. Bolsões muçulmanos não são novidade”.

Um policial de Yorkshire escreve o seguinte:

“Nesse caso ele (Trump) não está errado. Na melhor das hipóteses nossos líderes estão mal informados ou simplesmente são hipócritas. Ele aponta para algo totalmente óbvio, algo que eu acredito que nós como nação não estamos dispostos a reconhecer, você acredita que um departamento de polícia dos EUA iria proibir policiais de usarem suas fardas por MEDO que eles possam ser mortos por extremistas”?

17 de dezembro. O governo britânico publicou a tão esperada avaliação sobre a Irmandade Muçulmana. O assim chamado Relatório Jenkins concluiu que a Irmandade Muçulmana não tem ligação com nenhuma atividade relacionada com o terrorismo dentro ou contra o Reino Unido”. No entanto o relatório também manifesta preocupação sobre a maneira “às vezes dissimulada, para não dizer clandestina” que a Irmandade Muçulmana tem operado no passado recente, com o objetivo de moldar o modo muçulmano de pensar através de três grupos: a Associação Muçulmana da Grã-Bretanha, o Conselho Muçulmano da Grã-Bretanha e a Sociedade Islâmica da Grã-Bretanha.

17 de dezembro. O Conselho de Mesquitas Waltham Forest, que alega representar 70.000 muçulmanos em Londres, jurou boicotar o programa Prevent antiterrorista do governo, censurando as diretrizes do programa, acusando-as de serem um ataque racista contra a comunidade islâmica. Foi a primeira vez que um conselho de mesquitas adotou um boicote dessa natureza, isso solapa a tentativa do governo de envolver comunidades religiosas no combate à radicalização.

26 de dezembro. O Times noticiou que muçulmanos estão boicotando o programa Prevent antiterrorista do governo. Menos de um décimo das pistas sobre o extremismo estão vindo diretamente da comunidade muçulmana. A revelação de que menos de 300 pistas foram fornecidas pela comunidade em seis meses, irá levantar a preocupação de que estão ocultando da polícia informações que poderiam impedir ataques terroristas.

29 de dezembro. Mohammed Rehman, 25 e sua esposa Sana Ahmed Khan, 24 foramconsiderados culpados de planejar um ataque terrorista inspirado no ISIS em um shopping center ou em um metrô em Londres. Só foi possível frustrar o complô quando Rehman usou o nome de usuário do Twitter SilentBomber para enviar um tuíte pedindo ajuda para identificar o melhor alvo. Os policiais então invadiram sua residência em Reading, Berkshire, onde encontraram 10 kg de explosivos de nitrato. A promotoria disse que Rehman completaria a fabricação do artefato em questão de dias, que causaria muitas vítimas caso ele não tivesse sido pego a tempo pela polícia anti-terror.

Durante o julgamento, o tribunal tomou conhecimento que Khan tinha sublinhado passagens em uma cópia do Alcorão onde se lia o seguinte: “Matai-os onde quer se os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram… Tal será o castigo dos incrédulos”. Outra passagem com realce dizia: “Está-vos prescrita a luta (pela causa de Deus), embora o repudieis. É possível que repudieis algo que seja um bem para vós e, quiçá, gosteis de algo que vos seja prejudicial”.

por Soeren Kern

Soeren Kern é colaborador sênior doGatestone Institutesediado em Nova Iorque. Ele também é colaborador sênior do European Politics do Grupo de Estudios Estratégicos / Strategic Studies Group sediado em Madri. Siga-o noFacebooke noTwitter. Seu primeiro livro,Global Fire, estará nas livrarias no início de 2016.

http://pt.gatestoneinstitute.org/7198/islamizacao-gra-bretanha

Líder político de Hamas incita a más violencia

Khaled Meshaal dice que los palestinos han renunciado a la idea de la paz y deben abrazar la yihad en su lugar.

AGENCIA DE NOTICIAS ENLACE JUDÍO MÉXICO – El líder de Hamas, Khaled Meshaal, ha elogiado la reciente ola de ataques palestinos contra israelíes y dijo que puesto que los palestinos han llegado a la conclusión de que el proceso de paz es inútil, el camino de la “Yihad, el sacrificio y la sangre” es el único camino a seguir.

“Los palestinos han llegado a la conclusión de que las negociaciones con los (israelíes) no sirven para nada”, dijo Mashaal durante una visita a la capital malasia de Kuala Lumpur el 10 de diciembre “El llamado proceso de paz es inútil. No hay paz. Sólo el camino de la Yihad, el sacrificio y la sangre (dará frutos)”.

Meshaal, que vive en el exilio en Qatar, estuvo en Malasia la semana pasada a la cabeza de una delegación de altos funcionarios de Hamas para una visita de cuatro días para reunirse con funcionarios del gobierno y políticos.

“Nuestros derechos no se restaurarán a través del Consejo de Seguridad de la ONU, sino por medio del reclutamiento”, dijo en un discurso, según una traducción proporcionada por el grupo de vigilancia del Instituto de Investigación Mediática de Oriente Medio con sede en Washington. “Dos mil ‘misiles’ verbales no se comparan con un solo cohete de hierro. Los niños y jóvenes de Cisjordania han absorbido el mensaje.

“Las armas como fusiles Kalashnikov o misiles no están a mano, pero hay cuchillos y coches con los que actuar sobre los enemigos”, agregó. “Por Dios, después de los cuchillos utilizados por los habitantes de la Ribera Occidental y Jerusalem, alguien puede tener una excusa para abandonar el camino de la yihad? Nadie puede tener una excusa”.

Unos 20 israelíes han muerto en tres meses en ataques terroristas casi todos los días por apuñalamiento, tiros, y embestidas con coche de palestinos centrados en civiles y fuerzas de seguridad. También han muerto más de 100 palestinos, gran parte asaltantes a los que se disparó mientras llevaban a cabo los ataques, algunos de ellos adolescentes. Otros palestinos han muerto en enfrentamientos violentos con las fuerzas de seguridad israelíes.

“Nuestro Señor dice: ‘Allah no impone a nadie un deber, sino en la medida de su capacidad’”, continuó Mashaal. “También dijo: “Prepárense para lo que puedan”

“Por lo tanto, el joven que arriesga su vida y su hermana heroica, con nada más que un cuchillo en la mano, se justifican y Dios los acepta. Esto depende de Alá, pero acepta su Jihad y su martirio.

“Por Dios, que son los más exaltados y las más nobles de las personas”.

Funcionarios israelíes se han quejado en repetidas ocasiones de que la incitación por parte de funcionarios palestinos ha ido alimentando la reciente ola de ataques.

El lunes, el Centro Palestino de Investigación Política publicó los resultados de una reciente encuesta de la opinión pública palestina en Cisjordania y la Franja de Gaza, que encontró que dos tercios de la población apoyan la actual ola de apuñalamientos contra israelíes, y el mismo porcentaje apoya un levantamiento armado más grande.

Hamas, designado como grupo terrorista por Israel y EE.UU., es el gobernante de facto en la Franja de Gaza.

Según la encuesta, el 65% de los palestinos también quiere que renuncie el presidente de la Autoridad Palestina, Mahmoud Abbas, y la encuesta indica que en elecciones presidenciales perdería en favor de los gobernantes islamistas de Gaza de Hamas.

Fuente: The Times of Israel / Stuart Winer

Traduce y edita: Silvia Schnessel para Enlace Judío México

http://www.enlacejudio.com/2015/12/15/lider-politico-de-hamas-incita-a-mas-violencia/

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