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A BBC apela à ONU devido “punição coletiva” de seus jornalistas pelo Irã

A BBC britânica informou nessa segunda-feira que apelou às Nações Unidas para proteger seus jornalistas no Irã depois de declarar que a perseguição e o assédio à imprensa pelas autoridades iranianas aumentaram em 2017.

“A BBC está tomando o passo sem precedentes de apelar para as Nações Unidas porque nossas próprias tentativas de persuadir as autoridades iranianas para que acabem com seu assédio foram completamente ignoradas”, disse o diretor-geral da BBC, Tony Hall, em um comunicado.

“Na verdade, nos últimos nove anos, a punição coletiva dos jornalistas do Serviço Persa da BBC e suas famílias piorou”.

O secretário estrangeiro da Grã-Bretanha, Boris Johnson, disse em dezembro que ele denunciou “o assédio oficial de jornalistas que trabalham para a BBC persa e suas famílias dentro do Irã” com seu homólogo iraniano Mohammad Javad Zarif quando visitou Teerã.

A emissora disse que jornalistas em Londres trabalhavam na BBC persa, parte do BBC World Service, e suas famílias no Irã foram alvo desde o lançamento da estação de TV via satélite em 2009.

O assédio aumentou no ano passado, quando as autoridades iranianas alegaram que o trabalho do serviço era um crime contra a segurança nacional do Irã e congelou os ativos de mais de 152 funcionários atuais e ex-persas da BBC, afirmou.

BBC persa disse na época que foi outro passo do Judiciário do Irã para silenciar jornalistas imparciais.

A BBC disse que outras medidas contra seus jornalistas incluíram a prisão e detenção arbitrária de membros da família no Irã, o confisco de passaportes e proibições de viagem impedindo que as pessoas saíssem do Irã e a propagação de notícias falsas e difamatórias dirigidas a pessoas, especialmente mulheres jornalistas.

O Irã acusou a BBC de incitar a agitação após a disputa da reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad em 2009 e disse que seus jornalistas transmitiram contra os interesses nacionais da República Islâmica.

No ano seguinte, proibiu os iranianos de entrarem em contato com dezenas de organizações estrangeiras, incluindo a BBC, que dizia estar tentando derrubar a teocracia islâmica.

A BBC disse que planejaria uma série de eventos em parceria com a Federação Internacional de Jornalistas nesta semana durante a 37ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra.

Com informações de Middle East MonitorMiddle East Monitor

 

Turquia prende representante da Repórteres Sem Fronteiras por propaganda terrorista

Três detidos participaram de campanha em favor do jornal pró-curdo mais antigo do país

ISTAMBUL — A Justiça da Turquia ordenou a prisão de um representante da ONG Repórteres Sem Fronteiras, Erol Önderoglu, por propaganda terrorista. Ele participou de uma campanha em favor do jornal pró-curdo mais antigo do país, que já enfrentou diversos episódios de repressão. Sob a mesma acusação, também foram presos a presidente da Fundação de Direitos Humanos da Turquia, Sebnem Korur Fincanci, e o jornalista Ahmet Nesin.

Os três detidos exerceram por um dia a direção do jornal “Özgür Gündem” para demonstrar apoio à publicação. Enquanto esperam por um julgamento definitivo, eles foram presos preventivamente nesta segunda-feira.

No total, 44 jornalistas e intelectuais já participaram da iniciativa — dois quais 37 estão sendo investigados pela Justiça, mas ninguém havia sido preso até então.

Nas últimas duas décadas, o “Özgür Gündem” já teve diversos profissionais presos pelas suas publicações que discutem a questão curda na Turquia. Recentemente, a repressão contra o jornal aumentou por conta da luta armada entre o PKK e as tropas turcas.

Antes de serem presos, os jornalistas afirmaram que a iniciativa da Justiça turca é uma ofensiva contra a publicação pró-curda. Com 38 anos de carreira, Nesin disse que nunca havia sido alvo de detenções pelo seu trabalho até hoje — o que, para ele, evidencia a cada vez mais difícil situação da liberdade de imprensa no país.

— Dizer que estamos chocados com o que aconteceu é pouco — disse ao “El País” o representante da RSF para a Europa Oriental, Johann Bihr. — Fica óbvio que, quando as autoridades prendem um defensor da liberdade de imprensa tão proeminente como Erol Önderoglu, o que estão fazendo é enviar uma mensagem intimidatória ao resto. Indicar que ninguém está protegido.

REPRESSÃO À IMPRENSA

Segundo Önderoglu, 28 jornalistas turcos atualmente estão presos. A maioria deles pertence a veículos esquerdistas ou pró-curdos.

Os últimos sentenciados foram o editor-chefe do jornal “Cumhuriyet”, Can Dundar, e o correspondente em Ancara, Erdem Gul. Detidos antes do julgamento, eles foram acusados de espionagem e de trabalhar com um clérigo baseado nos EUA contra a atual administração turca.

Em maio de 2015, Cumhuriyet publicou um vídeo com imagens da polícia encontrando armas em caminhões supostamente ligados à inteligência turca perto da fronteira com a Síria. Isso levantou suspeitas de que a Turquia estaria fornecendo armas aos rebeldes islâmicos no país vizinho.

Em resposta, as autoridades locais insistiram que os caminhões estavam, na verdade, levando suprimentos às minorias turcas no país.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/turquia-prende-representante-da-reporteres-sem-fronteiras-por-propaganda-terrorista-19545761#ixzz4CDnhM5e0
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Egito condena dois jornalistas e outros quatro à morte por espionagem

Já condenado à morte, ex-presidente Mohammed Morsi pega mais uma prisão perpétua

CAIRO — Um tribunal egípcio condenou neste sábado seis pessoas à morte pelo vazamento de documentos relacionados à segurança nacional ao Qatar — incluindo dois funcionários da TV Al-Jazeera, emissora que também teria recebido as informações. No mesmo caso, o ex-presidente do Egito Mohammed Morsi foi mais uma vez sentenciado à prisão perpétua. O ex-líder islâmico, que foi tirado do poder em julho de 2013, já enfrenta uma condenação à pena de morte em outro caso.

Os funcionários da TV com base em Doha foram identificados como o produtor Alaa Omar Mohammed e o editor Ibrahim Mohammed Hilal. Os condenados poderão apelar dos vereditos deste sábado.

Eles foram condenados à revelia, junto com Asmaa al-Khateib, que trabalhava para uma rede de veículos de comunicação suspeita de conexões com a Irmandade Muçulmana de Morsi.

— Os acusados colocaram o país em grande perigo, e por isso merecem nada menos do que a pena de morte — declarou o juiz Mohamed Cherine Fahmy.

O ex-presidente foi condenado por ter subtraído documentos secretos relativos à segurança do Estado, durante o seu curto mandato de um ano, entre 2012 e 2013, informou à AFP seu advogado Abdel Moneim Abdel Maqsud. Estes documentos incluíam relatórios altamente sensíveis sobre o exército, o envio de tropas e armas, de acordo com os promotores.

Após Morsi ter sido expulso do poder, a Irmandade Muçulmana foi proibida e declarada um grupo terrorista. Há um ano, uma corte egípcia confirmou a sentença de morte para Mursi por fugir da prisão e comandar ataques em 2011.

Em decisão anterior, o mesmo tribunal condenou Mursi à prisão perpétua por conspirar a favor do movimento palestino Hamas, do grupo libanês Hezbollah e do Irã. Outros dois processos resultaram na sua condenação à prisão perpétua e a 20 anos de prisão.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/egito-condena-dois-jornalistas-outros-quatro-morte-por-espionagem-19535438#ixzz4Bwh7pN75
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Palestinos: Viés e Ignorância da Mídia Ocidental

  • Jornalistas estrangeiros que fazem suas coberturas a partir de Jerusalém e Tel Aviv têm se recusado, por anos a fio, a expor a corrupção financeira e as violações dos direitos humanos tão comuns nos regimes da Autoridade Palestina (AP) e do Hamas. O “sofrimento” palestino e o “mal” da “ocupação” israelense são os únicos tópicos admissíveis.
  • Outro colega radicado em Ramala verbalizou que há alguns anos foi contatado por um correspondente novato para que intermediasse uma entrevista com Yasser Arafat. Só que naquela época Arafat já estava morto há vários anos. Recém formado na escola de jornalismo e desinformado sobre o Oriente Médio, o jornalista, ao que tudo indica, foi considerado pelos editores um ótimo candidato para cobrir o conflito israelense-palestino.
  • Repórteres ocidentais fariam um bem a si próprios se não esquecessem que o jornalismo nessa região não gira em torno de ser pró-Israel ou pró-palestino. Melhor dizendo, ele gira em torno de ser “pró” verdade, mesmo que a verdade contradiga o que eles prefeririam acreditar.

Recentemente dois jornalistas pediram para que fossem escoltados até a Faixa de Gaza para entrevistarem colonos judeus que lá residem.

Não, não é o começo de uma piada. Esses jornalistas se encontravam em Israel no final de 2015 e estavam falando sério.

Imagine o constrangimento deles ao serem informados que Israel tinha se retirado totalmente da Faixa de Gaza há dez anos.

Convenhamos que se faz necessário ter certa compaixão para com eles. Esses colegas estrangeiros eram novatos que desejavam causar sensação por estarem se dirigindo para um lugar “perigoso” como a Faixa de Gaza, para fazer uma reportagem sobre os “colonos” que lá residem. O pedido deles não causou nenhuma surpresa a ninguém, nem mesmo aos meus colegas locais.

Esses “jornalistas paraquedistas”, como são às vezes chamados, são soltos na região sem terem recebido o mínimo de informações sobre os fatos básicos do conflito israelense-palestino. Lamentavelmente, correspondentes dessa estirpe são a regra e não a exceção. Um repórter britânico, particularmente sem noção, vem à mente:

quando Israel assassinou o líder espiritual e fundador do Hamas Ahmed Yasmin em 2004, um jornal britânico despachou seu repórter investigativo para cobrir o caso. Para esse repórter, a região, bem como o Hamas eram terra virgem. Seus editores enviaram-no ao Oriente Médio, segundo ele, porque ninguém estava disposto a ir.

Muito bem, nosso herói fez a reportagem sobre o assassinato de Ahmed Yassin no bar do Hotel American Colony. O subtítulo da sua reportagem assinalava que ele se encontrava na Faixa de Gaza e que tinha entrevistado parentes do líder morto do Hamas.

Não é raro se sentir como um para-raios desse tipo de histórias. Outro colega radicado em Ramala verbalizou que há alguns anos foi contatado por um correspondente novato para que intermediasse uma entrevista com Yasser Arafat. Só que naquela época Arafat já estava morto há vários anos. Recém formado na escola de jornalismo e desinformado sobre o Oriente Médio, o jornalista, ao que tudo indica, foi considerado pelos editores um ótimo candidato para cobrir o conflito israelense-palestino.

Em três décadas cobrindo a mesma ladainha, fiquei bem familiarizado com esse tipo de jornalista. Eles pegam um avião, leem um ou dois artigos no Times e acham que estão aptos a se tornarem especialistas no que tange o conflito israelense-palestino.

Alguns até me garantiram que antes de 1948 havia aqui um estado palestino cuja capital era Jerusalém Oriental. A exemplo dos mal informados jovens colegas que desejavam entrevistar os não-existentes colonos judeus na Faixa de Gaza de 2015, eles ficaram um tanto surpresos ao saberem que antes de 1967 a Cisjordânia estava sob o controle da Jordânia e que a Faixa de Gaza era governada pelo Egito.

Há alguma diferença entre um cidadão árabe de Israel e um palestino da Cisjordânia ou da Faixa de Gaza? Meus colegas estrangeiros podem muito bem não serem capazes de saber se há ou não há. A carta magna do Hamas realmente preconiza que o movimento islâmico objetiva substituir Israel por um império islâmico? Se for este o caso, meus colegas de trabalho de diversos países, não terão condições de elucidar a sua dúvida.

Há alguns anos, uma memorável jornalista pediu para visitar a “destruída” cidade de Jenin, onde “milhares de palestinos foram massacrados por Israel em 2002”. Ela estava se referindo à operação das Forças de Defesa de Israel (IDF) no campo de refugiados em Jenin onde cerca de 60 palestinos, muitos deles milicianos e 23 soldados da IDF foram mortos em um combate.

Deixando a compaixão de lado, é difícil imaginar que na era da Internet ainda haja esse grau de desinformação e preguiça profissional.

Mas quando se trata de cobrir o conflito israelense-palestino, aparentemente a ignorância é a glória. Ideias equivocadas sobre o que acontece aqui assolam a mídia internacional. A dualidade da designação mocinho/bandido é o norte por aqui. Alguém tem que ser o mocinho (os palestinos foram incumbidos para esta tarefa) e alguém tem que ser o bandido (esta ficou para os israelenses). E tudo é refletido através deste prisma.

No entanto o buraco é mais embaixo. Muitos jornalistas ocidentais que cobrem o Oriente Médio não sentem a necessidade de disfarçar seu ódio contra Israel e contra os judeus. Mas em se tratando dos palestinos, esses jornalistas não veem mal nenhum. Jornalistas estrangeiros que fazem suas coberturas a partir de Jerusalém e Tel Aviv têm se recusado, por anos a fio, a expor a corrupção financeira e as violações dos direitos humanos tão comuns nos regimes da Autoridade Palestina (AP) e do Hamas. Eles provavelmente temem ser considerados “agentes sionistas” ou “propagandistas” de Israel.

Para completar há os jornalistas locais contratados pelos relatores ocidentais e veículos de mídia para auxiliarem na cobertura do conflito. Esses jornalistas podem se recusar a cooperar em qualquer história que possa ser considerada “antipalestina”. O “sofrimento” palestino e o “mal” da “ocupação” israelense são os únicos tópicos admissíveis. Os jornalistas ocidentais, por sua vez, estão propensos a não irritarem seus colegas palestinos: eles não querem ver seu acesso às fontes palestinas ser negado.

Portanto, não deveria causar nenhuma surpresa a indiferença da mídia internacional em face da atual onda de esfaqueamentos e atropelamentos intencionais contra os israelenses. Qualquer um teria imensa dificuldade em encontrar um jornalista ocidental ou órgão da mídia que se refira aos homicidas palestinos como “terroristas”. Na realidade, as manchetes internacionais, amiúde, demonstram muito mais comiseração com os algozes palestinos que são mortos no ato da agressão do que com os israelenses que são, antes da mais nada, primeiramente atacados.

Obviamente, o exposto acima não se aplica a todos os jornalistas. Alguns jornalistas dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Europa são bem informados e imparciais. Lamentavelmente, contudo, estes representam um grupo extremamente pequeno da grande mídia do Ocidente.

Repórteres ocidentais, especialmente aqueles que são “soltos de paraquedas” no Oriente Médio, fariam um bem a si próprios se não esquecessem que o jornalismo nessa região não gira em torno de ser pró-Israel ou pró-palestino. Melhor dizendo, ele gira em torno de ser “pró” verdade, mesmo que a verdade contradiga o que eles prefeririam acreditar.

por Khaled Abu Toameh

Tradução: Joseph Skilnik

Khaled Abu Toameh é um jornalista premiado radicado em Jerusalém.

http://pt.gatestoneinstitute.org/7303/palestinos-midia-ocidental

Jornalistas turcos podem pegar prisão perpétua por denúncia contra governo

Punição severa levanta preocupações sobre liberdade de imprensa na Turquia.

ANCARA — Dois jornalistas turcos podem passar a vida na prisão por terem publicado uma matéria acusando o governo de armar extremistas do Estado Islâmico na Síria. O editor-chefe do jornal “Cumhuriyet”, Can Dundar, e o correspondente em Ancara, Erdem Gul, foram acusados de espionagem e de trabalhar com um clérigo baseado nos EUA contra a atual administração.

A pena foi criticada pela organização internacional Human Rights Watch, que disse considerar que os dois jornalistas só estavam fazendo seu trabalho. Da mesma forma, o comissionário da União Europeia Johannes Hahn afirmou que estava “chocado” com a severidade da sentença proclamada pela Procuradoria turca.

No último mês de maio, Cumhuriyet publicou um vídeo com imagens da polícia encontrando armas em caminhões supostamente ligados à inteligência turca perto da fronteira com a Síria. Isso levantou suspeitas de que a Turquia estaria fornecendo armas aos rebeldes islâmicos no país vizinho. Em resposta, as autoridades locais insistiram que os caminhões estavam, na verdade, levando suprimentos às minorias turcas no país.

Dundar e Gul estão presos desde novembro do ano passado, sob a acusação de revelar segredos de Estado para “espionagem” e de tentar derrubar o governo turco, além de prestar auxílio a “uma organização terrorista armada”. No entanto, eles foram detidos antes do seu julgamento, que ainda não tem data marcada.

As duras punições contra os jornalistas levantaram preocupações sobre a liberdade de imprensa na Turquia. Se forem presos, eles poderão enfrentar condições especialmente restritivas no cárcere, como horas de lazer reduzidas. Embora a prisão perpétua não seja rara no país, geralmente a pena é aplicada em casos de crimes violentos, como assassinatos.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/jornalistas-turcos-podem-pegar-prisao-perpetua-por-denuncia-contra-governo-18555036#ixzz3yVgxRS2O
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67 jornalistas foram assassinados neste ano por exercer sua profissão

França aparece na lista dos países mais perigosos pela primeira vez no século XXI.

Em 7 de janeiro, depois do atentado terrorista contra a redação do semanário satíricoCharlie Hebdo, a França se tornou o terceiro país com mais jornalistas assassinados em 2015. Este ano morreram 67 em todo o mundo por causa de sua profissão, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira pela ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF). A França aparece na lista de países mais perigosos pela primeira vez no século XXI, com oito assassinatos, superada pela Síria (10) e Iraque (11). Se na contagem final se acrescentasse a cifra de profissionais que morreram em 2015 sem que as autoridades determinassem o motivo, o número de vítimas subiria para 110. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas publicou um relatório paralelo, no mesmo dia, no qual constam 69 assassinados. As cifras diferem em razão da disparidade nos critérios para incluir as vítimas na lista.

Os sobreviventes do ataque jihadista contra o Charlie Hebdo vivem sob proteção policial desde o atentado. A jornalista francesa de origem marroquina Zineb El Rhazoui, de 33 anos, que escapou do massacre do semanário porque estava de férias, recebeu numerosas ameaças de morte na Internet de supostos islamistas. “Meu marido perdeu o emprego porque os jihadistas revelaram seu lugar de trabalho, e eu estou ameaçada”, explicou El Rhazoui em maio.

“Quase nunca enviamos jornalistas para zonas de guerra (…). Em 7 de janeiro foi a guerra que veio até nós”, declarou em outubro o diretor do Charlie Hebdo, Laurent Sourisseau, oRiss. No ano passado, dois terços dos repórteres assassinados no mundo estavam em zonas de conflito, segundo a RSF. A proporção se inverteu em 2015: dois terços das vítimas (64%) trabalhavam em países que não estão em guerra, como França, México, Índia e Filipinas.

O México é o sétimo país com mais jornalistas assassinados este ano e o primeiro da América Latina, com oito mortos (cinco deles sem que o motivo esteja esclarecido). Um dos casos mais emblemáticos é o do repórter Rubén Espinosa, especializado na cobertura de movimentos sociais e ativista contra as agressões à imprensa em Veracruz, o Estado mais perigoso para o exercício da profissão nesse país – e do qual ele tinha fugido depois de receber ameaças. Em agosto ele foi encontrado morto com quatro mulheres em um apartamento na Cidade do México, onde havia buscado refúgio. As autoridades aventam a hipótese de roubo ou de possíveis vínculos com vítimas do crime organizado, embora seus familiares e outros jornalistas tenham pedido que a morte de Espinosa seja investigada como um assassinato relacionado com sua profissão.

Em Honduras foram registradas sete vítimas este ano, mas não especificado o motivo da morte de nenhuma delas. As cifras de jornalistas assassinados pelo exercício de sua profissão na América Latina se multiplicariam se fossem incluídas as mortes cujo motivo é desconhecido ou não foi apontado pelas autoridades. A Fundação para a Liberdade de Imprensa afirma que mais de 45% das investigações de homicídios de jornalistas na Colômbia, por exemplo, prescreveram e já não serão mais averiguadas. Em 2015, somente o assassinato de um jornalista colombiano foi vinculado diretamente com sua atividade profissional, segundo a RSF. Brasil (3) e Guatemala (1) completam a lista latino-americana desses crimes.

 O último capítulo do relatório reúne as três faces da ameaça contra a liberdade de imprensa. O texto observa que pelo menos 54 repórteres estão sequestrados na Síria, Iêmen, Iraque e Líbia, todos eles países com presença de organizações terroristas islamistas. China (23), Egito (22) e Irã (18) encabeçam a lista de países com mais jornalistas presos, de um total de 153 no mundo.

Quem Está Encarcerando e Torturando Jornalistas Palestinos?

  • A Autoridade Palestina (AP) não vê nenhuma necessidade de intervenção internacional para cessar sua própria repressão à liberdade de expressão. Ela também não considera o fechamento do escritório de um jornal e a detenção de jornalistas um “crime de guerra”.
  • A matéria revela que os detentos palestinos foram submetidos a graves torturas enquanto estavam sob custódia da AP. Nos últimos anos dez pessoas morreram em prisões palestinas. Como podemos observar no que se refere à comunidade européia ninguém deu a mínima atenção a isso.
  • A detenção de Khalil dever ser vista no contexto do esforço concentrado da AP em silenciar e intimidar jornalistas palestinos que ousam criticar a liderança palestina e suas instituições.
  • É patente que AP quer que a mídia noticie tão somente casos contra Israel. O único incitamento permitido é aquele direcionado contra aquele país.
  • Os grupos de direitos humanos do Ocidente que costumeiramente condenam Israel pelas suas ações contra os palestinos, como de costume, não responderam a esse último ataque contra as liberdades públicas cometida pela AP. A repressão da AP contra a mídia não irá chamar a atenção da grande mídia no Ocidente: a história carece de um ângulo anti-Israel.

Recentemente e sem surpreender ninguém, a Autoridade Palestina (AP) anunciou que estava planejando entrar com uma representação junto a organizações internacionais contra Israel por conta dos “crimes” e “ataques” contra jornalistas palestinos.

O Ministério das Informações Palestino condenou os “ataques” como “crimes de guerra”, afirmando que irá exortar a Federação Internacional de Jornalistas a enviar uma comissão de inquérito aos territórios palestinos com o intuito de iniciar uma investigação contra Israel.

Ironicamente, o anúncio da AP só veio alguns dias depois que ela própria ordenou o fechamento do escritório de um jornal em Ramala e a detenção da jornalista Naela Khalil. O anúncio também coincide com a ininterrupta repressão à liberdade de expressão por parte da AP na Cisjordânia, onde os palestinos estão sendo presos por publicarem posts com comentários desfavoráveis nas redes sociais.

A Autoridade Palestina obviamente não vê nenhuma necessidade de intervenção internacional para cessar sua própria repressão à liberdade de expressão. Ao que tudo indica, ela também não considera o fechamento do escritório de um jornal e a detenção de jornalistas um “crime de guerra” quando essas investidas partem dela.

No início desse mês, a Autoridade Palestina ordenou o fechamento do jornal online Al-Araby Al-Jadeed com sede em Ramala, sob o pretexto que o jornal estava em operação sem a devida licença do Ministério das Informações Palestino. A decisão de fechar o jornal veio depois que agentes da segurança palestina invadiram, diversas vezes, os escritórios do jornal e questionaram seus funcionários sobre a natureza de seu trabalho

Entretanto a direção do Al-Araby Al-Jadeed, afirmou que já tinha entrado com a papelada para a obtenção da licença em dezembro de 2014, mas até aquele momento não tinha recebido nenhuma resposta do Ministério das Informações Palestino.

Um funcionário do alto escalão daquele ministério admitiu depois que a decisão de fechar o jornal se deu após o jornal ter publicado um artigo considerado “ofensivo ao Estado Palestino e às suas instituições de segurança”. Em outras palavras, a decisão não tinha nada a ver com o fato do jornal não possuir a licença do Ministério das Informações em Ramala.

O Ministério das Informações Palestino enviou uma carta ao procurador geral palestino exortando-o a autorizar o fechamento do jornal. Na carta constava o porquê da necessidade de fechar o jornal. A carta dizia o seguinte: “um jornal londrino com sucursal em Ramala publicou recentemente uma matéria que causou mal estar ao Estado da Palestina e às suas agências de segurança. A matéria retratava nossas forças de segurança como se elas não tivessem mais nada o que fazer a não ser prender pessoas e coordenar a segurança com o estado ocupador (Israel). Isso constitui incitamento contra a Autoridade Palestina e às suas instituições de segurança. Em vista do exposto, esperamos que o senhor despache em favor do fechamento desse escritório que não possui licença para funcionar”.

De acordo com jornalistas palestinos, a matéria que enfureceu a AP e motivou a ação contra o jornal Al-Araby Al-Jadeed foi na realidade escrita pelo jornalista egípcio Shaima Al-Hadidi.

A matéria critica a Autoridade Palestina por ela impor restrições a jornalistas e opositores na Cisjordânia e também por se referir à coordenação da segurança entre as forças de segurança palestinas e israelenses.

“A Autoridade Palestina não hesita em abrir as portas de suas cadeias para prender opositores”, acusa a matéria. “As prisões da Autoridade Palestina em Ramala estão lotadas de dezenas de detentos políticos acusados de resistirem à ocupação”.

A matéria revela que os detentos palestinos foram submetidos a graves torturas enquanto estavam sob custódia da Autoridade Palestina. Somente em agosto último, houve pelo menos 12 casos nos quais os detentos se queixaram de torturas ministradas pelos interrogadores da Autoridade Palestina. Houve casos em que aos detentos foi negado tratamento médico segundo a matéria, salientando que nos últimos anos dez palestinos morreram em prisões palestinas. Como podemos observar no que se refere à comunidade européia ninguém deu a mínima atenção a isso. Em termos jornalísticos provavelmente esse tipo de informação “não dá Ibope”: A liderança palestina já está de novo abusando de seu povo? Quem se importa? Não é conosco.

Alguns dos palestinos que morreram quando em detenção foram identificados como Majd Barghouti de Ramala, Fadi Hamadneh de Nablus, Arafat Jaradat de Hebron, Ayman Samara de Jenin, Nawaf Kawazbeh de Belém, Rabi Mahmoud al-Jamal de Hebron e Raed al-Hitleh de Tulkarem.

Em outro episódio os agentes de segurança da Autoridade Palestina prenderam o jornalista Amer Abu Arafeh depois de invadirem sua residência confiscando documentos, câmeras e computadores. Abu Arafeh disse posteriormente ter sido interrogado a respeito de suas publicações de posts no Facebook, nas quais ele supostamente teceu críticas à Autoridade Palestina.

A matéria sobre as violações de direitos humanos perpetrados pela Autoridade Palestina, publicada no jornal Al-Araby Al-Jadeed, enfureceu a AP de tal maneira que ela julgou que somente o fechamento do jornal de Ramala não era o suficiente. Na semana passada Naela Khalil, correspondente do jornal, foi detida para prestar esclarecimentos. Após seus colegas realizarem manifestações de protesto, a AP concordou em soltá-la mediante pagamento de fiança.

Os jornalistas Amer Abu Arafeh (esquerda) e Naela Khalil (direita) foram presos recentemente pelos serviços de segurança da Autoridade Palestina por criticarem a liderança da Autoridade Palestina.

A detenção de Khalil deve ser vista no contexto do esforço concentrado da Autoridade Palestina em silenciar e intimidar jornalistas palestinos que ousam criticar a liderança palestina e suas instituições.

O Sindicato dos Jornalistas Palestinos e grupos de direitos humanos na Cisjordânia e Faixa de Gaza vêm condenando a decisão de deter Khalil e de fechar os escritórios de seu jornal.

No entanto, a maioria dos grupos de direitos humanos do Ocidente, que normalmente condena Israel pelas suas ações contra os palestinos, como de costume não respondeu a esse último ataque contra as liberdades públicas cometidas pela Autoridade Palestina. É um açoite à liberdade de expressão que aparentemente não incomoda ninguém, a não ser a nós mesmos.

Os casos de Al-Araby Al-Jadeed e Naela Khalil, a jornalista detida em Ramala, demonstram que a liderança da Autoridade Palestina, na realidade, não tolera nenhuma crítica. As autoridades palestinas acusaram o jornal e sua jornalista de “incitamento” contra a Autoridade Palestina. Entretanto essa é a mesma Autoridade Palestina que há muito tempo está empenhada em uma enorme campanha de incitamento contra Israel, principalmente nas últimas semanas.

É patente que a Autoridade Palestina quer que a mídia noticie tão somente casos contra Israel. O único incitamento permitido é aquele direcionado contra aquele país. Os jornalistas palestinos que promovem incitamento contra Israel estão seguros, eles não sofrem nenhum tipo de hostilidade por parte das forças de segurança da Autoridade Palestina. Mas se um jornalista ou um veículo de mídia ousar publicar qualquer matéria que seja considerada “ofensiva” pela Autoridade Palestina, os responsáveis pela publicação e/ou o repórter estará(ão) de imediato atrás das grades em Ramala.

É proibido criticar o Presidente Mahmoud Abbas ou qualquer alta autoridade ligada a ele. Também é proibido relatar qualquer violação de direitos humanos ou torturas perpetradas nas prisões da Autoridade Palestina.

Nos últimos anos inúmeros palestinos foram presos ou intimados a se submeterem a interrogatórios, por publicarem posts com comentários negativos a respeito de Abbas e demais autoridades palestinas no Facebook.

Contudo essa não é uma história que interessa fazer cobertura para a maioria dos jornalistas ocidentais ou supostos grupos de direitos humanos. Uma história que reflete de forma negativa a Autoridade Palestina ou o Hamas não é uma “notícia digna de ser impressa”. A repressão da Autoridade Palestina contra a mídia não irá chamar a atenção da grande mídia no Ocidente, porque conforme assinala o repórter de esquerda da Associated Press Matti Friedman, o premiado jornalista Khaled Abu Toameh e outros, histórias desse quilate carecem de um ângulo anti-Israel. Se o jornal Al-Araby Al-Jadeed tivesse sido fechado pelas autoridades israelenses, a história provavelmente seria publicada nas primeiras páginas na maioria dos jornais dos Estados Unidos e da Europa.

Se fosse esse o caso, tanto a Autoridade Palestina quanto o Presidente Abbas não teriam com que se preocupar com respeito à reação da comunidade internacional aos persistentes ataques contra a liberdade de expressão. Eles podem continuar prendendo quantos jornalistas eles quiserem e fechar escritórios de jornais sem se preocuparem com a reação adversa da mídia com os assim chamados grupos de direitos humanos ou a comunidade internacional.

A Autoridade Palestina agora exige proteção internacional para os seus jornalistas contra os “ataques” dos israelenses. A verdadeira pergunta que as organizações internacionais de direitos humanos precisam fazer à Autoridade Palestina quando seus líderes os chamam para reclamar sobre as “violações” israelenses é:

quem irá proteger os jornalistas palestinos da Autoridade Palestina e de suas forças de segurança?

Bassam Tawil é um pesquisador estabelecido no Oriente Médio

http://pt.gatestoneinstitute.org/7017/jornalistas-palestinos-tortura

Estado Islâmico mata 5 jornalistas de TV líbia, diz comandante do Exército

Repórteres foram sequestrados em agosto, após viajarem a Benghazi.
Quatro líbios e um egípcio foram degolados; corpos estavam em floresta.

Militantes do Estado Islâmico cortaram as gargantas de cinco jornalistas que trabalhavam para uma emissora de TV da Líbia na parte oriental do país, disse um comandante do Exército nesta segunda-feira (27).

Os repórteres estavam desaparecidos desde agosto, quando deixaram a cidade de Tobruk depois de cobrir a inauguração do Parlamento eleito do país e viajar para Benghazi. A rota deles passava por Derna, um reduto dos militantes islâmicos.

Faraj al-Barassi, um comandante distrital do Exército no leste da Líbia, afirmou que os militantes leais ao Estado Islâmico foram responsáveis pela morte dos jornalistas, cujos corpos foram encontrados nos arredores da cidade oriental de Bayda.

“Cinco corpos degolados foram encontrados hoje nas florestas da Montanha Verde”, afirmou Barrasi à Reuters, referindo-se a uma área pouco povoada a leste de Benghazi. Ele não disse quando os cinco jornalistas devem ter sido mortos.

Os repórteres –quatro líbios e um egípcio– trabalhavam para a Barqa TV, uma rede de televisão que apoia o federalismo para o leste da Líbia, segundo outros jornalistas.

A Federação Internacional de Jornalistas (IFJ, na sigla em inglês), com sede em Bruxelas, grupo que promove a liberdade de imprensa, disse que os jornalistas tinham sido sequestrados em um posto de controle do Estado Islâmico e foram mortos “recentemente”.

“Estamos profundamente chocados com este massacre brutal”, declarou o presidente da IFJ, Jim Boumelha. “O Isis (Estado Islâmico) visa horrorizar, mas só podemos sentir grande tristeza e ainda mais vontade de ver os assassinos responsabilizados por seus crimes.”

Militantes leais ao Estado Islâmico exploraram um vácuo de segurança na Líbia, onde dois governos e parlamentos aliados a grupos armados estão lutando em várias frentes quatro anos após a derrubada de Muammar Gaddafi.

O governo internacionalmente reconhecido está baseado no leste desde que perdeu o controle da capital Trípoli, em agosto, para uma facção rival, que criou sua própria administração.

A Câmara dos Deputados, o Parlamento eleito da Líbia, também fica no leste desde a sua inauguração, em agosto.

O Estado Islâmico, grupo que tomou partes da Síria e do Iraque, assumiu a responsabilidade pela morte de 30 etíopes e 21 cristãos egípcios, além de ataques a um hotel de Trípoli, embaixadas e campos petrolíferos.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/04/estado-islamico-mata-5-jornalistas-de-tv-libia-diz-comandante-do-exercito-20150427151509678553.html

Estado Islâmico mata dois repórteres tunisianos sequestrados na Líbia

Tunísia não confirma as mortes de Sofian Chourabi e Nadhir Ktari.
Governo líbio diz que militante preso admitiu ter participado de crime.

Militantes do Estado Islâmico na Líbia mataram dois jornalistas tunisianos sequestrados no ano passado, disseram autoridades líbias nesta quarta-feira (29), após a descoberta nesta semana de que cinco jornalistas de televisão foram assassinados.

O governo da Tunísia vai enviar imediatamente uma delegação à Líbia para discutir o caso, disse uma autoridade em Túnis, recusando-se a confirmar a morte de Sofian Chourabi e Nadhir Ktari, sequestrados cerca de oito meses atrás.

Um porta-voz do governo oficial da Líbia, sediado no leste do país, disse que um militante preso admitiu que seu grupo tinha matado os dois repórteres.

O porta-voz disse que foi o mesmo grupo de militantes do Estado Islâmico que matou cinco jornalistas – um egípcio e quatro líbios – que trabalhavam para o canal líbio Barqa TV. Seus corpos com gargantas cortadas foram encontrados no leste da Líbia na segunda-feira.

O governo rival autodeclarado em Trípoli também afirmou em nota que os dois tunisianos foram mortos, citando suas investigações com os suspeitos.

Os jornalistas que trabalhavam para a Barqa TV estavam desaparecidos desde agosto, quando viajaram da cidade oriental de Tobruk para Benghazi depois de cobrirem a inauguração do Parlamento eleito. Eles passaram por Derna, um reduto da militância islâmica.

Militantes leais ao Estado Islâmico têm explorado um vácuo de segurança na Líbia, onde dois governos e parlamentos aliados a vários grupos armados lutam entre si em várias frentes quatro anos após a derrubada do ditador Muammar Gaddafi.

O Estado Islâmico, que capturou grandes partes da Síria e do Iraque, assumiu a responsabilidade na Líbia pela morte de 30 etíopes e 21 cristãos egípcios, bem como um ataque contra um hotel em Trípoli, embaixadas e campos petrolíferos.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/04/estado-islamico-mata-dois-reporteres-tunisianos-sequestrados-na-libia.html