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Macedônia fecha rota dos Bálcãs para migrantes

País não deixará passar mais nenhum migrante ilegal, fechando na prática principal rota dos refugiados para o centro da Europa. Decisão segue novas restrições de Eslovênia, Croácia e Sérvia.

A Macedônia fechou completamente sua fronteira para migrantes ilegais nesta quarta-feira (09/03), depois de Eslovênia, Croácia e Sérvia anunciarem novas restrições na entrada de estrangeiros.

A Macedônia permitia que um pequeno número de sírios e iraquianos passasse pela fronteira, mas mudou de postura após as reações dos países vizinhos. “Fechamos completamente a fronteira”, disse a autoridade policial, que não quis ser identificada, à agência de notícias Reuters.

De acordo com o Ministério do Interior, nenhum migrante entrou vindo da Grécia nesta terça-feira. “A Macedônia agirá de acordo com as decisões tomadas por outros países na rota dos Bálcãs”, disse um porta-voz do ministério, se referindo à principal rota usada por mais de um milhão de imigrantes que chegaram à União Europeia ao longo do ano passado.

Refugiados se acumulam nas fronteiras da Grécia

Eslovênia, Croácia e Sérvia começaram a aplicar nesta quarta-feira restrições para o ingresso de migrantes nas fronteiras, o que na prática significa o fim da chamada rota dos Balcãs para os migrantes.

Segundo as autoridades, só poderão entrar na Eslovênia os estrangeiros que cumprirem os requisitos para entrar no país, ou seja, os que tenham passaportes e vistos válidos para o espaço de Schengen. O ministério esloveno do Interior ressaltou que permitirá a entrada de migrantes que desejam pedir asilo no país ou por motivos humanitários.

A Croácia, que integra a União Europeia, mas não o espaço de Schengen, seguiu o exemplo da Eslovênia e recusará a passagem a quem não tiver a documentação apropriada. Também a Sérvia anunciou que introduzirá restrições.

Esses países não mais autorizarão a passagem de grandes contingentes de migrantes, como aconteceu nos últimos meses, e cada pessoa será submetida a um controle individual.

O presidente do Conselho europeu, Donald Tusk, saudou os anúncios. “Fluxo irregular de migrantes pela rota dos Bálcas Ocidentais chegou ao fim”, escreveu Tusk no Twitter, salientando que não se trata de ações unilaterais, mas parte de uma estratégia europeia.

Ilustradores se engajam no debate migratório

Já a Hungria declarou situação de crise em todo o seu território, o que na prática aumenta o poder das autoridades policiais. O governo húngaro também pretende reforçar a segurança das suas fronteiras no sul.

As mudanças foram anunciadas pouco depois de a União Europeia e a Turquia fecharem um acordo que prevê que a Turquia acolha cada imigrante sírio ilegal que chegar à Grécia, em troca de a União Europeia acolher um requerente de asilo sírio que já estiver na Turquia. Não está claro, porém, quando o acordo vai começar a valer nem se haverá um limite máximo de refugiados envolvidos na “troca”.

Cerca de mil migrantes estão retidos num campo de refugiados do lado da Macedônia, perto da fronteira com a Sérvia. Outros 400 estão presos numa área entre a Sérvia e a Macedônia. Eles se recusam a voltar para a Macedônia e não obtêm permissão para atravessar a Sérvia.

O governo da Grécia calcula que há cerca de 36 mil imigrantes retidos no país e que desejam seguir viagem para outros países da Europa.

AS/rtr/lusa/dpa/afp

http://www.dw.com/pt/maced%C3%B4nia-fecha-rota-dos-b%C3%A1lc%C3%A3s-para-migrantes/a-19104823

Quase 4 mil migrantes chegam à Grécia e querem ir para a Macedônia

Eles desembarcaram nesta sexta no Pireu.
Iranianos, somalis e paquistaneses não conseguiram passar pela fronteira.

Quase 4.000 migrantes desembarcaram nesta sexta-feira (27) no Pireu, na Grécia, muitos deles dispostos a seguir até a fronteira Grécia-Macedônia de Idomeni para seguir viagem até a Europa.

Apesar de um processo de controle na fronteira por nacionalidades – que não afeta sírios, eritreus e iraquianos -, Saram, geólogo iraniano de 30 anos, disse que não mudaria de planos.

“Vou continuar o caminho para a Macedônia, ver o que acontece”, disse.

Quase 2.300 migrantes desembarcaram no Pireu no barco Eleftherios Venizelos, que acabara de chegar da ilha de Lesbos. Mais de 1.500 desembarcaram mais cedo em outra balsa, procedente da mesma ilha.

Muitos migrantes, incluindo famílias com crianças, embarcaram em ônibus imediatamente com destino a Idomeni.

Quase mil iranianos, somalis e paquistaneses que não conseguiram passar pela fronteira, em consequência do controle de nacionalidade, permaneciam bloqueados nesta sexta-feira em Idomeni. Na quinta-feira, 200 pessoas avançaram para tentar forçar a passagem até a Macedônia.

Outras 10 pessoas, que afirmam ser iranianas, estão em greve de fome.

As autoridades gregas descartam no momento uma intervenção das forças de segurança para dispersar os migrantes bloqueados. O governo tenta convencê-los a retornar para o interior do país.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/11/quase-4-mil-migrantes-chegam-grecia-e-querem-ir-para-macedonia.html

Vídeo mostra migrantes a recusarem ajuda da Cruz Vermelha

O vídeo dura um minuto e 25 segundos e está circular nas redes sociais como alegada prova de riscos da entrada na Europa de migrantes muçulmanos vindos do Médio Oriente. A cena passou-se na fronteira da Macedónia e mostra algumas centenas de pessoas a recusarem receber pacotes de auxílio marcados com o símbolo da Cruz Vermelha.

 A primeira publicação do vídeo no YouTube data de 22 de agosto, mas é impossível perceber a data da gravação das imagens.

Nas imagens, gravadas após uma chuvada que encharcou tudo, alguns soldados carregados com caixas da Cruz Vermelha tentam aproximar-se dos migrantes encostados a uma barreira fronteiriça de arame junto a algumas tendas. São recebidos com um coro de protestos.

Dezenas de migrantes, alguns com crianças ao colo, erguem os braços e abanam a cabeça em sinal de negação, reforçando a recusa. Os soldados e seus pacotes acabam a voltar para trás, desta vez sob aplausos.

As descrições das imagens nas várias publicações referem que os migrantes recusaram os pacotes por estes estarem marcados com uma cruz. Uma refere que os migrantes justificaram a atitude porque a cruz “lhes lembra os cruzados”, pedindo para ela ser retirada dos pacotes.

Outros textos referem que um outro motivo da recusa foi o receio da comida ser haraam, ou seja, proibida pelo Islão. Os migrantes terão aceitado chá das mãos dos soldados. Há vários alimentos, objetos e ações considerados haraam, proibidos especificamente no Corão, nas tradições do profeta Maomé (hadith) ou na sharia (lei muçulmana).

Algumas são coincidentes com as proibições judaicas. Na alimentação são haraam as carnes de porco, de cão ou de macaco ou até as de aves de rapina, o sangue dos animais, que devem ser sangrados na ocasião do abate, e as bebidas alcoólicas, como cerveja e vinho. O vídeo está visível no YouTube e tem sido difundido sobretudo por blogs e sites de propaganda anti-islâmica.

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