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Militantes islâmicos matam 36 cristãos na Nigéria e no Mali: alguns foram queimados vivos

CBN News – Militantes islâmicos armados mataram 27 civis no centro do Mali em três ataques a aldeias agrícolas predominantemente cristãs em menos de 24 horas, disseram autoridades locais na quinta-feira (04/05).

O Mali Central, como seus vizinhos Burkina Faso e Nigéria, foi devastado por militantes islâmicos conhecidos como Pastores Fulani. 

As autoridades locais disseram à Reuters que os militantes realizaram três ataques entre terça e quarta à noite.

Ficamos surpresos com o ataque à vila de Tillé. Sete foram mortos, todos Dogons, alguns deles queimados vivos“, disse Yacouba Kassogué, vice-prefeito de Doucombo, município em que Tillé está localizado.

Outros ataques nas áreas vizinhas de Bankass e Koro também mataram outros 20 moradores. A maioria das pessoas foi baleada ou queimada até a morte, disseram autoridades locais. 

O Mali está em turbulência desde 2012, quando extremistas ligados à Al Qaeda capturaram dois terços do norte do país. Unidades do exército francês os expulsaram de várias áreas, mas reagruparam e expandiram suas operações para municípios vizinhos, segundo a Reuters . 

Enquanto isso, a International Christian Concern (ICC) relata que os militantes Fulani atacaram novamente os nativos de Adara em Kajuru LGA, Kaduna State, Nigéria. O ataque à vila cristã ocorreu enquanto muitos ainda lamentavam a perda de entes queridos, propriedades e seus meios de subsistência após uma série de ataques coordenados a pelo menos cinco aldeias e 12 assentamentos no mês passado.

Os militantes lançaram este ataque mais recente em Tudu-Doka Avong ao longo da estrada Kaduna-Kachia, matando nove pessoas e ferindo várias outras.

Usman Stingo, um representante da comunidade, confirmou o incidente à ICC. 

“Aconteceu por volta das 5h45 da quarta-feira, 3 de junho de 2020. Os pistoleiros chegaram à vila e começaram a atirar esporadicamente. Eles entraram em algumas casas e queimaram coisas domésticas. A situação é muito, muito patética”, disse ele. 

Os recentes ataques às comunidades Adara que se espalharam pelas áreas do conselho local de Kajuru e Kachia, no sul de Kaduna, impactaram aproximadamente 537 famílias e aproximadamente 20.000 pessoas foram deslocadas.

O gerente regional da ICC para a África, Nathan Johnson, disse que o governo precisa agir. 

A área do governo local de Kajuru já foi atacada quase uma dúzia de vezes no mês passado. Apesar disso, o governo não tomou nenhuma medida clara ou decisiva para impedir a violência. Eles não capturaram nenhum dos autores, salvaram vidas ou ajudou qualquer um que tenha sofrido “, disse Johnson. 

Essa inação continuada está custando a muitas pessoas suas vidas, casas e entes queridos. Está na hora de o governo da Nigéria ser responsabilizado pelas muitas vidas que eles falharam em defender. Eles são completamente incompetentes e precisam ser removidos, ou são cúmplices e precisam ser lançados na prisão “, concluiu. 

A Nigéria está classificada em 12º e Mali em 29º na Lista Mundial de Portas Abertas para 2020 dos países onde os cristãos sofrem mais perseguições.

Informações e imagem by CBN News

Mali: assassinato de cristão aumenta a preocupação da igreja

Até agora não houve nenhuma reivindicação do crime por grupos extremistas. “Não sabemos se a morte dele foi por causa de sua fé ou se houve motivação política”.

O assassinato de um político cristão fulani, no Mali, que ocorreu no mês de novembro, continua sendo um mistério. Os moradores da vila onde ocorreu o crime suspeitam de uma “agenda islâmica”. Moussa Issah Bary, de 47 anos, era vice-prefeito de Kerana, cidade próxima à fronteira com Burquina Faso. Ele foi morto a tiros por seis homens não identificados, que estavam dirigindo motocicletas.

O cristão deixou a esposa e oito filhos. O assassinato de Bary aconteceu poucos dias antes das eleições municipais. Ele era um exemplo raro, pois era cristão e ao mesmo tempo membro da tribo Fulani. Os fulanis normalmente são conhecidos por cometer atrocidades e já foram reconhecidos como uma das principais milícias mortais do mundo.

Essa perda causou muita tristeza entre os cristãos, fez aumentar o medo e as preocupações em relação à vulnerabilidade da igreja no país. Cristãos fulanis de outras nações que conheciam Bary também estão apreensivos. Até agora não houve nenhuma reivindicação do crime por grupos extremistas. “Não sabemos se a morte dele foi por causa de sua fé ou se houve motivação política”, conclui um dos colaboradores da Portas Abertas.

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Mali: em busca de paz

Protestos, ataques contra as forças de segurança do país e a violência que se espalha rapidamente por diversas regiões atingem ainda mais a vida dos cristãos

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Recentemente, cinco soldados malianos foram encontrados mortos em um rio, que fica na região central do país. Acredita-se que esses soldados morreram durante um confronto com o grupo extremista islâmico Ansar Dine, fundado em 2012. Há outros casos de violência que envolvem os militantes, como a explosão de um veículo que pertencia às forças de segurança da ONU. O carro explodiu enquanto os soldados estavam em viagem na região de Kidal, no Norte do Mali, e não houve sobreviventes.

Policiais de Bamako, capital do Mali, abriram fogo contra manifestantes, matando um civil que também participava do protesto em defesa de um apresentador de rádio que foi preso e que é muito conhecido por criticar o governo. Por conta desses últimos acontecimentos, o governo maliano estendeu seu período de estado de emergência por mais oito meses, começando a contagem a partir do dia 31 de julho.

Todos esses protestos, ataques contra as forças de segurança do país e a violência que se espalha rapidamente por diversas regiões atingem ainda mais a vida dos cristãos. Os seguidores de Jesus são geralmente o primeiro alvo dos grupos extremistas. Enquanto o governo der brecha para a atuação dessas organizações rebeldes, maior será a abertura para que estabeleçam a instabilidade da nação, o que facilita a concretização de seus planos de islamização. Se a presença da ONU não estabelecer a paz em pouco tempo, a igreja no Mali poderá sofrer consequências ainda piores.

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África Ocidental: Jogo de poder entre jihadistas afeta cristãos

“Eles matam estrangeiros e cristãos para chamar a atenção um do outro, fazendo com que a violência aumente ainda mais onde há igrejas e minorias religiosas”

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De acordo com notícias da BBC News, 30 pessoas foram mortas depois que militantes islâmicos atacaram um hotel de Ouagadougou, a capital e maior cidade do Burkina Faso, que fica na África Ocidental, próximo do Mali, que é um dos países que compõem a Classificação da Perseguição Religiosa 2016, ocupando o 44º lugar. O hotel é muito conhecido por hospedar estrangeiros. O ataque foi reivindicado pelo Al-Qaeda do Magrebe Islâmico (AQIM – sigla em inglês), que fica a noroeste da África.

Entre os mortos estavam sete missionários cristãos. “Quatro deles eram canadenses da mesma família e estavam na África desde o Natal, realizando um trabalho de ajuda às escolas e orfanatos. Ao que tudo indica, o ataque foi realizado para reforçar que o domínio do grupo jihadista na região e também para fazer uma demonstração da sua violenta campanha nas novas fronteiras”, comenta um dos analistas de perseguição.

“O fato do Al-Qaeda querer notoriedade sobre o ataque demonstra que o grupo quer chamar a atenção do Estado Islâmico, já que há uma competição estratégica entre eles. Porém, eles não se atacam entre si, mas matam estrangeiros e cristãos para chamar a atenção um do outro, fazendo com que a violência aumente ainda mais onde há igrejas e minorias religiosas, que são como vitrines para os componentes do movimento jihadista”, explica o analista. Apesar de Burkina Faso não fazer parte da lista de países perseguidores de cristãos, está bem perto da Nigéria, que está na posição 12.

A Portas Abertas tem parceria com a igreja nigeriana, dando suporte, equipando e ajudando através de vários tipos de assistência, entre elas a distribuição de Bíblias, capacitação da liderança e apoio emergencial em situações de crise. Faça parte também desse trabalho, orando pelos cristãos perseguidos.

Imagem:http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/01/estados-unidos-condenam-atentado-terrorista-em-burkina-faso.html

 

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/02/jogo-de-poder-entre-jihadistas-afeta-cristaos

Forças especiais francesas mata líder da Al-Qaeda no Mali

Um dos responsáveis da Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI), o malinês Ali Ag Wadossene, morreu no domingo (5) no Mali em uma operação das forças especiais francesas, anunciou nesta terça-feira (7) à AFP o Estado-Maior das Forças Armadas francesas.

A operação, na qual dois militares ficaram feridos, ocorreu durante a tarde na região de Kidal, uma das grandes cidades do norte do Mali.

“Nos combates, dois terroristas foram capturados e um terceiro, Ali Ag Wadossene, morreu”, afirmou um comunicado do porta-voz do Estado-Maior, o coronel Gilles Jaron. Declarou que era “um dos responsáveis operacionais do AQMI na zona”.

Esta operação “desestabiliza a cadeia de comando de uma katiba (brigada) da AQMI”, e “desfere novamente um golpe duro aos grupos armados terroristas no Sahel”, acrescenta o comunicado.

Ali Ag Wadossene era um dos dois jihadistas tuaregues que o Mali liberou em 2014 em troca da libertação do refém francês Serge Lazarevic, sequestrado pela AQMI em 2011.

Ali Ag Wadossene era o suposto organizador do sequestro de Serge Lazarevic. Sua libertação foi muito criticada pelas ONGs e pelos partidos políticos malineses.

O exército francês dispõe de 3.000 homens em cinco países da região (Níger, Mauritânia, Mali, Burkina Faso e Chade) como parte de uma operação contra os grupos jihadistas no Sahel.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/07/forcas-especiais-francesas-mata-lider-da-al-qaeda-no-mali.html