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Israel proíbe homens com menos de 50 anos na Esplanada Das Mesquitas

Durante a tarde de quinta-feira (27/7), as forças de segurança israelenses enfrentaram manifestantes palestinos na Esplanada

Jerusalém, Undefined – A polícia israelense proibiu o acesso de homens com menos de 50 anos para as orações desta sexta-feira (28/7) na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, após a escalada dos últimos dias. “Foi realizada uma avaliação de segurança e há indícios de que hoje haverá distúrbios e manifestações”, destacou a polícia em um comunicado.
“Apenas homens com mais de 50 anos e mulheres, de qualquer idade, serão autorizados”, e certas ruas em torno da Cidade Velha terão seu acesso limitado. “Todas as medidas de segurança necessárias foram adotadas para prevenir e responder a qualquer ato de violência”, assinalou a polícia.
Durante a tarde de quinta-feira (27/7), as forças de segurança israelenses enfrentaram manifestantes palestinos na Esplanada, na qual os fiéis muçulmanos entraram após quase duas semanas de boicote por conta das novas medidas de segurança impostas por Israel.
Segundo o Crescente Vermelho palestino, os incidentes deixaram 56 feridos na Esplanada, que os judeus chamam de Monte do Templo, e nas suas imediações. Na quinta-feira, os muçulmanos compareceram pela primeira vez em quase duas semanas à Esplanada, após  as autoridades israelenses retirarem as polêmicas medidas de segurança, decretadas depois de um ataque no qual morreram dois policias israelenses, em 14 de julho.
Israel justificou o reforço do dispositivo de segurança alegando que os agressores de 14 de julho esconderam suas armas na Esplanada, mas após as pressões da comunidade internacional, retirou na terça-feira os detectores de metal, substituídos por câmeras de segurança, que também foram desinstaladas posteriormente.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2017/07/28/interna_mundo,613191/israel-proibe-homens-com-menos-de-50-anos-na-esplanada-das-mesquitas.shtml

Por que os EUA ainda vivem em estado de emergência nacional 15 anos após o 11 de setembro

Os Estados Unidos vivem em permanente estado de emergência desde os ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York e Washington, que neste domingo completam 15 anos.

Isso não é uma metáfora, mas uma realidade legal.

Três dias depois dos ataques às Torres Gêmeas e ao Pentágono, o então presidente George W. Bush emitiu a ordem 7.463, que decretou uma emergência nacional e atribuiu poderes extraordinários ao chefe do Executivo.

Desde então, esta ordem foi renovada todos os anos por Bush e, em seguida, pelo seu sucessor, o atual presidente Barack Obama. A renovação mais recente foi em 30 de agosto.

Esta declaração permite a quem ocupa a Casa Branca adotar medidas excepcionais como, por exemplo, aumentar o tamanho da reserva das forças armadas ou convocar oficiais reformados.

Isso não é tudo. O advogado Patrick Thronson disse à BBC Mundo que essa ordem também dá base legal para a luta contra o grupo auto denominado Estado islâmico e tem sido fundamental para que os Estados Unidos possam ter presença militar em 135 países do mundo.

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Image captionGeorge W. Bush emitiu ordem que dava poderes extraordinários ao chefe do Executivo

Amplos poderes

O especialista disse que a declaração de emergência nacional junto com a autorização do Congresso para perseguir os responsáveis pelos ataques do 11 de setembro, permite que o presidente envie tropas a qualquer lugar do mundo, desde que seja algo relacionado com o terrorismo.

“Se as pessoas realmente soubessem que tipo de poderes dão ao presidente as declarações de emergência nacional, estariam muito nervosas”, disse Thronson, que publicou uma extensa pesquisa sobre o assunto na Revista da Reforma Legal da Universidade de Michigan.

“Basicamente o que eles fazem é permitir que o presidente e o Executivo exerçam controle sobre vastas áreas da vida americana”, acrescentou.

Soldados americanosImage copyrightGETTY IMAGES
Image captionOs Estados Unidos têm presença militar em 135 países do mundo

Ele explicou ainda que a legislação americana estabelece 160 medidas em muitas áreas diferentes, que podem colocar o presidente nessas circunstâncias.

“Uma declaração de emergência nacional pode designar alguém como um ‘terrorista global'”.

Isso significa que o governo “pode cortar qualquer acesso de uma pessoa a instituições financeiras e exigir permissão das autoridades até para receber cuidados médicos de emergência”, disse ele.

Atentado às torres gêmeasImage copyrightGETTY IMAGES
Image captionEUA mantém declarações de emergência 15 anos após atentado

“Ele também permite que o governo assuma o controle de estações de rádio, canais de televisão e internet, ou, no campo judicial, impedir a execução de um habeas corpus (ordem judicial que ordena a libertação de um preso)”, acrescentou.

Várias emergências

A declaração de emergência nacional é baseada em uma lei aprovada em 1.976. Desde então, os presidentes americanos têm usado essa ferramenta em dezenas de oportunidades.

Atualmente, seguem vigentes trinta declarações de emergência nacional relacionadas a muitos tópicos.

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Image captionObama fez 13 novas declarações de emergência durante a sua estada na Casa Branca

A mais antiga é de 1979, aprovada pelo presidente Jimmy Carter, após a tomada de reféns na embaixada dos EUA no Irã.

A lei prevê que, para permanecer em vigor, estas declarações devem ser renovadas anualmente. Assim, a ordem acordada por Carter teve que ser ratificada pelos cinco presidentes que o sucederam no cargo até agora.

Obama fez 13 novas declarações de emergência durante a sua estada até agora na Casa Branca e renovou outras 21 aprovadas por seus antecessores, de acordo com o jornal USA Today.

Entre as novas declarações estão, por exemplo, uma que estabelece penalidades para quem considera os Estados Unidos responsável por tentar subverter a ordem democrática na Ucrânia; outra que buscava enfrentar a epidemia de gripe H1N1; e ainda há ordens com sanções contra alguns funcionários do governo da Venezuela, considerados poe Washington como responsáveis por graves violações dos direitos humanos.

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-37327029