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Annotated ‘Mein Kampf’ finds support and condemnation among Jewish leaders

While Jewish groups in Germany have expressed concern over decision to publish ‘academic’ edition of Hitler’s book, some Jewish leaders in the United Kingdom and United States say the text could help defeat Neo-Nazism.

A divisive decision to publish an annotated version of Adolf Hitler’s notorious anti-Semitic screed “Mein Kampf” next month for the first time since World War II has received mixed reactions from Jewish communities, with prominent European Jews airing their views in various publications.

The book’s copyright protection is about to expire, and the new text was designed to be used academically, with in-depth annotations.

Richard Verber, vice-president of the Board of Deputies of British Jews , cautiously supported the reissue, the Guardian reported on Saturday, quoting Verber as telling the Observer that “we would, of course, be very wary of any attempt to glorify Hitler or to belittle the Holocaust in any way. But this is not that. I do understand how some Jewish groups could be upset and nervous, but it seems it is being done from a historical point of view and to put it in context.

“The key is that the notes to the text really do refute Hitler’s ideas with factual information. If that were not the case, the board of deputies would be worried,” said Verber, according to the Guardian. “But the fact remains Hitler is one of the most famous, or infamous, leaders of the 20th century and anything that might put a dampener on that, by showing his views in a historical light, might actually be helpful.”

The Guardian noted that some Jews in Germany have expressed disapproval for the project. One Jewish leader asked: “Can you annotate the devil?” Another called it a “Pandora’s box”.

But in the Daily Telegraph, Stephen Pollard, editor of the Jewish Chronicle, came down on the pro-publication side. “My principles tell me that republishing it is fine,” wrote Pollard in the Telegraph. “At the very least, Mein Kampf is – obviously – an important historical work … Ideas, however awful, cannot be locked away. They have to be defeated.”

Influential American Rabbi Shmuley Boteach also spoke in favor of the critical edition in a column written for the Observer. “By completely censoring Mein Kampf in Germany, the masses are denied an opportunity to be educated as to why the ideas therein are so evil and should be avoided at all costs,” argued Boteach, pointing out that the non-annotated text of the book is readily available online.

“When the German people read a critical edition of Mein Kampf breaking down all the lies and flaws in Hitler’s teachings, many will actually be saved from gravitating toward neo-Nazi movements,”

http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4744498,00.htmlargued the rabbi.
 

A herança envenenada do livro escrito por Hitler

A partir de 1º de janeiro de 2016, Mein Kampf se tornará de domínio público,por ser o ano seguinte aos 70 anos da morte de seu conhecidíssimo autor, como estipula a legislação vigente. A partir de então, qualquer editora poderá fazê-lo chegar de novo às livrarias. Na Alemanha, o land da Baviera, proprietário até agora dos direitos intelectuais sobre a obra que foi o principal instrumento de propaganda do Terceiro Reich, autorizou pela primeira vez uma nova edição científica do volume, que terá 2.000 páginas e será vendido a 59 euros (235 reais) a partir do início de janeiro.

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Na França, entretanto, a eventual reedição do livro provoca uma amarga polêmica. A editora Fayard acaba de anunciar uma edição parecida com a alemã para 2018, o que semeou o pânico entre políticos e historiadores, divididos em dois grupos irreconciliáveis. Os refratários ao projeto são encabeçados pelo político antiliberal Jean-Luc Mélenchon, ex-líder de correntes da Frente de Esquerda, que vive o paradoxo de compartilhar a mesma editora com Mein Kampf. “Quem precisa lê-lo? Que utilidade pode ter conhecer ainda mais os delírios criminosos que contém?”, declarou em uma carta aberta à sua editora.

O mundo acadêmico tampouco está de acordo sobre a conveniência de reeditar o livro assinado em 1924 por Hitler. A historiadora Annete Wieviorka, grande especialista na Shoah, se opôs ao projeto, que considera manchado pelo mercantilismo. Por sua vez, aprovam a reedição especialistas como Robert Paxton e Denis Peschanski, que colaborou na edição dos diários de Goebbels e foi responsável por uma inovadora mostra sobre a Ocupação no início do ano. “Para conhecer a ideologia nazi e seu impacto social é inevitável conhecerMein Kamf”, argumenta.

Um grupo de jovens historiadores, liderados por André Loez, propõe que seja publicado somente na Internet. “É a única forma de nos assegurarmos de que o livro não será fetichizado, que nunca veremos filas na Fnac ou o Mein Kampf no topo da lista dos mais vendidos”, declarou ao Le Monde.

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/11/25/internacional/1448466007_576932.html