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O drama das meninas que têm os seios queimados a ferro para ‘adiar a puberdade’

BBC – Simone teve os seios queimados aos 13 anos. Kinaya passou pelo mesmo aos 10. Os nomes das meninas são fictícios, mas suas histórias, não.

As duas vivem no Reino Unido e são de famílias de origem africana, onde a prática de queimar a ferro seios de adolescentes, na tentativa de atrasar seu crescimento, é muito comum em algumas regiões.

“Minha mãe dizia que se (meus seios) não fossem queimados a ferro, os homens iriam começar a se aproximar de mim, buscando sexo”, conta Kinaya.

Normalmente é a própria mãe quem queima o peito das filhas. Usam uma pedra, uma colher ou até mesmo um ferro de passar quentes para achatar os seios das jovens na puberdade.

A prática pode se repetir ao longo de meses.

“O tempo não apaga esse tipo de dor. Você não pode chorar. Se você chora, dizem que você envergonha a família por não ser uma garota forte”, relata Kinaya.

Estima-se que mais de mil meninas tiveram os seios queimados dessa forma no Reino Unido. A prática está sendo questionada e o Sindicato Nacional de Educação britânico alerta que as escolas britânicas são obrigadas a proteger as meninas desse tipo de abuso. Para o governo, professores têm obrigação de comunicar a prática.

Kinaya e sua filh
Image caption‘Kinaya’ não deixou que a filha passasse pelo mesmo sofrimento que passou

Kinaya já é adulta e tem filhas. Quando a mais velha completou 10 anos, a mãe dela sugeriu submetê-la à prática. “Eu disse não, não, não. Nenhuma filha minha vai passar pelo que eu passei. Eu ainda vivo com o trauma”.

Ela mudou-se para longe da família, temendo que seus parentes fossem querer queimar o peito das filhas à força, sem a autorização dela.

No programa matinal Victoria Derbyshire, da BBC, uma mulher relatou que só descobriu que o que fizeram com os seios dela não era normal durante uma aula de educação física. Na hora de trocar de roupa, no vestiário, reparou que tinha algo de errado com ela.

garota com faixa aperdada prendendo o peitoDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionNormalmente são as mães que queimam e amarram os seios das filhas

Mas os professores nunca repararam, nem mesmo quando ela parou de frequentar as aulas de educação física.

“Se o meu professor soubesse, se tivesse treinamento, eu poderia ter tido a ajuda que eu precisava enquanto ainda era criança”, relatou, contando que a irmã dela também teve os seios queimados aos oito anos.

Simome também contou sua história ao programa Victoria Derbyshire. Ela teve os seios queimados aos 13 anos, quando a mãe descobriu que ela era gay.

“Minha mãe achava que, talvez, eu fosse atraente por causa dos meus seios. Então, se ela conseguisse achatá-los, eu seria feia e ninguém ia me admirar”, relatou.

Por meses, os seios de Simone foram queimados. Ela foi obrigada a usar uma faixa apertando o peito. “Às vezes era difícil respirar”, contou.

Stone used for breast ironingDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionUma pedra ou uma colher aquecidas no fogo são, normalmente, usados para queimar os seios de meninas na puberdade

Anos depois, ela teve um bebê com o homem com quem foi forçada a se casar.

Amamentar se transformou em algo mais difícil do que normalmente é. “O leite não sai normalmente, parece que tem um nó dentro. Acho que tive alguns nervos comprometidos”.

Crime escondido

No Reino Unido, não há um crime especifico para quem queima os seios a ferro. Mas o governo encara a prática como abuso infantil e informa que quem comete o ato pode ser processado.

A enfermeira Angie Marriott, que já trabalhou com ginecologistas e hoje dá palestras para polícia de Cheshire, no Reino Unido, afirma que a prática é mais comum do que se imagina no país e que existe subnotificação.

Ela descreve o problema como um crime escondido e sensível. Diz que as mulheres têm medo de falar e de sofrerem retaliação das suas comunidades. “Sei o que está acontecendo porque pessoas já se confidenciaram comigo e disseram que era a primeira vez que estavam falando sobre o assunto. Tinham vergonha”, conta a enfermeira.

Simone ainda carrega as cicatrizes dos abusos aos quais foi submetida. Ela quer aumentar a consciência das pessoas sobre o que está acontecendo.

“Para mim foi, no mínimo, abuso. Machuca, te desumaniza”, disse.

Angie Marriott
Image captionA enfermeira Angie Marriott diz que as mulheres têm medo de falar sobre a prática

Kiri Tunks, do Sindicato Nacional da Educação do Reino Unido, pede que professores e funcionários de escolas prestem mais atenção aos sinais.

Kicky Morgan, membro do Parlamento britânico, também se envolveu com o tema. Ela diz que é preciso treinar professores e pessoas que trabalham com jovens para que fiquem cientes de que o problema é real e acontece no Reino Unido.

“É preciso abordar o tema, falar sobre ele e parar com a prática”, afirma Morgan.

Imagem e informações BBC

Novos casos de violação de crianças revelados na Finlândia – Presidente diz que os requerentes de asilo trouxeram o mal com eles

Vários casos de estupro e abuso de crianças, com perpetradores estrangeiros, foram revelados em Oulu, no norte da Finlândia, desde o último outono, informou  Fria Tider.

A polícia está investigando outros quatro casos com meninas menores de 15 anos, onde três perpetradores de origem estrangeira foram presos suspeitos de estupro e abuso sexual grave de crianças.

Em todos os casos, os suspeitos têm antecedentes como refugiados ou requerentes de asilo.
E agora a polícia em Helsinque prendeu vários migrantes suspeitos de estupro grave e abuso sexual grave de crianças. Os crimes foram cometidos nos últimos dois meses.

Nenhum link direto com os casos em Oulu é conhecido atualmente.

O primeiro-ministro da Finlândia, Juha Sipilä, escreveu no Twitter: “Como resultado dos eventos desumanos e repreensíveis em Oulu e Helsinque, o governo se reunirá na próxima semana nas negociações tanto na terça quanto na sexta-feira.

É insuportável que as pessoas que pediram e até receberam asilo trouxeram esse mal e causaram insegurança aqui“, disse o presidente do país, Sauli Niinistö, em um comunicado.

A polícia de Helsínquia salienta a importância de os pais informarem os seus filhos para serem cautelosos nas redes sociais, onde os violadores estrangeiros encontram as suas vítimas.

Com imagem e informações Voice of Europe

 

30 % das jovens em subúrbios de Paris enfrentam ameaça de Mutilação Genital Feminina

A ameaça da mutilação genital feminina (MGF) na área populosa de Seine-Saint-Denis, nos subúrbios de Paris, pode afetar até 30 % das meninas na área, de acordo com uma socióloga francesa.

A socióloga francesa e diretora do Grupo para a Abolição da Mutilação Sexual (GAMS), Isabelle Gillette-Faye, afirmou que a prevalência da mutilação genital feminina nos subúrbios de Paris, muitas vezes referida como áreas proibidas , na Île-de-France região são preocupantes.

Gillette-Faye disse em  uma entrevista  a um site oficial da região que a prática muitas vezes envolve crianças mais velhas do que em outras regiões do mundo onde a MGF ocorre.

“Em geral, eles sofrem mutilações do tipo 2, ou seja, a remoção do clitóris e dos pequenos lábios”, disse Gillette-Faye.

A socióloga acrescentou que na França muitas vítimas são obrigadas a ir ao exterior para realizar a operação, muitas vezes antes de serem forçadas a casar.

A fim de combater a propagação da MGF, Gillette-Faye e seu grupo GAMS, foram capazes de treinar médicos e assistentes sociais para identificar casos e trabalhar com as autoridades.

“Ficamos aliviados quando deixamos a circuncisão duas ou três gerações atrás de nós. Famílias que vivem na França são frequentemente resistentes, pois as pressões sociais e tradicionais são muito fortes, e muitas vezes a família permanece no país [original] que decide ”.

Female Genital Mutilation is a “nuanced” crime 😡 http://www.breitbart.com/london/2018/01/19/police-commander-lack-female-genital-mutilation-convictions-nuances/ 

Police Commander on Lack of Female Genital Mutilation Convictions: ‘There Are Many Nuances to This…

The police commander tasked with tackling female genital mutilation has excused the lack of convictions by saying it has “many nuances”.

breitbart.com

A MGF tornou-se uma questão reconhecida em todo o mundo ocidental nos últimos anos, à medida que o número de casos explodiu. No Reino Unido, o número de casos é tão alto que, no ano passado, um caso foi descoberto ou tratado a cada hora .

No início deste mês, muitos celebraram o “Dia da Conscientização da MGF” para destacar o problema. A polícia de Surrey optou por passar o dia nas redes sociais, não destacando o problema do corte genital, mas sim investigando os usuários do Twitter por “tweets islamofóbicos”.

Na Irlanda, o médico e estudioso muçulmano Ali Selim endossou totalmente uma forma da prática no início desta semana dizendo: “Eu não sou um defensor da mutilação genital feminina, mas sou um defensor da circuncisão feminina”.

Com informações de Breibart

Mais 82 meninas de Chibok foram libertadas

Após intensas negociações, as garotas foram levadas à capital da Nigéria, onde iriam reencontrar suas famílias

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Neste fim de semana, o governo nigeriano anunciou que mais 82 das meninas, que viviam em cativeiro pelo grupo Boko Haram, foram libertadas após intensas negociações que envolveram militares, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e até mesmo o governo da Suíça e algumas ONGs internacionais, segundo a imprensa oficial do país.

O sequestro ocorreu em 14 de abril de 2014, quando uma escola pública secundária, em Chibok, no estado de Borno, foi invadida por extremistas islâmicos, ocasião em que mais de 200 garotas foram levadas por eles. As autoridades afirmaram que a libertação delas foi uma troca por militantes capturados pelo governo.

As meninas foram recebidas ontem (domingo) em Abuja, capital da Nigéria, onde foram recepcionadas pelo presidente Buhari e iriam reencontrar suas famílias. A lista completa com os nomes delas ainda não foi divulgada publicamente. Alguns pais que estavam ali não tinham certeza de que suas filhas estariam entre as que desembarcaram dos helicópteros que as trouxeram de Maiduguri, capital do estado de Borno.

“Estamos felizes pelas famílias e continuamos com o coração voltado para as demais 114 meninas que permanecem em cativeiro”, disse um dos representantes da Campanha “Bring Back Our Girls” (Tragam nossas meninas de volta), criada pelos nigerianos e que ganhou projeção mundial.

O trabalho da Portas Abertas nessa região continua, apesar das dificuldades e da violência do Boko Haram e de outros grupos extremistas envolvidos. Segundo os colaboradores, a visita aos cristãos que já foram atacados é uma tarefa cada vez mais perigosa. Além disso, há o desenvolvimento contínuo de diversos projetos de longo prazo, entre eles, o auxílio psicológico às meninas sequestradas e suas famílias.

A Nigéria, 12ª nação na atual Lista Mundial da Perseguição, está entre os países da África Subsaariana, que é tema do DIP 2017. Assista ao vídeo abaixo para saber como se envolver mais com os cristãos perseguidos que vivem por lá.

Imagem: Security

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2017/05/mais-82-meninas-de-chibok-foram-libertadas

Mais algumas meninas do Chibok foram resgatadas

Quando elas estão com seus pais compartilham estudos bíblicos e cantam; elas parecem felizes, apesar dos traumas.

Em abril de 2017, vai completar 3 anos que as “meninas do Chibok” foram sequestradas. Na época, havia 275 meninas na escola, 228 foram levadas pelo Boko Haram e somente 47 conseguiram escapar. Os extremistas islâmicos mandaram vários vídeos para os pais dessas meninas e ao governo nigeriano, exigindo a libertação de seus combatentes em troca delas.

Depois de um tempo, muitas foram forçadas a se casar com eles, algumas tiveram filhos e todas tiveram que “se converter” ao islamismo. Em maio de 2016, Amina Ali Nkeki, foi a primeira a ser encontrada viva quando foi descoberta por vigilantes na Floresta de Sambisa, perto da fronteira com Camarões. Depois dela, o exército da Nigéria disse ter resgatado uma segunda menina, Serah Luka, que era filha de um pastor.

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Em outubro de 2016, mais 21 meninas foram libertadas por Boko Haram após dois anos e meio de detenção e muitas negociações com o governo. A maioria, porém, continua desaparecida. No dia 5 de janeiro de 2017, a 24ª menina foi resgatada. Rakiya Abubakar Gali que estava vivendo em cativeiro foi encontrada com seu bebê de apenas 6 meses de idade. Alguns dias depois, Maryam Ali Maiyanga também foi encontrada por soldados que procuravam fugitivos na floresta de Sambisa. Ela estava carregando um menino de 10 meses de idade.

Segundo o governo, um grupo dissidente do Boko Haram parece estar disposto a negociar a libertação de mais 83 meninas. O veículo de comunicação CNN relatou que 114 delas estão mortas, ou, segundo as notícias, não querem deixar seus sequestradores porque elas são agora casadas ou foram “radicalizadas”.

Um grupo de 21 meninas libertadas encontrou-se com o presidente Muhammadu Buhari para agradecer pessoalmente pela contribuição do líder de Estado. Desde então, elas passam por intensas avaliações psicológicas em um centro médico na capital, Abuja. A maioria pertence a famílias de origem cristã. “Quando elas estão com seus pais compartilham estudos bíblicos e cantam. Elas parecem felizes, apesar dos traumas”, finaliza um dos colaboradores da Portas Abertas.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2017/01/mais-algumas-meninas-do-chibok-foram-resgatadas

Etiópia: meninas cristãs são condenadas a um mês de prisão

Elas foram detidas logo após distribuírem livros cristãos escritos por um autor muito conhecido que fazia críticas ao islamismo; as famílias ficaram espantadas com o veredito do juiz.

Três adolescentes cristãs tiveram que comparecer a um Tribunal Etíope para responder às acusações de “violência religiosa”. As meninas cujos nomes foram informados somente como Eden* (15), Gifti* (14) e Mihiret* (14), juntamente com Deborah*, uma garota mais velha, foram presas após distribuírem livros cristãos escritos por um autor muito conhecido que fazia críticas ao islamismo.

Em uma breve audiência, o juiz condenou as quatro a um mês de prisão, depois de pedir ao promotor para apresentar as devidas provas. De acordo com um dos colaboradores da Portas Abertas, as meninas serão transferidas para uma prisão maior, numa cidade conhecida por Gelemiso, para cumprir pena entre os criminosos comuns, mesmo que três delas tenham idade inferior a 18 anos.

O juiz permitiu um apelo, que só poderá ser feito após a transferência. As famílias ficaram espantadas com o veredito do juiz. Muçulmanos locais disseram que o livro é um “insulto ao islã” que, inclusive, inspirou o ataque a uma igreja. A Etiópia ocupa o 18º lugar na atual Classificação da Perseguição Religiosa e está entre os países onde o cristianismo é rejeitado e muito hostilizado. Ore por essa nação.

*Nomes alterados por motivos de segurança.

Juntos pela África
Os cristãos de alguns países da África Subsaariana enfrentam uma das piores perseguições de sua história. No dia 11 de junho, data escolhida para o Domingo da Igreja Perseguida 2017, juntos faremos mais pelos nossos irmãos dessa região.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2017/01/meninas-cristas-sao-condenadas-a-um-mes-de-prisao

Estudantes na Nigéria matam 56 em atentados suicidas

Duas estudantes realizaram atentados suicidas simultâneos na cidade nigeriana de Madagali. Os ataques a um mercado lotado deixaram pelo menos 56 pessoas mortas e dezenas de feridos.

Os ataques mantiveram o alvo da organização terrorista islâmica Boko Haram, conhecida por alvejar civis no nordeste da Nigéria, bem como nos vizinhos Camarões e Níger.

Embora os ataques do grupo tenham sido menos freqüentes nos últimos meses, pois o exército nigeriano tem tentado demover o grupo para sua fortaleza original na enorme floresta Sambia, este último ataque mostra que o grupo – que prometeu sua lealdade ao Estado islâmico – está longe de ser derrotado.

Os ataques de meninas da escola são uma das surpresas operacionais mais recentes e sinistras do grupo. As meninas, muitas delas sequestradas pelo grupo, são voluntárias para tais missões como uma forma de acabar com suas terríveis vidas sob o cativeiro, que incluem fome implacável e abuso sexual.

Uma menina de 16 anos, identificada apenas como Fati, que foi sequestrada de sua aldeia, mas conseguiu escapar, disse à CNN: “Eles vieram até nós para nos pegar. Eles perguntavam: “Quem quer ser um suicida?” As garotas gritavam: “Eu, eu, eu.” Elas estavam lutando para fazer os atentados suicidas.

“Foi só porque elas querem fugir de Boko Haram. Se eles lhes derem uma bomba suicida, então talvez elas iriam encontrar soldados, e dizer-lhes, ‘Eu tenho uma bomba em mim’ e eles poderiam remover a bomba. Elas podem fugir. “

http://www.clarionproject.org/news/schoolgirls-nigeria-kill-56-suicide-bombings

Cristãos africanos precisam da nossa ajuda

Enquanto enfrentam a violência, eles oram com fé e também contam com as nossas orações para que sejam fortes e perseverantes apesar de tudo enfrentam a violência, eles oram com fé e também contam com as nossas orações para que sejam fortes e perseverantes apesar de tudo.

Nossos irmãos perseguidos em diversos países africanos têm histórias que contam sobre suas lutas e também sobre suas vitórias. Entre a pobreza e a fome, eles estão abastecidos espiritualmente da Palavra. Enquanto enfrentam a violência, eles oram com fé e também contam com as nossas orações para que sejam fortes e perseverantes apesar de tudo. Na Nigéria, por exemplo, há vários casos em que a perseguição assolou a vida de famílias inteiras, e que hoje, contam com a nossa ajuda.

O caso das meninas do Chibok, que foram sequestradas há dois anos de uma escola secundária, por guerrilheiros do Boko Haram, deixou pais e mães inconsoláveis. Nesse mês, 21 delas foram libertadas, além de outras duas que foram resgatas anteriormente. Mas o número total de meninas sequestradas é de 228. Ainda há pelo menos duas centenas de famílias que choram a perda de suas filhas. E há notícias de que algumas já perderam suas vidas em bombardeios.

Os pais dessas meninas ainda vivem sob intensa pressão, pelo menos 18 deles já morreram de doenças relacionadas ao estresse dessa situação. Muitos buscam refúgio em Deus e se declaram firmes na fé, mas todos eles continuam precisando de ajuda. Esses pais ainda expressam a esperança de reencontrar suas filhas, que foram arrancadas deles por conta da violência de grupos extremistas islâmicos e da perseguição religiosa no país. Em suas orações, interceda por eles.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/10/cristaos-africanos-precisam-da-nossa-ajuda

Boko Haram liberta 21 garotas que foram sequestradas em 2014

Grupo jihadista havia sequestrado 267 meninas em 2014 em Chibok. Após dois anos, dezenas de estudantes permanecem desaparecidas.

O grupo jihadista da Nigéria Boko Haram libertou 21 estudantes que haviam sido sequestradas pelo grupo em uma escola na cidade de Chibok em 2014. Na época, 276 meninas haviam sido levadas pelo grupo terrorista.

Segundo a agência France Presse, “as jovens foram trocadas por quatro prisioneiros do Boko Haram nesta manhã”, na região de Banki (fronteira com Camarões).

Em 2014, 57 garotas conseguiram fugir logo após o sequestro, mas mais de 200 permaneceram desaparecidas.

Em agosto, o Boko Haram publicou um vídeo em que diz mostrar cenas recentes de dezenas de jovens estudantes sequestradas, dizendo que algumas delas tinham sido mortas em ataques aéreos.

No vídeo, publicado em redes sociais, um homem mascarado pode ser visto atrás de dezenas de garotas, uma delas identificada como Maina Yakubu, que diz ser de Chibok. Ela tem o rosto coberto no vídeo.

“O que eu quero dizer a meus pais e ao governo federal é que o governo deveria, por favor, libertar membros do Boko Haram que estão sob custódia de agentes de segurança para que nós também possamos ser soltas”, diz ela. “Jatos militares mataram algumas das garotas”, acrescenta.

O Boko Haram, que no ano passado jurou fidelidade aos militantes do grupo Estado Islâmico, tem sequestrado centenas de homens, mulheres e crianças em sua campanha para criar um califado islâmico.

Sob o comando do presidente Buhari e ajudado por países vizinhos, o exército da Nigéria tem recapturado a maior parte do território perdido para o Boko Haram, mas o grupo ainda realiza frequentes ataques suicidas com bombas.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/10/boko-haram-liberta-21-garotas-que-foram-sequestradas-em-2014-diz-cnn.html

“Meninas Cristãs Servem Apenas para Uma Coisa, Satisfazer os Desejos dos Homens Muçulmanos”

por Raymond Ibrahim

  • Recentemente no Iraque 19 meninas yazidi foram colocadas em jaulas de ferro e queimadas vivas, na frente de uma multidão de centenas de pessoas, por se recusarem a ter relações sexuais com os jihadistas.
  • “As mulheres religiosas pertencentes às minorias controladas pelo EI (Estado Islâmico) são frequentemente vendidas repetidamente de um jihadista a outro. Quando os militantes se cansam de estuprar e abusar de uma determinada menina, eles normalmente a vendem a um dos seus grupos filiados para que eles possam estuprar e abusar dela ao seu bel prazer”. — Samuel Smith, The Christian Post.
  • Depois que seus filhos foram raptados pelo Estado Islâmico, o casal atendeu à porta e se deparou com partes dos corpos das suas filhas e um vídeo delas sendo torturadas e estupradas.
  • “Meninas cristãs são consideradas bens a serem arruinados ao bel prazer. Abusar delas é um direito. De acordo com a mentalidade da comunidade não é sequer crime. Os muçulmanos as consideram espólio de guerra”. — Residentes locais, Paquistão.

A Lei Islâmica (Sharia), sempre severa, é mais severa ainda com as mulheres. De acordo com o Alcorão, os homens têm a “autoridade” sobre as mulheres e têm o direito de espancá-las se elas forem “desobedientes” (4:34). Segundo Maomé, profeta do Islã, as mulheres são menos inteligentes do que os homens — o testemunho de um homem equivale ao testemunho de duas mulheres — e a maior parte da população do inferno é composta de mulheres, que seassemelham aos burros e cachorros quanto à habilidade de desviar a atenção do homem da reza, consequentemente anulando-a.

Qual é afinal a visão do Islã em relação às mulheres que são “infiéis”? Na melhor das hipóteses elas “em primeiro lugar servem para dar prazer aos homens muçulmanos”, conforme enfatizouum muçulmano a um grupo de meninas cristãs, ainda bem jovens, no Paquistão antes aterrorizá-las e assassinar uma delas. No Alcorão, (acesse 04:24), as mulheres não muçulmanas capturadas numa jihad podem ser compradas e vendidas como escravas sexuais a homens muçulmanos, conforme tem feito o Estado Islâmico.

Emily Fuentes, diretora de comunicações da Open Doors, uma organização de direitos humanos que defende cristãos perseguidos, salientou:

Lamentavelmente um número cada vez maior de mulheres é alvo de grupos terroristas (muçulmanos). Sabe-se que ocorreram inúmeros incidentes internacionais de mulheres que foram sequestradas, estupradas e forçadas a se converterem do cristianismo ao Islã por grupos extremistas radicais… Muitas também são vendidas no mercado aberto. Essa crueldade não está ocorrendo somente no Oriente Médio, mas também na África e em muitos outros lugares. Em muitos destes países, as mulheres estão sujeitas à perseguição, porque são consideradas cidadãs de segunda classe por causa de seu gênero. Sendo minoria tanto quanto ao gênero quanto à religião, as mulheres cristãs enfrentam dupla perseguição. Não temos um número exato, mas sabemos que milhões de mulheres estão sendo perseguidas… Nestes países dominados pelos muçulmanos, as mulheres cristãs são sistematicamente privadas de sua liberdade de viver e a elas são negadas as necessidades humanas básicas.

As mulheres cristãs estão duplamente condenadas: não são aceitas por serem mulheres e também não como não muçulmanas “infiéis, fica claro a partir daí o porquê delas serem alvo do abuso islâmico.

A esta altura, o tormento das não muçulmanas que estão nas garras do ISIS é bem conhecido. Desde a conquista de Mossul em junho de 2014, o número de meninas não muçulmanas em cativeiro que foram assassinadas pelo califado pode chegar a 250 (principalmente yazidis e cristãs) por se recusarem a serem escravas sexuais. Mais recentemente, 19 meninas yazidi foram colocadas em jaulas de ferro e queimadas vivas na frente de uma multidão de centenas de pessoas, por se recusarem a ter relações sexuais com os jihadistas.

De acordo com um relatório que apareceu um dia depois que a Open Doors destacou a situação das mulheres não muçulmanas:

As mulheres religiosas pertencentes às minorias controladas pelo Estado Islâmico são frequentemente vendidas repetidamente de um jihadista a outro. Quando os militantes se cansam de estuprar e abusar de uma determinada menina, eles normalmente a vendem a um dos seus grupos filiados para que eles possam estuprar e abusar dela ao seu bel prazer.

Uma menina yazidi explicou como

“ela foi comprada e vendida por oito jihadistas diferentes… Fomos colocadas em exibição (em mercados de escravas sexuais). Homens chegavam e ficavam olhando para nós como se fossemos mercadoria. Era como se fosse um showroom de automóveis… As mulheres eram compradas por dinheiro vivo — apenas $20 ou então trocadas por objetos como telefones celulares ou oferecidas como presente”.

Ela foi estuprada pelo menos três vezes por dia por mais de 16 meses por inúmeros combatentes do ISIS, foi forçada a tomar anticoncepcionais e drogas para induzir o aborto, ela tentou repetidamente cometer suicídio para escapar do abuso. Sua história é o padrão e foi contada por muitas meninas não muçulmanas que conseguiram fugir.

Outros relatos recentes falam de “uma menina de 8 anos de idade que também foi comprada, vendida e estuprada por oito militantes diferentes em um espaço de 10 meses”, de outra “escrava sexual que ateou fogo em si própria para evitar ser estuprada”, de um casal que, depois que seus filhos foram raptados pelos ISIS, atendeu à porta e se deparou com um saco plástico contendo as partes dos corpos das suas filhas e um vídeo delas sendo torturadas e estupradas e de mulheres cristãs e alauitas sendo estupradas e massacradas pelos jihadistas do ISIS que invadiram seu vilarejo.

Os jihadistas do Estado Islâmico riem e brincam sobre a compra e venda de escravas sexuais yazidis mostrado em um vídeo de propaganda.

No entanto esse tipo de abuso islâmico de mulheres não se limita a grupos como ISIS ou Boko Haram — organização radicada na Nigéria que também se define em termos exclusivamente islâmicos, é notória por sequestrar, escravizar, estuprar e assassinar meninas cristãs. Aproximadamente 700 meninas cristãs e 300 hindus são raptadas, escravizadas e estupradas no Paquistão a cada ano. São números extremamente altos, considerando-se que os cristãos e hindus compõem cada um apenas 1% da população de maioria muçulmana do país.

Apenas quatro dias depois da Open Doors denunciar o sofrimento das mulheres cristãs, dois homens muçulmanos no Paquistão invadiram a casa de uma mulher cristã enquanto o marido servia o exército. Eles a amarraram e abusaram dela em um estupro coletivo ao mesmo tempo em que ameaçavam matar sua filha de 2 anos se ela não concordasse. De acordo com a mulher de 30 anos:

“Os homens me trataram como se eu fosse um animal, dizendo que eu era uma cristã inútil… Disseram que todas as mulheres cristãs são prostitutas e que voltariam e repetiriam a devassidão se eu contasse a alguém o que tinha acontecido”.

Por ela ser mulher e infiel em uma nação de maioria muçulmana, a polícia e a lei nada fizeram por ela. Naquela semana, mais cinco meninas cristãs foram sequestradas, convertidas ao Islã e forçadas a se casarem com seus sequestradores.

Há inúmeros exemplos de estupro e, por vezes, assassinatos de meninas cristãs — e às vezes de meninos cristãos — no Paquistão. Depois que uma menina cristã de 9 anos foi estuprada por um muçulmano, ele se gabava de ter “feito a mesma coisa com outras meninas cristãs”, segundo explicaram os moradores locais:

“Esse tipo de incidente ocorre com frequência. Meninas cristãs são consideradas bens a serem arruinados ao bel prazer. Abusar delas é um direito. De acordo com a mentalidade da comunidade (muçulmana) não é sequer crime. Os muçulmanos as consideram espólio de guerra.”

Uma situação semelhante acontece no Egito. Em julho de 2012 o congressista americano Chris Smith testemunhou acerca da “escalada de sequestros, conversões e casamentos forçados de mulheres e meninas cristãs coptas. Elas estão sendo aterrorizadas e, consequentemente, marginalizadas”.

O já falecido e muitas vezes diplomático Papa Copta Shenouda III, líder da comunidade cristã do Egito, ressaltou essa tendência já em 1976: “há uma prática de converter meninas coptas para que abracem o Islã e casem com muçulmanos sob ameaças terroristas”. Somente entre 2008 e 2013, foram documentados no Egito cerca de 600 casos de sequestro, estupro e conversão forçada de mulheres cristãs. Desde então a situação só piorou, conforme mostra o título de um relatório de 2012: “Salto Dramático no Número de Sequestros e Conversões Forçadas de Mulheres Cristãs Coptas no Egito”.

De um lado as jovens são visadas sexualmente, de outro, as mais velhas, são humilhadas sexualmente. Em 20 de maio, no Egito, foram arrancadas as roupas de uma cristã de 70 anos, ela ficou completamente nua, cuspiram nela, desfilaram com ela pelas ruas de Minya sob vaias, assobios e gritos de “Allahu Akbar” (“Deus é Grande”) de uma furiosa multidão muçulmana.

Dois dias antes da publicação do relatório da Open Doors, muçulmanos em Ugandaespancaram e estupraram uma cristã de 22 anos porque ela acusou o dirigente de uma mesquita de assassinar seu pai em virtude de uma discussão religiosa. No mês anterior, a filha de 13 anos de uma mulher que deixou o Islã e se converteu ao cristianismo, foi estuprada por muçulmanos locais que lhe disseram: “este é o segundo aviso a sua mãe por desonrar a fé dos muçulmanos”.

Vale a pena lembrar que mesmo na Europa, são as mulheres autóctones que mais sofrem com o fluxo de migrantes muçulmanos. O número de ataques sexuais e estupros, exponencialmente mais altos, está sendo cometido na mesma linha da lógica usada pelo Estado Islâmico ou no Paquistão. Nas palavras de um migrante muçulmano que se encontra na Alemanha que perseguiu, amaldiçoou e acariciou impositivamente uma mulher: “as mulheres alemãs estão aí para o sexo.”

Uma importante observação final: apesar das mulheres não muçulmanas serem mais visadas do que os homens não muçulmanos para fins sexuais, isso não significa que eles são menos visados do que as mulheres quando se trata de perseguição muçulmana não ligada ao sexo, como por exemplo nos casos de ataques contra “blasfemos” e “apóstatas”. Cavalheirismo é um conceito bizarro para o Islã, quando se trata de aterrorizar e colocar os infiéis em seu devido lugar, a religião de Maomé é estritamente igualitária. No Paquistão, por exemplo, o caso mais notório de blasfêmia envolve a cristã Asia Bibi, que está no xilindró, no corredor da morte, desde 2009, além de um casal cristão acusado de profanar um livro do Alcorão, tanto o marido quanto a esposa foram queimados vivos. Os relatos mais recentes que vieram à tona no mesmo período em que a Open Doors destacou a situação das mulheres cristãs são os seguintes:

  • Indonésia: no que foi descrito como “o uso sem precedentes da Lei Islâmica (Sharia) contra um não muçulmano”, uma mulher cristã de 60 anos de idade foi açoitada publicamente com uma vara 30 vezes por vender bebida alcoólica.
  • Estado Islâmico: uma mulher cristã foi executada por militantes islâmicos por se recusar a negar sua fé em Cristo. O ISIS também ameaçou um grupo de freiras dominicanas, exigindo que elas se convertessem ao Islã ou pagassem a jizya, tributo (baseado no Alcorão 09:29). “As irmãs idosas fugiram e começaram a sofrer ataques cardíacos e insuficiências cardíacas em virtude do stress do êxodo em massa. Nos últimos 18 meses, 23 morreram, às vezes até três mortes por semana. Elas morreram de desgosto, ressaltou a Irmã Huda.”
  • Uganda: um homem muçulmano estrangulou a esposa até a morte por ela ter deixado o Islã e se convertido ao cristianismo. Outro muçulmano espancou e ameaçou matar a esposa enquanto gritava “Allahu Akbar” também por ela ter se convertido ao cristianismo.

É muito difícil se ouvir o contrário, uma mulher muçulmana matar o marido por causa de apostasia, isso devido à falta de autoridade que as mulheres têm no mundo muçulmano.

Você não iria querer ser uma mulher no Islã.

Raymond Ibrahim é o autor de Crucified Again: Exposing Islam’s New War on Christians (publicado pela Editora Regnery juntamente com o Gatestone Institute, abril de 2013).

https://pt.gatestoneinstitute.org/9115/meninas-cristas-homens-muculmanos