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Exército de Mianmar destrói mais de 60 igrejas

Mais de 60 igrejas  foram bombardeadas  ou queimadas pelo exército de Mianmar  nos últimos 18 meses, enquanto as forças armadas intensificaram suas operações violentas nas regiões de Kachin, de acordo com relatórios de líderes de igrejas ocidentais.

Um correspondente da Sky News afirmou em junho de 2018 que as táticas brutais do exército, que incluem o bombardeio aéreo e a queima de aldeias, equivalem a uma campanha de genocídio contra o grupo étnico Kachin, majoritariamente cristão.

Dezenas de milhares de Kachin foram deslocados desde o início de 2018 e sabe-se que um número significante se abrigou em igrejas, já que as autoridades locais lhes recusaram permissão para estabelecer acampamentos para viver.

A evidência da destruição das igrejas pelo exército levanta a perspectiva de que aqueles que fugiram e procuraram refúgio nas igrejas em áreas atualmente pacíficas podem ainda não estar a salvo das forças armadas. Acredita-se que os grupos budistas foram erguidos em pelo menos 20 dos antigos locais da igreja.

A agência cristã de ajuda humanitária Barnabas Fund continua prestando ajuda e ajuda a cristãos desesperados de Kachin. O Fundo Barnabé está cobrando os custos do tratamento médico para alguns dos cristãos feridos em ataques do exército. 

Com imagem Christian Today e informações Global Christians News

A “inspiração palestina” para criação de um novo Estado Totalitário Islâmico

Por Andréa Fernandes

Nos últimos meses, a mídia global tem proporcionado grande visibilidade à expulsão dos rohingyas em Mianmar (Birmânia). Amparados em dados fornecidos pela ONU, ativistas de direitos humanos e jornalistas noticiam semanalmente as ações do governo rotulando-as erroneamente como “genocídio” e até mesmo o Papa foi instado a se pronunciar contra as violações cometidas única exclusivamente contra o referido grupo étnico, apesar de os cristãos estarem sofrendo terrível perseguição que não atrai a atenção da imprensa.

Venho acompanhando o desenrolar da crise e não me surpreendeu um acontecimento não anunciado no Ocidente: numa reunião com o presidente do parlamento em Bangladesh na terça-feira, uma delegação do Oriente Médio – composta por representantes de diversas entidades nas áreas humanitária e política – emitiu o comunicado de que a comunidade internacional deve agir rapidamente sobre a crise com os royingyas ou o mundo criará outra Palestina.

Ora, por que entidades islâmicas estão fazendo conexão dos rohingyas com os palestinos? Há alguma semelhança entre ambas as crises?

Por saber que o Google está contaminado com “desinformação”, penso serem necessárias algumas informações para o leitor perceber que a “crise” que tanto preocupa a ONU representa mais uma faceta do projeto de islamização de territórios não-muçulmanos.

Para tanto, vamos sanar inicialmente a primeira dúvida que aparece ao debatermos essa questão: quem são os rohingyas? A “resposta” vai depender muito da fonte a ser consultada. Se a pesquisa for efetuada num site árabe como Al Jazeera, você lerá que “são a minoria mais perseguida do mundo“, isto porque, países muçulmanos e a imprensa simplesmente ocultam a realidade de que são os cristãos a minoria mais perseguida, sendo “alvos prediletos” em países muçulmanos.

Apologistas árabes muçulmanos costumam definir os rohingyas como grupo étnico formado principalmente por muçulmanos que viveram durante séculos em meio aos budistas de Mianmar. Por outro lado, diversos estudiosos afirmam que a palavra “rohingya” não é encontrada em nenhuma fonte histórica, exceto num único texto do final do século 18. Além disso, reconhecem que o termo passou a ter popularidade entre os muçulmanos do estado de Rakhine (situado em território birmanês) nos anos 50 e 60, oportunidade em que se deu uma “rebelião mujahid” – rebelião daqueles que lutam pela jihad – contra o governo budista birmanês exigindo um Estado separado para os muçulmanos de Arakan. Segundo Jaques P. Leider, especialista em História do sudeste asiático, “até a década de 1990, ‘rohingya‘  foi utilizado na maioria dos meios de comunicação não como uma denominação étnica ou religiosa, mas como uma denominação de insurgentes que resistiram ao governo de Mianmar e tentaram criar um Estado muçulmano independente perto de Bangladesh.

Dessa maneira, já dá para ver que estamos diante de mais um “povo inventado” com o escopo de dar continuidade ao expansionismo imperialista islâmico, senão vejamos: a rede Al Jazeera reconhece “evidências” que não são divulgadas pela grande mídia e vale transcrever para breve apreciação:

Durante os mais de 100 anos de governo britânico (1824-1948), houve uma quantidade significativa de migração de trabalhadores da Índia atual e do Bangladesh para o que hoje é conhecido como Myanmar. Como os britânicos administraram Myanmar como uma província da Índia, essa migração foi considerada interna, de acordo com a Human Rights Watch (HRW). A migração de trabalhadores foi vista negativamente pela maioria da população nativa.

Ora, podemos constatar dois fatos importantes para desvendar as falácias da “propaganda muçulmana”: Al jazeera, que não aceita a decisão dos britânicos em relação a partição de território para formação do Estado de Israel e da “Palestina”, aceitou de “bom grado” como legítima a migração de muçulmanos oriundos da Índia e Bangladesh para território de maioria budista (Mianmar) promovida pelos mesmos “colonialistas britânicos”. E nesse caso, pouco importa o “parecer” de uma instituição humanitária como a HRW, que não tem autoridade alguma para definir assuntos pertinentes à soberania dos países. Outrossim, uma vez não tendo o canal árabe explicado o motivo da indignação da “população nativa” (budista), urge esclarecimentos indispensáveis.

Na verdade, o que está acontecendo em Mianmar é um conflito religioso entre muçulmanos e budistas em virtude do estabelecimento da jihad apregoada por lideranças muçulmanas para criar mais um Estado teocrático islâmico a fim de  submeter os “infiéis budistas” ao Islã.  Estudiosos atestam que ao conquistarem Arakan em incursões contra Mianmar nos idos de 1824-1826, os britânicos passaram a incentivar a imigração de indianos e bengalis muçulmanos para a região de forma que no início do século 20, a população muçulmana imigrante passou a ser O DOBRO do tamanho da população local. Com isso, a comunidade muçulmana (rohingya) passou a expandir suas redes religiosas, bem como assumir costumes diferentes dos seus vizinhos budistas os quais tiveram suas aldeias deslocadas devido crescimento da população muçulmana.

Apesar de não haver nenhuma “promessa formal”, alguns muçulmanos  acreditavam que os britânicos lhes presenteariam com um território autônomo” após a 2ª Guerra Mundial, pelo que uma parcela deles esperava a separação de Mianmar para unir o território à Índia ou Paquistão. Todavia, em 1946, líderes políticos muçulmanos divulgaram suas intenções de se apropriar do território originalmente birmanês (budista) para formar um Estado independente. Logo, após a independência birmanesa em 1948, iniciou-se uma rebelião dos muçulmanos contra o governo que culminou naquilo que inapropriadamente os ocidentais qualificam de “combates de guerrilha”, mas que na linguagem muçulmana é a jihad, a qual expulsou os budistas das aldeias de Arakan, parte do território que desejam estabelecer um Estado na base da usurpação de terras budistas sob a conivência da comunidade internacional. Sendo assim, o surgimento do nacionalismo budista se deve em grande medida à oposição em relação à imigração em massa de muçulmanos. Porém, com o golpe militar em 1962, encerrou-se a participação política formal dos muçulmanos e demais minorias no país aprofundando-se medidas restritivas contra a mesmas.

Em 1982, o governo aprovou a Lei de Cidadania da Birmânia, que concedeu cidadania a muitos grupos minoritários étnicos, mas não outorgou o mesmo direito aos rohingyas. Assim, explosões de violência vêm sendo promovidas pelos muçulmanos os quais são auxiliados por outras facções terroristas islâmicas na Indonésia e Paquistão. Cabe, ainda, enfatizar que a insurgência violenta dos rohingyias é tema de segurança nacional na Índia, conforme atestam relatórios da inteligência que mostram conexão entre grupos rohingyas e organizações jihadistas (terroristas).

Desse modo, considerando o fato de que há uma “experiência genocida” vivida pelos hindus que continuam sendo erradicados por muçulmanos do território vizinho de Bangladesh – transformado à força num sanguinário Estado totalitário islâmico – é perfeitamente compreensível a pauta budista defendendo a tese de que os rohingyas são uma “identidade religiosa inventada”, afirmando através de documentos históricos a inexistência de uma comunidade assim nominada, pois tais muçulmanos são originalmente “imigrantes” conduzidos por britânicos do moderno Estado muçulmano de Bangladesh para um Estado de maioria budista sem consulta à população local.

Se a Europa rechaça a “imigração ilegal”, deveria também considerar como “legítima” a pretensão do país de maioria budista de não reconhecer um “povo inventado” que almeja criar um Estado islâmico em usurpação à soberania de um país. Aliás, vale lembrar que o governo de Mianmar está disposto a conceder cidadania à minoria muçulmana se concordar em utilizar sua verdadeira identidade, a saber, bengali, o que vem sendo rejeitado por suas lideranças que sonham com a implantação de mais um “califado” na Ásia.

Contudo, embora eu reconheça a total ilegitimidade do pleito dos rohingyas, não posso concordar com ações violentas e ilegais do governo de Mianmar, que também são usuais contra a pacífica minoria cristã que não pleiteia autodeterminação. Matança arbitrária, estupros sistemáticos, incêndio de casas e expulsão de moradores costumam ser estratégias de lideranças muçulmanas contra minorias e não cabe a uma defensora dos direitos humanos “justificar” tais ações que atingem principalmente à população mais vulnerável como mulheres e crianças. Ações enérgicas devem ser voltadas sempre contra os jihadistas e não contra a população vulnerável.

Infelizmente, falta ao governo budista de Mianmar a “ética judaica” no trato para com aqueles que almejam usurpar seu território. Dessa vez, o “esforço jihadista” dos muçulmanos está sendo combatido com as “mesmas armas” pelos “discípulos de Buda” que resolveram dar uma trégua aos seus ensinamentos religiosos para seguir os “preceitos de paz” ensinados pela ortodoxia islâmica!

Andréa Fernandes é advogada, internacionalista, jornalista, presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires e líder do Movimento Nacional pelo Reconhecimento do Genocídio de Cristãos e Minorias no Oriente Médio.

Imagem:http://www.rfa.org/english/news/myanmar/myanmar-government-orders-state-media-not-to-use-rohingya-06212016155743.html

 

 

A luta dos cristãos continua em Mianmar

Apesar da vitória eleitoral da líder democrática Aung San Suu Kyi, radicais budistas continuam com seus discursos de ódio e pressionando o governo

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De acordo com um relatório da ONG C4ADS, apesar da vitória eleitoral de Aung San Suu Kyi, pela Liga Nacional pela Democracia (LND), os movimentos budistas radicais como o Ma Ba Tha ainda são poderosos. A ONG fornece análises orientadas por dados e relatórios, com base em provas de conflitos globais e questões de segurança transacionais, baseando-se em crimes organizados e corrupção de governos. Na ocasião das eleições, milhares de pessoas, incluindo as minorias comunitárias e religiosas, foram impedidas de votar e candidatos muçulmanos foram desqualificados.

Antes da vitória da líder democrática birmanesa, ela já havia conquistado um lugar no Parlamento, juntamente com 42 colegas da LND. Ao mesmo tempo, contudo, a intolerância religiosa aumentou drasticamente, com o aumento do nacionalismo budista militante. Isto afetou os cristãos drasticamente. A relatora especial da ONU, Yanghee Lee, destacou que a discriminação contra minorias religiosas e étnicas, como os Rohingya, do estado de Rakhine, assim como o discurso de ódio e violência voltado para essas parcelas da população, devem ser combatidos como prioridade pelo novo governo.

O país já enfrentou mais de 50 anos de governo militar. Apesar dos avanços, Yanghee Lee alertou para a necessidade de reformas nas leis, para garantir os direitos à liberdade de expressão e de religião. Ela também pediu a imediata suspensão das prisões, condenações e abusos contra a sociedade civil e jornalistas, além de solicitar a liberação dos presos políticos remanescentes.

“Embora o relatório da C4ADS se concentre exclusivamente sobre a situação da minoria muçulmana, seus resultados são notáveis ​​e pode ser facilmente traduzido para a minoria cristã, bem como o relatório aborda as ‘Leis de Proteção de Raça e Religião’. Os monges estão agitados agora, pressionando o governo e exigindo o cumprimento das leis já existentes no país”, comenta um dos analistas de perseguição. Mianmar é o 23º da Classificação da Perseguição Religiosa em 2016, sendo um dos países que trata os cristãos com mais violência. A igreja é perseguida principalmente por extremistas budistas e militares. Ore por essa nação.

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https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/03/a-luta-dos-cristaos-continua-em-Mianmar

Imigrantes em barcos à deriva relatam mortes em briga por comida

Imigrantes resgatados de um barco que ficou à deriva por semanas no Sudeste Asiático disseram que cerca de cem pessoas morreram em brigas por comida a bordo.

Segundo eles, alguns foram apunhalados, outros enforcados, golpeados até a morte com tábuas de madeira ou lançados ao mar.

Milhares de imigrantes de Bangladesh e Mianmar estão à deriva após serem impedidos de desembarcar na Indonésia, Malásia e Tailândia – após ações de autoridades marítimas destes países, que estariam, segundo ONGs, promovendo um “ping-pong humano” nas águas do Índico.

A maior parte dos imigrantes é da minoria étnica muçulmana rohingya, que sofre perseguição em Mianmar. Já os imigrantes de Bangladesh estão em busca de emprego.

Leia mais: Rohingyas – o povo muçulmano que o mundo esqueceu

“Uma família foi golpeada até morrer com tábuas de madeira. O pai, a mãe, o filho. E depois jogaram seus corpos no mar”, disse Mohammad Amin, um dos sobreviventes.

Os relatos sobre as brigas por comida a bordo foram dados por alguns dos 700 imigrantes ilegais que foram resgatados por pescadores na Indonésia na sexta-feira. As informações não puderam ser verificadas pela BBC, mas pelo menos três pessoas disseram a mesma coisa.

A agência de migrações da ONU estima que 8.000 pessoas estejam a deriva no mar do sudeste asiático.

Credito: BBC
Imigrantes ficaram no mar por cerca de dois meses

Apesar de 700 pessoas terem sido resgatadas na sexta-feira, quando o barco em que viajavam começou a afundar, outras duas embarcações com centenas de pessoas a bordo seguem à deriva na região do Golfo de Bengala.

Leia mais: Imigrantes à deriva saltam ao mar para pegar comida jogada de helicópteros

A situação pode piorar: nesta segunda-feira, pescadores disseram que o governo da Indonésia ordenou que eles não resgatassem mais imigrantes, ainda que os barcos estivessem afundando. Os pescadores, no entanto, afirmaram que vão continuar salvando os migrantes.

“Eles são seres humanos, precisamos resgatá-los”, disse um pescador que, temendo represálias, não quis se identificar.

Desnutridos e desidratados

Os migrantes que tiveram que lutar por comida queriam desembarcar na Malásia, mas afirmam que a Marinha do país os obrigou a abandonar suas águas territoriais.

A embarcação ficou dois meses no mar e, recentemente, foi abandonada pela tripulação. Os sobreviventes, agora, estão alojados em galpões na costa de Langsa, Indonésia.

Leia mais: 700 imigrantes são resgatados de navio que afundava na Indonésia

Muitos estão desnutridos e desidratados. Recebem atendimento em uma clínica de emergência.

Vários deles são mulheres e crianças.

Perseguição

O governo de Mianmar declarou que não era responsável pela situação dos migrantes e destacou que pode não comparecer a uma cúpula regional convocada para tratar da crise se a questão dos rohingya for um dos temas.

Leia mais: Milhares de imigrantes de etnia muçulmana perseguida ficam à deriva na costa da Tailândia

Enquanto aumenta a preocupação internacional com a situação dos migrantes no mar, o chanceler da Malásia, Anifah Aman, se reuniu com o seu colega de Bangladesh, Abul Hassan Mahmood Ali, no domingo, para discutir a crise.

Credito: BBC
Desnutridos e desidratados, sobreviventes estão sendo atendidos em hospital de emergência

Os rohingyas são uma minoria muçulmana não reconhecida pelo governo de Mianmar, uma país de maioria budista. Os rohingyas não apenas não são considerados cidadãos como também são perseguidos. Eles são submetidos a trabalhos forçados e não têm direito à propriedade, entre outras restrições.

“O governo está nos torturando”, disse Zukura Khotun, mãe de três filhos que embarcou com a esperança de se reunir com seu marido, que imigrou para a Malásia.

No domingo, foi informado que ao menos cinco embarcações de tráfico de pessoas, com até mil migrantes a bordo, estavam na costa norte de Mianmar.

Já que a Tailândia, Malásia e Indonésia não permitem o desembarque em suas costas, os traficantes de pessoas estão relutantes quanto a iniciar a viagem.

Mas não permitem que os imigrantes abandonem os barcos a não ser que paguem uma quantia em dinheiro, informa Jonah Fisher, correspondente da BBC em Yangun, capital de Mianmar.

Nos últimos três anos, mais de 120 mil rohingyas tomaram o rumo do mar em busca de refúgio em outros países, segundo a agência de refugiados da ONU.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/05/150518_mortes_comida_migrantes_asia_lab