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Setembro: mês mais sangrento na guerra síria

Por Andréa Fernandes

O mês de setembro foi considerado o mais mortal até o momento na guerra civil de seis anos que assola o território sírio, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (SOHR), sediado em Londres.

O grupo de monitoramento registrou 955 mortes de civis dentre os quais 207 eram menores de 18 anos e 148 mulheres. O relatório ainda informa que as forças russas e sírias causaram mais vítimas civis do que os ataques efetivados pelos Estados Unidos. SOHR enfatizou que  395 pessoas, incluindo 92 crianças e 72 mulheres foram mortas em virtude de incursões dos aviões sírios e russos e por helicópteros do regime em várias regiões da Síria, 282 pessoas, incluindo 68 crianças e 45 mulheres foram mortas em ataques aéreos pelo aviões de guerra da coalizão internacional.

Aproximadamente, 47 pessoas, abrangendo cinco crianças e cinco mulheres, foram mortas em explosões provocadas por minas terrestres. Outras 29 vítimas, incluindo três crianças e cinco mulheres, acredita-se terem sido executadas pelas forças do regime sírio.

Entre os envolvidos diretamente no conflito, os combatentes da oposição sofreram mais baixas com 550 mortes, enquanto as forças do presidente sírio Assad sofreram 322 baixas. O grupo islâmico Hezbollah e outras milícias não-sírias tiveram 100 integrantes mortos em combate.

Com informação Memo Middle East Monitor

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Nigéria: jihadistas assassinam 17 pessoas e ferem 34 em ataques de jihad contra muçulmanos no final do jejum no Ramadã

“O último ataque do Boko Haram, o mais sangrento em 2017 – Amnistia Internacional”, de Wale Odunsi, Daily Post , 9 de junho de 2017:

A Amnistia Internacional afirmou na sexta-feira que os ataques coordenados do Boko Haram que mataram pelo menos 17 pessoas e feriram mais 34 na noite de quarta-feira foram “viciosos, demonstram um desprezo para a vida humana e o mais sangrento até agora neste ano”.

Osai Ojigho, diretor da Amnesty International Nigéria, em uma declaração disponibilizada para o POSTAL DIÁRIO, disse que Boko Haram deve encerrar sua campanha de homicídios ilegais de civis.

“Estes ataques deploráveis ​​ocorreram em um momento em que os muçulmanos estavam quebrando o seu jejum durante o mês sagrado do Ramadã e demonstraram o completo desrespeito pela vida humana

“As autoridades nigerianas devem fazer mais para proteger os civis e levar os perpetradores de todos esses ataques à justiça, em vez de varrerem centenas de suspeitos e mantendo-os indefinidamente em condições horríveis e ameaçadoras para a vida”.

AI lembrou que os ataques começaram em torno das 18h30 quando os combatentes de Boko Haram abriram fogo aleatoriamente na comunidade de Jiddari Polo em Maiduguri, uma das maiores cidades da região norte.

A AI acrescentou que, mais tarde, às 9h, quatro bombardeiros suicidas detonaram dispositivos explosivos perto do Lake Chad Basin Research Institute na área de Goni Kachallari da cidade ….

https://www.jihadwatch.org/2017/06/nigeria-jihadis-murder-17-injure-34-in-jihad-attacks-on-muslims-ending-ramadan-fast

Mundial 2018: Arábia Saudita desrespeita minuto de silêncio pelas vítimas de Londres

O jogo Austrália-Arábia Saudita, da fase de qualificação para o Mundial2018 de futebol, foi antecedido por um minuto de silêncio pelas vítimas do ataque terrorista em Londres, mas os visitantes ignoraram a homenagem, revelando-se indiferentes em campo.

Quando o locutor do estádio pediu um minuto de silêncio para homenagear as oito vítimas de sábado, duas delas australianas, os 11 jogadores australianos alinharam-se e abraçaram-se no círculo central, enquanto os seus opositores desmobilizaram, separaram-se e alinharam em campo, ignorando o gesto.

A federação australiana de futebol (FFA) disse depois do jogo que os sauditas sabiam sobre o plano de manter um minuto de silêncio antes da partida de qualificação, recusando-se a participar.

“A Confederação Asiática de Futebol e a equipa da Arábia Saudita concordaram com a realização do minuto de silêncio. A FFA foi avisada pela equipa saudita que esta tradição não se enquadra com a sua cultura pelo que iriam para o seu lado do campo e respeitariam os nossos costumes tomando as suas posições no campo”, referem os australianos.

Os representantes da FIFA reuniram com elementos das equipas, bem como com os árbitros, no dia antes do desafio, sendo que o minuto de silêncio foi referido quando foi combinado o protocolo.

Há relatos que indicam que os adeptos da Arábia Saudita entoaram também cânticos anti-Irão, país igualmente muçulmano, mas shiita, que na quarta-feira também foi vítima de ataque terrorista, tendo morrido pelo menos uma dúzia de pessoas.

A Austrália venceu a Arábia Saudita por 3-2, partilhando o primeiro lugar do grupo B com o Japão, mas ambas com mais um jogo do que os nipónicos.

http://24.sapo.pt/desporto/artigos/mundial2018-arabia-saudita-desrespeita-minuto-de-silencio-pelas-vitimas-de-londres#_swa_cname=sapo24_share&_swa_cmedium=web&_swa_csource=facebook&utm_source=facebook&utm_medium=web&utm_campaign=sapo24_share

Ataque inédito no Irã deixa 12 mortos em Parlamento e mausoléu do aiatolá Khomeini

Dois ataques de homens armados em Teerã nesta quarta-feira, contra o Parlamento iraniano e ao mausoléu do aiatolá Khomeini, deixaram pelo menos 12 mortos e cerca de 40 feridos.

O ataque ao prédio do Parlamento parece já ter terminado, após horas de tiroteios. No ataque ao mausoléu, um homem-bomba se explodiu e outro foi morto a tiros.

Autoridades iranianas afirmam ter conseguido frustrar a tentativa de um terceiro ataque.

O Estado Islâmico (EI) reivindicou a responsabilidade pelos ataques, algo até então inédito no Irã. O grupo extremista islâmico divulgou um vídeo que mostra o que seriam imagens de dentro do prédio do Parlamento.

A mídia iraniana disse que quatro indivíduos foram mortos por forças de segurança no interior do prédio. Ainda não está claro se a soma de 12 mortes inclui os responsáveis pelos ataques.

Cerca de 40 pessoas foram feridas nos dois atentados, de acordo com o chefe do serviço de emergência Pir Hossein Kolivand.

Invasão

O prédio do Parlamento foi invadido por homens armados de fuzis Kalashnikov, supostamente vestidos de mulher.

Imagens do local mostraram uma grande operação de segurança e barulho de tiros.

Autoridades iranianas negaram que pessoas tinham sido feitas reféns dentro do Parlamento.

Um porta-voz, Ali Larijani, minimizou o ataque, chamando-o de “incidente menor”.

MausoléuDireito de imagemJAMARANNEWS/FARS
Image captionImagem divulgada pelo Fars News mostra explosão no mausoléu

O ataque ao mausoléu no sul de Teerã dedicado ao fundador da República Islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini, teria ocorrido por volta das 10h40 do horário local (3h10 de Brasília).

Um dos autores do ataque morreu ao detonar um colete-bomba e outro foi morto por forças de segurança, segundo a TV estatal Irib.

Imagens do local mostram granadas e cartuchos de armas sendo aparentemente recolhidos do corpo de um agressor.

Pelo menos um dos envolvidos parece ser uma mulher, ou talvez estivesse vestido de mulher.

Várias pessoas que visitavam o lugar foram feridas.

mapa
Image captionMapa de Teerã

Contexto – por Jenny Norton, do serviço persa da BBC

Este parece ser o mais grave incidente de violência terrorista em Teerã desde os turbulentos anos logo após a Revolução Islâmica de 1979.

Isto será um grande choque para os iranianos, que se acostumaram a viver num país que geralmente é muito mais estável e seguro do que a maioria de seus vizinhos.

Apesar do ativo envolvimento do Irã no combate ao EI tanto no Irã como na Síria, o grupo sunita até então não tinha realizado ataques no interior do Irã, e parece ter pouco apoio no país predominantemente xiita.

Entretanto, nos últimos meses, o grupo intensificou os esforços de propaganda na língua farsi – com foco na minoria sunita rebelde do Irã, e as agências de inteligência afirmam ter frustrado uma série de possíveis ataques do EI.

Análise – da equipe de monitoramento da mídia jihadista da BBC

O EI divulgou este ano uma série de peças de propaganda com o objetivo de incitar ataques dentro do Irã.

Um vídeo com o estilo documental do EI mostrou, em março, militantes que eram introduzidos como combatentes iranianos do EI no Iraque.

Falando em farsi, eles criticaram o governo iraniano e o establishment religioso, incluindo o líder espiritual do país, o aiatolá Ali Khamenei.

Um ataque no Irã, se for bem-sucedido, poderia ser um triunfo importante contra um inimigo tradicional que outros grupos jihadistas, incluindo seu rival Al-Qaeda, nunca conseguiram.

TeerãDireito de imagemEPA
Image captionImagem parece mostrar criança sendo retirada do prédio do parlamento
aniversário de morte do aiatolá KhomeiniDireito de imagemAFP
Image captionHá informações ainda conflituosas sobre os eventos no mausoléu, no sul de Teerã
http://www.bbc.com/portuguese/internacional-40187075

Guerra na Síria já provocou mais de 300 mil mortes, diz ONG

Observatório que monitora o conflito divulgou balanço atualizado de mortos. Trégua é respeitada em seus segundo dia em grande parte do país.

A guerra da Síria deixou mais de 300 mil mortos desde o início em março de 2011, de acordo com um balanço atualizado divulgado pela ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) nesta terça-feira (13).

O balanço anterior, divulgado em 8 de agosto pela ONG que tem sede no Reino Unido mas que dispõe de uma ampla rede de fontes militares, civis e médicas em toda a Síria, citava 292.817 mortos no conflito devastador, informa a AFP.

O OSDH afirma também que o cessar-fogo de escala nacional está sendo respeito em grande parte da Síria no início do segundo dia em vigor, de acordo com a Reuters.

Foram registrados alguns ataques e disparos nas primeiras horas da trégua na noite de segunda-feira em áreas que incluem a periferia norte de Hama, Ghouta Oriental e o norte de Aleppo, de acordo com o grupo que monitora o conflito.

Mas aparentemente a violência estava diminuindo e o Observatório disse que não foi reportada nenhuma morte de civis em decorrência dos combates nas primeiras 15 horas de duração do cessar-fogo, que entrou em vigor às 19h de segunda-feira (13h no horário de Brasília).

O cessar-fogo, mediado pela Rússia e pelos Estados Unidos, representa a segunda tentativa este ano de encerrar a guerra civil de cinco anos na Síria.

A Rússia é a principal apoiadora do presidente sírio, Bashar al-Assad, enquanto os Estados Unidos apoiam alguns dos grupos rebeldes que buscam derrubar Assad do poder.

A trégua não inclui grupos jihadistas como o Estado Islâmico ou o Jabhat Fateh al-Sham, formação anteriormente conhecida como Frente Nusra e que era o braço da Al Qaeda na Síria até mudar de nome em julho.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/09/guerra-na-siria-ja-provocou-mais-de-300-mil-mortes-diz-ong.html

Dois atentados deixam mortos no Paquistão

Atentado suicida contra tribunal matou 12 e feriu 40 em Mardan. Cinco pessoas morreram em ataque contra bairro cristão em Peshawar.

Ao menos 15 pessoas morreram em dois atentados-suicidas no Paquistão nesta sexta-feira (2): um contra um tribunal e outro contra um bairro cristão.

Na cidade de Mardan, no noroeste do país, uma dupla explosão matou 12 pessoas em um tribunal, segundo a Reuters. A Efe informou que outras 40 pessoas ficaram feridas no atentado, que foi reivindicado pelo Jamaat-ur-Ahrar, uma facção separatista do Talibã.

Os corpos de policiais, advogados e outros civis foram recuperados, disse Haris Habib, chefe da equipe de resgate na cidade de Mardan, na província de Khyber Pakhtunkhwa.

“Primeiro houve uma pequena explosão, seguida por uma grande explosão”, disse Habib à Reuters.

O ataque foi realizado um dia após o Exército paquistanês elogiar os sucessos de sua luta contra grupos jihadistas myriad armados, embora um porta-voz tenha reconhecido que ainda há um longo caminho a ser percorrido.

O porta-voz do grupo Jamaat-ur-Ahrar, Ehsanullah Ehsan, prometeu realizar mais ataques, em um comunicado enviado à Reuters.

“Pedimos a civis que fiquem longe de instalações das forças da lei e estes tribunais que não são islâmicos. Iremos atacá-los mais”, disse.

Peshawar
Mais cedo, cinco pessoas morreram – quatro delas terroristas – em um ataque contra um bairro da minoria cristã em Peshawar, também no noroeste do país.

“Terroristas atacaram o bairro cristão de Warsak. As forças de segurança responderam rapidamente. Os quatro suicidas estão mortos”, informou em sua conta no Twitter, o diretor-geral do escritório de relações públicas do Exército (ISPR, em inglês), Asim Bajwa, segundo a Efe.

O porta-voz da polícia de Peshawar, Mohammed Usman, informou que no ataque morreu também um cristão e um guarda de segurança ficou ferido.

De acordo com Usman, o ataque começou por volta das 6h (horário local), quando o grupo de insurgentes com coletes explosivos entrou no bairro, lançou duas granadas contra uma igreja e iniciou um confronto com a polícia e o Exército, que durou mais de uma hora.

Nenhum grupo insurgente reivindicou a autoria do ataque.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/09/dois-atentados-deixam-14-mortos-no-paquistao.html

Atentado a bomba deixa 14 mortos e 67 feridos em mercado nas Filipinas

Presidente estava em sua cidade natal; autoridades desconfiam de jihadistas.

DAVAO, Filipinas — Um atentado a bomba atingiu na noite desta sexta-feira um mercado da cidade de Davao, perto da casa do presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte. O governo confirmou que há 14 mortos e 67 feridos. As autoridades acreditam que o ataque tenha sido cometido por terroristas islâmicos.

Nas redes sociais, circulam imagens fortes dos efeitos da explosão. As imagens do local atingido — que estava lotado, como de costume nas noites de sexta-feira — mostravam destruição e corpos espalhados nos arredores, em frente ao hotel de luxo Marco Polo. Uma universidade próxima fechou as portas por segurança.

— As pessoas que vinham à escola para pedir ajuda estavam ensopadas de sangue — relatou o estudante John Rhyl Sialmo III.

Segundo as investigações preliminares, foram encontrados destroços de um artefato explosivo caseiro, informou o secretário de comunicação presidencial, Martin Andanar. Não foram identificados suspeitos.

— Há muitos elementos que estão furiosos com o nosso presidente e o nosso governo. Não descartamos a possibilidade de que narcotraficantes e islamitas] possam ser responsáveis disto, mas é muito cedo para especular.

O porta-voz Ernesto Abella pediu que a população “se abstenha de imprudentes especulações e evite aglomeração”.

Equipes de emergencia vão a mercado atingido por explosão em Davao, nas Filipinas – Twitter / Reprodução
Mais tarde, o governo disse que as autoridades “trabalham com a presunção de autoria” do grupo Abu Sayyaf, que jura lealdade ao Estado Islâmico.

O presidente filipino estava na cidade natal, mas não perto da região afetada. Segundo seu filho, Paolo Duterte (vice-prefeito da cidade), ele buscou refúgio em uma estação de polícia. No mesmo dia, num comício, o presidente brincara com rumores de planos para assassiná-lo.

Davao é a maior cidade do Sul das Filipinas, com uma população de quase dois milhões de habitantes, a uma distância de cerca de 1.500 quilômetros da capital, Manila. Duterte construiu lá sua carreira política, tendo sido prefeito da metrópole por 22 anos. Apesar de seus altos índices de segurança, Davao fica em Mindanao, ilha que sofre há décadas com episódios de violência do Abu Sayyaf.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/atentado-bomba-deixa-14-mortos-67-feridos-em-mercado-nas-filipinas-20039882#ixzz4J8fjGcrQ
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República do Congo:“Nós não entendemos por que isso está acontecendo”

A igreja tem trabalhado arduamente para ajudar as pessoas, mas a crise é geral, os pastores também estão enfrentando a miséria dentro de suas próprias casas

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Recentemente, um grupo militante desconhecido realizou vários ataques na República Democrática do Congo, levantando a suspeita de que uma nova organização jihadista esteja agindo no continente africano. No último ataque, ocorrido há pouco mais de uma semana, pelo menos 50 pessoas morreram, na aldeia de Rwangoma, na cidade de Beni. Foi o ataque mais violento, desde 2014. As vítimas foram amarradas e agredidas até a morte. Há vários grupos de extremistas islâmicos atuando no Congo, a fim de exterminar com os cristãos, principalmente no Nordeste do país, onde há muitos sequestros e assassinatos.

Cidadãos congoleses foram às ruas protestar contra o governo, carregando um dos corpos e cantando músicas antigovernamentais. Na semana passada, o presidente do país, Joseph Kabila, visitou a região e disse que iria trabalhar pela paz. Não é possível obter mais informações sobre as vítimas, porque os comércios que disponibilizam internet à população permanecem fechados. Um dos colaboradores da Portas Abertas, porém, descreveu a situação da província de Kivu, onde esteve em visita, poucos dias antes dos incidentes.

 Cenário de guerra
“Chegando lá, me deparei com uma situação de extrema miséria. A maioria dos habitantes é de cristãos. Estive em outras cidades também, mas por conta da perseguição religiosa, há lugares onde é proibido visitar. Viajando para o lado Sul, onde normalmente eu apreciava a paisagem, vi edifícios destruídos e pequenas vilas totalmente exterminadas. Vi casas e empresas que estavam trancadas com cadeados pelo lado de fora, provavelmente para proteger os bens que lhes restaram. Ao longo do caminho havia alguns postos militares improvisados funcionando, os soldados com suas armas nas mãos. O clima era realmente tenso”, disse o colaborador.

O trabalho das igrejas
Em Beni, alimentos e abrigos são escassos, ainda mais porque a cidade abriga a maior parte das pessoas deslocadas internamente. Famílias estão vivendo amontoadas e vulneráveis aos ataques. “Cerca de 80% delas possuem fazendas, mas não podem chegar até elas porque é muito perigoso, há militantes por todos os lugares. A igreja tem trabalhado arduamente para ajudar essas pessoas, mas a crise é geral, os pastores também estão enfrentando a miséria dentro de suas próprias casas, e ainda uma pressão adicional, pois são procurados a todo instante por pessoas que buscam ajuda e alívio. Nós não entendemos por que isso está acontecendo”, lamentou Jean*, um líder cristão local.

Awuzo*, outro líder relatou: “Havíamos voltado para casa há pouco tempo, eu, minha esposa e nossos sete filhos. Agora estamos em fuga novamente. Quando a situação fica tensa, fugimos para nos proteger. É dessa forma que vivemos agora, estamos sempre em estado de alerta”. Até agora, 9 igrejas foram fechadas em Beni, e as que permanecem abertas, recebem poucos fieis. “Onde havia 350 membros, hoje há no máximo 10. Por favor, orem pela nossa situação”, pede um dos líderes.

*Nomes alterados por motivos de segurança.

 Pedidos de oração

Ore pelos cristãos da República do Congo, para que permaneçam firmes na fé, apesar dos últimos ataques e suas duras consequências. Que eles tenham sabedoria e entendimento e que saibam lidar com as recentes dificuldades.

  • Interceda por eles, pedindo socorro e provisão, principalmente de alimentos e medicações.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/08/nos-nao-entendemos-por-que-isso-esta-acontecendo

Após dissidência do Talibã, Estado Islâmico também reivindica ataque no Paquistão

Mais cedo, grupo Jamaat-ul-Ahrar se responsabilizou por atentado que matou 70

RIO — O Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria do ataque suicida que matou pelo menos 70 pessoas e feriu outras 120 em um hospital de Quetta, no Paquistão. Mais cedo, no entanto, o grupo Jamaat-ul-Ahrar, uma dissidência do Talibã paquistanês, também assumiu a responsabilidade pela explosão. As vítimas incluem jornalistas e advogados.

Mais de cem pessoas, a maioria advogados e jornalistas, se reuniam na emergência do hospital para acompanhar o corpo de um advogado proeminente que havia sido assassinado na cidade mais cedo nesta segunda-feira. Bilal Anwar Kasi foi morto quando caminhava até o tribunal, e a polícia desconfia que o atentado tenha sido planejado para atingir pessoas próximas a ele.

“Um mártir do Estado Islâmico detonou seu cinto de explosivos em um encontro de funcionários do Ministério da Justiça e policiais paquistaneses na cidade de Quetta”, afirmou a agência de notícias dos jihadistas.

Poucas horas antes, no entanto, a dissidência do Talibã emitiu uma mensagem semelhante. Esta é a mesma organização que realizou um atentado durante a Páscoa, em março, matando 72 pessoas em Lahore.

— O Tehreek-e-Taliban Pakistan Jamaat-ur-Ahrar assume a responsabilidade por este ataque e promete continuar a realizar outros — disse o porta-voz Ehsanullah Ehsan.

Em entrevista ao GLOBO por telefone, o porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) Najum Abbasi expressou choque.

— O ataque ao hospital de Quetta é alarmante. Hospitais são lugares para salvar vidas. — disse Abbasi, de Islamabad. — Apelamos pelo respeito e proteção às instalações médicas e profissionais da saúde não só no Paquistão, mas globalmente.

Imagens de televisão mostraram cenas de caos, com pessoas em pânico fugindo em meio aos destroços à medida que a fumaça tomava conta dos corredores do hospital.

A capital do Baluquistão, província do Sudoeste paquistanês, vem sendo assolada pela violência, e vários advogados têm sido visados. A área é palco da campanha insurgente contra o governo, tensões sectárias, além de altos níveis de criminalidade.

O primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, condenou os ataques.

— Ninguém poderá perturbar a paz da província — disse ele.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/apos-dissidencia-do-taliba-estado-islamico-tambem-reivindica-ataque-no-paquistao-1-19879430#ixzz4GmnWahKx
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Ataque em Nice: três brasileiros continuam desaparecidos

Três brasileiros que estavam em Nice no momento do atentado que matou pelo menos 84 pessoas, na noite de quinta-feira, continuam desaparecidos, disse à BBC Brasil a cônsul-geral do Brasil em Paris, Maria Edileuza Fontenele Reis.

O número de desaparecidos era antes de sete pessoas, mas quatro haviam simplesmente deixado de informar às famílias que estavam bem. Um deles já havia até viajado para outro país europeu.

Entre os três brasileiros desaparecidos está a carioca Elizabeth Cristina de Assis Ribeiro, que mora na Suíça e é mãe de Kayla, menina de seis anos, que faleceu no atentado.

A morte da criança, de nacionalidade suíça e que não tinha passaporte brasileiro, já foi confirmada pela família, mas seu nome ainda não consta nas duas listas de vítimas fatais do atentado divulgadas entre sábado e a manhã deste domingo pelo ministério francês das Relações Exteriores.

Isso porque a identificação dos corpos exige uma série de exames, como o de DNA, para atestar oficialmente o óbito, até para efeitos jurídicos, como pedidos de indenização junto a seguradoras.

Flores no calçadão de NiceImage copyrightREUTERS
Image captionBrasileira desaparecida mora na Suíça e estava de férias com a família em Nice

“Não há brasileiros nestas listas de vítimas fatais. Estamos acompanhando isso de perto, em contato permanente com as autoridades francesas”, completou a cônsul.

A Interpol participa do processo de identificação das vítimas. Um membro brasileiro da Interpol, com sede em Lyon, na França, integra a equipe no centro de crise em Nice.

Até o momento, 16 vítimas fatais do atentado, cometido com um caminhão frigorífico pelo tunisiano Mohamed Lahouaiej Bouhlel ainda não foram identificadas.

Dos cerca de 300 feridos, segundo novo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde neste domingo, 85 permanecem hospitalizados, sendo que 18 deles estão entre a vida e a morte.

Elizabeth foi vista sendo levada por bombeiros após o ataque.

As autoridades brasileiras ainda não obtiveram a informação sobre o hospital onde ela poderia estar internada, afirma a cônsul.

Parentes perto de hospitalImage copyrightAP
Image captionParentes enfrentam dificuldades para conseguir informações sobre vítimas

Esse problema não ocorre apenas nos casos dos brasileiros desaparecidos até o momento. Muitos têm enfrentado dificuldades para localizar seus familiares nos hospitais em Nice e seus arredores.

Há inúmeros relatos na imprensa francesa de pessoas que passam o dia à busca de parentes nos hospitais da cidade.

“Explicações”

Em uma entrevista à rede TV BFM no sábado, Inês, mãe de Elizabeth, protestou contra a demora das autoridades francesas em fornecer informações e identificar as vítimas.

“Sabemos que a Kayla faleceu, mas não conseguimos recuperar o corpo, não sabemos onde ela está. Minha filha, que também estava no acidente, foi transportada pelos bombeiros e ninguém sabe onde ela está”, disse Inês.

Cartazes pedindo informaçõesImage copyrightAP
Image captionEm cartazes, parentes pedem informações sobre paradeiro de vítimas

“Quero explicações. Disseram que é preciso esperar até terça-feira. Se o problema é que os hospitais e o necrotério estão lotados, eles deveriam pegar uma pessoa de cada vez para reconhecer o corpo”, disse Elizabeth.

Elizabeth e a família estavam a passeio em Nice. Seu marido, o suíço Sylian, e as outras duas filhas do casal, de quatro anos e de seis meses, não ficaram feridos no ataque.

Segundo a cônsul, os outros dois brasileiros desaparecidos até o momento, cujos nomes não foram revelados, podem ter se esquecido de avisar a família, como nos ocorreu nos outros casos.

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-36819599