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Refutando mais um “tratado de ódio antissemita”

Hoje, eu tive a infelicidade de ler um “manifesto rejeitando a indicação do novo embaixador israelense”, o qual foi protocolado no Escritório Regional da Presidência da República de São Paulo, e como todo ato visivelmente antissemita, não deixou de haver a costumeira reivindicação de rompimento de relações com Israel e o não reconhecimento de suas primeiras fronteiras de 1948.
 
No referido manifesto, o sr. Dayan é caluniado com o termo “criminoso” e diversas acusações espúrias são feitas a Israel. É óbvio que não poderia se esperar respeito à honra alheia de movimentos sociais que apoiam incondicionalmente os criminosos que arruinaram a Petrobrás. Aliás, pode se ofertar qualquer credibilidade a um documento assinado pelo presidente da CUT, que acaba de ser denunciado por diversas entidades ao Ministério Público por afirmar que pegará em armas com seus comparsas para impedir o clamor democrático de destituição legal da presidente mais rejeitada de todos os tempos?
 
Qual a moral que  Vagner Freitas tem para ofender uma autoridade estrangeira que ele nem conhece? Um presidente de instituição que defende criminosos presos por toda sorte de crime mostra que carece de padrão mínimo de honestidade para se imiscuir nas decisões do governo israelense.
 
Ao terminar a leitura do “tratado de ódio antissemita”, percebi que o mesmo era assinado por entes árabes, movimentos sociais de esquerda, PSOL, PSTU e outras entidades da mesma linha ideológica. E para demonstrar a hipocrisia dos “humanistas” que seguem a presidente Dilma, pesquisei as ações de um desses movimentos para comprovar o relativismo moral que impera no meio.
 
Como ando muitíssimo preocupada com as graves violações contra os direitos humanos das mulheres no mundo muçulmano, escolhi o movimento social denominado “Marcha Mundial das Mulheres”, pois, a denominação sugere um comprometimento humanista a nível internacional.
 
O grupo foi criado em 2000 e se descreve como “um movimento feminista internacional e anti-capitalista que luta para mudar o mundo e a vida das mulheres, integrando a construção de igualdade e liberdade das mulheres às lutas por transformações globais na sociedade.”
 
Se alguém pensa que na página do aludido movimento social encontrará condenação pública à mutilação genital que vem crescendo assustadoramente até na Europa ou qualquer condenação aos “crimes de honra” e à misoginia em países de maioria muçulmana, ficará decepcionado, posto que, o objetivo maior é defender a agenda do governo petista. 
 
Ao visitar a página, o que vi, foi a tradicional militância esquerdista: defesa incessante da legalização do aborto, apoio ao movimento LGBT e às políticas públicas implementadas pelo PT. E apesar de ser um “movimento feminista” voltado para os direitos das mulheres, não localizei denúncia alguma sobre as condições das mulheres palestinas, e isso deve ser, porque não consideram os fundamentalistas islâmicos da organização terrorista Hamas como “opressores”, quando alistam mulheres e crianças para se tornarem terroristas e usam seus corpos em “martírio” não pelas “liberdades” defendida pelas esquerdas, mas sim, pela libertação de al-Aqsa, morte dos judeus e ocupação de todo território israelense!
 
Quando o então Governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, rompeu protocolo de intenções com a empresa israelense Elbit em atendimento ao pleito de boicote às armas israelenses, as feministas comemoraram, ainda que tal iniciativa em nada beneficiasse as mulheres que elas dizem defender. Porém, toda feminista minimamente letrada sabe que “liberdade” e “igualdade de direitos” nas sociedades muçulmanas simplesmente não existem!
 
Assim, pela “plataforma” da Marcha Mundial das Mulheres, dá para acreditar que os movimentos sociais e demais entidades que assinaram o odioso manifesto sejam humanistas?
Por Andréa Fernandes