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Papa recebe Prêmio Carlos Magno 2016

Em cerimônia no Vaticano com a presença de líderes europeus, Francisco pede Europa “aberta e multicultural” e melhor acolhimento aos refugiados no continente.

O papa Francisco foi agraciado nesta sexta-feira (06/05) com o Prêmio Carlos Magno de 2016, que homenageia personalidades que se destacam pela contribuição à união da Europa e pelo compromisso com a paz.

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Estupro de Gays, Homens Mascarados e Carneiros em Restaurantes

Um Mês de Islã e Multiculturalismo na Suécia: Janeiro de 2016.

por Ingrid Carlqvist

  • Até agora, nove em cada dez pessoas que procuraram asilo na Suécia não possuíam documentos de identidade. Dessa maneira os candidatos a asilo têm condições de adaptar seu histórico para aumentar as chances de seu pedido de asilo ser aprovado.
  • O Chefe da Assessoria de Imprensa de Estocolmo tinha escrito que a polícia poderia ser vista como racista e por esta razão não deveria dar descrições físicas ao público. Ironicamente foram os próprios jornalistas que, de certa maneira, forçaram a polícia a parar de fazer uso de descrições como cor da pele ao tachar a polícia de “racista” toda vez que alguém de cor aparecia em uma lista de procurados.
  • “Alguns querem transformar isso em uma questão étnica. Mas não é. É uma questão que diz respeito à cultura e aos valores. Nossa sociedade livre e aberta tem como fundamento a liberdade pessoal, humanismo ocidental e ética cristã. Esses valores não devem apenas ser mantidos, eles precisam ser defendidos”. — Ebba Busch Thor, líder do Partido Democrata Cristão.

4 de janeiro: depois de um outono caótico, quando um contingente avassalador de candidatos a asilo inundou a Suécia, o governo finalmente se viu forçado a colocar em prática controles de fronteiras em sua fronteira com a Dinamarca. Agora somente aqueles com documentos de identificação válidos têm permissão de embarcar nos trens e balsas rumo à Suécia, efetivamente impedindo a entrada de pessoas que destruíram seus documentos de identidade. Resta saber quanto tempo vai demorar até que a maioria dos candidatos a asilo traga documentos de identificação, verdadeiros ou falsificados. Até agora, nove entre dez pessoas que procuraram asilo na Suécia não possuíam documentos de identidade. Dessa maneira os candidatos a asilo têm condições de adaptar seu histórico para aumentar as chances de seu pedido de asilo ser aprovado.

5 de janeiro: o site alternativo de notícias Nyheter Idag denunciou que dois meninos de 15 anos, alojados em um asilo para “menores de idade desacompanhados” na cidadezinha de Alvesta, foram detidos sob suspeita de terem estuprado um menino ainda mais jovem. Quando a vítima denunciou o incidente, a polícia foi alertada e os meninos de 15 anos foram detidos para interrogatório. Um deles confessou algumas das acusações.

6 de janeiro: em outro caso de estupro homossexual de menor de idade, dois homens que alegaram ter 16 anos, foram detidos sob suspeita de estuprarem um menino em um asilo para “refugiados menores de idade desacompanhados” em Uppsala. O estupro foi descoberto quando o menor deu entrada em um hospital, acompanhado de seu responsável legal. Um dos estupradores suspeitos foi liberado após o interrogatório da polícia, mas continua como suspeito. O outro foi posto em prisão preventiva.

O caso de estupro que permaneceu na mídia por mais tempo foi o de um menino que aguarda o veredito no Tribunal de Recursos. Em dezembro de 2015, dois menores de 16 anos foram sentenciados pelo Tribunal Distrital a permanecerem detidos em um abrigo para menores infratores por oito e dez meses respectivamente. Salta aos olhos a extrema brandura das sentenças, se levarmos em conta o que fizeram com a vítima de 15 anos. Todos os envolvidos vieram do Afeganistão e residiam no mesmo abrigo para asilados para “refugiados menores de idade desacompanhados”. Um belo dia, os meninos mais velhos convidaram o de 15 anos para que ele fosse com eles a uma loja. No caminho de volta, os meninos mais velhos empurraram o de 15 anos para dentro de um terreno lamacento, espancaram-no com socos, chutes e pontapés, enfiaram barro pela goela abaixo, em seguida o estupraram, duas vezes. Eles o ameaçaram, caso contasse para alguém perderia a sua “honra”. Naquela noite, contudo, o menino desabou e contou ao staff do asilo o que tinha acontecido.

9 de janeiro: o site alternativo de notícias Nyheter Idag revelou que o conceituado diário Dagens Nyheter tinha acobertado uma história sobre violência sexual contra meninas e mulheres (cometidos na maioria das vezes por afegãos) no festival de música “Nós Somos Sthlm” (abreviação de Estocolmo) em 2014 e 2015, mesmo tendo conhecimento, por um ano e meio, de pelo menos um dos incidentes. Dagens Nyheter, que normalmente tacha os sites de mídia alternativa de “sites do ódio”, se apressou em colocar a culpa na Polícia de Estocolmo, que a assumiu, em parte. O Chefe da Polícia Nacional Dan Eliasson prometeu investigar a razão da informação ter sido mantida em segredo.

10 de janeiro: uma pesquisa de opinião revelou que 59% dos suecos são a favor da checagem de documentos de identidade nas fronteiras, que entrou em vigor na semana anterior. Até mesmo na província meridional de Skåne, onde muitos passageiros que vão e voltam do trabalho da Dinamarca e são afetados pelos atrasos nos trens, a checagem da identidade conta com um sólido índice de aprovação. 62% das pessoas entrevistadas em Skåne disseram acreditar que o controle de fronteira é uma coisa boa.

11 de janeiro: o número total de candidatos a asilo na Suécia em 2015 foi divulgado ao público: perto de 163.000. Os maiores contingentes são de afegãos, iranianos e sírios. O ingresso de afegãos teve um aumento exponencial, principalmente de “refugiados menores de idade desacompanhados”. 7.049 “menores” pediram asilo na Suécia em 2014. Em 2015, esse contingente explodiu para inimagináveis 35.369 — 66% dos quais do Afeganistão. A Suécia agora decidiu implementar a avaliação da idade de candidatos a asilo que alegam serem menores de idade. Até agora a palavra do “menor” era aceita sem maiores considerações. Funcionários do Serviço de Imigração até foram orientados a não questionarem ninguém com aparência de menos de 40 anos de idade.

12 de janeiro: boatos se espalharam entre os redatores de editoriais liberais suecos que foi, de fato, o presidente russo Vladimir Putin que estava por trás da grande revelação do Nyheter Idag sobre os ataques sexuais no festival de música em Estocolmo. Isobel Hadley-Kamptz, ex-funcionária do jornal, acusada acobertar a história, (jornal Dagens Nyheter), tuitou:

“Nós sabemos que a Rússia está trabalhando ativamente para disseminar desinformação em outros países com o objetivo de diminuir a coesão e a confiança. Nós também sabemos que a campanha populista da direita está operando calçada na tese de que a sociedade não é merecedora de crédito (principalmente a mídia). E mesmo assim, quando um site populista de direita, claramente ligado a Putin, inicia uma campanha contra o DN (Dagens Nyheter) e contra a mídia, pessoas sensatas concordam”?

A ideia do suposto envolvimento de Putin no segmento da mídia sueca não foi considerada, ao que tudo indica, estranha, nem pelo redator chefe do Dagens Nyheter Peter Wolodarski, nem pelo conceituado colunista Andreas Ekström, do respeitado diário Sydsvenskan, ambos sustentam a alegação de que Putin é um titereiro da mídia sueca.

12 de janeiro: homens de meia idade se passando por adolescentes têm o direito a assistência 24 horas por dia na Suécia. O custo é astronômico, mas jamais questionado. Entretanto, se você tiver 103 anos de idade e for sueco, não terá o mesmo direito. Recentemente uma senhora ficou sabendo disso quando pediu para ser levada a um abrigo para idosos. Ela tem problemas cardíacos, angina e tontura, além de um marca-passo. Ela usa um andador, mas devido à tontura, perde o equilíbrio e cai com frequência. Quando os assistentes do serviço de assistência médica domiciliar vêm à noite a casa dela, ela se sente constrangida: na maioria das vezes os profissionais da saúde são pessoas que ela nunca viu. Mas o poder local não considera que essas enfermidades sejam o suficiente para permitir que ela vá para um lar com supervisão constante. A idosa de 103 anos foi obrigada a processar o município em um Tribunal Administrativo, onde ela finalmente recebeu um veredito favorável.

12 de janeiro: outro mito muito apreciado acabou se revelando como verdade: aquele sobre a polícia acobertar crimes cometidos por imigrantes. Ao tentar localizar criminosos, a polícia sueca tem instruções explícitas para não incluir descrições de suspeitos, que de alguma forma poderiam ser interpretadas como “racistas”. O Svenska Dagbladet publicou o furo jornalístico depois que uma carta confidencial foi vazada para o jornal. Aparentemente a carta foi enviada a todo destacamento policial em setembro de 2015. O Chefe da Assessoria de Imprensa de Estocolmo tinha escrito que a polícia poderia ser vista como racista e por esta razão não deveria informar descrições físicas ao público. Ironicamente foram os próprios jornalistas que, de certa maneira, forçaram a polícia a parar de fazer uso de descrições como cor da pele ao tachar a polícia de “racista” toda vez que alguém de cor aparecia em uma lista de procurados.

13 de janeiro: a líder do Partido Democrata Cristão (Kristdemokraterna) Ebba Busch Thor, quer deportar candidatos a asilo que são estupradores, ainda que tenham motivos suficientes para terem seus pedidos de asilo aprovados. Em um artigo de opinião no diário conservador Svenska Dagbladet, ela ressalta:

“Se candidatos a asilo na Suécia cometerem crimes sexuais, eles deveriam ter o pedido de asilo recusado e prontamente despachados para fora do país. Mesmo no caso daqueles de posse de vistos de residência, a deportação deveria ser a consequência legal mais corriqueira.

“Alguns querem transformar isso em uma questão étnica. Mas não é. É uma questão que diz respeito à cultura e aos valores. Nossa sociedade livre e aberta tem como fundamento a liberdade pessoal, humanismo ocidental e ética cristã. Esses valores não devem apenas ser mantidos, eles precisam ser defendidos”.

14 de janeiro: um rapaz de 18 anos foi indiciado por ter lançado uma granada de mão contra um camburão no subúrbio de Tumba em Estocolmo no ano passado. Ele foi acusado de tentativa de assassinato além de outros crimes: dois latrocínios, posse e uso ilegal de armas, abrigar um criminoso e assalto.

16 de janeiro: a questão de possíveis acobertamentos da mídia de notícias importantes na Suécia continua interessando muitas pessoas. “A concepção de que a mídia acoberta fatos,” ressalta Jesper Strömbäck, professor de estudos de comunicação e mídia, “se assemelha à teoria da conspiração… A motivação de não veicular determinadas informações é a relevância da notícia”.

A declaração de Strömbäck levou a colunista Sakine Madon a perguntar aos seus colegas no Facebook e no Twitter se alguma vez já lhes foi pedido que moderassem ou evitassem determinados assuntos que pudessem “beneficiar os Democratas Suecos (partido contrário à imigração)”? Um jornalista experiente respondeu que em diversos órgãos de imprensa há e tem havido uma política velada de não apoiar os Democratas Suecos para não favorecer a “xenofobia”.

Mas não se revela segredos editoriais e se sai incólume. A Sra. Madon teve que suportar uma onda de duras críticas, na maioria das vezes injustas. Ela respondeu o seguinte:

“Em vez de se envolverem em difamações infantis, os jornalistas deveriam se perguntar: o que podemos fazer a respeito desse problema? Onde estabelecer os limites entre ativismo e jornalismo? Deveríamos nos opor abertamente aos Democratas Suecos (SD em inglês) ou insistir na neutralidade”?

18 de janeiro: dois homens foram indiciados por crueldade contra animais, após terem abatido carneiros de acordo com o abate halal (método islâmico de abate animal) em uma pizzaria em Falkenberg. O abate Halal não permite o atordoamento prévio do animal, o que é ilegal na Suécia, de modo que os homens tentaram infiltrar sorrateiramente dois carneiros no restaurante. Mas alguém os estava observando. Quando a polícia chegou ao local, os carneiros já estavam mortos no chão de concreto em uma poça de sangue.

Esquerda: Um camburão repleto de estilhaços em consequência de um ataque com uma granada de mão ocorrido no ano passado em Estocolmo. Os quatro policiais que se encontravam no interior do veículo podiam ter morrido se a van não fosse blindada. Em 14 de janeiro um rapaz de 18 anos foi indiciado pelo ataque. Direita: A faca ensanguentada usada pelos dois homens para matar os carneiros de acordo com o abate halal (método islâmico de abate animal) em uma pizzaria em Falkenberg. Os homens foram indiciados em 18 de janeiro por crueldade contra animais, porque segundo a lei sueca é necessário atordoar o animal antes do abate, o que torna o abate halal ilegal na Suécia.

18 de janeiro: o número de ataques sexuais em piscinas públicas disparou em janeiro. Os jornais estavam repletos de histórias sobre “choques culturais” em piscinas públicas. Membros do staff da piscina, já aflitos, solicitaram que os adultos assumissem a responsabilidade e cuidassem dos “meninos refugiados menores de idade desacompanhados” que estavam tocando libidinosamente as meninas. Neste dia em especial, um candidato a asilo de 16 anos foi detido pela polícia quando, juntamente com uma gangue de jovens imigrantes, molestaram uma menina sueca de 15 anos. “Em determinado momento ele tentou enfiar os dedos no interior do traje de banho dela. Os jovens também tocaram nos seios dela sobre o traje de banho e agarraram suas pernas”, segundo o policial encarregado do condado Kenneth Sundin contou ao diário local Upsala Nya Tidning.

18 de janeiro: motoristas de ônibus do sexo feminino em Lessebo sentiam não ter outra escolha a não ser faltarem ao trabalho alegando doença após serem assediadas pelos migrantes recém chegados. Na maioria das vezes os desentendimentos ocorreram devido ao fato dos migrantes tentarem usar bilhetes inválidos e não aceitarem a recusa dos motoristas em permitirem que continuassem a viagem sem a devida documentação. A tardezinha e a noite têm sido sobremaneira problemáticas. De acordo com uma empresa de ônibus os problemas poderiam ter sido evitados “se os funcionários do Serviço de Imigração tivessem distribuído informações por escrito em diversos idiomas, explicando o regulamento aos imigrantes recém chegados”. Para evitar problemas alguns motoristas simplesmente não importunavam os migrantes. Por exemplo, um pai exigiu que toda sua família viajasse de graça, pelo fato de sua esposa ter hora marcada em uma unidade de assistência pré-natal. Disseram ao motorista para que ele calasse a boca, e no final ele acabou consentindo, permitindo que os membros da família viajassem de graça.

18 de janeiro: a Aliança Nacional para a Educação Sexual (Riksförbundet för sexuell upplysning), RFSU, exigiu a obrigatoriedade de ministrar aulas de educação sexual para todos os “refugiados menores de idade desacompanhados”. Entretanto, a Aliança não quer apenas uma educação sexual ultrapassada, ela exige que as aulas sejam conduzidas a partir de uma perspectiva de gênero de “norma crítica“.

Após as recentes denúncias sobre violência sexual contra mulheres em Estocolmo, Kalmar, Colônia e outras localidades, a RFSU assinalou que já estava na hora de rapazes jovens oriundos de sociedades altamente patriarcais adotarem a “norma crítica”.

Em um artigo opinativo a RFSU ressalta: “a educação sexual calçada em uma base consciente quanto ao gênero e em norma crítica despontou como um fator chave, não apenas para fortalecer a saúde dos jovens mas também como antídoto para a violência com base em gênero. Isso é verdade para todos os jovens, independentemente do background. É um direito e uma possibilidade que Suécia não pode negligenciar”.

19 de janeiro: o enorme fluxo de jovens do sexo masculino que ingressaram na Suécia, acabou imputando ao país um equilíbrio de gênero distorcido muito preocupante, de acordo com a Professora Valerie M. Hudson, do Programa para Mulheres, Paz e Segurança da Universidade do Texas A&M. No diário sueco Göteborgs-Posten, ela destacou: “minha pesquisa revela que resultam várias consequências negativas para a sociedade quando aumenta a desigualdade na distribuição de gênero, algo que a Suécia deve debater com seriedade”.

A desigualdade se deve em grande medida à imigração. A gigantesca migração ocorrida na Suécia em 2015, na qual 71% dos imigrantes eram do sexo masculino, aumentou consideravelmente a desigualdade na distribuição de gênero. “A partir das estatísticas oficiais sobre a imigração,” segundo ela, “é possível concluir que no final de 2015 havia 123 meninos entre 16 e 17 anos para cada 100 meninas do mesmo grupo etário”. A título de comparação, na China, que conta com uma das maiores desigualdades na distribuição de gênero, há somente 117 meninos para cada 100 meninas do mesmo grupo etário. “Considerando que venho estudando a distribuição de gênero na China e Índia por 15 anos, é incrível constatar que a Suécia tem uma desigualdade mais alta do que naqueles dois países”.

No artigo, a professora Hudson também cita o porquê das várias razões da desigualdade de gênero ser perigosa, e questiona: “como é possível que a Suécia, um dos países que mais reconhecem o direito das mulheres no mundo, parece não se importar com flutuações dessa magnitude na distribuição de gênero”?

19 de janeiro: na escola Sjumilaskolan na região de Biskopsgården de Gotemburgo, a anarquia, segundo consta, é o lugar comum. De acordo com um relatório da direção da escola (Skolinspektionen), os professores têm medo de seus próprios alunos. Em Sjumilaskolan, são falados cerca de 60 idiomas, menos de um terço dos estudantes passam de ano em todas as matérias, a violência, ameaças e abusos já são corriqueiros e nenhum adulto na escola ousa por um fim no desvio de conduta. No semestre passado, houve tiroteios no pátio da escola e agora vários estudantes dizem que não se atrevem mais a ir para a escola.

O relatório da direção da escola esclarece:

“Alguns professores nos informaram que eles próprios já se viram no meio de conflitos verbais e físicos com os estudantes, e que os professores temem que um dia os estudantes irão se matar uns aos outros. Os professores relatam uma ansiedade geral na escola e também nos contam que eles acham que há risco de explosão de tumultos no ensino médio”.

Em novembro de 2015, cerca de uma semana após a inspeção realizada pela direção da escola, houve na verdade um quebra-quebra na escola, no qual os estudantes arrebentaram mesas, cadeiras e pinturas em uma das salas de aula, os professores tiveram que chamar a polícia para por fim aos distúrbios. A direção da escola exige que o governo municipal de Gotemburgo aborde imediatamente os problemas de Sjumilaskolan. Se a situação não estiver sob controle até 29 de abril, o município será multado em 700.000 coroas suecas (US$82.000).

20 de janeiro: Mutar Muthanna Majid, ex-suspeito de terrorismo, exigiu um milhão de coroas suecas (US$117.000) do governo sueco em compensação por danos. Segundo seu advogado Peter Ataseven, “ele era suspeito de gravíssima atividade criminosa. Mas acima de tudo, ele foi vítima da cobertura da mídia, uma vez que foi retratado como terrorista, tendo seu nome e foto permanecidos na imprensa”.

O que motivou o Serviço de Segurança a prender Muthanna Majid em 18 de novembro, o porquê dele ter sido considerado suspeito de preparar ataques terroristas, elevando o nível de ameaça na Suécia para quatro de uma escala que vai até cinco desencadeando uma massiva caçada humana, ainda é um mistério. Naquele momento a polícia parecia segura de si, e a maioria dos veículos de mídia publicou o nome e a fotografia do suspeito. Na noite seguinte, 19 de novembro, um enorme aparato policial deteve Majid no abrigo para asilados em Boden onde ele residia. Ele foi interrogado e alguns dias depois o promotor público decidiu soltá-lo, ele deixou de ser suspeito de qualquer transgressão.

24 de janeiro: a polícia de Estocolmo avisou que não tinha mais condições de suportar a pressão de lidar com as crianças de rua marroquinas se comportando desenfreadamente pela cidade. Há centenas de rapazes do Marrocos e de outros países do Norte da África que estão ilegalmente na Suécia, principalmente em Estocolmo e Gotemburgo.

SVT Nyheter, um programa de notícias da TV estatal, entrevistou um policial que pediu para não ser identificado:

“Esses caras são um problema gigantesco para nós. Eles roubam qualquer coisa em qualquer lugar e espancam os seguranças na estação central de trens. Eles agarram meninas entre as pernas e as esbofeteiam se elas acharem ruim. Todos os policiais sabem disso. A situação é caótica, eu jamais deixaria meus filhos irem à estação de trens, nenhum policial deixaria”.

Dias mais tarde, ao que tudo indica, alguns justiceiros decidiram “limpar” as ruas. De acordo com diversas fontes da imprensa, uma gangue considerável de homens mascarados na estação central de trens em Estocolmo, distribuiu folhetos com mensagens condizentes com algo mais ou menos assim: “basta!”. Os folhetos incentivavam as pessoas a fazerem justiça com as próprias mãos, encontrar os meninos de rua na região e “fazer com que recebam o que merecem”.

Quando o incidente foi amplamente divulgado na grande mídia, de repente, os meninos de rua foram renomeados para “refugiados menores de idade desacompanhados”. Causa espécie o fato da polícia ainda não ter recebido nenhuma queixa de abuso praticado pelos meninos de rua, e ainda se questiona se algum dia sequer houve algum ataque.

24 de janeiro: Mauricio Rojas, que durante muitos anos foi o porta-voz da “política de integração” dos Liberais, salientou em uma coluna no jornal Svenska Dagbladet:

“Um país que um dia já foi caracterizado pelo incrível senso de solidariedade, todas as coisas que o estado de bem estar social sueco representava, em poucas décadas se transformou em uma comunidade multiétnica, em que a liga que une o companheirismo entre as pessoas foi consideravelmente enfraquecida”.

Rojas, outrora imigrante que veio para a Suécia do Chile, foi considerado muito duro para com os imigrantes, por isso ele foi fritado pelos Liberais. Ele deixou o parlamento e deixou a Suécia, no outono de 2008, mudando-se para a Espanha. De vez em quando ele aparece no debate sobre a imigração sueca. Poucos suecos ousariam escrever o que ele escreveu:

“Essas mudanças levantam preocupações em muitas pessoas e apresentam questões importantes quanto ao futuro para o qual estamos nos dirigindo, em termos de companheirismo nacional. Nós sabemos como eram as coisas, mas ninguém sabe como elas serão, há muitos que têm a sensação de que a Suécia perdeu sua alma e se tornou um caos multicultural. É por esta razão que a nostalgia e a sensação de alienação estão se avolumando no país, mas também o desejo de dar um tempo ou pelo menos desacelerar a velocidade da transformação”.

24 de janeiro: as universidades e faculdades da Suécia estão ansiosas para obter novos aprovisionamentos para os seus orçamentos em um total de 303 milhões de coroas suecas (mais de US$35 milhões), mas o dinheiro está sendo retido. Em vista disso, de acordo com a Ministra Social Democrata do Ensino Superior e Pesquisa Helene Hellmark Knutsson, o dinheiro será canalizado para cobrir o “gigantesco aumento nos custos em 2016, devido ao grande número de pessoas procurando asilo na Suécia que está fugindo da guerra e do terrorismo”.

24 de janeiro: outro caso de estupro homossexual foi descoberto em um abrigo para asilados, desta vez na cidade meridional de Ljungby. A polícia deteve um migrante de 22 anos suspeito de ter molestado um menino de 15 anos, onde ambos residiam.

25 de janeiro: Alexandra Mezher de 22 anos foi esfaqueada até a morte por um dos residentes em um abrigo para asilados para “refugiados menores de idade desacompanhados” onde ela trabalhava. O assassino, Youssaf Khaliif Nuur, alegou ser da Somália e ter 15 anos de idade, e como na Suécia não é rotina executar o procedimento médico para determinar a verdadeira idade daqueles que alegam serem menores de idade, o homem foi colocado na mesma dependência dos adolescentes. Quando o jornal britânico Daily Mail, cobriu sua detenção, já aproveitou para zombar das autoridades suecas por elas terem aceito sua alegação de ter 15 anos de idade, a grande mídia sueca tachou o Daily Mail de “Website do ódio”, a exemplo dos Websites da mídia alternativa sueca Avpixlat e Fria Tider. Por algum motivo o Daily Mail bloqueou a maioria dos artigos sobre o caso para os internautas suecos. Foram citadas razões legais, mas muitos especulavam que a censura governamental estava no meio. Em fevereiro, quando o Serviço de Imigração finalmente concluiu que a idade do suspeito de assassinato não era de 15 anos mas acima de 18, a correção foi laconicamente divulgada pela mídia sueca.

26 de janeiro: o Tribunal de Recursos de Svea elevou a sentença do imigrante congolês Loran Guy Mogi, que assassinou sua namorada Therese Eriksson, que estava grávida, na cidade de Vårgårda. No Tribunal Distrital, ele havia sido sentenciado a 18 anos de prisão e deportação, mas o Tribunal de Recursos aumentou a pena para prisão perpétua: “inclua o seguinte”, ressaltou o Tribunal de Recursos, “que a mulher estava grávida e que a gravidez estava adiantada e que X (o acusado) sabia muito bem da situação. No entender do Tribunal de Recursos trata-se de um fator altamente agravante, porque ao estrangular a mulher, X não assassinou somente ela, assassinou também uma vida embrionária. À luz desses fatos, o tribunal avalia que a pena correspondente é a prisão perpétua”.

Ingrid Carlqvist,é uma jornalista e autora radicada na Suécia e Ilustre Colaboradora Membro do Gatestone Institute.

http://pt.gatestoneinstitute.org/7588/suecia-estupro-gays-isla

O Que o Canadá Fez ao Comemorar o Dia da Hijab?

por Shabnam Assadollahi

  • A afronta é que o Dia da Solidariedade da Hijab foi realizado sob o patrocínio da Cidade de Ottawa, a capital do Canadá. Não é a função de um governo democrático enaltecer símbolos religiosos ou apoiar o proselitismo religioso.
  • A aceitação do governo de um Dia da Solidariedade da Hijab de Ottawa equivale à aceitação de um sistema jurídico radical completamente contrário aos valores democráticos do Canadá além de desrespeitar os limites que separam igreja e estado. Endossar a hijab é endossar o primeiro passo de uma ideologia extremista que conduz e avaliza assassinatos em nome da honra, mutilação genital feminina (MGF) e a opressão das mulheres.
  • Em 2007, Aqsa Parvez, uma muçulmana paquistanesa de 16 anos, residente em Toronto foi estrangulada por seu pai. O crime dela, como mulher livre no Canadá, foi não usar a hijab. Em outro caso no Canadá em 2012, quatro mulheres muçulmanas foram assassinadas pela própria família por terem se recusado a usar a hijab dando preferência aos trajes ocidentais.

Na quinta-feira passada, 25 de fevereiro de 2016, a cidade de Ottawa sediou um evento público para celebrar a hijab, a repressão física das mulheres praticada pelo Islã.

A instituição The City for All Women Initiative (A Iniciativa da Cidade para Todas as Mulheres CAWI), apoiada pela Prefeitura de Ottawa, organizou a comemoração do Dia da Solidariedade da Hijab de Ottawa, também chamada de “Caminhando com Nossas Irmãs Muçulmanas”, nas dependências da prefeitura. De acordo com a CAWI, o principal objetivo do evento foi o de incentivar as mulheres não muçulmanas a usarem a hijab para compreenderem como a vida é sob o prisma de uma mulher muçulmana.

A afronta é que um evento dessa natureza foi realizado sob o patrocínio da Cidade de Ottawa, a capital do Canadá. Sob a lei islâmica da Sharia, a hijab é a expressão da opressão das mulheres e é utilizada como ferramenta de perseguição contra elas pelos homens.

Para muitas ex-muçulmanas ou muçulmanas seculares, a hijab é tudo menos um símbolo de liberdade. A hijab tem a função de lembrar as mulheres, física e diariamente, que elas são cidadãs de segunda classe aos olhos do Islã.

Defensores da hijab me jogaram em uma cadeia iraniana por 18 meses quando eu tinha 16 anos, por protestar contra o extremismo islâmico. Minha família e eu fomos obrigadas a fugir e conseguimos, finalmente, encontrar refúgio no Canadá.

Desde então venho trabalhando para expor a verdade sobre o regime do Irã, norteado pela Sharia, bem como defender a libertação das minorias e das mulheres.

Muito embora críticos contrários ao evento da CAWI, inclusive eu, tenhamos sido erroneamente tachados de “islamófobos”, isso não condiz com a realidade dos fatos. As mulheres no Canadá têm o direito de vestirem o que bem entenderem, então por que enaltecer a hijab mais do que o crucifixo ou a quipá (pequeno barrete circular usado por judeus religiosos)? Não é papel do estado tomar esse tipo de atitude.

No Irã, onde eu nasci, as mulheres estão lentamente começando a se levantar contra a opressão do regime voltado para a Sharia. O grupo, My Stealthy Freedom (Minha Liberdade Clandestina), se define como “um movimento social online no qual as mulheres iranianas trocam fotos de si mesmas sem a hijab”.

O simples fato das mulheres muçulmanas no Irã se darem o trabalho, tão perigoso, de arriscarem ir para a cadeia e até de serem mortas, para se posicionarem publicamente contra a opressão de sua própria religião, já é em si uma manifestação importante.

Obrigar as mulheres a usarem a hijab não é uma postura exclusiva do Irã. No Afeganistão assim como em algumas partes da Arábia Saudita, as mulheres se defrontam com espancamentos, multas e até coisas piores por mostrarem seus cabelos. Em 2002, na Arábia Saudita, a “polícia religiosa impediu que meninas de um colégio deixassem a escola em chamas porque elas não estavam usando as roupas islâmicas adequadas… lenços de cabeça, e abayas (túnicas pretas) necessárias segundo a rígida interpretação pelo reino do Islã”. Quinze meninas morreram no incêndio e mais de 50 ficaram feridas.

Na prática iniciada pelos muçulmanos, a purdah, as mulheres são isoladas da sociedade, literalmente aprisionadas pelas suas próprias famílias.

Apesar de se supor que a perseguição de mulheres muçulmanas pelos muçulmanos não ocorra dentro das fronteiras do Canadá, os fatos apontam em outra direção. Em 2007, Aqsa Parvez, uma muçulmana paquistanesa de 16 anos, residente em Toronto foi estrangulada por seu pai. O crime dela, como mulher livre no Canadá, foi não usar a hijab.

Em outro caso, também no Canadá em 2012, Mohammad Shafia, natural do Afeganistão, sua esposa e seu filho foram considerados culpados pelo assassinato em nome da honra das três filhas de Shafia, Zainab, 19, Sahar, 17, e Geeti, 13, bem como da segunda mulher de Mohammad, Rona Mohammad Amir, 50. Todas as quatro foram assassinadas pela própria família por terem se recusado a usar a hijab dando preferência aos trajes ocidentais.

Em 2007, Aqsa Parvez, uma muçulmana paquistanesa de 16 anos, residente em Toronto foi estrangulada por seu pai. O crime dela, como mulher livre no Canadá, foi não usar a hijab.

A aceitação do governo de um Dia da Hijab de Ottawa equivale à aceitação de um sistema jurídico radical completamente contrário aos valores democráticos do Canadá além de desrespeito aos limites que separam igreja e estado. Endossar o uso da hijab é endossar o primeiro passo de uma ideologia extremista que conduz e avaliza assassinatos em nome da honra, mutilação genital feminina (MGF) e a opressão das mulheres.

Quando o autor deste artigo redigiu uma carta aberta ao Prefeito de Ottawa Jim Watson, como resposta, seu porta-voz ressaltou ao jornal Ottawa Sun que o prefeito não irá intervir “nessa diferença de opinião entre esse indivíduo e os organizadores do evento” uma vez que o evento “respeita as políticas pertinentes… Não é minha função dizer às pessoas o que elas devem vestir”. E também não é a função de um governo democrático enaltecer símbolos religiosos ou apoiar o proselitismo religioso.

Será que o governo de Ottawa gostaria de fazer comemorações do “Dia da Solidariedade do Crucifixo de Ottawa”, “Dia da Quipá de Ottawa” e “Dia do Turbante Persa de Ottawa”?

A Cidade de Ottawa, capital do Canadá, deveria ter reconsiderado, com seriedade, seu apoio ao evento da CAWI.

Shabnam Assadollahi, que teve que fugir do Irã por protestar contra o extremismo islâmico, é uma ativista de direitos humanos radicada no Canadá.

http://pt.gatestoneinstitute.org/7519/canada-dia-hijab

Eslováquia afirma que não acolherá muçulmanos

“O multiculturalismo é uma ficção”, diz o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, reiterando seu objetivo de negar asilo a migrantes oriundos de países islâmicos. Eslováquia recebeu apenas 169 refugiados em 2015.

A Eslováquia lutará contra a entrada de migrantes islâmicos no país, afirmou o primeiro-ministro Robert Fico nesta quinta-feira (07/01). Segundo o líder, o motivo é evitar ataques como os de Paris, na França, e Colônia, na Alemanha.

Fico tem usado a questão da crise migratória como elemento-chave de sua campanha para as eleições parlamentares de 5 de março no país. Seu governo entrou com uma ação contra o plano da Comissão Europeia em realocar requerentes de asilo em todos os membros da União Europeia (UE).

“Não só estamos recusando as cotas obrigatórias, como nunca tomaremos uma decisão voluntária que levaria à formação de uma comunidade muçulmana unificada na Eslováquia”, afirmou o primeiro-ministro a repórteres em Bratislava.

“O multiculturalismo é uma ficção. Uma vez que você deixa migrantes entrarem, você terá de enfrentar esse tipo de problema”, disse ele, relacionando o afluxo de refugiados na Europa aos ataques terroristas de novembro passado em Paris e à série de ataques contra mulheres na noite de réveillon em Colônia. “Não queremos que aconteça aqui o que aconteceu na Alemanha.”

Nesta sexta-feira, o Ministério do Interior alemão informou que, dos 31 suspeitos já identificados pela Polícia Federal por crimes cometidos no Ano Novo em Colônia, 18 são migrantes requerentes de asilo . A maioria dos casos envolve furto e assalto – mas ainda não foi estabelecida qualquer relação com os ataques a mulheres.

Opinião compartilhada

A postura anti-imigração de Fico ecoa entre os eleitores da Eslováquia, um país católico de 5,4 milhões de pessoas e com quase nenhuma experiência com migrantes. O país recebeu apenas 169 pedidos de asilo em 2015, mas foi requisitado pela Comissão Europeia a aceitar mais 802 pessoas neste ano.

Países vizinhos à Eslováquia têm opiniões semelhantes à do premiê eslovaco sobre a crise migratória. A Hungria também entrou com uma ação na Justiça contra o plano de cotas obrigatórias da Europa. O primeiro-ministro do país, Viktor Órban, tem afirmado repetidamente que o afluxo de refugiados ameaça minar as raízes cristãs do continente europeu.

O novo governo conservador da Polônia também tem se pronunciado contra a migração, dizendo que seu país não pode repetir os erros de outras nações da UE. Varsóvia, no entanto, afirmou que irá cumprir a promessa do governo anterior de conceder asilo a 7 mil requerentes neste ano.

EK/afp/ap/rtr

http://www.dw.com/pt/eslov%C3%A1quia-afirma-que-n%C3%A3o-acolher%C3%A1-mu%C3%A7ulmanos/a-18967801

O tema “massacre de cristãos” ainda é tabu para a imprensa multiculturalista

Hoje, Guga Chacra publicou um artigo intitulado “Por que os terroristas do Al-shabab matam cristãos?”

E se o leitor desavisado não tomar cuidado com as “entrelinhas”, acreditará  na aparente demonstração de sensibilidade com a perseguição aos cristãos, sendo necessária uma leitura acurada do texto para perceber o “veneno do engano”.

Inicialmente, o jornalista afirma que o “Al-Shabab é o único dos grupos terroristas que dizem agir em nome do islamismo (sic) que mata apenas cristãos  em seus recentes atentados terroristas’, e cita como exemplos, os atentados no shopping queniano, onde 68 cristãos foram sumariamente executados por não serem capazes de declarar a shahada e o atentado na universidade de Garissa, que deixou um saldo horrendo de 148 cristãos mortos.

Todavia, ele começa a se perder quando aduz que o Estado islâmico tem por “alvos principais” os muçulmanos xiitas do Iraque, além dos sunitas ou alawitas pró-Assad na Síria e os curdos. E após elencar os alvos primordiais, Guga paradoxalmente assevera que o grupo terrorista “leva adiante um genocídio de cristãos assírios e yazidis”. E daí, vale levantar a seguinte questão: é possível se perpetrar um genocídio sem ter por escopo a destruição da comunidade contra a qual se pratica a matança? E por que essa comunidade que se tenta dizimar, via genocídio, não seria um alvo principal?

Seria razoável acreditar que, se o Estado Islâmico pratica genocídio, como afirma o jornalista e também diversos grupos de direitos humanos que trabalham na região, é lógico que os cristãos também são um dos “alvos  principais” dos pérfidos terroristas, que não poupam uma minoritária comunidade religiosa ordeira e amante da paz, por ser considerada “infiel”, tornando-se, assim, condenada à morte como os demais “apóstatas muçulmanos”.

Ademais, Guga afirma que “o Boko Haram mata indiscriminadamente cristãos e muçulmanos”. Ora, com a devida “venia”, qual o objetivo do mesmo ao usar o vocábulo “indiscriminadamente”? Os jihadistas matam cristãos e muçulmanos porque acreditam que estão prestando serviço útil a Alá perpetrando limpeza religiosa. Vale repetir, que de acordo com a interpretação religiosa dos militantes do ISIS, os cristãos são “infiéis” (kafir), pelo que, tal fato já os torna passíveis à penalidade máxima que era aplicada pelos primórdios seguidores do corão, morte. Aliás, ainda hoje, governos teocráticos islâmicos “matam discriminadamente”, e nesse sentido, cumpre avocar a sentença de morte pronunciada pelo Judiciário paquistanês contra a cristã Asia Bibi e a mesma condenação imposta pelo Irã ao pastor Yocef Nadarkhani.

Seria tão difícil para um jornalista experiente como o Guga reconhecer essa realidade ?

Quando o jornalista cita a facção al-Qaeda, trazendo a ideia de que o grupo mata pessoas aleatoriamente em seus atentados terroristas, os incautos chegam a pensar que a conotação dos atentados seria eminentemente política e desvinculada de qualquer teor de extremismo religioso.  Então, vamos recorrer ao próprio bin-Laden para sanar qualquer dúvida. Talvez, o finado terrorista possa provar ao Guga, qual seria o verdadeiro “alvo” da organização que comandava.

Em 23 de fevereiro de 1998, bin-Laden publicou no jornal árabe al-Quds al-‘Arabi  uma “Declaração da Frente Islâmica para a Jihad contra os Judeus e os Cruzados”, e apesar do título do documento ameaçador já ser bastante sugestivo para compreensão do objetivo maior da al-Qaeda, é de bom alvitre citar pequeno trecho do terceiro tópico:

“Embora os propósitos dos norte-americanos nessas guerras sejam religiosos e econômicos, eles também servem ao insignificante Estado judeu, desviando a atenção de sua ocupação de Jerusalém e da morte de muçulmanos na cidade.”

O líder terrorista se fundamenta em versículos do corão para ordenar a morte dos norte-americanos e saque de seus bens, comando este, que deveria ser obedecido por todos os muçulmanos, especialmente, os jovens, os ulemás, os líderes e os soldados. Bin-Laden declarou jihad contra os cruzados (representantes do cristianismo) e os judeus!

Logo, se morreram também muçulmanos nos ataques terroristas ao “World Trade Center”, na concepção de bin-Laden, eram merecedores por estarem no país que abriga parte dos “cruzados” e acabaram se tornando “ajudantes de Satã”!

Entrementes, dentre as absurdezas propaladas por Guga, a mais esdrúxula é, indubitavelmente, a afirmação de que “o Al-Shabab, no passado recente, também matava muçulmanos. Na verdade, ainda mata.” A partir daí, cita a Somália, “um país quase 100% islâmico” e discorre sobre as milhares de mortes de muçulmanos. Nesse momento, chego a pensar que ele esqueceu que a proposta do artigo seria explicar a morte de cristãos e não tentar justificar “uma matança pela outra”, aduzindo que o sanguinário grupo terrorista somali que assassinou covardemente centenas de cristãos quenianos desde 2013, também mata muçulmanos no seu país de origem, que aliás, está em guerra civil constante, sendo o al-Shabab apenas uma das facções terroristas que disputam o poder na Somália desde o golpe de Estado que derrubou o ditador Siad Barre.

Numa celeuma desmensurada que o levou a ficar longe da resposta no tocante a motivação dos massacres de cristãos, que em momento algum veio à lume, Guga fixa sua análise na conjuntura geopolítica que teria levado o al-shabab a efetivar atentados contra comunidades cristãs no Quênia, e nessa aventura trágica, o jornalista “deixa no ar”  a ideia de que o al-Shabab é uma ameaça para os cristãos tão-somente no Quênia, podendo até haver “atritos” entre cristãos, que são maioria,  e muçulmanos.

Contudo, o jornalista teve um lapso que não merece perdão. Seria indispensável informar que o grupo fundamentalista aterroriza não somente os cristãos quenianos, como frisado no texto, mas, também, impõe uma perseguição atroz na Somália, sendo certo que o Estado africano ocupa o 2º lugar no ranking dos países que mais perseguem os cristãos no mundo, segundo a “Missão Portas Abertas”, a qual denuncia explicitamente  o mote religioso de “limpeza do cristianismo” promovido pelo al-shabab, que ataca comunidades cristãs e ordena aos seus seguidores que matem os cristãos!

Enfim, quem pergunta, agora, sou eu: por que a imprensa “ameniza o terror” provocado pelas facções islâmicas contra os cristãos?

por Andréa Fernandes

Artigo do Guga Chacra em:

http://internacional.estadao.com.br/blogs/gustavo-chacra/por-que-os-terroristas-do-al-shabab-matam-cristaos/

Missão Portas Abertas:

https://www.portasabertas.org.br/cristaosperseguidos/perfil/somalia/

A igreja precisa reagir às ações cristofóbicas da Diplomacia Brasileira

Seguindo visceralmente a diretriz da política externa norte-americana, a multiculturalista diplomacia brasileira se absteve de sequer mencionar os termos “terrorismo islâmico” e “cristãos”, em sua nota referente ao atentado terrorista executado na universidade do Quênia, que resultou no abominável massacre de mais de 200 cristãos, sendo que a autoria foi reconhecida pela facção islâmica al- Shabab.

Apesar da clarividência dos fatos, o Itamaraty se nega veementemente a reconhecer que a ação foi perpetrada por grupo fundamentalista islâmico e que o alvo do massacre foi exclusivamente a comunidade cristã. Nesse mister, vale lembrar que em 2012, a sra. Dilma Roussef em discurso de abertura da 67ª Assembleia Geral da ONU asseverou: “como presidenta de um país no qual vivem milhares e milhares de brasileiros de confissão islâmica registro neste plenário nosso mais veemente repúdio à escalada de preconceito islamofóbico em países ocidentais.”

E em 2012, pelo menos 100 mil cristãos eram assassinados impiedosamente pelo mundo afora, mas a presidente não repudiou os atentados terroristas praticados por muçulmanos e jamais condenou a cristofobia inequivocamente presente em países de maioria muçulmana, muito embora governe um país cuja população é majoritariamente cristã.

Assim, desde o discurso que privilegiou uma minoria de brasileiros de confissão islâmica por conta dos seus interesses de manter “relações amistosas” com as ditaduras teocráticas muçulmanas, a presidente não se preocupa em rechaçar a contínua prática cristofóbica que todos os anos faz com que milhares de cristãos sejam cruelmente assassinados por facções terroristas, governos muçulmanos e comunistas.

Eis o teor da vergonhosa nota emitida pelo Ministério das Relações Exteriores, a qual representa notoriamente o “valor” que a petista atribui ao “corpo cristão” desse país, na medida em que, não reconhece a perseguição religiosa sub oculis, ainda que o próprio al-Shabab tenha publicizado que o seu alvo são os cristãos.

Nota 

107

Atentado no Quênia

O Governo brasileiro condena veementemente o atentado terrorista contra a Universidade de Garissa, no nordeste do Quênia, que vitimou ao menos 147 pessoas e resultou em dezenas de feridos.

Ao manifestar sua solidariedade aos familiares das vítimas, bem como ao povo e ao Governo quenianos, o Brasil reafirma seu firme repúdio a todos os atos de terrorismo, praticados sob quaisquer pretextos.

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Logo, é inadmissível que as lideranças cristãs nesse país continuem em silêncio diante de uma política externa que despreza os nossos irmãos martirizados. Milhares de cristãos são mortos a cada ano e o que a igreja brasileira tem feito para, ao menos, amenizar tal atrocidade?

Não nos basta mais apenas refletir, porém, urge a tomada de decisões que demonstrem efetivamente a nossa indignação diante de um governo hipócrita que após alcançar “os votos das igrejas”, nega socorro aos cristãos dizimados pelos “amigos muçulmanos” sem a mínima chance de defesa como ocorreu com o casal de paquistaneses em novembro de 2014, o qual foi perseguido e morto por uma multidão de 1.200 muçulmanos raivosos. A cristã estava grávida, mas quem se importa com isso? “Infiel deve ser morto sem piedade”, segundo a visão dos religiosos radicais.

Enfim, nada justifica a nossa omissão quanto às ações desse governo conivente com a matança de cristãos. É chegado o momento de haver uma mobilização das igrejas evangélicas no tocante a tamanho despautério. O sangue dos nossos mártires clama por justiça!

por Andréa Fernandes

Nota: http://www.itamaraty.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=8542&catid=42&Itemid=280&lang=pt-BR

CIA diz que os muçulmanos participam do ISIS por causa da … economia

Falando no Conselho de Relações Exteriores em 13 de março, o diretor da CIA, John Brennan, disse que “o Estado islâmico era ‘bola de neve’ para além do Iraque e da Síria, estimando-se que pelo menos 20 mil combatentes de mais de 90 países passaram a integrar o grupo militante, vários milhares deles de nações ocidentais, incluindo os Estados Unidos”.

“Se nada for feito, o grupo iria constituir um sério perigo não somente para a Síria e o Iraque, mas para toda a região e para além dela, incluindo a ameaça de ataques nas pátrias dos Estados Unidos e de nossos parceiros”, disse Brennan.

Ele deixou claro em seu discurso que é por isso que o Estado Islâmico –  que Obama e sua equipe insistem regularmente que não tem nada a ver com o Islã –  é “bola de neve”; por causa de 20.000 “combatentes” (também conhecidos como “muçulmanos”) estão se juntando a ele.

Quase há ano atrás, no entanto, no mesmo Conselho de Relações Exteriores, Brennan teve que explicar o que fazia com que os muçulmanos de todo o mundo se juntasse à jihad islâmica (então sob a rubrica de “Al-Qaeda”). Depois de assegurar a todos os presentes que a ideologia da Al-Qaeda é “uma interpretação perversa e muito corrupta do Alcorão”; que “al-Qaeda sequestrou” o Islã; que “eles têm realmente distorcido os ensinamentos de Maomé” -Brennan ainda confirmou que, mesmo assim, “a ideologia, da agenda da al-Qaeda ganhou ressonância e seguiu em muitas partes do mundo.”

Quando perguntado como um entendimento tão “perverso e muito corrupto” do Islã que “distorceu os ensinamentos de Maomé” então ressoa entre os muçulmanos, a CIA respondeu dizendo que estava sendo “alimentado muitas vezes, sabe como é, pela repressão política, por questões econômicas, você sabe, privação de direitos, por, você sabe, a falta de educação e ignorância, por isso, há uma série de fenômenos agora que eu acho que estão alimentando os fogos de, você sabe, dessa ideologia. ”

Curiosamente, se você assistir a um vídeo do discurso de Brennan, você vai notar que ele só usa “você sabe” na citação acima (quatro vezes) e quando ele diz que a Al-Qaeda “distorceu os ensinamentos de Maomé, você sabe, para fins violentos. ”

O resto do seu discurso é relativamente suave.

Poderia Brennan ser auto-consciente de seus próprios equívocos, daí todos este artificialismo do “você sabe” em uma frase?

Será que ele poderia estar ciente do relatório da Rand Corporation no combate ao terrorismo, preparado para o Gabinete do Secretário de Defesa, em 2009? Constatou-se que “Os terroristas não são particularmente pobres, sem instrução, ou atingidos por doença mental. Demograficamente, sua característica mais importante é a normalidade (dentro de seu ambiente). Líderes terroristas realmente tendem a vir de fundos relativamente privilegiados “.

Ou considere o seguinte trecho da “Understanding Terror Networks”, por Marc Sageman, um ex-agente da CIA que trabalhou em estreita colaboração com grupos jihadistas no Afeganistão (grifo meu):

“Houve uma mudança definitiva no grau de devoção ao Islã na vida adulta pelos mujahedin [jihadistas], precedendo o seu recrutamento para a jihad. Isso não é surpreendente, dado o fato de que a jihad salafista global é uma organização revivalista muçulmana. Dos 155 mujahedin sobre os quais eu poderia encontrar informações relevantes, todos estavam certos de que eram consideravelmente mais devotos antes de ingressar na jihad do que tinham sido quando crianças. Mais de 99 por cento eram muito religiosos, nesse momento, muitas vezes vestindo a vestimenta afegã, paquistanesa, ou vestimenta tradicional árabe e barbas que crescem …”

“A devoção ao Islã” é o que faz com que os muçulmanos se juntem ao Estado islâmico. Apesar deste fato muito óbvio, funcionários do Obama constantemente negam, oferecendo mais motivos “sensatos”. Assim, durante uma entrevista recente, a porta-voz do Departamento de Estado, Marie Harf, disse que uma das “causas que levam as pessoas a se juntar a esses grupos”, uma referência para o Estado Islâmico, é a “falta de oportunidade de emprego.”

“A repressão política”, “privação econômica”, “falta de educação e ignorância”, e agora a “falta de oportunidade de emprego.” Estes, de acordo com a administração Obama, estão por incontáveis, anônimos muçulmanos de todo o mundo que estão travando a jihad, e não o fato que acredita o senso comum que a jihad é parte integrante do Islã, doutrinaria e historicamente.

Um último ponto de interesse. Esta tendência generalizada para projetar explicações culturais ocidentais para pessoas não-ocidentais é o cúmulo da arrogância e do etnocentrismo, precisamente o que os progressistas e multiculturalistas alertam constantemente contra. Mas a ironia é que tais defensores “de mente aberta” do relativismo cultural também são os mais propensos a ignorar os ensinamentos islâmicos. Quando Brennan e Harf insistem que os jihadistas não são muito motivados pela religião, mas são produtos de forças políticas, econômicas e sociais, não é esta improcedência total do “outro” e suas motivações peculiares (em favor dos familiares paradigmas ocidentais) o epítome da arrogância cultural?

por  Raymond Ibrahim

http://www.raymondibrahim.com/islam/cia-says-muslims-join-isis-because-of-economics/

Antropóloga afirma: ISIS é um grupo político não-religioso e jovens brasileiros recrutados consideram as decapitações como “uma coisa interessante”

A antropóloga Lidice Meyer, professora de ciências da religião e antropóloga do Mackenzie, em entrevista ao R7 tenta desvincular as ações do Estado Islâmico com a religião, afirmando objetivo “político” do grupo, porém, em diversos momentos de contradição que beiram à puerilidade, reconhece que a facção terrorista defende uma “interpretação distorcida do alcorão”.

Dessa forma, cumpre indagar: se uma comunidade de milhares de muçulmanos segue um líder que se intitula como califa fundamentado em vários preceitos religiosos adotados, inclusive, pela Arábia Saudita, no tocante à punição dos “infiéis”, como se pode cometer a desonestidade intelectual de afirmar que a ação terrorista não está fundamentada numa religião?

A referida professora se negou a reconhecer que o grupo é sunita, e disse, por diversas vezes, que são mais próximos à xiitas, e por isso, combatem mais os seguidores de tal segmento religioso, esquecendo, que o próprio Irã e o Líbano, países majoritariamente xiitas, combatem o ISIS.

E como se não bastasse o “show de absurdos” dignos dos piores adeptos do multiculturalismo, a tal professora ainda justificou o recrutamento de jovens brasileiros pelo ISIS em razão do interesse dos mesmos por “aventuras” e que a decapitação promovida pelos bárbaros seria para eles, “uma coisa interessante”.

A imagem postada acima mostra uma comparação das penas aplicadas pelo Estado Islâmico e a Arábia Saudita. Qualquer semelhança é uma mera coincidência para aqueles que defendem a total desvinculação da base religiosa para as ações do grupo!

Enfim, verdadeiramente, o meio intelectual desse país está perdido!

Assistam o vídeo, caso consigam, porque o próprio entrevistador é de uma ignorância irritante!

http://noticias.r7.com/record-news/jornal-da-record-news/videos/antropologa-fala-sobre-aliciamento-de-jovens-brasileiros-pelo-estado-islamico-28032015