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Visita de Bolsonaro a Israel e a “recompensa do crocodilo”

Por Andréa Fernandes

Chegou ao fim na quarta-feira a visita oficial[1] do presidente Jair Bolsonaro ao Estado de Israel. A viagem despertou “paixões nunca vistas” nesse país. Todos os passos do presidente foram seguidos ao “compasso de críticas dissonantes” e suas falas checadas ao “som da velocidade da luz”.

Como já era previsível, os “coristas da imprensa” anunciaram “saldo devastador” em relação à nossa política externa e pouco ganho efetivo para o Brasil. Nem mesmo o anúncio no primeiro dia da visita acerca da abertura de um escritório comercial[2] em Jerusalém – ao invés da mudança da embaixada de Tel Aviv para a capital indivisível do Estado judeu – fez sossegar os jornalistas, já que a Autoridade Palestina, demonstrou irritação convocando para consultas[3]  seu embaixador no Brasil, Ibrahim Alzeben, o qual rotulou como “inoportuna” e desnecessária” a decisão do presidente.

Contudo, segundo o jornal BBC, Bolsonaro informou que pretende até o final do seu mandato presidencial concluir a mudança da embaixada para Jerusalém[4]. Afinal de contas, não foram os palestinos que elegeram o presidente de um país de maioria cristã cansada de observar o alinhamento com ditaduras islâmicas.

O jornal ‘O Globo’ foi mais adiante no “pântano de horrores midiáticos” se socorrendo do seu saudosismo da “era Lula” pontuando que em 2010, o ex-presidente em viagem ao Oriente Médio, não apenas visitou Israel, mas também, Ramallah, Belém e Jordânia, frisando que foi articulada a participação do Brasil em uma negociação entre israelenses e palestinos para uma paz duradoura[5]. O leitor leigo nas questões políticas daquela região distante do mundo poderia até pensar nas supostas “boas intenções” e possibilidades de “êxito” do ex-presidente que hoje cumpre pena de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro[6], mas a realidade não corrobora as inferências do jornal, senão vejamos: Lula nunca teve interesse em privilegiar relações saudáveis com “países democráticos” em sua nefasta política externa e a sua proposta como “mediador” do conflito israelo-palestino foi um “fracasso retumbante”[7].

Conforme bem frisado no artigo Sete ditaduras financiadas pelo governo brasileiro nos últimos anos[8], de autoria de Felippe Hermes, a busca em ampliar o comércio com nações periféricas aproveitando-se dos seus ganhos com a alta de preços de produtos como petróleo, levou Lula a peregrinar por África e Oriente Médio como poucos presidentes do mundo, concretizando sua senda em prol do totalitarismo ao afirmar não podemos ter preconceito com países não democráticos, pronunciamento este realizado em 2009, na Cúpula das Nações Africanas. Como se vê, a relação promíscua de Lula apoiando ditaduras sanguinárias vai muito além dos contratos secretos do BNDES, que a partir de 1998 até 2014 financiou mais de 2.000 empréstimos para construção de usinas, portos, rodovias e aeroportos no exterior[9].

Assim, a pergunta que incomoda é a seguinte: considerando o “pragmatismo responsável” ressaltado por internacionalistas progressistas defensores da política externa adotada por Lula, quais “os ganhos” alcançados após o mesmo abraçar “ditadores carniceiros” como Muanmar Gaddafi e Bashar al-Assad em suas 5 viagens aos países muçulmanos? Se considerarmos que à época, Lula afirmava que seu objetivo era vender os produtos do Brasil para esses países totalitários islâmicos, a balança comercial desmentiu o petista, pois antes das viagens era positiva em 850% e no fim do governo o saldo diminuiu para 795%. Por outro lado, os ganhos sob as perspectivas culturais e diplomáticas dificilmente serão aferidos, uma vez que não era praxe governamental um modelo de transparência de suas ações, impedindo o acesso às informações sobre o resultado e/ou teor dos tratados firmados como no caso do suposto acordo com o Líbano no tocante ao combate ao narcotráfico[10]. Vale lembrar que o referido país abriga o grupo terrorista islâmico Hezbollah, que “coincidentemente” tem fortes vínculos com a facção criminosa PCC.

Ao contrário de Bolsonaro, Lula não recebeu críticas ferrenhas por seu alinhamento improdutivo com ditaduras árabes ovacionando déspotas de regimes condenados internacionalmente por não autorizarem eleições livres, além de promoverem repressão a minorias e violações diversas dos direitos humanos, inclusive, perseguição religiosa. De 2003 à 2011, o Brasil recebeu visitas oficiais de pelo menos 12 ditadores e alguns se reuniram com Lula no exterior, sendo certo que os protestos de ativistas de direitos humanos e da comunidade judaica não inibiram o petista ao festejar o recebimento em solo brasileiro do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, defensor da tese de negacionismo do Holocausto,  “famoso” também por suas declarações prometendo riscar Israel do mapa objetivando mais um genocídio de judeus, bem como “declamando” ódio aos homossexuais. Com isso, percebe-se que Lula era afeito às “bestas-feras”: não há dúvidas quanto a isso!

Voltando ao obscuro “entendimento acadêmico” de “pragmatismo responsável” para justificar a primazia do alinhamento com a agenda comuno-islâmica, o professor de História das Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e especialista em política externa brasileira, Williams da Silva Gonçaves, salientou que esses encontros com ditadores genocidas não seriam censuráveis porque “vêm naturalmente para um país com aspirações internacionais como o Brasil”[11], o que revela ser “natural” apoiar ações repressivas de Estados totalitários, desde que a cartilha ideológica seguida pelos mesmos seja comunista ou islâmica. “Antinatural”, na concepção dos professores-ativistas, é se alinhar ao Estado de Israel apoiando o seu direito de defender os seus nacionais em relação aos ataques terroristas de uma facção palestina que estatuiu em sua Carta constitutiva[12] o “dever” de exterminar judeus com base nos seus preceitos religiosos classificados como “pacíficos” pela grande mídia. Todavia, no meu dicionário de política externa, essa prática de ocultar atrocidades dos jihadistas tem nome: “relativismo irresponsável”!

Outro tema que incomodou a imprensa foi a manifestação do Ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo confirmada por Bolsonaro de que o nazismo seria um movimento de esquerda. A ira midiática mostrou sua face totalitária contestando raivosamente a concepção do presidente, e nesse caso particular, apoiou-se no entendimento esposado pela direção progressista do Yad Vashem considerando o nazismo um regime de direita radical[13], sem aventar as muitas discussões acadêmicas que estão distantes de alcançar consenso sobre a questão. Quanto ao assunto, sugiro leitura do artigo do professor George Reisman intituladoPor que o nazismo era socialismo e por que o socialismo é totalitário, e também o texto “Afinal, os nazistas eram capitalistas, socialistas ou ‘terceira via?’” do historiador econômico Chris Calton.

Entrementes, o melhor termômetro  para medir a temperatura do relativismo midiático foi além do desprezo aos vários instrumentos bilaterais de cooperação celebrados com o Estado judeu[14] e a reunião com cerca de 200 empresários[15] o apoio tácito à manifestação do grupo terrorista Hamas que alcançou importante “status” de ator político relevante ao ponto do jornal ‘O Globo’ publicar matéria com título Hamas condena visita de Bolsonaro e diz que presidente viola leis internacionais. No bojo da notícia, o grupo islâmico, que tem consignado em seu estatuto de fundação o dever de promover genocídio contra os judeus, é definido como organização islâmica que controla a Faixa de Gaza. Os ataques contínuos de terroristas do grupo contra inocentes civis israelenses, utilizando, inclusive, crianças e mulheres como escudos humanos em violação às leis internacionais, não é considerado pelo jornal motivo para retratá-lo como “pária” indigno de emitir opinião sobre as decisões do representante de um país democrático que não é regido pela sharia (lei islâmica) condutora da jihad contra Israel.

Ao atribuir “lugar de fala” para um sanguinário grupo terrorista islâmico, a mídia consagra a proposição aventada pelo internacionalista Gil C. Montarroyos, quando afirma queas ideologias de esquerda e o Islã, são e estão correndo paralelos para a divisão do mundo, na implantação de uma nova ordem global a fim de se perpetuarem como ‘global players’ do sistema internacional[16]”. Desse modo, é plenamente “compreensível” a imprensa brasileira não festejar o acordo entre Brasil e Israel visando o combate ao crime organizado e terrorismo, pelo que, a partir de agosto, um representante da polícia israelense estará em São Paulo para supervisionar cooperação com a polícia brasileira no embate mútuo contra lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e outras modalidades de crime[17]. Por que a grande mídia se importaria em reconhecer como ponto positivo uma viagem ao exterior que trata do fortalecimento da agenda de segurança interna num país com “apenas” 51.589 mortes violentas no ano de 2018[18]? O que importa para o brasileiro não seria apenas “as arroubas” da balança comercial com os países árabes predadores?

A possibilidade da intelligentsia israelense ajudar a promover avanços no Brasil assusta por demais a mídia comprometida com as pautas terroristas do Hamas e da própria Autoridade Palestina, os quais estão centrados na “jihad” para a formação de um Estado islâmico comprometido com a destruição do Estado judeu. Na verdade, o risco maior que apavora a mídia e alguns outros “setores” da sociedade brasileira é a hipótese da opinião pública descobrir que o maior exportador mundial de proteína halal – que tanto teme sofrer boicote dos países árabes e Irã, prejudicando seu comércio potencial em um mercado de aproximadamente 1,8 bilhão de consumidores  pode despertar investigações sobre denúncias referentes ao financiamento do terrorismo, visto que os produtos halal exigem compra de certificação de alguma entidade islâmica e muitas delas são acusadas de dar apoio financeiro a atividade de jihadismo/terrorismo no Ocidente.

Em 2015, o jornal Daily Telegraph noticiou que uma das maiores entidades certificadoras, a “Halal Certification Authority”, enviava grandes quantias para a organização humanitária islâmica global “Human Appeal InternationalI”, listada pela CIA e FBI[19] como um canal para fundos terroristas  há 19 anos, que aliás, foi banida por Israel há quase 11 anos[20]. Logo, a cooperação israelense na área de segurança pode, num futuro próximo, tornar “indigesta” a narrativa carnívora” da imprensa focando a exportação de proteína halal como um “negócio bilionário das Arábias[21]” esquecendo que o brasileiro não deseja “roer o osso” do financiamento do terrorismo no contexto de ameaça global que em algum momento há de reverberar em âmbito local.

O ardil instintivo de entidades e países muçulmanos que financiam o terrorismo global é muito bem representado no provérbio árabe que diz vou recompensá-lo com a recompensa do crocodilo, o qual foi explicado pelo autor do século VIII d.C, Aljahiz, que relata:

Ouça o que conta a respeito do crocodilo: os fiapos da carne que ele come se juntam nos vãos de seus dentes, que se enchem de vermes. Como isso lhe faz mal, o crocodilo se dirige até a margem, joga o corpo para trás e abre a boca como se estivesse morto. Presumindo que ele esteja de fato morto, as aves posam em sua boca e comem os vermes. Assim que percebe que sua boca está limpa de vermes, ele a fecha e engole as aves[22].

Enquanto o presidente e seus filhos são apresentados como a “matilha pitbull” da América Latina, a “recompensa do crocodilo” aguarda as imprudentes “aves brasileiras” cujas asas são guiadas em “voos mortais” pela imprensa submetida à sharia (lei islâmica). Portanto, inobstante o custo político a ser encarado por Bolsonaro para enfrentar a “alcateia global”, a sempre necessária “cautela” aconselha: “bocarra escancarada” com supostas “facilidades lucrativas” é convite ao terror.

 

Andréa Fernandes – jornalista, advogada, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem BBC

[1] http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/t/videos/v/presidente-jair-bolsonaro-faz-viagem-a-israel/7500334/

[2] https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/04/02/unico-escritorio-comercial-do-brasil-semelhante-ao-de-jerusalem-fica-em-taiwan-diz-itamaraty.ghtml

[3] https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/03/31/palestina-condena-abertura-de-escritorio-brasileiro-em-jerusalem-e-chama-de-volta-embaixador.ghtml

[4] https://www.bbc.com/portuguese/internacional-47740929

[5] https://oglobo.globo.com/mundo/contra-abertura-de-escritorio-do-brasil-em-jerusalem-palestina-chama-de-volta-embaixador-23564228

[6] http://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2019-02/lula-e-condenado-12-anos-de-prisao-em-processo-sobre-sitio

[7] https://www.academia.edu/3607294/Emerging_Powers_and_the_Israeli-Palestinian_Conflict_The_Case_of_Brazil_and_Venezuela

[8] https://spotniks.com/7-ditaduras-financiadas-pelo-governo-brasileiro-nos-ultimos-anos/

[9] https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1985

[10] https://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2013/11/11/lula-abracou-ditadores-mas-comercio-com-arabes-ainda-e-infimo/

[11] https://noticias.uol.com.br/politica/2009/11/24/ult5773u3040.jhtm

[12] https://www.chamada.com.br/mensagens/estatuto_hamas.html

[13] https://brasil.elpais.com/brasil/2019/04/02/internacional/1554216611_825972.html

[14] https://www.bbc.com/portuguese/internacional-47740929

[15] https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2019/04/02/bolsonaro-se-reune-com-empresarios-no-ultimo-dia-de-viagem-a-israel.ghtml

[16] https://ecoandoavozdosmartires.wordpress.com/2019/04/01/marxismo-e-isla-de-maos-dadas-com-o-terror/

[17] https://www.jpost.com/Breaking-News/Israel-Brazil-sign-agreement-to-fight-terror-organized-crime-together-585362

[18] https://g1.globo.com/monitor-da-violencia/noticia/2019/02/27/numero-de-mortes-violentas-cai-mais-de-10-no-brasil-em-2018.ghtml

[19] https://clarionproject.org/uk-taxpayers-funding-charities-linked-terrorist-groups/

[20] https://www.dailytelegraph.com.au/blogs/piers-akerman/why-halal-food-process-is-leaving-such-a-bad-taste/news-story/ba8b0de8614887f503d024dda40563ff

[21] https://epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2019/03/aproximacao-entre-bolsonaro-e-israel-pode-afetar-o-mercado-bilionario-de-carne-halal-no-brasil.html

[22]https://books.google.com.br/books?id=fogcCAD46hEC&pg=PT497&lpg=PT497&dq=prov%C3%A9rbio+%C3%A1rabe+%27Vou+recompens%C3%A1-lo+com+a+recompensa+do+crocodilo%27&source=bl&ots=hF-3NFB4p3&sig=ACfU3U1JyNa76qUUI4VtOKoGMvvQNvO9Yg&hl=pt-BR&sa=X&ved=2ahUKEwja8eqw77XhAhVSILkGHeq8ByEQ6AEwBnoECAgQAQ#v=onepage&q=prov%C3%A9rbio%20%C3%A1rabe%20’Vou%20recompens%C3%A1-lo%20com%20a%20recompensa%20do%20crocodilo’&f=false

Entre Deus e o “Diabo nazista” nas Terras do Carnaval

Por Andréa Fernandes

O carnaval brasileiro costuma ser bastante previsível nos acontecimentos: blocos animados desfilando em ruas e avenidas, folia, exibicionismo, críticas políticas e sociais em sambas-enredo, trios elétricos que arrastam multidões, acidentes nas estradas, violência e mídia tendenciosa filtrando as cenas e “enredos” que reforçam suas narrativas. Nos dias de folia, a imprensa se esbaldou dando preferência às imagens pinçadas de foliões para ridicularizar o governo Bolsonaro e a “direita conservadora”.

Teve de tudo: cantores famosos aflitos com o fim da “dinheirama” da Lei Rouanet cantando “Tá Proibido o carnaval[1]; desfile de “coxinhas armadas” para ironizar o presidente e seus seguidores[2]; governador do Maranhão desfilando eufórico aparamentado de boina semelhante à do ditador Fidel Castro com martelo e foice em “memória festiva” aos milhões de cadáveres produzidos pelo Comunismo; foliões encenando com risadas o atentado à faca contra Bolsonaro com bastante “sangue cenográfico”; escola de samba carioca Unidos da Tijuca com integrantes fantasiados de vermes com a faixa presidencial[3]; bloco em Belo Horizonte insultando o presidente e pedindo a liberdade para o presidiário Lula[4]; fantasias temáticas diversas criticando as candidaturas laranjas do PSL, além dos ministros Ernesto Araújo e Damares Alves[5]; e escola de samba campeã do carnaval carioca glorificando o negro escravista “Zumbi dos Palmares”, que “sequestrava mulheres e mandava capturar escravos de fazendas vizinhas para trabalhos forçados no Quilombo dos Palmares[6].

A referência da Mangueira à “farsa heroica” de  Zumbi dos Palmares é tão vergonhosa que merece uma pequena digressão. O jornal BBC entrevistou alguns historiadores e carnavalescos para analisarem a performance da escola, os quais foram “desastrosamente harmônicos” em afirmar que alcançou-se o “protagonismo de personagens afrodescendentes e indígenas”. O historiador Luiz Antonio Simas afirma[7]:

“O enredo vai na linha defendida por Walter Benjamin, grande filósofo e teórico da História, que falava da necessidade de ‘escovar a historia a contrapelo’, ou seja, de tentar mostrar os lados não vinculados à história oficial das grandes efemérides, e dos heróis consagrados do panteão da pátria”.

Faltou argumento para Simas explicar se a “escovada” na História para mostrar os “lados” não vinculados aos registros oficiais merece ecoar uma “mentira caricata” para agradar movimentos negros filiados aos partidos de extrema-esquerda. De sorte que, reverenciar como “mártir da resistência contra escravidão” um negro que “historicamente” foi símbolo da “conservação da ordem escravista”, é estelionato intelectual combinado com “revisionismo ideológico”. Aliás, na matéria da BBC descobri através do historiador entrevistado que “em 1960, o salgueiro revolucionou a história dos enredos das escolas de samba trazendo o quilombo dos Palmares”, e o atrevido ainda não fica rubro ao afirmar que “Zumbi dos Palmares é um personagem que chega à avenida antes de chegar nas salas de aula”. É isso que dá um sistema educacional moldado pelas “aulas ministradas por escolas de samba”: Perpetuação das “fraudes intelectuais” na construção falsificada de narrativas e identidades durante décadas.

Contudo, é impossível esperar “grandeza moral” de uma escola de samba que na busca de “dividendos políticos” homenageia a vereadora assassinada Marielle Franco convidando a companheira, o deputado Marcelo Freixo e o vereador Tarcisio Motta, ambos do PSOL, mas deixando de fora os PAIS da falecida[8]. A mãe de Marielle tentou demonstrar que não estaria ressentida por não ter sido convidada para que “políticos brilhassem” em seu lugar, porém, deve ter compreendido que “família” não é um ente admirado na “ala da revolta psolista”.

“Politicagens” à parte, a escola de samba que conseguiu chocar a opinião pública e “levantar a arquibancada parlamentar evangélica” em críticas[9] foi, sem dúvida alguma, Gaviões da Fiel com a sua comissão de frente representando um “Jesus fake” de olhos azuis sendo arrastado e pisoteado pelo “Diabo”, que teria vencido a “batalha do bem contra o mal”. COMENTARISTAS DE TV TENTARAM ESCONDER O “ÓBVIO” ALEGANDO QUE O PERSONAGEM DA COMISSÃO DE FRENTE VESTINDO TECIDO EM VOLTA DO QUADRIL, USANDO COROA DE ESPINHOS E COM MARCAS DE FLAGELAÇÃO SERIA O “SANTO ANTÃO”, E NÃO JESUS, O QUE FOI DESMENTIDO PELO COREÓGRAFO DA ESCOLA DURANTE A TRANSMISSÃO DA REDE GLOBO APÓS O DESFILE. Disse Edgar Junior[10] ao explicar as “peripécias do Diabo” ao som da bateria embalada por enredo de “lenda árabe”:

“O foco era chocar. Essa comissão de frente foi incrível e alcançou nosso objetivo, que era mexer com essa polêmica de Jesus e o Diabo, com a fé de cada um”.

Todavia, para a imprensa brasileira – que outrora achou  perfeitamente “normal” uma criança tocar o corpo de homem nu[11] em museu bem como a exposição para crianças em idade escolar de “obras de arte pornográficas[12]” com imagens de zoofilia, pedofilia, sexo grupal e outras “extravagâncias sexuais” como o caso do homem que recebeu jato de sêmen no rosto –   o verdadeiro “escândalo inaceitável” desse carnaval teria sido protagonizado pelo presidente Bolsonaro ao expor em seu perfil ato obsceno – praticado por dois homens durante as festejos profanos – visando mostrar a imoralidade presente em blocos de rua[13]. Jornalistas se irritaram com Bolsonaro mas não esboçaram nenhuma reação condenatória quanto aos atos da dupla nojosa, possivelmente, por saberem que obscenidade é “marca registrada” do carnaval que não merece reprovação dos “isentões”. Penso que a “ira midiática” se dá por temporária “afetação virtuosa pós-carnaval”. Logo passa!

E para quem pensou que a Europa está livre do “carnaval diabólico”, uma polêmica que não alcançou na mídia patamar nem mesmo de “diabrete” foi o desfile de carro alegórico antissemita na BÉLGICA. Dois gigantescos bonecos representando judeus ortodoxos com enormes narizes e barbas usando shtreimels (chapéus de pele usados por alguns judeus hassídicos) estavam de pé entre moedas de ouro e sacos de dinheiro. UM DOS JUDEUS TINHA UMA FIGURA DE RATO NO SEU OMBRO E PARA SIMBOLIZAR A PROFANAÇÃO DA FÉ JUDAICA, NA PARTE DE TRÁS HAVIA UMA SINAGOGA COM MEZUZÁ[14] NA PORTA. O título do carro alegórico era “ano sabático” para impossibilitar a ideia de não se tratar de ataque antissemita de cunho religioso[15].

A demonstração de antissemitismo não poderia ter sido em local mais icônico: o “desfile de ódio” aconteceu nas cercanias do edifício da União Europeia, no centro de Bruxelas. Os moradores que integravam o “bloco dos horrores” explicaram aos jornalistas que aquela era uma forma de expressar “preocupação” de ordem econômica lançando mão dos antigos estereótipos antissemitas vinculando judeus a ganância.

A EXTREMA-IMPRENSA, POR SUA VEZ, NA SUA OBSTINADA “AMNÉSIA SELETIVA” NÃO DENUNCIOU O ATO ODIOSO, QUE É SIMPLESMENTE REMINISCÊNCIA DO “CARNAVAL NAZISTA”. Carros alegóricos antissemitas desfilavam durante os anos que antecederam a 2ª Guerra Mundial. Em 1934, na cidade de Colônia, um dos carros alegóricos exibia grupo de homens vestidos de judeus ortodoxos com uma faixa acima deles escrita: “Os Últimos Estão Partindo”. Em outro “desfile do mal”em 1935, o Holocausto era prenunciado: EM NUREMBERG, UMA FIGURA DE UM JUDEU EM PAPEL MACHÊ FOI PENDURADA NUM MODELO DE MOINHO REPRESENTANDO UMA FORCA[16].

No entanto, um fato curioso relaciona o carnaval brasileiro à folia nazista: Apesar de o carnaval ser a festa profana mais antiga que se tem registro, existindo há mais de 3 mil anos, segundo o historiador Voltaire Schilling[17], e tendo chegado ao Brasil por meio dos portugueses no século XVII, foi Getúlio Vargas que disseminou os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro para todo o país como estratégia para criar “identidade nacional” visando o “controle das massas” pela arte. A inspiração para o enaltecimento da identidade nacional adveio do sucesso da propaganda nazista. “Em 1933, o ministro das Relações Exteriores viaja à Alemanha para conhecer o regime de Hitler. Quando ele volta, Getúlio resolve criar um sistema de propaganda similar”, diz a historiadora Maria Clara Warsseman[18].

Logo, o capiroto que manipulou multidões na Alemanha nazista teve no antissemita Getúlio Vargas um “fiel súdito” da “realeza infernal” não somente ao “copiar” o modus operandi hitlerista de manipulação das massas através do “carnaval perenizado”, mas também, penalizando o embaixador Souza Dantas por ter concedido vistos aos refugiados judeus  desobedecendo “circulares secretas”, já que, “milhares de vistos foram negados aos judeus apátridas de múltiplas nacionalidades e profissões comprovando a práxis por parte do Estado brasileiro que, entre 1937 e 1948, editou 28 ordens restritivas, incluindo circulares secretas, ordens de serviço e resoluções”. Contudo, o antissemitismo da era Vargas continua sendo “tabu” e silenciado nas escolas brasileiras enquanto a grande mídia silencia as ações pavorosas dos “blocos do antissemitismo europeu”.

Logo, representar o “pai da mentira” vencendo Jesus no sambódromo de São Paulo ou demonizar judeus na capital da União Europeia é o apogeu dessa nova rouparia da velha campanha nazista que seduz multidões para o culto ao ódio nas “passarelas da hipocrisia”.

*Andréa Fernandes é jornalista, advogada, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem Jovens Evangélicos.com

[1] https://noticias.uol.com.br/carnaval/2019/noticias/redacao/2019/03/05/em-desfile-comedido-daniela-mercury-nao-menciona-polemica-com-bolsonaro.htm

[2] https://veja.abril.com.br/entretenimento/paraiso-do-tuiuti-faz-critica-com-coxinhas-armadas-e-ironiza-bolsonaro/

[3] https://epoca.globo.com/criticados-politicos-minimizam-os-protestos-que-marcaram-carnaval-do-rio-23500369

[4]https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2019/03/05/interna_politica,741112/protestos-politicos-ganham-as-ruas-do-pais-durante-o-carnaval.shtml

[5] https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/carnaval/2019/noticia/2019/03/05/mais-um-ano-de-glitter-e-fantasias-de-temas-politicos-marcam-carnaval-de-rua-no-rj.ghtml

[6] https://educacao.uol.com.br/noticias/2011/05/13/zumbi-era-um-lider-autoritario-e-tinha-escravos-veja-as-polemicas-sobre-a-escravidao-no-brasil.htm

[7] https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47409435

[8] https://oglobo.globo.com/rio/pais-de-marielle-nao-sao-convidados-para-desfile-da-mangueira-mas-desejaram-sorte-escola-23500823

[9] https://oglobo.globo.com/rio/criticada-por-religiosos-comissao-de-frente-com-luta-entre-jesus-demonio-perde-pontos-em-sp-23501057

[10] https://www.acidigital.com/noticias/escola-de-samba-encena-satanas-vencendo-jesus-em-desfile-e-gera-polemica-54742

[11] https://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/interacao-de-crianca-com-artista-nu-em-museu-de-sp-gera-polemica.ghtml

[12] https://www.locusonline.com.br/2017/09/06/santander-cultural-promove-pedofilia-pornografia-e-arte-profana-em-porto-alegre/

[13] https://renovamidia.com.br/video-publicado-por-bolsonaro-escandaliza-jornalistas-da-grande-midia/?utm_source=OneSignal&utm_medium=link&utm_campaign=Noticia

[14] “Mezuzá” é a palavra hebraica para designar umbral. Consiste em um pequeno rolo de pergaminho (klaf) que contém duas passagens bíblicas, manuscritas, “Shemá” e “Vehaiá”. A mezuzá que deve ser afixada no umbral direito da porta de cada dependência de um lar ou estabelecimento judaico, obedece ao seguinte mandamento da Torá: “Escreve-las-ás nos umbrais de tua casa, e em teus portões” (Deuteronômio VI:9, XI:20). In Chabad

[15] https://israelnoticias.com/antisemitismo/carros-alegoricos-antisemitas-belgica/

[16] https://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2010/02/12/tabu-na-alemanha-carnaval-era-explorado-pelos-nazistas.jhtm

[17] https://www.terra.com.br/noticias/educacao/voce-sabia/quais-as-origens-do-carnaval-no-brasil-e-no-mundo,f808d8aec67ea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

[18]https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/sob-inspiracao-nazista-getulio-inventou-o-carnaval-brasileiro-a64fpn1ovrutmeepdb7jo18bk/

Como pode uma monitora do “Memorial do Holocausto” chamar o Brasil de “campo de concentração”?

por Andréa Fernandes

Há algumas semanas, eu tive a curiosidade de conhecer a página de uma autora que se intitula “especialista em 2ª Guerra Mundial”. No momento em que li as postagens enaltecendo o livro que escreveu, notei um post em que a referida senhora fazia propaganda do seu trabalho com link da revista “Veja” intitulado “Católica, advogada milita contra antissemitismo e lança livro”. Porém, algo me chamou a atenção: a autora Maura Palumbo descreveu sua suposta preocupação com a “intolerância” afirmando que discorria em suas “palestras” sobre temas como “fascismo, comunismo, regimes ditatoriais, islamofobia, cristofobia e antissemitismo ao redor do mundo”.

Ao saber que Palumbo estaria preocupada com a “cristofobia”, observei com mais cuidado sua página oficial e não percebi nenhuma publicação informativa acerca da perseguição contra os cristãos num tempo em que tais religiosos compõem a minoria mais perseguida do mundo. Com isso, resolvi fazer um comentário respeitoso para despertar a autora nesse sentido, e para minha surpresa, a tolerância da “tolerante” tem limite, a “crítica”. Imediatamente foi apagado o conselho que teria sido por demais útil para a “causa humanitária” que a idosa diz defender, o que me levou a não recomendar a página fundamentando minha irresignação como jornalista e ativista de direitos humanos. Não demorou muito e recebi algumas ligações de pessoa vinculada à “especialista” conclamando a retirada do comentário, que pelas regras do Facebook não pode ser apagado pelo proprietário da página.

O ASSOMBROSO CASO DE TENTATIVA DE CENSURA PROMOVIDO POR UMA AUTORA QUE APREGOA NAS REDES “AÇÕES PACIFISTAS” PARA VENDER SEU LIVRO, principalmente junto à comunidade judaica em São Paulo por se reportar ao Holocausto chamou a atenção da minha “verve investigativa”. Daí, foi um passo para descobrir algo muito mais sério: a ideologia mascarada em “pesquisa” para reforçar “estereótipos” apreciados pela mídia ideologizada.

 Como Palumbo não tem muitas publicações midiáticas não foi difícil localizar uma entrevista que a mesma concedeu ao jornal ‘O Globo’, que na avidez de propagar sua agenda ideológica fez “surgir das cinzas” uma autora desconhecida que externou o repertório preconceituoso que costuma vigorar em expressiva parte do meio literário. O SUBTÍTULO DEMONSTRA O VERDADEIRO “OBJETIVO” DA REPORTAGEM EM “ANO DE ELEIÇÃO” E CONSEQUENTE “DEMONIZAÇÃO” DO CANDIDATO PREFERIDO DOS CONSERVADORES: Paulista que se dedica ao estudo do nazismo compara o momento atual no Brasil, de disseminação do ódio pelas redes sociais, com o período de Hiltler[1]”.

Antes de mais nada: quem vem sendo acusado pela mídia de “disseminar discursos de ódio”? Quem é chamado pela militância esquerdista de “fascista” e “nazista”? Preciso responder? Dito isto, prossigamos…

A paulista que “se dedica ao estudo do nazismo”, segundo “O Globo” é na realidade, uma bacharel em Direito que se apresenta como autodidata expressando formei-me em Direito, mas sempre me dediquei à pesquisa do nazismo, desde a adolescência. Então, para o jornal, uma escritora sem formação e/ou especialização alguma na área de História ou disciplina correlata é uma “especialista”, desde que, ofereça seu “douto conhecimento apedeuta” para relativizar conceitos.

Em dado momento da entrevista, foi perguntado: “o nazismo morreu como ideologia com a Segunda Guerra Mundial”? A resposta é quase inacreditável: A autora afirma que o “nazismo “persiste” e que o “desejo de extermínio é muito evidente”, afirmando, ainda, com empáfia “nós vivemos isso aqui”. E numa demonstração de elevado nível de ignorância ressalta EU CHAMO O PAÍS DE CAMPO DE CONCENTRAÇÃO ABERTO PORQUE TEMOS TODOS OS INGREDIENTES: A MISÉRIA, A FALTA DE CULTURA, DE ASSISTÊNCIA, DE SAÚDE, PESSOAS NO COMANDO NOS MANIPULANDO.

Como é? Qual o “especialista em nazismo” que teria a audácia de afirmar que o BRASIL É UM CAMPO DE CONCENTRAÇÃO ABERTO repetindo “clichê” do vulgo? Aliás, Palumbo cita a “miséria” como primeiro “ingrediente” para a formação de campos de concentração e esquece que a Alemanha na época da  instalação dos referidos campos não era um “país de miseráveis”! Pelo contrário… Não foram “miseráveis incultos” que Hitler e seus asseclas enviaram aos campos de concentração. Nas filas tinham muitos médicos, advogados, cientistas, professores. Será que nas “pesquisas esquálidas” da autora não houve o cuidado especial com o horrendo conceito “campos de concentração”?

Se nos “anos” de “pesquisa” da autora sobre nazismo e 2ª Guerra Mundial, ela não “aprendeu” o que é um “campo de concentração”, vou ajudá-la com os ensinamentos valiosos de um SOBREVIVENTE DO HOLOCAUSTO, o saudoso Ben Abraham, em sua obraHolocausto: o massacre de 6 milhões”:

Em 21 de março de 1933, logo após Hitler assumir o poder foi criado o primeiro campo de concentração, situado em Oranienburg. Após ser criada a Gestapo (27.04.33), esses campos se tornaram insuficientes para encarcerar todos os elementos perigosos que não concordavam com o Nacional Socialismo.

Os primeiros campos resumiam-se a uma área com vários barracos, cercados de arame farpado e sentinelas da SA montando guarda. O regime interno era rigoroso. Os prisioneiros eram torturados para confessarem atividades anti-nazistas ou denunciarem os amigos que discordavam do regime de Hitler. Muitos foram executados, outos morreram, pois não resistiram à tortura. Destes, os seus familiares recebiam uma urna contendo as cinzas e uma carta, comunicando que o prisioneiro havia morrido de ‘pneumonia’ ou outra doença. Esse procedimento de rotina, todavia, era apenas para com os mortos alemães – “os arianos. Quando tratava-se de um judeu a família nem era avisada, não lhe davam satisfação”.

Em que momento no Brasil tivemos “campo de concentração” em que num deles pelo menos 1 milhão de pessoas foram assassinadas em suas câmaras de gás e crematórios? Será que ela sabe que no auge do Holocausto, em 1944, eram assassinadas diariamente SEIS MIL pessoas, tornando Auschwitz um marco no genocídio de judeus e outras minorias perseguidas pelos nazistas. Conforme o renomado historiador britânico Martin Gilbert, este sim, especialista em Holocausto, a matança inexorável não saltava nenhum dia e nem descansava”. Segundo ele, “os nazistas tinham cortado cada comunidade judaica do mundo exterior, e de qualquer outra vida judaica, e usando esse isolamento trabalhavam sem cessar para destruir. Em Varsóvia, durante um cerco maciço nos dias 6 e 7 de setembro, mais de mil judeus foram mortos nas ruas, incluindo centenas que foram ‘forçados a se ajoelhar na calçada’ para serem alvejados”.

Qualquer estudioso sério sobre o tema sabe que na atual conjuntura não há caracterização de “campos de concentração” no país. Se Palumbo realmente se empenhasse nas pesquisas sem a “amarra ideológica” exemplificaria campos de concentração com as ocorrências de perseguição aos cristãos e dissidentes políticos na China e Coreia do Norte, assunto que parece não gerar interesse numa militante mais “preocupada” em denunciar o suposto “campo de concentração brasileiro” para tentar ganhar “likes” no Facebook a partir de uma entrevista tendenciosa.

Em 2014, um oficial do Ministério do Exterior e representante de Pyongyang na ONU negou diante dos jornalistas a existência de campos de prisioneiros mantidos pelo governo, os quais seriam “centros de trabalho para reformar os detidos”. O oficial informou que esses locais de detenção são onde as pessoas “verificam a sua ideologia e refletem sobre seus atos imorais”. Porém, há denúncias de execuções, desaparecimentos e tortura no país, sendo que o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas constatou violações “sérias, generalizadas e sistemáticas” na Coreia do Norte e documentou a crueldade imposta contra mais de 24 milhões de pessoas[2]. Imagens capturadas por satélites confirmam a existência de grandes extensões de terra, conhecidas como “Zonas de Controle”, onde milhares de pessoas estariam presas por motivos políticos ou ideológicos, sendo que a maioria das pessoas que ingressam, nunca consegue sair. Há 16 campos, seis deles dedicados exclusivamente a presos políticos. No entanto, especialistas estimam que de 120 mil a 200 mil pessoas encontram-se nesses locais. Desse número de pessoas, estima-se que de 50 a 70 mil CRISTÃOS sofram diariamente nos vários campos de trabalho forçado espalhados pelo país. As vítimas do terror imposto nos campos relatam quando milagrosamente conseguem escapar que são impostos todo tipo de tortura física e psicológica, testes de armas químicas nos internos e trabalho forçado.

Os horrores que se vislumbram com toda espécie de tortura torna os campos de concentração um “mal” que não deve ser “banalizado” pela falta de conhecimento de Palumbo,  exigindo, dessa forma, uma cartarse desse conceito abstraído do imaginário infecundo de uma autora que não tem conexão com a realidade.

O interessante é que faltou a autora a explicitação da sua tese ao dizer “O DESEJO DO EXTERMÍNIO É MUITO EVIDENTE”. Lançar palavras ao vento é de uma irresponsabilidade ímpar… Afinal, qual “ator” deseja esse “extermínio evidente” nos moldes de Hitler? É o Estado? Um grupo? Um partido? Quais seriam as “vítimas” do nazismo, segundo a concepção da autodidata militante? Ela bagunça conceitos e fica tudo por isso mesmo! Esse pensamento confuso de Palumbo fez lembrar outra confusão conceitual do jornalista Guga Chacra, que ao comentar o absurdo número de mortos no Brasil, inventou a tese do “genocídio de negros pobres” sem precisar a autoria do crime e esquecendo o fato de que a violência no Brasil não parece ter ainda um contorno analítico definido, muito menos de “brancos matando sistematicamente negros para fins de extermínio evidente”.

Disse ela: AQUI NO BRASIL SE COLOCA MUITO ESSA QUESTÃO DE NÃO ADMITIR O DIFERENTE, DE ANIQUILÁ-LO. O prolema de aceitar-se como “especialista” alguns autodidatas é esse caos de “dar voz” a uma militante que não conhece bem as questões que defende, ou seria muito difícil identificar o liame desse discurso colocando tacitamente as “minorias” como as “pobres vítimas” da “maioria” que só almeja “trucidar”  as classes oprimidas? Na visão míope da advogada, as mais de 60 mil mortes por ano são única e exclusivamente por “inaceitação da diferença”?

COMO A REPORTAGEM ERA COMPLETAMENTE ENVIESADA PARA ATINGIR O ENTÃO PROTOCANDIDATO BOLSONARO, O REPÓRTER PERGUNTOU você consegue identificar em algum partido ou candidato no Brasil atual o discurso de nazista”? Disse ela: “não vejo partidos bem definidos, nem políticos com boa vontade. Não há diretrizes sólidas numa sigla ou noutra. Há confusão de valores religiosos com valores políticos, e eles usam disso para se eleger.”

Talvez, a resposta desconexa seja fruto do conhecimento frágil acerca de política, ou estratégia para inferir-se qualquer coisa de um texto mal escrito e dúbio, pois, o que ela chama de “confusão de valores religiosos com valores políticos” usados supostamente para algum candidato se eleger, é na verdade, tentativa da autora de “desconstruir” a base da sociedade brasileira, majoritariamente cristã num Estado laico. No Brasil, muitas ações políticas  carregam em si uma parte dos princípios religiosos formadores da conduta da maioria dos brasileiros, e esse fenômeno está longe de ser concebido de forma vinculada ao nazismo. Aliás, É MUITO ESTRANHO UMA “CATÓLICA” ALEGAR “CONFUSÃO DE VALORES RELIGIOSOS” QUANDO A PERGUNTA REFERE-SE À IDENTIFICAÇÃO DE “DISCURSO NAZISTA”.

Termino minhas considerações abismada com o fato da autora em questão exercer MONITORIA no Memorial do Holocausto, em São Paulo. Conheço a instituição e sei que é integrada por especialistas no tema e jamais imaginei que aceitariam ter em seus quadros, uma autora-militante que vergonhosamente relativiza conceitos centrais do Holocausto, o que acaba inconscientemente banalizando as atrocidades ocorridas a partir do momento que o brasileiro que pouco ou nada sabe sobre o Holocausto ouve “senso comum”  afirmar que aqui temos “campos de concentração”, o que, na melhor das hipóteses, é um total DESRESPEITO à memória das vítimas da barbárie que perderam suas vidas naquelas “fábricas de morte em série”.

E se a autora não consegue expor doutrina basilar no que concerne ao Nazismo, dificilmente o faria em relação à “cristofobia”, que exige muito mais pesquisa, já que é raro o interesse de acadêmicos sobre o tema “perseguição aos cristãos”. De modo que, devo reconhecer, Palumbo de boca fechada em relação aos massacres e perseguição aos cristãos está fazendo um grande “favor”…  Quando uma autora é pautada na ideologia marxista para palestrar sobre questões humanitárias, o “perfume” das tulipas “exala enxofre”.

[1] https://oglobo.globo.com/sociedade/conte-algo-que-nao-sei/maura-palumbo-escritora-na-fraqueza-as-conviccoes-nazistas-ganham-forca-22434657

[2] http://www.cpadnews.com.br/universo-cristao/24663/coreia-do-norte-admite-existencia-de-campos-de-concentracao-para-reformar%C2%B4-cidadaos.html

Andréa Fernandes é advogada, jornalista, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem by Alef News

Gaza:Palestino ao ser entrevistado antes de empinar pipa com suástica diz “queremos queimar os judeus”

Um jovem palestino se gabou na terça-feira em programa na Rádio Pública Nacional (NPR) ao colocar suásticas em pipas incendiárias e levá-las para Israel, dizendo que “os judeus enlouquecem” quando vêem e “queremos queimá-los“.

O anfitrião da NPR, Steve Inskeep, fez reportagem ao vivo da Faixa de Gaza após uma onda de violência dos palestinos na segunda-feira quando se dirigiram à fronteira com Israel. Ele falou com um residente de Gaza de 19 anos, que estava segurando uma pipa branca caseira.

Esta é uma pipa que vai para os judeus“, disse o palestino através de um tradutor.

A pipa incendiária, projetada para pegar fogo, foi decorada com “escrita reivindicando Jerusalém para os palestinos” e com a suástica, o principal símbolo do nazismo.

“Por que você coloca isso lá?” Perguntou Inskeep.

Os judeus ficam loucos por Hitler quando vêem“, disse o jornal.

Os israelenses sabem que as pessoas estão empinando pipas com suásticas”, disse Inskeep. “Eles sabem disso e usam isso para desacreditar vocês, para dizer que isso mostra que vocês são pessoas ruins. O que você acha disso?”

Isso é realmente o que queremos que eles saibam, que queremos queimá-los“, respondeu ele, segundo Inskeep.

Com imagem de Daily Mail e informações de Jihad Watch

“Protocolos dos Sábios do Islã”: a ameaça judeufóbica persiste

 

Por Andréa Fernandes

No dia 10 de fevereiro, a renomada instituição humanitária UN Watch divulgou relatório de cinquenta páginas que denunciava dez anos de indiferença da ONU no combate ao antissemitismo[1], porém, por conveniência ditada em submissão à nova “ordem global”, jornais ocidentais ignoraram tão grave denúncia.

Localizar na mídia convencional os crimes e os chamados “discursos de ódio” contra judeus requer muita pesquisa. Aliás, o próprio termo “antissemitismo” – engendrado pelo jornalista alemão Wilhelm Marr, em 1873, usado recorrentemente para definir a hostilidade ou ódio direcionado aos judeus – sofre de grave imprecisão, já que etimologicamente, o vocábulo “antissemitismo” significa aversão aos semitas, descendentes de Sem, filhos de Noé, consoante relato bíblico, abrangendo assim, outros povos: os hebreus, os assírios, os fenícios e os árabes.

O erro cometido pelo jornalista judeufobo foi corrigido em 1882, com a publicação do livro Auto-Emancipation, de autoria do intelectual Leon Pinsker, sugerindo o termo “judeufobia” para caracterizar o ódio aos judeus. Contudo, os ambientes acadêmicos e a imprensa mantiveram o termo incorreto por aversão à expressiva palavra “judeufobia”, que salienta muito melhor a hostilidade contra judeus. A prática ajuda bastante na ocultação do ódio que há milênios persegue o povo que propiciou o maior legado da civilização judaico-cristã, as Escrituras Sagradas. Até mesmo a seita islâmica se apropriou de algumas doutrinas bíblicas de maneira deturpada, de sorte que as duas religiões consideradas monoteístas, Cristianismo e Islã, devem ao Judaísmo alguns conceitos que fundamentam suas crenças adaptados à sua cosmovisão.

Ultrapassadas as questões conceituais, lembro que dias atrás citei em Live uma informação desconhecida por muitos: o ex-presidente da teocracia islamofascista iraniana, Mahmoud Ahmadinejad, obrigava militares de alta patente a lerem os “Protocolos dos Sábios de Sião”, texto produzido originalmente no idioma russo no final do século XIX, que relata de forma leviana uma suposta conspiração judaica para dominar o mundo, culpando os judeus por diversas mazelas sociais. Apesar de importantes autoridades e estudiosos já terem desmentido o teor do texto traduzido para diversos idiomas, as mentiras nele produzidas continuam alimentando “teorias conspiratórias” de toda espécie. Posteriormente, devo me aprofundar nesse tema. Por ora, o meu interesse está fundamentado no propósito de esclarecer uma perigosa forma de judeufobia que precede a mais famosa e infame publicação ocidental contra os judeus e vem se perpetuando avassaladoramente em todo mundo. Me refiro ao que chamo de “Protocolos dos Sábios do Islã”.

Antes de ser acusada de “islamofóbica” por fazer uso de uma expressão intertextual  politicamente incorreta num período em que apenas as doutrinas e lideranças cristãs podem sofrer o crivo asfixiante da crítica como fomentadoras dos “discursos de ódio”, já aviso que não estou embasada em “teoria conspiratória de natureza islâmica” para denunciar o “ódio aos judeus” como costume e doutrina recorrente de muitos muçulmanos desde os tempos do “piedoso profeta Mohammad”. E nem preciso citar fatos históricos encobertos por professores ocidentais que adoram ensinar o mito da “era de ouro do Islã”, mas silenciam sobre o massacre promovido por Mohammad, quando ao lado de sua “esposa-adolescente” se encantou com a decapitação de centenas de judeus e o rapto de suas esposas e filhos para serem escravos. A ordem de “cortar cabeças” fazia parte do “mirabolante plano divino” de erradicação dos “infiéis” que ainda viviam em território que deveria ser islamizado à força para servir a Allah, plano este do “homem perfeito” considerado pela doutrina ortodoxa islâmica como o “selo dos profetas”. A propósito, cumpre abalizar minhas considerações no entendimento de um dos mais notáveis acadêmicos na área de Islã e História do Oriente Médio, o historiador  Bernard Lewis, que afirma: “há uma islamização do anti-semitismo(sic), cuja literatura inclui textos clássicos do anti-semitismo(sic) europeu” como os ‘Protocolos dos Sábios de Sião[2].”

Aliás, a pedra angular da judeufobia apregoada por determinados segmentos muçulmanos está no próprio “protocolo da fé islâmica”, o imutável “alcorão” (palavra proferida a Mohammad diretamente por Allah). Muito antes da poderosa máquina de propaganda nazista de desumanização dos judeus, o alcorão já tecia “ensinamentos” que estimulavam seus seguidores a odiar judeus por desapropriá-los de sua humanidade como punição da transgressão dos mesmos que não aceitavam os ensinamentos de Mohammad, conforme consta do livro sagrado islâmico, Sura 7:166:

E quando eles transgrediram, desmesuradamente, o de que foram coibidos, Nós lhes dissemos: ‘sede símios repelidos’[3]

A Sura mencionada apenas ratifica outro preceito consignado na Sura 2:65, onde é revelado que Allah amaldiçoou o povo judeu proferindo “sede símios repelidos” por terem transgredido o sábado. Na visão islâmica ortodoxa, Allah amaldiçoa judeus chamando-os de “macacos” e “porcos” (Sura 5:60), os quais devem ser combatidos pelos muçulmanos até o “dia da ressurreição” ou do “julgamento final”, na forma apregoada em diversas mesquitas espalhadas pelo mundo. Tal “protocolo de ódio” e outros mais são rechaçados pelos chamados “muçulmanos moderados”, tachados tecnicamente de “apóstatas” por influentes lideranças islâmicas, como o grande imã Ahmed al-Tayeb da Universidade al-Azhar, principal centro ideológico sunita de todo mundo, que fez o “favor” de defender o Estado Islâmico como entidade legitimamente muçulmana, negando-se a denunciá-lo por “apostasia[4]”.

Tayeb faz questão de exercer o seu poder como liderança muçulmana mais influente do mundo recorrendo aos “discursos de ódio” contra judeus. Recentemente, em entrevista à TV egípcia, o sheik Tayeb criticou a denúncia – verdadeira – de que os currículos da Universidade al-Azhar seriam a real causa do terrorismo, acusando “a entidade sionista” (Israel) de ser  culpada por todos os problemas do Oriente Médio e pala ausência de paz entre os árabes[5]. Esqueceu o astuto líder muçulmano que os conflitos sectários entre sunitas e xiitas não ocorrem aos montes por culpa de Israel, e sim, pela sede de poder das  lideranças islâmicas a partir da morte do profeta Mohammad. Israel teria culpa pelo crime do Irã ao negar a existência de 7% da sua população constituída de árabes ahvazis, embora sejam do mesmo credo xiita[6]? O território onde vivem os ahvazis produz 90% do petróleo iraniano e a população local vive em extrema pobreza, porém, a “culpa” é de Israel, como também é pelo costume de perseguição e violência contra homossexuais em TODOS os países islâmicos, sendo que o Estado judeu não pune o comportamento homossexual e ainda permite a passeata do “orgulho gay”. Como se vê, as falácias não se sustentam…

A melhor prova histórica da “eficácia” dos “protocolos dos  sábios do Islã” se deu no período nazista. O grande mufti de Jerusalém e presidente do Conselho Supremo Muçulmano, Haj Amin al-Husseini, tio do terrorista Yasser Arafat, selou “acordo genocida” com Hitler esposando o desejo mútuo de aniquilar os judeus. O “sábio muçulmano” foi tão convincente em seus “protocolos” ao ponto do carniceiro nazista lamentar pertencer à religião errada, criticando a “mansidão cristã[7]. Husseini – porta-voz da “causa palestina” e jihadista experiente após participar do genocídio de cristãos na Turquia – alcançou a “honraria nazista” de integrar a folha de pagamento do Terceiro Reich em razão dos seus préstimos para o “terror ocidental”. Quem não lembra da famosa foto do facínora islâmico-nazista passando em revista às tropas muçulmanas das SS na Bósnia[8]?

E se alguém alegar que os “protocolos do terror islâmico” ficaram no passado, lembrarei mais um caso dentre uma multidão. Vamos ao mais prestigiado “pensador muçulmano” da atualidade? O nome dele é Yousufi al-Qaradawi, clérigo sunita egípcio, presidente da União Internacional de Sábios Muçulmanos. Com um “título” desse, o indivíduo merece “respeito” dos ignorantes em Islã, concorda prezado leitor? Qaradawi emitiu “ensinamentos valiosos” para a discussão do “pacifismo islâmico”, tais como: “Nós iremos colonizar vocês com essas leis democráticas[9]” e “a matança de apóstatas era essencial para a sobrevivência do Islã, de outra maneira, o Islã não teria sobrevivido”[10]. Com o singular “currículo sapiencial”, Qaradawi  tornou-se o mais respeitado líder da Irmandade Muçulmana, considerada por muitos “estudiosos preconceituosos”, a “mãe do moderno terrorismo global” por promover o nascimento de alguns grupos que costumam matar os “infiéis”, sejam cristãos ou judeus. O grupo terrorista palestino Hamas, al-Qaeda, Boko Haram, al-Nusra, al-Shabaab e Estado Islâmico são algumas das “crias” da Irmandade Muçulmana.

Uma vez salientada a autoridade do sheik al-Qaradawi, convém demonstrar que no “protocolo” desse “sábio do Islã”, Hitler é ovacionado e o seu “legado do terror” assassinando covardemente 6 milhões de judeus deve ser um “exemplo” para os fiéis muçulmanos. Logo, convém trazer à baila parte do seu discurso exibido na TV al-Jazeera (28/01/2009), mencionando que Deus impôs ao longo da história pessoas que puniam os judeus por causa de sua corrupção, dizendo, ainda:

“A última punição foi realizada por Hitler. Por meio de todas as coisas que ele fez com eles – mesmo que exagerassem nesta questão – ele conseguiu colocá-los em seu lugar. Esta foi uma punição divina para eles. Se Deus quiser, a próxima vez estará na mão dos crentes[11].

A defesa clara de um novo Holocausto em rede de TV amplamente assistida em países muçulmanos e ocidentais no ano de 2009 não causou condenação das principais autoridades islâmicas ou do “Ocidente infiel”. Assim, o defensor de “genocídio à la sharia” continua exercendo seu prestigiado cargo de presidente da União Internacional de Sábios Muçulmanos. Nada demais para os povos muçulmanos acostumados com os “protocolos da morte” de milhões de infiéis desde o surgimento da “religião da paz”.

Andréa Fernandes é advogada, internacionalista, jornalista, colunista de Portais de Notícias, presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires e Líder do Movimento Nacional pelo Reconhecimento do Genocídio de Cristãos e Minorias no Oriente Médio.

Imagem Timeline

Publicado originalmente em Conexão Política

[1] http://www.meforum.org/7219/a-world-without-islamophobia

[2] http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft2804200211.htm

[3] https://www.institutomillenium.org.br/artigos/o-corao-e-os-judeus/

[4] http://raymondibrahim.com/2014/12/15/al-azhar-refuses-to-denounce-islamic-state-as-un-islamic/

[5]http://raymondibrahim.com/2018/03/02/eliminate-israel-eliminate-islamic-terrorism/

[6] https://clarionproject.org/iran-denies-existence-7-its-population/

[7] https://www.gatestoneinstitute.org/11310/antisemitism-biblical-values

[8] http://www.chamada.com.br/mensagens/isla_nazismo.html

[9] https://pt.gatestoneinstitute.org/8888/europa-burquini

[10] https://www.youtube.com/watch?v=huMu8ihDlVA

[11] https://www.memri.org/tv/sheik-yousuf-al-qaradhawi-allah-imposed-hitler-upon-jews-punish-them-allah-willing-next-time-will/transcript

 

Alunos de escola alemã na Argentina se fantasiam com símbolos nazistas

Estudantes foram a festa à fantasia com suásticas e bigodes imitando Hitler.
Alunos de escola judaica que estavam na festa se indignaram e houve briga.

Da France Presse

Um grupo de estudantes de ensino médio de uma escola alemã na Argentina compareceu a uma festa à fantasia com suásticas e símbolos nazistas, onde houve uma briga com alunos de uma escola judaica que reagiram indignados, informaram as autoridades.

O incidente foi divulgado nesta quinta-feira (25), mas ocorreu na noite de terça-feira em uma boate de Bariloche, cidade que é epicentro de viagens de jovens de ensino médio de todo o país. Na vila turística aos pés da cordilheira dos Andes já foram encontrados, no passado, líderes nazistas que escolheram o sul argentino como refúgio para escapar da justiça.

Os adolescentes compareceram à festa com suásticas pintadas no peito e usaram bigodes imitando o líder nazista Adolf Hitler.

Estudantes do colégio judeu ORT presentes na festa reagiram com empurrões, o que resultou em uma briga na qual todos foram expulsos do local. Um dia depois, pediram desculpas pelo ocorrido.

“Estou horrorizada, é um fato repreensível. Não é suficiente pedir desculpas, terão que reparar este dano com ações”, afirmou a diretora da escola alemã, Silvia Fazio, que adiantou que serão aplicadas punições quando os estudantes voltarem a Buenos Aires.

A docente explicou que a escola não organiza nem participa da viagem e ressaltou que “houve muitos filtros de adultos que falharam, como os pais que acompanhavam o grupo, os coordenadores, as pessoas do local, o motorista” do veículo que os levou. “Há muito para refletir”, opinou.

“Não é nem uma piada, nem uma graça, vamos partir do princípio de que refletem uma ideologia que culminou com 6 milhões de judeus assassinados pelos nazistas”, disse Cohen Sabban, da Delegação de Associações Israelitas Argentinas (DAIA).

O líder judeu lembrou que, “se estes jovens tiverem mais de 16 anos, podem sofrer por este ato uma pena de um mês a três anos de prisão porque o que fizeram na Argentina é um crime”.

O prefeito de Bariloche, Gustavo Genusso, lamentou o incidente. “Ficamos preocupados com o fato de jovens deste país terem esta atitude”, disse.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/08/alunos-de-escola-alema-na-argentina-se-fantasiam-com-simbolos-nazistas.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1

França abre os arquivos dos colaboradores do nazismo

Cidadãos e pesquisadores terão acesso aos documentos do regime colaboracionista do marechal Pétain.

“Sou a garantia da memória coletiva da Segunda Guerra Mundial”, declarou o presidente François Hollande, recém-empossado, em sua primeira visita ao museu histórico de Caen em 2012, como uma declaração de intenções. Mais de setenta anos depois do conflito, o Governo francês decidiu abrir ao público e pesquisadores o grosso dos arquivos relacionados à Segunda Guerra Mundial, incluindo os do regime colaboracionista do marechal Pétain (1940-1944), que presidiu um dos períodos mais obscuros da história recente da França.

As mais de 200.000 fichas policiais e demais documentos relativos ao período, procedentes essencialmente dos ministérios das Relações Exteriores, Justiça e Interior, estão acessíveis desde segunda-feira, após a publicação de um decreto assinado pelo primeiro-ministro,Manuel Valls. Podem ser “livremente consultados graças a uma derrogação geral (…) antes do previsto pelos códigos do patrimônio”, que estipulam que é preciso esperar 75 anos para a liberação. Uma exceção foi mantida: os documentos sob segredo militar precisarão de uma permissão especial.

 “É uma ótima notícia”, comenta o historiador Denis Peschanski, especialista no período de referência e presidente do comitê do museu histórico do campo de Rivesaltes. “Corresponde a uma vontade pessoal do presidente Hollande, que sempre insistiu na necessidade de realizar um trabalho historiográfico sobre essa época, e a preocupação dos historiadores diante das dificuldades encontradas para acessar determinados arquivos”, acrescenta.

Até hoje, a maioria dos documentos podia ser consultada, mas era necessário pedir uma permissão à administração responsável, algo que complicava muito a tarefa dos historiadores. “No final das contas, estávamos nas mãos da boa vontade do responsável dessa ou daquela administração e tínhamos muita dificuldade com tudo o que afeta os tribunais militares”, diz Peschanski. “Mesmo há décadas trabalhando com esses documentos, irá facilitar muito nosso trabalho”, acrescenta. Sua única objeção ao decreto é a decisão de manter classificados os papéis considerados como segredo de defesa.

Para o historiador Gilles Morins, autor de uma petição ao presidente François Hollande para que todos esses documentos sejam abertos, facilitar seu acesso permitirá um melhor entendimento de alguns dos episódios dessa história recente, como a prisão do famoso membro da Resistência Jean Moulin. “Até agora, nossas principais fontes eram os testemunhos”, explicou à televisão TF1. “Existe também uma demanda da população. Os filhos de deportados, de fuzilados, querem saber exatamente o que aconteceu”, acrescentou.

Entre esse material histórico de valor incalculável se encontram todos os documentos policiais e judiciais do regime de Vichy (que durou de 1940 a 1944 e colaborava com o nazismo), assim como os relacionados aos tribunais militares e populares realizados durante a libertação para julgar os colaboracionistas. Aqui se incluem “os documentos relativos ao processo e julgamento de criminosos de guerra nas áreas de ocupação francesa, na Alemanha e na Áustria”. Dessa forma, permitirão conhecer melhor o período menos estudado do final da guerra”.

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/12/29/internacional/1451344021_699752.html

Palestinos: Nós Somos os Novos Nazistas

São pessoas que se comportam de um jeito que não merece nenhuma recompensa, muito menos um estado. Eles se parecem muito mais com todos aqueles tiranos criminosos, que passaram pela história e ficam o tempo todo ensinando aos outros como se deve viver, usando a violência ou ameaças de usar a violência para coagir todos que não concordam com eles. Lamentavelmente já há por demais esse tipo de truculência em nosso mundo árabe e muçulmano, conforme o Presidente do Egito Abdel Fattah el-Sisi, que tem o olhar voltado para o futuro, bem como muitos outros, costumam salientar.

Chegamos ao mesmo estágio dos nazistas da Alemanha, a mesma coisa que, irônica e falsamente acusamos de serem os judeus, em que a aparição de um judeu em um programa de TV palestino é considerada um ato de “traição” e um “crime”. Na realidade, nós é que somos os Novos Nazistas.

Um apresentador de programa de entrevistas da TV palestina está enfrentando categóricas condenações e ameaças explícitas por ter apresentado um cantor judeu israelense muito popular entre os jovens palestinos.

As condenações expõem o lado sombrio do Movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS em inglês) contra Israel, cujos partidários são veementemente contrários a qualquer tipo de “normalização” entre palestinos e israelenses.

Os ativistas do BDS exigem que aqueles que trouxeram o cantor Zvi Yehezkel ao programa de TV em Ramala sejam punidos. Os ativistas não estão sequer interessados em saber que o cantor apóia a paz entre Israel e os palestinos.

Eles estão mais preocupados com o fato de uma estação de TV palestina em Ramala ter tido a ousadia de convidar um judeu para uma entrevista. Os ativistas do BDS também não têm vergonha de expor seu antissemitismo, ao expressarem sua indignação quanto ao fato de Yehezkel ser um judeu praticante que usa uma quipá (pequeno barrete circular usado por judeus religiosos).

A julgar pelas furiosas reações em relação à entrevista de Yehezkel deduz-se, tão somente, que os membros do movimento BDS são racistas extremamente antissemitas que odeiam judeus apenas por conta de sua fé e aparência.

Dezenas de palestinos fizeram uso das redes sociais para atacar o programa de TV palestino e seus apresentadores, chamando-os de “traidores “, “espiões “, “cachorros ” e “porcos”.

A artista palestina Faten Kabha escreveu que ela decidiu cancelar uma entrevista marcada com aquele programa de TV “depois dele ter apresentado um sionista judeu no coração de Ramala”.

O Sindicato dos Jornalistas Palestinos, um órgão dominado por ativistas da Fatah na Cisjordânia e outros grupos também se juntaram ao coro de condenações contra a aparição do cantor judeu em um programa da TV palestina, além disso os ativistas “antinormalização” também estão visando o Grand Park Hotel de cinco estrelas em Ramala por patrocinar o cantor judeu.

Um dos líderes da campanha “antinormalização” Fadi Arouri, exigiu que o hotel se distancie do programa de TV, que foi gravado em um de seus salões, se não quiser ser tachado de defensor da “normalização” com Israel. Parece que ele tem mais com que se preocupar do que de ser tachado de racista.

Em sua página no Facebook Arouri caiu em cima da Palestinian Broadcasting Corporation e do hotel por trazer um cantor judeu a Ramala. Ele ameaçou incluir o hotel na lista dos defensores da “normalização” com Israel, dizendo o seguinte: “vocês serão combatidos da mesma forma que combatemos a ocupação e suas instituições”.

Arouri e seus companheiros também estão furiosos com o programa de TV pelo uso de nomes hebraicos das cidades israelenses durante a entrevista de Yehezkel, que mora em Ashkelon, argumentando que o apresentador devia ter usado o nome árabe Majdal em vez de Ashkelon.

O cantor judeu teve a sorte de Arouri e seus companheiros não saberem de sua presença em Ramala em tempo real, senão eles teriam atacado o estúdio de TV e forçado-o a fugir de Ramala, conforme esses ativistas do BDS vêm fazendo ao longo dos últimos anos: interromper reuniões entre israelenses e palestinos de forma violenta na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental e intimidar os participantes sendo brutamontes truculentos. São pessoas que se comportam de um jeito que não merece nenhuma recompensa, muito menos um estado. Eles se parecem muito mais com todos aqueles tiranos criminosos, que passaram pela história e ficam o tempo todo ensinando aos outros como se deve viver, usando a violência ou ameaças de usar a violência para coagir todos que não concordam com eles. Lamentavelmente parece que já há por demais esse tipo de truculência em nosso mundo árabe e muçulmano, conforme o Presidente do Egito Abdel Fattah el-Sisi, que tem o olhar voltado para o futuro, bem como muitos outros, costumam salientar.

O clamor público em relação à aparição de um cantor judeu em um programa da TV palestina é mais uma demonstração de como nós palestinos nos tornamos intolerantes em relação aos israelenses, mesmo àqueles que simpatizam com a nossa causa e acreditam na paz e coexistência.

A campanha nas redes sociais tanto contra o cantor quanto ao programa de TV também dão provas da evolução dos sentimos racistas em nosso povo. Nós desprezamos automaticamente qualquer um que use uma quipá porque assumimos tratar-se de um “colono” que odeia árabes e muçulmanos. É desconcertante ler muitos dos comentários postados por ativistas palestinos no que tange a religião e a quipá do cantor.

Com esse tipo de atitude, como conseguiremos um dia fechar um acordo de paz com Israel? Se apresentar um cantor judeu em um programa de TV palestino atrai tamanha oposição e censura, o que acontecerá no dia em que um líder palestino assinar um tratado de paz com nossos vizinhos judeus?

Quantas vezes palestinos apareceram na mídia israelense nas últimas décadas? Alguém ouviu falar em protestos desse tipo realizados por judeus israelenses? Veículos da mídia israelense entrevistaram alguns dos piores inimigos de Israel, inclusive palestinos que assassinaram judeus inocentes, sem dó nem piedade. Não obstante, nunca vimos reações nojentas e racistas como as postadas nas redes sociais após a entrevista com o cantor judeu.

Pelos anos afora incutimos em nosso povo o ódio não só a Israel, mas também aos judeus, conforme consta na carta magna do Hamas. Instigamos esse ódio através de incitamentos em mesquitas, veículos de mídia e retórica pública. Chegamos ao mesmo estágio dos nazistas da Alemanha, a mesma coisa que, irônica e falsamente acusamos de serem os judeus, em que nosso povo considera a aparição de um judeu em um programa de TV palestino um ato de “traição” e um “crime”. Na realidade, nós é que somos os Novos Nazistas.

O caso do cantor judeu mostra que o pessoal do BDS e da “antinormalização” nada mais é do que um grupo racista de camisa marrom, trabalhando para destruir qualquer chance de paz e coexistência entre palestinos e Israel. A reação histérica à entrevista concedida à Yehezkel prova que o nosso povo continua marchando para trás, avançando em direção a mais extremismo, racismo e nazismo.

por Bassam Tawil  (pesquisador estabelecido no Oriente Médio).

Original em inglês: Palestinians: We Are the New Nazis
Tradução: Joseph Skilnik

http://pt.gatestoneinstitute.org/6638/palestinos-nazistas

As Raízes Islâmicas do Emblema Amarelo da Vergonha

Nota do editor: O relato a seguir foi escrito para RaymondIbrahim.com  por um professor americano no mundo muçulmano.

Na semana passada, enquanto lia diversos artigos sobre a perseguição do Estado Islâmico aos cristãos no Oriente Médio, eu estava ciente pela primeira vez que, após a queda da cidade iraquiana de Mosul, em julho de 2014, o spray Estado Islâmico pintaria em vermelho o símbolo   ن em lares e instituições cristãs em toda a cidade.

Para aqueles não familiarizados com o sinal ن   (pronuncia-se  nun), representa a 14ª letra do alfabeto árabe e é o equivalente a letra romana N. Para muitos muçulmanos ao redor do mundo, o ن   significa Nazareno, uma palavra árabe humilhante para os seguidores de Jesus de Nazaré, ou cristãos.

Depois de terminar o artigo, a primeira coisa que veio à minha mente foi que o Estado Islâmico adotou uma prática usada pelos nazistas para identificar e perseguir os judeus antes e durante a Segunda Guerra Mundial. A prática em questão envolveu a estrela de David sendo pintada sobre as empresas judaicas ou usada como uma braçadeira ou preso ao seu peito – que ficou conhecido como o emblema amarelo de vergonha).

No entanto, logo me lembrei que o Estado Islâmico não tem o hábito adotar elementos de outras culturas não importa o quão cruel essas práticas sejam, e que as origens do emblema amarelo da vergonha e do ن   são provavelmente enraizadas na tradição islâmica.

Depois de alguma pesquisa, descobri que a prática de forçar os não-muçulmanos a usar roupas diferenciando-os dos seus conquistadores muçulmanos tem sua origem em “O Pacto de Umar” (637 dC), ou as“Condições de Omar”, que foram impostas na submissão dos cristãos por Umar Ibn Al-Khatab, o segundo, califa guiado e um companheiro de posição elevada do profeta Mohamed.

No topo de forçar os não-muçulmanos a vestir suas roupas de costume, enquanto os impedia de vestir roupas muçulmanas, o Pacto de Umar também afirmou que os não-crentes deveriam usar um cinto ao redor da cintura. A necessidade de diferenciar os muçulmanos dos não-muçulmanos por meio de sua roupa está enraizada no seguinte hadith, Abu Dawud 20: 3170 * e Sahih Bukhari 7: 72: 786 **, onde o Profeta Muhammad ordena a seus seguidores a parecer e se comportar de forma diferente dos judeus e cristãos.

Assim, a partir do ano 637, quando os cristãos e os judeus foram obrigados a usar cintos amarelos, para 2001, quando o Talibã obrigou os hindus no Afeganistão a usar distintivos amarelos, passando pelo decreto de Bagdad (1121) onde os judeus tinham que usar estrelas amarelas, os muçulmanos têm uma longa história de forçar seus súditos conquistados a diferenciar-se através de suas roupas.

Com isto em mente, eu não ficaria surpreso de que o Grande Mufti de Jerusalém, que passou muitos anos em Berlim como convidado de Hitler, teria sido a pessoa que sugeriu que os nazistas usassem o “emblema amarelo da vergonha” em suas vítimas judias.

* “Narrado  por ibn Ubadah as-Samit: O Apóstolo de Allah (que a paz esteja com ele) costumava levantar-se para um funeral até que o corpo fosse colocado no túmulo. Um erudito judeu (uma vez) passou por ele e disse: Isto é como nós fazemos. O Profeta (que a paz esteja com ele) sentou-se e disse: Sente-se e aja de forma diferente deles. “- Abu Dawud 20: 3170

** “Abu Huraira narrou: O Profeta disse:” Judeus e cristãos não tingem seus cabelos, assim você deve fazer o oposto do que eles fazem. “- Sahih Bukhari 7: 72: 786

http://www.raymondibrahim.com/muslim-persecution-of-christians/the-islamic-roots-of-the-yellow-badge-of-shame/

Documentário mostra ligação de irmãs do príncipe Philip com nazismo

LONDRES — Após a polêmica foto da rainha Elizabeth II, então com 6 anos, fazendo a saudação nazista na década de 1930, divulgada pelo tabloide “The Sun”, os holofotes, agora, estão voltados para outro integrante da monarquia: seu marido, o príncipe Philip. Quatro irmãs do duque de Edimburgo tiveram ligações com altos dirigentes do regime nazista, de acordo com um documentário a ser exibido no próximo dia 30, na Inglaterra.
Segundo o programa “Prince Philip: The Plot To Make A King” (“Complô para fazer um rei”), três das quatro irmãs de Philip — Margarita, Cecile e Sophie — se casaram com aristocratas alemães que se tornaram figuras de destaque do Partido Nazista. Mas era Sophie a principal defensora do regime. Ela foi fotografada, em 1935, jantando com Hitler no casamento de Hermann Goering, o comandante da Luftwaffe.

Sophie, que chegou a dizer que Hitler era “um homem charmoso e modesto”, passou a elogiar seus planos para a Alemanha. ela era casada com o príncipe Christoph von Hessen, um coronel da SS, com cargo no Ministério da Força Aérea.

Em uma cena polêmica do documentário, Philip, então com 16 anos, é recebido no funeral de Cecile, em 1937, com o grito de saudação nazista “Heil”.

Descendente da família real grega, mas com sangue aristocrata alemão por parte de mãe, Philip se distanciou das irmãs e lutou pela Marinha britânica durante a Segunda Guerra Mundial. Na época de seu casamento com Elizabeth, então princesa, seu passado gerou suspeitas no Palácio de Buckingham, mas foram superadas. Nenhuma delas foi convidada para o casamento, em 1947.

Após a divulgação das imagens pelo “The Sun”, a monarquia passou a enfrentar, também, pressão de historiadores e políticos que pedem a abertura de documentos da família real. Segundo eles, a liberação de outros materiais ajudaria a fornecer um contexto histórico da ligação de integrantes da família e do regime nazista antes da Segunda Guerra Mundial. embora não seja novo, o assunto vem à tona, portanto, em momento inoportuno.

O duque de Edimburgo rompeu o silêncio sobre as ligações de sua família com o nazismo em 2006. Em entrevista para o livro “Royals and the Reich”, ele disse que, como muitos alemães, a família considerou atraente as primeiras tentativas de Hitler para restaurar o poder do país, mas que nunca soube de alguém expressando ideias antissemitas.

“Havia uma melhora em coisas como trens funcionando no horário e construções”, disse na época. “Havia uma sensação de esperança após o caos depressivo na República de Weimar. Eu posso entender que as pessoas se agarrem a algo ou alguém que parecia apelar a seu patriotismo e fazer as coisas funcionarem. Dá para entender porque era atraente.”

http://oglobo.globo.com/mundo/documentario-mostra-ligacao-de-irmas-do-principe-philip-com-nazismo-16845994#ixzz3gSXm095b