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Gaza:Palestino ao ser entrevistado antes de empinar pipa com suástica diz “queremos queimar os judeus”

Um jovem palestino se gabou na terça-feira em programa na Rádio Pública Nacional (NPR) ao colocar suásticas em pipas incendiárias e levá-las para Israel, dizendo que “os judeus enlouquecem” quando vêem e “queremos queimá-los“.

O anfitrião da NPR, Steve Inskeep, fez reportagem ao vivo da Faixa de Gaza após uma onda de violência dos palestinos na segunda-feira quando se dirigiram à fronteira com Israel. Ele falou com um residente de Gaza de 19 anos, que estava segurando uma pipa branca caseira.

Esta é uma pipa que vai para os judeus“, disse o palestino através de um tradutor.

A pipa incendiária, projetada para pegar fogo, foi decorada com “escrita reivindicando Jerusalém para os palestinos” e com a suástica, o principal símbolo do nazismo.

“Por que você coloca isso lá?” Perguntou Inskeep.

Os judeus ficam loucos por Hitler quando vêem“, disse o jornal.

Os israelenses sabem que as pessoas estão empinando pipas com suásticas”, disse Inskeep. “Eles sabem disso e usam isso para desacreditar vocês, para dizer que isso mostra que vocês são pessoas ruins. O que você acha disso?”

Isso é realmente o que queremos que eles saibam, que queremos queimá-los“, respondeu ele, segundo Inskeep.

Com imagem de Daily Mail e informações de Jihad Watch

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“Protocolos dos Sábios do Islã”: a ameaça judeufóbica persiste

 

Por Andréa Fernandes

No dia 10 de fevereiro, a renomada instituição humanitária UN Watch divulgou relatório de cinquenta páginas que denunciava dez anos de indiferença da ONU no combate ao antissemitismo[1], porém, por conveniência ditada em submissão à nova “ordem global”, jornais ocidentais ignoraram tão grave denúncia.

Localizar na mídia convencional os crimes e os chamados “discursos de ódio” contra judeus requer muita pesquisa. Aliás, o próprio termo “antissemitismo” – engendrado pelo jornalista alemão Wilhelm Marr, em 1873, usado recorrentemente para definir a hostilidade ou ódio direcionado aos judeus – sofre de grave imprecisão, já que etimologicamente, o vocábulo “antissemitismo” significa aversão aos semitas, descendentes de Sem, filhos de Noé, consoante relato bíblico, abrangendo assim, outros povos: os hebreus, os assírios, os fenícios e os árabes.

O erro cometido pelo jornalista judeufobo foi corrigido em 1882, com a publicação do livro Auto-Emancipation, de autoria do intelectual Leon Pinsker, sugerindo o termo “judeufobia” para caracterizar o ódio aos judeus. Contudo, os ambientes acadêmicos e a imprensa mantiveram o termo incorreto por aversão à expressiva palavra “judeufobia”, que salienta muito melhor a hostilidade contra judeus. A prática ajuda bastante na ocultação do ódio que há milênios persegue o povo que propiciou o maior legado da civilização judaico-cristã, as Escrituras Sagradas. Até mesmo a seita islâmica se apropriou de algumas doutrinas bíblicas de maneira deturpada, de sorte que as duas religiões consideradas monoteístas, Cristianismo e Islã, devem ao Judaísmo alguns conceitos que fundamentam suas crenças adaptados à sua cosmovisão.

Ultrapassadas as questões conceituais, lembro que dias atrás citei em Live uma informação desconhecida por muitos: o ex-presidente da teocracia islamofascista iraniana, Mahmoud Ahmadinejad, obrigava militares de alta patente a lerem os “Protocolos dos Sábios de Sião”, texto produzido originalmente no idioma russo no final do século XIX, que relata de forma leviana uma suposta conspiração judaica para dominar o mundo, culpando os judeus por diversas mazelas sociais. Apesar de importantes autoridades e estudiosos já terem desmentido o teor do texto traduzido para diversos idiomas, as mentiras nele produzidas continuam alimentando “teorias conspiratórias” de toda espécie. Posteriormente, devo me aprofundar nesse tema. Por ora, o meu interesse está fundamentado no propósito de esclarecer uma perigosa forma de judeufobia que precede a mais famosa e infame publicação ocidental contra os judeus e vem se perpetuando avassaladoramente em todo mundo. Me refiro ao que chamo de “Protocolos dos Sábios do Islã”.

Antes de ser acusada de “islamofóbica” por fazer uso de uma expressão intertextual  politicamente incorreta num período em que apenas as doutrinas e lideranças cristãs podem sofrer o crivo asfixiante da crítica como fomentadoras dos “discursos de ódio”, já aviso que não estou embasada em “teoria conspiratória de natureza islâmica” para denunciar o “ódio aos judeus” como costume e doutrina recorrente de muitos muçulmanos desde os tempos do “piedoso profeta Mohammad”. E nem preciso citar fatos históricos encobertos por professores ocidentais que adoram ensinar o mito da “era de ouro do Islã”, mas silenciam sobre o massacre promovido por Mohammad, quando ao lado de sua “esposa-adolescente” se encantou com a decapitação de centenas de judeus e o rapto de suas esposas e filhos para serem escravos. A ordem de “cortar cabeças” fazia parte do “mirabolante plano divino” de erradicação dos “infiéis” que ainda viviam em território que deveria ser islamizado à força para servir a Allah, plano este do “homem perfeito” considerado pela doutrina ortodoxa islâmica como o “selo dos profetas”. A propósito, cumpre abalizar minhas considerações no entendimento de um dos mais notáveis acadêmicos na área de Islã e História do Oriente Médio, o historiador  Bernard Lewis, que afirma: “há uma islamização do anti-semitismo(sic), cuja literatura inclui textos clássicos do anti-semitismo(sic) europeu” como os ‘Protocolos dos Sábios de Sião[2].”

Aliás, a pedra angular da judeufobia apregoada por determinados segmentos muçulmanos está no próprio “protocolo da fé islâmica”, o imutável “alcorão” (palavra proferida a Mohammad diretamente por Allah). Muito antes da poderosa máquina de propaganda nazista de desumanização dos judeus, o alcorão já tecia “ensinamentos” que estimulavam seus seguidores a odiar judeus por desapropriá-los de sua humanidade como punição da transgressão dos mesmos que não aceitavam os ensinamentos de Mohammad, conforme consta do livro sagrado islâmico, Sura 7:166:

E quando eles transgrediram, desmesuradamente, o de que foram coibidos, Nós lhes dissemos: ‘sede símios repelidos’[3]

A Sura mencionada apenas ratifica outro preceito consignado na Sura 2:65, onde é revelado que Allah amaldiçoou o povo judeu proferindo “sede símios repelidos” por terem transgredido o sábado. Na visão islâmica ortodoxa, Allah amaldiçoa judeus chamando-os de “macacos” e “porcos” (Sura 5:60), os quais devem ser combatidos pelos muçulmanos até o “dia da ressurreição” ou do “julgamento final”, na forma apregoada em diversas mesquitas espalhadas pelo mundo. Tal “protocolo de ódio” e outros mais são rechaçados pelos chamados “muçulmanos moderados”, tachados tecnicamente de “apóstatas” por influentes lideranças islâmicas, como o grande imã Ahmed al-Tayeb da Universidade al-Azhar, principal centro ideológico sunita de todo mundo, que fez o “favor” de defender o Estado Islâmico como entidade legitimamente muçulmana, negando-se a denunciá-lo por “apostasia[4]”.

Tayeb faz questão de exercer o seu poder como liderança muçulmana mais influente do mundo recorrendo aos “discursos de ódio” contra judeus. Recentemente, em entrevista à TV egípcia, o sheik Tayeb criticou a denúncia – verdadeira – de que os currículos da Universidade al-Azhar seriam a real causa do terrorismo, acusando “a entidade sionista” (Israel) de ser  culpada por todos os problemas do Oriente Médio e pala ausência de paz entre os árabes[5]. Esqueceu o astuto líder muçulmano que os conflitos sectários entre sunitas e xiitas não ocorrem aos montes por culpa de Israel, e sim, pela sede de poder das  lideranças islâmicas a partir da morte do profeta Mohammad. Israel teria culpa pelo crime do Irã ao negar a existência de 7% da sua população constituída de árabes ahvazis, embora sejam do mesmo credo xiita[6]? O território onde vivem os ahvazis produz 90% do petróleo iraniano e a população local vive em extrema pobreza, porém, a “culpa” é de Israel, como também é pelo costume de perseguição e violência contra homossexuais em TODOS os países islâmicos, sendo que o Estado judeu não pune o comportamento homossexual e ainda permite a passeata do “orgulho gay”. Como se vê, as falácias não se sustentam…

A melhor prova histórica da “eficácia” dos “protocolos dos  sábios do Islã” se deu no período nazista. O grande mufti de Jerusalém e presidente do Conselho Supremo Muçulmano, Haj Amin al-Husseini, tio do terrorista Yasser Arafat, selou “acordo genocida” com Hitler esposando o desejo mútuo de aniquilar os judeus. O “sábio muçulmano” foi tão convincente em seus “protocolos” ao ponto do carniceiro nazista lamentar pertencer à religião errada, criticando a “mansidão cristã[7]. Husseini – porta-voz da “causa palestina” e jihadista experiente após participar do genocídio de cristãos na Turquia – alcançou a “honraria nazista” de integrar a folha de pagamento do Terceiro Reich em razão dos seus préstimos para o “terror ocidental”. Quem não lembra da famosa foto do facínora islâmico-nazista passando em revista às tropas muçulmanas das SS na Bósnia[8]?

E se alguém alegar que os “protocolos do terror islâmico” ficaram no passado, lembrarei mais um caso dentre uma multidão. Vamos ao mais prestigiado “pensador muçulmano” da atualidade? O nome dele é Yousufi al-Qaradawi, clérigo sunita egípcio, presidente da União Internacional de Sábios Muçulmanos. Com um “título” desse, o indivíduo merece “respeito” dos ignorantes em Islã, concorda prezado leitor? Qaradawi emitiu “ensinamentos valiosos” para a discussão do “pacifismo islâmico”, tais como: “Nós iremos colonizar vocês com essas leis democráticas[9]” e “a matança de apóstatas era essencial para a sobrevivência do Islã, de outra maneira, o Islã não teria sobrevivido”[10]. Com o singular “currículo sapiencial”, Qaradawi  tornou-se o mais respeitado líder da Irmandade Muçulmana, considerada por muitos “estudiosos preconceituosos”, a “mãe do moderno terrorismo global” por promover o nascimento de alguns grupos que costumam matar os “infiéis”, sejam cristãos ou judeus. O grupo terrorista palestino Hamas, al-Qaeda, Boko Haram, al-Nusra, al-Shabaab e Estado Islâmico são algumas das “crias” da Irmandade Muçulmana.

Uma vez salientada a autoridade do sheik al-Qaradawi, convém demonstrar que no “protocolo” desse “sábio do Islã”, Hitler é ovacionado e o seu “legado do terror” assassinando covardemente 6 milhões de judeus deve ser um “exemplo” para os fiéis muçulmanos. Logo, convém trazer à baila parte do seu discurso exibido na TV al-Jazeera (28/01/2009), mencionando que Deus impôs ao longo da história pessoas que puniam os judeus por causa de sua corrupção, dizendo, ainda:

“A última punição foi realizada por Hitler. Por meio de todas as coisas que ele fez com eles – mesmo que exagerassem nesta questão – ele conseguiu colocá-los em seu lugar. Esta foi uma punição divina para eles. Se Deus quiser, a próxima vez estará na mão dos crentes[11].

A defesa clara de um novo Holocausto em rede de TV amplamente assistida em países muçulmanos e ocidentais no ano de 2009 não causou condenação das principais autoridades islâmicas ou do “Ocidente infiel”. Assim, o defensor de “genocídio à la sharia” continua exercendo seu prestigiado cargo de presidente da União Internacional de Sábios Muçulmanos. Nada demais para os povos muçulmanos acostumados com os “protocolos da morte” de milhões de infiéis desde o surgimento da “religião da paz”.

Andréa Fernandes é advogada, internacionalista, jornalista, colunista de Portais de Notícias, presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires e Líder do Movimento Nacional pelo Reconhecimento do Genocídio de Cristãos e Minorias no Oriente Médio.

Imagem Timeline

Publicado originalmente em Conexão Política

[1] http://www.meforum.org/7219/a-world-without-islamophobia

[2] http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft2804200211.htm

[3] https://www.institutomillenium.org.br/artigos/o-corao-e-os-judeus/

[4] http://raymondibrahim.com/2014/12/15/al-azhar-refuses-to-denounce-islamic-state-as-un-islamic/

[5]http://raymondibrahim.com/2018/03/02/eliminate-israel-eliminate-islamic-terrorism/

[6] https://clarionproject.org/iran-denies-existence-7-its-population/

[7] https://www.gatestoneinstitute.org/11310/antisemitism-biblical-values

[8] http://www.chamada.com.br/mensagens/isla_nazismo.html

[9] https://pt.gatestoneinstitute.org/8888/europa-burquini

[10] https://www.youtube.com/watch?v=huMu8ihDlVA

[11] https://www.memri.org/tv/sheik-yousuf-al-qaradhawi-allah-imposed-hitler-upon-jews-punish-them-allah-willing-next-time-will/transcript

 

Alunos de escola alemã na Argentina se fantasiam com símbolos nazistas

Estudantes foram a festa à fantasia com suásticas e bigodes imitando Hitler.
Alunos de escola judaica que estavam na festa se indignaram e houve briga.

Da France Presse

Um grupo de estudantes de ensino médio de uma escola alemã na Argentina compareceu a uma festa à fantasia com suásticas e símbolos nazistas, onde houve uma briga com alunos de uma escola judaica que reagiram indignados, informaram as autoridades.

O incidente foi divulgado nesta quinta-feira (25), mas ocorreu na noite de terça-feira em uma boate de Bariloche, cidade que é epicentro de viagens de jovens de ensino médio de todo o país. Na vila turística aos pés da cordilheira dos Andes já foram encontrados, no passado, líderes nazistas que escolheram o sul argentino como refúgio para escapar da justiça.

Os adolescentes compareceram à festa com suásticas pintadas no peito e usaram bigodes imitando o líder nazista Adolf Hitler.

Estudantes do colégio judeu ORT presentes na festa reagiram com empurrões, o que resultou em uma briga na qual todos foram expulsos do local. Um dia depois, pediram desculpas pelo ocorrido.

“Estou horrorizada, é um fato repreensível. Não é suficiente pedir desculpas, terão que reparar este dano com ações”, afirmou a diretora da escola alemã, Silvia Fazio, que adiantou que serão aplicadas punições quando os estudantes voltarem a Buenos Aires.

A docente explicou que a escola não organiza nem participa da viagem e ressaltou que “houve muitos filtros de adultos que falharam, como os pais que acompanhavam o grupo, os coordenadores, as pessoas do local, o motorista” do veículo que os levou. “Há muito para refletir”, opinou.

“Não é nem uma piada, nem uma graça, vamos partir do princípio de que refletem uma ideologia que culminou com 6 milhões de judeus assassinados pelos nazistas”, disse Cohen Sabban, da Delegação de Associações Israelitas Argentinas (DAIA).

O líder judeu lembrou que, “se estes jovens tiverem mais de 16 anos, podem sofrer por este ato uma pena de um mês a três anos de prisão porque o que fizeram na Argentina é um crime”.

O prefeito de Bariloche, Gustavo Genusso, lamentou o incidente. “Ficamos preocupados com o fato de jovens deste país terem esta atitude”, disse.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/08/alunos-de-escola-alema-na-argentina-se-fantasiam-com-simbolos-nazistas.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1

França abre os arquivos dos colaboradores do nazismo

Cidadãos e pesquisadores terão acesso aos documentos do regime colaboracionista do marechal Pétain.

“Sou a garantia da memória coletiva da Segunda Guerra Mundial”, declarou o presidente François Hollande, recém-empossado, em sua primeira visita ao museu histórico de Caen em 2012, como uma declaração de intenções. Mais de setenta anos depois do conflito, o Governo francês decidiu abrir ao público e pesquisadores o grosso dos arquivos relacionados à Segunda Guerra Mundial, incluindo os do regime colaboracionista do marechal Pétain (1940-1944), que presidiu um dos períodos mais obscuros da história recente da França.

As mais de 200.000 fichas policiais e demais documentos relativos ao período, procedentes essencialmente dos ministérios das Relações Exteriores, Justiça e Interior, estão acessíveis desde segunda-feira, após a publicação de um decreto assinado pelo primeiro-ministro,Manuel Valls. Podem ser “livremente consultados graças a uma derrogação geral (…) antes do previsto pelos códigos do patrimônio”, que estipulam que é preciso esperar 75 anos para a liberação. Uma exceção foi mantida: os documentos sob segredo militar precisarão de uma permissão especial.

 “É uma ótima notícia”, comenta o historiador Denis Peschanski, especialista no período de referência e presidente do comitê do museu histórico do campo de Rivesaltes. “Corresponde a uma vontade pessoal do presidente Hollande, que sempre insistiu na necessidade de realizar um trabalho historiográfico sobre essa época, e a preocupação dos historiadores diante das dificuldades encontradas para acessar determinados arquivos”, acrescenta.

Até hoje, a maioria dos documentos podia ser consultada, mas era necessário pedir uma permissão à administração responsável, algo que complicava muito a tarefa dos historiadores. “No final das contas, estávamos nas mãos da boa vontade do responsável dessa ou daquela administração e tínhamos muita dificuldade com tudo o que afeta os tribunais militares”, diz Peschanski. “Mesmo há décadas trabalhando com esses documentos, irá facilitar muito nosso trabalho”, acrescenta. Sua única objeção ao decreto é a decisão de manter classificados os papéis considerados como segredo de defesa.

Para o historiador Gilles Morins, autor de uma petição ao presidente François Hollande para que todos esses documentos sejam abertos, facilitar seu acesso permitirá um melhor entendimento de alguns dos episódios dessa história recente, como a prisão do famoso membro da Resistência Jean Moulin. “Até agora, nossas principais fontes eram os testemunhos”, explicou à televisão TF1. “Existe também uma demanda da população. Os filhos de deportados, de fuzilados, querem saber exatamente o que aconteceu”, acrescentou.

Entre esse material histórico de valor incalculável se encontram todos os documentos policiais e judiciais do regime de Vichy (que durou de 1940 a 1944 e colaborava com o nazismo), assim como os relacionados aos tribunais militares e populares realizados durante a libertação para julgar os colaboracionistas. Aqui se incluem “os documentos relativos ao processo e julgamento de criminosos de guerra nas áreas de ocupação francesa, na Alemanha e na Áustria”. Dessa forma, permitirão conhecer melhor o período menos estudado do final da guerra”.

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/12/29/internacional/1451344021_699752.html

Palestinos: Nós Somos os Novos Nazistas

São pessoas que se comportam de um jeito que não merece nenhuma recompensa, muito menos um estado. Eles se parecem muito mais com todos aqueles tiranos criminosos, que passaram pela história e ficam o tempo todo ensinando aos outros como se deve viver, usando a violência ou ameaças de usar a violência para coagir todos que não concordam com eles. Lamentavelmente já há por demais esse tipo de truculência em nosso mundo árabe e muçulmano, conforme o Presidente do Egito Abdel Fattah el-Sisi, que tem o olhar voltado para o futuro, bem como muitos outros, costumam salientar.

Chegamos ao mesmo estágio dos nazistas da Alemanha, a mesma coisa que, irônica e falsamente acusamos de serem os judeus, em que a aparição de um judeu em um programa de TV palestino é considerada um ato de “traição” e um “crime”. Na realidade, nós é que somos os Novos Nazistas.

Um apresentador de programa de entrevistas da TV palestina está enfrentando categóricas condenações e ameaças explícitas por ter apresentado um cantor judeu israelense muito popular entre os jovens palestinos.

As condenações expõem o lado sombrio do Movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS em inglês) contra Israel, cujos partidários são veementemente contrários a qualquer tipo de “normalização” entre palestinos e israelenses.

Os ativistas do BDS exigem que aqueles que trouxeram o cantor Zvi Yehezkel ao programa de TV em Ramala sejam punidos. Os ativistas não estão sequer interessados em saber que o cantor apóia a paz entre Israel e os palestinos.

Eles estão mais preocupados com o fato de uma estação de TV palestina em Ramala ter tido a ousadia de convidar um judeu para uma entrevista. Os ativistas do BDS também não têm vergonha de expor seu antissemitismo, ao expressarem sua indignação quanto ao fato de Yehezkel ser um judeu praticante que usa uma quipá (pequeno barrete circular usado por judeus religiosos).

A julgar pelas furiosas reações em relação à entrevista de Yehezkel deduz-se, tão somente, que os membros do movimento BDS são racistas extremamente antissemitas que odeiam judeus apenas por conta de sua fé e aparência.

Dezenas de palestinos fizeram uso das redes sociais para atacar o programa de TV palestino e seus apresentadores, chamando-os de “traidores “, “espiões “, “cachorros ” e “porcos”.

A artista palestina Faten Kabha escreveu que ela decidiu cancelar uma entrevista marcada com aquele programa de TV “depois dele ter apresentado um sionista judeu no coração de Ramala”.

O Sindicato dos Jornalistas Palestinos, um órgão dominado por ativistas da Fatah na Cisjordânia e outros grupos também se juntaram ao coro de condenações contra a aparição do cantor judeu em um programa da TV palestina, além disso os ativistas “antinormalização” também estão visando o Grand Park Hotel de cinco estrelas em Ramala por patrocinar o cantor judeu.

Um dos líderes da campanha “antinormalização” Fadi Arouri, exigiu que o hotel se distancie do programa de TV, que foi gravado em um de seus salões, se não quiser ser tachado de defensor da “normalização” com Israel. Parece que ele tem mais com que se preocupar do que de ser tachado de racista.

Em sua página no Facebook Arouri caiu em cima da Palestinian Broadcasting Corporation e do hotel por trazer um cantor judeu a Ramala. Ele ameaçou incluir o hotel na lista dos defensores da “normalização” com Israel, dizendo o seguinte: “vocês serão combatidos da mesma forma que combatemos a ocupação e suas instituições”.

Arouri e seus companheiros também estão furiosos com o programa de TV pelo uso de nomes hebraicos das cidades israelenses durante a entrevista de Yehezkel, que mora em Ashkelon, argumentando que o apresentador devia ter usado o nome árabe Majdal em vez de Ashkelon.

O cantor judeu teve a sorte de Arouri e seus companheiros não saberem de sua presença em Ramala em tempo real, senão eles teriam atacado o estúdio de TV e forçado-o a fugir de Ramala, conforme esses ativistas do BDS vêm fazendo ao longo dos últimos anos: interromper reuniões entre israelenses e palestinos de forma violenta na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental e intimidar os participantes sendo brutamontes truculentos. São pessoas que se comportam de um jeito que não merece nenhuma recompensa, muito menos um estado. Eles se parecem muito mais com todos aqueles tiranos criminosos, que passaram pela história e ficam o tempo todo ensinando aos outros como se deve viver, usando a violência ou ameaças de usar a violência para coagir todos que não concordam com eles. Lamentavelmente parece que já há por demais esse tipo de truculência em nosso mundo árabe e muçulmano, conforme o Presidente do Egito Abdel Fattah el-Sisi, que tem o olhar voltado para o futuro, bem como muitos outros, costumam salientar.

O clamor público em relação à aparição de um cantor judeu em um programa da TV palestina é mais uma demonstração de como nós palestinos nos tornamos intolerantes em relação aos israelenses, mesmo àqueles que simpatizam com a nossa causa e acreditam na paz e coexistência.

A campanha nas redes sociais tanto contra o cantor quanto ao programa de TV também dão provas da evolução dos sentimos racistas em nosso povo. Nós desprezamos automaticamente qualquer um que use uma quipá porque assumimos tratar-se de um “colono” que odeia árabes e muçulmanos. É desconcertante ler muitos dos comentários postados por ativistas palestinos no que tange a religião e a quipá do cantor.

Com esse tipo de atitude, como conseguiremos um dia fechar um acordo de paz com Israel? Se apresentar um cantor judeu em um programa de TV palestino atrai tamanha oposição e censura, o que acontecerá no dia em que um líder palestino assinar um tratado de paz com nossos vizinhos judeus?

Quantas vezes palestinos apareceram na mídia israelense nas últimas décadas? Alguém ouviu falar em protestos desse tipo realizados por judeus israelenses? Veículos da mídia israelense entrevistaram alguns dos piores inimigos de Israel, inclusive palestinos que assassinaram judeus inocentes, sem dó nem piedade. Não obstante, nunca vimos reações nojentas e racistas como as postadas nas redes sociais após a entrevista com o cantor judeu.

Pelos anos afora incutimos em nosso povo o ódio não só a Israel, mas também aos judeus, conforme consta na carta magna do Hamas. Instigamos esse ódio através de incitamentos em mesquitas, veículos de mídia e retórica pública. Chegamos ao mesmo estágio dos nazistas da Alemanha, a mesma coisa que, irônica e falsamente acusamos de serem os judeus, em que nosso povo considera a aparição de um judeu em um programa de TV palestino um ato de “traição” e um “crime”. Na realidade, nós é que somos os Novos Nazistas.

O caso do cantor judeu mostra que o pessoal do BDS e da “antinormalização” nada mais é do que um grupo racista de camisa marrom, trabalhando para destruir qualquer chance de paz e coexistência entre palestinos e Israel. A reação histérica à entrevista concedida à Yehezkel prova que o nosso povo continua marchando para trás, avançando em direção a mais extremismo, racismo e nazismo.

por Bassam Tawil  (pesquisador estabelecido no Oriente Médio).

Original em inglês: Palestinians: We Are the New Nazis
Tradução: Joseph Skilnik

http://pt.gatestoneinstitute.org/6638/palestinos-nazistas

As Raízes Islâmicas do Emblema Amarelo da Vergonha

Nota do editor: O relato a seguir foi escrito para RaymondIbrahim.com  por um professor americano no mundo muçulmano.

Na semana passada, enquanto lia diversos artigos sobre a perseguição do Estado Islâmico aos cristãos no Oriente Médio, eu estava ciente pela primeira vez que, após a queda da cidade iraquiana de Mosul, em julho de 2014, o spray Estado Islâmico pintaria em vermelho o símbolo   ن em lares e instituições cristãs em toda a cidade.

Para aqueles não familiarizados com o sinal ن   (pronuncia-se  nun), representa a 14ª letra do alfabeto árabe e é o equivalente a letra romana N. Para muitos muçulmanos ao redor do mundo, o ن   significa Nazareno, uma palavra árabe humilhante para os seguidores de Jesus de Nazaré, ou cristãos.

Depois de terminar o artigo, a primeira coisa que veio à minha mente foi que o Estado Islâmico adotou uma prática usada pelos nazistas para identificar e perseguir os judeus antes e durante a Segunda Guerra Mundial. A prática em questão envolveu a estrela de David sendo pintada sobre as empresas judaicas ou usada como uma braçadeira ou preso ao seu peito – que ficou conhecido como o emblema amarelo de vergonha).

No entanto, logo me lembrei que o Estado Islâmico não tem o hábito adotar elementos de outras culturas não importa o quão cruel essas práticas sejam, e que as origens do emblema amarelo da vergonha e do ن   são provavelmente enraizadas na tradição islâmica.

Depois de alguma pesquisa, descobri que a prática de forçar os não-muçulmanos a usar roupas diferenciando-os dos seus conquistadores muçulmanos tem sua origem em “O Pacto de Umar” (637 dC), ou as“Condições de Omar”, que foram impostas na submissão dos cristãos por Umar Ibn Al-Khatab, o segundo, califa guiado e um companheiro de posição elevada do profeta Mohamed.

No topo de forçar os não-muçulmanos a vestir suas roupas de costume, enquanto os impedia de vestir roupas muçulmanas, o Pacto de Umar também afirmou que os não-crentes deveriam usar um cinto ao redor da cintura. A necessidade de diferenciar os muçulmanos dos não-muçulmanos por meio de sua roupa está enraizada no seguinte hadith, Abu Dawud 20: 3170 * e Sahih Bukhari 7: 72: 786 **, onde o Profeta Muhammad ordena a seus seguidores a parecer e se comportar de forma diferente dos judeus e cristãos.

Assim, a partir do ano 637, quando os cristãos e os judeus foram obrigados a usar cintos amarelos, para 2001, quando o Talibã obrigou os hindus no Afeganistão a usar distintivos amarelos, passando pelo decreto de Bagdad (1121) onde os judeus tinham que usar estrelas amarelas, os muçulmanos têm uma longa história de forçar seus súditos conquistados a diferenciar-se através de suas roupas.

Com isto em mente, eu não ficaria surpreso de que o Grande Mufti de Jerusalém, que passou muitos anos em Berlim como convidado de Hitler, teria sido a pessoa que sugeriu que os nazistas usassem o “emblema amarelo da vergonha” em suas vítimas judias.

* “Narrado  por ibn Ubadah as-Samit: O Apóstolo de Allah (que a paz esteja com ele) costumava levantar-se para um funeral até que o corpo fosse colocado no túmulo. Um erudito judeu (uma vez) passou por ele e disse: Isto é como nós fazemos. O Profeta (que a paz esteja com ele) sentou-se e disse: Sente-se e aja de forma diferente deles. “- Abu Dawud 20: 3170

** “Abu Huraira narrou: O Profeta disse:” Judeus e cristãos não tingem seus cabelos, assim você deve fazer o oposto do que eles fazem. “- Sahih Bukhari 7: 72: 786

http://www.raymondibrahim.com/muslim-persecution-of-christians/the-islamic-roots-of-the-yellow-badge-of-shame/

Documentário mostra ligação de irmãs do príncipe Philip com nazismo

LONDRES — Após a polêmica foto da rainha Elizabeth II, então com 6 anos, fazendo a saudação nazista na década de 1930, divulgada pelo tabloide “The Sun”, os holofotes, agora, estão voltados para outro integrante da monarquia: seu marido, o príncipe Philip. Quatro irmãs do duque de Edimburgo tiveram ligações com altos dirigentes do regime nazista, de acordo com um documentário a ser exibido no próximo dia 30, na Inglaterra.
Segundo o programa “Prince Philip: The Plot To Make A King” (“Complô para fazer um rei”), três das quatro irmãs de Philip — Margarita, Cecile e Sophie — se casaram com aristocratas alemães que se tornaram figuras de destaque do Partido Nazista. Mas era Sophie a principal defensora do regime. Ela foi fotografada, em 1935, jantando com Hitler no casamento de Hermann Goering, o comandante da Luftwaffe.

Sophie, que chegou a dizer que Hitler era “um homem charmoso e modesto”, passou a elogiar seus planos para a Alemanha. ela era casada com o príncipe Christoph von Hessen, um coronel da SS, com cargo no Ministério da Força Aérea.

Em uma cena polêmica do documentário, Philip, então com 16 anos, é recebido no funeral de Cecile, em 1937, com o grito de saudação nazista “Heil”.

Descendente da família real grega, mas com sangue aristocrata alemão por parte de mãe, Philip se distanciou das irmãs e lutou pela Marinha britânica durante a Segunda Guerra Mundial. Na época de seu casamento com Elizabeth, então princesa, seu passado gerou suspeitas no Palácio de Buckingham, mas foram superadas. Nenhuma delas foi convidada para o casamento, em 1947.

Após a divulgação das imagens pelo “The Sun”, a monarquia passou a enfrentar, também, pressão de historiadores e políticos que pedem a abertura de documentos da família real. Segundo eles, a liberação de outros materiais ajudaria a fornecer um contexto histórico da ligação de integrantes da família e do regime nazista antes da Segunda Guerra Mundial. embora não seja novo, o assunto vem à tona, portanto, em momento inoportuno.

O duque de Edimburgo rompeu o silêncio sobre as ligações de sua família com o nazismo em 2006. Em entrevista para o livro “Royals and the Reich”, ele disse que, como muitos alemães, a família considerou atraente as primeiras tentativas de Hitler para restaurar o poder do país, mas que nunca soube de alguém expressando ideias antissemitas.

“Havia uma melhora em coisas como trens funcionando no horário e construções”, disse na época. “Havia uma sensação de esperança após o caos depressivo na República de Weimar. Eu posso entender que as pessoas se agarrem a algo ou alguém que parecia apelar a seu patriotismo e fazer as coisas funcionarem. Dá para entender porque era atraente.”

http://oglobo.globo.com/mundo/documentario-mostra-ligacao-de-irmas-do-principe-philip-com-nazismo-16845994#ixzz3gSXm095b

Saudação de Elizabeth II traz de volta rei ‘simpático’ a Hitler

O polêmico vídeo obtido pelo jornal britânico The Sun, que mostra a rainha Elizabeth II fazendo a saudação nazista em 1933, quando tinha apenas sete anos, não deverá causar grandes problemas para a soberana. Mas certamente não é o que se pode chamar de boa publicidade para a Casa de Windsor.

Sobretudo porque a divulgação das imagens volta a lançar luz sobre o polêmico relacionamento de outro soberano do Reino Unido com o regime de Adolph Hitler: o rei Eduardo VIII, que estava no vídeo, justamente ao lado da então princesa Elizabeth – Eduardo VIII era o então herdeiro do trono.

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O The Sun publicou reportagem sobre o vídeo de 1933 em sua primeira página na edição deste sábado. Porta-vozes da família real britânica criticaram o que consideraram informações “fora de contexto”.

Exílio

Mais conhecido por conta da decisão de abdicar do trono britânico em dezembro de 1936, o rei (e depois duque) nutria, segundo historiadores, certa simpatia pela ascensão do fascismo na Alemanha, o que ainda é uma fonte de embaraço para a família real.

Tio de Elizabeth, Eduardo VIII ficou apenas 11 meses em posse da coroa: envolvido com Wallis Simpson, um plebeia americana divorciada, ele se viu sob imensa pressão do establishment britânico para que fizesse uma “escolha de Sofia”. Abdicou e ganhou o título de Duque de Windsor.

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O jornal “The Sun” publicou em sua primeira página uma imagem do vídeo de 1933

Mesmo antes de ascender ao trono, porém, ele já exibia alguma simpatia pelo regime alemão, como ficou sugerido pelo vídeo de 1933. Para alguns historiadores, Eduardo via nos nazistas uma bastião na luta contra o comunismo. E em 1937, contrariando as recomendações do governo britânico, o duque e a esposa fizeram uma visita à Alemanha em que foram vistos fazendo a saudação nazista, além de fotografados ao lado de Hitler.

Leia mais: Wallis ‘não queria casamento real’

Três anos mais tarde, quando Eduardo ocupava o cargo de governador das Bahamas, então ainda colônia britânica, ele deu uma entrevista para a revista americana Liberty, em que foi citado defendendo um acordo de paz com a Alemanha e dizendo que “Hitler era o líder certo e lógico para o povo alemão”.

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O rei, no dia de seu casamento com Wallis Simpson

O duque tinha sido enviado para o Caribe depois de se recusar a voltar do exílio na França após o início da Segunda Guerra Mundial, em 1939. Só voltou atrás depois de muita pressão do governo britânico, em especial do então premiê Winston Churchill.

Depois da guerra, o duque e a duquesa voltaram para a França e viveram lá até 1965, quando o polêmico casal retornou a Londres. Eduardo VII morreu sete anos depois, em decorrência de um câncer na garganta.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/07/150718_gra_bretanha_rei_nazismo_fd

As crianças de Teerã

No outono de 1942, chegou a Jerusalém a notícia de que 450 crianças judias polonesas haviam chegado a Pahlevi, o porto persa do Cáspio. Elas foram conduzidas a Teerã e instaladas em um acampamento. Informações ulteriores mostraram que eram bem mais numerosas. A minoria delas era órfã, mas todas as outras haviam chegado sem seus pais.

Muitas estiveram errando desde o outono de 1939, depois da queda da Polônia. Haviam caminhado através da Ucrânia, da Sibéria, do Turquestão e do Uzbequistão. Algumas passaram meses em orfanatos cristãos. Todas haviam estado por meses vagando ao acaso. Tinham dormido nos bosques, meio nuas, expostas a doenças, devoradas pela verminose, famintas e inocentes.

A direção da Aliat Hanoar comunicou ao governo mandatário o seu desejo de assumir a responsabilidade da adoção e da educação destas crianças na Palestina. A comunidade judaica de Teerã deu uma ajuda generosa e todo mundo pôs-se a trabalhar para enviar as crianças em boa forma, vesti-las e prepará-las para a sua futura vida no novo país.

Encontrou-se um navio para conduzir as crianças desde o Golfo Pérsico até Suez. Foi na sua partida de Suez, por trem, que as crianças começaram a sentir o calor de uma acolhida amistosa. Em cada parada, as comunidades judaicas vinham trazer presentes para elas.

Quando elas desceram do trem e compreenderam que estavam de fato na Terra Prometida, desfizeram-se em pranto pensando em seus pais. Um professor que havia conduzido sua classe ao encontro delas teve a idéia genial de começar a cantar as canções de Eretz Israel. A classe entoou as canções, as crianças secaram suas lágrimas e juntaram-se ao coro improvisado.

Justo quando os judeus do mundo inteiro souberam e puseram luto pela destruição de seu povo, de repente, como um raio de esperança, soube-se da notícia da chegada destas crianças, sobreviventes do medonho cemitério dos judeus da Europa e apresentando-se às portas da pátria.

No dia de sua chegada à Palestina, todos os escritórios oficiais ficaram vazios. Em toda parte o trabalho foi praticamente suspenso. As pessoas vinham em grande número para vê-las. Chegavam na estação de carro, a cavalo, de bicicleta e a maior parte a pé. Precipitavam-se sobre os vagões para acolher as crianças que ainda tinham um pouco do ar de fantasmas, mas agitavam altivamente suas pequenas bandeiras azuis e brancas. Árabes também vieram desejar-lhes as boas-vindas com sacos de laranjas, dizendo-lhes: “que Alá esteja convosco. Sois as crianças da humanidade”

Alguns pais tiveram a alegria de reencontrar seus próprios filhos; algumas crianças reencontraram irmãos e irmãs. Mas foi a comunidade inteira que as acolheu de braços abertos, com a vontade de reconduzilas à saúde e à alegria de viver.

(Resumido de Norman Bentwich, Jewish Youth comes Home – the Story of the Youth Alyah, 1933-1943, Londres, Victor Gollancz, 1944)

via FIPE

http://www.pletz.com/blog/as-criancas-de-teera/

Le Pen: Câmaras de gás nazis foram um “detalhe”

Jean-Marie Le Pen, fundador da Frente Nacional Francesa (FN), reafirmou hoje que as câmaras de gás nazis foram um “detalhe” da Segunda Guerra Mundial, merecendo críticas da direita e da sua filha, atual líder do partido.

Em declarações a um canal de televisão francês, o eurodeputado disse não se arrepender do que tem vindo a afirmar nos últimos 30 anos e reiterou que as câmaras de gás são um “detalhe” da Segunda Guerra Mundial.

“Eu disse aquilo em que acreditava. As câmaras de gás foram um detalhe da guerra, a menos que aceitemos que a guerra foi um detalhe das câmaras de gás”, afirmou o fundador do partido de extrema-direita francês. “Eu persisto porque acredito que esta é a verdade e que ninguém deveria ficar chocado”, acrescentou.

Jean-Marie Le Pen chamou pela primeira vez às câmaras de gás um “detalhe” em 1987, repetindo a afirmação dez anos mais tarde, em Munique, na Alemanha, e ainda em comentários a uma revista francesa, em 2008, e no Parlamento Europeu, em 2009.

A União Judaica Nacional e os ativistas antirracismo condenaram a declaração de Le Pen, com o grupo ativista SOS Racism empenhado em ver o líder histórico da extrema-direita “novamente condenado” pelas suas palavras.

A filha, Marine Le Pen, criticou de novo as palavras do pai.

“Isso não é novidade. Eu discordo profundamente de Jean-Marie Le Pen, tanto na forma como no conteúdo”, declarou à AFP.

Desde que assumiu a liderança da FN, em 2011, Marine Le Pen tem procurado aproximar-se do eleitorado do centro. A FN conseguiu o primeiro lugar nas eleições europeias do ano passado e um quarto dos votos na primeira volta das eleições regionais, realizadas há duas semanas.

O partido, que dirige o seu discurso contra a União Europeia e os imigrantes, está a preparar a candidatura de Marine Le Pen às eleições presidenciais, marcadas para 2017.

A tensão entre Jean-Marie Le Pen e a filha agudizou-se em junho do ano passado por causa de um trocadilho aparentemente antissemita daquele eurodeputado, que aparecia num vídeo colocado no ‘site’ da FN.

Marine Le Pen não gostou desse trocadilho e, pela primeira vez, criticou Jean-Marie Le Pen em público.

http://www.noticiasaominuto.com/mundo/370354/camaras-de-gas-nazis-foram-um-detalhe