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Desarmamento: o sangue dos inocentes é a melhor “arma de propaganda totalitária”

Por Andréa Fernandes

Na guerra midiática para o controle ideológico da opinião pública, o jornal Folha de São Paulo não costuma inovar. Os recursos para atingir a mente dos seus leitores são, além das famosas fake news, matérias de cunho sensacionalista analisadas pelos “peritos de Gramsci”, que sempre reforçam a tese do jornalismo militante.

Assim, não me surpreendeu ler manchete relembrando o odioso massacre em Suzano com objetivo único de promover o lobby desarmamentista recheando a matéria com desinformações focadas nos decretos de armas assinados pelo presidente Jair Bolsonaro, “eliminando” covardemente as vítimas do massacre, substituídas pelo “protagonismo político” de instituições de direitos humanos que levianamente costumam atribuir a responsabilidade pelo aumento da violência à coletividade, salvaguardando marginais sanguinários na condição de “vítimas” do “sistema opressor”.

Dessa forma, sob o título Investigação de Massacre de Suzano aponta fragilidade de controle de arma e munição[1], o jornal-mor da “extrema-mídia vermelha” utilizou um dado isolado da investigação policial sobre o crime – que em qualquer país civilizado seria classificado como TERRORISTA – para reforçar suas “falácias do espantalho” no debate sobre o desarmamento, que nunca é vencido, apesar de vivermos sob esse jugo imposto pelas políticas de segurança pública de sucessivos “governos canhotos”, resultando em mais de 60 mil homicídios por ano. A “lógica” dos “direitos humanos” ditada por ONGs “desorientadas” pela ONU e ideias progressistas suicidas é desarmar o cidadão garantindo ao criminoso fortemente armado o acesso ao “direito fundamental” de não ser abatido por policial, principalmente, se estiver fazendo uso do seu “inseparável fuzil”.

A “patrulha ideológica folhiana” resolveu bisbilhotar o inquérito policial para catar uma informação que reforçasse o seu discurso após uma dose de manipulação, e achou! Ao descrever o “arsenal” utilizado pelos “menores protegidos pelo ECA” para executar 10 pessoas “desprotegidas pelo Estado”, salientou-se o seguinte: “foram usados um machado, uma faca articulada, uma besta, um arco, mais de 25 flechas de alumínio ou plástico, um dispositivo de choque, três coquetéis molotov e três granadas de fumaça, mas foi um revólver 38, única arma de fogo, responsável por 90% das mortes”. Daí, um “pesquisador” consultado concluiu que em crimes onde se objetiva maiores danos em menor tempo possível a arma de fogo é eleita como armamento preferido. Quanta inteligência!

Aliás, para a reportagem, flechas de plástico, dispositivo de choque e granadas de fumaça compõem o que chama de “arsenal” e não importou muito averiguar o motivo dos psicopatas não terem em suas mãos um fuzil para a “festa do terror” ser completada com muito mais corpos. Acredito que houve temor de saber que os armamentos com maior potencial destrutivo não são acessíveis à população em geral, pois são “privilégios intocáveis” do CRIME ORGANIZADO há décadas. Nesse tema, ninguém mexe!

Punição proibida para facínoras menores de 18 anos

Se as preocupações do brasileiro realmente “pautassem ” os “jornalistas-humanistas”, certamente, a grande mídia traria notícias do paradeiro do mentor intelectual do massacre em Suzano, um MENOR que foi “apreendido” e não “preso” graças ao deletério Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e de uma legislação penal obsoleta e benevolente com os mais abjetos crimes.

Ao menor responsável pela matança de outros menores inocentes foi aplicada medida de internação por prazo indeterminado, pelo que em um ano, ele será submetido a exames psiquiátricos e psicológicos. Contudo, por se tratar de processo garantido pelo benefício do “segredo de justiça”, o Judiciário está impedido de informar os atos infracionais atribuídos pelo Ministério Público ao “menor de 17 anos”. Sabe o que isso significa? A sociedade não pode saber a identidade e outros detalhes importantes de um indivíduo de alta periculosidade aumentando os riscos para a segurança pública. Todavia, o Ministério Público anda preocupado com os decretos de armas do presidente e já ingressou com pedido na justiça requerendo suspensão de alguns dispositivos dos três decretos sobre armas editados pelo governo em junho, tendo por fundamento danos à segurança pública.

Pois é… alguns “danos para a segurança pública” são mais “danosos” do que os outros!

Mas, voltando aos “danos” promovidos por menores que tanto assombram a sociedade… Enquanto a Folha usa um crime realizado com arma obtida de forma ilegal por menores protegidos por uma legislação tosca, para fazer “campanha pelo desarmamento”, as ruas clamam pela redução da maioridade penal, conforme testifica pesquisa Datafolha divulgada em janeiro, a qual aponta que 84% da população é favorável à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, e apenas 14% seria contrária à mudança da lei. Inclusive, atentos a esse fato, senadores já iniciaram os debates discutindo o tema de forma “tímida” na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Dessa forma, o pavor da extrema-imprensa é que a população perceba que chegou a hora de pressionar parlamentares para que a impunidade seja combatida.

Por ora, discussão acerca da redução da maioridade penal é ação proibida na mídia. O foco é atacar os decretos de posse e porte de armas com desinformação.

O desespero da Folha e demais veículos de comunicação da extrema-imprensa se dá pelo fato do presidente Bolsonaro estar articulando apoio junto à Câmara dos Deputados para manutenção do decreto de flexibilização do porte e posse de armas, que já havia sido derrubado no Senado em sua versão inicial, o que fez com que Bolsonaro tomasse a decisão de revogar o primeiro decreto e reeditar o texto com alterações, o qual será submetido novamente ao Senado e Câmara.

O péssimo exemplo da Nova Zelândia

A estratégia de se ancorar em “incidentes” de grande repercussão para administrar doses de veneno ideológico a fim de impor a agenda globalista é amplamente utilizada pelos veículos de comunicação, instituições de direitos humanos e militantes inseridos no âmbito acadêmico. No ataque terrorista efetivado em março contra duas mesquitas na Nova Zelândia resultando em pelo menos 50 mortos e cerca de 30 feridos, as autoridades e lideranças progressistas do país aproveitaram o horrendo ensejo para divulgar mensagens de apoio à sharia (lei islâmica), solicitando à população que cobrisse a cabeça com o véu – conhecido como hijab –  em homenagem às vítimas[2]. É claro que antes do inusitado pedido de apoio a um costume misógino imposto às mulheres pela religião islâmica,  houve a necessária “obediência” submetendo o intuito de “tributo” às vítimas do massacre às entidades muçulmanas do país, já que, sempre é bom lembrar: “Islã” significa “submissão”.

A primeira-ministra Jacinda Ardern, chefe de Estado mais jovem na atualidade, recebeu aplausos não apenas em seu país, mas em todo mundo[3], pelas declarações e medidas implementadas após o ataque. Além de ajudar emplacar a campanha “véus para harmonia” usando o seu “hijab”, a ministra fez um discurso no Parlamento fundamentada no tripé descrito a seguir: 1) “tolerância religiosa” – para permitir o expansionismo islâmico impedindo críticas às práticas de violações de direitos humanos “prescritas” nos livros sagrados do Islã; 2) “redes” – propaga a ideia de que a ideologia perigosa para a civilização é a direita (chamada de extrema-direita) e a religião que deve ser “problematizada” por propagar o ódio é o Cristianismo; 3) restrição às ARMAS – não poderia haver melhor ocasião para desarmar a população, pois a comoção gerada após atentado terrorista de grande repercussão causa um ambiente favorável para eleger “culpados” sem o menor aprofundamento reflexivo. Basta dizer “a culpa é da ideologia de direita e das armas”.

Assim, veio a ordem da infiel ocidental afeita ao hijab: no dia 20 de março, anunciou que a venda de semiautomáticas e fuzis de assalto seria proibida em todo país a partir de 11 de abril[4], endurecendo a lei[5]. O ardil foi tão eficiente, que na primeira votação do projeto de lei visando restringir o uso de armas, 119 dos 120 parlamentares votaram favoravelmente.

O único “conservador” que votou de forma contrária argumentou :

“fazer isso nove dias antes que os congressistas saiam para o feriado da páscoa parece mais um teatro político que segurança pública”.

Alguém já viu a tática de votação acima sendo usada no Brasil quando há alguma pauta contrária aos interesses da maioria dos nossos cidadãos? Volto a repetir: esquerda não inova.

De nada adiantou petição pública assinada por mais de 14 mil pessoas afirmando que a legislação seria “injusta” para os neozelandeses que obedecem a lei, salientando que a mudança estava sendo motivada por “emoções”. É isso aí… a exploração de um único atentando terrorista – que pode ser um caso de false flag – foi capaz de vencer a democracia para implantação dos pérfidos propósitos da agenda comuno-islâmica da ONU.

Afinal de contas, um povo que adere ao hijab sem ter a menor noção de quantas mulheres sofrem pelo mundo por causa do uso obrigatório dessa veste – que, como diriam as hipócritas feministas, “violam a emancipação feminina” – não tem capacidade de formular que o desarmamento é, tal qual a sharia, um vergonhoso atentado contra a democracia, vez que, o Estado decide restringir o sagrado direito à liberdade individual.

Vale lembrar que no mesmo período em que ativistas que denunciam regimes totalitários islâmicos estavam queimando hijab em solidariedade às iranianas e outras mulheres que sofrem em todo mundo, o Ministério das Relações Exteriores britânico estava distribuindo esse artefato misógino[6]. Pouco importa se o Irã, por exemplo, tortura e assassina mulheres que tentam se libertar do uso obrigatório do hijab, e se o próprio governo também financia milícia terrorista para atacar com ácido mulheres que não estejam “adequadamente vestidas”, o “problema” não é do Ocidente, que ignora tamanhas atrocidades cultuando os “símbolos do horror”.

Dessa forma, se a desgraça que o hijab causa na vida de incontáveis mulheres mundo afora não impede o Ocidente de defendê-lo se solidarizando à perversidade com o apoio manifestado no Dia Mundial do Hijab[7], por que o exemplo da Venezuela e de tantas outras ditaduras que desarmaram a população sensibilizaria políticos e demais autoridades imersas na cultura da “tolerância suicida”?

O sangue dos inocentes ainda é a melhor “arma de propaganda”

Andréa Fernandes – jornalista, advogada, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem G1

[1] https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/07/investigacao-de-massacre-de-suzano-aponta-fragilidade-de-controle-de-arma-e-municao.shtml

[2] https://www.dw.com/pt-br/neozelandeses-usar%C3%A3o-v%C3%A9u-em-homenagem-a-v%C3%ADtimas-de-massacre/a-48012191

[3] https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2019/03/19/nova-zelandia-por-que-a-primeira-ministra-do-pais-decidiu-nunca-pronunciar-nome-do-atirador.htm

[4] https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/03/20/nova-zelandia-proibe-armas-semiautomaticas-de-estilo-militar-e-fuzis-de-assalto-apos-massacre-de-christchurch.ghtml

[5] https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/03/18/governo-da-nova-zelandia-vai-reformar-lei-de-armas-apos-atentado.ghtml

[6] https://www.gatestoneinstitute.org/11881/feminists-hijab

[7] https://worldhijabday.com/

Terror na Nova Zelândia: a quebra do paradigma midiático na abordagem do terrorismo

Por Andréa Fernandes

Um homem vestido de preto entra num prédio no centro da cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, com uma câmera acoplada ao capacete para filmar o que considera ato heroico. A partir desse momento, dezenas de tiros e pessoas desesperadas saem do antro de morte e sangue sob as imagens que correram o mundo através das redes sociais, já que o “terror do seculo XXI” reclama publicidade global exigindo transmissão ao vivo. Após mais de dois minutos de carnificina, o homem – que toda imprensa descreve como “branco” – retorna para o seu carro a fim de pegar outra arma, que assim como as demais, continha inscrições com números, símbolos ou mensagens[1]. Ao reingressar no prédio volta a disparar contra vítimas indefesas à curta distância até que ouve-se o barulho das sirenes dos veículos de socorro chegando à localidade.

Ao se afastar, Brenton Tarrant, cidadão australiano de 28 anos, reclama dizendo que “não havia nem tempo para mirar, havia tantos alvos”[2]. As crianças que não foram executadas no violento ataque gritavam aterrorizadas[3].

Quando o filme com cenas reais de pavor parecia ter chegado ao fim, a gana assassina é renovada em outro prédio localizado no subúrbio de Linwwod, totalizando nas duas empreitadas terroristas 50 mortos e  48 feridos. Dentre as vítimas fatais, uma criancinha de 4 anos.

Se essas ações não estivessem estampadas como manchetes nos jornais que noticiaram os massacres em duas mesquitas, todos pensariam que os acontecimentos descritos acima se reportavam a mais um ato terrorista sob a modalidade de “jihad” contra o Ocidente, já submisso ao seu papel de capitulação frente à “guerra” que dura mais de 1.400 anos, pois como bem ensinou o prefeito muçulmano de Londres Sadiq Khan, “o terrorismo faz parte de uma grande cidade[4]. Sadiq tem razão: o terror já é “pauta constante” na agenda global e as grandes cidades não escapam de suas garras horripilantes, apesar do esforço hercúleo da imprensa para ocultar essa modalidade de crime noticiando, por exemplo, Caminhão invade feira natalina e deixa mortos e feridos na Alemanha[5], Explosão em igreja mata 19 e deixa 48 feridos nas Filipinas[6], Homem é morto a facadas na Alemanha[7],Ex-aluno invade escola municipal em Realengo e deixa mortos e feridos[8], Atropelamento na cidade alemã de Münster deixa deixa 2 mortos e 20 feridos[9] eO número de mortos no ataque do noroeste da Nigéria na semana passada dobra para 130[10]. Jornais comprometidos com a sharia não divulgam nas manchetes qualquer vocábulo que possibilite passar a ideia de “terrorismo”, termo considerado “islamofóbico” quando o terrorista é muçulmano.

O zelo com a “desinformação” é tão extremo que os jornalistas “criam” acontecimentos inexistentes como “licença midiática” para mentir, e nesse caso, o ato terrorista perpetrado pela dupla de ex-alunos da Escola Estadual Professor Raul Brasil se encaixa perfeitamente: o site de notícias “Exame” oferece a manchete : “Tiroteio em escola de Suzano: tudo o que se sabe até agora”[11]. Bom, tudo o que eu sei até agora, é que não houve “tiroteio”, e sim, covarde ataque terrorista com duas “vítimas da sociedade” atacando funcionárias e alunos da escola com tiros e machadadas. Aliás, se houvesse “tiroteio” surgiria a possibilidade de vidas serem salvas, partindo-se do pressuposto que outro “atirador tecnicamente preparado” iria defender os alvos da fúria extremista como vez e outra, vemos em Israel.

Brenton, o terrorista branco da extrema-esquerda quebrando paradigmas

Ocorre que, o atentado terrorista na Nova Zelândia veio quebrar alguns “paradigmas” da grande mídia. O primeiro: violou-se o procedimento padrão da imprensa ocidental de identificar imediatamente um criminoso em função da origem étnica. Brenton foi qualificado por todas as emissoras de TV e jornais como “branco”, antes mesmo de ser noticiado o “manifesto” reforçando o mencionado ideal de supremacia racial.

Se o terrorista fosse “muçulmano”, certamente não haveria comentário sobre o quesito importante “religião”. Sim, a crença individual vem sendo manipulada pela mídia para dois propósitos: se a fé é islâmica, cabe “proteção integral” do “Estado de direito” contra críticas por já ser “consenso”  – contrário às inequívocas evidências – de que o Islã é a “religião da paz”, apesar de todas as escolas de jurisprudência islâmica determinarem  que é parte da responsabilidade da comunidade muçulmana lutar contra os “incrédulos” visando estender a supremacia da sharia, de forma que, muitos muçulmanos se empenham na imposição dessa “submissão”, seja por meio pacífico ou violento[12]. Todavia, se o indivíduo é “cristão”, a “ordem editorial” é estereotipá-lo como “fundamentalista”, “homofóbico”, “fascista”, e seus valores, tradições e aparatos simbólicos devem ser desconstruídos da forma mais vexatória possível.

Outro ponto relevante nessa mudança dramática de narrativas da mídia e “especialistas em segurança internacional” é o silêncio generalizado sobre o estado mental de um terrorista que numa frieza assustadora fuzila dezenas de pessoas sem demonstrar nenhum arrependimento, deixando um “manifesto” onde se vê nitidamente ideias confusas. Parece que, a “loucura” – na concepção de jornalistas e demais formadores de opinião – é uma deficiência que atinge somente os “terroristas muçulmanos”.

Outrossim, de modo geral, a imprensa acreditou piamente – com algumas distorções interpretativas – no teor do “manifesto” escrito pelo terrorista, sem aventar a possibilidade de o mesmo estar mentindo para encobrir a real motivação do atentado. Isso me fez lembrar os casos de ataques terroristas em que muçulmanos assumiam ligação com o Estado Islâmico, bem como os atentados assumidos pelo grupo terrorista; em ambos contextos a imprensa duvidava acerca dos “supostos vínculos”.

Fato é que um paradigma não foi quebrado: os cristãos continuam sendo os “agentes motivadores” de toda forma de ódio concebida pela mente humana. Por isso, teve jornalista chamando Bretan de “cristão”, embora saiba que o Cristianismo é incompatível com o terrorismo. A “ética jornalística” ensina que a única religião a ser poupada de exposição quando seus fiéis praticam crime de terrorismo é o Islã.

No “mural do terror”, cadáveres de cristãos negros são invisíveis

Curioso que o rei Salman, da Arábia Saudita evocou sua indignação “esquecendo conscientemente” do histórico de financiamento do terrorismo global pela teocracia sanguinária comandada pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, acusado em novembro/2018 pela CIA[13] de assassinar o jornalista americano de origem saudita Jamal Khashoggi no interior do consulado saudita na Turquia[14]. O rei  Salman recorreu à estratégia do “engano” para pedir à comunidade internacional que combata o discurso de ódio e terrorismo[15], desde que releve, é claro, os ensinamentos desumanizando cristãos e judeus como “modelo didático islâmico salafista”, que se mantém “intocável” apesar de inúmeras denúncias de violações dos direitos humanos que jamais superarão os “rentáveis interesses compartilhados” com o “Ocidente infiel”.

O rei da teocracia famosa pela aplicação de “penas medievais” no berço do Islã aproveitou a “distração programada” da mídia ocidental e nem precisou fingir consternação por causa da notícia velada sobre o bárbaro MASSSACRE de 85 cristãos nigerianos por terroristas muçulmanos exatamente na mesma semana em que fiéis muçulmanos eram executados pelo terrorista da extrema-esquerda aliada do Islã ortodoxo. No domingo e na segunda-feira, três comunidades de cristãos na Nigéria foram atacadas a tiros e aproximadamente cem casas foram incendiadas[16].

Conforme relatado pela instituição Christian Today[17], o grupo muçulmano Pastores Fulanis se tornou mais letal que a insurgência jihadista do temido Boko Haram, e a Reuters[18] afirma que a facção tem “um plano deliberado para eliminar certas comunidades”, sendo as principais os cristãos da Nigéria, os quais vêm sofrendo ataques diversos. Na primeira semana de março, mais de 20 cristãos foram mortos a tiros e facadas, ações que se tornaram costumeiras sem constar nos noticiários internacionais.

Se os escandalosos movimentos negros ocidentais e grande parte das lideranças cristãs não se importam com seus irmãos africanos decapitados, queimados vivos e fuzilados por muçulmanos, por que o rei Salman e demais autoridades islâmicas deveriam recorrer à taqiyya[19] para dissimular solidariedade que não existe para com as vítimas do expansionismo islâmico preconizado pelo profeta Maomé, ao qual Allah fez “vitorioso” através do terror, segundo a tradição muçulmana?

“Defunto invisível” não gera estardalhaço… e nesse aspecto de “invisibilidade” dos massacres de negros na Nigéria e em outros países africanos, os movimentos negros em geral têm se destacado na covarde prática do descaso. Sabem suas lideranças que “sangue cristão” não gera lucros e nem comoção nas mídias sociais!

Pode a China comunista ser modelo de país para um suposto “terrorista radical cristão”?

Nas muitas leituras que fiz sobre o ataque terrorista, uma delas me chamou a atenção. Trata-se da Revista Sociedade Militar, que arroga expor artigos de militares e especialistas ligados à segurança pública, defesa e geopolítica. Ao apresentar o manifesto do terrorista consta a seguinte “informação”:

“O manifesto abaixo foi publicado pelo homem suspeito de assassinar dezenas de pessoas – Brenton Tarrant. Aparentemente é um radical cristão e supremacista branco que fala em povo eleito, se confessa xenófobo e racista.  Recebido em inglês pela Revista Sociedade Militar. Ao contrário de outras mídias que preferem não divulgar esse material acreditamos que o esclarecimento e verdade acerca do ocorrido, bem como a discussão franca e bem fundamentada são os melhores caminhos para evitar esse tipo de coisa no futuro”[20]

Desconfio que tenha sido um “estagiário” que formulou a “informação” com erro crasso de interpretação textual. Por mais que o terrorista seja contraditório em suas colocações,  em dado momento faz a pergunta Você é um cristão”? Tendo como resposta: Isso é complicado. Quando eu souber, vou te contar.

Ora, ao contrário dos terroristas muçulmanos que matam em nome de Allah e usam a doutrina islâmica embasando seu ódio, Brenton não fundamenta suas ações na doutrina cristã e, a princípio, tem “dúvida” sobre a sua crença. Dessa forma, por que uma revista militar, que deveria ser isenta, faz coro com a “mídia cristofóbica” enfiando o Cristianismo numa ação terrorista, mesmo sabendo que o criminoso se confessa um eco-fascista por natureza , além de anti-conservador que tem a República Popular da China como nação com os valores políticos e sociais mais próximos” da sua ideologia? Será que falta conhecimento elementar sobre a China, de modo que militares não saibam o nível elevado de perseguição aos cristãos naquele país comunista? Brenton seria o primeiro “cristão radical” que aprova tortura e toda sorte de violações de direitos humanos que seus supostos irmãos passam na China.

Simpatia pelos modelos de “socialismo light” da China e Coreia do Norte

Brenton enaltece Oswald Mosley, fundador da União Britânica dos Fascistas, conhecido admirador de Mussolini e amigo pessoal de Hitler[21]. Em outubro de 1927, Mosley foi eleito para o Comitê Executivo Nacional do Partido Trabalhista britânico e ao se tornar um dos principais defensores do socialismo foi descrito em 1926, por John Wheatley como uma das figuras mais brilhantes e esperançosas lançadas pelo Movimento Socialista durante os últimos 30 anos[22]. Logo, resta alguma dúvida de que o terrorista tem “os dois pés” no socialismo?

Decerto, o terrorista da extrema-esquerda conhece bem “os valores” cultuados pelo regime comunista da China, ao contrário dos parlamentares brasileiros do PSL e DEM que andaram “flertando” com o Partido Comunista Chinês[23]. A propaganda comunista incutiu na mente dos nossos parlamentares que a  terra do genocida Mao Tsé-Tung é a versão moderna do “socialismo light[24]. Diga-se de passagem, no Brasil, os “especialistas” e muitos “conservadores” não enxergam as violações de direitos humanos e perseguição religiosa contra cristãos na China.

A deputada federal Carla Zambelli (PSL/SP) “corrigiu” minha manifestação no Instagram denunciando a violência contra cristãos na China a partir de “suas percepções” auferidas numa viagem paga pelo Partido Comunista[25], que monitorou todos os seus passos “orientando” a “propaganda gratuita” de liberdade religiosa num regime de rígido controle social[26]. Como jornalista e internacionalista voltada às temáticas de direitos humanos, fiquei “emocionada” com a aula da ex-feminista que me aconselhou a “pesquisar” mais o tema. Deveras satisfeita com a reprimenda, atendi o “conselho” e já preparei o “resultado da pesquisa” para encaminhar ao gabinete da deputada. O “problema” é que não tive “ajuda pessoal” do Partido Comunista! Será que ela aceitará minha humilde contribuição na área humanitária?

Por outro lado, a Fox News divulgou os “passeios” do terrorista antes de promover o banho de sangue na Nova Zelândia: além dos países divulgados no manifesto, Brenton esteve no Paquistão e na Coreia do Norte[27]. Provavelmente, o supremacista branco de extrema-esquerda deve ter um certa afeição pelo “socialismo light” da Coreia do Norte.

De quem é a “culpa” pelo atentado na Nova Zelândia?

A “genialidade do progressismo tupiniquim” Guga Chacra, reconhecido pelo senso comum como “especialista em Oriente Médio”, traz a resposta mais aguardada pela extrema-esquerda que comemorava a vitória da agenda desarmamentista com o “êxito” do ataque terrorista promovido pelo “companheiro Brenton”, já que a primeira-ministra da Nova Zelândia anunciou mudanças na lei que dispões sobre armas no país[28].

Guga expõe em seu artigo no “O Globo” que “o terrorismo supremacista branco tem crescido ao longo dos últimos anos e já é considerado mais perigoso do que o jihadista em algumas nações”[29]. Porém, o jornalista não apresentou a “fonte” dessa preciosa informação e nem citou um país ameaçado pelos supremacistas brancos. Em pesquisa rápida, também não consegui verificar a exatidão da denúncia de Guga, muito embora não paire nenhuma dúvida que há movimento violento de ódio racial de alguns “grupos brancos”, como aliás, reconheceu o presidente Trump. Os discursos de ódio desses grupos supremacistas brancos são mais divulgados e combatidos pela mídia, o que infelizmente, não acontece em relação aos discursos e ações de ódio dos negros perseguindo e assassinando fazendeiros brancos na África do Sul[30].

A análise rasa do jornalista reforça discursos demonizando toda crítica fundada contra a “ideologia supremacista islâmica” que vem causando terror em todo Ocidente, já que o simpático colunista supervaloriza a ameaça do “terrorismo com uma ideologia de suposta superioridade do branco ocidental e um sentimento islamofóbico e anti-imigrante”. Na realidade, o atentado sanguinário na Nova Zelândia foi uma ação pontual de um extremista de esquerda que merece aprofundamento sob outras perspectivas analíticas.

Seria esse ataque terrorista mais um caso de false flag? Essa possibilidade será analisada num próximo artigo. Impor uma narrativa como “verdadeira” sem permitir o despertar do “contraditório” é ato assaz prejudicial à qualidade da informação.

David Fallis, editor do jornal “Washington Post” afirmou em entrevista que “o público procura por jornalismo investigativo”. Seguirei os conselhos do multiculturalista Fallis: prometo ser “extremamente curiosa, muito cética e altamente criativa” e ainda contarei com o auxílio de especialistas na abordagem não convencional da ação terrorista que “deu um up” na agenda progressista.

 Andréa Fernandes é jornalista, advogada, internacionalista e Presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires (EVM).

Imagem Unilad

[1] https://www.nytimes.com/2019/03/15/world/asia/new-zealand-shooting.html

[2] https://www.foxnews.com/world/multiple-fatalities-at-new-zealand-mosque-shooting-police

[3] https://www.theguardian.com/world/2019/mar/15/new-zealand-shooting-what-we-know-so-far

[4] https://extra.globo.com/noticias/mundo/trump-jr-rebate-fala-do-prefeito-de-londres-sobre-terrorismo-fazer-parte-das-cidades-21099073.html

[5] http://g1.globo.com/hora1/noticia/2016/12/caminhao-invade-feira-natalina-e-deixa-mortos-e-feridos-na-alemanha.html

[6] https://noticias.r7.com/internacional/explosao-em-igreja-mata-19-e-deixa-48-feridos-nas-filipinas-27012019

[7] https://istoe.com.br/homem-e-morto-a-facadas-na-alemanha/

[8] https://oglobo.globo.com/rio/ex-aluno-armado-invade-escola-municipal-em-realengo-deixa-mortos-feridos-2799486

[9] https://g1.globo.com/mundo/noticia/atropelamento-na-cidade-alema-de-munster-deixa-mortos-e-feridos.ghtml

[10] https://af.reuters.com/article/topNews/idAFKCN1Q81X2-OZATP

[11] https://exame.abril.com.br/brasil/tiroteio-em-escola-em-suzano-tudo-o-que-se-sabe-ate-agora/

[12] https://atlassociety.org/commentary/commentary-blog/4490-tnis-interview-with-jihad-watcher-robert-spencer

[13] https://g1.globo.com/mundo/noticia/2018/11/16/cia-conclui-que-principe-herdeiro-saudita-mandou-matar-jornalista-diz-jornal.ghtml

[14] https://www.bbc.com/news/world-europe-45812399

[15] https://english.alarabiya.net/en/News/gulf/2019/03/15/Saudi-King-Crown-Prince-offer-condolences-to-New-Zealand-Governor-General.html

[16] https://www.thisdaylive.com/index.php/2019/03/13/herdsmen-kill-85-people-in-kaduna-communities/

[17] https://www.christianitytoday.com/news/2018/april/nigeria-fulani-attack-catholic-church-benue-boko-haram.html

[18] https://af.reuters.com/article/topNews/idAFKCN1Q81X2-OZATP

[19] Mentira sagrada – http://infielatento.blogspot.com/2014/11/taquia-taqiyya-no-alcorao-e-Sharia.html

[20] https://www.sociedademilitar.com.br/wp/2019/03/manifesto-do-atirador-da-nova-zelandia.html

[21] https://www.dn.pt/arquivo/2008/interior/o-britanico-que-admirava-mussolini-e-o-amigo-hitler-997281.html

[22] https://spartacus-educational.com/U3Ahistory44.htm

[23] https://congressoemfoco.uol.com.br/mundo-cat/viagem-de-parlamentares-eleitos-pelo-psl-a-china-provoca-conflito-entre-bolsonaristas/

[24] https://www.youtube.com/watch?v=e-qhAoFQMBQ]

[25] https://www.oantagonista.com/brasil/deputado-psl-diz-que-buscaria-melhorias-para-o-brasil-ate-na-coreia-norte/

[26] https://link.springer.com/article/10.1057%2Fpalgrave.cpcs.8140083

[27] https://www.foxnews.com/world/christchurch-shooter-traveled-the-world-including-trip-to-north-korea-and-pakistan?fbclid=IwAR3DAoWr3mq0l5JMKaRt0S5r8YDBHrvuBSe_ku8lnmxbTfDjX5iMkWfvY1o

[28] http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2019-03/apos-massacre-premie-da-nova-zelandia-promete-mudar-leis-de-armas

[29] https://blogs.oglobo.globo.com/guga-chacra/post/quem-dissemina-ideologia-terrorista-supremacista-branca.html

[30] https://www.abc.net.au/news/2019-03-17/trump-wants-pompeo-to-study-killing-of-farmers/10158114