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Erdogan afirma que a repressão da Áustria aos imãs jihadistas está “levando a uma guerra entre a cruz e o crescente”

Não se engane: Erdogan está ansioso por tal guerra. Ele é o único a falar sobre isso. Certamente os internacionalistas esquerdistas obcecados que lideram a Europa Ocidental estão horrorizados com essa perspectiva, e não encontrarão nenhuma medida de apaziguamento e acomodação muito baixa para se inclinar a fim de evitar isso. Mas é improvável que Erdogan esteja satisfeito com algo que não seja a rendição total. Afinal, neste caso, a Áustria fechou apenas sete mesquitas. Há muitas mais na Áustria. Foram fechadas por pregar o Islã político, isto é, a ideia de que a Sharia é a única forma legítima de governo para a Áustria e o mundo. E isso é suficiente para Erdogan ameaçar com jihad. Então ele está essencialmente dizendo que a Áustria, e a Europa em geral, devem aceitar a islamização lenta ou a islamização rápida. Ou a Europa permite que os imãs preguem a Sharia e a supremacia islâmica, levando à lenta islamização do continente, ou enfrentará uma guerra de jihad com o objetivo de conquistar e islamizar o continente. É render-se ou ser subjugado à força.

Erdogan adverte que a repressão dos imãs na Áustria levará à guerra santa” , AFP , 10 de junho de 2018 (graças a The Religion of Peace ):

ISTAMBUL, Turquia (Reuters) – O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, criticou no sábado a decisão da Áustria de fechar as mesquitas e expulsar os imãs financiados pelos turcos, criticando a decisão como anti-islâmica e prometendo uma resposta.

Receio que essas medidas tomadas pelo primeiro-ministro austríaco levem o mundo a uma guerra entre a cruz e o crescente“, disse Erdogan em um discurso em Istambul.

O crescente é um símbolo associado ao Islã.

Seus comentários foram feitos no dia seguinte ao anúncio de que o governo austríaco poderia expulsar 60 imãs e suas famílias, fechando sete mesquitas como parte de uma ofensiva contra o “Islã político”, provocando fúria em Ancara …

Com imagem e informações Jihad Watch

Suspeito de espalhar bombas odiava os gays e os EUA, diz ex-namorada

Mãe da filha de Rahami fala em ‘lavagem cerebral’ após viagem ao Afeganistão.

NOVA YORK — O homem preso por implantar bombas em Nova Jersey e Nova York, Ahmad Rahami, odiava os Estados Unidos e os homossexuais. Foi isso que sua ex-namorada, que é mãe da sua filha, relatou ao canal “FoxNews”. Ela conheceu o terrorista na escola e conta que ele sofreu uma “lavagem cerebral” em uma das suas viagens ao Afeganistão — da qual voltou com uma esposa e outro filho.

— Ele falava muito da cultura ocidental e de como, em seu país, era diferente. De como não havia gays no Afeganistão — disse ao canal americano.

Maria — cujo nome completo não foi divulgado — diz que não via Rahami há dois anos. Na escola, era conhecido por ser o aluno brincalhão da turma, mas seu comportamento foi mudando muito durante os anos.

Ainda assim, ela afirma que jamais teria imaginado que ele fosse capaz de fazer algo parecido com o que fez. No último fim de semana, ele implantou bombas em diferentes localidades de Nova York e Nova Jersey.

Ela diz ainda que não quer a filha perto do pai, que não paga a pensão alimentícia da menina. Após ter trocado tiros com agentes polícias ao ser capturado, ele permanece internado em estado crítico, porém estável. Ele foi acusado de quatro delitos por tentativa de homicídio e por possessão de arma de fogo.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/suspeito-de-espalhar-bombas-odiava-os-gays-os-eua-diz-ex-namorada-20150054#ixzz4KxN7LvAD
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Terrorismo Jihadista: Você Acha Que É Só com os Judeus? Pense Bem.

por Giulio Meotti

  • Na última quinta-feira, 14 de julho, pelo menos 84 pessoas foram assassinadas na cidade francesa de Nice e dezenas ficaram feridas, em consequência de um atentado cometido por um terrorista islamista natural da Tunísia.
  • Independentemente de sermos pacifistas ou belicistas, gays ou heterossexuais, ateus ou cristãos, ricos ou pobres, blasfemos ou devotos, franceses ou iraquianos, para o terrorismo jihadista, isso não faz nenhuma diferença. Cada um de nós é um alvo: o terrorismo islamista é genocida.
  • Quando terroristas islamistas têm como alvo blogueiros dissidentes muçulmanos, longínquas mulheres yazidis ou meninas israelenses — issodeveria nos preocupar no Ocidente. Os islamistas estão apenas afiando suas facas nelas antes de virem atrás de nós.
  • Se nos calarmos hoje, seremos punidos pela nossa indolência amanhã.

Na última quinta-feira, 14 de julho, pelo menos 84 pessoas foram assassinadas na cidade francesa de Nice e dezenas ficaram feridas, em consequência de um atentado cometido por um terrorista islamista natural da Tunísia. O assassino jogou um caminhão de 19 toneladas em cima de uma enorme multidão que comemorava o Dia da Bastilha, feriado nacional da França, atropelando homens, mulheres e crianças ao longo de um trecho de 2km de avenida e de calçada.

Caminhão perfurado de balas usado por um terrorista islamista natural da Tunísia para matar 84 pessoas em Nice, França em 14 de julho de 2016. (Imagem: captura de tela da France24)

Em 2 de julho, nove cidadãos italianos foram massacrados por islamistas no ataque a um restaurante em Daca, Bangladesh. Eles foram torturados e mortos com “lâminas extremamente afiadas” brandidas por terroristas sorridentes que pouparam a vida daqueles que conheciam o Alcorão. Já faz quase um ano que bengaleses pobres têm experimentado esse tipo de massacres. Mas as vítimas bengalesas não eram ricos estrangeiros não muçulmanos — eram blogueiros anônimos muçulmanos, acusados de “blasfêmia“, foram assassinados com “lâminas afiadas” — cinco vítimas em 2015 e um estudante de direito em 2016, bem como um sacerdote hindu esfaqueado até a morte.

O mesmo ciclo aconteceu na Síria e no Iraque, onde os decapitadores do Estado Islâmico inicialmente visavam uma série de jornalistas ocidentais, em seguida expulsaram e mataram cristãos em Mossul e então desembarcaram em Paris com o objetivo de exterminar civis ocidentais.

Há duas semanas uma menina israelense de 13 anos foi morta a facadas enquanto dormia em sua cama. Assim como em Bangladesh o terrorista árabe palestino usou uma faca para matarHallel Yaffa Ariel. Não se trata de um simples assassinato, é uma carnificina que equivocadamente equipara a construção de um lar com o assassinato de uma criança. Os jornais italianos ocultaram a identidade dela. O Corriere della Sera, segundo maior jornal da Itália, estampou: “Cisjordânia: assassinada americana de 13 anos“.

Quando quatro israelenses foram assassinados no mês passado no restaurante Max Brenner em Tel-aviv, a mídia estrangeira também estampou com manchetes “equivocadas”. Do Le Monde ao Libération, a imprensa francesa usou a palavra “tiroteio” em vez de terrorismo. ACNN transmitiu a matéria sobre os “terroristas”, entre aspas. La Repubblica, o maior jornal da Itália, chamou os terroristas árabes palestinos de “agressores”.

O que significam essas manchetes distorcidas? Que nós, no Ocidente ingenuamente acreditamos que há dois tipos de terrorismo: o “terrorismo internacional” que visa os cidadãos ocidentais em Nice, Paris, Daca, Raqqa ou Tunísia; e o terrorismo “nacional”, que ocorre entre os árabes e Israel, diante do qual os judeus israelenses deve recuar e se render. Há também o “terror sem rosto”, como o de Orlando, onde um afegão-americano muçulmano massacrou 50 americanos e, todos, como de costume nos Estados Unidos se recusaram a usar a palavra “Islã”.

De acordo com Winston Churchill é a reação do contemporizador, “aquele que alimenta o crocodilo, esperando que ele será o último a ser devorado”. O problema é que independentemente de sermos pacifistas ou belicistas, gays ou heterossexuais, ateus ou cristãos, ricos ou pobres, blasfemos ou devotos, franceses ou iraquianos, para o terrorismo jihadista, isso não faz nenhuma diferença. Cada um de nós é um alvo: o terrorismo islamista é genocida.

Apesar dos belíssimos slogans como “Je Suis Charlie”, poucos no Ocidente mostraram solidariedade para com os cartunistas franceses do Charlie Hebdo. A maioria dos europeus acredita que os jornalistas estavam procurando sarna para se coçar e a encontraram. Ou pior ainda, conforme ressaltou o editor do Financial Times: eles foram “idiotas“. Mas depois do 7 de janeiro veio o 13 de novembro. A essa altura, ninguém mais culpava as caricaturas de Maomé pelos ataques terroristas em Paris.

Enquanto o Estado Islâmico escravizava e estuprava centenas de meninas yazidis, nossas intrépidas feministas no Ocidente estavam muito ocupadas lutando por um referendo irlandês sobre o casamento gay. Elas claramente não davam a mínima no tocante ao destino das suas “irmãs” yazidis e curdas. Elas estavam escondidas em algum lugar remoto e exótico no Oriente. Da mesma maneira que foram assassinados os blogueiros seculares em Daca.

Já está na hora de nos lembrarmos do famoso poema de Martin Niemöller, pastor cristão alemão que ficou preso em um campo de concentração durante 7 anos pelo regime nazista:

Primeiro vieram buscar os socialistas, eu me calei —
Porque eu não era socialista.

Depois vieram atrás dos sindicalistas, eu me calei —
Porque eu não era sindicalista.

Depois vieram buscar judeus, e eu não protestei —
Porque eu não era judeu.

Depois vieram me buscar —

Já não restava ninguém para me defender.

Nessa mesma linha, quando terroristas islamistas têm como alvo blogueiros dissidentes muçulmanos, longínquas mulheres yazidis ou meninas israelenses — que são escravizadas, açoitadas, estupradas ou assassinadas — isso deveria nos preocupar no Ocidente. Os islamistas estão apenas afiando suas facas nelas antes de virem atrás de nós.

Se nos calarmos hoje, seremos punidos pela nossa indolência amanhã.

Giulio Meotti, Editor Cultural do diário Il Foglio, é jornalista e escritor italiano.

http://pt.gatestoneinstitute.org/8497/terrorismo-jihadista-nice

CIA: Estado Islâmico prepara ‘táticas de guerrilha’ para atacar Ocidente

Segundo diretor, operações planejadas servem para compensar perdas territoriais

WASHINGTON — O diretor da CIA, John Brennan, dirá ao Congresso durante uma sessão na quinta-feira que os extremistas do Estado Islâmico estão fazendo treinamentos e preparando operações com combatentes para realizar novos ataques no Ocidente, utilizando táticas de guerrilha para compensar suas perdas territoriais recentes no Iraque e na Síria.

De acordo com um discurso preparado por Brennan para a Comissão de Inteligência do Senado, o grupo está montando um aparato para “dirigir e inspirar ataques contra inimigos externos”, com base nos ataques recentes a Paris e Bruxelas.

“O EI tem um grande quadro de combatentes ocidentais que potencialmente poderiam realizar estes ataques”, diz uma seção do texto.

Outra ameaça que preocupa a CIA são os chamados lobos solitários, que agem de forma independente, sem comando de grupos terroristas. Ele afirmará que o grupo tem intensificado seus apelos por ataques nos países ocidentais, como os EUA e a França. O massacre que deixou 49 mortos na boate gay Pulse, em Orlando, é um exemplo visto como adequado ao citado por Brennan.

Enquanto executava o maior ataque armado da História dos EUA, o atirador Omar Mateen ligou para uma emissora televisiva local. Ele se identificou como o responsável pela tragédia e afirmou suas conexões com o Estado Islâmico em uma mistura de inglês e árabe, segundo um produtor da TV que atendeu ao telefone.

A poucos quilômetros da casa noturna, Matthew Gentili recebia diversas ligações de espectadores que tentavam descobrir o que acontecia. Dentre tantos telefonemas, ele relata que uma das conversas foi inesquecível.

— Você sabe sobre o tiroteio? — uma voz masculinha perguntou a Gentili.

— Sim, estou recebendo ligações. Estou ouvindo relatos de um tiroteio — o produtor respondeu.

— Sou o atirador. Sou eu. Eu sou o atirador.

Em seguida, Gentili diz que se tornou muito difícil entender o interlocutor. Ele falava rapidamente em uma mistura de inglês e uma língua que lhe parecia ser árabe fluente.

Quando o atirador voltou a falar em inglês, citou o jihadismo como sua motivação pelo crime. Ele se recusou a dizer de onde estava ligando.

— Eu fiz isso pelo Estado Islâmico — disse ele.

— Tem algo mais que você queira dizer? — respondeu Gentili.

— Não.

Mateen, então, desligou abruptamente o telefone. Embora agentes do FBI não tenham sido capazes de confirmar que tratava-se efetivamente do atirador, o conteúdo da ligação e o horário — logo após a conversa com a polícia — fazem sentido no contexto daquela noite, segundo os veículos de imprensa local que ouviram a gravação da conversa.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/cia-estado-islamico-prepara-taticas-de-guerrilha-para-atacar-ocidente-19516789#ixzz4BjzM9lWB
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Cobrir as Mulheres: A Arma Mais Poderosa dos Islamistas

  • A primeira vítima da guerra islamista na Argélia foi Katia Bengana, uma menina que se recusou a usar o véu, que mesmo quando diante dos carrascos que apontavam as armas para a sua cabeça permaneceu fiel aos seus princípios. Em 1994, Argel acordou, literalmente, com pôsteres colados nos muros anunciando a execução de mulheres sem véus.
  • Em abril de 1947 a Princesa Lalla Aisha fez um pronunciamento em Tânger, as pessoas ficaram estupefatas com aquela menina sem véu. Em questão de semanas, mulheres por todo o país se recusaram a usar o véu. Hoje o Marrocos é um dos países mais liberais do mundo árabe.
  • Em meados dos anos 1980 a Lei Islâmica (Sharia) foi introduzida em diversos países, as mulheres no Oriente Médio foram colocadas em uma prisão portátil e na Europa voltaram a usar o véu para recuperar sua “identidade”, vale dizer, a recusa em assimilar valores ocidentais e a islamização de muitas cidades européias.
  • Em primeiro lugar as mulheres foram obrigadas a usar véus, feito isso, os islamistas iniciaram a jihad contra o Ocidente.

 

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O estranho silêncio sobre a perseguição aos cristãos

Por 

Muitos pensam que, se o Ocidente permanecer afastado das disputas religiosas, o anjo da morte não irá escolher-nos. Mas a experiência dos judeus antes e durante a II Guerra mostra que isso não resulta

“Os cristãos estão a ser perseguidos em cerca de 50 países, entre eles a Coreia do Norte, a Síria, Somália e Sudão. (…) A limpeza étnica de cristãos é um dos grandes crimes da nossa época e estou chocado por ter havido tão pouco protesto internacional sério.”

Este alerta foi lançado no Telegraph de Londres, na passada terça-feira, pelo Rabi Jonathan Sacks. Na mesma edição, o diário britânico dedicou-lhe um editorial. No sábado, na sua coluna na revista The Spectator, Charles Moore (biógrafo autorizado de Margaret Thatcher) voltou ao tema:

“Seria de esperar que o assassinato de cristãos gerasse particular horror em países de herança cristã. No entanto, quase o oposto parece ser verdade. (…) Os políticos ocidentais raramente protestam contra o drama dos cristãos em terras muçulmanas ou raramente lhes oferecem ajuda.”

O ponto de partida para estes alertas residiu nos ataques desencadeados na Páscoa contra cristãos no Iémen e no Paquistão. No primeiro caso, o ataque foi dirigido contra uma casa de repouso dirigida por freiras católicas. A sobrevivente, Irmã Sally, descreveu o ataque premeditado contra as religiosas e os símbolos cristãos. Um padre indiano, Tom Uzhunnalil, foi raptado e terá sido crucificado no Domingo de Páscoa.

No seu artigo no Telegraph, Johnathan Sacks recorda outros episódios da perseguição contra os cristãos. “Em Mosul, uma das mais antigas comunidades cristãs do mundo, os cristãos foram forçados a fugir no Verão de 2014. No Afeganistão, a última igreja foi queimada em 2010. Em Gaza, em 2007, depois da chegada do Hamas, a última livraria cristã foi queimada e o seu dono assassinado.”

Jonathan Sacks, que é hoje membro da Câmara dos Lordes britânica, foi Rabi chefe das congregações hebraicas da Commonwealth entre 1991 e 2013. Acaba de receber o Prémio Templeton 2016, no valor de 1,1 milhões de Libras (cerca de 1,4 milhões de euros). O prémio é atribuído anualmente pela Fundação John Templeton, sediada na Pensilvânia, e destina-se a distinguir pessoas que tenham dado “contribuições excepcionais para a afirmação da dimensão espiritual da vida, quer através da reflexão, da descoberta ou da acção”. Entre os anteriores premiados incluem-se Desmond Tutu (2013), Dalai Lama (2012), Michael Novak (1994), Inamullah Kahn (1988), Aleksandr Solzhenitsyn (1983) e Madre Teresa de Calcutá (1973), além de inúmeros cientistas que contribuíram para o diálogo entre ciência e religião.

No seu artigo no Telegraph, Jonathan Sacks denuncia o objectivo político do Isis/Daesh: restabelecer o Califado e restaurar o Islão como poder imperial. Mas existe outro objectivo partilhado por muitos grupos jihadistas, acrescenta:

“Silenciar qualquer um ou qualquer coisa que ameace expressar uma verdade diferente, outra fé, uma diferente abordagem à diferença religiosa. É isso que está por detrás dos ataques aos “cartoons dinamarqueses”; aos católicos depois de um discurso do Papa Bento XVI; do assassinato de Theo van Gogh; e dos ataques ao Charlie Hebdo. O cálculo dos terroristas é que, no longo prazo, o Ocidente acabará por ficar demasiado cansado para defender as suas próprias liberdades. Eles estão preparados para continuar a cometer atrocidades por muito tempo, décadas se necessário.”

No final do artigo, Jonathan Sacks retoma o argumento do seu livro mais recente “Not in God’s Name. Confronting Religious Violence” (Hodder & Stoughton, 2015). Aí argumenta que “precisamos que pessoas de todas as fés expressem a sua oposição activa ao terror em nome de Deus.” Num apelo directo às comunidades muçulmanas, Jonathan Sacks conclui: “nenhuma religião genuína alguma vez precisou da violência para provar a sua beleza, ou do terror para estabelecer a sua verdade. Isto não é fé, mas sacrilégio.”

A posição de Charles Moore, na Spectator, acompanha este alerta de Jonathan Sacks. Moore conjectura que, para alguns políticos ocidentais, os ataques aos cristãos em países muçulmanos são um pouco embaraçosos. Muitos podem pensar que, se o Ocidente permanecer afastado das disputas religiosas, o anjo da morte não irá escolher-nos.

Mas a experiência dos judeus antes e durante a II Guerra, prossegue Moore, deveria ensinar-nos que a estratégia de transformar as vítimas em problema não dá resultado. E conclui: “os eventos em Bruxelas são um lembrete de que a neutralidade estudada torna-nos mais fracos, não mais seguros.”

http://observador.pt/opiniao/estranho-silencio-perseguicao-aos-cristaos/

Os curdos e a ‘negociação’ em Genebra

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Essa semana estava prevista uma reunião em Genebra, no marco das negociações indiretas entre o governo sírio e as facções da ‘oposição’ armada reunidas no grupo divulgado pelo nome tonitruante de Alto Comitê para as Negociações. Ninguém teria de ser adivinho para saber que as tais ‘negociações’ fracassariam, mas, dessa vez, elas nem começaram.

O enviado da ONU para a crise síria, Staffan de Mistura, decidiu adiar a reunião para o dia 25 de fevereiro.

Aquela espantosa coleção de grupos financiados com petrodólares por fundamentalistas sauditas e por patrocinadores ocidentais, alguns dos quais sequer se dão o trabalho de fingir que seriam democráticos e são declarados fundamentalistas islamistas, como Yeish Al Islam, sente que sua aventura militar – aplaudida pelo ocidente, até que os refugiados converteram-se em problema -, está-se derretendo irremediavelmente, deixando atrás de si uma trilha de mortos, mutilados e multidões sem teto ou terra.

A facinorosa ‘oposição’ síria está negociando para ganhar tempo, porque está à beira do colapso, e é visível que não tem nem as mínimas condições para ‘exigir’ a imediata saída do presidente Assad.

Problema, aí, é que a única decisão que o ocidente, Turquia e as teocracias do Golfo considerariam aceitável é que Assad, de algum modo e em algum momento, ‘declare’ que deixará o governo -, e encontram nos EUA todo o apoio de que precisam no ocidente para continuar a insistir nessa sandice.

A discutir, para essa gente, só, o modo e o momento em que Assad deixará o governo para o qual foi eleito. Essa e só essa é a ‘questão’ que estará em discussão dia 25 de fevereiro.

Curiosamente porém, foi excluído daquela reunião o partido dos curdos, o PYD, o qual, dentre outras coisas, é ator político importantíssimo no futuro da Síria e a única força que combateu em solo contra o ‘Estado Islâmico’. É paradoxal que se boicote a participação do PYD, quando a mídia-empresa ocidental tão frequentemente vendeu a imagem dos curdos como os “amigos” do ocidente, cuidando atentamente de esconder os reais objetivos políticos desse movimento, e limitando sua simpatia a uma imagem semierotizada de mulheres jovens armadas com fuzis. Essa visão é parte do modo característico como Hollywood compreende e ensina a compreender a realidade, como fazem também os veículos dominados economicamente e ideologicamente pelos EUA. Esses todos veem o mundo como se fosse filme de ‘mocinho’, no qual os bons distinguem-se facilmente dos maus, até pelas roupas. Assim também se pode dizer que o imperialismo não tem amigos nem inimigos, mas exclusivamente interesses.

Os curdos têm agenda própria, seu próprio projeto político, e estão trabalhando com a finalidade de torná-lo realidade. Estão sós, contando com a simpatia de setores populares em todo o mundo. Contam também com um arremedo de solidariedade que lhes vem das grandes potências as quais, na verdade, só se interessam pelos curdos como instrumentos dos quais elas possam servir-se. Nesse sentido, aconteceu, em dado momento, uma passageira convergência entre EUA, Europa e os curdos, na luta contra o ‘Estado Islâmico’.

Mas os curdos serão a primeira vítima dos humores sempre mutáveis da política imperial dos EUA, na tentativa de encontrar solução para a crise síria, que não derrote completamente os interesses estratégicos dos EUA.

Da perspectiva dos EUA, os curdos são úteis como força de choque para enfrentar o ‘Estado Islâmico’. Mas não como ator político autônomo e válido para construir solução política para a disputa pela Síria. Por quê? Porque, num sentido estratégico, os EUA precisam manter boas relações com a Turquia, membro-chave da OTAN. O governo islamista turco está obcecado com derrubar o presidente Assad, porque é governo secular-nacionalista, com excelentes relações e alianças com o Hizbullah no Líbano e com o Irã. Assim, a Síria de Assad impôs-se como bloco contra o projeto que aspira a ser hegemônico, das ditaduras teocráticas do Golfo, naturais aliados do regime de Ancara.

Mas a Turquia, que ambiciona a consolidar-se como ator regional de peso, tem também interesse estratégico em suprimir o movimento curdo dos dois lados da fronteira turco-síria. Erdoğan assenta-se sobre o estado turco criado pelo secularismo autoritário de Kemal Ataturk, ao mesmo tempo em que sonha com a grandeza do califato otomano. Em algum sentido, Erdoğan converteu-se em personagem que acredita que teria conseguido conectar o secularismo e o Islã político, entre o estado moderno e o califato. Com isso, recebe a oposição de todas as facções da elite turca.

Os curdos são terrível dor de cabeça para os projetos de Erdoğan, seja o de se tornar hegemônico na região, seja o de manter o Estado autoritário turco fundado sobre a premissa suposta modernizante de “um povo, uma língua, uma bandeira”. Essa premissa já foi utilizada para justificar o genocídio dos armênios em 1915 e também a “limpeza étnica” em curso em várias áreas da Turquia.

Os curdos têm projeto democrático-participativo, secular, socialista, têm visão confederalista, defendem direito de o povo curdo existir. Nada que agrade muito a Erdoğan ou aos seus aliados teocráticos no Golfo.

Na Síria, o movimento curdo é democratizante e aspira a preservar a própria autonomia. O movimento já declarou que não vê a saída de Assad como meta prioritária; para eles prioridade é, isso sim, construir uma relação renovada entre a sociedade síria e o estado sírio.

Deixar que a experiência democrática curda mantenha-se e frutifique a partir do norte da Síria seria péssimo exemplo, do ponto de vista da Turquia de Erdoğan, para a população de Bakur, o território cuja população é majoritariamente curda, hoje ocupado pelo estado turco. Bakur recebeu apoio e inspiração da região de Rojava, o território majoritariamente curdo no norte da Síria.

Mas os curdos são também inspiração democrática para todo o povo turco, que vive sob evidente déficit de democracia desde 2013, quando se ergueu no Parque Gezi uma onda de indignação popular que se alastrou por todo o país. O atual governo turco só consegue ainda se segurar no poder porque recorreu ao terror e a extrema violência nas eleições passadas.

Por isso também, é que Erdoğan fez vista grossa ante a colusão evidente do (i) ‘Estado Islâmico’ – organização que também mantém vínculos orgânicos com as teocracias do Golfo e com a Arábia Saudita – com (ii) os aparelhos repressivos e o exército turco. Essa colusão tem importante serventia, na guerra que Erdoğan move contra os curdos e suas milícias em território sírio (YPG). Por isso setores doestablishment turco mantêm vínculos econômicos com o ‘Estado Islâmico, fundamentalmente mediante o contrabando de petróleo.

Essa é a razão da muito surpreendente total incapacidade que Erdoğan tem mostrado em seus ‘ataques’ sempre fracassados contra o ‘Estado Islâmico’, ao mesmo tempo em que se empenha furiosamente nos ataques contra os guerrilheiros curdos na Síria, no Iraque e na Turquia. Por essa razão também, Erdoğan mostrou-se tão agressivamente desafiador no confronto contra a Rússia, ator que fez a balança pender decisivamente contra o ‘Estado Islâmico’.

Não é acaso que a Rússia seja o país que mais insiste hoje em que, o destino de Assad tem de ser decidido pelo povo sírio, não por um grupúsculo de milícias financiadas por outros países. Mas a Rússia também insiste em que os curdos participem como atores fundamentalmente importantes, em qualquer cenário de negociação séria para superar a crise.

EUA e o chamado ‘ocidente’ estão em situação ambivalente. Querem controlar o ‘Estado Islâmico’, ao mesmo tempo em que querem satisfazer também seus sócios geoestratégicos. Por isso os EUA agem de modo tão claramente contraditório. Detestam a instabilidade regional que a presença do ‘Estado Islâmico’ implica; mas não conseguem enfrentá-los com firmeza, porque esse ataque molestaria os aliados dos EUA na região: as petroteocracias e a Turquia, membro da OTAN. Por isso os EUA precisam dos curdos como espécie de tropa de choque contra o ‘Estado Islâmico’. Mas só isso, nada além disso.

Por isso é que, muito esquizofrenicamente, os EUA definem as guerrilhas curdas em território turco (PKK) como terroristas. Mas quando as guerrilhas curdas aparecem em território sírio (YPG), elas milagrosamente se convertem em “combatentes da liberdade” – por mais que todos os curdos compartilhem uma mesma ideologia, um mesmo projeto político, além de táticas, métodos, armamento, combatentes e comando militar.

Problema é que, mesmo que não definam alguns curdos como terroristas (por enquanto), mesmo assim os EUA não podem considerá-los como atores políticos. Por isso, precisamente, os EUA fingem que nada veem enquanto aumentam as agressões curdas contra curdos através da fronteira, e mesmo que já haja sinais muito graves de que a Turquia poderia invadir a região de Rojava, com toda sua força militar – o que significará verdadeira carnificina de curdos (‘terroristas’ e ‘combatentes da liberdade’, porque essa diferença absolutamente não existe no mundo real). E tudo isso se passa com o beneplácito da “comunidade internacional” regida, como rebanho, por Washington e Bruxelas.

Tudo isso considerado, não é acaso que a “comunidade internacional” regida como rebanho por Washington esteja agora dando as costas aos ‘aliados’ curdos, ao mesmo tempo em que garantem ‘legitimidade’ política a uma sórdida coalizão de fundamentalistas islamistas e mercenários oportunistas de último minuto – o que o ocidente chama de ‘oposição democrática’ síria -, que nem existiria se não fosse pelos petrodólares e petrometralhadoras fornecidas pelos xeiques autoritários do Golfo e pelo mini-califa de Ankara.

No momento que seria de se tomarem decisões de fundo, o futuro da Síria é disputado num escritório clandestino em Genebra, fora do alcance da vontade do povo curdo e do povo sírio.

Aos curdos, segundo Genebra, restaria compreender o lugar que lhes caberia no tabuleiro do Oriente Médio: bucha de canhão em tempos de guerra, e que baixassem a cabeça na hora de se decidirem os destinos do território onde vivem.

E em meio a tudo isso, mais uma vez a ONU comprova sua absoluta incapacidade para resolver coisa alguma, sempre se movendo conforme quem lhe grite mais forte e perpetuando crises, em vez de contribuir para superá-las.

O que se pode esperar das ‘negociações’ em Genebra, quando recomeçarem? Nada, como sempre. *****

 

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Palestinos: Viés e Ignorância da Mídia Ocidental

  • Jornalistas estrangeiros que fazem suas coberturas a partir de Jerusalém e Tel Aviv têm se recusado, por anos a fio, a expor a corrupção financeira e as violações dos direitos humanos tão comuns nos regimes da Autoridade Palestina (AP) e do Hamas. O “sofrimento” palestino e o “mal” da “ocupação” israelense são os únicos tópicos admissíveis.
  • Outro colega radicado em Ramala verbalizou que há alguns anos foi contatado por um correspondente novato para que intermediasse uma entrevista com Yasser Arafat. Só que naquela época Arafat já estava morto há vários anos. Recém formado na escola de jornalismo e desinformado sobre o Oriente Médio, o jornalista, ao que tudo indica, foi considerado pelos editores um ótimo candidato para cobrir o conflito israelense-palestino.
  • Repórteres ocidentais fariam um bem a si próprios se não esquecessem que o jornalismo nessa região não gira em torno de ser pró-Israel ou pró-palestino. Melhor dizendo, ele gira em torno de ser “pró” verdade, mesmo que a verdade contradiga o que eles prefeririam acreditar.

Recentemente dois jornalistas pediram para que fossem escoltados até a Faixa de Gaza para entrevistarem colonos judeus que lá residem.

Não, não é o começo de uma piada. Esses jornalistas se encontravam em Israel no final de 2015 e estavam falando sério.

Imagine o constrangimento deles ao serem informados que Israel tinha se retirado totalmente da Faixa de Gaza há dez anos.

Convenhamos que se faz necessário ter certa compaixão para com eles. Esses colegas estrangeiros eram novatos que desejavam causar sensação por estarem se dirigindo para um lugar “perigoso” como a Faixa de Gaza, para fazer uma reportagem sobre os “colonos” que lá residem. O pedido deles não causou nenhuma surpresa a ninguém, nem mesmo aos meus colegas locais.

Esses “jornalistas paraquedistas”, como são às vezes chamados, são soltos na região sem terem recebido o mínimo de informações sobre os fatos básicos do conflito israelense-palestino. Lamentavelmente, correspondentes dessa estirpe são a regra e não a exceção. Um repórter britânico, particularmente sem noção, vem à mente:

quando Israel assassinou o líder espiritual e fundador do Hamas Ahmed Yasmin em 2004, um jornal britânico despachou seu repórter investigativo para cobrir o caso. Para esse repórter, a região, bem como o Hamas eram terra virgem. Seus editores enviaram-no ao Oriente Médio, segundo ele, porque ninguém estava disposto a ir.

Muito bem, nosso herói fez a reportagem sobre o assassinato de Ahmed Yassin no bar do Hotel American Colony. O subtítulo da sua reportagem assinalava que ele se encontrava na Faixa de Gaza e que tinha entrevistado parentes do líder morto do Hamas.

Não é raro se sentir como um para-raios desse tipo de histórias. Outro colega radicado em Ramala verbalizou que há alguns anos foi contatado por um correspondente novato para que intermediasse uma entrevista com Yasser Arafat. Só que naquela época Arafat já estava morto há vários anos. Recém formado na escola de jornalismo e desinformado sobre o Oriente Médio, o jornalista, ao que tudo indica, foi considerado pelos editores um ótimo candidato para cobrir o conflito israelense-palestino.

Em três décadas cobrindo a mesma ladainha, fiquei bem familiarizado com esse tipo de jornalista. Eles pegam um avião, leem um ou dois artigos no Times e acham que estão aptos a se tornarem especialistas no que tange o conflito israelense-palestino.

Alguns até me garantiram que antes de 1948 havia aqui um estado palestino cuja capital era Jerusalém Oriental. A exemplo dos mal informados jovens colegas que desejavam entrevistar os não-existentes colonos judeus na Faixa de Gaza de 2015, eles ficaram um tanto surpresos ao saberem que antes de 1967 a Cisjordânia estava sob o controle da Jordânia e que a Faixa de Gaza era governada pelo Egito.

Há alguma diferença entre um cidadão árabe de Israel e um palestino da Cisjordânia ou da Faixa de Gaza? Meus colegas estrangeiros podem muito bem não serem capazes de saber se há ou não há. A carta magna do Hamas realmente preconiza que o movimento islâmico objetiva substituir Israel por um império islâmico? Se for este o caso, meus colegas de trabalho de diversos países, não terão condições de elucidar a sua dúvida.

Há alguns anos, uma memorável jornalista pediu para visitar a “destruída” cidade de Jenin, onde “milhares de palestinos foram massacrados por Israel em 2002”. Ela estava se referindo à operação das Forças de Defesa de Israel (IDF) no campo de refugiados em Jenin onde cerca de 60 palestinos, muitos deles milicianos e 23 soldados da IDF foram mortos em um combate.

Deixando a compaixão de lado, é difícil imaginar que na era da Internet ainda haja esse grau de desinformação e preguiça profissional.

Mas quando se trata de cobrir o conflito israelense-palestino, aparentemente a ignorância é a glória. Ideias equivocadas sobre o que acontece aqui assolam a mídia internacional. A dualidade da designação mocinho/bandido é o norte por aqui. Alguém tem que ser o mocinho (os palestinos foram incumbidos para esta tarefa) e alguém tem que ser o bandido (esta ficou para os israelenses). E tudo é refletido através deste prisma.

No entanto o buraco é mais embaixo. Muitos jornalistas ocidentais que cobrem o Oriente Médio não sentem a necessidade de disfarçar seu ódio contra Israel e contra os judeus. Mas em se tratando dos palestinos, esses jornalistas não veem mal nenhum. Jornalistas estrangeiros que fazem suas coberturas a partir de Jerusalém e Tel Aviv têm se recusado, por anos a fio, a expor a corrupção financeira e as violações dos direitos humanos tão comuns nos regimes da Autoridade Palestina (AP) e do Hamas. Eles provavelmente temem ser considerados “agentes sionistas” ou “propagandistas” de Israel.

Para completar há os jornalistas locais contratados pelos relatores ocidentais e veículos de mídia para auxiliarem na cobertura do conflito. Esses jornalistas podem se recusar a cooperar em qualquer história que possa ser considerada “antipalestina”. O “sofrimento” palestino e o “mal” da “ocupação” israelense são os únicos tópicos admissíveis. Os jornalistas ocidentais, por sua vez, estão propensos a não irritarem seus colegas palestinos: eles não querem ver seu acesso às fontes palestinas ser negado.

Portanto, não deveria causar nenhuma surpresa a indiferença da mídia internacional em face da atual onda de esfaqueamentos e atropelamentos intencionais contra os israelenses. Qualquer um teria imensa dificuldade em encontrar um jornalista ocidental ou órgão da mídia que se refira aos homicidas palestinos como “terroristas”. Na realidade, as manchetes internacionais, amiúde, demonstram muito mais comiseração com os algozes palestinos que são mortos no ato da agressão do que com os israelenses que são, antes da mais nada, primeiramente atacados.

Obviamente, o exposto acima não se aplica a todos os jornalistas. Alguns jornalistas dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Europa são bem informados e imparciais. Lamentavelmente, contudo, estes representam um grupo extremamente pequeno da grande mídia do Ocidente.

Repórteres ocidentais, especialmente aqueles que são “soltos de paraquedas” no Oriente Médio, fariam um bem a si próprios se não esquecessem que o jornalismo nessa região não gira em torno de ser pró-Israel ou pró-palestino. Melhor dizendo, ele gira em torno de ser “pró” verdade, mesmo que a verdade contradiga o que eles prefeririam acreditar.

por Khaled Abu Toameh

Tradução: Joseph Skilnik

Khaled Abu Toameh é um jornalista premiado radicado em Jerusalém.

http://pt.gatestoneinstitute.org/7303/palestinos-midia-ocidental

Artigo: O maior aliado do Ocidente contra o EI

Governo central iraquiano não obteve progressos significativos, apesar de ajuda.

Para nós que vivemos no Curdistão, o Estado Islâmico (EI) é uma realidade a ser confrontada diariamente. As forças peshmergas, que tenho a honra de comandar, enfrentam, de suas trincheiras, um exército de extremistas prontos para matar ou escravizar todos aqueles que se oponham a ele. Todos os dias, combatentes peshmergas — que provaram ser a força mais eficaz na luta contra o EI — morrem em combate.

Qualquer um familiarizado com a História do Iraque não se surpreende com sua instabilidade. O país foi criado segundo fronteiras arbitrárias determinadas por potências estrangeiras após a Primeira Guerra Mundial, agrupando diversos povos sem seu consentimento. Os governos iraquianos — e em especial, o regime de Saddam Hussein — submeteram curdos e outras minorias no Norte desse Estado fictício a ataques genocidas e dura opressão, criando os alicerces do atual desejo dos curdos por autodeterminação e independência, que vemos como soluções naturais para esses problemas.

No verão (do Hemisfério Norte) de 2014, o EI tomou o Oeste do país praticamente sem resistência do governo central. Não fosse a precisa intervenção de forças curdas, a cidade de Kirkuk, com suas enormes reservas de petróleo e quase um milhão de habitantes, teria caído nas mãos do grupo.

Os ataques aéreos americanos ajudaram enormemente meus soldados em sua luta para reduzir as fronteiras do EI, mas é necessário mais equipamento. Todo o armamento pesado enviado pelos EUA é direcionado para o governo central, que não obteve progressos significativos, apesar da enorme ajuda que recebe, paga pelos contribuintes americanos. Com apenas uma fração desse investimento, os EUA poderiam apoiar os curdos, um aliado muito mais confiável.

Mas esse problema não pode ser resolvido apenas com explosivos de alto impacto. Precisamos também de apoio político. Líderes americanos nos encorajam a vender nosso petróleo através do governo central. No entanto, embora Bagdá esteja feliz em receber dinheiro por nosso petróleo, o governo não demonstra o mesmo entusiasmo para repassá-lo a nós e, como consequência, o governo do Curdistão não tem sido capaz de pagar seus empregados de maneira consistente há um ano.

Enquanto celebramos a vitória em Sinjar, devemos descobrir como conseguiremos, juntos, nossa próxima vitória. Estamos ansiosos para ajudar, como parte de uma coalizão internacional, a expulsar jihadistas de outras áreas além do Curdistão — embora não desejemos ocupar territórios que não sejam tradicionalmente nossos.

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Os combatentes peshmergas que comando não foram alistados à força. Eles prefeririam morrer a se render à tirania do EI. Estamos obstinados a libertar cada centímetro do Curdistão, e vamos exercer nosso direito à autodeterminação. Ainda temos mais voluntários prontos para se juntar à luta contra o EI — mas precisamos de recursos para treiná-los e equipá-los.

Não podemos fazer isso sozinhos. Precisamos do apoio do Ocidente.

(Comandante peshmerga)

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/artigo-maior-aliado-do-ocidente-contra-ei-18324796#ixzz3ujkH0T00

Al-Qaeda insta lutar contra Ocidente e a Rússia

O líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri pediu aos apoiadores para se unir para enfrentar a ameaça do Ocidente e da Rússia na Síria e no Iraque, sugerindo numa última gravação uma maior unidade entre al-Qaeda e ISIS.

“Os norte-americanos, os russos, iranianos, alauítas, e o Hezbollah estão coordenando sua guerra contra nós – não somos capazes de parar a luta entre nós para que possamos direcionar todos os nossos esforços contra eles?” Zawahiri disse em uma gravação de áudio divulgada na Internet no domingo.

Não ficou claro quando a gravação foi feita, mas as referências a agressão russa sugerem que foi feita depois da Rússia, um aliado do presidente sírio, Bashar al-Assad, lançar ataques aéreos contra os grupos de oposição e o ISIS na Síria, em 30 de setembro

Em uma gravação lançada em setembro, Zawahiri rejeitou o ISIS e seu líder Abu Bakr al-Baghdadi como ilegítimo, mas disse que seus seguidores se juntem a eles na luta contra a coalizão ocidental liderada no Iraque e na Síria, se possível.

“Meus irmãos mujahideen em todos os lugares e de todos os grupos … que enfrentemos a agressão da América, Europa, Rússia e … por isso é, que nós devemos estar juntos como um do Turquestão Oriental para o Marrocos”, disse Zawahiri.

O ISIS, grupo ultra-radical que controla grande parte do Iraque e da Síria, apelou para uma guerra santa contra a Rússia e os Estados Unidos em resposta aos ataques aéreos sobre seus combatentes na Síria.

Qualquer cooperação entre al-Qaeda e ISIS iria complicar ainda mais os esforços para estabilizar o Oriente Médio, onde grupos militantes ganharam influência e escalou ataques desde os levantes árabes de 2011 que derrubaram autocratas que os tinham contido.

Última Atualização: segunda-feira 2 de novembro, 2015 KSA 09:47 – 06:47 GMT
https://english.alarabiya.net/en/News/middle-east/2015/11/02/Iraq-parliament-bars-govt-from-passing-reforms.html