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OMS legitima “ciência prostituta” subserviente à China genocida

Por Andréa Fernandes

A Organização Mundial de Saúde (OMS) deu a cartada decisiva para demonstrar a sua verdadeira finalidade: promover os interesses escusos do regime genocida da China. O diretor-geral Tedros Ghebreyesus anunciou na segunda-feira (25/05), que a entidade decidiu interromper os testes de tratamento do novo coronavírus com hidroxicloroquina que coordenava com cientistas de 100 países após um suposto “estudo” indicar aumento do risco de morte dos pacientes.

O estudo a que se refere a instituição foi publicado pela revista The Lancet, segundo o qual 96 mil pacientes medicados com hidroxicloroquina não teriam apresentado benefícios para o tratamento da Covid-19, tendo sido salientado, inclusive, a alta taxa de mortalidade desses pacientes. Aliás, como a iniciativa insólita de interromper pesquisas com cientistas de uma centena de países foi ocasionada por meramente UM artigo de revista científica, resolvi ler o conteúdo.

O estudo publicado na revista The Lancet é conclusivo?

O “estudo” afirma que a comunidade global ainda aguarda os resultados de estudos controlados e randomizados em andamento visando mostrar os efeitos da cloroquina e hidroxicloroquina nos resultados clínicos da COVID-19, ponderando que os medicamentos “podem estar associados à toxicidade cardíaca“, o que na verdade, revela irrefragavelmente o benefício da dúvida.

Consta na publicação que este seria o maior estudo observacional publicado até o momento sobre os efeitos da cloroquina ou hidroxicloroquina, com ou sem macrólido, em 96.032 pacientes hospitalizados de acordo com informações de um registro internacional composto por 671 hospitais. Todavia, no bojo do estudo há o reconhecimento “das limitações inerentes à natureza observacional”, e percebe-se que nem de longe pode ser considerado “conclusivo” ao ponto de interromper pesquisas em andamento, conforme se lê abaixo:

Seus resultados indicam uma ausência de benefício dos tratamentos baseados em 4-aminoquinolina nessa população e sugerem que eles podem até ser prejudiciais. É tentador atribuir o aumento do risco de mortes hospitalares à maior incidência observada de arritmias ventriculares induzidas por medicamentos, uma vez que esses medicamentos prolongam o QTc e provocam torsade de pointes. No entanto, a relação entre morte e taquicardia ventricular NÃO foi estudada e as causas das mortes (isto é, arritmias versus não arrítmicos) não foram adjudicadas.

O estudo é compatível com a forma de tratamento indicado para a Covid-19?

Em 25 de fevereiro, o Professor Didier Raoult, Presidente do Instituto de Doenças Infecciosas do Hospital Universitário de Marselha – considerado um dos principais centros de pesquisa europeus sobre epidemias e pandemias – anunciou a descoberta  de um tratamento eficaz para os pacientes infectados. O renomado epidemiologista francês promoveu a cura de 24 pacientes utilizando a hidroxicloroquina (medicamento usado contra a malária desde 1949) e azitromicina (antibiótico). Foi nesse momento que houve uma ferrenha batalha política iniciada pelo ministro da Saúde, que considerou “inaceitáveis” as declarações do professor Raoult, que rapidamente deixou de ser o mais prestigiado epidemiologista do país.

Houve controvérsia, uma vez que vários médicos vinculados ao presidente Macron refutaram a descoberta e outros especialistas apoiaram as manifestações do professor Raoult, o que fez com que o presidente francês publicasse um decreto , autorizando o tratamento do epidemiologista em “hospitais militares” exclusivamente para “pacientes que atingissem a fase aguda da doença“, proibindo os demais médicos de receitar hidroxicloroquina. Diante da medida absurda, o professor Raoult asseverou que o tratamento só teria eficácia sendo administrado ” antes da doença atingir sua fase aguda “. E no dia 10 de abril, o especialista publicou informações discorrendo sobre o tratamento e cura de 2.401 pacientes.

Ademais, o jornal The Washington Times (02/04) divulgou uma  pesquisa internacional envolvendo mais de 6.000 médicos que atestavam que o medicamento antimalárico hidroxicloroquina era o tratamento mais bem avaliado para o novo coronavírus. Nos Estados Unidos, a agência  Food and Drug Administration (FDA) autorizou o “uso compassivo” da hidroxicloroquina para tratar dos pacientes com casos graves ou com risco de vida enquanto aguarda os resultados de testes científicos, projetos que devem ser finalizados em pouco mais de um ano.

Inobstante a recomendação do professor Raoult ser explícita no sentido de que a hidroxicloroquina deve ser prescrita tão logo ocorram os primeiros sintomas da doença, a OMS nunca possibilitou essa prática, já que em seu Protocolo não há estipulação de qualquer espécie de tratamento para os sintomas iniciais da doença.  Vale transcrever o Protocolo da OMS que foi também adotado pelo Brasil :

⇒ A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a OMS estão prestando apoio técnico ao Brasil e outros países, na preparação e resposta ao surto de COVID-19.

⇒ Se uma pessoa tiver sintomas menores, como tosse leve ou febre leve, geralmente não há necessidade de procurar atendimento médico. O ideal é ficar em casa, fazer autoisolamento (conforme as orientações das autoridades nacionais) e monitorar os sintomas. Procure atendimento médico imediato se tiver dificuldade de respirar ou dor/pressão no peito(Atualizado em 25 de maio)

Como se vê, evidencia-se que a orientação da OMS, seguida cegamente pelo ex-ministro  da Saúde Luiz Henrique Mandetta, indica que o doente só deve buscar socorro médico quando estiver “com o pé na cova”, sendo lógico que nessa fase o uso da hidroxicloroquina já não garante satisfatória recuperação.

Ora, considerando que o estudo publicado na Revista The Lancet incluiu pacientes internados entre 20 de dezembro de 2019 e 14 de abril de 2020, dentro das 24 horas do diagnóstico do novo coronavírus, salientando-se literalmente que “a COVID-19 foi diagnosticada, em cada local, com base em Orientação da OMS, presume-se que os pacientes que serviram para o “estudo fraudulento” já estavam bastante debilitados, impossibilitando, com isso, a eficácia da medicação conforme a orientação do Professor Raoult.

Há que se observar que o estudo sub oculis, reconhecendo sua inequívoca limitação, prevê a necessidade de confirmação urgente de sua SUGESTÃO de não ser prescrita a hidroxicloroquina, o que deve ser feito através de ensaios clínicos randomizados. A propósito, é de bom alvitre trazer à baila fragmento de artigo científico sobre o caráter LIMITADO do “estudo observacional”, que figura como base sustentada pela revista The Lancet para proibir medicação que veio a ter apoio da OMS ao promover a irresponsável “pausa” nas pesquisas:

Uma classificação prática é aquela que divide os estudos
em dois grandes grupos: experimentais e não experimentais.
Os estudos experimentais são sempre analíticos, longitudinais
e prospectivos. Dos vários tipos de estudos experimentais, o de
uso mais frequente, uma vez que proporciona evidências mais
fortes, é o ensaio clínico randomizado (ECR). Diferente dos
estudos observacionais em que o pesquisador não interfere na
exposição, nesse estudo o pesquisador planeja e intervém ativamente nos fatores que influenciam os indivíduos da amostra.

O artigo científico acima referenciado  aconselha uso de ensaio clínico randomizado quando há INCERTEZA sobre o efeito de uma exposição ou tratamento. É no mínimo “estranho” a OMS paralisar importantes pesquisas científicas em mais de cem países com base num estudo potencialmente superficial promovido por uma revista científica.

A militância ideológica pró-China da Revista “The Lancet”

Em 19 de fevereiro, a revista médica britânica publicou uma declaração aos profissionais de saúde pública e médicos chineses rechaçando os “rumores e informações erradas” sobre a origem da Covid-19, e naquela oportunidade, noticiou que cientistas de vários países concluíram esmagadoramente que o coronavírus teve origem na vida selvagem.

Ocorre que a manifestação precoce da entidade mostra uma defesa descabida em relação ao regime chinês que confronta com a necessária “isenção científica”, visto que, atualmente – apesar de a OMS e alguns cientistas acreditarem na versão de que o vírus se espalhou para os seres humanos através de um evento natural – fato é que não há comprovação científica dessa tese e somente a realização de testes na China nos próximos meses poderiam eventualmente esclarecer a fonte do surto. O problema é que a China, que alega em todo tempo “inocência”, se recusa a autorizar investigação internacional em seu território para averiguar a origem do vírus. Essa postura só reforça a acusação de Donald Trump  ao afirmar ter evidências de que o novo coronavírus se originou de laboratório de virologia em Wuhan,

O fato de um regime conhecidamente tirano não permitir que a OMS envie especialistas para investigar uma questão que é de interesse global não causou qualquer condenação da revista The Lancet, que tece portentosos elogios à ditadura como se constata em editorial do dia 22 de abril pontuando que a rápida contenção da Covid-19 na China foi impressionante e representa “um exemplo encorajador para outros países. Mas, o viés marxista da revista a impediu  de reconhecer uma falha gravíssima que é um “péssimo exemplo” para o mundo: em 11 de março, o jornal The Guardian noticiou  a respeito de um estudo apontando que o número de casos poderia ter sido reduzido em 66% se a China tivesse agido uma semana antes. Segundo os pesquisadores, os mesmos procedimentos adotados três semanas antes poderiam ter reduzido os casos em 95%. De modo que, a veloz disseminação do coronavírus em todo o mundo poderia ter sido bastante reduzida se as medidas adotadas pela China para controlar o surto fossem aplicadas apenas algumas semanas antes.

No dia 1º de maio, o editor-chefe da revista Richard Horton, em entrevista à CCTV não conseguiu conter a paixão ideológica e extravasou: Os EUA desperdiçaram todo o mês de fevereiro e início de março. É decepcionante ver os políticos americanos dando crédito às teorias da conspiração e promovendo tratamentos não comprovados“.

A China recebeu apenas elogios durante a entrevista. Horton enfatizou que é inútil e incorreto culpar a China pela origem do coronavírus, ressaltando a “resposta bem-sucedida” do regime e ainda afirmou que a China estava novamente dando uma lição para outros países aprenderem.

A militância do editor-chefe em favor do regime genocida valeu um “presente”: O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China fez umapublicação na “revista parceira”  acerca da vacina em fase de testes que supostamente teria sido eficaz em auxiliar a resposta do sistema imunológico ao novo coronavírus. Logo, é assim que funciona: China propaga o vírus, mas junto com a peste enriquece vendendo máscaras, respiradores, equipamentos de proteção individual, e ainda de quebra, pode posar no cenário internacional como a “salvadora da humanidade” com o desenvolvimento de uma vacina. Tudo coincidência misturada com tendências visionárias que antecipam produção gigantesca para atender avassaladora demanda global. É muita “eficiência”, não?

Quando um regime genocida aponta “sinceridade” para a “ciência”

Por pura curiosidade, li algumas publicações da revista The Lancet e percebi uma tendência de defesa do regime chinês. Exemplo lapidar desse procedimento nada científico diz respeito às usuais atrocidades cometidas contra prisioneiros para faturar na “indústria de transplantes”. A China admitiu ter usado prisioneiros como doadores em 2005 e prometeu dar fim à prática em 2013, bem como em 2014, afirmando que não mais praticava tais atrocidades em 2015.

Acreditando na “promessa” de regime sanguinário, a “revista científica militante” amada pela mídia global publicou artigo intitulado China caminha para um sistema ético de doadores de órgãos. E sabe qual foi a fonte que garantiu o cumprimento do “compromisso”? O chefe do Escritório de Transplante da China.

A revista acredita piamente na idoneidade de déspota quando afirma: Este passo é o mais recente de uma série de pequenas reformas que sugerem que o Ministério da Saúde é sincero em suas aspirações por mudança.

Pois é, a ciência deixou de ser cética  e resolveu crer na “sinceridade” de um regime sanguinário. Mas não deu certo, pois as perversidades tiveram continuidade. Porém, a ditadura “mereceu” uma segunda chance e a revista publicou em março de 2015, matéria dando mais um voto de confiança à China, que voltou a prometer em 1º de janeiro daquele ano que iria abandonar sua especialidade de crueldade.

É claro que a ditadura continuou assassinando prisioneiros como sempre fez desde a década de 1970, sendo confirmados os crimes por tribunal independente em Londres, após obter provas de médicos especialistas, investigadores de direitos humanos e outros depoentes. Parte da decisão manifesta assombro com os crimes que a ciência “releva”:

“A conclusão mostra que muitas pessoas morreram de maneira indescritível e hedionda, sem motivo, que mais podem sofrer de maneiras semelhantes e que todos nós vivemos em um planeta onde extrema maldade pode ser encontrada no poder daqueles, por enquanto, administrando um país com uma das civilizações mais antigas conhecidas pelo homem moderno. ”

Se o prezado leitor ainda não se convenceu acerca da “atração” que a China exerce na renomada comunidade científica, não custa lembrar de um estudo inédito que pediu a retirada de mais de 400 ARTIGOS CIENTÍFICOS sobre transplante de órgãos em virtude desses órgãos terem sido obtidos de forma “antiética” de prisioneiros chineses. O autor do estudo, professor de ética clínica Wendy Rogers, acusou os periódicos, pesquisadores e clínicos que usaram a pesquisa de serem cúmplices nos métodos “bárbaros” de aquisição de órgãos.

Editor-chefe da revista parceira da OMS é militante marxista

Richard Horton não esconde seu fascínio ideológico e o legitima com um artigo publicado em 2018, tendo por título Marx e a Medicina. O primeiro parágrafo é suficiente para o mais ingênuo dos seres humanos perceber o real motivo do seu ódio a uma medicação que pode salvar milhões de vidas:

Em seu discurso no XIX Congresso Nacional do Partido Comunista da China, em celebração ao último mês de outubro, o presidente Xi Jinping falou da “verdade científica do marxismo-leninismo”. O marxismo (com suas características chinesas), ainda segundo a declaração do presidente Xi, deve ser o fundamento de uma China sadia. Quem se atreveria, hoje em dia, no Ocidente, a exaltar Karl Marx como garantidor da nossa boa saúde?

O atrevimento de uma “ciência prostituta” está na ideia grotesca de citar como “referência em saúde” um regime que viola direitos humanos cuja ideologia embasou o genocídio de milhões de chineses para concretizar o ideal marxista, concebido como “verdade dogmática” pelo “médico militante de extrema-esquerda.

Como esperar de um serviçal da China a nobre tarefa de SALVAR vidas? O uso da hidroxicloroquina deveria estar para além das ideologias, não fosse o ímpeto genocida de um regime cruel que corrompeu parte expressiva da classe médica global.

Faço votos que o Brasil vença a fúria do dragão vermelho e não negue aos seus pobres desprezados pela esquerda progressista o direito à cura!

Andréa Fernandes –  advogada, internacionalista, jornalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires

Imagem:  Getty Images

 

 

 

 

A serventia do coronavírus para o progressismo global

Por Andréa Fernandes

Num mundo envolvido em “sugestões cabulosas” para os Estados progressistas  supostamente vencerem o temido vírus made in china, conhecido pela alcunha de Covid 19, os verdadeiros direitos humanos  são relativizados em excesso, ao ponto de seres humanos mais vulneráveis serem tratados como “experimentos” das genocidas estratégias de engenharia social.

Exemplos das ações criminosas de governos ocidentais contra suas populações não faltam: a França, que em 2013 possuía milhões de máscaras em estoque, inadvertidamente engendrou a decisão governamental de destruí-las sob a justificativa criminosa de “reduzir os custos de armazenamento[1]. E como a redução foi “pouca”, o bondoso presidente Macron resolveu doar para o regime tirano de Xi Jinping as centenas de milhares de máscaras que restavam como demonstração de solidariedade ao povo chinês, abandonando, por conseguinte o seu próprio povo, que vem sendo obrigado até os dias de hoje a suportar o aumento dos casos de coronavírus literalmente “encarcerados” em suas casas sob pena de prisão, mas assistindo o fenômeno grotesco de fronteiras abertas com direito a  aviões chineses pousando diariamente no solo pátrio, uma vez que, a indelével liberdade de locomoção global dos chineses deve ser mantida, como defendida pelo lacaio que responde pelos interesses da China na Organização Mundial de Saúde (OMS), o Diretor Tedros Adahnom, ao propagar em 31 de janeiro que o “fechamento das fronteiras com a China seria improdutivo e poderia até favorecer a propagação da epidemia[2].

O detalhe que faz a diferença nessa história macabra de “controle social à francesa”, é que fica difícil explicar a doação de centenas de milhares de máscaras ao Estado comunista, que por acaso, é o maior produtor mundial de equipamentos de proteção[3]. Talvez, Macron não estivesse muito satisfeito com a qualidade do material exportado pela China e resolveu dar uma ajudinha ao povo chinês para ter acesso aos melhores produtos do mercado. Outra possibilidade repousa no fato de a porta-voz do governo ter dito no dia 23 de março que “máscaras são essencialmente inúteis[4]. Se é assim, por que não doá-las para o maior produtor global?

Aliás, ainda não entendi o motivo de a comunidade científica mundial não ter se debruçado na “decisão científico-progressista” de Macron ao autorizar por Decreto[5] que os médicos receitem rivotril para pacientes infectados pelo coronavírus a fim de “aliviar o sofrimento em estado de dificuldade respiratória”. Será que saber que o rivotril retarda a respiração e pode causar parada respiratória[6], não é motivo suficiente para “investigar à luz da ciência” essa ação do presidente francês? Na verdade, fiz as indagações por pura retórica: Macron autorizou a já conhecida “eutanásia”, que nesse caso, pouco importa o real sofrimento que traz aos pacientes, já que os mesmos são os idosos, “vítimas invisíveis” da Covid 19, aqueles que podem ser “descartados” porque já pagaram impostos durante décadas e sustentaram a previdência e o modelo de bem-estar europeu, para, na atualidade, ser “substituídos” por imigrantes que “enriquecem a cultura ocidental”. Os idosos são hoje “figuras descartáveis” em vários países, que pouco ou nada fizeram para impedir a matança dessa população vulnerável pelo genocida vírus chinês (foco nesse termo a origem do país comunista e não o sofrido povo da China).

Na realidade, o vírus vem tendo uma serventia “interessante” para a agenda global progressista, visto que não faltarão “imigrantes” para ocupar o lugar deixado por idosos – alguns dos quais trabalharam incansavelmente para reconstruir a Europa após a terrível 2ª Guerra Mundial. Pensando nisso, a moderníssima Suécia adotou a estratégia de abandonar seus idosos dando prioridade nos Centros de Tratamentos Intensivos aos pacientes imigrantes em caso de limitação nos atendimentos devido a superlotação hospitalar. Como segundo essa “ótica humanista”, o “idoso não serve para nada”, até mesmo os IMIGRANTES ILEGAIS terão atendimento médico em detrimento daqueles que construíram o país[7]. Por sinal, o brasileiro deveria se arrepiar ao tomar conhecimento dessa informação, pois em Roraima os venezuelanos sempre tiveram prioridade em atendimento hospitalar em detrimento dos brasileiros graças à Lei de Migração e ao descaso de conservadores que não lutam por mudança desse texto legal que, na prática, prioriza os “direitos” dos estrangeiros na condição de imigrantes e refugiados.

A propósito, o caríssimo leitor já identificou a fala, e principalmente “ação”  de alguma autoridade de saúde global ou liderança política da comunidade internacional manifestando preocupação real com os “idosos descartáveis” em tempos de pandemia? E mais… não é estranho a União Europeia não prestar assistência médica e/ou financeira aos países atingidos pela hecatombe oriunda da China, fornecendo, inclusive, equipamentos de proteção individual? A omissão de socorro aos países do bloco se deu por incapacidade ou falta de vontade de agir?

Os ministros de finanças da União Europeia participaram de uma reunião visando discutir a criação de um  pacote para enfrentar o caos provocado pelo coronavírus, pacote este orçado em US$ 380 bilhões, mas não houve acordo  porque os Estados mais poderoso do norte negaram apoio às medidas que auxiliariam os Estados menos abastados no sul, sendo certo que a ajuda estava condicionada à concordância com cláusulas punitivas do empréstimo[8]. “Colocar a mão no bolso” para salvar a vida de milhares de idosos atenta contra o princípio do custo-benefício, e ao que parece, a própria mídia global não se importou com o descaso da União Europeia em relação aos milhares de idosos que morriam buscando ar para respirar em países intoxicados pela ideologia que privilegia a “morte em escala industrial”.

No Brasil, nossa imprensa tendenciosa que não enxergou a “preocupação econômica” de Bruxelas ao negar apoio financeiro a países pobres do bloco, continua “batendo panela” diariamente em apoio ao sabotador Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, que se uniu a governadores e prefeitos ditadores para quebrar o governo com, dentre outras medidas, a articulação que culminou na aprovação do projeto que repõe aos estados e municípios perdas com o ICMS e ISS sem nenhuma contrapartida que garanta responsabilidade fiscal de estados e municípios[9]. Em 24 de março, o presidente informou que o governo federal já havia implementado quase R$ 600 bilhões em medidas para o enfrentamento do coronavírus, porém, é nítido o intento da oposição liderada por Rodrigo Maia e David Alcolumbre em inviabilizar o governo.

Nem mesmo o informe da ONU[10] comunicando que a crise econômica resultante da pandemia pode matar centenas de milhares de crianças ainda nesse ano convenceu os parlamentares que mergulhar o país numa recessão pode resultar em muito mais mortes do que as provocadas pelo vírus chinês. A entidade frisa o caso das crianças que se alimentam em escolas e com o fechamento das unidades educacionais estão privadas de alimentos, o que já observamos em matérias nos jornais brasileiros. O Fundo Monetário Internacional FMI) afirma que com as empresas com atividades encerradas e mais de um bilhão de pessoas confinadas em casa, o mundo sofrerá a maior desaceleração econômica desde a Grande Depressão da década de 30.

Ora, se vem recessão global, nossos parlamentares estão preparados para “dar uma mãozinha” a governadores e prefeitos endividados para cumprirem o desejo antigo de despejar toda sua ruína financeira no colo do presidente, ou seja, pretendem destruir o país de olho nas eleições em 2022. Se brasileiros morrerão para que a “agenda do mal” se concretize, isso não vem ao caso! A extrema-esquerda coleciona apoio a pautas genocidas.

Os gastos bilionários, que podem alcançar a casa do “trilhão”, não motivaram o presidente da Câmara e demais parceiros da farra com dinheiro público a prestar contribuição institucional significativa para diminuir o gigantesco impacto no déficit público ocasionado pelas medidas restritivas implementadas por prefeitos e governadores com apoio do STF. Apesar das promessas falsas, Maia não aceitou encaminhar os recursos do Fundo Eleitoral para combater o coronavírus e Alcolumbre foi mais além, chamando a medida de “demagogia”[11]. Com efeito, o presidente da Câmara sugere desconto de 20% do salário de servidor público para auferir recursos[12], mas não defende abertamente o referido desconto na folha de pagamento de parlamentares, visto que não compete à elite do legislativo sacrifício para impedir que a fome seja ampliada no país de forma avassaladora.

Não se enganem! Em nosso país há uma elite perversa sequiosa para enriquecer e manter seus “doutos privilégios” às custas da miséria do povo e o coronavírus é o pretexto perfeito. “Cadáveres” rendem votos e muito dinheiro…

Como se vê, a falsa preocupação com os direitos humanos da população vulnerável compõe narrativas demagógicas em âmbito global. A instalação da fome é um “prato” que o progressismo degusta com insaciável prazer.

Andréa Fernandes – advogada, internacionalista, jornalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem by Reuters

[1] https://www.francetvinfo.fr/sante/maladie/coronavirus/coronavirus-pourquoi-la-france-manque-t-elle-de-masques-respiratoires_3871243.html

[2] https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2020/01/31/oms-considera-improdutivo-fechar-fronteiras-pelo-coronavirus.htm

[3] https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2020/04/05/alem-da-politica-eua-dependem-de-insumos-medicos-da-china-para-combater-coronavirus.htm

[4] https://twitter.com/BFMTV/status/1240909120263389185?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1240909120263389185&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.20minutes.fr%2Fsociete%2F2753499-20200402-non-deputee-lrem-anne-genetet-declare-masques-inutiles-obliger-francais-apprendre-laver-mains

[5] https://www.legifrance.gouv.fr/affichTexte.do?cidTexte=JORFTEXT000041763328&categorieLien=id

[6] https://www.webmd.com/drugs/2/drug-14403-6006/clonazepam-oral/clonazepam-oral/details

[7] https://www.tasnimnews.com/en/news/2020/04/12/2241617/elderly-coronavirus-patients-not-receiving-intensive-care-in-sweden-report?fbclid=IwAR2uKaa7emqYhiLinlORnZRTOJ1Cnc0ThB5CkMG83Nfdb_l1sqgR92yEyEk

[8] https://www.gatestoneinstitute.org/15892/eu-failure-coronavirus

[9] https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/04/13/camara-aprova-texto-base-de-projeto-que-recompoe-icms-e-iss-para-estados-e-municipios.ghtml

[10] https://oglobo.globo.com/mundo/coronavirus-onu-alerta-que-crise-economica-pode-matar-centenas-de-milhares-de-criancas-em-2020-1-24375960

[11] https://oglobo.globo.com/brasil/alcolumbre-chama-de-demagogia-pedido-para-uso-do-fundo-eleitoral-em-combate-coronavirus-24371807

[12] https://www.metropoles.com/brasil/servidor-brasil/coronavirus-maia-defende-corte-de-20-em-salarios-de-servidores

Explosivos mataram quase 1.000 crianças na Síria em 2017

Middle East Monitor – A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a UNICEF pediram uma ação internacional em resposta a riscos de explosivos na Síria, onde pelo menos 910 crianças foram mortas por artefatos explosivos em 2017.

“Mais de 8 milhões de pessoas estão expostas a riscos explosivos na Síria, incluindo mais de 3 milhões de crianças”, disseram em comunicado conjunto a OMS e a UNICEF.

Pelo menos 910 crianças foram mortas e 361 crianças foram mutiladas na Síria em 2017, incluindo explosivos remanescentes de guerra e dispositivos explosivos improvisados ​​ativados por vítimas, disseram a OMS e a UNICEF.

Mil crianças foram supostamente mortas ou feridas na intensificação da violência nos primeiros dois meses de 2018, disseram eles.

Leia:  16 crianças mortas no Idlib da Síria enquanto o regime continua a campanha de bombardeio

Observando a situação na cidade de Raqqah, onde cerca de 200 mil pessoas retornaram à cidade e à periferia desde outubro do ano passado, o comunicado dizia: “Essas famílias correm um tremendo risco de serem mortas ou mutiladas por perigos explosivos que cobrem a cidade”.

Pelo menos 658 pessoas teriam sido feridas e mais de 130 foram mortas por minas terrestres, armadilhas e artefatos explosivos não detonados na cidade de Raqqa de 20 de outubro de 2017 a 23 de fevereiro de 2018, acrescentou o comunicado.

Com informações e imagens de Middle East Monitor

Autoridades israelenses criticam imagens falsas divulgadas em relatório da OMS sobre palestinos

Jerusalém (TPS) – O relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) de maio de 2016 alertando para a “saúde mental, física e ambiental” dos palestinos sob controle israelense está enfrentando uma onda de críticas por parte de autoridades israelenses, que estão desafiando a precisão e objetividade do relatório. A conferência da OMS também está sendo analisada por grupos de vigilância que assinalam que um relatório palestino submetido à organização de saúde da ONU está repleto de falsas legendas nas imagens acusando Israel de irregularidades.

“Em vez de compilar um relatório profissional e objetivo, a OMS está sendo usada por aqueles cujo único interesse é prejudicar o Estado de Israel”, disse Danny Danon, embaixador de Israel na ONU. “Eles estão fazendo isso mesmo que isso signifique que eles estejam criando uma outra realidade e disseminando mentiras cruéis”.

Esse tipo de realidade alternativa foi apresentada em um relatório submetido à OMS pelo Ministério da Saúde da Autoridade Palestina, em que várias fotografias continham legendas com falsas descrições, muitas das quais foram detalhadas em um post pela organização de vigilância CAMERA (Comitê pela precisão em relatórios do Oriente Médio na América).

O relatório palestino também especulou sobre acusações consideradas absurdas contra Israel, sugerindo que Israel congela os corpos de terroristas palestinos a fim de ocultar um possível roubo dos órgãos do indivíduo falecido. O Ministério da Saúde palestino também sugeriu – citando uma “crença difundida entre os palestinos” e uma matéria no Pravda, principal jornal da antiga União Soviética – que “Israel tenha injetado vírus cancerígenos em prisioneiros”.

O relatório palestino de 59 páginas está cheio de imagens falsamente legendadas afirmando violações israelenses dos direitos palestinos.

Em uma seção, em que o Ministério da Saúde da Autoridade Palestina acusa Israel de atacar equipe médica e hospitais palestinos, foi incluído no relatório uma fotografia de um soldado israelense em uma ambulância. A legenda descreve a imagem como “soldados de ocupação israelense fazendo uma busca no interior de uma ambulância palestina”. No entanto, a imagem – que na verdade é de uma ambulância da IDF (Forças de Defesa de Israel) – é cuidadosamente recortada para excluir o ícone da estrela de David, tanto quanto possível. Apenas uma pequena parte superior do símbolo judaico está exposto na parte inferior da fotografia, revelando tratar-se de ambulância israelense.

A importância da fotografia e sua falsa legenda refere-se à sua possível influência na elaboração do relatório da OMS, que foi proposto pela delegação do Kuwait em nome do Grupo Árabe e da Autoridade Palestina. A versão final do relatório pede ao diretor-geral que apresente recomendações para melhorar as condições de saúde dos palestinos com foco em uma série de áreas, incluindo “incidentes de atraso ou negação de serviço de ambulância”.

Houve vários outros casos em que o Ministério da Saúde da Autoridade Palestina incluiu fotografias com legendas falaciosas, conforme documentado no relatório da CAMERA e do Isreallycool, um blog pró-Israel.

A legenda de uma imagem descreve um cenário no qual “colonos atacam uma criança palestina enquanto são observados pelas forças de ocupação israelenses”. No entanto, na fotografia, que foi tirada por um fotógrafo da Agence France Presse (AFP – Agência de Notícias da França) e pertence àGetty Images, é, na verdade, uma criança israelense que está sendo puxada pelas forças de segurança de residentes judeus do posto avançado Havat Gilad. Não existem palestinos na imagem.

Em outro exemplo, uma imagem fictícia de um ataque em potencial contra as instalações nucleares iranianas por um M-15 israelense foi descrita no relatório como uma fotografia de um ataque aéreo israelense em Gaza durante a Operação Margem Protetora em 2014. O fundo montanhoso da imagem, criado por Al Clark do blog The Aviationist, retrata uma região geográfica que contrasta com as planícies da Faixa de Gaza.

Nem a Organização Mundial da Saúde, nem o Ministério da Saúde da Autoridade Palestina respondeu aos pedidos da agência de notícias Tazpit (TPS) para comentar sobre as informações aparentemente falsas no relatório palestino. O embaixador Danon, por sua vez, mantém a esperança e o compromisso em lutar contra falsas acusações em organizações internacionais como a OMS e a ONU pelos palestinos e outros.

“Vamos continuar a enfrentar a incitação espalhada por entidades anti-Israel que estão usando instituições internacionais para denegrir o bom nome de Israel”, disse Danon.

Fonte: TPS / Texto: Jonathan Benedek / Tradução: Alessandra Franco / Foto: Hillel Maeir

Agência Tazpit

Autoridades israelenses criticam imagens falsas divulgadas em relatório da OMS sobre palestinos

Jerusalém (TPS) – O relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) de maio de 2016 alertando para a “saúde mental, física e ambiental” dos palestinos sob controle israelense está enfrentando uma onda de críticas por parte de autoridades israelenses, que estão desafiando a precisão e objetividade do relatório. A conferência da OMS também está sendo analisada por grupos de vigilância que assinalam que um relatório palestino submetido à organização de saúde da ONU está repleto de falsas legendas nas imagens acusando Israel de irregularidades.

“Em vez de compilar um relatório profissional e objetivo, a OMS está sendo usada por aqueles cujo único interesse é prejudicar o Estado de Israel”, disse Danny Danon, embaixador de Israel na ONU. “Eles estão fazendo isso mesmo que isso signifique que eles estejam criando uma outra realidade e disseminando mentiras cruéis”.

Esse tipo de realidade alternativa foi apresentada em um relatório submetido à OMS pelo Ministério da Saúde da Autoridade Palestina, em que várias fotografias continham legendas com falsas descrições, muitas das quais foram detalhadas em um post pela organização de vigilância CAMERA (Comitê pela precisão em relatórios do Oriente Médio na América).

O relatório palestino também especulou sobre acusações consideradas absurdas contra Israel, sugerindo que Israel congela os corpos de terroristas palestinos a fim de ocultar um possível roubo dos órgãos do indivíduo falecido. O Ministério da Saúde palestino também sugeriu – citando uma “crença difundida entre os palestinos” e uma matéria no Pravda, principal jornal da antiga União Soviética – que “Israel tenha injetado vírus cancerígenos em prisioneiros”.

O relatório palestino de 59 páginas está cheio de imagens falsamente legendadas afirmando violações israelenses dos direitos palestinos.

Em uma seção, em que o Ministério da Saúde da Autoridade Palestina acusa Israel de atacar equipe médica e hospitais palestinos, foi incluído no relatório uma fotografia de um soldado israelense em uma ambulância. A legenda descreve a imagem como “soldados de ocupação israelense fazendo uma busca no interior de uma ambulância palestina”. No entanto, a imagem – que na verdade é de uma ambulância da IDF (Forças de Defesa de Israel) – é cuidadosamente recortada para excluir o ícone da estrela de David, tanto quanto possível. Apenas uma pequena parte superior do símbolo judaico está exposto na parte inferior da fotografia, revelando tratar-se de ambulância israelense.

A importância da fotografia e sua falsa legenda refere-se à sua possível influência na elaboração do relatório da OMS, que foi proposto pela delegação do Kuwait em nome do Grupo Árabe e da Autoridade Palestina. A versão final do relatório pede ao diretor-geral que apresente recomendações para melhorar as condições de saúde dos palestinos com foco em uma série de áreas, incluindo “incidentes de atraso ou negação de serviço de ambulância”.

Houve vários outros casos em que o Ministério da Saúde da Autoridade Palestina incluiu fotografias com legendas falaciosas, conforme documentado no relatório da CAMERA e do Isreallycool, um blog pró-Israel.

A legenda de uma imagem descreve um cenário no qual “colonos atacam uma criança palestina enquanto são observados pelas forças de ocupação israelenses”. No entanto, na fotografia, que foi tirada por um fotógrafo da Agence France Presse (AFP – Agência de Notícias da França) e pertence àGetty Images, é, na verdade, uma criança israelense que está sendo puxada pelas forças de segurança de residentes judeus do posto avançado Havat Gilad. Não existem palestinos na imagem.

Em outro exemplo, uma imagem fictícia de um ataque em potencial contra as instalações nucleares iranianas por um M-15 israelense foi descrita no relatório como uma fotografia de um ataque aéreo israelense em Gaza durante a Operação Margem Protetora em 2014. O fundo montanhoso da imagem, criado por Al Clark do blog The Aviationist, retrata uma região geográfica que contrasta com as planícies da Faixa de Gaza.

Nem a Organização Mundial da Saúde, nem o Ministério da Saúde da Autoridade Palestina respondeu aos pedidos da agência de notícias Tazpit (TPS) para comentar sobre as informações aparentemente falsas no relatório palestino. O embaixador Danon, por sua vez, mantém a esperança e o compromisso em lutar contra falsas acusações em organizações internacionais como a OMS e a ONU pelos palestinos e outros.

“Vamos continuar a enfrentar a incitação espalhada por entidades anti-Israel que estão usando instituições internacionais para denegrir o bom nome de Israel”, disse Danon.

Fonte: TPS / Texto: Jonathan Benedek / Tradução: Alessandra Franco / Foto: Hillel Maeir

Agência Tazpit

Ataques aéreos sauditas contra houthis no Iêmen atingem escola matando pelo menos 3 estudantes

Cruz Vermelha alerta para situação catastrófica no país

SANAA — Bombardeios aéreos liderados pela Arábia Saudita contra rebeldes xiitas houthis atingiram uma escola iemenita nesta terça-feira, provocando a morte de ao menos três estudantes. Com cerca de 140 mortos no Sul do país somente nas últimas 24 horas, a Cruz Vermelha alertou para a situação humanitária catastrófica no Iêmen. Enquanto Áden, principal cidade no Sul, sofre intensos confrontos nas ruas, cerca de 16 milhões de habitantes estão sem energia elétrica no Norte.

— A situação humanitária é crítica no Iêmen, país que importa 90% dos produtos de alimentação — disse à agência AFP a porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) no Iêmen, Marie Claire Feghali. — A guerra em Áden está em cada rua, em cada esquina. Muitos não podem fugir.

Os ataques sauditas tinham como alvo uma base militar, mas acabaram acertando uma escola nas proximidades na província de Ibb, segundo autoridades locais. Os alunos estavam indo para o intervalo do almoço quando os bombardeios ocorreram, ferindo ao menos seis.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 540 pessoas morreram e 1,7 mil ficaram feridas em confrontos desde 19 de março.

O porta-voz do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), Christophe Boulierac, afirmou que pelo menos 74 crianças morreram e 44 ficaram feridas desde 26 de março, quando começou a ofensiva da coalizão árabe.

Os rebeldes houthis têm dominado cada vez mais cidades desde a tomada de Sanaa, a capital do país. Também xiita, o Irã é o único país que abertamente condena os ataques aéreos.

HOSPITAIS NÃO DÃO CONTA DE ATENDER FERIDOS

A situação humanitária piora a cada dia, e os hospitais, que carecem de medicamentos, não podem atender às centenas de feridos do conflito. Mais cedo, o CICV afirmou ter enfrentado muitos problemas logísticos para proporcionar ajuda.

— Temos as autorizações para enviar um avião de carga com material médico, mas cada vez menos aeronaves podem pousar no aeroporto da capital Sanaa, em mãos dos rebeldes xiitas — explicou Sitara Jabeen, um porta-voz da CICV.

Cerca de 48 toneladas de medicamentos e de kits cirúrgicos esperavam autorização para serem levados para o Iêmen por avião ou barco, segundo a CICV, que também está pronta para expedir tendas, geradores e equipamentos para reparar as redes de fornecimento de água.

A situação é particularmente grave em Áden, a grande cidade portuária do Sul. Os confrontos resultaram, desde domingo, na morte de 17 civis e de 10 combatentes dos comitês populares, partidários do presidente Abed Rabbo Mansour Hadi, refugiado em Riad, segundo uma fonte médica. Por sua vez, uma fonte militar informou que há 27 mortos entres os rebeldes xiitas houthis, apoiados pelo Irã.

Os Estados Unidos admitiram nesta segunda-feira que são incapazes de retirar por via aérea seus cidadãos no Iêmen, cujos aeroportos estão fechados, e os exortou a deixar o país por via marítima, em embarcações de outros países.

Foto: Paquistaneses e homens de outras nacionalidades que foram retirados do Iêmen chegam ao porto de Karachi, no Paquistão – Shakil Adil / AP
http://oglobo.globo.com/mundo/ataques-aereos-sauditas-contra-rebeldes-no-iemen-atingem-escola-15802081

Iêmen: Situação humanitária é “catastrófica”, alerta a Cruz Vermelha

A situação humanitária é “catastrófica”, no Iêmen, alerta a Cruz Vermelha.

Aden, de onde teve de fugir o presidente Abd Rabbo Mansur Hadi, continua a resistir ao cerco dos houthis, mas os combates são diários. A cidade portuária está sem eletricidade; a água e a comida escasseiam.

Na capital, Sanaa, controlada pelos houthis, a situação não é melhor, com bombardeios diários da parte da coligação liderada pela Arábia Saudita.

A população está desesperada:

“Apelo que salvem a população do Iêmen. Há mais pessoas morrendo dentro dos hospitais, que não dão vazão a tantos feridos, do que os que recebem os primeiros socorros na rua”, afirma uma vítima dos bombardeios.

A UNICEF também já alertou para uma “catástrofe humanitária” iminente, no Iêmen.

A mãe de uma criança queimada durante os bombardeios quer vingança, e pergunta: “Se os filhos deles tivessem no lugar do meu, como é que eles iriam reagir? A situação é terrível neste momento. As nossas crianças são queimadas assim e ficamos sem as nossas casas”, lamenta, antes de pedir uma “punição” divina dos responsáveis pelo sofrimento do filho.

Um primeiro avião da Cruz Vermelha, com pessoal médico, já aterrizou em Sanaa. Outros dois, com 48 toneladas de ajuda médica, devem chegar nas próximas 48 horas.

Segundo a OMS, pelo menos 549 pessoas morreram e mais de 1700 ficaram feridas desde o inicio da ofensiva contra os rebeldes, em 19 de Março, há menos de 3 semanas.

Pelo menos dois soldados do Iêmen foram mortos, esta terça-feira, num posto fronteiriço com a Arábia Saudita, a cerca de 440 km a nordeste da capital, Sanaa. As autoridades suspeitam que o ataque foi levado a cabo por militantes da Al-Qaeda.

O reino saudita está a reforçar o controle das fronteiras com o Norte do Iêmen, o feudo dos rebeldes xiitas houthis que, até bombardeio na semana passada, adquiriam muitas das suas armas num mercado próximo de Jazan, uma cidade saudita nas margens do Mar Vermelho, a poucos quilômetros da fronteira.

http://pt.euronews.com/2015/04/07/iemen-situacao-humanitaria-e-catastrofica-cruz-vermelha/