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Israel exige ação internacional contra o Hezbollah por construir túneis terroristas

IDF lançaram a “Operação Escudo do Norte”, com o objetivo de descobrir e eliminar os túneis de ataque construídos pelo Hezbollah do Líbano para Israel.

O governo israelense exigiu na terça-feira uma ação internacional contra o Hezbollah por construir túneis para se infiltrar e lançar ataques contra Israel.

“Esses túneis terroristas transfronteiriços foram construídos pelo Hezbollah com apoio direto e financiamento do Irã. Eles foram construídos com um objetivo em mente: atacar e matar homens, mulheres e crianças israelenses inocentes “, disse o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu no Ministério da Defesa em Tel Aviv. “Esta é uma violação grave da soberania de Israel e uma séria violação da  Resolução nº 1701 do Conselho de Segurança da ONU . É um ato inaceitável de agressão sem sentido “.

A IDF lançou a “Operação Escudo do Norte” na terça-feira para descobrir e eliminar os túneis de ataque construídos pelo Hezbollah do Líbano para Israel.

“Eu tenho uma mensagem para o povo do Líbano: o Hezbollah está colocando suas vidas em perigo”, disse Netanyahu. “Eles estão sacrificando seu bem-estar para cumprir os objetivos agressivos do Irã. Israel responsabiliza o governo libanês por todas as atividades terroristas que emanam do Líbano contra Israel “.

“Como qualquer outra nação, Israel mantém o direito de se defender. Continuaremos a fazer todo o necessário para nos defendermos dos esforços do Irã para usar o Líbano, a Síria ea Faixa de Gaza como bases terroristas avançadas para atacar Israel “.

Netanyahu acrescentou que mencionou a imposição de novas sanções contra o Hezbollah durante sua  reunião na segunda-feira  com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo.

Em uma carta ao Conselho de Segurança da ONU, o embaixador israelense nas Nações Unidas, Danny Danon, exigiu o corpo mundo para condenar o Hezbollah “nos termos mais fortes possíveis” e acusou o governo libanês “desestabilização perigosa região “.

“O governo libanês deve cumprir seus compromissos internacionais e implementar integralmente as resoluções do Conselho de Segurança acima mencionadas”, escreveu ele.

“A construção destes túneis, construído pelo Hezbollah e financiado pelo Irã, juntamente com os esforços em andamento para transferir armas, convertem mísseis mísseis imprecisos e mísseis de precisão de fabricação de precisão no Líbano são uma flagrante violação da soberania de Israel . Outro estágio dos esforços contínuos do Hezbollah para expandir seu acúmulo militar e desestabilizar ainda mais a já volátil região “, acrescentou.

Os Estados Unidos também condenaram os túneis.

“Os Estados Unidos apóiam fortemente os esforços de Israel para defender sua soberania, e pedimos [ao Hezbollah] que pare seu túnel para Israel e que se abstenha de escalada e violência”, disse o Conselheiro Nacional de Segurança dos Estados Unidos, John. Bolton. “Em termos mais gerais, apelamos ao Irã e a todos os seus agentes para que parem com suas agressões e provocações regionais, que representam uma ameaça inaceitável à segurança israelense e regional”.

Imagem Isto É e informações Israel Noticias

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Fome no Iêmen está prestes a ser a mais grave do mundo em 100 anos

Ao menos 22 milhões de pessoas dependem atualmente de ajuda humanitária para sobreviver no Iêmen, em guerra civil desde 2015

Iêmen, país que vive três anos de uma violenta guerra civil, está prestes a se tornar a maior crise de fome no planeta em cem anos, se os bombardeios da coalizão liderada pela Arábia Saudita, e que tem o apoio dos Estados Unidos, Reino Unido e França. O alerta veio da Organização das Nações Unidas no início desta semana. De acordo com estimativas recentes da entidade, 18 milhões de pessoas vivem em “insegurança alimentar”.

Lise Grande, diretora de ajuda humanitária da ONU no país,  prevê que a fome possa se alastrar pelo Iêmen nos próximos três meses. Atualmente, cerca de 13 milhões de pessoas estão ameaçadas de carência alimentar. “Muitos acreditavam ser inimaginável que em pleno século 21 veríamos uma crise de fome como na Etiópia e em partes da União Soviética”, disse ela em entrevista à rede de notícias BBC e repercutida pelo jornal britânico The Guardian.

Guerra no Iêmen

Um dos países mais pobres do mundo, o Iêmen está em conflito desde idos de 2015, quando rebeldes huthis se levantaram contra o presidente iemenita Abedrabbo Mansour Hadi. A guerra civil se agravou na medida em que os diferentes lados passaram a ser apoiados por diferentes potências militares em 2015. Do lado dos huthis, que conseguiram se consolidar e controlar grandes territórios no país (a capital Sana, inclusive), está o Irã e do lado do governo, que ganhou reconhecimento internacional, a coalizão saudita.

Os efeitos desse conflito na população civil têm sido devastadores. O país sofre uma série de sanções que vêm dificultando o acesso à ajuda humanitária nas áreas emergenciais, vive uma onda de recrutamento de crianças para servirem como soldados. Desde 2015, ao menos 10 mil pessoas foram mortas no conflito, 2.200 delas crianças, e 22 milhões dependem de assistência de organizações não governamentais para sobreviver.

A coalizão saudita é frequentemente acusada pelos rebeldes de engajar em bombardeios e ataques que causam fatalidades civis. Como resultado, o Conselho de Direitos Humanos da ONU começou a investigar possíveis crimes de guerra no Iêmen. Embora reconheça que as ações da coalizão são as que mais afetaram civis, o órgão nota que os rebeldes também são potencialmente culpados por esses crimes.

Com imagem e informações Exame

Enviado de Israel pede à ONU para condenar ataque terrorista palestino

Kim Levengrond Yehezkel, 28, mãe de um filho, e Ziv Hajbi, 35 anos, pai de três crianças, foram mortos a tiros por um terrorista palestino no Parque Industrial Barkan, perto da cidade de Ariel.

“Os membros do Conselho de Segurança da ONU devem condenar claramente o ataque terrorista assassino”, escreveu ele em uma carta ao conselho. “Esta é sua responsabilidade e sua obrigação para com o Oriente Médio e o mundo. E ainda mais por causa dos filhos de Kim e Ziv que ficaram órfãos “.

Ele também pediu ao presidente da Autoridade Palestina , Mahmoud Abbas, para condenar expressamente o ataque.

“Em vez de dar discursos para Israel e sugestões de blocos para acalmar a região, [Abbas] deve demonstrar uma clara e contundente ação contra os instigadores e os terroristas que vêm da maneira Autoridade Palestina,” escreveu Danon. “Financiamentos terroristas é o combustível para os ataques que ocorreram em Barkan, e só parando financiamento pode ajudar a combater o terror”.

O terrorista, Walid Ashraf Suleiman Na’alowa um palestino de 23 anos, do norte da Cisjordânia, entrou em uma fábrica onde ele trabalhava no Parque Industrial Barkan pouco antes de 08:00, armado com uma submetralhadora, de acordo O porta-voz do Exército, o tenente-coronel Jonathan Conricus.

No interior, ele amarrou e matou Yehezkel à queima-roupa, atirou em Hajbi e feriu outra funcionária, Sara Vaturi.

As forças de segurança  prenderam  o irmão e a irmã de Na’alowa na manhã de segunda-feira.

Segundo o IDF, o suspeito não tinha histórico de atividades terroristas e não estava ligado a nenhum grupo terrorista, embora vários deles aplaudissem suas ações.

Mais cedo naquele dia, ele postou em sua página no Facebook que estava “esperando por [ Allah ]”. Uma reportagem da televisão disse que ele havia  deixado uma nota de suicídio  com um amigo vários dias antes.

Levengrond Yehezkel foi enterrado em sua cidade natal de Rosh Ha’ayin no centro de Israel na noite de domingo. Ela deixou marido e um filho de 15 meses de idade.

O funeral de Hajbi ocorreu na tarde de segunda-feira na comunidade do sul de Nir Israel.

Imagem The Times of Israel e informações Israel Noticias

Por que a “direita” não insere no debate nacional o caos da imigração venezuelana em Roraima?

Por Andréa Fernandes

Tenho acompanhado as discussões que envolvem os candidatos à presidência da república e fico pasma com a falta de interesse deles e da própria imprensa de abordar as “propostas de solução” de forma acurada para a crise imigratória venezuelana que está literalmente destruindo um estado brasileiro.

Quando indagados sobre a fronteira do Brasil com a Venezuela, a resposta dos “presidenciáveis” parece até combinada: “não podemos fechar a fronteira por “questão humanitária“! E alguns ainda vão mais longe… Frisam sua indignação com a suposta “xenofobia” propalada pela imprensa, que vem continuamente acusando roraimenses de serem os “culpados” pelo acirramento da tensão com os imigrantes.

Aliás, muito antes do protesto de pacaraimenses devido consequências danosas do descontrole na fronteira – rotulado como “xenofóbico” pela mídia –  o governo federal, através do Ministério da Justiça, já havia anunciado em dezembro de 2017, uma campanha nas redes visando o suposto combate à xenofobia e intolerância contra imigrantes, tendo como lema: “Brasil, a imigração está no nosso sangue“. A campanha governamental já era um ardil que visava funcionar como “agente inibidor” de qualquer solidariedade aos roraimenses aflitos com o caos proporcionado pela imigração em massa de venezuelanos, que, inclusive, gerou a decretação de “situação de emergência social” em 4 de dezembro de 2017, “coincidentemente” no mesmo mês em que o governo federal dava início à sua temerária campanha. Afinal de contas, o importante é estigmatizar como “xenófobo” todo aquele que ouse criticar a União por manter fronteira aberta num momento de saturação devido inequívoca constatação de impossibilidade de receber número tão elevado de imigrantes, independentemente da nacionalidade dos mesmos.

Além disso, a agenda perversa da ONU ditada pelo ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) deveria prevalecer, ainda que “questões  superficiais” de soberania nacional e segurança interna estivessem ameaçadas. Se o objetivo real é “dar fim às fronteiras”, por que se incomodar com a destruição de um estado pobre no Brasil? Daí, cabe ao governo “esquecer” do seu dever constitucional de proteger seus nacionais. Vale mais “zelar” pelos objetivos da ONU, ignorando a solução factível de instalação de campos de refugiados no território venezuelano com a devida proteção internacional e assistência humanitária das Nações Unidas.

Para os hipócritas, “campos de refugiados” seria um absurdo! O melhor é manter milhares de venezuelanos vivendo em condições deploráveis em “favelas” e nas ruas de um estado que já se encontra exaurido. Se Roraima “quebrar”, os verdadeiros “culpados” contam com a inoperância do nosso parlamento e Judiciário que não responsabilizarão a União Federal por uma “política migratória suicida” tal qual se dá na “civilização europeia”.

Por sua vez, a mídia faz o “trabalho sujo” de tentar calar os pouquíssimos defensores de Roraima. Ao ler os jornais, percebo a mesma “estratégia” da imprensa europeia mascarando a violência de venezuelanos e o depauperamento dos serviços públicos provocado pela falta de estrutura para receber milhares de pessoas. O foco é apenas “demonizar” os nossos irmãos roraimenses utilizando “depoimentos” de venezuelanos afirmando que estariam com “medo”, fruto da tensão vivenciada na região devido a incidência de CRIMES BÁRBAROS perpetrados por VENEZUELANOS. Na verdade, a situação é gravíssima e poderemos ver sérios conflitos, pois a população local está no auge do desespero.

O pior de tudo é perceber que lideranças políticas conservadoras nesses país não percebem que esse tema deve ser tratado IMEDIATAMENTE com PRESSÃO NAS REDES não apenas em relação ao Executivo, Legislativo e Judiciário, mas levando a questão imigratória para DEBATE.  Os “presidenciáveis” e candidatos ao parlamento na esfera federal devem se pronunciar efetivamente….  Enquanto a DIREITA se cala – na sua grande maioria – a esquerda está clamando por fronteiras abertas usando o pretexto da “assistência humanitária”, que sabemos ser falacioso! E, à exceção de Jair Bolsonaro, praticamente eliminado da campanha por “obra e graça” de covarde ação criminosa que quase o matou, TODOS os candidatos são favoráveis à imigração em massa de venezuelanos, não demonstrando preocupação mínima com a segurança e sobrevivência de uma parte da população brasileira sempre esquecida por tomadores de decisão.

Roraima é habitada por aproximadamente 576,6 mil pessoas, e na “matemática da esquerda” esse número não é relevante, visto que, contam  no futuro com “os votos” dos milhões de imigrantes que ansiosamente aguardam. Triste é perceber que a “racionalidade da direita” não enxerga a “tragédia anunciada” por acreditar que “salvar um estado” é medida que pode aguardar “o resultado” das eleições.

Espero que a “voz da consciência” grite nos “ouvidos surdos” de muitas lideranças conservadoras ao ponto de incomodá-las a usar suas redes e contatos para dar visibilidade à angústia roraimense… Depois, faltará “moral” para chorar pela “catástrofe” que se aproxima!

Andréa Fernandes – advogada, jornalista, internacionalista, presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires (EVM) e líder do Movimento pelo Reconhecimento do Genocídio de Cristãos e Minorias no Oriente Médio

Imagem DefesaNet

ONU: sete mil crianças sírias vitimadas pela guerra

As Nações Unidas calculam em sete mil o número de casos de crianças mortas ou mutiladas durante a guerra da Síria. Os dados foram avançados na passada sexta-feira no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A guerra da Síria dura há sete anos. Desde então, as Nações Unidas apontam para a morte ou mutilação de sete mil crianças. No entanto, relatórios não verificados colocam o número em mais de 20 mil casos.

“Está na hora de as crianças reaverem a infância que lhes foi retirada. Têm sido utilizadas e vítimas de abusos, pelo e para o conflito, há demasiado tempo”, declarou Virginia Gamba, representante especial das Nações Unidas para Crianças e Conflitos Armados.

Durante o Conselho de Segurança, Gamba afirmou que as crianças da Síria sofreram ataques terríveis, tanto nas suas casas como nas suas comunidades, escolas, centros de detenção e campos de deslocados.

Tal como é explicado no site das Nações Unidas, em 2005 o Conselho de Segurança criou um mecanismo de monotorização e comunicação (MRM) para seis violações graves contra crianças em situações de conflito armado.

Este foi aplicado à situação síria em 2013, verificando situações de morte e mutilação, recrutamento de crianças no conflito, violência sexual, rapto, ataques em escolas e hospitais e recusa de acesso humanitário.

“Desde então, todos os anos tem havido um enorme aumento em todas as violações graves, cometidas por ambas as partes do conflito”, afirmou Virginia Gamba.
“Mera fração das violações cometidas”
Desde o início deste ano, o mecanismo verificou mais de 1200 violações graves contra crianças. Mais de 600 foram mortas e mutiladas e cerca de 180 recrutadas para o conflito.

Para além disso foram atacadas 60 escolas e 100 hospitais e outras instalações médicas.

Virginia Gamba assegura que a maior parte do recrutamento de crianças é feito por grupos não estatais, enquanto que grande parte das mortes e mutilações é atribuída ao Governo e a forças que o apoiam, como aponta a CNN.

Gamba acrescenta que se estima que uma em cada três escolas não seja utilizada, quer por estar danificada ou destruída, quer por ser utilizada como abrigo ou para propósitos militares. Cerca de 2,1 milhões de crianças sírias não vão à escola por insegurança, falta de instalações, fraca qualidade na educação e pobreza.

“Devo enfatizar que os casos documentados pelo MRM, apesar de serem verificados pelas Nações Unidas, representam uma mera fração das violações cometidas na Síria até hoje”, reforçou a representante especial das Nações Unidas.

Com imagem e informações RTP Noticias

ONU SE RECUSA A PEDIR QUE O HAMAS LIBERE CATIVOS ISRAELENSES EM GAZA

Um órgão das Nações Unidas rejeitou um texto israelense que pedia ao Hamas que libertasse os prisioneiros israelenses e os corpos dos soldados israelenses mantidos em Gaza. 

Israel introduziu o texto de uma linha em uma ampla resolução condenando as ações de Israel contra os palestinos, aprovadas na terça-feira em Nova York pelo Conselho Econômico e Social da ONU (ECOSOC), com 54 membros.

A resolução – que passou por 45-2 – não fez referência à violência do Hamas ou dos palestinos contra Israel. 

A emenda de uma linha que Israel introduziu chamou “pela libertação imediata dos civis e soldados mantidos em Gaza pelo Hamas”. 

Apenas cinco países votaram a favor da emenda israelense: Estados Unidos, Canadá, Colômbia, México e Uruguai. Outros 18 países se opuseram ao chamado para libertar os cativos israelenses. 

Cerca de 23 países se abstiveram, incluindo todos os estados membros da UE no conselho; Bélgica, República Checa, Dinamarca, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Romênia, Espanha e Grã-Bretanha. 

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Emmanuel Nahshon, atacou a UE por sua neutralidade no Twitter.

– É DIFÍCIL ACREDITAR NA ONU! Na @UNECOSOC, ontem, os membros da UE não apoiaram uma iniciativa de Israel para incluir nos habituais textos anti-Israel uma sentença pedindo a libertação imediata dos civis e soldados detidos em Gaza pelo Hamas! Decepcionante ”, escreveu Nahshon.

Emmanuel Nahshon

@EmmanuelNahshon

HARD TO BELIEVE AT THE UN! At @UNECOSOC yesterday the EU members did not support an Israel initiative to include in the usual anti Israel texts a sentence calling for the immediate release of the civilians and soldiers held in Gaza by Hamas! Disappointing. @IsraelMFA @IsraelinUN

Antes da votação, o embaixador dos EUA no ECOSOC, Kelley Currie, disse que seu país mais uma vez “conclama o Hamas a devolver os corpos de soldados das Forças de Defesa de Israel Hadar Goldin e Oron Shaul, bem como os civis israelenses Avera Mengistu e Hisham al-Sayed. , para as suas famílias imediatamente. 

Cativos israelenses no Hamas (Cortesia)Cativos israelenses no Hamas (Cortesia)

“Todos os estados-membros devem ter clareza sobre sua posição em relação ao Hamas, votando em apoio à emenda”, disse Currie. 

O embaixador das Nações Unidas Danny Danon acrescentou que os israelenses são “deficientes mentais e precisam de atenção médica imediata”. Eles [o Hamas] também se recusam a permitir visitas pela Cruz Vermelha ou qualquer outro terceiro, ou para fornecer informações sobre seu destino ou condição. ”

“Nós vemos que alguns países aqui não podem nomear o Hamas quando se trata de condenar quem é responsável por manter os corpos dos israelenses”, disse Danon. 

Os representantes palestinos disseram a Danon: “Você teria um argumento muito mais forte se Israel não retivesse dezenas de corpos palestinos … Essa prática vem acontecendo há anos”. 

“Depois de seguir essa política, torna-se mais difícil ser uma denúncia confiável”, disse o representante palestino. 

Ele falou em referência à prática de Israel, em alguns casos, de reter os corpos dos terroristas palestinos responsáveis ​​por matar israelenses. 

A pedido da UE, os Estados do ECOSOC aprovaram um texto de compromisso que falava geralmente da libertação de todos os corpos retidos como parte do conflito israelo-palestiniano.

“Deplorando a prática de reter os corpos dos mortos e pedindo a libertação dos corpos que ainda não foram devolvidos aos seus familiares, de acordo com o direito internacional humanitário e o direito dos direitos humanos, a fim de assegurar o fechamento digno de acordo com suas crenças religiosas e tradições. ” 

Após a votação, o Uruguai disse que apoiava ambas as emendas de Israel e da UE que falavam do retorno de prisioneiros ou corpos. 

“É desagradável especular ou argumentar sobre corpos. É quase imoral se não tivermos clareza sobre esses conceitos. 
“Não temos dificuldade em nomear os grupos que se recusam obstinadamente a retornar” aqueles corpos ou aquelas pessoas que podem ter “inadvertidamente” cruzado uma fronteira em uma área de conflito, disse o Uruguai.

A maior resolução pró-palestina contra Israel, aprovada pelo ECOSOC, sob as objeções apenas dos Estados Unidos e do Canadá, incluiu 22 declarações, incluindo uma convocação para cessar o acordo e acabar com todas as restrições nas passagens de Gaza. Todos os Estados membros do ECOSOC da UE apoiaram a resolução maior. 

Um representante israelense disse ao conselho que a resolução maior falhou em mencionar que “o Hamas controla Gaza através da violência, repressão, negação de direitos humanos básicos e uso indevido de recursos”. O texto também não lida com a corrupção palestina, disse ela. 

Currie disse: “A resolução e o relatório [acompanhante] são desequilibrados, e injustamente destacam Israel em um fórum que não pretende ser politizado”.

“Este documento serve apenas para inflamar os dois lados do conflito e complicar nosso objetivo comum de promover a paz israelense e palestina”, disse Currie. “Bilhões de dólares foram investidos em Gaza nos últimos 70 anos, mas como o relatório observa, ainda mais da metade da população vive abaixo da linha da pobreza.” 

O principal culpado pela situação em Gaza é o Hamas, não Israel, disse Currie. . 

“O Hamas deve reconhecer que a existência de Israel é uma realidade permanente e que a Autoridade Palestina é o corpo governante legítimo na Faixa de Gaza.

“O Hamas deveria parar de desviar fundos destinados à infra-estrutura para comprar armas ou outros usos nefastos e, em vez disso, trabalhar em prol da paz e da prosperidade de seus próprios cidadãos, em vez de nutrir seu sentimento de injustiça e violência”, disse ela. 
O representante palestino disse: “Esta não é uma resolução anti-Israel. Este é um anti-colonialismo, pró-direito à resolução de autodeterminação. 

“É porque Israel escolheu ser um poder colonial que é criticado por suas violações. Se fizer uma escolha diferente, a comunidade internacional deve empurrá-lo e forçá-lo nessa direção do que a atitude e as resoluções seriam extremamente diferentes ”, disse o representante palestino.

“A ONU pode tomar qualquer posição, exceto se opor ao colonialismo e em favor do direito de autodeterminação, ou deve abrir uma exceção porque são os palestinos e o povo palestino e é Israel”, disseram os representantes.

Com imagem Giweh e informações Jpost

A Hungria sai oficialmente do Pacto de Migração da ONU, uma vez que “incentiva a imigração”

A Hungria notificou oficialmente a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira que está deixando o processo de aprovação do Pacto Global para as Migração, disse o ministro das Relações Exteriores, Peter Szijjarto.

Ficou claro que as diferenças entre a posição da Hungria sobre a imigração e a abordagem da ONU são irreconciliáveis, disse Szijjarto em uma entrevista coletiva.

“A Hungria manterá sua posição e nenhum pacote global poderá mudar isso”, acrescentou.

Nós vemos os processos de imigração de uma perspectiva diferente”, disse ele. A ONU acredita que a imigração é inevitável, benéfica e deve ser apoiada, enquanto a Hungria considera um perigo para a Hungria e a Europa, disse ele, acrescentando que o objetivo da ONU é incentivar a imigração, enquanto o objetivo da Hungria é impedi-la.

O Pacto Global para Migração inclui alguns alvos agradáveis, como agir contra traficantes de seres humanos, mas seu efeito será contrário mesmo a esses, disse ele. Um documento que incentiva a imigração só beneficiará traficantes de seres humanos porque eles podem convencer mais pessoas a partir, dizendo que eles serão aceitos de acordo com o acordo global, disse Szijjarto.

A posição da Hungria é que seria antinatural mudar a população do continente e os esforços globais deveriam ser feitos para impedir a imigração, disse ele.

O pacto de migração inclui certas obrigações que a Hungria não estaria disposta a cumprir, como organizar sessões de treinamento para imigrantes antes de partirem e conceder subsídios aos que enviam remessas para casa, permitindo que ONGs ajudem os imigrantes a enviar reclamações, aumentando as capacidades de recepção dos imigrantes e vendo a passagem de fronteira como uma questão de direitos humanos em vez de uma questão de segurança, acrescentou.

A Hungria introduziu “medidas precisamente contrárias” para proteger a segurança dos cidadãos, disse Szijjarto
Em resposta a uma pergunta, ele disse que, considerando que os EUA nem participaram das conversações sobre o Pacto Global para Migração e vários países expressaram insatisfação no final das negociações, a Hungria provavelmente não teria nenhuma conseqüência negativa quanto ao seu anúncio.

Com imagem e informações Voice of Europe

EUA anunciam desligamento do Conselho de Direitos Humanos da ONU, citando sua “tendência crônica contra Israel”

Haley chama o corpo global de “uma fossa de preconceito político”; anuncia a saída dos Estados Unidos depois de prolongadas críticas sobre seu foco obsessivo em Israel; Oficial dos EUA diz que a mudança é “imediata”

THE TIMES OF ISRAEL– Os Estados Unidos estão se retirando do Conselho de Direitos Humanos da ONU, disse na terça-feira a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, afirmando que o corpo global é um “esbanjamento de preconceito político”.

“Damos esse passo porque nosso compromisso não nos permite continuar fazendo parte de uma organização hipócrita e egoísta que ridiculariza os direitos humanos”, disse ela em uma coletiva de imprensa anunciando a mudança.

Haley disse que se o conselho fizesse reformas, os Estados Unidos “ficariam felizes em se juntar”.

Embora os EUA possam ter permanecido como observadores não-votantes no conselho, uma autoridade dos EUA disse que se tratava de uma “retirada completa” e que os Estados Unidos estavam renunciando à sua função “imediatamente”. O funcionário não estava autorizado a comentar publicamente e insistiu no anonimato.

Autoridades dos EUA disseram na terça-feira que o governo concluiu que seus esforços para promover reformas no conselho fracassaram, e que a retirada foi o único passo que pode dar para demonstrar sua seriedade. Não ficou imediatamente claro se os EUA permaneceriam como observadores não-votantes no conselho.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, ao lado de Haley no Departamento de Estado, disse que não havia dúvida de que o conselho já teve uma “visão nobre“.

Mas hoje precisamos ser honestos ”, disse Pompeo. “O Conselho de Direitos Humanos é um pobre defensor dos direitos humanos.”

Haley e Pompeo ressaltaram que a decisão foi tomada depois de um longo ano de esforços para envergonhar o conselho de reforma e remover os Estados membros que cometem abusos.

Essas reformas foram necessárias para tornar o conselho um defensor sério dos direitos humanos”, disse Haley. “Por muito tempo, o Conselho de Direitos Humanos tem sido um protetor de violadores de direitos humanos e um escoadouro de preconceito político. Lamentavelmente, agora está claro que nosso pedido de reforma não foi atendido ”.

O órgão sediado em Genebra foi criado em 2006 para promover e proteger os direitos humanos em todo o mundo, mas seus pronunciamentos e relatórios muitas vezes enfureceram os EUA – em particular, o enfoque implacável do conselho nas políticas israelenses em relação aos palestinos.

Mas, como Haley ressaltou, Washington também acredita que não chega a criticar abusos flagrantes de oponentes americanos como Venezuela e Cuba.

“Os países têm conspirado uns com os outros para minar o atual método de seleção de membros”, disse Pompeo. “E o preconceito continuado e bem documentado do conselho contra Israel é injusto”, disse ele.

“Desde a sua criação, o conselho adotou mais resoluções condenando Israel do que contra o resto do mundo combinado”, observou ele.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, saudou a decisão dos EUA, afirmando que o conselho é “uma organização tendenciosa, hostil e anti-Israel que traiu sua missão de proteger os direitos humanos”.

Haley, que há um ano fez um alerta de que Washington faria valer sua ameaça de deixar o conselho se as reformas não fossem cumpridas, usou uma linguagem ainda mais rígida.

“Damos esse passo porque nosso compromisso não nos permite continuar fazendo parte de uma organização hipócrita e egoísta que ridiculariza os direitos humanos”, disse ela.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, lamentou a decisão dos EUA, acrescentando: “A arquitetura de direitos humanos da ONU desempenha um papel muito importante na promoção e proteção dos direitos humanos em todo o mundo”.

O embaixador de Israel na ONU Danny Danon saudou o anúncio, dizendo em um comunicado que os EUA “provaram, mais uma vez, seu compromisso com a verdade e justiça e sua relutância em permitir que o ódio cego à Israel em instituições internacionais permaneça incontestado”.

“O Conselho de Direitos Humanos tem sido o inimigo daqueles que realmente se importam com os direitos humanos ao redor do mundo”, disse Danon imediatamente após Haley falar. “Agradecemos ao presidente Donald Trump, ao secretário de Estado Mike Pompeo e à embaixadora Nikki Haley por sua liderança, e conclamamos a maioria moral da ONU a responsabilizar todas as suas instituições”.

Haley havia ameaçado se retirar do conselho em junho de 2017, a menos que fosse reformada, inclusive removendo seu mecanismo processual embutido para atacar Israel.

A “campanha implacável e patológica” do conselho contra um Estado com um forte histórico de direitos humanos “zomba não somentede Israel, mas do próprio conselho”, disse ela na ocasião durante um discurso em Genebra, horas antes de ir para Israel para sua primeira visita ao Estado judeu.

Haley listou várias condições para os EUA permanecerem no conselho, incluindo a necessidade de abolir o item 7 da Agenda (“a situação dos direitos humanos na Palestina e em outros territórios árabes ocupados”), que desde sua adoção em 2007 destacou Israel para censura perpétua, uma medida que nenhum outro país enfrenta no órgão da ONU.

“Não há razão legítima de direitos humanos para este item da agenda existir”, disse Haley no ano passado. “É a falha central que transforma o Conselho de Direitos Humanos de uma organização que pode ser uma força para o bem universal, em uma organização que está sobrecarregada por uma agenda política.”

Uma retirada total dos EUA retiraria do conselho sem um dos defensores tradicionais dos direitos humanos. Nos últimos meses, os Estados Unidos participaram de tentativas de identificar violações de direitos em lugares como o Sudão do Sul, o Congo e o Camboja.

A oposição à decisão dos defensores dos direitos humanos foi rápida. Um grupo de 12 organizações, incluindo a Save the Children, a Freedom House e a United Nations Association – EUA, disse que havia “preocupações legítimas” sobre as deficiências do conselho, mas que nenhuma delas garantiu a saída dos EUA.

“Esta decisão é contraproducente para a segurança nacional americana e os interesses da política externa e tornará mais difícil o avanço das prioridades de direitos humanos e ajuda às vítimas de abuso em todo o mundo”, disseram as organizações em um comunicado conjunto.

Adicionado Kenneth Roth, o diretor executivo da Human Rights Watch: “Todos no governo Trump parecem se preocupar com a defesa de Israel.”

O anúncio veio apenas um dia depois de o chefe de direitos humanos da ONU, Zeid Ra’ad al-Hussein, ter denunciado o governo Trump por separar crianças migrantes de seus pais.

Existem 47 países no Conselho de Direitos Humanos, eleitos pela Assembléia Geral da ONU com um número específico de cadeiras alocadas para cada região do globo. Os membros servem por períodos de três anos e podem servir apenas dois termos consecutivos.

Uma questão chave será quando uma retirada dos EUA sairá de Israel se seu maior e mais poderoso defensor abandonar seus direitos de voto ou abandonar o conselho por completo.

Desde o ano passado, o gabinete de Haley pressionou o conselho e seu chefe a não publicar um banco de dados de empresas que operam em assentamentos na Cisjordânia, a chamada “lista negra” que está preocupando Israel poderia afastar as empresas e lançar mais retaliações sobre sua presença na Cisjordânia, reivindicada por palestinos.

No mês passado, o ministro da Defesa, Avigdor Liberman, pediu que Israel e os Estados Unidos se retirassem do conselho, no que chamou de “hipocrisia” ao criticar a política israelense em de Gaza.

Mas Israel nunca foi um Estado membro do Conselho de Direitos Humanos, cujos membros são eleitos pela Assembléia Geral da ONU.

“Estamos cooperando com o conselho e temos uma embaixada nas instituições da ONU em Genebra … mas não somos membros do conselho”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Emmanuel Nahshon, na terça-feira, poucas horas antes do anúncio dos EUA.

Uma retirada dos EUA também pode ser em grande parte simbólica: o atual mandato dos Estados Unidos no conselho termina no ano que vem, quando poderá voltar ao status de observador mantido por outros países que não são membros. Nessa situação, os EUA seriam capazes de falar sobre os abusos de direitos, mas não votar.

Os Estados Unidos optaram por ficar fora do Conselho de Direitos Humanos antes: O governo do presidente George W. Bush decidiu não ser membro quando o conselho foi criado em 2006. Os EUA só entraram no órgão em 2009 sob o presidente Barack Obama.

O anúncio esperado dos EUA foi bem recebido pelo vice-ministro de Diplomacia de Israel, Michael Oren.

“Emb. Nikki Haley anunciará em breve a retirada dos Estados Unidos do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Esta é uma resposta bem-vinda a um organismo que condenou Israel mais do que todos os outros países juntos. Os EUA agora sinalizam sua recusa em dar legitimidade ao preconceito da ONU contra Israel e os judeus”,  twittou  na terça-feira,

A reação ao movimento antecipado dos defensores dos direitos humanos foi igualmente rápida.

“A retirada da administração Trump é um triste reflexo de sua política unidimensional de direitos humanos: defender os abusos israelenses contra as críticas tem precedência acima de tudo”, disse Kenneth Roth, diretor executivo da Human Rights Watch.

“Tudo o que Trump parece se preocupar é com a defesa de Israel”, disse ele, acrescentando que caberá aos membros remanescentes garantir que o conselho aborde sérios abusos.

O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, recusou-se a comentar diretamente, dizendo: “Vamos esperar para ouvir os detalhes dessa decisão antes de comentar completamente”.

Mas, ele acrescentou: “O que está claro é que o secretário-geral acredita firmemente na arquitetura de direitos humanos da ONU e na participação ativa de todos os estados membros nessa arquitetura”.

A retirada também segue as fortes críticas da ONU à política de Trump de separar crianças migrantes de suas famílias na fronteira EUA-México, embora o governo Trump ainda não tenha explicitamente citado essas críticas, manifestadas segunda-feira pelo chefe de direitos da ONU Zeid Ra’ad Al-Hussein como uma razão para sair.

Falando da política de administração de Trump, Hussein disse, “o pensamento de que qualquer estado procuraria intimidar os pais infligindo tal abuso em crianças é inconcebível.”

Desde que Trump assumiu o cargo, os Estados Unidos renunciaram à agência cultural da ONU, Unesco, cortaram o financiamento da ONU e anunciaram planos para deixar o acordo climático de Paris apoiado pela ONU.

 

Conselho de direitos humanos da ONU reabre em meio a ameaça de saída dos EUA

O Conselho de Direitos Humanos da ONU iniciará uma nova sessão na segunda-feira sob uma nuvem crescente de críticas dos EUA e a ameaça de Washington se retirar do organismo, principalmente por causa de seu preconceito contra Israel.

 Durante muito tempo, as críticas dos americanos ao conselho por seu viés contra Israel aumentaram desde que o ceticismo de Donald Trump , chegou ao poder.

A embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley fez um discurso inflamado no conselho de Genebra há um ano, exigindo profundas reformas para corrigir seu “preconceito crônico contra Israel”.

Ela também exigiu que o órgão rejeite regimes abusivos, como a Venezuela e o Burundi, que ocupam assentos no conselho rotativo de 47 cadeiras.

Apesar da dura retórica dos EUA que basicamente pedia “reforma ou estamos partindo”, pouco mudou.

Cansado de esperar pela reforma, Washington distribuiu um projeto de resolução algumas semanas atrás que estabelece unilateralmente a mudança completa que estava buscando.

Mas os Estados Unidos receberam pouco apoio e ainda não apresentaram formalmente a resolução, o que provocou a febril especulação que estava prestes a abandonar e teme o impacto teria.

“Se eles se retirarem, graves conseqüências podem ser esperadas para o conselho “, disse Valentin Zellweger, embaixador da Suíça na ONU em Genebra, à imprensa nesta semana.

O rascunho do texto dos Estados Unidos pedia mudanças drásticas nas regras que determinam como a Assembléia Geral em Nova York escolhe os países para preencher vagas no conselho.

Ela pediu que fosse mais difícil conseguir um assento, mas é mais fácil expulsar países acusados ​​de violações sérias de direitos.

Viés anti-Israel

Enquanto isso, a principal queixa dos Estados Unidos é o tratamento que o Conselho dá a Israel.

Israel é o ÚNICO PAÍS país com um item específico na agenda, conhecido como item 7, o que significa que sua conduta nos territórios palestinos é analisada em cada uma das três sessões anuais da agência.

Um processo de reforma está em andamento, mas o presidente do conselho, o embaixador esloveno Vojislav Suc, disse aos jornalistas que o objetivo é racionalizar o nosso trabalho“, e não as mudanças políticas, como a eliminação do item 7.

Em uma reunião de cerca de 120 países organizada em Genebra em dezembro passado, houve muito entusiasmo por uma proposta para abordar cada um dos itens da agenda do conselho, incluindo o item 7, apenas uma vez por ano.

O embaixador de Israel, Aviva Raz Shechter
Embaixador de Israel Aviva Raz (AFP/Fabrice Coffrini)

“Os Estados Unidos ficaram muito satisfeitos ” com esse compromisso, que teria reduzido drasticamente a quantidade de escrutínio israelense, disse aos jornalistas Marc Liman, chefe do grupo de especialistas do Universal Rights Group.

Mas a União Europeia não conseguiu chegar a uma posição comum, o que levou os países de outras regiões a abandonar o navio.

“Por isso, entrou em colapso e os americanos não ficaram felizes“, disse Liman, explicando que Washington decidiu impulsionar as reformas por conta própria.

Em Genebra, há rumores de que a administração Trump já decidiu fechar a porta do conselho.

Caixa de pandora

De certa forma, tal movimento simplesmente retornaria o conselho ao seu estado original.

Os Estados Unidos recusaram-se a aderir ao organismo quando este foi criado em 2006, quando George W. Bush estava na Casa Branca e seu embaixador na ONU era John Bolton, agora Conselheiro de Segurança Nacional de Hawk e crítico de Trump.

Foi só depois que Barack Obama chegou ao poder que Washington se juntou ao conselho em 2009.

Ironicamente, Israel poderia ser o maior perdedor se o governo Trump se retirar.

O item 7 foi adotado antes dos EUA. Desde que Washington assumiu seu assento no conselho, o número de resoluções condenando Israel diminuiu drasticamente.

Louis Charbonneau, da Human Rights Watch disse à imprensa que a organização estava preocupada que, na ausência dos Estados Unidos, países como a China ou a Rússia poderiam “aceitar emendas hostis”, incluindo ofertas para excluir a sociedade civil do conselho.

Eles poderiam seqUestrar o processo e os Estados Unidos não poderiam impedi-lo“, disse ele, alertando que isso poderia criar “uma espécie de situação semelhante à caixa de Pandora“.

Com imagem UN News e informações Israel Noticias

Resolução da ONU condena Israel por “força excessiva na fronteira de Gaza”

Com uma grande maioria, a Assembleia Geral das Nações Unidas na quarta-feira aprovou uma resolução condenando Israel por usar a força “excessivo, desproporcional e indiscriminada” durante a recente onda de violência islâmica de Gaza contra Israel e pede um “mecanismo de proteção internacional para civis palestinos “.

A sessão dramática, até o final, viu os Estados Unidos tentarem adicionar um parágrafo que condena o Hamas, que foi finalmente rejeitado por razões processuais, embora a maioria dos países membros o apoiasse. A resolução , proposta pela Argélia e pela Turquia, foi aprovada com 120 votos “sim”, oito “não” e 45 abstenções.

Os oito países que votaram contra a resolução foram os Estados Unidos, Israel, Austrália, Ilhas Marshall, Micronésia, Nauru, Togo e as Ilhas Salomão .

O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, em um comunicado emitido antes da votação, condenou a resolução, intitulada “Proteção da população civil palestina”.

A incessante abordagem da ONU em Israel não apenas envergonha a organização. Também chama a atenção para muitas outras questões prementes que exigem a atenção da comunidade internacional “, disse ele.

A embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, argumentando que o projeto era tendencioso contra Israel, propôs uma emenda que teria adicionado uma condenação explícita à organização terrorista Hamas e ao lançamento de foguetes, promoção da violência na fronteira de Israel, bem como construção de túneis em Gaza para se infiltrar em Israel

Mas a Argélia pediu uma “moção de não-ação”, que teria impedido a votação da emenda. De acordo com as regras da Assembléia Geral, a moção foi submetida a votação por todos os Estados membros. Surpreendentemente, 78 países se opuseram à mudança da Argélia, enquanto apenas 59 a apoiaram.

A emenda de Haley foi esclarecida com uma pequena maioria, de 62 a 58, com 42 abstenções.

No entanto, o Presidente da Assembleia Geral, Miroslav Lajčák, da Eslováquia, decidiu que era necessária uma maioria de dois terços para que uma emenda fosse acrescentada a um projeto de resolução.

Embaixador dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Nikki Haley fala com o embaixador israelense na ONU, Danny Danon, antes de uma votação na Assembleia Geral de 13 de junho, 2018 em Nova York.  (AFP PHOTO / Don EMMERT)
Embaixador dos Estados Unidos nas Nações Unidas e embaixador israelense na ONU (AFP PHOTO / Don EMMERT)
Haley recorreu da sua decisão, o que levou a sessão a ser suspensa por vários minutos.

Quando a reunião foi re-convocada, Lajčák votou o apelo de Haley. Sessenta e seis países votaram a favor, 72 contra e 26 países abstiveram-se, o que significa que a proposta original foi posta à votação sem a alteração dos Estados Unidos.

Haley condenou a votação final como um “julgamento moralmente falido”.

Mas ela argumentou que “a prática comum de fechar os olhos para o viés anti-Israel da ONU está mudando“.

“Hoje, uma pluralidade de 62 países votou a favor do esforço liderado pelos EUA para enfrentar a responsabilidade do Hamas pelas condições desastrosas em Gaza. Nós tínhamos mais países do lado direito do que do lado errado. Com seus votos, esses países reconheceram que a paz só será alcançada quando as realidades forem reconhecidas, incluindo os legítimos interesses de segurança de Israel, e a necessidade de acabar com o terrorismo do Hamas “, disse ele.

O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, elogiou Haley por seu esforço.

Apesar processo para bloquear manobras ser usado, estamos orgulhosos de que, trabalhando com os americanos e nossos amigos em todo o mundo, a maioria das nações da ONU votou pela primeira vez para condenar terroristas do Hamas“, ele twittou

As resoluções da Assembléia Geral não podem ser vetadas. Ao contrário das resoluções do Conselho de Segurança da ONU , elas não são legalmente vinculantes para os estados membros. Em 1º de junho, 10 países votaram a favor de um texto quase idêntico no Conselho de Segurança, proposto pelo Kuwait, mas não foi aprovado  devido ao veto dos EUA .

A resolução aprovada inclui uma condenação geral do terrorismo e incitamento, e “deplora a disparos de foguetes a partir da Faixa de Gaza contra áreas civis israelenses , “ mas não menciona o Hamas, responsável por grande parte do grupo terrorista que governa o enclave costeiro e da violência que emana do território dirigido a Israel.

Com imagem ONU Brasil e informações Israel Noticias