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Relatórios mostram que o cristianismo está desaparecendo de algumas regiões

O cristianismo está praticamente desaparecendo em algumas regiões do Oriente Médio e de acordo com as informações do relatório da Associação Internacional de Ajuda à Igreja Perseguida, poderá desaparecer do Iraque, dentro de 5 anos, caso não ocorra uma intervenção significativa.

Outro relatório com o tema “Perseguidos e Esquecidos”, do Reino Unido, diz que os cristãos estão migrando de algumas áreas do Oriente Médio e da África, onde eram numerosos até pouco tempo atrás. O principal motivo é a ameaça crescente de grupos muçulmanos militantes, que se empenham em dizimar a religião. Já em Israel e Jordânia, o número de cristãos continua crescente. “Na África, a ascensão de radicais do islã, na Nigéria, Sudão, Quênia e Tanzânia, está claramente destinada a intimidar os cristãos, desestabilizando a sua presença”, diz um relatório.

“Grupos islâmicos apareceram do nada e exercem autoridade potente, com uma crueldade muito maior do que o das organizações radicais das quais eles surgiram, e esse é o motivo do êxodo em massa”, diz uma Instituição de caridade do Reino Unido.

Mas mesmo em sofrimento, a igreja continua crescendo até em abrigos subterrâneos, onde os cristãos se encontram para louvar a Deus e também para renovarem suas forças. Em um dos relatórios, consta uma nota otimista que diz que “apesar de algumas partes da África e do Oriente Médio estarem se esvaziado do cristianismo, o número de seus seguidores está crescendo em todo o mundo. A situação parece ser obscura, mas a igreja está destinada a brilhar, mais e mais”.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2015/10/relatorios-mostram-que-o-cristianismo-esta-desaparecendo-de-algumas-regioes

Acordo nuclear com o Irã gera apreensão no Oriente Médio

Países como Israel, Arábia Saudita e outros Estados já estavam resignados quanto as concessões dos EUA sobre o assunto.

O acordo fechado entre o Irã e seis potências mundiais para limitar as atividades nucleares iranianas em troca da suspensão de sanções internacionais foi construído pouco a pouco ao longo dos últimos anos. Mas, em boa parte do Oriente Médio, não havia qualquer suspense quanto a seu resultado.

Agência russa: Irã fecha acordo nuclear com potências globais

Países do Oriente Médio temem que Irã se consolide como potência nuclear
AP

Países do Oriente Médio temem que Irã se consolide como potência nuclear

Países como Israel, Arábia Saudita e outros Estados da região já estavam resignados quanto ao fato do grupo de nações liderado pelos Estados Unidos estar determinado a firmar um compromisso e estar preparado para fazer concessões para isso. Estes países veem com apreensão um acordo que pode fortalecer o Irã e sentem-se ameaçados com seus termos.

Leia também: Irã afirma que acordo nuclear ‘está muito próximo’

O primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu, considera o país um inimigo mortal e afirmou que o compromisso é um “erro histórico”. Para Netanyahu, o acordo evidencia os perigos de se querer negociar a qualquer preço. Os Estados sunitas do Golfo Pérsico veem no Irã um vizinho perigoso e agressivo e consideram que um acordo mais severo poderia ter sido fechado.

“Este acordo não é ruim apenas para Israel, mas também perigoso para o mundo livre”, disse o ministro de Ciência e Tecnologia israelense Danny Danon. “Dar ao maior apoiador do terrorismo no mundo um passe livre para desenvolver armas nucleares é como dar fósforos a um piromaníaco.”

Mais dinheiro e armas

Os rivais do Irã no Oriente Médio temem, por exemplo, que a suspensão de restrições a transações financeiras – que faziam parte do embargo internacional – darão ao país mais força econômica.

Isso significará que o Irã terá mais dinheiro – e armas – para fornecer aos grupos armados que financia na região, como as milícias xiitas no Iraque e o Hezbollah, a força militar libanesa que vem também dando apoio ao aliado iraniano na Síria, Bashar al-Assad.

Os conflitos em curso no Oriente Médio em locais como Iraque e Síria podem ser vistos como parte de um confronto crescente entre os seguidores de duas das principais tradições islâmicas – os sunitas e os xiitas.

Dar acesso a mais dinheiro e armas ao Irã pode intensificar estes conflitos, ao eventualmente reforçar a visão do Irã sobre si mesmo como um defensor de comunidades xiitas. Como consequência, os reinos sunitas do Golfo, liderados pelos sauditas, podem buscar responder de acordo.

Críticos do acordo temem que os negociadores liderados pelos americanos em Viena não tenham estado à altura das habilidades de negociação dos iranianos.

Há uma noção no Oriente Médio de que estes negociadores não tinham força suficiente porque estavam divididos.

Reabilitação internacional

Estes críticos dizem ainda que este acordo pode levar à reabilitação do Irã na comunidade internacional sem que ele tenha de comprometer sua autoimagem de um poder revisionista do Oriente Médio, um exportador de revoluções.

Os Estados Unidos podem estar cientes dos temores de seus aliados em Israel de que o Irã pode usar estes recursos financeiros extras para comprar armas mais sofisticadas para o Hezbollah.

Mas a China e a Rússia estão ansiosos para começar a exportar armas para o Irã novamente, vendo o país como um cliente valioso.

Os iranianos foram capazes de explorar estas diferenças entre os lados opostos da mesa de negociação.

Também há receios no Oriente Médio quanto à atitude de Barack Obama. Estaria o presidente americano em busca de um momento-chave para definir seu legado na política externa? Reabilitar o Irã iria ao encontro deste objetivo, contanto que seja feito de forma segura, é claro.

Um diplomata sênior no Golfo disse-me o seguinte: “Temos de concordar que a busca por um legado não nos torna mais fortes”.

Israel tem feito alarde quanto a esta questão, porque vê no Irã uma ameaça concreta – o país já ameaçou apagar os israelenses do mapa.

Ao fazer isso, Israel faz referência a meados dos anos 1990, quando negociadores liderados pelos Estados Unidos também pareciam confiantes por terem minado as ambições nucleares da Coreia do Norte.

Assim, Israel lembra que, apesar dos diplomatas que negociam agora em nome das potências globais acreditarem que tornaram o mundo um lugar mais seguro, eles podem estar equivocados novamente, assim como o governo Clinton estava quanto aos norte-coreanos.

Os inimigos dos iranianos ainda acreditam que o país está determinado a obter armas nucleares e que só aceitou adiar um pouco este objetivo, em troca de concessões de curto prazo.

Há o perigo de que a Arábia Saudita pense que o poderio nuclear de um Estado xiita, como o Irã, precise ser equiparado pelos Estados sunitas.

Isso faz com que o pesadelo de uma corrida às armas nucleares no Oriente Médio fique mais próximo de virar realidade.

E deixa aberta a questão de como Israel reagirá. Os israelenses já tem um aparato nuclear próprio, apesar de sua política de nunca reconhecer ou falar disso.

Preço a pagar

Israel tem muitos aliados nos Estados Unidos e, agora, pode tentar convencer os céticos no Congresso americano a minar as tentativas da Casa Branca de aprovar o acordo em Washington.

Esta estratégia pode vir a piorar as já deterioradas relações entre Obama e Netanyahu, mas o premiê israelense pode avaliar que este é um preço que vale a pena pagar neste momento.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-07-14/acordo-nuclear-com-o-ira-gera-apreensao-no-oriente-medio.html

E, no fim das contas, um acordo que Israel considera que pode consolidar a posição do Irã como um poder nuclear coloca de volta na mesa a questão de uma ação militar unilateral por parte dos israelenses.

Israel consideraria realizar ataques aéreos contra a infraestrutura nuclear do Irã?

O país pode argumentar que sua ameaça constante de fazer isso ajudou a criar a pressão que levou às negociações em Viena.

O assunto foi colocado de lado, mas não esquecido, nos últimos anos, enquanto foi dado tempo para que as sanções surtissem efeito e os debates na Áustria ganhassem força.

Mas uma fonte próxima à inteligência militar de Israel disse que o país ainda está comprometido com a ideia de que um Estado que prometeu destruir os israelenses não deveria ter acesso aos meios para concretizar tal ameaça.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-07-14/acordo-nuclear-com-o-ira-gera-apreensao-no-oriente-medio.html

Arqueólogos tentam salvar pontos históricos ameaçados por EI

Tecnologia avançada ajuda a mapear digitalmente tesouros e sites históricos antes que sejam destruídos por grupo extremista.

Alguns dos maiores tesouros históricos do Oriente Médio estão sob ameaça do grupo autodenominado ‘Estado Islâmico’.

 Foto: Reprodução / BBCBrasil.com
Palmyra, na Síria, está sob ameaça do grupo ‘Estado Islâmico’

Foto: Reprodução / BBCBrasil.com

Agora, arqueólogos estão tentando, desesperadamente, registrar o maior número possível de locais antes que eles sejam destruídos. E, diferentemente do personagem Indiana Jones e seus acessórios – como o chicote -, eles usam avançada tecnologia.

Mas pode ser tarde demais para a cidade histórica de Palmyra, na Síria. Um antigo rico oásis na rota de antigas caravanas, ela foi tomada pelo ‘EI’ em maio deste ano.

A cidade está, agora, repleta de minas terrestres e, segundo alguns relatos, combatentes já destruíram a famosa estátua do Leão de Al-lat, de 1,9 mil anos.

Nesse cenário, não é de se estranhar que o arqueólogo Roger Michel esteja com pressa de preservar – mesmo que digitalmente – as relíquias que estão no caminho dos militantes.

A equipe dele – do Instituto de Arqueologia Digital, uma iniciativa conjunta entre a Universidade de Harvard e a fundação privada Classics Conclave – espera instalar diversas câmeras 3D na área e descobrir parceiros locais para fotografar o maior número possível de locais históricos.

“Se conseguirmos de 5 mil a 10 mil [câmeras 3D] nos próximos três ou seis meses”, diz, “poderemos, pelo menos, preservar um registro altamente detalhado do que está lá caso não seja possível proteger esses locais fisicamente”.

Ele conta com uma rede de museus locais, organizações não-governamentais e voluntários para realizar o arquivamento digital.

Desafio do deserto
Mas tirar e publicar fotos complexas sob condições secas e desérticas, onde o acesso à internet é limitado, é um grande desafio.

 Foto: Reprodução / BBCBrasil.com
Imagem divulgada por site de mídia jihadista mostra a bandeira do ‘Estado Islâmico’ no anfiteatro romano de Palmyra, na Síria: grupo poderá destruir patrimônio arqueológico da cidade

Foto: Reprodução / BBCBrasil.com

As câmeras precisam ser robustas, ter baterias de longa duração e capazes de carregar grandes arquivos.

Eles fizeram uma parceria com o Instituto de Estudo do Mundo Antigo da Universidade de Nova York para armazenar as imagens em 3D e com o Laboratório de Impressão Tridimensional do Instituto de Tecnologia de Massachusetts para imprimi-las.

A ameaça do grupo ‘Estado Islâmico’ trouxe nova urgência às tentativas dos arqueólogos de registrar a história cultural da humanidade.

As Universidades de Oxford e de Leicester têm usado imagens de satélite e fotografias aéreas como parte do projeto Arqueologia sob Risco no Oriente Médio e Norte da África.

 Foto: Reprodução / BBCBrasil.com
Imagem de arquivo mostra anfiteatro romano de Palmyra

Foto: Reprodução / BBCBrasil.com

O projeto de 1,2 milhão de libras (cerca de R$ 5,9 milhões) irá criar um banco de dados de acesso livre, registrando informações sobre cada local e condições.

O monitoramento remoto é particularmente útil em países devastados pela guerra, como Síria, Iraque e Líbia, onde pesquisas terrestres são perigosas.

Arqueologia aérea
O professor David Kennedy, de Oxford, que trabalha com o projeto, passou sua carreira aperfeiçoando técnicas utilizadas em arqueologia aérea.

Há 19 anos que ele sobrevoa, anualmente, a Jordânia de helicóptero, fotografando grandes estradas romanas e armadilhas pré-históricas para animais. A Jordânia é o único país do Oriente Médio que lhe concedeu permissão para as missões.

A arqueologia aérea é usada desde Pere Antoine Poidebard, um missionário jesuíta e aviador francês que empregou a técnica nos anos 1920 e 1930. Atualmente, métodos usam câmeras de alta qualidade, sensores e outras fontes, como Google Earth e Bing.

“A resolução é muito alta, e podemos começar a olhar para países vizinhos que não nos deixam sobrevoar”, diz Kennedy.

Apenas três das armadilhas para animais pré-históricos tinham sido encontradas na Arábia Saudita antes da chegada do Google Earth, diz ele. Agora, foram descobertas 900 numa área relativamente pequena do centro-oeste.

Atualmente, há 91 mil imagens e mapas – a maioria disponível no site Flickr – armazenados pelo Arquivo Aéreo Fotográfico de Arqueologia do Oriente Médio, de Kennedy.

O futuro do nosso passado
Além de scanners 3D e do Google Earth, um novo conjunto de tecnologias está modernizando a arqueologia.

Por exemplo, o Lidar, um tipo de radar que usa luz de laser em vez de ondas de rádio, está ajudando pesquisadores a explorar partes até então desconhecidas dos templos de Angkor Wat, no Camboja.

 Foto: Reprodução / BBCBrasil.com
Militante do EI destrói parte de muro de Hatra, patrimônio histórico da Unesco, perto de Mosul, no Iraque, em vídeo militante postado no YouTube: especialistas temem que tesouros arqueológicos estejam sob risco em áreas controladas pelo grupo

Foto: Reprodução / BBCBrasil.com

Mas lidar com os novos dados e torná-los acessíveis é um desafio, diz Victoria Yorke-Edwards, editora da publicação .

E enquanto os arqueólogos começam a inventar novas maneiras de usar a tecnologia, encontrar colegas que tenham conhecimento técnico para rever as pesquisas produzidas pode ser tarefa difícil às vezes, diz.

Mas não há dúvida de que a tecnologia está desafiando muitas teorias arqueológicas, dando a aventureiros aspirantes a oportunidade de descobrir novos tesouros.

“A tecnologia traz à tona o lado Indiana Jones de todo mundo”, diz Victoria.

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/em-corrida-contra-ei-indiana-jones-hi-tech-registra-sitios-historicos,5bf8f393dc511d822f5fdcf4cb3c43107l4vRCRD.html

Hezbollah não vislumbra fim para guerra na Síria e vê risco de divisão no Oriente Médio

O grupo libanês Hezbollah acredita que o Oriente Médio corre o risco de uma divisão e não vislumbra um fim para a guerra na Síria, onde luta ao lado do presidente, Bashar al-Assad, contra os insurgentes apoiados por seus inimigos regionais.

Sheikh Naim Qassem, vice-líder da organização apoiada pelo Irã, disse que os insurgentes não conseguirão depor o governo de Assad, apesar de suas vitórias recentes, incluindo a captura de Palmira esta semana pelos jihadistas do Estado Islâmico.

Em entrevista à Reuters, Qassem afirmou que os aliados de Assad – Irã, Rússia e o Hezbollah – irão respaldá-lo “por mais tempo que isso leve”. Não pode haver solução para a guerra sem Assad, e já é hora de “os árabes e o mundo” perceberem isso, acrescentou o clérigo de turbante branco nas instalações do Hezbollah em Beirute.

O Hezbollah tem sido um aliado crucial de Assad no conflito de mais de quatro anos, enviando seus combatentes para ajudá-lo a manter territórios e continuar no poder. O grupo libanês, que também é um partido islâmico xiita com uma facção armada poderosa, descreve seu papel como parte de uma luta contra jihadistas que representam uma ameaça crescente para a região.

A instabilidade regional vem sendo alimentada pela rivalidade entre o governo islâmico xiita do Irã e o reinado sunita conservador da Arábia Saudita, um dos principais patrocinadores da insurgência contra Assad.

Qassem disse que a política saudita tem culpa em conflitos regionais, como o mais recente a surgir no Iêmen, e acusou Riad de ter “dois pesos e duas medidas”, apoiando islâmicos sunitas radicais, ou “takfiris”, em todo o Oriente Médio enquanto procura eliminá-los em casa. Ele também culpou Washington, afirmando que os Estados Unidos estão esperando para ver como as coisas correm ao invés de adotar políticas claras.

(Por Samia Nakhoul, Tom Perry e Laila Bassam)

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/hezbollah-nao-vislumbra-fim-para-guerra-na-siria-e-ve-risco-de-divisao-no-oriente-medio,caa7c04a8c6d8c67c04875017dc4aba2bwpfRCRD.html

Cristãos no Oriente Médio estão sendo ‘erradicados’, diz premiê francês

‘Extermínio’ é conduzido pelo Estado Islâmico, no Iraque e na Síria, diz.
Premiê participou de cerimônia pelos 100 anos dos massacres de armênios.

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, considerou nesta sexta-feira (24) que os cristãos no Oriente Médio “estão sendo erradicados” e pediu “o fim do extermínio” conduzido pelo grupo Estado Islâmico, principalmente no Iraque e na Síria.

“Devemos dar nome às coisas, estabelecer a verdade: os cristãos do Oriente Médio – o que é também o caso de outras minorias – estão sendo erradicados nesta região por meio deste terrorismo arrasador”, declarou durante uma cerimônia em Paris pelo centenário dos massacres que deixaram 1,5 milhão de mortos entre seus ancestrais pelo Império Otomano.

“O destino dessas pessoas foi discutido no Conselho de Segurança da ONU pela primeira vez há algumas semanas, por iniciativa da França. Temos de pôr fim ao extermínio realizado pelo Daesh”, insistiu, utilizando a sigla em árabe do grupo Estado Islâmico (EI).

“Não devemos esquecer os genocídios, e isso também significa fazer de tudo para evitá-los, enquanto ainda há tempo”, acrescentou o chefe de governo, pedindo “vigilância para o destino dos armênios na Síria”.

“Mais uma vez, os armênios estão sendo perseguidos porque são armênios”, disse ele.

Pelo menos 300 mil cristãos fugiram da Síria desde o início da guerra, em 2011, e restam apenas cerca de 400 mil cristãos no Iraque, contra cerca de 1,4 milhão existentes em 1987.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/04/cristaos-no-oriente-medio-estao-sendo-erradicados-diz-premie-frances.html

Mais de 12 milhões de crianças não escolarizadas no Médio Oriente

Dados avançados pela Unicef sublinha, contudo, que há progressos nesta matéria, mas não inclui informações da Síria e do Iraque.

Mais de 12 milhões de crianças ficam fora da escola no Médio Oriente, alertou hoje o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), sublinhando os progressos realizados nos esforços para alargar a escolarização.

Este número não inclui as crianças obrigadas a deixar a escola por causa da guerra na Síria e no Iraque. Com essas, o número de crianças não escolarizadas atinge os 15 milhões, sublinha a Unicef num relatório apresentado em Beirute.

Este estudo, da Unicef e da Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), destaca os “recursos consideráveis e o capital político” consagrados à educação no Médio Oriente, durante a última década e sublinha que “o número de crianças não escolarizadas nas escolas primárias diminuiu, em alguns casos para metade”.

“Mas, nos últimos anos, não foi registado qualquer progresso”, alerta.

Na escola primária existem 4,3 milhões de crianças não escolarizadas e no ensino secundário 2,9 milhões. Além destes, 5,1 milhões de crianças não frequentam o pré-primário, o que eleva a 12,3 milhões o número de crianças não escolarizadas, de acordo com o relatório.

Este número representa cerca de 15% das crianças no Médio Oriente em idade escolar ou pré-escolar, na escola primária ou secundária.

O relatório indica que um estudo realizado em nove países da região aponta uma série de razões pelas quais estas crianças são privadas de frequentar a escola, sendo a pobreza uma das principais.

Em vários casos, as famílias não podem pagar os custos associados à escolarização, nomeadamente livros e uniformes. Algumas encaminham os filhos para um trabalho por razões financeiras.

http://www.dnoticias.pt/actualidade/mundo/510814-mais-de-12-milhoes-de-criancas-nao-escolarizadas-no-medio-oriente

Um milhão de clandestinos pode chegar este ano à Europa

A repetida tragédia dos migrantes clandestinos não cessa de chocar o mundo.

A Guarda costeira italiana assinalou a chegada ao sul do país de 42 embarcações com mais de 6.500 migrantes, domingo e segunda-feira, e anunciou ter resgatado 144 passageiros de um barco naufragado, enquanto mais de 400 pessoas estão desaparecidas.

Essencialmente originários da África Subsariana e Médio Oriente, incluindo Síria e Iraque,
esses migrantes tentam chegar à Europa aproveitando o caos reinante na Líbia e a acalmia do mar neste época do ano.

Na última sexta-feira a guarda costeira recuperou cerca de 8.000 migrantes do Mediterrâneo.

Os contrabandistas líbios ganham terreno em relação ao combate liderado pela operação europeia “Triton” cujos barcos patrulha são agora frequentemente alvejados pelos traficantes armados.

No início de março, o diretor executivo das fronteiras Agência Europeia de Controlo da União Europeia (Frontex) disse que 500 mil a um milhão de migrantes poderia chegar este ano à Europa.

http://pt.euronews.com/2015/04/15/um-milhao-de-clandestinos-pode-chegar-este-ano-a-europa/

Ouça sobre a realidade dos cristãos do Oriente Médio por quem esteve lá

O holandês Matthew Barns serve a Igreja Perseguida há 13 anos, viajando como Correspondente Internacional da Portas Abertas a países como Síria, Líbano, Iraque, Egito e outros da África do Norte. Ele visita cristãos perseguidos e conhece de perto sua realidade.

FotoNoticia_Matthew-Barns

Responsável pela comunicação do Oriente Médio, ele estará no Brasil, em Fortaleza e João Pessoa, entre os dias 23 de abril e 3 de maio, contando as reais necessidades, lutas e conflitos que esses cristãos enfrentam diariamente.

Em países onde há perseguição aos cristãos, a Portas Abertas oferece vários cursos para líderes e pastores, e Barns é um desses palestrantes. Outra realidade que Barns vivencia são os campos de refugiados da Síria e, mais recentemente, o Iraque.

Barns também foi missionário no Brasil durante dez anos.

Confira a agenda de visitas às igrejas e não deixe de ouvi-lo!

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2015/04/ouca_sobre_a_realidade_dos_cristaos_do_Oriente_Medio_por_quem_esteve_la

Riyadh diz que acordo nuclear com Irã deve garantir a segurança árabe

O governo saudita disse na segunda-feira que espera um acordo nuclear entre o Irã e as potências mundiais que possa reforçar a paz no Oriente Médio e o fim da ingerência nos assuntos árabes.

Um comunicado após a reunião semanal do gabinete presidido pelo rei Salman disse que a Arábia Saudita “espera que o acordo vá reforçar a segurança e estabilidade na região e no mundo.”

Mas ele insistiu que a segurança dependia do “respeito do princípio da boa vizinhança e da não ingerência nos assuntos árabes”, disse à Agência Saudi Press.

A declaração foi emitida no 12º dia de ataques aéreos liderados pela Arábia contra os rebeldes xiitas no Iêmen, que Riyadh diz que são apoiados pelo Irã.

Um acordo destinado a limitar o programa nuclear do Irã foi fechado na quinta-feira após a maratona de negociações na Suíça.

O rei Salman disse depois que o acordo foi anunciado, que ele estava ansioso para um acordo “final de ligação” que iria reforçar a segurança regional e mundial.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no domingo denunciou o acordo entre Teerã e potências mundiais como um “mau negócio”, que irá fortalecer militarmente o Irã e deixá-lo com uma grande infra-estrutura nuclear, acrescentando: “Eu acho que também vai desencadear uma corrida armamentista com os Estados sunitas, “uma referência às monarquias do Golfo.
Irã e Arábia Saudita, os poderes muçulmanos xiitas e sunitas mais importantes do Oriente Médio, têm relações conturbadas nos últimos anos.

Riyadh diz que o Irã está tentando expandir sua influência em conflitos na Síria, no Iraque e no Líbano de maioria xiita.

Uma parte do complexo negócio seria ver o Irã reduzir em mais de dois terços o número de centrífugas de urânio – que pode produzir combustível para energia nuclear, mas também o núcleo de uma bomba nuclear – para 6104 de cerca de 19.000, por 10 anos.

Ao contrário de vizinhos árabes, Omã vê um amigo em Teerã

Mas, enquanto os laços do Irã com seus vizinhos árabes do Golfo têm sido tensos, uma nação – Omã – conquistou uma relação única e potencialmente decisiva com Teerã e congratulou-se com o negócio.

O papel único de Omã foi destaque em novembro passado, quando sediou encontro do Irã, União Europeia e Estados Unidos para as negociações sobre o programa nuclear iraniano.

Após o potencialmente histórico acordo nuclear da semana passada, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, agradeceu Omã por seu “papel crítico na obtenção dessas conversações “.

“O acordo nuclear iraniano”
Omã e Irã concordaram no ano passado para construção de um gasoduto submarino para bombear o gás iraniano para a cidade portuária de Sohar, em Omãr. Metade dos 10 milhões de metros cúbicos de gás bombeado a cada ano vai para o Japão, Índia e Coréia do Sul.

O Irã “pode ​​oferecer muito mais em termos de projetos de energia no futuro e talvez até de defesa de laços, dados interesses comuns dos dois países no Estreito de Hormuz”, disse Christopher Davidson, professor de política do Oriente Médio em Durham University, na Grã-Bretanha.

Existe também um comércio florescente não oficial, com lanchas de Omã freqüentemente atravessando o Estreito de Hormuz par contrabandear mercadorias a fim de violar sanção contra o Irã.

Parte da razão para o caminho independente de Omã, dizem os especialistas, é que, com a maioria de seus cidadãos adeptos ao ramo Ibadhi do Islã, o país está em algum grau fora da divisão entre sunitas e xiitas com cores muito mais políticas no Oriente Médio.

O Ministro das Relações Exteriores de Omã Yusuf bin Alawir disse à Reuters que a incapacidade de alcançar um acordo sobre o controverso programa nuclear do Irã significaria a “catástrofe” para a região.

“Há aqueles que preferem a paz, é por isso que existem negociações entre o 5 + 1 e do Irã.”

“Aqueles que preferem guerras -.. Eles devem estar dispostos a aceitar perdas pesadas perdas catastróficas”, concluiu.

http://www.i24news.tv/en/news/international/middle-east/66850-150407-riyadh-says-iran-nuclear-deal-must-ensure-arab-security

SALVAR OS CRISTÃOS ORIENTAIS

“Salvando cristãos orientais de extermínio. Este não é um problema local. É um caso que desafia a consciência da humanidade”, diz Jacques Julliard em seu editorial. E este é também o significado da petição assinada por várias personalidades como Jean d’Ormesson. Seu objetivo? Apelo ao governo francês a intervir “para uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU, de modo que dê um fim ao genocídio cultural que está sendo cometido”.

A guerra oculta de derramamento de sangue no Oriente Médio por anos se revela como a erradicação da Cristandade em lugares onde ela nasceu. Recentemente, a tendência se acelerou. A Primavera Árabe foi acompanhada por um inverno cristão. Em vista da geopolítica, é pouco, em termos de uma religião minoritária aqui sem influência política, exceto no Líbano. À luz da civilização, é um caso de capital, que os ocidentais não medem esforços para ignorar e juram que não são cristãos, mas os islamitas chamam-nos de “cruzados”.

Esta situação dramática é parte de um contexto global que não é menor. Entre as religiões, o cristianismo em seus vários “nomes”, é o único que tem sido sistematicamente perseguido: em 50 países, de acordo com a ONG internacional “Portas Abertas”, que é há quase sessenta anos um observatório da perseguição dos cristãos no mundo. 50 países, incluindo 36 em que o Islão é o principal culpado: o Oriente Médio, Ásia Central para a Palestina e agora, os países africanos da região do Sahel, onde um quinto dos cristãos do mundo são confrontados o sétimo muçulmanos. Note, porém, que o país mais violentamente anti-cristão no mundo é a Coréia do Norte, onde a posse de uma Bíblia é passível de pena de morte, e pelo menos 50 mil cristãos – um quarto da força de trabalho – são presos ou detidos em campos de trabalho.

Os cristãos são as primeiras vítimas das mudanças recentes do mundo muçulmano, não há Al Qaeda, Daech, Boko Haram. Há muitas vezes os governos, com atitudes que vão desde a falta de proteger as minorias religiosas de perseguições à impunidade dos autores. Quanto às formas de perseguição, eles vão desde a discriminação no emprego público para os massacres, através de toda a gama de métodos convencionais de barbárie: deslocamento forçado, agressão física, estupro, sequestro, detenção arbitrária, destruição de igrejas e outros lugares de culto à repressão feroz.

Através do caso de perseguição de outras religiões, é evidente que o islamismo não é o fato de um bando de bárbaros fanáticos enviados ao Iraque, Síria, Nigéria: é tanto uma ideologia e um conjunto de comportamentos que são agora representados em quase todo o mundo muçulmano, e cuja ponta é jihadismo avançado, ou seja, a guerra santa contra os inimigos da fé: ateus, crentes de outras religiões, incluindo os cristãos, mas não exclusivamente, e, finalmente, não-muçulmanos sunitas; porque deve-se notar que é principalmente em Sunnism que estão desenvolvendo novas formas de intolerância e desumanidade. O problema não é só local, mas internacional: testemunhar a composição da coalizão que foi formada para lutar contra o Estado Islâmico ao lado dos principais países ocidentais, há também a Arábia Saudita, Jordânia, Qatar os Emirados Árabes Unidos, Marrocos. A questão da participação do Irã, coração e cidadela do xiismo, ainda está em discussão. De certa forma, os jihadistas já ganharam, impondo ao mundo o princípio da guerra religiosa. Amanhã, o objetivo da coalizão, que visa territórios conquistados pelo EI no Iraque e na Síria poderia ser expandido para a Líbia, com a participação ativa do Egito e Itália.

Em meio à essa turbulência, no Oriente Médio os cristãos estão lutando para encontrar o caminho e para serem ouvidos. Eles são as primeiras vítimas das recentes mudanças. As ditaduras militares que dominaram a região deu-lhes alguma proteção: Saddam Hussein, um sunita, foi ele próprio uma minoria no Iraque; Foi a mesma família Assad, Alawita, na Síria. No Egito, os coptas tinham sido envolvidos no poder sob Sadat e depois sob Mubarak. Paradoxalmente, o caráter popular da Primavera Árabe foi a sua pior das hipóteses, a partir do momento que animou os democratas foram suplantados por islâmicos, incluindo a Irmandade Muçulmana, e, consequentemente, os jihadistas. Portanto, depois de participar de uma maioria na revolta anti-Assad na Síria, eles foram rápidos a mudar de lado quando tinha precedência sobre os democratas na rebelião.

Contudo, a França, protetor tradicional de séculos de minorias cristãs no Oriente Médio, parece ter ignorado este fato, ao decidir, contra os Estados Unidos, para uma intervenção contra Assad na Síria. E não mais hoje, onde ele tenta manter o equilíbrio entre Assad e os jihadistas. É verdade que é difícil fazer uma aliança com um chefe de Estado responsável pela morte de 200 mil pessoas em sua própria população. Mas estrategista sabe que terá que distinguir em todos os momentos entre o principal inimigo e o inimigo secundário. Mas Assad não ameaça a França, perto ou longe. E, afinal, Roosevelt, Churchill e de Gaulle não hesitaram um momento para derrotar Hitler e hitlerismo, se aliar à Stalin, cujas vítimas, em sua própria população totalizou na casa dos milhões e até dezenas de milhões!

Comunidades cristãs na região estão lá, e certamente antes dos próprios muçulmanos. Não é à toa que a palavra “copta”, ou seja, cristãos do Egito, significa “egípcio” em grego antigo. Copta (entre 7% e 10% da população), portanto, consideram, com razão de serem os mais antigos habitantes do país e os descendentes dos faraós. Em meados de fevereiro, 21 deles foram sequestrados e assassinados na Líbia por um grupo islâmico que reivindica Daech. Esta decapitação em massa, que é o primeiro de seu tipo na propaganda do grupo, resultou na imprensa francesa com pequeno comentário e muito pouca emoção. Como se o Ocidente já havia abandonado à sua sorte; como se fosse considerado o Islã adquiriu a propriedade exclusiva desta parte do mundo. Segunda-feira, 23 fevereiro, informou-se que 200 cristãos assírios que vivem em aldeias no nordeste da Síria foram sequestrados pela organização do Estado islâmico. Vinte recém-lançados contra o resgate. Este rapto em massa em plena conformidade com os métodos de Boko Haram na Nigéria e ninguém apareceu na TV.

Estes crimes horríveis têm atraído menos emoção legítima e necessária do que a despertada pela destruição por membros do Estado Islâmico das estátuas e esculturas do pré-islâmica Mosul Museum. Como se a vida dos cristãos orientais fosse menos valiosa do que os tesouros artísticos da humanidade.

Dadas estas abominações, Le Monde e Libération, em particular, têm mostrado uma notável discrição, o que contrasta com a indignação, não menos necessária e não menos legítima, que acompanha todas as manifestações de “islamofobia” felizmente menos sangrenta na maioria dos casos.

Eu digo que o silêncio que acompanha o genocídio espiritual e a destruição dos cristãos orientais é uma vergonha. Salvar cristãos orientais de extermínio não é um problema local, é uma questão que diz respeito à consciência universal. Nos encontros das Nações Unidas, o Ocidente, que sempre reafirma os direitos humanos, não faz um pronunciamento sobre os cristãos, uma religião que foi e continua sendo sua maior parte.

Por Jacques Julliard

Tradução: Marcelle Torres

Publicado em 6 de março de 2015.

http://www.marianne.net/sauver-les-chretiens-orient-100231818.html