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Chefe da Otan diz que aliança não ajudará Israel se o Irã atacar

Jens Stoltenberg diz a Der Spiegel que o estado judeu é um parceiro, mas não um membro, e portanto, “garantia de segurança” não se aplica

BERLIM (Reuters) – O secretário-geral da Otan disse no sábado que a aliança não virá em defesa de Israel em caso de ataque do Irã.

Jens Stoltenberg disse à revista Der Spiegel que Israel é um parceiro, mas não um membro e que a “garantia de segurança” da OTAN não se aplica ao Estado judeu.

O tratado da OTAN exige que a aliança defenda militarmente os países membros, dos quais existem 28, mas não parceiros. Ainda assim, os estados parceiros contribuem regularmente para operações da OTAN, como as do Afeganistão e missões navais ao longo da Somália e no Mar Mediterrâneo.

Israel é parceiro da OTAN desde 1994. De 2010 a 2016, suas tentativas de abrir uma missão oficial na sede da organização em Bruxelas foram frustradas pela Turquia.

Ele falou em um momento de crescente tensão entre Israel e Irã. Israel vem travando uma campanha para impedir que o Irã estabeleça uma presença permanente na Síria e no Líbano. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também liderou a oposição ao acordo nuclear com o Irã, pedindo que ele seja descartado ou consertado. Os EUA se retiraram no mês passado.

Com informações The Israel of Times

 

Governo do Afeganistão retoma controle de distrito no sul do país

Oficiais do Afeganistão informaram que as forças do governo retomaram o controle de um distrito estratégico na província de Helmand, no sul do país, que havia sido tomado pelo Taleban. O porta-voz do governo local, Omar Zwak, afirmou que as tropas afegãs iniciaram as operações na sexta-feira para recuperar o distrito de Musa Qala. Seis soldados foram mortos e 14 ficaram feridos.

Os insurgentes do Taleban tomaram o distrito de Musa Qala na quarta-feira, após semanas de ataques às forças de segurança que operam na região. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) informou que 13 ataques aéreos foram realizados contra as posições do grupo Taleban no distrito na última semana, com o objetivo de auxiliar as forças do governo.

A província de Helmand é um reduto do Taleban e tem sido cenário de combates intensos desde abril.

Fonte: Associated Press.

https://www.dgabc.com.br/Noticia/1564283/governo-do-afeganistao-retoma-controle-de-distrito-no-sul-do-pais

Otan planeja maior exercício militar desde 2002 para conter EI

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e seus aliados realizarão o maior exercício militar em mais de uma década a partir de outubro, mobilizando 36 mil soldados pelo Mediterrâneo a fim de conter a ameaça do Estado Islâmico no flanco sul da aliança militar.

Brevemente tirando as atenções da Rússia, comandantes da Otan disseram nesta quarta-feira (15) que a aliança realizará alguns dos seus mais rigorosos treinamentos até agora, num complexo “cenário de ameaça artificial”, no qual militantes atacariam por terra, ar e mar.

 “Nós não podemos escolher entre a ameaça do leste e a do sul, temos que treinar para ambas”, disse o general Hans-Lothar Domrose, comandante do comando militar da Otan em Brunssum, Holanda, que está preparando o exercício.

Após mais de uma década de operações de combate lideradas pela Otan no Afeganistão, a aliança militar liderada pelos EUA está mudando o foco para defender seu território.

Mais de 30 países, incluindo nações fora da Otan, tais como Suécia e Áustria, participarão dos exercícios na Itália, Espanha, Portugal e no Mediterrâneo, que se estenderão de 3 de outubro até 6 de novembro.

Grande parte do foco da Otan tem estado na Rússia, mas a ascensão do Estado Islâmico no Iraque e na Síria é uma preocupação central.

O secretário geral da Otan, Jens Stoltenberg, havia alertado que os levantes da Primavera Árabe haviam inaugurado um “brutal inverno” de instabilidade.

A Otan não realiza exercícios com esta escala desde 2002, quando 15 membros da aliança e 12 nações parceiras testaram suas capacidades na Noruega e na Polônia.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/07/otan-planeja-maior-exercicio-militar-desde-2002-para-conter-ei.html

OTAN analisa possível presença na Líbia e no Iraque

Madri, (Prensa Latina) – A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) analisa sua possível presença na Líbia e estuda um pedido de ajuda do governo iraquiano, informou nesta quinta (12), o secretário geral da aliança, Jens Stoltenberg.

Em uma coletiva de imprensa conjunta com o ministro espanhol de Assuntos Exteriores, José García-Margallo, o chefe da aliança informou que, no caso do Iraque, o objetivo seria ajudar a aumentar a capacidade de suas forças militares.

Stoltenberg também definiu o Estado Islâmico e o terrorismo extremista como uma ameaça mundial direta.

O chefe da Aliança Atlântica, que, além de conversar com García-Margallo, reuniu-se hoje com o rei Felipe VI e o chefe de Governo, Mariano Rajoy, acrescentou que a OTAN aumentará sua força de resposta rápida de 13 mil a 30 mil soldados.

Em relação à Ucrânia, o secretário geral da OTAN considerou necessária uma solução negociada e pacífica, e ainda reiterou as acusações à Rússia por suposta violação de fronteiras.

Interrogados sobre a proposta do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, de criar um exército europeu, Stoltenberg afirmou que, caso aprovada, deverá ser complementar à OTAN, sem duplicar esforços financeiros.

O aumento das capacidades dos aliados europeus da aliança, sublinhou, é algo a ser comemorado, mas como tudo na União Europeia, deve ser complementar à OTAN.

García-Margallo, por sua vez, respaldou a proposta de Juncker que considerou ser baseada no conceito de defesa comum, mas afirmou que ela deve ser realizada em um meio estratégico atualmente inexistente.

O chefe da diplomacia espanhola reafirmou também os vínculos com a aliança da qual, disse, seu país é o sétimo contribuinte, com quatro bilhões de dólares.

Sobre isso, relembrou que desde 1990 mais de 140 mil militares espanhóis participaram em missões no exterior, entre elas, o programa de vigilância aérea do mar Báltico com aviões sediados na Estônia e com uma uma bateria de mísseis Patriot na Turquia.

A Espanha também está incluída no chamado escudo antimísseis e abriga quatro contra-torpederos estadunidenses na base de Rota, no sul do país.

http://www.iranews.com.br/noticias.php?codnoticia=13280