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Pacientes em hospitais de Gaza sem comida porque Abbas nega pagamento a fornecedores

As empresas que fornecem refeições a pacientes em hospitais da Faixa de Gaza deixaram de atender a centros médicos porque não foram pagos por meses, infomou ontem um porta-voz do Ministério da Saúde.

Segundo  o porta-voz do Ministério da Saúde, Ashraf Al-Qidra, o governo da Autoridade Palestina em Ramallah não realizou os pagamentos das empresas que prestavam o serviço de refeições.

Em entrevista à imprensa de Quds, Al-Qidra disse:  “Centenas de pacientes estão agora sem alimentos”, e ainda acrescentou  que o Ministério das Finanças não respondeu às solicitações feitas há semanas para pagar as dívidas com as empresas.

A falta de adimplemento da Autoridade Palestina em relação às despesas com pacientes em hospitais em Gaza não se dá em razão de insuficiência de fundos, e sim, devido direcionamento escuso dos recursos recebidos da comunidade internacional, pois a prioridade é com a manutenção do foco terrorista contra Israel como o caso dos salários que são pagos a prisioneiros condenados por ações terroristas.

Al-Qidra informou ainda  que pacientes nos hospitais de Gaza necessitam de 86 mil refeições por ano, o que gera um custo de 6 milhões de shekels (US $ 1,7 milhão). Em 2016, Gaza obteve financiamento de instituições de caridade para custear os valores das refeições em hospitais, uma vez que tal qual Autoridade Palestina, a prioridade da organização terrorista é utilizar recursos recebidos em doações financeiras para promover armamento de suas milícias terroristas e promover ataques terroristas contra Israel.

Com informações de Middle East Monitor

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Fúria palestina: Trump é culpado ou inocente?

Por Andréa Fernandes

Dias após a decisão histórica de Trump em reconhecer Jerusalém como capital de Israel, as manchetes dos jornais de sábado passaram a ter como protagonista o Iraque, que declarou oficialmente o fim da luta contra o Estado Islâmico após 3 anos de conflito que ocasionou a perda de quase um terço do território iraquiano, incluindo Mosul, a segunda maior cidade do país. Apesar de celebrar a expulsão do grupo terrorista reconquistando o território perdido na “guerra religiosa”, o governo reconhece a possibilidade de jihadistas do grupo terrorista voltarem com atos de guerrilha[1].

Em segundo plano ficou mais um “dia de fúria” palestina” contra Israel estimulado pelas lideranças religiosas e políticas que mantêm a velha prática de usar as populações de Gaza, Jerusalém e Cisjordânia em ações violentas a fim de promover “rios de sangue” para acusar Israel de violações dos direitos humanos ao repelir manifestações irascíveis e contra-atacar os foguetes lançados por terroristas contra a população civil israelense.

Alheia à violência praticamente diária que os palestinos costumavam promover contra israelenses antes da decisão de Trump, a grande mídia fez questão de noticiar que ataques aéreos israelenses mataram dois palestinos em Gaza e acusaram Trump pelo acontecimento[2], como se fosse do presidente estadunidense a culpa pela doutrina religiosa islâmica considerando toda terra de Israel território waqf, sendo esse um dos motivos para a “indisposição permanente” dos palestinos de levarem adiante o processo de paz com Israel. Na verdade, as Forças de Defesa de Israel (FDI) atingiram quatro alvos terroristas em resposta a mais um foguete proveniente de Gaza que atingiu a cidade de Sderot objetivando matar civis israelenses[3].

A falta de divulgação dos “meandros islâmicos” impede a opinião pública de entender alguns “detalhes” do conflito. Assim, faz-se necessário explicar para não-muçulmanos o conceito “waqf”, o qual foi muito utilizado pelo “líder nazislâmico” Amin al-Husseini, intitulado de forma indevida pelos britânicos “grande mufti de Jerusalém”. O famoso líder palestino – que desejava impetuosamente o genocídio de judeus e constava da “folha de pagamento” dos nazistas por seus horrendos serviços de apoio ao Holocausto – chamou a inexistente “Palestina” de “terra waqf.

A palavra “waqf” significa literalmente “detenção” e segundo estudiosos muçulmanos, refere-se “à detenção de uma propriedade para que seu produto ou renda possa estar sempre disponível para fins religiosos ou de caridade. Quando um waqf é criado, a propriedade é detida, ou está “amarrada” para sempre e depois torna-se intransferível”. Dentre as “consequências jurídicas” para uma propriedade waqf, convém citar a dedicação a Alá, a irrevogabilidade, a perpetuidade e a inalienabilidade[4].

Agora, creio que faz sentido explicar que o grande mufti de Jerusalém e outros líderes árabes – à exceção do rei Abdullah, da então Transjordânia (atual Jordânia) – rejeitaram o plano de partição da “Palestina” em dois Estados, um árabe e outro judeu, sugerido pela Comissão Peel em 1937. O motivo? Amin al-Husseini defendeu argumentação religiosa afirmando que a “Palestina” era “terra waqf”, o que a tornava impossível de “ser dividida”, mesmo que minoritariamente com os judeus, sendo, portanto, uma espécie de “legado muçulmano” que deveria ser preservado exclusivamente nas mãos dos árabes “submissos a Alá”. Dessa forma, o Estado judeu não deveria existir… o tempo passou, mas o argumento perpetuou…

Com o estabelecimento do Estado de Israel em 1948, a argumentação religiosa antissemita veio à lume novamente com força através da criação do grupo terrorista Hamas em 1987, que em sua Carta de constituição, no Capítulo III, tem como subtítulo “A Palestina é um waqf islâmico (propriedade concedida, doada)” e no Artigo 11, estipula:

Art. 11- O Movimento de Resistência Islâmica sustenta que a Palestina é um território de Wakf, (legado hereditário) para todas as gerações de muçulmanos, até o Dia da Ressurreição. Ninguém pode negligenciar essa terra, nem mesmo uma parte dela, nem abandoná-la, ou parte dela. Nenhum Estado Árabe, ou mesmo todos os Estados Árabes (juntos) têm o direito de faze-lo; nenhum Rei ou Presidente tem esse direito, nem tampouco todos os Reis ou Presidentes juntos, nenhuma organização, ou todas as organizações juntas – sejam elas palestinas ou árabes – têm o direito de faze-lo, porque a Palestina é território Wakf, dado para todas as gerações de muçulmanos, até o Dia da Ressurreição.

Esse é o status legal da terra da Palestina de acordo com a Lei Islâmica. A esse respeito, é igual a quaisquer outras terras que os muçulmanos tenham conquistado pela força, porque os muçulmanos a consagraram, à época da conquista, como legado hereditário para todas as gerações de muçulmanos, até o Dia da Ressurreição. Assim ocorreu quando foi completada a conquista de Al-Sha’m (8) e do Iraque, e os Comandantes dos exércitos muçulmanos enviaram mensagens ao Califa ‘Umar b. Al-Khattab, pedindo instruções a respeito das terras conquistadas – dividi-las entre as tropas ou deixa-las em mãos dos seus proprietários, ou proceder de outra forma[5].

Em parte do Artigo 13, ainda preceitua:

“Não há solução para o problema palestino a não ser pela jihad (guerra santa).”

Os fundamentos totalitários e terroristas com base religiosa do “documento” – que não é contestado pelos defensores da “causa palestina” – podem ser vislumbrados também no seguinte preceito:

Israel existirá e continuará existindo até que o Islã o faça desaparecer, como fez desaparecer a todos aqueles que existiram anteriormente a ele. (segundo palavras do mártir, Iman Hasan al-Banna, com a graça de Alá). 

E se alguém levantar a hipótese de que os “palestinos” não mais enxergam Israel como “território waqf”, aconselho consultar fontes dos seus movimentos espalhados pelo mundo. Num dos muitos sites tecendo distorções brutescas para validar a farsa do “direito” ao território de Israel, assim está escrito: A chamada ‘Palestina Histórica’ é todo território que engloba hoje Faixa de Gaza, Israel e Cisjordânia.[6]

Logo, uma vez que o Estatuto do Hamas corrobora o intento genocida dos seus seguidores, fato este ratificado por suas “autoridades religiosas” que em discursos inflamados nas mesquitas afirmam que “os judeus devem ser massacrados e mortos[7], torna-se debalde toda tentativa de criação de um Estado que não tenha condição mínima de proporcionar fronteiras seguras e pacíficas com Israel. A chamada Palestina é, na forma proposta por suas lideranças, um protótipo de Estado terrorista!

Portanto, culpar Trump por ações terroristas palestinas estimuladas por suas lideranças é uma verdadeira discrepância, uma vez que, conforme percebido pelo próprio presidente dos EUA – apesar das “promessas de campanha não cumpridas” dos presidentes antecessores  – não houve avanço nos processos de paz e muito menos no “acordo de reconciliação” entre as facções palestinas. A campanha de ódio palestino não precisa de “justificativa” para atacar Israel… Sem qualquer ação de Trump, desde janeiro de 2012, mais de 2.530 foguetes e morteiros foram disparados de Gaza e atingiram áreas civis israelenses[8].

O combustível para a “revolta dos palestinos” não está na decisão de um Estado soberano acerca da linha de política externa que adota, e sim, nos escritos sagrados islâmicos. Enquanto o Ocidente  não atentar para o lema do Hamas preconizado no Art. 8º do seu Estatuto, não perceberá que está apoiando a possível criação de mais um Estado totalitário islâmico tão perverso e sanguinário quanto Arábia Saudita e Irã.

O art. 8º dispõe:

Alá é a finalidade, o Profeta o modelo a ser seguido, o Alcorão a Constituição, a Jihad é o caminho e a morte por Alá é a sublime aspiração.

Cabe ao Ocidente escolher entre o “exemplo do profeta Mohammad” e as “ações de Trump, mas particularmente, eu rejeito a ideia de um povo tomar como “modelo” um “profeta”, que ao chegar em Yatrib (Medina) – com metade da população judaica – agiu de forma tão “amistosa”, que em 2 anos não havia mais judeus na referida “cidade sagrada”, os quais foram exilados, escravizados ou assassinados. Se em mais de 90 versos, o Alcorão vaticina que o profeta é o “padrão de vida perfeito” para todos os muçulmanos[9], o “desejo de matança” do Hamas e demais apoiadores realmente encontra amparo no mundo totalitário islâmico, porém seria “justo” a comunidade internacional tentar obrigar o governo israelense a apenas “observar” uma “chuva de foguetes” assassinar os seus nacionais?

Se a “Constituição” do Hamas obriga parte da população a “aspirar a morte por Alá” para criar um Estado islâmico na base da “jihad”, nada impede que Israel use a milenar ética judaica para escolher salvar o seu povo que “aspira a vida”!

Andréa Fernandes é jornalista, advogada, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires

Imagem:  EBC Agência Brasil

[1]https://www.theguardian.com/world/2017/dec/09/iraq-formally-declares-end-to-fight-against-islamic-state

[2] https://www.theguardian.com/world/2017/dec/09/israeli-airstrikes-kill-two-in-gaza-as-fallout-from-trump-decision-continues

[3]http://www.jpost.com/Breaking-News/IDF-hits-four-terror-targets-in-Gaza-following-a-rocket-attack-on-Sderot-517510

[4] https://www.lawctopus.com/academike/concept-waqf-muslim-law/

[5] http://www.beth-shalom.com.br/artigos/estatuto_hamas.html

[6] http://vivapalestina.com.br/a-historia-de-um-povo/

[7] https://www.youtube.com/watch?v=WmnpMXOpaM4

[8]http://www.jewishvirtuallibrary.org/palestinian-rocket-and-mortar-attacks-against-israel

[9] https://voiceofeurope.com/2017/12/why-islam-is-a-totalitarian-system-and-a-threat-for-every-non-muslim-civilisation/#.WivQedleo8Q.twitter

 

Os EUA reconhecem Jerusalém como capital de Israel: vem guerra por aí?

Por Andréa Fernandes

Antes de escrever sobre o evento histórico promovido pelos Estados Unidos no momento em que o presidente Donald Trump reconheceu Jerusalém como capital de Israel, resolvi dar uma espiada nas “análises” da galera suprassumo em política internacional e também na mídia árabe. Afinal de contas, nenhum país se importa realmente com os palestinos sob a ótica dos “direitos humanos”, uma vez que o intuito real é deslegitimar Israel na obsoleta oposição midiática comunista ao único país que não se afundou na desordem estimulada pelo ódio religioso e sectarismo, próprios de países muçulmanos.

Tão logo Trump cumpriu com o dever consignado na lei que o Congresso americano aprovou em 1995 – que prevê o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e a consequente transferência da embaixada – e que vinha sendo covardemente postergado por seus antecessores, a comunidade internacional explodiu em fúria – não tão “calorosa” quanto os jihadistas que o Ocidente recebeu – criticando a ação americana num flagrante desrespeito à soberania do país.

O vozerio foi fortalecido pela União Europeia, na pessoa da chefe de política externa, Frederica Mogherini – aquela integrante do partido comunista italiano que “tietava” o terrorista Yasser Arafat[1] – irresignada, após o ato de Trump, disse: “acreditamos que a única solução realista para o conflito entre Israel e Palestina é baseada em dois Estados e com Jerusalém como a capital de ambos”[2]. Talvez, a tese dela em ciência política intitulada “A Relação entre Religião e Política no Islã”, seja o motivo de se empenhar em defender a “jihad palestina”, já que as ações criminosas de países muçulmanos não são do seu interesse, e sempre é bom lembrar que a diplomata hipócrita não anda preocupada com a ocupação de 37% do território cipriota pela Turquia, que mantém 40 mil soldados no norte do Chipre, invadido em 1974[3]. Por acaso, Frederica se manifestou na imprensa quando o “sultão Erdogan” avisou que “a Turquia nunca sairá do Chipre[4]? As pautas comunistas sempre privilegiam os “amantes da paz islâmica obtida pela espada”.

Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina – considerado “moderado” pelo Ocidente – ao ser informado por Trump através de telefonema acerca da sua decisão de mudar a embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém acionou seu fiéis “ativistas-terroristas”, que convidaram fotógrafos e cinegrafistas para “visitar” Belém a fim de documentar um “evento importante”, qual seja, palestinos ensandecidos queimando cartazes com imagens de Trump e a bandeira de Israel[5]. O objetivo é simples: promoção da “propaganda de ódio” para levar a opinião pública a acreditar que a política de Trump incendiará a região, o que fez o presidente da Autoridade Palestina afirmar que “os Estados Unidos perderam o papel de mediador no Oriente Médio”[6].

Hoje, Abbas em pronunciamento agressivo afirmou que a “revolta palestina” deve continuar e o líder do movimento Fatah – também considerado moderado pelo Ocidente – disse que “Trump emitiu declaração de guerra contra o povo palestino”[7]. Abbas já havia ordenado o fechamento de escolas e na usual política retaliatória contra inocentes, o prefeito de Belém (ocupada por palestinos), também determinou o desligamento de todas as luzes de natal na área onde cristãos vêm  sofrendo limpeza religiosa desde o início da ocupação palestina. E se alguém vier com a lengalenga de que “palestinos não são ocupantes”, cabe lembrar que antes da Guerra de Independência de 1948, a população original de Ramallah era 90% cristã e de Belém, 80%. Além disso, o “pacisfismo islâmico” dos invasores palestinos proporcionou a seguinte realidade: em 1967, mais da metade dos moradores de Belém eram muçulmanos e Ramallah se tornou uma grande cidade muçulmana[8].

Aliás, vale uma breve digressão: o falecido terrorista Yasser Arafat mudou a demografia de Belém semelhantemente à estratégia de países muçulmanos na atualidade, ou seja, enviando milhares de muçulmanos de campos de refugiados, e como bem salienta o jornalista Giulio Meotti, transformou a cidade – outrora majoritariamente cristã – “num refúgio seguro para terroristas suicidas”, onde cemitérios e conventos foram profanados e cristãos transformados em escudos humanos pela perversa Organização para a Libertação da Palestina (OLP). De sorte que, a OLP e outros grupos islâmicos “ofertaram” aos cristãos nativos as mesmas atrocidades que seus homólogos do Estado Islâmico: casamento forçado, conversões, espancamentos, apropriação de terras, ataques incendiários, boicote comercial, tortura, sequestro, assédio sexual, extorsão, dentre outros crimes mantidos ocultos pela mídia vendida aos interesses árabes.

Após o pronunciamento histórico de Trump, Ismail Haniyeh, líder do grupo terrorista Hamas, fez o que sempre foi sua especialidade: conclamar o terror contra civis inocentes, e para tanto, pediu uma nova “intifada contra o inimigo sionista[9] como condenação à decisão de Trump no melhor estilo “jihad”. Contudo, a “ansiedade sanguinária” não resistiu esperar até o dia 8, quando deveriam ser iniciados os atos de violência, e com isso, os terroristas passaram a efetivar disparos de foguetes contra o território israelense ocasionando “resposta” de Israel direcionada às estruturas militares na Faixa de Gaza[10]. Seguindo a mesma “linha assassina”, o grupo terrorista xiita Hezbollah, financiado pelo Irã, também endossou a necessidade de intifada.

Incitados por suas lideranças, cerca de 3 mil palestinos saíram às ruas em protestos violentos em 30 locais na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, onde dezenas de manifestantes se reuniram perto da fronteira com Israel e lançaram pedras contra os soldados. A violência se intensificou no embate de palestinos contras as forças israelenses e segundo a imprensa palestina, já são 200 palestinos feridos e 1 morto.

Insta esclarecer que o “tom apocalíptico” de alguns jornais descambaram em distorções de ignorância ímpar como aconteceu com ‘O Globo’, ao consignar: “Diante da reação inflamada do mundo árabe, com protestos na Faixa De Gaza e na Turquia, o Exército israelense anunciou o envio de batalhões adicionais ao território palestino da Cisjordânia[11]”. O jornalista nervoso por externar o sensacionalismo de sempre, incluiu indevidamente a Turquia na lista de territórios integrantes do “mundo árabe”. O desespero tomou conta da redação…

De qualquer maneira, o mundo muçulmano é, de certo modo,  imprevisível, e as lideranças  palestinas se esforçam para conseguir o apoio que carecem para promover “arruaça terrorista” ao ponto de desencadear uma verdadeira “guerra”, tentando invalidar o ato legítimo de Trump, porém, deverão primeiro, convencer a monarquia saudita a validar sua ações, visto que numa proposta inusitada de “acordo”, a Arábia Saudita ofereceu a cidade de Abu Dis (próxima à Jerusalém Oriental) como a futura “capital da Palestina”, em vez de Jerusalém Oriental. E se ainda assim, o caro leitor tem dúvida do “apoio” que goza a Autoridade Palestina, cabe informar que Abbas foi pressionado pelo Egito e Arábia Saudita a não processar funcionários israelenses em tribunais internacionais como havia prometido, e decidiu… obedecer a “orientação”[12].

A Organização de Cooperação Islâmica (OIC) se manifestou ontem expressando rejeição à decisão de Trump e informou que convocará uma reunião extraordinária com os representantes dos Estados-membros em Istambul nos dias 12 e 13 de dezembro para “discutir as repercussões da decisão americana e formular uma posição islâmica unificada” sobre a questão[13].

O principal representante da “Palestina’ no Reino Unido, Manuel Hassassian, disse que o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel pelos Estados Unidos equivale a uma “declaração de guerra contra os muçulmanos[14]. Já o Papa Francisco e a ONU apelam para um “diálogo” sobre o status da cidade, mesmo sabendo que não está nos planos dos palestinos essa possibilidade. O Papa ressaltou que se “respeite” o status atual da cidade, pouco se importando que esse pedido absurdo, é, na realidade, um desrepeito ao direito milenar dos judeus à Jerusalém como sua capital indivisível.

Até o momento, as “ameaças explícitas” evidenciadas contra os Estados Unidos advêm do Estado Islâmico e al-Qaeda – grupos islâmicos que vivem em função de ameaças aos “infiéis ocidentais” de modo que não surpreende ninguém a revolta das lideranças dessas facções além do “irmão siamês” Hamas, que objetiva começar nova intifada.

Logo, aguardemos novos “sinais de fumaça islâmica” para sabermos até aonde vai a proclamação de jihad contra Israel e Estados Unidos, já reconhecendo que nessa sexta-feira a promessa de novos protestos se cumpriu em países como Malásia, Indonésia, Iêmen, Turquia, Jordânia, Egito e outros Estados africanos.

Nada mais “inspirador” para um candidato a “Estado terrorista”, que o pedido de suas lideranças exigindo o chamado “Dia de fúria” justamente após as “orações” no dia que é considerado “sagrado” para os seguidores da “religião da paz”.

Publicado originalmente em 08.12.2017, no Portal Gospel Prime

Imagem: g1.globo.com

[1] http://israelstreet.org/2014/11/08/communist-and-islamophile-federica-mogherini-returns-to-ramallah-and-gaza/

[2] https://www.jihadwatch.org/2017/12/eu-vows-push-to-make-jerusalem-capital-for-palestinians-too

[3] http://cyprus-mail.com/2017/07/20/cyprus-marks-43-years-since-turkish-invasion/

[4] https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2017/01/13/erdogan-diz-que-turquia-nunca-saira-do-chipre.htm

[5] https://www.gatestoneinstitute.org/11508/trump-jerusalem-speech-palestinians

[6] http://g1.globo.com/globo-news/jornal-das-dez/videos/t/todos-os-videos/v/mundo-islamico-protesta-apos-trump-reconhecer-jerusalem-como-capital-de-israel/6342958/

[7] https://www.timesofisrael.com/abbas-vows-palestinian-rage-will-continue-well-never-back-down/

[8] https://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4221651,00.html

[9] https://www.middleeastmonitor.com/20171207-hamas-leader-calls-for-new-intifada-over-trump-decision/

[10] https://www.dn.pt/mundo/interior/jerusaem-israel-ataca-postos-militares-na-faixa-da-gaza-em-resposta-a-projeteis-8971462.html?utm_source=Push&utm_medium=Web

[11] https://oglobo.globo.com/mundo/confrontos-entre-soldados-israelenses-palestinos-deixam-ao-menos-104-feridos-22160770

[12] https://www.middleeastmonitor.com/20171123-under-saudi-egypt-pressure-abbas-retreat-from-prosecuting-israel/#at_pco=smlwn-1.0&at_si=5a29c8f6b0615634&at_ab=per-2&at_pos=0&at_tot=1

[13] http://www.arabnews.com/node/1205411/saudi-arabia

[14] https://g1.globo.com/mundo/noticia/reconhecer-jerusalem-como-capital-de-israel-e-declarar-guerra-diz-enviado-palestino-no-reino-unido.ghtml

 

A solução de Dois Estados

Por Sergio Bichuchs Sinenberg

Como sou partidário da “solução de Dois Estados”, quero propor à Angela Merkel que Berlin seja dividida novamente e que cada metade da cidade seja a capital de Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental, respectivamente. Temos certeza que os berlinenses não farão objeções à divisão da cidade, para que a mesma seja a capital de dois Estados.

Quanto ao Brasil, quero sugerir que seja respeitado o Tratado de Tordesilhas, devolvendo à Espanha toda a Amazônia.

Inglaterra deverá ceder a metade das Ilhas Malvinas à Argentina, criando dois Estados: a República das Focas Portenhas e a Irlanda do Atlântico Sul.

Não vamos esquecer de propor ao effendi Erdogan, sultão do novo Império Turco, que deverá abrir mão de Istambul, para respeitar a origem cristã desta famosa cidade, que já foi chamada Bizâncio e depois Constantinopla, quando era a capital do cristão Império Romano Oriental.

O mesmo Erdogan concordará –não temos dúvidas – com a divisão da Turquia em dois Estados, um turco e outro curdo, seguindo o bom exemplo da República Islâmica do Irã, que fará o mesmo ato de justiça internacional e respeito à autodeterminação dos povos.

Assim sendo, estes democráticos e humanitários países propiciarão a criação do Estado Curdo, o Curdistão.

Por seu lado, a China já avisou que devolverá o Tibete ao seu povo, para inspirar a solução de dois Estados a outros países.

Aproveitando o generoso espírito natalino, até Vladimir Putin, o “Czar de Todas as Rússias”, quer colaborar, reintegrando a Crimeia à Ucrânia.

Pura generosidade!

Imagem: http://www.dw.com/en/merkels-delicate-mission-to-turkey/a-37367606

 

Israel proíbe homens com menos de 50 anos na Esplanada Das Mesquitas

Durante a tarde de quinta-feira (27/7), as forças de segurança israelenses enfrentaram manifestantes palestinos na Esplanada

Jerusalém, Undefined – A polícia israelense proibiu o acesso de homens com menos de 50 anos para as orações desta sexta-feira (28/7) na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, após a escalada dos últimos dias. “Foi realizada uma avaliação de segurança e há indícios de que hoje haverá distúrbios e manifestações”, destacou a polícia em um comunicado.
“Apenas homens com mais de 50 anos e mulheres, de qualquer idade, serão autorizados”, e certas ruas em torno da Cidade Velha terão seu acesso limitado. “Todas as medidas de segurança necessárias foram adotadas para prevenir e responder a qualquer ato de violência”, assinalou a polícia.
Durante a tarde de quinta-feira (27/7), as forças de segurança israelenses enfrentaram manifestantes palestinos na Esplanada, na qual os fiéis muçulmanos entraram após quase duas semanas de boicote por conta das novas medidas de segurança impostas por Israel.
Segundo o Crescente Vermelho palestino, os incidentes deixaram 56 feridos na Esplanada, que os judeus chamam de Monte do Templo, e nas suas imediações. Na quinta-feira, os muçulmanos compareceram pela primeira vez em quase duas semanas à Esplanada, após  as autoridades israelenses retirarem as polêmicas medidas de segurança, decretadas depois de um ataque no qual morreram dois policias israelenses, em 14 de julho.
Israel justificou o reforço do dispositivo de segurança alegando que os agressores de 14 de julho esconderam suas armas na Esplanada, mas após as pressões da comunidade internacional, retirou na terça-feira os detectores de metal, substituídos por câmeras de segurança, que também foram desinstaladas posteriormente.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2017/07/28/interna_mundo,613191/israel-proibe-homens-com-menos-de-50-anos-na-esplanada-das-mesquitas.shtml

O Líbano afasta os palestinos. Seus “líderes” concordaram em torná-los prisioneiros. Grupos de direitos humanos silenciosos.

Este artigo, de  The New Arab , descreve com ironia:

Os primeiros blocos de uma parede de isolamento foram erguidos ao redor do maior campo de refugiados palestinos no Líbano esta semana, como um plano entrou em vigor para construir cordões de segurança e torres de vigia em torno de Ain al-Hilweh.

O muro de segurança faz parte de um acordo entre as facções palestinas e as autoridades no Líbano, na tentativa de conter os recentes confrontos entre palestinos dentro do campo e o exército libanês, afirmam oficiais libaneses e palestinos.

O muro de isolamento está pronto para ser concluído nos próximos 15 meses, de acordo com um relatório do site de notícias al-Modon, baseado no Líbano.

“Quatro torres serão construídas”, disse o oficial do Hamas de Ain al-Hilweh, Abu Ahmad Faysal no início do mês, ao Daily Star do Líbano.

Apesar de ser aprovado pela liderança palestina em Ain al-Hilweh , localizado a sudeste da cidade portuária de Sidon, para os milhares que vivem na vida de campo superlotado só vai piorar.

Os palestinos irritados acionaram a mídia social para expressar sua frustração, chamando a torre de vigilâcia de “a muralha da vergonha” e comparando-a com medidas israelenses semelhantes.

Aqueles que residem na borda sul do acampamento manifestaram queixas porque a parede ficaria a apenas 3 metros de distância de suas casas, de acordo com relatórios sobre os planos de construção.

Eles estão literalmente construindo uma prisão ao ar livre. Os residentes não poderão sair sem permissão específica. Já os palestinos libaneses estão sofrendo de discriminação sancionada pelo Estado, e agora as coisas vão piorar.

Mas ninguém pode culpar Israel, então isso simplesmente não é novidade.

O Daily Star (Líbano) mostra que nada mudou para os palestinos há mais de 65 anos – seus chamados “líderes” cortaram seus próprios negócios para ajudar a si mesmos e depois afirmam que as pessoas os apoiam:

Após uma reunião entre o Exército e as facções palestinas na última terça-feira, uma declaração conjunta foi emitida pelo chefe das facções do campo – o primeiro de seu tipo sobre o muro proposto.

De acordo com o comunicado, o chefe das Forças de Segurança Nacional Palestinas no Líbano, o general Sobhi Abu Arab, confirmou que o povo de Ain al-Hilweh ficaria com o Exército enquanto as obras começassem.

Após as reuniões, os funcionários deixaram claro que não havia objeções ao estabelecimento do muro.

O oficial da frente democrática Fouad Othman salientou que a cooperação estava em curso em todos os aspectos da construção. “Não há objeção palestina ao muro” , disse ele ao Daily Star. “Há notas que tivemos em partes do muro,

As mentiras são risíveis, mas são suficientes para convencer as ONGs de que não há nada a ver aqui – mesmo quando os residentes se queixam amargamente.

(H / t Mark)

http://elderofziyon.blogspot.com.br/2016/11/lebanon-walls-off-palestinians-their.html#disqus_thread

França na Iminência do Colapso Total

por Guy Millière

  • A França não percebeu isso naquela época, mas montou uma armadilha para si mesma e a armadilha agora está começando a disparar.

  • Nos anos 1970 os palestinos começaram a usar o terrorismo internacional e a França optou por aceitar esse terrorismo desde que ela não fosse afetada. Ao mesmo tempo a França acolheu a imigração em massa do mundo árabe-muçulmano, evidentemente, como parte do desejo muçulmano de expandir o Islã. A população muçulmana desde então aumentou em número, porém não se assimilou.
  • Os levantamentos mostram que um terço dos muçulmanos franceses querem a aplicação plena da Lei Islâmica (Sharia). Eles também mostram que a maioria esmagadora dos muçulmanos franceses apoia a jihad, especialmente a jihad contra Israel, um país que eles gostariam de ver varrido da face da terra.
  • “É melhor sair do que fugir.” — Sammy Ghozlan, Presidente da Agência Nacional de Vigilância contra o Antissemitismo. Depois ele foi assaltado e seu carro incendiado. Ele foi embora.
  • Villiers também menciona a existência de “zonas proibidas” com milhares de armas de guerra. Ele acrescenta que as armas provavelmente sequer serão utilizadas, os islamistas já venceram.
  • Originalmente os sonhos franceses poderiam ter sido os de desarticular os Estados Unidos como potência mundial, distanciá-lo do acesso ao petróleo barato e aos negócios com países islâmicos ricos em petróleo, além das preces de não terem terrorismo interno.

Na França reina a agitação descontrolada. “Migrantes” que chegam da África e do Oriente Médio semeiam desordem e insegurança em inúmeras cidades. A enorme favela, mais conhecida como a “selva de Calais“, acaba de ser desmantelada, no entanto outras favelas pipocam a cada dia. Na zona leste de Paris, ruas estão cobertas de telhas onduladas, toalhas de plástico ou de outro material e placas desconjuntadas. Violência é o lugar comum. As 572 “zonas proibidas“, oficialmente denominadas “áreas urbanas sensíveis”, continuam crescendo e os policiais que se aproximam delas muitas vezes sofrem as consequências. Recentemente uma viatura de polícia foi emboscada, o veículo foi incendiado e os policiais foram impedidos de sair. Se forem atacados, conforme as ordens dos superiores a determinação é fugir em vez de retaliar. Muitos policiais, furiosos por terem que se comportar feito covardes, organizarammanifestações. Não houve ataques terroristas desde o assassinato de um padre em Saint-Etienne-du-Rouvray em 26 de julho de 2016, mas os serviços de inteligência sabem que os jihadistas que retornaram do Oriente Médio estão prontos para atacar e que distúrbios podem explodir em qualquer lugar, a qualquer hora, sob qualquer pretexto.

Apesar de estar sobrecarregado com uma situação interna que mal consegue controlar, ainda assim o governo francês intervém em assuntos mundiais: um “estado palestino” ainda é a principal bandeira, Israel é o seu bode expiatório favorito.

Na primavera passada, apesar da França e dos territórios palestinos estarem em péssimo estado, o Ministro das Relações Exteriores da França Jean-Marc Ayrault declarou que era “urgente” relançar o “processo de paz” e criar um estado palestino. Por conseguinte, a França convocou uma conferência internacional realizada em Paris em 3 de junho. Nem Israel nem os palestinos foram convidados. A conferência foi um fracasso. Ela terminou com uma declaração insípida sobre a “imperiosa necessidade” de “avançar”.

A França não parou por aí. O governo então decidiu organizar uma nova conferência em dezembro. Desta vez juntamente com Israel e os palestinos. O Primeiro Ministro de Israel Benjamin Netanyahu observando que Israel não necessita de intermediários recusou o convite. Os líderes palestinos o aceitaram. Saeb Erekat, porta-voz da Autoridade Palestina parabenizoua França acrescentando, o que não é de se estranhar, que foi a Autoridade Palestina que “sugeriu” aos franceses a realização da conferência.

Donald Trump agora é o presidente eleito dos EUA e tudo leva a crer que Newt Gingrich desempenhará um papel-chave na Administração Trump. Gingrich ressaltou há alguns anos que não existe um povo palestino, acrescentando na semana passada que os assentamentos não são de modo algum um obstáculo à paz. Sendo assim, ao que tudo indica, a conferência será outro fracasso.

Diplomatas franceses, no entanto, estão elaborando juntamente com funcionários da Autoridade Palestina uma resolução da ONU para reconhecer um estado palestino dentro das “fronteiras de 1967” (as linhas de armistício de 1949), isso sem nenhum tratado de paz. Eles têm aparentemente a esperança de que o presidente dos EUA Barack Obama, ainda no exercício de sua função, não use o veto americano no Conselho de Segurança, permitindo a aprovação da resolução. Não é possível afirmar se Barack Obama vai querer terminar a sua presidência com um gesto tão flagrantemente traiçoeiro. É quase certo que o gesto francês não dará certo. De novo.

Por muitos anos a França dá a entender ter construído toda a sua política externa em cima doalinhamento com a Organização de Cooperação Islâmica (OIC em inglês): 56 países islâmicos mais os palestinos. Originalmente os sonhos franceses poderiam ter sido os de desarticular os Estados Unidos como potência mundial, distanciá-lo do acesso ao petróleo barato e aos negócios com países islâmicos ricos em petróleo, além das preces de não terem terrorismo interno. Todas as quatro esperanças não deram em nada. É óbvio também que a França tem problemas mais urgentes para resolver.

A França persiste porque está tentando desesperadamente impor limites aos problemas que provavelmente não podem ser resolvidos.

Nos anos 1950 a França era bem diferente do que ela é hoje. Era amiga de Israel. A “causa palestina” não existia. A guerra na Argélia estava no auge e a grande maioria dos políticos franceses sequer apertaria a mão de terroristas que não tivessem se arrependido de seus atos.

Tudo isso mudou com o fim da guerra na Argélia. Charles de Gaulle entregou a Argélia a um movimento terrorista chamado Frente de Libertação Nacional. Ele então passou a criar umareorientação estratégica da política externa da França, inaugurando o que ele chamou de “política árabe da França. ”

A França assinou acordos comerciais e militares com diversas ditaduras árabes. Para seduzir seus novos amigos ela, de maneira ávida, adotou uma política anti-Israel. Quando na década de 1970, o terrorismo na forma de sequestros de aviões foi inventado pelos palestinos e, com o assassinato dos atletas israelenses nas Olimpíadas de Munique em 1972, “os palestinos” de repente se tornaram uma “causa sagrada” e uma ferramenta útil para alavancar a posição francesa no mundo árabe, a França ao adotar a “causa”, passou a ser inflexivelmente pró-palestina.

Os palestinos começaram a usar o terrorismo internacional e a França optou por aceitar esse terrorismo, desde que ela não fosse afetada. Ao mesmo tempo a França acolheu a imigração em massa do mundo árabe-muçulmano, evidentemente, como parte do desejo muçulmano de expandir o Islã. A população muçulmana desde então aumentou em número, porém não se assimilou.

A França não percebeu isso naquela época, mas montou uma armadilha para si mesma e a armadilha agora está começando a disparar.

A população muçulmana da França dá a entender que é antifrancesa em termos judaico-cristãos, valores do Iluminismo e pró-francesa apenas na medida em que a França se curva àsexigências do Islã. Em que pese, os muçulmanos da França que também são pró-palestinos, teoricamente não deveria ter havido nenhum problema. Mas a França subestimou os efeitos da ascensão do Islã radical no mundo muçulmano e além dele.

Cada vez mais os muçulmanos franceses se consideram acima de tudo muçulmanos. Muitos afirmam que o Ocidente está em guerra com o Islã, eles veem a França e Israel como parte do Ocidente, assim sendo estão em guerra com os dois. Eles veem que a França é anti-Israel e pró-Palestina, mas também veem que vários políticos franceses mantêm laços com Israel, de modo que eles provavelmente acham que a França não é anti-Israel e pró-Palestina o suficiente.

Eles veem que a França tolera o terrorismo palestino e parecem não compreender porque a França combate o terrorismo islâmico em outros lugares.

Para agradar os muçulmanos que estão na França, o governo francês pode até acreditar que não há outra escolha senão ser ainda mais pró-palestina e anti-Israel o máximo possível – muito embora, conforme as pesquisas de opinião indicam, esta política é um fracasso estrondoso.

O governo francês, sem dúvida, vê que não tem condições de impedir o que cada vez mais parece ser um desastre iminente. Este desastre já está ocorrendo.

Talvez o atual governo da França ainda alimente a esperança de poder empurrar um pouco com a barriga o desastre e evitar uma guerra civil. Talvez eles possam ter a esperança de que as “zonas proibidas” não explodam – pelo menos durante o mandato desse governo.

Há hoje na França seis milhões de muçulmanos, 10% da população, e a porcentagem está aumentando. Os levantamentos mostram que um terço dos muçulmanos franceses querem a aplicação plena da Lei Islâmica (Sharia). Eles também mostram que a maioria esmagadora dos muçulmanos franceses apoia a jihad, especialmente a jihad contra Israel, um país que eles gostariam de ver varrido da face da terra.

A principal organização muçulmana francesa, a União das Organizações Islâmicas da França, é o ramo francês da Irmandade Muçulmana, um movimento que deveria ser incluído na lista das organizações terroristas pelo seu aberto desejo de derrubar governos ocidentais.

A Irmandade Muçulmana é primordialmente financiada pelo Catar, país que investe pesadamente na França – e que conta com a comodidade de ter a sua própria base aérea dos EUA.

Os judeus estão deixando a França em número recorde e a debandada não para. Sammy Ghozlan, presidente da Agência Nacional de Vigilância contra o Antissemitismo, reiterou por muitos anos que: “é melhor sair do que fugir”. Ele foi assaltado. Seu carro foi incendiado. Ele saiu e agora vive em Israel.

O restante da população francesa vê claramente a extrema gravidade do que está acontecendo. Alguns estão furiosos e em estado de revolta, outros parecem resignados esperando o pior: a tomada da Europa pelos islamistas.

As próximas eleições francesas estão programadas para maio de 2017. O presidente francês François Hollande perdeu toda a credibilidade e não tem nenhuma chance de ser reeleito. Quem chegar ao poder terá uma tarefa difícil.

Ao que tudo indica os franceses perderam a confiança em Nicolas Sarkozy, de modo que provavelmente escolherão entre os candidatos Marine Le Pen, Alain Juppé ou François Fillon.

Marine Le Pen é a candidata da Frente Nacional de extrema-direita.

Alain Juppé é o prefeito de Bordeaux e muitas vezes faz campanha em companhia de Tareq Oubrou, imã da cidade. Até recentemente, Tareq Oubrou era membro da Irmandade Muçulmana. Alain Juppé parece acreditar que a presente desordem irá perder força se a França se curvar totalmente ao Islã.

François Fillon, será provavelmente o candidato da direita moderada. Ele assinalourecentemente que “o sectarismo islâmico” cria “problemas na França”. Ele também ressaltouque se um estado palestino não for estabelecido em breve, Israel será “a principal ameaça à paz mundial.”

Três anos atrás o filósofo francês Alain Finkielkraut publicou o livro: A Identidade Infeliz(L’identité malheureuse), no qual descreve os perigos inerentes à islamização da França e os principais distúrbios que se originam a partir dele. Juppé escolheu um lema de campanha que se destina a contradizer Finkielkraut: “A Identidade Feliz“.

Desde a publicação do livro de Alain Finkielkraut, outros livros de caráter pessimista foram publicados e se tornaram best-sellers na França. Em outubro de 2014 o colunista Eric Zemmour publicou O Suicídio Francês (Le suicide français). Há poucas semanas ele publicou outro livro: Um Mandato de Cinco Anos Para Nada (Un quinquennat despeje rien). Ele descreve o que vê acontecendo com a França: “invasão, colonização, explosão.”

Zemmour define a chegada de milhões de muçulmanos na França nas últimas cinco décadas como uma invasão e a recente chegada de um turbilhão de imigrantes como a continuação daquela invasão. Ele descreve a criação de “zonas proibidas” como a criação de territórios islâmicos em solo francês e parte integrante de um processo de colonização.

Ele escreve que as erupções de violência que se espalham são sinais de uma explosão iminente, que cedo ou tarde, a revolta vai ganhar terreno.

Outro livro: Os Sinos da Igreja Tocarão Amanhã? (Les cloches sonneront-elles encore demain?), foi publicado recentemente por Philippe de Villiers, ex-membro do governo francês.

Villiers chama a atenção para o desaparecimento de igrejas na França e a sua substituição por mesquitas. Ele também menciona a existência de “zonas proibidas” com milhares de armas de guerra (fuzis automáticos AK-47, pistolas Tokarev, armas antitanque M80 Zolja, etc). Ele acrescenta que as armas provavelmente sequer serão utilizadas – os islamistas já venceram.

Em seu novo livro: Os Sinos da Igreja Tocarão Amanhã?, Philippe de Villiers observa o desaparecimento de igrejas na França e a sua substituição por mesquitas. Na foto acima: em 3 de agosto a polícia francesa retirou à força um padre e sua congregação da igreja de Santa Rita em Paris antes dela ser demolida, conforme estava programado. A líder da Frente Nacional Marine Le Pen ressaltou furiosamente: “e se construíssem estacionamentos no lugar de mesquitas salafistas e não de nossas igrejas?” (imagem: captura de tela de vídeo RT)

Em 13 de Novembro de 2016 a França marcou o primeiro aniversário dos ataques de Paris. As placas foram descerradas em todos os lugares onde pessoas foram mortas. As placas diziam: “Em memória das vítimas feridas e assassinadas nos ataques”. Nenhuma menção foi feita sobre a barbárie jihadista. À noite, a casa de espetáculos Bataclan foi reaberta com um concerto de Sting. A última canção do concerto foi “Insh’ Allah”: “se Alá quiser”. A direção do Bataclan não permitiu a entrada de dois membros da banda norte-americana Eagles of Death Metal – que estavam no palco quando o ataque começou. Algumas semanas depois do ataque, Jesse Hughes, vocalista do grupo, se atreveu a criticar os muçulmanos que participaram do ataque. O diretor do Bataclan assinalou acerca de Hughes: “há coisas que não dá para perdoar”.

Dr. Guy Millière, professor da Universidade de Paris, é autor de 27 livros sobre a França e a Europa.

https://pt.gatestoneinstitute.org/9496/franca-colapso

Palestinos: “A Máfia da Destruição”

  • Funcionários do Hamas e da Autoridade Palestina (AP) transformaram o atendimento médico em um comércio que rende centenas de milhares de dólares por ano. Esta corrupção permitiu a altos funcionários da Cisjordânia e Faixa de Gaza desviarem milhões de shekels (moeda israelense) do orçamento da AP.

  • Em 2013 a AP gastou mais de meio bilhão de shekels para cobrir despesas médicas de palestinos que foram encaminhados a hospitais fora dos territórios palestinos. No entanto, ninguém sabe exatamente como o dinheiro foi gasto e se todos aqueles que receberam a documentação para o encaminhamento de fato precisavam de tratamento médico. Em um caso verificou-se que 113 pacientes palestinos tinham dado entrada em hospitais israelenses ao custo de 3 milhões de shekels, no entanto não há nenhuma documentação dessas internações. Até as identidades dos pacientes continuam envoltas em mistério.
  • Hajer Harb, uma corajosa jornalista palestina da Faixa de Gaza, assinala que ela já está enfrentando acusações de “difamação” por expor a corrupção. Ela vem sendo recorrentemente interrogada pelo Hamas. O regime da AP, de sua parte, não está nada contente com o fato do vazamento ter vindo à tona.
  • Os hospitais de Gaza estariam melhor equipados se o Hamas usasse o dinheiro ao seu dispor na construção de centros médicos em vez de túneis para contrabandear armas do Egito para atacar Israel.

Pergunta: o que os pacientes palestinos fazem para obter autorização para receber tratamento médico em Israel e em outros hospitais ao redor do mundo? Resposta: pagam propina a funcionários da alta hierarquia palestina na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Aqueles que não têm como pagar a propina são abandonados à própria sorte, amontoados, em hospitais mal equipados, falta de pessoal, principalmente na Faixa de Gaza.

No entanto, ao que tudo indica, uns palestinos são mais iguais do que os outros: aqueles palestinos cujas vidas não correm perigo, mas que só fazem de conta. São eles: empresários, comerciantes, estudantes universitários e parentes de altos funcionários da Autoridade Palestina (AP) e do Hamas, que recebem autorização para viajar para Israel e para outros países sob o pretexto de emergência médica.

Inúmeros palestinos apontam o dedo para o Ministério da Saúde da AP na Cisjordânia. Eles ressaltam que funcionários do alto escalão do ministério têm abusado de seus poderes em troca de propina de pacientes genuínos e de palestinos que querem apenas a licença médica para saírem da Faixa de Gaza ou da Cisjordânia. Graças à corrupção, a inúmeros pacientes reais foram negadas a oportunidade de receber tratamento médico adequado tanto em Israel quanto em outros países.

Palestino sendo levado a uma ambulância israelense no posto de fronteira de Erez entre a Faixa de Gaza e Israel a caminho de um hospital israelense, 29 de julho de 2014. (imagem: Ministério das Relações Exteriores de Israel)

Isto, claro, não se aplica aos altos funcionários palestinos e seus familiares, que continuam a fazer uso irrestrito de hospitais israelenses e de outros centros médicos na Jordânia, Egito, países do Golfo e da Europa.

Até mesmo altos funcionários do Hamas desfrutam do acesso a hospitais israelenses. Em 2013, Amal Haniyeh, neta do líder do Hamas Ismail Haniyeh, foi transferida para um hospital israelense para tratamento médico urgente. Um ano antes, a irmã de Haniyeh, Suheilah,também foi levada a um hospital israelense para uma urgente cirurgia cardíaca.

Haniyeh, no entanto, não teve que pagar propina para que sua filha e irmã recebessem tratamento médico em Israel. Com efeito, alguns palestinos são evidentemente muito mais iguais que outros.

A corrupção no sistema de saúde palestino, tanto na Cisjordânia quanto na Faixa de Gaza, tem sido um segredo bem conhecido. Os palestinos que não desfrutam dos contatos certos e sem o dinheiro necessário para entregar a um alto funcionário ou médico estão plenamente conscientes de que eles jamais receberão a autorização das assim chamadas “referências médicas no exterior”. A assinatura de um médico ou de um funcionário da alta hierarquia do sistema de saúde é a mercadoria mais preciosa existente na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. A assinatura permite que os pacientes recebam tratamento médico gratuito em Israel e em vários outros países.

A falta de regras claras que definam quem tem direito a esse privilégio tem facilitado a corrupção generalizada no sistema de saúde palestino. O nepotismo desempenha um papel importantíssimo nesse tipo de corrupção. O parente de um alto funcionário palestino pode facilmente ser transferido para tratamento em um hospital israelense, jordaniano ou egípcio, ao passo que pacientes da Faixa de Gaza sem recursos podem ter que esperar meses e até anos até que possam obter tais autorizações.

Funcionários do Hamas e da AP estão fazendo negócios com a vida dos pacientes palestinos. Eles transformaram o atendimento médico em um comércio que rende centenas de milhares de dólares por ano. Esta corrupção, que avança na ausência de transparência e de prestação de contas, permitiu também a altos funcionários da Cisjordânia e Faixa de Gaza desviarem milhões de shekels do orçamento da AP.

Apesar da promessa da Autoridade Palestina e do Hamas de combaterem a exploração de pacientes palestinos, os próprios palestinos não sentiram nenhuma melhora. Eles dizem que mais de 70% dos casos de encaminhamentos médicos a hospitais israelenses e ao exterior não constam dos registros e que ainda não está claro como e onde o dinheiro foi gasto.

Por exemplo, em 2013 a AP gastou mais de meio bilhão de shekels para cobrir despesas médicas de palestinos que foram encaminhados a hospitais fora dos territórios palestinos. No entanto, ninguém sabe exatamente como o dinheiro foi gasto e se todos aqueles que receberam a documentação para o encaminhamento de fato precisavam de tratamento médico.

A AP sustenta que em 2014 mais de 54.000 palestinos de Gaza obtiveram a papelada necessária para os encaminhamentos médicos de tratamento fora da Faixa de Gaza. As autoridades responsáveis pela saúde na Faixa de Gaza, no entanto, dizem que eles estão cientes de apenas 16.382 casos documentados de pacientes reais que receberam as autorizações.

Entre 1994 e 2013 a Autoridade Palestina não solicitou as notas fiscais discriminadas dos hospitais israelenses dos tratamento médicos ministrados aos pacientes palestinos. Os valores são deduzidos mensalmente das receitas cobradas por Israel e depois transferidos para a AP

A Coligação para a Prestação de Contas e Integridade (AMAN), um grupo palestino que atua na esfera da democracia, direitos humanos e boa governança para combater a corrupção e melhorar a integridade, os princípios de transparência e sistemas de prestação de contas na sociedade palestina, é um dos poucos órgãos que estão soando o alarme no tocante a esse abuso.

No ano passado a AMAN divulgou uma denúncia na qual alertava sobre a corrupção no Departamento de Referências Médicas no Exterior, subordinado ao Ministério da saúde da AP. A denúncia apontou discrepâncias nos custos de tratamento médico em Israel e em outros hospitais e os valores pagos. Por exemplo, em um caso verificou-se que 113 pacientes palestinos tinham dado entrada em hospitais israelenses ao custo de 3 milhões de shekels, no entanto não há nenhuma documentação dessas internações. Até as identidades dos pacientes continuam envoltas em mistério.

A denúncia da AMAN afirma que as medidas tomadas pelas autoridades responsáveis pela saúde dos palestinos no sentido de limitar o nepotismo e as propinas e evitar o desperdício de dinheiro público, foram insuficientes. Os médicos, de acordo com a denúncia, enfrentam pressão de funcionários da Autoridade Palestina para que emitam a documentação médica requerida pelos hospitais israelenses e outros hospitais ao redor do mundo, mesmo para os pacientes que não precisam daquela internação. Em determinados casos, assinala a denúncia, os pacientes podiam ter sido tratados em hospitais palestinos, não havendo a necessidade de transferi-los para outros hospitais a custos tão elevados.

A AP assinala que pediu à Comissão Anticorrupção que investigue o escândalo. Até a presente data ainda não está claro se foram tomadas as medidas necessárias contra os responsáveis pela corrupção.

O Hamas por sua vez continua responsabilizando a AP pelo sofrimento dos pacientes na Faixa de Gaza. O movimento islamista afirma que o governo da AP está retendo a emissão de licenças médicas como meio de punir os palestinos por seu apoio ao Hamas.

Na realidade, o que acontece não é bem isso: determinadas autoridades responsáveis pela saúde na Faixa de Gaza ligadas ao Hamas também têm explorado o sofrimento dos pacientes. O Hamas não tem interesse que isso venha à tona.

Hajer Harb, uma corajosa jornalista palestina da Faixa de Gaza, recentemente elaborou uma reportagem investigativa sobre a corrupção de funcionários da saúde na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Ela vem sendo recorrentemente interrogada pelo Hamas.

Harb assinala que ela já está enfrentando acusações de “difamação” por expor a corrupção. Ela foi informada por seus interrogadores que a decisão de intimá-la para investigação veio depois que um médico na Faixa de Gaza apresentou uma queixa de “difamação” contra ela.

Os interrogadores do Hamas exigiam que Harb revelasse suas fontes e a identidade das pessoas envolvidas no escândalo de corrupção. “Eu disse a eles que sou jornalista e não posso fornecer as identidades das minhas fontes sem ordem judicial”.

“Os promotores disseram que as seguintes acusações pesavam contra mim: crime de falsa identidade (eles alegam que não revelei minha verdadeira identidade na reportagem investigativa), difamar o Ministério da Saúde devido à publicação de informações imprecisas e incorretas e trabalhar com ‘agentes estrangeiros’ (ao elaborar uma denúncia para uma rede de TV radicada em Londres, sob o pretexto de que a empresa jornalística não está registrada na Assessoria de Imprensa na Faixa de Gaza)”.

Em sua denúncia, Harb mencionou os intermediários que conseguem obter a documentação médica necessária para a internação em hospitais israelenses e estrangeiros em troca de propina. Ela se aproximou de um dos intermediários alegando que queria viajar da Faixa de Gaza para a Cisjordânia para se casar com alguém de lá. Ela escreveu que recebeu uma autorização para sair da Faixa de Gaza para se submeter a um tratamento médico no Hospital Al-Makassed em Jerusalém Oriental, em troca de propina paga a um médico local. Ela também descobriu uma série de documentos médicos forjados em nome do filho de um alto funcionário palestino da Faixa de Gaza, que os obteve para completar os estudos na Cisjordânia. Mais tarde Harb localizou um homem que afirmou trabalhar para o Serviço de Segurança Preventiva da AP e se vangloriava que conseguiria uma autorização para tratamento médico fora da Faixa de Gaza por US$200. Outro palestino comprou uma licença médica para deixar a Faixa de Gaza e trabalhar em um restaurante em Ramala.

O Hamas afirma estar combatendo a corrupção de funcionários que estão complicando a vida dos pacientes palestinos. Na realidade o Hamas está é ocupado assediando jornalistas que expõem a verdade. O regime da Autoridade Palestina, de sua parte, não está nada contente com o fato do vazamento ter vindo à tona.

O Sindicato dos Jornalistas Palestinos (PJS), com sede na Cisjordânia, condenou o Hamas por assediar Harb. Mas a crítica deve ser vista mais no contexto da luta pelo poder entre a AP e o Hamas e não decorrente da preocupação em relação às liberdades públicas.

Em um comunicado, o PJS criticou o Hamas por interrogar Harb classificando-a como uma “grave violação ao trabalho da mídia e liberdade de expressão” nos territórios palestinos. O sindicato enfatizou o direito dos jornalistas de não revelarem a identidade de suas fontes, acrescentando que Harb respeitou todas as normas morais, legais e profissionais.

Najat Abu Baker, membro do Conselho Legislativo Palestino subordinado à facção da Fatah da AP do Presidente Mahmoud Abbas, foi uma das poucas políticas da Cisjordânia que se atreveu a se manifestar abertamente contra o escândalo da corrupção.

Segundo ela a corrupção no Departamento de Referências Médicas da AP transformou-o em uma “verdadeira máfia chefiada por figuras influentes”. Abu Baker acusou o ministério de explorar os residentes mais humildes da Faixa de Gaza além de desperdiçar recursos públicos:

“A questão das licenças médicas virou um comércio e os únicos que estão pagando caro são os pacientes da Faixa de Gaza. As centenas de pacientes que morreram foram vítimas das medidas do ministério”.

Ela exigiu a formação de uma Comissão de Inquérito para investigar o escândalo da corrupção. Ela ressaltou que muitos pacientes da Faixa de Gaza morreram enquanto aguardavam documentação médica necessária para a internação, ao passo que a outros que não estavam doentes, foram dadas as licenças graças ao nepotismo e à propina.

“Os mercadores da morte estão brincando com o destino de nossos pacientes. Já está na hora de dizer a verdade para que possamos nos livrar da máfia da destruição e acabar com o comércio da vida de nossos pacientes”.

O escândalo das licenças médicas é mais uma prova de que tanto o Hamas quanto a Autoridade Palestina exploram descaradamente seu povo para fins políticos e financeiros. A AP usa seu poder para emitir licenças médicas a fim de pressionar os palestinos da Faixa de Gaza contra o Hamas. Seus funcionários vendem as licenças por dinheiro vivo. O Hamas, que continua mantendo toda a Faixa de Gaza como refém, tem suas próprias ideias sobre o bom uso de seu dinheiro. Os hospitais de Gaza estariam melhor equipados se o Hamas usasse o dinheiro ao seu dispor na construção de centros médicos em vez de túneis para contrabandear armas do Egito para atacar Israel. Enquanto licenças médicas são vendidas pelo lance palestino mais alto, perguntamos: qual é o preço de uma licença para fins de esclarecimento em relação ao comportamento dos líderes palestinos?

Khaled Abu Toameh é um jornalista premiado radicado em Jerusalém.

https://pt.gatestoneinstitute.org/9024/palestinos-corrupcao-medica

A Falácia da “Desproporcionalidade”

por Fred Maroun

  • Ao fazerem uma acusação de desproporcionalidade sem definirem o significado do termo, Bernie Sanders e o jornal Haaretz traem não apenas palestinos e israelenses, mas também suas profissões. Eles fizeram acusações infundadas ao mesmo tempo em que ignoraram as milhares de mortes a mais que os palestinos causaram ao seu próprio povo — ao treinarem criancinhas pequeninas e crianças um pouco maiores para a guerra, ao usarem seu próprio povo como escudos humanos para se protegerem, isso sem falar que não lhes providenciam abrigos, diferentemente dos israelenses que cuidam de seus cidadãos.

  • Além de ajudar Bernie Sanders a conquistar o voto ingênuo e anti-israelense e ajudar o Haaretz a atrair leitores antissemitas, alegações infundadas de desproporcionalidade desviam a atenção do fato de que, para evitar mais guerras. é necessário substituir o regime terrorista de Gaza apoiado pelos iranianos por um regime interessado no bem-estar dos palestinos.

À medida que o fantasma da quarta guerra em Gaza se avoluma no horizonte, devemos estar precavidos no tocante à hipocrisia e demagogia das guerras passadas em Gaza: porque é muito provável que teremos muito mais do mesmo.

A Acusação

O senador americano Bernie Sanders, candidato nas primárias do Partido Democrata à presidência, sustentou que a resposta de Israel na guerra em Gaza em 2014 foi “desproporcional” e o colunista Asher Schechter do jornal Haaretz concordou. Todavia nem Sanders nem o Haaretz apresentaram evidências que sustentassem tal afirmação.

Schechter assinalou um ponto que merece ser destacado: a alegação de “diretrizes extremamente permissivas de enfrentamento durante a operação que tinha como objetivo proteger a vida dos soldados das Forças de Defesa de Israel (IDF), ainda que isso custasse maior perda de vidas civis em Gaza”. Se a alegação for verdadeira, ela simplesmente significa que os soldados da IDF, como todos os soldados, têm que tomar decisões em uma fração de segundos e quando as fazem, ao serem confrontados com palestinos que parecem terroristas, eles cometem o engano ao assumirem que se trata mesmo de terroristas para protegerem suas próprias vidas. Nada além do esperado, além do que Israel não tem nenhuma obrigação de agir de forma diferente.

Israel tem demonstrado recorrentemente o quanto valoriza as vidas de civis da nação que está combatendo. Nenhuma força militar lança panfletos de aviões, telefona aos seus inimigos e “dispara tiros de advertência” para alertá-los sobre um ataque iminente, de modo que tenham tempo de evacuar. Israel valoriza a vida dos civis palestinos, mas naturalmente valoriza mais a vida de seus próprios soldados. Israel tem demonstrado recorrentemente o quanto valoriza seus soldados, como por exemplo quando libertou mais de mil criminosos palestinos. Por qual razão ir-se-ia supor que Israel, sem mais nem menos, valorizaria menos seus soldados quando forçado a combater o terrorismo em Gaza?

O deplorável não é o fato de Israel estar apreensivo em relação aos seus soldados, que na maioria dos casos têm famílias esperando em casa por eles — muitas vezes dependentes deles para o sustento. Qual seria o moral em qualquer força armada se seus soldados sentissem que são considerados simples buchas de canhão, sem que ninguém se importasse com eles?

O deplorável é que o governo palestino em Gaza se importa menos com a vida de seus próprios civis, que também têm famílias, do que em matar judeus. Esta é a razão pela qual os terroristas usam esses civis como parte de sua “estratégia dos bebês mortos“, descrita pelo advogado americano, defensor dos direitos humanos Alan Dershowitz.

Conforme Dershowitz também assinala, o Hamas tem uma “estratégia calculada para apontar o dedo emocional da culpa moral nas Forças de Defesa de Israel (IDF) por fazerem o que qualquer democracia faria, a saber: defender sua população civil de ataques de foguetes direcionando a retaliação contra aqueles que estão lançando os foguetes, ainda que estejam sendo lançados de áreas civis”.

Sem Evidência Crível

Nenhuma evidência de procedência imparcial e crível foi apresentada atestando que as ações em Gaza foram desproporcionais — as leis da guerra não proclamam que o número de mortos deva ser o mesmo em ambos os lados do conflito (o que seria um contrassenso) — mas que a amplitude da força militar a ser empregada, para completar uma operação militar em particular,não deve exceder a amplitude da força requerida para atingir a meta da operação militar em questão: “perda de vidas e danos à propriedade contingenciais dos ataques não devem ser excessivas em relação à vantagem militar direta e concreta …”

Este não é um conceito simples, especialmente para um público não versado em assuntos militares.

Entre as agremiações que se pronunciaram a respeito se encontra a Anistia Internacional (AI), que fez a acusação em julho de 2015. O governo israelense explicou porque a conclusão da AI não era válida, mas os registros preconceituosos anti-israelenses ricamente documentados, já haviam contaminado o relatório.

A tendenciosidade da AI contra Israel também foi documentada por diversos analistas, além daONG Monitor: pela Dra. Yvette Alt Miller e pelo próprio Alan Dershowitz. O escritório nacional da AI negou a Alan Dershowitz o direito de discursar na entidade da AI de Columbia mesmo após tê-lo convidado. A AI chegou a ponto de copatrocinar uma série de discursos de um ativista palestino que promove a violência e explora abertamente seus próprios filhos para que provoquem soldados israelenses.

Além da falta de credibilidade das acusações, instituições não israelenses e não judaicas também chegaram a conclusão que Israel não cometeu crimes de desproporcionalidade. Durante a guerra de Gaza em 2014, o Coronel Richard Kemp, ex-comandante das forças britânicas no Afeganistão, ressaltou: “nenhum exército do mundo fez mais do que Israel está fazendo agora para salvar as vidas de civis inocentes em zonas de combate”. Em abril de 2016, ele reiterou sua apreciação anterior.

Schechter do jornal Haaretz admite que o “Hamas, obviamente, lançou ataques com foguetes contra escolas, hospitais e casas. E o fez deliberadamente, com a intenção de causar morte e sofrimento”. Todos aqueles que não são declarados defensores dos terroristas, incluindo Sanders e o Haaretz, concordam que Israel tem o direito de se defender dos ataques oriundos de Gaza. É, como não podia deixar de ser, o dever de Israel usar somente a força necessária para parar os agressores e não muito mais do que isso, mas como determinar se Israel foi “longe demais”?

Para o observador ingênuo, parece que pelo fato do maior número de palestinos terem morrido que israelenses, Israel deve estar usando força desproporcional. Esse tipo de conclusão, no entanto, não leva em consideração que Israel não mede esforços para proteger seus civis, enquanto o Hamas estimula a ocorrência de fatalidades civis para que possa conquistar simpatia, conforme explica Dershowitz. Ela também não leva em consideração o verdadeiro significado da proporcionalidade.

Uma traição tanto de Israelenses quanto de Palestinos

Ao fazerem uma acusação de desproporcionalidade sem definirem o significado do termo, Sanders e Haaretz traem não apenas palestinos e israelenses, mas também suas profissões. Eles fizeram acusações infundadas ao mesmo tempo em que ignoraram as milhares de mortes a mais que os palestinos causaram ao seu próprio povo — ao treinarem criancinhas pequeninas e crianças um pouco maiores para a guerra, ao usarem seu próprio povo como escudos humanos para se protegerem, isso sem falar que não lhes providenciam abrigos, diferentemente dos israelenses que cuidam de seus cidadãos.

Além de ajudar Sanders a conquistar o voto ingênuo e anti-israelense e ajudar o Haaretz a atrair leitores antissemitas, alegações infundadas de desproporcionalidade desviam a atenção do fato de que, para evitar mais guerras, é necessário substituir o regime terrorista de Gaza apoiado pelos iranianos por um regime interessado no bem-estar dos palestinos. Sanders e Schechter não propõem nada para que se possa atingir esse objetivo. Eles preferem acusar falsamente Israel de qualquer coisa que possa parecer condenável e torcer para que ninguém se aprofunde para saber mais ou fazer perguntas.

Para os ingênuos, Sanders e Schechter parecem ser pessoas ponderadas, misericordiosas que se importam com os palestinos; na realidade eles próprios ou são simplesmente ignorantes ou hipócritas. Se trair tanto israelenses quanto palestinos é o que Sanders quer dizer com “uma posição mais equilibrada“, o que realmente é totalmente desproporcional é a injustificável hostilidade de ambos em relação a Israel, o que também em nada ajuda os palestinos.

Fred Maroun, árabe com viés de esquerda radicado no Canadá, autor de artigos opinativos para a New Canadian Media, entre outros veículos de mídia. De 1961 a 1984 residiu no Líbano.

http://pt.gatestoneinstitute.org/8424/desproporcionalidade

Árabes atacaron con piedras el funeral del Rabino Michael Mark

Mientras la procesión funeral por el rabino Michael Marck, víctima del terror, se dirigía hacia Jerusalém, los locales no les dejaría en paz: árabes arrojaron una piedra desde un vehículo en marcha, golpeando a uno de los autobuses de los dolientes.

El ataque a los que estaban escoltando el cuerpo del Rabino Marck es el último de una reciente ola de violencia, que marca el fin del Ramadan. El miércoles pasado, un adolescente árabe se infiltró en la ciudad de Kiryat Arba y apuñaló a un niña de 13 años de edad , Hallel-Yaffa Ariel. Un guardia de seguridad resultó herido cuando forcejeó con el terrorista, y fue apuñalado en la cara. A pesar de que se recuperará, los médicos no pudieron salvar su ojo.

Ataques similares han tenido lugar en el Monte del Templo, con los árabes a lanzando piedras y disparando fuegos artificiales a los visitantes y a la policía por igual. Cuando la policía cerró el acceso al Monte del Templo, varios jóvenes musulmanes subieron incrementaron el lanzamiento de piedras hacia abajo en la Plaza del muro occidental, hiriendo a una mujer de 70 años .

Otros ataques frustrados estas últimas semanas incluyen un intento de atropellamiento, y un intento de apuñalamiento a soldados de las FDI. El ataque con coche dejó dos heridos leves; en tanto se neutralizaron los terroristas.

Estos hechos alarmantes han dado lugar a un aumento de las protestas al otro lado de la nación. Los manifestantes se reunieron en la entrada de Kiryat Arba y en el camino a Siquem el sábado por la noche, llevando carteles con el lema: “Una niña fue asesinada en su cama, un padre fue asesinado delante de sus hijos, ¡no vamos a permanecer indiferentes!”

En respuesta, el Gabinete de Seguridad se reunió y aprobó medidas estrictas para detener la incitación árabe.

Muchos afirman, sin embargo, que estos esfuerzos no son suficientes.

El Jefe de Municipio Har Hebron, en su elogio al rabino Michael Marck, declaró que “estamos cansados de ser víctimas, cansado de las palabras que apoyan el terror … Ha llegado el momento de deportar y expulsar a todos los partidarios del terrorismo”, anunció en un llamado al cambio.

Contenido original de: http://www.estadodeisrael.com/2016/07/arabes-atacaron-con-piedras-el-funeral.html
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