Arquivo da tag: #Palmira

Governo da Síria retoma cidade histórica do Estado Islâmico: entenda as consequências

Um representante do Exército afirmou à TV estatal síria que a recaptura da cidade marca o começo do colapso do Estado Islâmico.

O Exército sírio vinha ganhando terreno há dias, apoiado pela artilharia aérea russa. Fontes militares afirmam agora que o Exército tem “controle total” da cidade.

O Estado Islâmico havia tomado o controle de Palmira, cidade declarada Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco (braço da ONU para educação, ciência e cultura), em maio de 2015.

Localizada em meio ao deserto e próxima a um oásis, Palmira abriga ruínas de uma cidade que foi um dos centros culturais mais importantes do mundo.

Image copyrightGetty
Image captionImagem de 2009 mostra um dos tempos históricos de Palmira

Conhecida na região por “Tadmur”, fica em uma área estratégica na estrada entre a capital da Síria, Damasco, e a cidade de Deir al-Zour.

A cidade reúne arte e arquitetura dos séculos 1 e 2, que combinam técnicas greco-romanas com tradições locais e influências persas. Antes da guerra na Síria, mais de 150 mil pessoas visitavam a cidade por ano.

Imagens divulgadas no sábado pelas Forças Armadas da Síria mostram helicópteros e tanques atacando posições na cidade. A data do registro não pôde ser verificada de forma independente.

O Observatório Sírio para Direitos Humanos, um grupo de monitoramento da guerra síria com base na Inglaterra, afirmou que ainda havia tiroteios no leste da cidade, mas que a maior parte das forças do EI havia recuado.

Dividendos para Assad

Para Lina Sinjab, correspondente da BBC no Líbano, a retomada marca uma vitória para o presidente Bashar al-Assad, que deseja mostrar ao mundo que é um aliado na luta contra o terrorismo.

“Apoiadas por aviões de combate russos e milícias xiitas, as forças do governo recuperaram a cidade histórica e agora estão perto de controlar uma área ampla do país”, afirma Sinjab.

Image copyrightSANA EPA
Image captionCombates em Palmira; retomada fortalece discurso de presidente sírio, diz correspondente da BBC

A correspondente afirma, contudo, que moradores e observadores questionaram a decisão de Assad de retirar suas tropas de Palmira em 2015, abrindo caminho para os militantes do EI.

Em maio de 2015, centenas de combatentes do EI cruzaram centenas de quilômetros pelo deserto, sem serem interrompidos, até chegar a Palmira, enquanto o governo se concentrava em bombardear áreas tomadas pela oposição e cheias de civis.

Para Sinjab, Assad agora garantiu uma posição mais forte nas negociações de paz. “Ele será certamente visto como um solucionador de problemas, mas muitos dizem que ele é a fonte dos problemas”, diz.

Destruição

O EI destruiu sítios arqueológicos após tomar o controle de Palmira, o que motivou forte reação pelo mundo. Dois templos de 2 mil anos, uma arca e torres funerárias foram deixados em ruínas.

A Unesco classificou os atos como crime de guerra.

Image copyrightAP
Image captionImagem divulgada pelo Estado Islâmico mostra fumaça saindo do templo de Baal-Shamin, monumento da época romana

O grupo extremista islâmico já havia se engajado na destruição sistemática de acervos de museus e bens de inestimável valor histórico e cultural no Iraque.

O EI diz ver a herança cultural antiga como um desafio para a lealdade do povo iraquiano ou sírio ao próprio grupo.

Destruir esse patrimônio seria, portanto, uma forma de rejeitar a “pauta nacionalista” que as estátuas, templos e até cidades históricas representam, afirma David Roberts, do Departamento de Estudos de Defesa do King’s College, de Londres.

Segundo Roberts, os militantes do EI se veem motivados a atacar o politeísmo onde quer que esteja, e rejeitam a adoração de “ídolos” e dos locais erguidos para tal.

O chefe do órgão de patrimônio da Síria, Mamoun Abdelkarim, prometeu reparar os danos o tanto quanto seja possível, de forma a enviar uma “mensagem contra o terrorismo”.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/03/160327_palmira_retomada_tg

Síria: Estado Islâmico explode Arco do Triunfo de Palmira

Extremistas do Estado Islâmico explodiram o famoso Arco do Triunfo na cidade síria de Palmira, disse hoje (5) o chefe de Antiguidades do país. “Recebemos notícias de que o Arco do Triunfo foi destruído ontem [domingo]. O Estado Islâmico preparou-o há várias semanas”, disse à AFP Maamun Abdulkarim.

O Estado Islâmico tem feito campanha contra o patrimônio arqueológico nas zonas sob seu controle na Síria e no Iraque e, em agosto, decapitou o antigo chefe de Antiguidades do país, de 82 anos.

Os extremistas já destruíram o tempo de Baal Shamin e o templo de Bel, com 2.000 anos, considerado a grande obra-prima de Palmira, desde que tomaram a cidade, em maio.

O Arco do Triunfo, situado na entrada da histórica rua com colunas das antigas ruínas, era o “ícone de Palmira”, afirmou Abdulkarim, alertando que os combatentes do Estado Islâmico já colocaram explosivos em outros monumentos.

“Isto é uma destruição sistemática da cidade. Querem arrasá-la completamente”, disse. “Querem destruir o anfiteatro, a colunata. Neste momento, receamos por toda a cidade”, acrescentou, apelando à comunidade internacional que “encontre uma forma de salvar Palmira”.

O grupo destruiu monumentos pré-islâmicos, túmulos e estátuas os quais consideram idolatria, mas especialistas destacam que o califado está também sendo financiado pela venda de artefactos no mercado negro.

As ruínas de Palmira foram classificadas como Patrimônio Mundial da Unesco (a agência das Nações Unidas para a educação e cultura) e, antes da guerra, atraíam cerca de 150 mil turistas por ano.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2015-10/siria-estado-islamico-explode-arco-do-triunfo-de-palmira

Estado Islâmico divulga imagens da destruição de templo na Síria

Templo romano ficava na cidade de Palmira, tomada pelos jihadistas.
Cidade é considerada patrimônio mundial da humanidade pela Unesco.

Militantes do Estado Islâmico divulgaram imagens da destruição do templo Baalshamin na cidade síria de Palmira. A explosão, que aconteceu no domingo (23), deixou a parte fechada do templo e as colunas do entorno destruídas, de acordo com o diretor de Antiguidades e Museus da Síria, Maamun Abdulkarim.

Fotos mostram os jihadistas carregando os explosivos para dentro do templo, a grande explosão e os destroços. A a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco, na sigla em inglês) considerou a destruição do templo um crime de guerra. O templo romano começou a ser construído no ano 17 e posteriormente foi ampliado pelo imperador romano Adriano em 130. Baalshamin é o deus do céu fenício.

Os jihadistas realizaram execuções no teatro antigo, destruíram em julho a famosa estátua do Leão de Athena – que ficava na entrada do museu de Palmira – e transformaram o museu em tribunal e prisão, segundo Maamun Abdulkarim.

Foto sem data divulgada no dia 25 de Agosto em uma rede social usada por militantes do Estado Islâmico mostra militantes colocando explosivos no templo de Baalshaminm de 2 mil anos de idade, em Palmira (Foto: Conta do Estado Islâmico nas redes sociais via AP)Foto sem data divulgada no dia 25 de agosto em uma rede social usada por militantes do Estado Islâmico mostra militantes colocando explosivos no templo de Baalshaminm de 2 mil anos de idade, em Palmira (Foto: Conta do Estado Islâmico nas redes sociais via AP)

Na terça-feira, o EI assassinou o ex-diretor de Antiguidades de Palmira Khaled al-Assad, cujo corpofoi pendurado em um poste. Ele cuidou das ruínas de Palmira, tombadas pela Unesco como Patrimônio da Humanidade, durante quatro décadas.

Palmira, um oásis no meio do deserto, abriga as monumentais ruínas de uma grande cidade que foi um dos maiores centros culturais do mundo antigo.

A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, afirmou que “a arte e a arquitetura de Palmira, na encruzilhada de várias civilizações, é um símbolo da complexidade e riqueza da identidade e da história sírias”.

O Estado Islâmico assumiu o controle total da cidade em maio deste ano. Antes da invasão de Palmira, autoridades sírias afirmaram ter levado centenas de estátuas antigas para locais seguros por medo de que os militantes as destruíssem.

Inicialmente, o Estado Islâmico deixou o patrimônio intacto. Especialistas acreditam que eles retiraram parte das obras da cidade a fim de vendê-las. Em junho o grupo explodiu dois santuários que não eram parte de suas estruturas romanas, mas que via como sacrílegos.

Foto sem data divulgada no dia 25 de agosto em uma rede social usada por militantes do Estado Islâmico mostra explosivos presos a colunas do templo de Baalshaminm, de 2 mil anos de idade, destruído pelo grupo terrorista em Palmira (Foto: Conta do Estado Islâmico nas redes sociais via AP)Foto sem data divulgada no dia 25 de agosto em uma rede social usada por militantes do Estado Islâmico mostra explosivos presos a colunas do templo de Baalshaminm, de 2 mil anos de idade, destruído pelo grupo terrorista em Palmira (Foto: Conta do Estado Islâmico nas redes sociais via AP)
Foto sem data divulgada no dia 25 de agosto em uma rede social usada por militantes do Estado Islâmico mostra escombros do templo de Baalshaminm, de 2 mil anos de idade, destruído pelo grupo terrorista em Palmira (Foto: Conta do Estado Islâmico nas redes sociais via AP)Foto sem data divulgada no dia 25 de agosto em uma rede social usada por militantes do Estado Islâmico mostra escombros do templo de Baalshaminm, de 2 mil anos de idade, destruído pelo grupo terrorista em Palmira (Foto: Conta do Estado Islâmico nas redes sociais via AP)
Em foto de 14 de março de 2014, sírios caminham pela antiga cidade de Palmira, a 215 quilômetros de Damasco (Foto: AFP Photo/Joseph Eid)Em foto de 14 de março de 2014, sírios caminham pela antiga cidade de Palmira, a 215 quilômetros de Damasco (Foto: AFP Photo/Joseph Eid)

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/08/estado-islamico-divulga-imagens-da-destruicao-de-templo-na-siria.html

Exército sírio avança rumo a Palmira para enfrentar Estado Islâmico

Apoiadas pela Força Aérea, as tropas do regime sírio avançaram nesta quinta-feira (9), localizando-se a poucos quilômetros de Palmira, em meio aos combates com os jihadistas do Estado Islâmico (EI) nessa antiga cidade do centro do país em guerra.

De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), os soldados sírios estão 5 km ao oeste da cidade e travam combates violentos com os jihadistas.

“As forças do regime podem entrar na cidade a qualquer momento. Elas não estão longe. O deserto separa os efetivos da cidade”, acrescentou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane.

A Força Aérea bombardeia a cidade intensamente, e os moradores estão em fuga, acrescentou.

Segundo ele, ainda não há condições para divulgar um balanço sobre vítimas.

Em Damasco, uma fonte de segurança confirmou o avanço do Exército e a continuação dos combates.

 

ESTADO ISLÂMICO
O que está por trás do grupo radical

“Ontem (quarta-feira), o Exército conseguiu avançar de maneira significativa na direção da cidade”, relatou a fonte da AFP.

Palmira caiu nas mãos do EI em 21 de maio passado.

As ruínas de Palmira são consideradas Patrimônio Mundial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A agência da ONU condenou as destruições, por parte do EI, das obras de arte dessa localidade, em particular dos monumentos funerários e da célebra estátua do Leão de Al Lat.

O EI divulgou um vídeo on-line, no qual mostrou 25 soldados do regime sendo executados por adolescentes no anfiteatro da cidade.

Deflagrado pela repressão, por parte do governo, de um movimento de contestação pacífico em março de 2011, o conflito no país começou entre o Exército e rebeldes sírios. Acabou se tornando mais complexo e sangrento com o envolvimento de inúmeros grupos rebeldes, dos cursos e de jihadistas procedentes, em especial, do exterior.

Mais de 230 mil pessoas já morreram no conflito, segundo o OSDH.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/07/exercito-sirio-avanca-rumo-palmira-para-enfrentar-estado-islamico.html

EI divulga vídeo que mostra jovens executando 25 sírios

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) publicou neste sábado um vídeo na internet em que mostra jovens, aparentemente menores de idade, executando 25 soldados sírios no teatro romano de Palmira, no centro da Síria. Na gravação, de mais de nove minutos e cuja autenticidade ainda não pôde ser comprovada, as vítimas aparecem de joelhos e em fila. Os jovens, então, as executam com tiros na cabeça pelas costas. Uma multidão de homens assiste a cena na plateia.

Em sequências anteriores do vídeo, o EI mostra imagens da tomada de Palmira no dia 20 de maio e a prisão da população do local. Também antes da execução, o vídeo dos jihadistas exibe os prisioneiros que serão mortos sendo tirados de suas celas e conduzidos em veículos 4×4 pela parte moderna da cidade até o teatro romano, situado na região arqueológica.

A gravação se encerra com o degolamento de outro prisioneiro das forças governamentais pelas mãos de um jihadista adulto e com imagens da explosão da prisão de Palmira.

No último dia 27 de maio, o Observatório Sírio de Direitos Humanos informou sobre a morte de 20 membros das forças do regime de Bashar al Assad por membros do EI no teatro romano de Palmira. No entanto, a organização não explicou se os autores dos assassinatos também eram menores de idade. Três dias depois, de acordo com o Observatório, o centro penitenciário de Palmira, símbolo da repressão do regime, foi destruído com explosivos pelos extremistas.

Não é a primeira vez que menores de idade são protagonistas de vídeos do EI. Em pelo menos duas ocasiões anteriores e com fins de propaganda, crianças foram usadas em gravações nas quais supostamente assassinavam dois russos e um árabe-israelense, acusados pelos radicais de serem espiões. As ruínas de Palmira são um dois seis locais sírios incluídos na lista do Patrimônio Mundial da Unesco.

Os jihadistas divulgaram ontem fotografias da destruição de seis bustos de pedra originais da cidade, que fica na província de Aleppo no norte da Síria, apesar de o Observatório garantir que se trata de peças falsas. Por enquanto, não foi confirmado que a região arqueológica de Palmira tenha sofrido algum prejuízo.

Antes do início do conflito na Síria, em março de 2011, as ruínas de Palmira, com seus teatros e templos, foram um dos principais centros turísticos do país árabe.

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/video-divulgado-pelo-ei-mostra-jovens-executando-25-soldados-sirios,3fc94cae8a1218b60783e1f509fb63e83wjhRCRD.html

Soldados sírios são alvos de execução em vídeo divulgado pelo EI

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) publicou neste sábado (4) um vídeo na internet em que mostra jovens, aparentemente menores de idade, executando soldados sírios no teatro romano de Palmira, no centro da Síria. De acordo com a agência EFE, foram 25 vítimas.

Na gravação, de mais de nove minutos e cuja autenticidade ainda não pôde ser comprovada, as vítimas aparecem de joelhos e em fila. Os jovens, então, as executam com tiros na cabeça pelas costas. Uma multidão de homens assiste à cena na plateia.

Em sequências anteriores do vídeo, o EI mostra imagens da tomada de Palmira no dia 20 de maio e a prisão da população do local. Também antes da execução, o vídeo dos jihadistas exibe os prisioneiros que serão mortos sendo tirados de suas celas e conduzidos em veículos 4×4 pela parte moderna da cidade até o teatro romano, situado na região arqueológica.

 A gravação se encerra com o degolamento de outro prisioneiro das forças governamentais pelas mãos de um jihadista adulto e com imagens da explosão da prisão de Palmira.

No último dia 27 de maio, o Observatório Sírio de Direitos Humanos informou sobre a morte de 20 membros das forças do regime de Bashar al Assad por membros do EI no teatro romano de Palmira. No entanto, a organização não explicou se os autores dos assassinatos também eram menores de idade.

Três dias depois, de acordo com o Observatório, o centro penitenciário de Palmira, símbolo da repressão do regime, foi destruído com explosivos pelos extremistas.

Não é a primeira vez que menores de idade são protagonistas de vídeos do EI. Em pelo menos duas ocasiões anteriores e com fins de propaganda, crianças foram usadas em gravações nas quais supostamente assassinavam dois russos e um árabe-israelense, acusados pelos radicais de serem espiões.

As ruínas de Palmira são um dois seis locais sírios incluídos na lista do Patrimônio Mundial da Unesco.

Os jihadistas divulgaram ontem fotografias da destruição de seis bustos de pedra originais da cidade, que fica na província de Aleppo no norte da Síria, apesar de o Observatório garantir que se trata de peças falsas.

Por enquanto, não foi confirmado que a região arqueológica de Palmira tenha sofrido algum prejuízo.

Antes do início do conflito na Síria, em março de 2011, as ruínas de Palmira, com seus teatros e templos, foram um dos principais centros turísticos do país árabe.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/07/soldados-sirios-sao-alvos-de-execucao-em-video-divulgado-pelo-ei.html

Estado Islâmico explode prisão de Palmira e regime sírio mata 71 civis

Grupo jihadista dinamitou prisão símbolo do regime sírio em Palmira.
Em Alepo, governo sírio fez ataque aéreo com bombas de barril.

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) dinamitou a prisão de Palmira, um dos símbolos da repressão do regime sírio nesse sábado (30). No mesmo dia, o governo executou um novo massacre na província de Alepo, com bombardeios que mataram 71 civis, de acordo com uma ONG.

No vizinho Iraque, as forças governamentais avançaram para Ramadi, tentando isolar os radicais do EI nesta cidade a oeste do país, antes de atacar.

No centro da Síria, o EI destruiu a famosa prisão de Palmira, uma das mais temidas do país. O grande centro penitenciário, situado em pleno deserto, e cuja simples menção aterroriza os sírios, “foi destruído em grande parte depois que o EI pôs bombas em seu interior e nos arredores”, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), com sede em Londres.

A cidade histórica, famosa por suas ruínas, foi tomada há dez dias pelos jihadistas.

Símbolo do terror
Simpatizantes do EI publicaram no Twitter várias imagens da suposta destruição, com fotos da explosão e de edifícios destruídos.

“O EI apaga uma prova dos crimes do clã dos Assad, fazendo explodir a célebre prisão de Palmira”, tuitou Mohamad Sarmin, opositor sírio no exílio.

Outros afirmavam que era preciso preservar esse “símbolo do terror dos Assad”, com tudo o que poderia servir de evidência das atrocidades cometidas em seu interior.

A prisão de Palmira se tornou famosa pelo massacre de centenas de presos nos anos 1980, na época de Hafez al Assad, pai do atual presidente, embora a tortura tenha sido praticada durante anos.

Antes da queda de Palmira nas mãos do EI, o regime sírio transferiu os presos para outras penitenciárias do país.

Massacre em Alepo
Na província de Alepo, os bombardeios tiveram como alvo a cidade de Al-Bab, nas mãos do EI, e o bairro de Al-Shaar, sob controle dos rebeldes sírios, destacou o OSDH.

“O balanço alcança 71 civis mortos, 59 em Al-Bab e 12 em Aleppo”, segundo esta fonte.

Sírios indicam manchas de sangue em região bombardeada em Jabal al-Zawiya (Foto: Reuters/Khalil Ashawi)Sírios indicam manchas de sangue em região bombardeada em Jabal al-Zawiya (Foto: Reuters/Khalil Ashawi)

“Trata-se de um dos maiores massacres cometidos pela aviação do exército sírio desde o início do ano”, denunciou a Comissão Geral da Revolução Síria (CGRS), uma rede de militantes que cobre a guerra na Síria desde 2011.

Um membro da defesa civil, Shuhud Hussein, afirmou à AFP que os bombardeios “provocaram grandes danos. Os edifícios situados no setor, muitas vezes alvo dos bombardeios, podem desabar”.

A utilização pelo regime de bombas de barril foi denunciada regularmente pelas organizações de direitos humanos por ser uma arma particularmente destrutiva que mata de maneira indiscriminada.

O regime começou a atacar Aleppo com estas bombas em 2013. Elas são fabricadas a partir de grandes barris de óleo, cilindros de gás ou tanques de água que são esvaziados e preenchidos com explosivos e sucata.

Membros da Defesa Civil síria carregam ferido após bombardeio em Alepo (Foto: Reuters/Abdalrhman Ismail)Membros da Defesa Civil síria carregam ferido após bombardeio em Alepo (Foto: Reuters/Abdalrhman Ismail)

Estado Islâmico na Síria
A cidade de Alepo está dividida desde 2012 entre o leste, nas mãos dos insurgentes, e o oeste, controlado pelo regime.

Na província de mesmo nome, o regime só controla alguns setores ao sul e a sudeste da capital, enquanto o resto está nas mãos dos rebeldes e do EI.

O conflito sírio começou em março de 2011 com manifestações pacíficas contra o regime do presidente Bashar al-Assad, e se converteu posteriormente em uma complexa guerra civil com a intervenção de grupos jihadistas, Al-Qaeda e EI, principalmente.

Mais de 220.000 pessoas morreram na guerra na Síria, segundo o OSDH, enquanto vários milhares foram obrigados a fugir.

O regime registrou muitas derrotas nos últimos meses. Na quinta-feira abandonou a província de Idleb (noroeste) em benefício da Al-Qaeda e de seus aliados.

Segundo o OSDH, o EI controla a metade do território sírio, principalmente as regiões do norte e do leste, e aumentou seu poder no centro.

Avanço em território iraquiano
No Iraque, na província de Al Anbar, na fronteira com a Síria, forças federais ajudadas pelas milícias xiitas, que realizam um contra-ataque, retomara um setor a oeste de Ramadi, a capital da província conquistada em 17 de maio pelo Estado Islâmico, informaram comandantes militares.

As forças “libertaram a sede da polícia rodoviária” que estava sendo utilizada como base pelo EI, informou um oficial, enquanto o chefe da polícia da província, Hadi Rzayej, assegurou que o cerco estava fechando ao redor de Ramadi por vários flancos.

A tomada desta cidade por parte dos jihadistas, após a retirada caótica das forças do governo, representou um duro revés para o Iraque e seus aliados americanos, que mudaram sua estratégia inicial de criar uma força sunita para expulsar o EI.

O EI controla a maior parte da província sunita de Al Anbar, onde começou a conquistar territórios em janeiro de 2014, antes da ofensiva de julho, na qual se apoderou de grandes regiões no leste e no norte de Bagdá.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/05/estado-islamico-explode-prisao-de-palmira-e-regime-sirio-mata-71-civis.html

EI degolou 400 pessoas em Palmira, diz TV estatal síria

A maioria das vítimas seria formada por crianças, mulheres e idosos.

Grupo terrorista Estado Islâmico (EI) degolou pelo menos 400 pessoas, em sua maioria crianças, mulheres e idosos, na cidade de Palmira, na Síria, desde que assumiu seu controle na última quarta-feira, informou neste domingo a rede de televisão estatal do país, citando fontes locais.

Entre as vítimas, dezenas eram funcionários do governo sírio, como a chefe do departamento de Enfermaria do hospital local, que foi morta junto com sua família.

O primeiro-ministro sírio, Wael al-Halqi, condenou o “horrível massacre” cometido pelo EI e responsabilizou os “países que apoiam o terrorismo material e militarmente, principalmente Arábia Saudita, Catar e Turquia, assim como alguns países ocidentais”.

Por isso, Halqi pediu à comunidade internacional e às organizações humanitárias para que pressionem os “governos que apoiam o terrorismo”.

As vítimas foram assassinadas devido a “sua lealdade ao governo sírio e sua desobediência ao EI”, segundo o canal estatal, que acrescentou que “estes crimes estão sendo cometidos diante do vergonhoso silêncio da comunidade internacional”.

A TV síria criticou que o Conselho de Segurança das Nações Unidas “só tenha expressado sua ‘preocupação’ sem tomar nenhuma medida dissuasória no local”.

Os jihadistas proibiram milhares de pessoas de deixar a cidade, e muitos deles roubaram suas posses, além de impor na cidade sua interpretação radical da lei islâmica.

As ruínas desta cidade são um dos seis lugares sírios incluídos na lista de Patrimônio da Humanidade da Unesco, e também estão em sua lista de lugares em perigo.

Situada em um oásis, Palmira foi, nos séculos I e II d.C., um dos maiores centros culturais do mundo antigo e ponto de encontro das caravanas na Rota da Seda que atravessavam o deserto do centro da Síria.

Antes do início do conflito no país, em março de 2011, suas ruínas eram uma das principais atrações turísticas do país árabe e da região.

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/jihadistas-degolaram-400-pessoas-em-palmira-diz-tv-estatal-siria,3f1566f06c03d7d74293760315fbc8b8xoioRCRD.html

Estado Islâmico massacra centenas de pessoas após chegar a Palmira, acusa Síria

Testemunhas dizem ter visto corpos de crianças e mulheres espalhados por cidade milenar; Exército prepara contraofensiva.

LONDRES – O Estado Islâmico matou pelo menos 400 pessoas após chegar à cidade milenar de Palmira, acusou a Síria através de sua TV estatal. As vítimas, em sua maioria, seriam mulheres e crianças. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que monitora a guerra civil, não soube precisar o número de mortos.

— Terroristas mataram mais de 400 pessoas e mutilaram seus corpos, sob o pretexto de que cooperaram com o governo e não seguiram suas ordens — diz um pronunciamento na TV.

Ativistas da oposição disseram ter visto centenas de corpos espalhados pelas ruas. Grande parte seria de família leais ao governo, como o chefe de enfermagem do hospital local. Segundo o OSDH, pelo menos 90 foram mortos, incluindo 11 crianças. No entanto, o número total poderia ser muito maior, admitiu o órgão.

Em fotos e vídeos recentes do grupo, jihadistas vasculham prédios do governo, o museu local esvaziado e templos. Os militantes já haviam fincado a bandeira sobre a cidadela de Palmira, Tadmur. Teme-se que eles destruam novos materiais milenares.

O governador da província de Homs, Talal Barazi, disse à AP neste domingo que prepara uma contraofensiva para tentar retomar a cidade. Ele afirmou ainda que os jihadistas sequestraram vários civis.

— Estamos nos planejando para uma ação militar nos arredores de Palmira para retomá-la após os massacres que se seguem desde quarta-feira.

A presença do Estado Islâmico em Síria e Iraque – Editoria de Arte

O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) começou a distribuir ajuda para mais de 11 mil pessoas que fugiram de Palmira e das vilas próximas desde sua tomada. Pelo menos 8 mil conseguiram ir para locais como al-Qarayateen e Furglus, a mais de 70 km a oeste da cidade milenar.

Com 50 mil moradores — antes da fuga em massa de muitos residentes —, Palmira é Patrimônio da Humanidade pela Unesco por conta de suas ruínas históricas. Pelo menos 800 pessoas já haviam morrido em conflitos na cidade durante o processo de sua tomada.

http://oglobo.globo.com/mundo/estado-islamico-massacra-centenas-de-pessoas-apos-chegar-palmira-acusa-siria-16247718

Ofensiva do Estado Islâmico mata ao menos 462 na Síria

Grupo terrorista domina 50% do território sírio

Pelo menos 462 pessoas morreram durante a semana que durou a ofensiva do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) contra a cidade histórica de Palmira e outras áreas do leste da província central de Homs, na Síria, informou nesta quinta-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). Dessas vítimas mortais, 71 eram civis, entre elas 12 crianças, das quais pelo menos 22 morreram pelo impacto das bombas do EI e pelos bombardeios da aviação do regime.