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A Decadência do Papa

Francisco anuncia acordo árabe-vaticano.

O Vaticano anunciou neste sábado, 2, a entrada em vigor do acordo assinado entre a chamada Santa Sé e a Autoridade Palestina. No seu ponto principal, o acordo visa unir vaticanistas e árabes residentes em Israel na defesa da ideia de “dois Estados”. Autoridades católicas anteciparam que um dos objetivos é “reconhecer uma Palestina independente”.

Com o ambicioso desafio de mediar uma “solução negociada e pacífica para o conflito na região”, o acordo hoje anunciado inclui um preâmbulo e 32 artigos, nos quais se abordam “aspectos essenciais da vida e da atividade da igreja na Palestina” (sic), indicou o Vaticano, num comunicado.

O acordo foi assinado no passado dia 26 de Junho e apoia a solução de “dois Estados”, indicou na época um porta-voz eclesiástico. Quando revelou o conteúdo do acordo, o Vaticano estimou que poderá ajudar ao reconhecimento de uma Palestina“independente”.

O texto dá seguimento ao Acordo de Base firmado pela Santa Sé e pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP) em 15 de Fevereiro de 2000 e é resultado das negociações desenvolvidas por uma comissão de trabalho bilateral durante os últimos anos.

Quatro meses depois de ter assinado o acordo com a Santa Sé, os palestinosvoltaram à mesa de negociação, desta vez nos Estados Unidos, quando firmaram os acordos de Camp David, em Julho daquele ano.

De nada valeram as assinaturas de Yasser Arafat, na época líder da OLP, nos documentos apresentados, pois em Setembro daquele mesmo ano os palestinos iniciaram a Segunda Intifada contra os judeus israelenses.

No dia 27 de Setembro de 2000, militantes da OLP assassinaram um colono judeu no assentamento israelense de Netzarim dando início ao caos.

O longo conflito estendeu-se até o dia 5 de Fevereiro de 2005, terminando por ocasião da conferência de paz de Sharm el-Sheikh.

Ao final, 1.074 judeus estavam mortos, sendo que 773 eram civis.

Este foi o resultado dos “acordos de paz” que estão na base do acordo anunciado na tarde deste sábado pela Santa Sé.

O documento hoje divulgado não limita-se apenas à pretensão do Papa de mediar a criação de um Estado Palestino na região, mas também anuncia regulamentos do funcionamento da igreja católica na Judeia e Samaria, como o regime fiscal das suas propriedades e a anexação de serviços, como o militar, para o seu pessoal.

Além disso, abrange os lugares santos e confirma que o conceito de “santidade” é “fonte de obrigações para as autoridades civis”, em relação com a “autoridade e a jurisdição canônica” da igreja católica.

Ao afagar terroristas, Francisco corre o risco de afogar o seu pontificado.

https://noticiasdesiao.wordpress.com/2016/01/02/a-decadencia-do-papa/

Um Cristão é Massacrado a Cada Cinco Minutos

  • “Eu não entendo porque o mundo não levanta a voz diante de atos de tamanha crueldade”. — Gregory III, Patriarca da Igreja Greco-Católica Melquita.
  • A Casa Branca disse que estava se preparando para acusar o Estado Islâmico de cometer genocídio contra minorias religiosas, identificando diversos grupos, como por exemplo os Yazidis, como vítimas. Entretanto, ao que tudo indica os cristãos não serão incluídos.
  • O relatório de uma ONG afirma que um cristão é massacrado a cada cinco minutos no Iraque, e que “militantes do Estado Islâmico no Iraque estão utilizando igrejas cristãs como câmaras de tortura, onde cristãos são forçados a se converter ao Islã ou morrer”.
  • Quando o Papa Francisco se encontrava na tribuna das Nações Unidas discursando para o mundo, sua energia mais uma vez foi dedicada em nome da defesa do meio ambiente. Em seu discurso, que se estendeu por cerca de 50 minutos, o Papa não mais que uma vez se referiu à perseguição dos cristãos, e na mesma sentença, seus sofrimentos foram mesclados com os sofrimentos supostamente iguais dos “membros da religião majoritária”, ou seja, dos muçulmanos sunitas. Os sunitas, não estão sendo massacrados, decapitados e estuprados por conta da sua fé, nem suas mesquitas estão sendo bombardeadas e incendiadas, eles também não estão sendo encarcerados ou assassinados por apostasia, blasfêmia ou proselitismo.
  • “O que está acontecendo no Líbano é uma tentativa de substituir a população existente pelos sírios e palestinos (muçulmanos)”. — Gebran Bassil, Ministro das Relações Exteriores do Líbano.

Durante todo o mês de setembro, à medida que mais e mais cristãos foram massacrados e perseguidos por conta da religião, não só pelo Estado Islâmico, mas também pelos muçulmanos “comuns” dos quatro cantos do planeta, um contingente cada vez maior de pessoas e organizações clama para que alguma medida seja tomada. Enquanto isso, aqueles que estão em condições de fazer alguma coisa, particularmente o Presidente dos Estados Unidos Barack Obama e o Papa Francisco nada fazem.

“Por que perguntamos ao mundo ocidental, por que não levantar a voz diante de tanta crueldade e injustiça”? Essa foi a pergunta levantada pelo Cardeal Angelo Bagnasco, Presidente da Conferenza Episcopale Italiana.

Gregory III, Patriarca da Igreja Greco-Católica Melquita disse o seguinte: “Eu não entendo porque o mundo não levanta a voz diante de atos de tamanha crueldade”.

Nas palavras da reportagem: “ativistas dos direitos humanos estão vendo o que está acontecendo. Líderes estrangeiros estão vendo. E mais de 80 membros do Congresso dos EUA estão vendo. Juntos eles estão pressionando o líder do mundo livre (Presidente Obama) a declarar que há um genocídio de cristãos em andamento no Oriente Médio”.

Em resposta, a Casa Branca disse que estava preparando a liberação de uma declaração acusando o Estado Islâmico de cometer genocídio contra minorias religiosas, dando nome aos bois e identificando diversos grupos, como por exemplo os Yazidis, como vítimas. Aparentemente os cristãos não serão incluídos como vítimas, pelo fato, segundo sustentam funcionários alto escalão da administração Obama, dos cristãos “ao que tudo indica, não se encaixarem no alto padrão estabelecido pelo tratado que trata de genocídio”.

Entretanto, o Padre Behnam Benoka, iraquiano, explicou em detalhes em uma carta enviada ao Papa Francisco os horrores pelos quais os cristãos do Oriente Médio estão passando. Para sua empolgação, o Papa telefonou ao padre e lhe disse: “eu jamais o abandonarei”. Nas palavras de Benoka “ele me telefonou. Ele me disse de forma bem precisa, é claro que eu estou ao seu lado, jamais o abandonarei… Farei o que estiver ao meu alcance para ajudá-lo”.

No entanto, no final de setembro quando o Papa Francisco se encontrava na tribuna dasNações Unidas discursando para o mundo, sua energia mais uma vez foi dedicada em nome da defesa do meio ambiente. Durante todo o seu discurso, que se estendeu por cerca de 50 minutos, o Papa não mais que uma vez se referiu à perseguição dos cristãos, e mesmo assim eles não receberam uma atenção especial, tanto que sem tomar fôlego, na mesma sentença, seus sofrimentos foram mesclados com os sofrimentos supostamente iguais dos “membros da religião majoritária”, ou seja, os muçulmanos sunitas (o único grupo que não deverá ser atacado pelo Estado Islâmico, uma organização sunita):

“Eu me sinto na obrigação de reiterar os apelos em relação à dolorosa situação em que se encontra todo o Oriente Médio, Norte da África e outros países africanos, onde cristãos, juntamente com outros grupos culturais ou étnicos e até mesmo membros da religião majoritária que não desejam se envolver pelo ódio e pela insensatez, foram forçados a testemunhar a destruição de seus lugares de culto, patrimônio cultural e religioso, seus lares e suas propriedades, além de se defrontarem com a opção de fugir ou pagar com a própria vida a adesão ao bem e à paz ou então pagarem com a escravidão.”

Ainda assim conforme mostra o resumo do mês de setembro, “membros da religião majoritária”, no caso os sunitas, não estão sendo massacrados, decapitados e estuprados por conta da sua fé, nem suas mesquitas estão sendo bombardeadas e incendiadas, eles também não estão sendo encarcerados ou assassinados por apostasia, blasfêmia ou proselitismo.

Selvageria e Massacre

Uganda: Três muçulmanos espancaram e estupraram uma cristã de 19 anos de idade. A jovem estudante estava voltando para casa da St. Mary’s Teachers College em Bukedea quando ela foi emboscada por três homens mascarados. “Eu tentei gritar, mas um deles tampou a minha boca enquanto o outro me esbofeteava à medida que me arrastavam para fora do caminho”, segundo a vítima. “Ouvi um deles dizer aos outros que eu deveria ser morta porque meus pais abandonaram o Islã. Um deles ainda disse: mas nós não temos certeza se essa garota é cristã“. Em vez de assassiná-la, eles a estupraram e espancaram com tal violência que ela ainda está sob cuidados médicos em um hospital.

Estados Unidos da América: Freddy Akoa, um cristão de 49 anos de idade, profissional da saúde, em Portland, Maine, foi cruelmente espancado até a morte em sua própria casa por três muçulmanos. Ao lado do corpo de Akoa foi encontrada sua Bíblia manchada de sangue. O falecido apresentava cortes e ferimentos por todo o corpo além de um traumatismo craniano que o levou a morte. Ele teve 22 costelas fraturadas e o fígado dilacerado. O documento oficial da polícia atesta que Akoa “foi espancado e chutado na cabeça, também foi golpeado na cabeça com alguma peça do mobiliário durante o ataque que persistiu sem tréguas durante horas”. Akoa foi atacado antes ou durante uma festa que ele estava dando em sua casa. Os três criminosos eram refugiados muçulmanos de origem somali. Ultimamente tanto nos Estados Unidos quanto na Europa ficou-se sabendo que vários “refugiados” eram na realidade terroristas islâmicos, alguns com ligações com o Estado Islâmico (ISIS). (A facção do Al Shabaab, a principal organização jihadista da Somália, recentemente jurou aliança ao ISIS).

Síria: Um cristão do vilarejo de Qaryatain na província de Homs foi executado pelo Estado Islâmico por se recusar a aceitar as condições impostas aos aldeões cristãos, a dhimmi (ser cidadão de segunda classe, ser “tolerado”). O ISIS também assassinou um sacerdote cristão, esquartejou seu corpo e enviou as partes do corpo a sua família dentro de uma caixa. Mais cedo o ISIS tinha sequestrado o padre e exigido o pagamento de um resgate no valor da US$120.000 de sua família, que depois de dois meses conseguiu juntar o dinheiro. Após o pagamento porém, o ISIS não cumpriu sua palavra assassinando o padre com requintes de crueldade.

Paquistão: A família muçulmana de uma mulher que se converteu ao cristianismo e se casou com um cristão assassinou seu marido além de ferir a jovem. Aleem Masih de 28 anos de idade se casou com Nadia de 23 no ano passado depois dela ter se convertido ao cristianismo. Depois do casamento o casal fugiu da aldeia, uma vez que a família da moça queria “vingar a vergonha que a filha lhes trouxe por ela ter desistido do Islã e se casado com um cristão”, isso segundo um advogado que cuidou do caso. Com o passar do tempo o pai de Nadia Muhammad Din Meo e seus capangas deram um jeito de sequestrar o casal levando os cônjuges a uma propriedade agrícola perto dali. “Primeiramente os muçulmanos torturaram o casal com chutes e socos, em seguida deram três tiros em Aleem Masih, uma das balas acertou o tornozelo, a segunda pegou as costelas e a terceira teve como alvo seu rosto,” segundo o advogado. “Nadia levou um tiro no abdome”. Os parentes muçulmanos deixaram o local acreditando que tinham assassinado o casal. “Os agressores retornaram à aldeia e proclamaram publicamente que tinham vingado a humilhação e restaurado o orgulho dos muçulmanos através do assassinato, a sangue frio, do casal”. A polícia, contudo, ao chegar à propriedade agrícola encontrou Nadia ainda respirando. “Ela foi levada ao General Hospital em Lahore, onde está lutando pela vida depois de passar por uma cirurgia muito complicada na qual duas balas foram retiradas de seu abdome”. Um enorme contingente de muçulmanos estava reunido em frente ao hospital quando a mulher gravemente ferida chegou. “Os baderneiros, alguns deles carregando armas, gritavam furiosamente palavras de ordem anticristãs… Eles também elogiavam Azhar por ele ter restaurado o orgulho da Ummah (comunidade) muçulmana dizendo que ele tinha garantido seu lugar no paraíso por ter assassinado um infiel”.

Filipinas: Suspeita-se que terroristas islâmicos do grupo jihadista Abu Sayyaf realizaram oatentado a bomba a um ônibus na cidade predominantemente cristã de Zamboanga em 18 de setembro, que matou uma menina de 14 anos de idade e feriu outras 33. Fontes da inteligência já tinham alertado que o grupo Abu Sayyaf tinha como alvo cidades e comunidades com grandes contingentes de cristãos. Apenas 20% de Zamboanga são muçulmanos, o restante é praticamente todo formado por cristãos (em sua maioria católicos).

Egito: A mãe de um padre copta foi roubada e assassinada na cidade de Fekria em Minya.

Ataques de Muçulmanos contra Igrejas Cristãs

Estados Unidos da América: No Domingo dia 13 de setembro, Rasheed Abdul Aziz de 40 anos de idade foi preso por ameaçar a Igreja Batista Missionária de Corinto em Bullard, Texas. O americano muçulmano carregava uma arma de fogo e estava vestido com traje completo de combate usando capacete com camuflagem, calças de camuflagem, jaquetas e botas táticas, quando ingressou na igreja por volta das 13 horas. De acordo com o Pastor John Johnson, Aziz disse que Alá tinha lhe ordenado a “matar infiéis” e que “gente vai morrer hoje”. O pastor acrescentou: “eu acredito que a intenção dele, quando se dirigiu à nossa igreja, era a de matar alguém”.

Tanzânia: No espaço de uma semana seis igrejas foram incendiadas e reduzidas a cinzas. Em 23 de setembro três igrejas foram incendiadas: a Living Waters International Church, Buyekera Pentecostal Assemblies of God e a Evangelical Assemblies of God Tanzania Church. Três dias depois, em 26 de setembro mais três igrejas foram incendiadas: a Evangelical Lutheran Church, Kitundu Roman Catholic Church e a Katoro Pentecostal Assemblies of God Church. De acordo com fontes locais, “as pessoas acordaram no dia 27 de setembro e se deparam com seus santuários reduzidos a cinzas… Os cenários são sempre os mesmos, desconhecidos arrombam a porta, empilham objetos no altar, jogam gasolina em cima e ateiam fogo. Eles fugiram sem que ninguém tivesse visto nada, de modo que continuam como desconhecidos”. As nações da África Oriental são compostas, em sua maioria por cristãos e muçulmanos, embora haja controvérsias em relação à proporção de cada um deles.

Belém: Muçulmanos atearam fogo no Mosteiro de São Charbel. Sobhy Makhoul, Chanceler do Patriarcado Maronita de Jerusalém disse que se “trata de um incêndio criminoso, não de um incêndio causado por uma falha elétrica (como querem as autoridades locais), trata-se de vandalismo sectário perpetrado por radicais muçulmanos”. O fogo não causou fatalidades nem ferimentos, felizmente o edifício estava desocupado e em reformas, mas os estragos são evidentes e a comunidade cristã local obviamente teme mais violência. O líder maronita acrescentou: “o ataque é anticristão, assim como muitos outros incidentes que ocorrem em todo o Oriente Médio. Grupos extremistas operam na região, incluindo células do Hamas”.

Iraque: Um relatório que examina o massacre de um cristão a cada cinco minutos no Iraque, complementa que “militantes do Estado Islâmico no Iraque estão utilizando igrejas cristãs como câmaras de tortura, onde cristãos são forçados a se converter ao Islã ou morrer”.

Síria: Poucos dias depois de capturar a cidade de Qaryatain, o Estado Islâmico destruiu um mosteiro católico da antiguidade e jogou fora os restos de um santo reverenciado. O grupo terrorista sunita emitiu um ultimato aos cristãos de Qaryatain para que pagassem a jizya(dinheiro da extorsão), se convertessem ao Islã ou deixassem a cidade.

Jihadistas do Estado Islâmico durante a destruição do milenar Mosteiro Mar Elian em Qaryatain na Síria.

Iêmen: Um dia depois que a igreja católica em Aden foi destruída, um grupo de criminosos não identificados “” em um edifício cristão, segundo palavras de uma testemunha. Das 22 igrejas em funcionamento em Aden antes de 1967, quando a cidade era uma colônia britânica, poucas permanecem abertas, são raramente utilizadas por trabalhadores estrangeiros e refugiados africanos. A Igreja St. Joseph, incendiada, é uma delas.

Indonésia: No Domingo dia 27 de setembro, a Igreja GKI Yasmin em Bogor realizou o centésimo serviço ao ar livre desde 2008, quando os muçulmanos locais começaram a reclamar da existência da igreja. Muito embora a igreja estivesse em situação totalmente regular, as autoridades condescendentemente a fecharam. Em dezembro de 2010, o Supremo Tribunal da Indonésia determinou que a igreja fosse reaberta, mas o prefeito de Bogor se recusou a cumprir a ordem e a manteve fechada. Desde então a congregação realiza os serviços dominicais nas residências dos membros e de vez em quando na rua, diante da zombaria e dos ataques das turbas muçulmanas.

Ataques Muçulmanos contra a Liberdade Cristã
(Apostasia, Blasfêmia e Proselitismo)

Uganda: Uma senhora de 36 anos de idade, mãe de oito filhos requisitou uma reza depois que muçulmanos daquela região forçaram-na a retornar ao Islã ou perder os filhos e ser morta. Apesar de Madina ter se mantido fiel ao cristianismo depois que seu marido a abandonou há uma década por ela renunciar o Islã, ela voltou ao Islã em setembro: “os parentes do meu marido ameaçaram me matar e tirar meus filhos de mim se eu me recusasse a voltar ao Islã. Eles disseram: nós não vamos perder nossas crianças para o cristianismo. Preferimos te matar e trazer as crianças de volta… Eu não tenho para onde ir com meus filhos, de modo que resolvi voltar ao Islã para salvar meus filhos e a mim mesma. Eu sei que um dia Issa (Jesus) se lembrará de mim”.

Reino Unido: Um paquistanês, sua esposa e seus seis filhos estão passando por “um pavoroso suplício nas mãos dos vizinhos que os consideraram blasfemos”. O “crime” deles é terem se convertido ao cristianismo, isso há mais de 20 anos. Apesar de serem “prisioneiros em sua própria casa após serem atacados na rua, terem o para-brisa estilhaçado repetidamente e ovos arremessados contra as janelas” a família cristã disse que tanto a polícia quanto a igreja anglicana não providenciaram nenhum apoio razoável e “relutam em tratar o problema como crime de intolerância religiosa”. Nissar Hussain, o padre, disse: “nossas vidas estão sendo sabotadas e isso não deveria acontecer no Reino Unido. Nós vivemos em uma sociedade livre e democrática e o que eles estão fazendo contra nós é abominável”.

Turquia: Desde 27 de agosto nada menos que 15 igrejas receberam ameaças de morte por “negarem Alá”. Mesmo assim, “ameaças não são nenhuma novidade para a comunidade protestante que vive nesse país e quer educar seus filhos aqui,” segundo líderes da igreja. Tanto que ex-muçulmanos, muitos deles participantes desta congregação, apóstatas do Islã, já foram ameaçados com a decapitação. As mensagens acusam os cristãos de terem “escolhido o caminho que nega Alá” e “de terem arrastado outros a acreditarem no mesmo que vocês… Sendo hereges vocês cresceram em número graças a seguidores ignorantes”. Uma das mensagens retratava a bandeira do Estado Islâmico com as seguintes palavras: “infiéis pervertidos, a hora em que nós iremos cortar suas cabeças está próxima. Que Alá receba a glória e o louvor”.

Paquistão: A polícia prendeu Pervaiz Masih, um funcionário cristão de uma olaria no Distrito Kasur na província de Punjab, depois que um homem de negócios muçulmano, concorrente seu, o acusou falsamente de insultar Maomé, o profeta do Islã. Pervaiz, pai de quatro filhos, incluindo um nenê de sete meses, fugiu de sua casa depois que Muhammad Kahlid prestou queixa, dizendo que ele havia feito comentários ofensivos sobre Maomé durante uma discussão. Os policiais detiveram quatro parentes de Pervaiz, em seguida arrastaram sua esposa para o meio da rua, rasgaram suas vestes enquanto tentavam arrancar informações sobre o paradeiro de seu marido. Os policiais também espancaram cristãos locais e invadiram residências na cidade de Pervaiz para obter informações. No final Pervaiz acabou se entregando à polícia para que seus parentes fossem soltos.

Etiópia: Um grupo de 15 cristãos adolescentes foi atacado e preso por se dedicar à evangelização no leste da Etiópia. Paralelamente seis líderes cristãos foram considerados culpados por incitarem distúrbios, destruírem a confiança do povo nas autoridades governamentais e disseminarem o ódio. Os seis homens, membros do comitê administrativo da igreja, escreveram uma carta à liderança nacional da igreja em 11 de março, descrevendo a perseguição que estavam sofrendo por serem cristãos que vivem na zona Silte de maioria muçulmana. Eles reclamaram da discriminação nas oportunidades de emprego, demissão sem justa causa, tratamento hostil no ambiente de trabalho, incêndio de igrejas, ataques contra a pessoa e ameaças de morte. O teor da carta foi vazada para a mídia local e amplamente difundida, provocando a prisão e condenação dos seis.

Dhimmitude:

Alemanha: De acordo com um relatório, “muitos cristãos refugiados da Síria, Iraque e Curdistão estão sendo intimidados e atacados por refugiados muçulmanos. Em diversos centros para refugiados estabelecidos por autoridades locais, a lei da Sharia está sendo imposta sobre a minoria cristã, vítima de bullying.” Gottfried Martens, pastor de uma igreja ao sul de Berlim, disse que “muçulmanos muito religiosos estão espalhado a seguinte ideia nos centros para refugiados: a lei da Sharia rege onde quer que nos encontremos”. Martens expressa uma preocupação em especial em relação aos muçulmanos que se convertem ao cristianismo, apóstatas, que de acordo com a lei islâmica podem ser mortos: “há uma chance de 100% que essas pessoas serão atacadas”.

Líbano: os cristãos estão sendo ultrapassados em número pelos refugiados muçulmanos da Síria e do Iraque e correm perigo de perderem seu lugar em seu próprio país, segundo o Ministro das Relações Exteriores do Líbano Gebran Bassil: “o que está acontecendo no Líbano é uma tentativa de substituir a população existente pelos sírios e palestinos (muçulmanos)”. Pelo fato da população cristã do Líbano ser, e assim tem sido historicamente, minoria, Bassil diz que seus direitos estão sendo ameaçados porque “alguns estão procurando impor os muçulmanos sobre os cristãos” (um cenário que também está ocorrendo nos EUA). Mais cedo em uma entrevista, Bassil disse que a comunidade cristã do Oriente Médio como um todo está sendo corroída “em larga escala”: “no Iraque isso aconteceu durante mais de 20 anos e vimos que 90% dos cristãos saíram do Iraque. Na Síria não dispomos de levantamentos atualizados por conta do caos que está acontecendo naquele país. Não temos condições de avaliar. Sabemos que houve e que está havendo muita imigração interna e externa, fora os deslocamentos… Mas o que é certo é que igrejas foram destruídas e muitos já partiram”.

Reino Unido: Noureden Mallaky-Soodmand, um iraniano de 41 anos de idade, deveria serdeportado para o Irã após ser preso por fazer ameaças e brandir armas nas ruas de Londres. Mesmo assim ele não foi deportado, ao que tudo indica porque a embaixada iraniana estava fechada. Mas não, ele foi realojado a 400 km em Stockton-on-Tees. Anteriormente, em 2 de abril, empunhando uma faca encurvada ele saiu correndo atacando pessoas, às cegas, feito um louco gritando: “eu sou muçulmano e vou cortar a m*** das suas cabeças , fdp***… Eu sou Isis e minha gente vai cortar seus sa*** fora, cristãos… Eu vou matar vocês, eu vou matar todos vocês. Eu vou cortar a cabeça de vocês e f*** vocês”.

Dhimmitude Egípcia

Ataques de muçulmanos contra cristãos foram desencadeados em dois vilarejos separados em Samalout, ao norte do distrito de Minya. Um dos ataques, aparentemente ocorreu em “represália” à construção de uma pequena igreja. Em um vilarejo, cinco coptas ficaram feridos, em outro vilarejo, muçulmanos amontoados em uma série de carros atacaram uma cerimônia cristã de casamento. Três coptas ficaram feridos e nas redondezas mocinhas cristãs sofreram assédio sexual.

Paralelamente, em 20 de setembro, um grupo de muçulmanos do vilarejo de al-Oula, perto de Alexandria, atacou residências cristãs e uma igreja, depois que a polícia tentou devolver terras roubadas por um muçulmano ao proprietário legítimo, um cristão. Assim que a polícia chegou ao local para executar a ordem, ela foi atacada e fugiu. “Após a fuga das forças de segurança”, segundo um líder da igreja, “uma enorme multidão cercou a igreja e começou a atirar pedras contra ela. Em seguida atacaran quatro residências de propriedade dos cristãos”. Pelo menos dois cristãos ficaram gravemente feridos, um deles teve a coluna vertebral fraturada. “A família El Houty (a família muçulmana que se apropriou de terras cristãs) usou microfones na mesquita local e em vilarejos vizinhos para conclamar os muçulmanos das redondezas, dizendo que a polícia veio para desapropriar as terras e entregá-las aos cristãos”.

Mariam, uma estudante cristã copta, que sofreu discriminação, virou manchete na grande mídia egípcia e criou um escândalo. Conhecida como “Estudante Zero“, ela foi descrita por ex-professores como uma “estudante brilhante” que tinha planos de se tornar médica. O aproveitamento dela atingiu 97% nos primeiros dois anos de estudo e a expectativa era de resultados semelhantes no último ano, pasma porém, descobriu que tinha fracassado, não tinha passado: sua nota final foi zero. Ela fez questão de ver os resultados das provas, o que lhe foi negado. Quando o caso veio à tona e virou manchete, ela conseguiu ver as provas. Tanto ela quanto outros, incluindo especialistas em caligrafia, disseram que a caligrafia dos exames não era dela.

Dhimmitude Paquistanesa

Uma família cristã foi quase queimada viva em uma tentativa de “grilagem” de sua casa por muçulmanos. Pelo fato de Boota Masih de 38 anos de idade, juntamente com sua esposa e família terem se recusado a abandonar sua casa e propriedade e entregá-la a alguns muçulmanos, eles foram violentamente espancados. Em seguida os muçulmanos derramaram gasolina nos cômodos da casa e atearam fogo, e trancaram Boota e sua família em um quarto. Os Masihs quebraram uma janela e conseguiram escapar através dela. Apesar de haver testemunhas, a polícia local relutou em fazer um boletim de ocorrência e como se isso não bastasse, de acordo com os advogados, prendeu Masih com acusações falsas.

Os trabalhos mais degradantes continuam a ser reservados aos cristãos e a outras minorias. O exemplo mais recente vem de um anúncio de vagas do Instituto de Cardiologia de Punjab em Lahore. Na lista de vagas todos os postos de trabalho estão abertos a todos, menos os de “serviços sanitários”, como por exemplo a manutenção de toaletes: somente candidatos não-muçulmanos são qualificados para esse posto de trabalho. De acordo com advogados trabalhistas, “trata-se de uma forma de opressão direta, racismo e preconceito contra as minorias religiosas do país”, acima de tudo cristãos, hindus e muçulmanos não-sunitas.

Sobre essa Série de Artigos

Embora nem todos, nem mesmo a maioria dos muçulmanos esteja envolvida, a perseguição aos cristãos está aumentando. A série “Perseguição Muçulmana aos Cristãos” foi desenvolvida para reunir algumas, nem todas, as instâncias de perseguição que aparecem a cada mês.

Ela documenta o que a grande mídia frequentemente deixa de noticiar.

Ela postula que esse tipo de perseguição não é aleatória e sim sistemática, e que ocorre em todos os idiomas, etnias e lugares.

Raymond Ibrahim é o autor de Crucified Again: Exposing Islam’s New War in Christians (publicado por Regnery em cooperação com o Gatestone Institute, abril de 2013).

http://pt.gatestoneinstitute.org/7076/massacrado-cristao

Bispo herético de Roma se curva para Meca, mas não vai se ajoelhar diante do próprio Deus

Em uma demonstração chocante – e nunca antes vista ou documentada de irreverência religiosa por um Papa, Francisco tirou os sapatos e se inclinou em direção a Meca antes de entrar em uma mesquita na República Centro-Africana mas, ao ir rezar a missa, como apontou o jornalista católico Antonio Socci, ele se recusou a fazer a genuflexão diante do Santíssimo Sacramento, ao entrar na Igreja.
Basta comparar estes gestos com os do Papa João Paulo II, que, mesmo quando doente, se ajoelhou.

Versus João Paulo II:

A Eucaristia é o centro da adoração na missa é a razão pela qual ela existe. Na Eucaristia, o próprio Jesus é o órgão presente-, sangue, alma e divindade – sob as espécies do pão e do vinho depois da consagração na missa. Este é o ensinamento do próprio Cristo no Evangelho:

Muito sinceramente, eu vos digo: quem crê tem a vida eterna.   Eu sou o pão da vida.  Seus antepassados ​​comeram o maná no deserto e morreram.  Este é o pão que desce do céu, para que se possa comer dele e não morrer.  Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá para sempre; e o pão que Eu darei pela vida do mundo é a minha carne “(João 6: 47-58).

Os judeus discutiam entre si, dizendo: “Como pode este dar-nos a sua carne a comer?”  Então Jesus disse-lhes: «Em verdade, vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue , não tereis a vida em vós.  Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia;  Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida.  Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu neles.  Assim como o Pai que me enviou vive e Eu vivo pelo Pai, assim aquele que de mim se alimenta, também viverá por causa de mim.  Este é o pão que desceu do céu, não como o que seus antepassados ​​comeram, e morreram. Mas aquele que come deste pão viverá para sempre “. Ele disse estas coisas enquanto ele estava ensinando na sinagoga de Cafarnaum. (João 6: 47-59)

Para quem nunca duvidou disso, Deus providenciou a prova com inúmeros milagres bem documentados em que a Eucaristia visivelmente sangra ou se faz carne real. É a mesma razão pela qual adoradores do diabo nunca mais vão atrás da “eucaristia” nas Igrejas protestantes. Eles vão dizer a você – se é que apenas representa Jesus- eles querem ferir a própria carne de Jesus diretamente – e que a única maneira que eles podem fazer isso é com anfitriões consagrados.

Eu nunca me lembro de nenhuma vez que um Papa não se ajoelhou diante do Santíssimo Sacramento. Para definir um modelo desse tipo de impiedade para com o próprio Deus é nada menos que um sacrilégio. Mas quando se trata de Islã, esta mesma pessoa seguiu a lei islâmica na remoção de seus sapatos em uma mesquita e curvando-se em direção à pedra negra de Meca. Esta não é a primeira vez que Francisco se envolveu em tal heresia, como ele fez o mesmo no ano passado.

Deixe-me perguntar-lhe: Você acha que os muçulmanos que foram convidados a rezar no Vaticano pelo Papa Francis no ano passado fizeram uma reverência para Jesus no Santíssimo Sacramento? Nós todos sabemos a resposta para essa pergunta.

Este homem está mais interessado em tornar-se desejável aos olhos de homens do que de Deus.

por Andrew Bieszad em 3 de dezembro, 2015 em Geral

http://shoebat.com/2015/12/03/88808/

Israel lamenta acordo entre Vaticano e Palestina

el lamentou nesta sexta-feira o primeiro acordo asssinado entre o Vaticano e o Estado da Palestina, segundo denominação da Santa Sé, e advertiu que isso pode ser nocivo para os esforços para a paz na região.

 Foto: Reuters
Dom Paul Richard Gallagher (à direita) e ministro das Relações Exteriores palestino, Riyad al-Malki, selam acordo no Vaticano, em 26 de junho

Foto: Reuters

O ministério israelense das Relações Exteriores “lamentou a decisão do Vaticano de reconhecer oficialmente a Autoridade palestina como um Estado no acordo assinado hoje”, afirmou o porta-voz da chancelaria, Emmanuel Nahshon, citado em um comunicado.

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A Santa Sé e o “Estado da Palestina” assinaram nesta sexta-feira um histórico acordo sobre os direitos da Igreja católica nos territórios palestinos.

A preparação deste texto por uma comissão bilateral levou 15 anos. Embora o Vaticano se refira ao “Estado da Palestina” desde o início de 2013, os palestinos consideram que a assinatura do acordo equivale a um reconhecimento de fato de seu Estado, o que irrita Israel.

A Santa Sé reconheceu oficialmente a Autoridade palestina como um Estado em tratado assinado nesta sexta-feira.

O acordo foi assinado no Palácio pontifício pelo secretário para as relações com os Estados (ministro das Relações Exteriores), pelo prelado britânico Paul Richard Gallagher e pelo ministro palestino de Relações Exteriores, Riyad al-Maliki.

O acordo expressa o apoio do Vaticano a uma solução “do conflito entre israelenses e palestinos no âmbito da fórmula de dois Estados”, havia explicado em maio o monsenhor Antoine Camilleri, chefe da delegação da Santa Sé.

Para a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), este acordo converte o Vaticano no 136º país a reconhecer o Estado da Palestina.

A Santa Sé tem relações com Israel desde 1993. Negocia desde 1999 um acordo sobre os direitos jurídicos e patrimoniais das congregações católicas no Estado hebreu, mas cada reunião semestral termina com um fracasso.

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/israel-lamenta-acordo-entre-vaticano-e-a-palestina,9fc7a489faa139171babb9c8205daf8b191qRCRD.html

Vaticano diz que papa não quis ofender Israel chamando Abbas de “anjo da paz”

a Francisco não quis ofender Israel ao se referir ao presidente palestino, Mahmoud Abbas, como “um anjo da paz”, e sim incentivar a harmonia entre os dois lados, afirmou o Vaticano nesta terça-feira.

Francisco se encontrou com Abbas no Vaticano no sábado e usou as palavras ao presentear o líder palestino com um grande medalhão de bronze representando o anjo da paz, um de seus presentes costumeiros a presidentes em visita.

Recebendo Abbas nos apartamentos papais, o pontífice argentino, falando em italiano, disse que o medalhão é um presente apropriado porque “você é um pouco um anjo da paz”, de acordo com um repórter representando várias agências de notícias na reunião.

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou não ter ouvido os comentários em pessoa e que não tinha nada a acrescentar às palavras atribuídas ao papa pelo repórter.

“Está claro que não houve intenção de ofender ninguém”, disse Lombardi à Reuters.

Relatos iniciais entraram em conflito quanto ao papa ter exortado Abbas a ser um “anjo da paz” ou ter se referido a ele como tal.

Francisco se reuniu com Abbas poucos dias depois de o Vaticano formalizar em um documento seu reconhecimento do Estado Palestino, medida que irritou o governo de Israel.

(Por Gavin Jones e Isla Binnie)

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Reação turca a comentário papal sobre genocídio armênio vai da indiferença à frustração

Quando o papa Francisco se tornou o primeiro pontífice a chamar o massacre armênio de 1915 publicamente de genocídio no final de semana, a reação de Ancara foi rápida e irada: convocou o embaixador do Vaticano para uma descompostura e chamou de volta seu próprio enviado.

A reação na mídia turca nesta segunda-feira foi da indignação à indiferença, dependendo de quão próximo o jornal é do governo. A reação nas ruas foi morna, e muitos turcos desqualificaram a disputa como acontecimento político vazio e expressaram o desejo de deixar a história para trás.

Francisco desencadeou a rixa diplomática no domingo, classificando o massacre de mais de 1,5 milhão de armênios como “o primeiro genocídio do século 20” e levando a Turquia a acusá-lo de incitar o ódio.

Muçulmana, a Turquia concorda que os cristãos armênios morreram em combates com soldados otomanos a partir de abril de 1915, quando alguns armênios viviam no império governado de Istambul, mas nega que centenas de milhares foram assassinados e que isso equivale a um genocídio.

“As declarações do papa, que estão longe de serem fatos históricos e judiciais, são inaceitáveis”, disse o ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, no Twitter. “Instituições religiosas não são locais para incitar o ódio e a vingança com acusações sem fundamento”.

O fato de que a Cidade do Vaticano é o menor Estado do mundo pode ter evitado maiores repercussões. Em 2011, quando o parlamento da França tornou a negação do genocídio armênio um crime, a Turquia retirou seu embaixador, suspendeu manobras militares conjuntas e congelou os contatos políticos por algum tempo.

A Armênia e sua grande diáspora nos Estados Unidos argumentam que a Turquia não prestou as devidas contas de seu passado dos tempos da guerra.

“Se você perguntar a um armênio ou turco comum, tenho certeza de que não nos importamos tanto com isso quanto as pessoas pensam”, afirmou Dursun Okan, bancário de 27 anos.

Mesmo assim, outros viram os comentários papais como interferência estrangeira e se perguntaram se os EUA, aliados tradicionais da Turquia, algum dia usariam a palavra “genocídio”.

Ao contrário de duas dezenas de países europeus e sul-americanos que empregaram o termo, Washington o evita, e alertou os legisladores norte-americanos que Ancara pode interromper a cooperação militar se votarem a favor de sua adoção.

O papa Francisco pareceu se referir a seu uso do termo “genocídio” nesta segunda-feira, declarando em um sermão que “hoje a mensagem da igreja é a do caminho da franqueza, o caminho da coragem cristã”.

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Papa define como genocídio a matança de armênios há um século

A Turquia, que nega o massacre sistemático, chamou seu embaixador no Vaticano

“Lá onde a memória não persiste significa que o mal ainda mantém a ferida aberta”. O papa Francisco apelou no domingo para a necessidade de lembrar os horrores do passado durante a comemoração do centenário do que considerou como “o primeiro genocídio do século XX”, o assassinato ordenado pelas autoridades otomanas durante a Primeira Guerra Mundial de mais um milhão e meio de armênios. “Ocultar ou negar o mal”, disse Jorge Mario Bergoglio durante uma cerimônia celebrada de acordo com o rito armênio na Basílica de São Pedro, “é como deixar que uma ferida continue sangrando, sem curá-la”.

Em protesto contra as declarações do papa, o embaixador no Vaticano, Mehmet Paçaci, foi chamado de volta para consultas horas após Ancara ter convocado o núncio papal. “As declarações do Papa são inaceitáveis por estarem distantes das realidades históricas e jurídicas. As instâncias religiosas não são lugar para fazer acusações infundadas que só fomentam o ódio e o rancor”, queixou-se em sua conta no Twitter o ministro turco das Relações Exteriores Mevlut Çavusoglu. Uma nota do ministério destacou que não se esperava a declaração do Papa e que seu gesto “abriu caminho para a perda de confiança” entre os dois países. Também acrescenta que terá consequências, mas não especifica quais. As autoridades turcas estão tentando influenciar nas altas esferas do Vaticano há meses para evitar os posicionamentos do Papa em relação à tragédia vivida pelos armênios há um século.

O Governo da Armênia, um país independente desde 1991, estima que entre 1915 e 1923 os otomanos, alinhados com a Alemanha na Grande Guerra, praticaram o extermínio de mais de um milhão e meio de pessoas e deportaram outras 600.000. A Turquia, que surgiu após o fim do Império Otomano, reconhece os massacres sofridos pelo povo caucasiano, mas se recusa a classificá-los como genocídio –extermínio sistemático de um grupo social devido à sua raça, religião ou nacionalidade– e os situa dentro dos horrores causados pela guerra. A recusa do Governo de Ancara representa um dos obstáculos para a integração da Turquia na União Europeia.

Enquanto há uma década falar sobre o genocídio armênio na Turquia –um país em que vivem cerca de 70.000 armênios– era tabu e poderia gerar punições judiciais, o debate no meio acadêmico e na sociedade civil é hoje muito maior, tanto que o Governo turco emitiu no ano passado uma nota de condolências às vítimas das deportações otomanas e lamentou a “dor compartilhada” por várias populações da atual Turquia nos últimos anos do Império.

Represálias econômicas

A. M. ISTAMBUL

Tradicionalmente, o Governo dos Estados Unidos –país onde se encontra uma boa parte dos descendentes de armênios sobreviventes das matanças– tem sido muito cauteloso na hora de usar a terminologia sobre o genocídio e não perturbar seu aliado turco. Em vez de genocídio, o termo preferido é Meds Yeghern (Grande Crime), que os armênios usam de forma semelhante àShoah judaica.

Neste ano, armênios e turcos estarão muito atentos à maneira pela qual o presidente Barack Obama se pronunciará sobre a questão, pois em jogo não está apenas irritar ou não um povo ou o outro, mas também uma importante licitação de mísseis. A Turquia prepara há meses a compra de um novo escudo antimísseis e chegou a flertar com comprá-los de uma empresa chinesa, o que seria incompatível com os sistemas da OTAN, organização à qual pertence. Ancara decidirá entre as três empresas que se apresentaram à licitação –uma dos EUA, uma da França e uma da China– assim que passar o 24 de abril. “A maneira pela qual esses países celebrarem o centenário destes fatos será muito importante para nossa decisão final”, disse em janeiro uma fonte da seção ministerial responsável pela aquisição de armamento citada pelo diário Hürriyet Daily News.

A tentativa do parlamento francês de aprovar uma lei que criminaliza a negação do genocídio armênio em 2006 e 2011 levou a um esfriamento das relações franco-turcas e também a que empresas da França fossem excluídas de contratos públicos e submetidas a boicotes por cidadãos turcos. No entanto, após a birra inicial, as relações voltaram ao seu lugar em alguns meses.

Várias organizações turcas e armênias se reunirão em Istambul no dia 24 para relembrar a data de início dos massacres. O Executivo turco pretende adotar uma postura mais dura este ano e, de fato, mudou a comemoração do centenário da Batalha de Galípoli de 18 março para 25 de abril, uma cerimônia para a qual convidou autoridades de todo o mundo e que tem como objetivo ofuscar os eventos na Armênia.

João Paulo II já havia se referido ao extermínio armênio como “o primeiro genocídio do século XX”, situando em seguida aqueles perpetrados pelo nazismo e pelo estalinismo. Francisco, que costuma alertar sobre a existência de uma difusa “terceira guerra mundial” provocada por conflitos armados que ocorrem em muitos lugares do planeta, disse que esse tipo de novo genocídio é causado pela indiferença geral e coletiva: “É o silêncio cúmplice de Caim, que exclama: O que me importa!”.

“Parece”, disse o Pontífice, “que a família humana se recusa a aprender com seus próprios erros causados pela lei do terror. E ainda hoje algumas pessoas tentam eliminar seus semelhantes com a ajuda do silêncio cúmplice de outros que permanecem como espectadores”. O Papa enviou uma mensagem à população armênia para que “retome o caminho da reconciliação”.

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/04/12/internacional/1428841018_056445.html