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Mulheres sírias para a UE: “Expulse nossos homens e mande-os para casa – precisamos deles aqui”

A guerra na Síria levou a uma escassez de homens no país. Agora, as mulheres sírias querem seus homens de volta e pedem à UE que os “expulse” para que eles voltem e ajudem a reconstruir o país.

O conflito na Síria está chegando ao fim. Donald Trump afirmou que o EI é derrotado e prometeu retirar todas as tropas dos EUA da área.

Até mesmo Israel argumenta que a guerra acabou, e a Russia mostra imagens das celebrações de Natal em Damasco.

A longa e sangrenta guerra deixou vestígios profundos na demografia da Síria. Um repórter no local observa que “cerca de 70% das pessoas que ele conhece são mulheres jovens”.

“Olhe ao redor, você só vê mulheres. Na universidade, na rua, nos cafés, só mulheres. A maioria dos jovens saiu da Síria ”, afirmam as alunas Safaa e Sheima.

Outra mulher, Lina, diz que Assad deve dar àqueles que fugiram a anistia do serviço militar, mas ela também tem uma proposta para os países que aceitaram muitos homens da Síria:

“A solução é expulsá-los e enviá-los de volta à Síria para que eles possam começar a reconstruir o país”, diz ela.

Ao mesmo tempo, a escassez de homens significa que as mulheres sírias estão fazendo um grande progresso na vida profissional, ao entrar em profissões anteriormente dominadas pelos homens.

“No passado, não era aceito que as mulheres trabalhassem em certas áreas, mas agora a sociedade é forçada a aceitá-lo e isso é bom”, diz Safaa.

Com imagem e informações Voice of Europe

Senador dos EUA pede asilo político para Asia Bibi

O senador republicano Rand Paul disse estar preocupado com o fato de Bibi não sobreviver e ele pessoalmente abordou o assunto com o presidente Trump na semana passada.

Um importante senador republicano pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que conceda asilo e o status de refugiado à nacional paquistanesa Asia Bibi, uma mulher cristã recentemente libertada da prisão depois que sua condenação por blasfêmia foi anulada.

Bibi, mãe de quatro filhos de 47 anos, foi libertada da prisão de Multan no começo do mês, depois que a Suprema Corte, em sua decisão histórica, a absolveu de acusações de blasfêmia.

O senador Rand Paul disse que estava preocupado que Bibi não sobrevivesse e que ele pessoalmente levou o assunto com o presidente Trump na semana passada.

“Eu tenho lutado por eles para libertar a Asia Bibi. Eu conversei com o presidente sobre conceder seu status de asilo e refugiado aqui ”, disse Paul à CNN em uma entrevista.

Um membro sênior de um instituto americano também sugeriu que Bibi deveria pedir asilo.

“O Presidente Trump deveria convidar Bibi para ir à América e pedir asilo. Fazer isso seria justo, moral e sábio ”, disse Clifford D May, presidente da Fundação para a Defesa das Democracias, em editorial no Washington Times esta semana.

Com imagem e informações The Indian Express

Dez mil muçulmanos indonésios exigem a morte de um governador cristão:” “Ele deve ser executado. Segundo a doutrina islâmica, ele deve ser morto. “

Shoebat – Um grupo de 10.000 muçulmanos na Indonésia pediu a morte do governador cristão, de Jacarta, por criticar seus adversários ao usarem o Alcorão para difamá-lo. Aqui está o relatório:

Milhares de radicais muçulmanos protestaram em Jacarta sexta-feira, exigindo que o governador cristão, da capital indonésia, seja executado por alegadamente ter insultuoso o islã, num momento em que enfrenta uma corrida eleitoral cada vez mais apertada.

Cerca de 10.000 manifestantes vestindo vestes islâmicas brancas e solidéus se reuniram do lado de fora da prefeitura na capital do país de maioria muçulmana mais populosa do mundo, acenando cartazes que diziam: “O blasfemador deve ser processado”.

O protesto foi desencadeado por acusações ao governador de Jakarta, Basuki Tjahaja Purnama, conhecido por seu apelido Ahok, que teria insultado o Islã ao criticar adversários que usaram referências do Corão para atacá-lo antes das eleições de fevereiro.

“Ahok deve ser executado. De acordo com os ensinamentos islâmicos, ele deve ser morto”.  Emed Muhammad, um adversário de linha-dura do governador, disse que os manifestantes vociferavam:”Jakarta está agora a ser governada por um infiel, mas a Indonésia tem a maior população muçulmana.”

Centenas de policiais e soldados foram mobilizados em torno prefeitura para garantir a segurança do local.

Em seus comentários controversos no mês passado, Purnama disse à uma multidão que tinha sido “enganado” pelos seus adversários que usaram um verso do Alcorão para tentar colocá-los fora de votação para um cristão.

“Você está sendo enganado”, disse ele.

Purnama, segundo governador cristão de Jacarta e a primeira da comunidade de etnia chinesa da Indonésia, ganhou enorme popularidade com o seu estilo duro e determinação de limpar Jacarta, um superlotada, desorganizada e poluída metrópole.

Mas seu estilo durão, incomum para um político na Indonésia, alienou alguns e ele também tem enfrentado constante oposição de grupos islâmicos radicais, que protestaram durante semanas, quando ele se tornou governador, há dois anos.

Purnama continua a ser o favorito para vencer a eleição, mas a corrida foi aquecida nas últimas semanas com dois outros candidatos, o filho do ex-presidente Susilo Bambang Yudhoyono e um popular ex-ministro da educação, declarando que será executado.

Ele se tornou governador de Jakarta em novembro de 2014, mas não foi eleito para o cargo. Ele era vice-governador e automaticamente tornou-se governador após Compete Joko Widodo ter sido eleito presidente indonésio.

10,000 Muslims Gather Together And Demand The Death Of A Christian Man, Saying: “He must be executed. According to Islamic teaching, he must be killed.”

Síria: ONU quer que Damasco abra os céus à ajuda humanitária

A ajuda humanitária continua a chegar a conta gotas a apenas uma pequena parte das 592 mil pessoas sitiadas pela guerra na Síria.

Cinco camiões da ONU e do Crescente Vermelho distribuem desde ontem apenas medicamentos à povoação rebelde de Deraya, cercada pelo regime desde há quatro anos.

Uma ajuda insuficiente para a população local e a ONU que apelam a Damasco que autorize a distribuição de ajuda por via aérea.

Segundo o vice-enviado da ONU para a Síria, Ramzy E. Ramzy:

“É necessário obter a autorização do governo para garantir a segurança, mas pode não ser suficiente. Há outros grupos espalhados pela Síria que têm a capacidade de dificultar estas operações e isso tem de ser tomado em conta”.

A Rússia, aliada de Assad, tinha já largado mantimentos em Abril sobre as zonas sitiadas no leste da Síria.

Estados Unidos, Reino Unido e França convocaram uma reunião do Conselho de Segurança para sexta-feira, para exigir que Damasco cumpra o compromisso de autorizar a largada de mantimentos no início de Junho.

A ONU reconhece que apenas 4 das 19 cidades sitiadas poderiam ser reabastecidas por aviões, quando não dispõe de helicópteros para aceder às zonas mais remotas do país.

A oposição síria criticou, por seu lado, e em vídeo, as caravanas humanitárias que, nos últimos dias, têm conseguido aceder a algumas cidades sitiadas, classificando-as como “um remendo temporário”.

http://pt.euronews.com/2016/06/02/siria-onu-quer-que-damasco-abra-os-ceus-a-ajuda-humanitaria/

Três prêmios Nobel pedem alívio das sanções contra Coreia do Norte

Alguns medicamentos não chegam ao país

SEUL — Um grupo de três premiados com o Nobel pediu neste sábado, durante uma visita à Coreia do Norte que coincide com o congresso do partido único, uma flexibilização das sanções contra este país e que afeta seu sistema de saúde.

A comunidade internacional reforçou as suas sanções contra a Coreia do Norte por seus recentes testes nucleares, quatro deles em janeiro. Segundo os especialistas, o país estaria preparando um quinto ensaio.

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Turquia pede mais 3 bilhões de euros à UE

Segundo presidente do Parlamento Europeu, turcos querem o dobro do valor acertado em novembro para ajudar a frear o fluxo de migrantes rumo à União Europeia e, de acordo com diplomatas, também oferecem mais ajuda.

A Turquia solicitou mais 3 bilhões de euros à União Europeia (UE) até 2018, além dos 3 bilhões já prometidos em novembro, em troca de seu apoio para frear a chegada de refugiados à Europa, afirmou nesta segunda-feira (07/03) o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, em Bruxelas.

Confira as últimas notícias da cúpula entre a União Europeia e a Turquia

Em novembro, a União Europeia já prometera 3 bilhões de euros para a Turquia. O dinheiro é usado para o atendimento dos refugiados sírios que estão alojados em acampamentos na Turquia, perto da fronteira com a Síria. O novo valor teria a mesma finalidade, segundo o governo em Ancara. Estimativas do governo turco afirmam que há 2,7 milhões de refugiados no país.

Refugiados aguardam na fronteira da Grécia em acampamento improvisado

Segundo um esboço de resolução, a União Europeia concederia mais 3 bilhões de euros à Turquia. Além disso, cidadãos turcos poderiam entrar na União Europeia sem visto. Em troca, a Turquia se compromete a acolher todos os refugiados que chegarem à Grécia e não obtiverem asilo. “A Turquia está oferecendo mais e exigindo mais”, disse um diplomata europeu.

Os turcos também pedem a aceleração das negociações para o ingresso da Turquia na União Europeia. O primeiro-ministro Ahmed Davutoglu afirmou que seu país está disposto a readmitir todos os imigrantes que não vêm da Síria e todos os que foram interceptados em suas águas territoriais, além de adotar medidas enérgicas contra os traficantes de pessoas, disseram diplomatas.

O ministro das Finanças da Áustria, Hans Jörg Schelling, declarou às margens da cúpula em Bruxelas que não está disposto a disponibilizar mais dinheiro se não for considerada uma compensação aos países que acolheram o maior número de refugiados, como Alemanha, Suécia e Áustria.

AS/dpa/efe/rtr

http://www.dw.com/pt/turquia-pede-mais-3-bilh%C3%B5es-de-euros-%C3%A0-ue/a-19100153

‘Não venham à Europa’, pede Tusk a migrantes econômicos

Presidente do Conselho Europeu também irá para a Turquia discutir a crise migratória

ATENAS — Após uma reunião sobre a crise de refugiados em Atenas com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, pediu nesta quinta-feira que os migrantes econômicos desistam de ir à Europa e pediu mais unidade entre os países do bloco para lidar com a situação. Mais tarde, Tusk viajará à Turquia, onde se encontrará com o premier turco, Ahmet Davutoglu.

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— Quero lançar um apelo a todos os migrantes econômicos ilegais potenciais, de onde forem. Não venham à Europa. Não acreditem nos traficantes. Não coloquem em risco suas vidas e seu dinheiro. Tudo isso não servirá de nada — disse em uma entrevista coletiva, ressaltando que nem a Grécia, nem nenhum outro nação europeia pode continuar sendo países de trânsito.

Tusk aproveitou a ocasião para prometer que os regulamentos do acordo Schengen (que permite a livre circulação de pessoas) voltarão a ser aplicados e criticou as decisões unilaterais tomadas por alguns países do bloco europeu na tentativa de conter a crise migratória. Para ele, prejudicam a solidariedade entre os parceiros.

— As decisões unilaterais, sem coordenação prévia, embora sejam compreensíveis em um contexto nacional, prejudicam o espírito europeu de solidariedade — afirmou, fazendo um alerta: — A Grécia vai requerer que todos os países respeitem o Tratado Europeu e que haja sanções para aqueles que não o fizerem.

Nas últimas semanas, as nações dos Bálcãs limitaram a entrada de imigrantes a 580 por dia, uma medida encabeçada pela Áustria e seguida por Macedônia, Sérvia, Croácia e Eslovênia que criou um gargalo na Grécia. Com os guardas bloqueando a passagem do território grego para o macedônia, foram registrados confrontos entre imigrantes e policiais nos últimos dias.

Por sua parte, Tsipras disse que a Grécia continuará fazendo o que for possível para garantir que imigrantes ou refugiados não fiquem sem assistência, mas ressaltou que o país não pode suportar o peso da crise sozinho.

Nós não vamos permitir que a Grécia ou qualquer outro país se transforme em um armazém de almas — disse o premier grego.

IMIGRANTES NÃO PARAM DE CHEGAR

Desde o início de janeiro, mais de 131 mil imigrantes desembarcaram no continente europeu pelo mar Mediterrâneo — número que supera a quantidade de pessoas entraram na Europa nos primeiros cinco meses do ano passado, segundo a ONU. Dentre os refugiados, houve mais de 410 mortes durante as perigosas travessias marítimas clandestinas que chegam, sobretudo, à costa grega.

Para lidar com a crise, a UE propôs na quarta-feira um novo programa de ajuda no valor de de 700 milhões de euros, similar ao tipo de alívio para desastres oferecido para países em desenvolvimento. Se aprovado, o projeto irá destinar neste ano 300 milhões de euros do orçamento anual, principalmente para a Grécia, e prevê usar 200 milhões de euros nos próximos dois anos.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/nao-venham-europa-pede-tusk-migrantes-economicos-18793777#ixzz41tVy5R1p
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Turquia pede mais 2 bilhões de euros em ajuda para refugiados

Além dos 3 bilhões aprovados pela UE em novembro, governo turco quer ajuda adicional para cumprir acordo e oferecer melhores condições aos requerentes de asilo. Divisões internas no bloco geram impasse sobre pagamentos.

A Turquia pediu 2 bilhões de euros adicionais à União Europeia (UE) para melhorar as condições de ajuda aos refugiados que estão no país, informou neste sábado (30/01) o jornal alemão Die Welt. O acordo inicial previa o envio de 3 bilhões de euros.

“Ancara quer agora 5 bilhões, mas só estamos preparados para dar os 3 bilhões de euros que tínhamos prometido”, afirmou um diplomata da UE.

A quantia inicial é resultado de um acordo firmado em novembro de 2015 que prevê a doação do dinheiro em troca de a Turquia proteger suas fronteiras e oferecer melhores condições de vida aos refugiados no país. O objetivo é diminuir o fluxo de requerentes de asilo para a Europa.

Recentemente, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, reiterou que a ajuda seria enviada durante a visita do primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, a Berlim. Ainda não há, no entanto, previsão para o pagamento devido a divisões internas no bloco. A Itália, por exemplo, se recusa a pagar sua parte.

Na sexta-feira, o premiê italiano, Matteo Renzi, afirmou na capital alemã que quer aguardar a conferência de doadores da Síria, que vai acontecer na próxima quinta-feira (04/02), em Londres, para tomar uma decisão.

No encontro, será decidido se o dinheiro irá sair dos cofres da UE ou se cada estado-membro terá de contribuir individualmente.

Vigilância

Outro impasse é a forma como o governo turco deve aplicar o dinheiro. Segundo o Die Welt, Ancara quer administrar a quantia de forma independente, enquanto Bruxelas exige que o fundo seja aplicado em projetos concretos, como a construção de escolas. A UE também quer controlar os pagamentos para que o dinheiro seja direcionado exclusivamente aos refugiados.

“Tem sido difícil para o governo turco aceitar que bilhões de euros em ajuda para refugiados deverão ser pagos passo a passo depois de checagens rígidas da UE”, disseram diplomatas ao jornal alemão.

Milhares de requerentes de asilo, a maioria da Síria, procuraram refúgio na Turquia. Alguns permanecem em campos para refugiados, mas a maior parte se arrisca na travessia pelo mar Mediterrâneo em direção às ilhas gregas.

Neste sábado, ao menos 33 pessoas morreram afogadas na costa turca tentando chegar à Europa, entre elas, crianças.

KG/dpa/afp

Papa pede que Europa integre refugiados

Pontífice diz que continente tem meios para encontrar equilíbrio entre integrar estrangeiros e proteger seus cidadãos. Segundo ele, imigrantes podem trazer benefícios econômicos para países anfitriões.

O papa Francisco afirmou nesta segunda-feira (11/01) que a Europa deve ser capaz de integrar migrantes sem prejudicar a segurança dos cidadãos do continente, reconhecendo que a atual crise migratória representa um grande desafio para os valores europeus.

O pontífice disse que o afluxo de refugiados está causando “problemas inevitáveis” e aumentando preocupações sobre “mudanças nas estruturas cultural e social” dos países anfitriões. Também crescem os temores relacionados à segurança, “exacerbados pela crescente ameaça de terrorismo internacional”.

“A atual onda migratória parece estar minando as bases do espírito humanista que a Europa sempre amou e defendeu”, declarou o pontífice num discurso anual para diplomatas no Vaticano.

Com sua “grande herança cultural e religiosa”, a Europa detém os meios para encontrar o equilíbrio entre “a responsabilidade de proteger os direitos de seus cidadãos e de assegurar a migrantes assistência e aceitação”, afirmou Francisco.

A questão da integração tem sido alvo de acalorados debates neste início de ano, após uma série de ataques sexuais contra mulheres ter sido registrada na noite de Ano Novo na cidade alemã de Colônia. Testemunhas, vítimas e policiais falam que oss agressores seriam homens de aparência árabe ou norte-africana.

Somente a Alemanha registrou 1,1 milhão de refugiados em 2015 , grande parte deles da Síria e do Iraque. A maioria dos refugiados que chegaram à Europa no ano passado são muçulmanos, o que leva muitos europeus a temerem que seja difícil integrá-los à sociedade.

Em 2015, o papa já havia pedido que a Europa aceitasse refugiados. Segundo o pontífice, a integração bem-sucedida dos migrantes trará benefícios sociais, econômicos e culturais para os países anfitriões.

Francisco alertou que os países mais afetados pela crise migratória não devem ser deixados sozinhos e pediu “um diálogo franco e respeitoso entre os países – de origem, de trânsito e de recepção – em busca de uma solução sustentável”.

LPF/rtr/dpa/afp/lusa

http://www.dw.com/pt/papa-pede-que-europa-integre-refugiados/a-18972079

Hollande pedirá que Obama e Putin criem coalizão única contra o EI

O presidente da França, François Hollande, reivindicou nesta segunda-feira (16) a criação de uma “única coalizão internacional” contra o Estado Islâmico (EI), proposta para a qual se reunirá nos próximos dias com os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Vladimir Putin.

Em discurso no Palácio de Versalhes perante o parlamento reunido de forma extraordinária em sessão bicameral, Hollande assinalou que seu país pedirá uma reunião “no prazo mais breve” do Conselho de Segurança da ONU para aprovar uma resolução contra o EI.

“Até então, a França intensificará suas operações” na Síria, disse, acrescentando que a incorporação do porta-aviões Charles de Gaulle aos bombardeios, a partir de 18 de novembro, “triplicará nossas capacidades operativas”.

Destruição do EI

Hollande declarou que o país “não quer conter o Estado Islâmico, mas destrui-lo”. O líder francês anunciou uma reforma constitucional de modo a melhorar as medidas para combater o terrorismo e “proteger as liberdades fundamentais”.

“Temos que fazer nossa Constituição evoluir para permitir que os poderes públicos atuem, respeitando o Estado de direito, contra o terrorismo de guerra”, disse em discurso perante as duas câmaras parlamentares.

A justificativa para a mudança seria pelo motivo de tanto o estado de emergência como o de sítio “não estarem adaptados à (atual) situação”, uma “guerra, mas de outro tipo, contra um elemento novo (o terrorismo), o que requer uma reforma constitucional”.

A nova proposta busca “dispor de uma ferramenta apropriada para adotar medidas excepcionais durante um período de tempo limitado e sem comprometer as liberdades públicas”.

Hollande também apresentou uma série de disposições que endurecem o tratamento jurídico do radicalismo e do terrorismo, a começar pela retirada da nacionalidade de quem tiver dupla cidadania e for condenado por uma série de delitos que atentem contra o Estado ou contra seus valores fundamentais.

Com as alterações, as pessoas com dupla cidadania que representarem risco terrorista serão impedidas de entrar na França e os estrangeiros considerados uma ameaça serão expulsos “mais rapidamente”.
Em um discurso repleto de medidas e anúncios, o presidente francês explicou que deu instruções a seu ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian, para que peça a seus colegas da UE (União Europeia) que quando um Estado-membro seja agredido “todos os demais” o ajudem.

“A Síria se transformou na maior fábrica de terroristas”, declarou em seu discurso, de pouco mais de meia hora de duração.

Hollande considerou “vital” que a Europa acolha os imigrantes que pedem asilo, mas também pediu “controles sistemáticos e coordenados” nas fronteiras da UE e reivindicou a aprovação do arquivo europeu de passageiros aéreos (PNR) antes do final de ano.

 http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2015/11/16/hollande-pedira-que-obama-e-putin-criem-coalizao-unica-contra-ei.htm