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Comitiva de parlamentares pede audiência com ministro Ernesto Araújo em apoio ao cristão perseguido Faraz Pervaiz

Brasília – Nessa sexta-feira (05/03), a ONG Ecoando a Voz dos Mártires, representada por sua diretora-presidente Andréa Fernandes, esteve em diligência com o Deputado Federal Eli Borges (TO/Solidariedade) no Protocolo Geral do Ministério das Relações Exteriores para ingressar com ofício assinado por oito deputados solicitando audiência com o Ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo a fim de tratar sobre a situação do refugiado cristão Faraz Pervaiz e de seu família, os quais estão sob ameaça de morte na Tailândia, país para o qual fugiram após sucessivas ameaças no Paquistão.

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                          Faraz Pervaiz

Em 23 de janeiro, a jornalista Andréa Fernandes tomou conhecimento das violações de direitos humanos sofridas pelo cristão paquistanês Faraz Pervaiz, que se viu obrigado a abandonar o Paquistão juntamente com parte dos seus familiares, onde está sendo processado pelo Estado por suposta violação à lei da blasfêmia ao compartilhar vídeos nas suas redes direcionados ao público cristão fazendo críticas ao Islã. Poderosos grupos muçulmanos – inclusive, o partido político Tahreek-e-Labbaik – não somente pressionaram o governo para persegui-lo na esfera judicial, mas, também, fizeram manifestações públicas diante de multidões pedindo a morte do cristão, e ainda ofereceram vultosas recompensas financeiras para aquele que viesse a assassiná-lo em jihad. Além disso, um clérigo local simpatizante do Talibã, ofereceu cerca de 124 mil dólares pela “cabeça” de Pervaiz.

No entanto, as ameaças de morte se agravaram quando o endereço de Faraz foi divulgado on line por um refugiado muçulmano em julho/2019. Inobstante tal fato,  o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) vem dando prioridade para o reassentamento de famílias muçulmanas na Tailândia e ignora os apelos contínuos de socorro de Pervaiz, que aguarda em vão reassentamento há mais de cinco anos. Quando foi atacado e ferido por muçulmanos, em 23 de dezembro de 2019, o ACNUR sugeriu que os pais do refugiado cristão deveriam se mudar para uma nova residência por segurança sem prestar nenhum tipo de auxílio. Pelo contrário, a entidade ainda promoveu grave violação de direitos humanos ao obrigar Pervaiz a remover 474 vídeos que postou em suas redes por serem críticos ao Islã, considerados  assim “ofensivos” para alguns muçulmanos que seguem a sharia (lei islâmica), e consideram obrigatório seu cumprimento pelos “infiéis”. Vale lembrar que a sharia não tem base legal na Tailândia, país de maioria budista.

Apesar de pedir socorro a vários ministérios cristãos, até o momento, o refugiado não conseguiu sensibilizar nenhum deles para promover divulgação e apoio à sua luta pela vida, que depende de sua saída da Tailândia, país que reconhece não mais ter condições de garantir segurança a Pervaiz e sua família. O refugiado cristão informou num dos muitos contatos com a ONG Ecoando a Voz dos Mártires, que nem mesmo a renomada instituição Portas Abertas se solidarizou com seu sofrimento ao não atender seus reiterados pedidos de socorro por e-mail, inclusive, com cópia para o representante da instituição no Brasil. Foram mostrados prints comprovando a denúncia, pelo que, a presidente da ONG EVM tentou contato com Portas Abertas e ao não conseguir atendimento, solicitou ao deputado estadual Douglas Garcia para pedir uma reunião com a entidade no Brasil (sediada em São Paulo). Vergonhosamente, Portas Abertas ignorou as solicitações, descaso este que obrigou a ONG EVM a articular apoio no parlamento federal, a fim de interceder pela causa junto ao Itamaraty.

Em fevereiro, Andréa Fernandes e o representante da ONG EVM/Brasília, o internacionalista e jornalista Gil Carlos Montarroyos, deram início ao trabalho de articulação política envolvendo alguns deputados procurados pela presidente da entidade.

O deputado Otoni de Paula (PSC/RJ), gravou vídeo em apoio e afirmou que faria discurso em favor de Pervaiz na tribuna do plenário, informando também que solicitaria audiência com o ministro das Relações Exteriores. Já a deputada Bia Kicis (PSL/DF), conseguiu o encaminhamento da pauta ao Departamento de Direitos Humanos e Cidadania do Itamaraty, onde Andréa Fernandes foi recebida pelo diretor, momento em que providenciou a entrega de requerimento solicitando audiência com o ministro Ernesto Araújo, remetendo toda documentação necessária para deliberação do ministro sobre a questão.

O deputado Eli Borges (Solidariedade/TO), ao tomar conhecimento do caso, resolveu ligar pessoalmente para deputados a fim de convencê-los a formar uma comitiva para tratar do assunto com o ministro juntamente com a presidente da ONG EVM, ação esta formalizada através de um ofício direcionado ao ministro Ernesto. Outrossim, o próprio deputado entrou em contato com seus pares para colher as assinaturas posteriormente consignadas no ofício e se dirigiu ao Ministério das Relações Exteriores com seu chefe de gabinete, um assessor da Frente Parlamentar Evangélica e Andréa Fernandes.

                        Deputado Eli Borges com Andréa Fernandes, presidente da ONG EVM

Importante destacar o empenho da Frente Parlamentar Evangélica, que definitivamente assume o protagonismo na agenda de combate à perseguição contra cristãos e apoio à igreja perseguida, uma vez que seu presidente, Silas Câmara (Republicanos /AM), imediatamente se prontificou a defender a pauta junto ao ministro das Relações Exteriores.

Além dos deputados federais acima mencionados, assinaram o ofício os seguintes parlamentares da câmara dos deputados: –Pastor Eurico (Patriota/PE), Sóstenes Cavalcante (DEM/RJ), Dr. Jaziel (PL/CE) e João Campos (Republicanos/GO).

Ao receber o documento no Protocolo Geral, o funcionário informou que o ofício estaria em 10 minutos nas mãos de Ernesto Araújo, dada a fala do deputado Eli Borges no tocante à preocupação com a necessária urgência para deliberação do tema, vez que o estoque de comida da família já está chegando no final, além das graves ameaças de morte. Ademais, o deputado se comprometeu a diligenciar na manhã de sexta-feira (06/03) no Itamaraty para se certificar que o ministro recebeu o ofício e saber se já foi marcada data para audiência. O caso merece realmente tamanho empenho!

Andréa Fernandes – advogada, internacionalista, jornalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires(EVM).

Imagem: Deputado Eli Borges, Josué Alves (assessor da bancada evangélica) e Andréa Fernandes no Protocolo Geral do Itamaraty.

Nigéria: muçulmanos decapitam pastor cristão depois que ele se recusa a negar a Cristo e se converter ao Islã

Se os papéis fossem invertidos aqui e os cristãos tivessem assassinado um imã muçulmano por se recusar a se converter ao Cristianismo, embora esse assassinato nunca aconteça e nunca aconteceria, haveria manchetes internacionais gritantes. Mas ninguém tomará conhecimento disso.

Pastor nigeriano que louvou a Deus em vídeo de resgate decapitado depois de se recusar a negar a Cristo”, por Samuel Smith, Christian Post , 21 de janeiro de 2020:

Um pastor que foi manchete no início deste mês por louvar a Deus em um vídeo de resgate foi executado por militantes do Boko Haram na Nigéria.

Ativistas internacionais de direitos humanos condenaram o assassinato do Rev. Lawan Andimi, presidente da Associação Cristã da Nigéria na área do governo local de Michika, no estado de Adamawa.

Andimi foi declarado desaparecido em 3 de janeiro, após uma invasão do grupo extremista islâmico em Michika. O vídeo postado on-line parece mostrar Andimi sendo forçado a entrar em um veículo por seus captores.

Dias depois, Andimi foi visto em um vídeo divulgado por seus captores, pedindo aos colegas líderes cristãos e funcionários do governo estadual para garantir sua libertação.

Apesar da situação, Andimi disse no vídeo que não estava desanimado porque “todas as condições que se encontram estão nas mãos de Deus”.

Pela graça de Deus, estarei junto com minha esposa, meus filhos e todos os meus colegas”, disse ele. “Se a oportunidade não for concedida, talvez seja a vontade de Deus.

Na segunda-feira, fontes locais divulgaram aos parceiros do ministério nos Estados Unidos que Andimi foi assassinado.

Uma fonte disse à organização não governamental norte-americana Save the Persecuted Christian que a família de Andimi foi notificada sobre a morte do pastor pelo escritório da CAN no estado de Adamawa na segunda-feira.

“Eles o mataram na floresta de Sambisa”, disse uma fonte à Save the Persecuted Christian, de acordo com o diretor executivo da organização sem fins lucrativos Dede Laugesen. “Eles o assassinaram porque ele se recusou a renunciar à sua fé. E porque eles não podiam arrecadar dinheiro para o seu resgate. ”

A fonte local, cujo nome não pôde ser revelado por razões de segurança, disse à Save the Persecuted Christian que os captores de Andimi exigiram 2 milhões de euros em troca de sua libertação. No entanto, a comunidade eclesiástica carente só conseguiu levantar 2 milhões de nairas (4.969,88 euros).

O jornalista investigativo nigeriano Ahmed Salkida informou em um tweet que Andimi foi decapitado na tarde de segunda-feira. Salkida escreveu que obteve um vídeo da execução e informou as autoridades.

O porta-voz da CAN, Bayo Oladeji, disse ao Centro Internacional de Relatórios Investigativos que a organização guarda-chuva interdenominacional planeja divulgar uma declaração oficial sobre a execução de Andimi.

“É patético e doloroso saber que um cavalheiro desses pode ser morto como um carneiro”, disse Oladeji.

Andimi não foi o único líder cristão que foi morto no estado de Adamawa nesta semana.

O pastor Denis Bagauri, da Igreja Luterana da Nigéria, um conhecido defensor político dos cristãos, teria sido morto por pistoleiros desconhecidos em sua casa em Nassarawo Jereng, na área do governo local de Mayobelwa no estado de Adamawa, na noite de domingo, segundo o The Daily Post….

A Nigéria é classificada como o 12º pior país do mundo quando se trata de perseguição cristã, de acordo com a lista de observação mundial do Open Doors USA em 2020.

Com imagem e informações de Jihad Watch

Duas jovens cristãs executadas por grupo muçulmano na Nigéria

Pastores Muçulmanos Fulani mataram duas jovens cristãs no sul do estado de Kaduna, na Nigéria, na sexta-feira (17 de janeiro), disseram fontes.

Os pastores de moto chegaram à vila de Gora-Gan, no condado de Zango Kataf, por volta das 17 horas, matando aldeões à vista, de acordo com um morador local. Luka Biniyat, porta-voz da União dos Povos Kaduna do Sul (SOKAPU), confirmou o assassinato de Briget Philip, 18 anos, e Priscilla David, 19.

“As duas meninas, que eram alunas do ensino médio, adoravam na paróquia católica de Gora-Gan”, disse Biniyat ao Morning Star News.

Foram feridos no ataque à comunidade predominantemente cristã os adolescentes Henry Jonathan, 18 anos, Benjamin Peter e Goodluck Andawus, 12 anos, disse Luka Biniyat.

O grupo muçulmano atacou quando as pessoas se reuniram na praça da vila, onde são realizadas atividades evangelísticas e sociais.

“Quando as pessoas fugiram para os arbustos próximos para se esconder, os atacantes recuaram e foram embora”, disse o morador da região, Solomon John, ao Morning Star News por mensagem de texto. “Estamos tristes com esses ataques ao nosso povo, que parecem intermináveis.”

O presidente do conselho do condado, Elias Manza, confirmou o ataque a jornalistas no sábado (18 de janeiro).

“Os feridos estão atualmente recebendo tratamento em um hospital não divulgado, mas a boa notícia é que a normalidade foi restaurada na área”, disse Manza.

Trabalhadores sequestrados libertados

Dois dias antes, no estado de Borno, no nordeste da Nigéria, cinco trabalhadores humanitários seqüestrados pela Província da África Ocidental do Estado Islâmico (ISWAP) foram libertados.

Os trabalhadores humanitários foram sequestrados pelo ISWAP, que se separou do Boko Haram em 2016, em 22 de dezembro, ao longo da estrada Monguno-Maiduguri, no estado de Borno, enquanto visitavam os campos de deslocados para fornecer itens médicos e alimentares.

Entre os trabalhadores libertados estava Jennifer Samuel Ukumbong, cuja família reside em Jos. Jummai Markus, um vizinho da família, disse ao Morning Star News que ligou para sua casa na quinta-feira (16 de janeiro), dizendo que havia sido libertada.

“Desde que Jennifer foi seqüestrada pelo Boko Haram [anteriormente aliado à ISWAP], sua família mantém vigílias de oração e jejua por sua libertação”, disse Markus. “De fato, sua mãe, que é viúva, estava na igreja orando pela liberdade de sua filha quando as notícias sobre ela resgatada chegaram.”

Não ficou claro como se deu a liberdade dos trabalhadores humanitários. Peter Afunanya, porta-voz da polícia secreta da Nigéria, o Departamento de Serviços de Estado, disse em um comunicado à imprensa de Abuja que eles foram resgatados pelo pessoal da DSS e outras agências de segurança, incluindo os militares na quarta-feira (15 de janeiro).

Ukumbong, juntamente com os trabalhadores de ajuda humanitária Asabe Cletus Musa, Arthur Ibojekwe Chima, Adamu Ozeshi e George Danbaba Micheal, foram levados para o escritório do DSS em Maiduguri por volta das 16 horas daquele dia, segundo o comunicado.

120 permanecem em cativeiro

Mais de 120 cristãos ainda estão sendo mantidos em cativeiro por grupos extremistas islâmicos, incluindo Grace Taku. O trabalhador humanitário da Action Against Hunger (AAH), sediado na França, foi seqüestrado pelo ISWAP em um ataque a um comboio em Damasak, estado de Borno, em julho.

“Congratulamo-nos com a libertação de cinco trabalhadores humanitários que foram seqüestrados no nordeste da Nigéria em 22 de dezembro”, disseram autoridades da AAH em comunicado à imprensa. “Mas, apesar dessas boas notícias, continuamos extremamente preocupados com Grace Taku, que é mantida refém desde 18 de julho de 2019. Reiteramos nossos pedidos de libertação imediata”.

Taku é a única sobrevivente de um grupo de seis detidos desde então, segundo a AAH. Ahmad Salkida, jornalista nigeriana com um relacionamento próximo com o Boko Haram, que supostamente ajudou a facilitar a libertação dos cinco ativistas de direitos humanos cristãos na semana passada, informou que Taku seria escravizada por toda a vida desde que as negociações para sua libertação com o governo nigeriano fracassassem.

Entre os cristãos ainda mantidos em cativeiro estão 112 meninas sequestradas de uma escola de ensino médio em Chibok , estado de Borno, em abril de 2014. A ativista dos direitos Gapani Yangas disse em comunicado que as meninas estão em cativeiro há mais de 2.100 dias.

Também está em cativeiro Dapchi, a estudante do ensino médio do estado de Yobe, Leah Sharibu, bem como a assistente social Alice Ngadda, Bitrus Z. Bala, o Rev. Lawan Andimi, Patience Ishaku, Awagana Kwagwi, Saratu Kwagwi e outros, disse Yanga.

Taku e Ngadda são trabalhadores humanitários cristãos com organizações que ajudam pessoas deslocadas. Ngadda é mãe de dois filhos que trabalha com a UNICEF.

Também está presa Lilian Gyang, uma estudante da Universidade de Maiduguri, sequestrada por terroristas do Boko Haram em 9 de janeiro ao longo da estrada Damaturu-Maiduguri enquanto ela retornava à universidade.

Gyang, um estudante do primeiro ano em Zoologia, é de Foron, no estado de Plateau, no estado de Barkin Ladi. O Senador Istifanus Gyang, que representa o estado de Plateau na Assembléia Nacional da Nigéria, apelou ao governo nigeriano e às Nações Unidas para que rapidamente intervissem pela libertação de Lilian Gyang e outros.

Leah Sharibu era a única cristã entre 110 meninas seqüestradas na Escola Técnica e Científica de Meninas do Governo em Dapchi, estado de Yobe, em 19 de fevereiro de 2018. Meninas muçulmanas foram libertadas enquanto Leah foi impedida por se recusar a renunciar à sua fé cristã. 

O Boko Haram anunciou em um vídeo que ela e Ngaddah agora eram escravas. 

Nigéria está classificada no 12º lugar no ranking de perseguição religiosa, segundo a entidade Portas Abertas que apresenta anualmente a lista dos 50 países onde os cristãos sofrem mais perseguição, mas o país está em segundo lugar no número de cristãos mortos por sua fé, atrás do Paquistão.

Artigo publicado originalmente por Morning Star News. Usado com permissão pelo site Christian Headlines.

Foto cedida por Joshua Oluwagbemiga / Unsplash

Irã: Nove ex-muçulmanos são presos por conversão ao Cristianismo

Um tribunal iraniano condenou um pastor e oito colegas do grande movimento evangélico da Igreja do Irã à prisão por deixar o Islã.

O líder da igreja Matthias Haghnejad e os outros crentes foram condenados a cinco anos de prisão após uma breve audiência em 23 de setembro, confirmaram os observadores do julgamento à BosNewsLife.

O pastor Haghnejad foi detido pela temida Guarda Revolucionária Islâmica após um culto na igreja em fevereiro deste ano, disse o grupo de defesa Christian Solidarity Worldwide (CSW), que apoia os cristãos.

Os outros crentes Shahrouz Eslamdoust, Babak Hosseinzadeh, Behnam Akhlaghi, Mehdi Khatibi, Mohammad Vafadar, Kamal Naamanian, Hossein Kadivar (Elisha) e Khalil Dehghanpour foram supostamente detidos na cidade costeira de Rasht no início de 2019. 

A confirmação das sentenças chegou dias após o prisioneiro pastor da Igreja do Irã, Yousef Nadarkhani, encerrar uma greve de fome de três semanas, segundo cristãos familiarizados com sua situação.

O GRITO DO PAI

Nadarkhani, que cumpre pena de dez anos de prisão por atividades da igreja, iniciou sua ação em 23 de setembro para protestar contra que seus filhos fossem proibidos de continuar com seus estudos.

Ele descreveu sua greve de fome em uma carta às autoridades penitenciárias como “o grito de um pai, injustamente preso”. O pastor disse que as crianças cristãs de segunda geração são cada vez mais penalizadas por autoridades educacionais que não reconhecem sua fé.

Não ficou claro imediatamente se Nadarkhani seria capaz de encontrar os outros cristãos presos. Observadores do julgamento disseram que os nove homens enfrentaram uma severa audiência em julho pelo juiz Mohammed Moghisheh, que ativistas alegam “ser notório” por erros judiciais.

Ele supostamente tentou coagir o pastor Haghnejad, além de Eslamdoust, Hosseinzadeh, Akhlaghi e Khatibi, a aceitar um representante legal nomeado pelo tribunal.

O juiz finalmente suspendeu o processo, condenando-os sob custódia com um aumento significativo da fiança quando se recusaram a fazê-lo, informou a CSW. “O juiz Moghisheh posteriormente retomou o julgamento do Sr. Vafadar, Naamanian, Sr. Kadivar (Elisha) e Sr. Dehghanpour, que estavam se representando … durante o qual ele afirmou que a Bíblia foi falsificada e chamou os homens de ‘apóstatas'” o termo usado para deixar o Islã, acrescentou o grupo.

APELOS ESPERADOS

Durante outra audiência no mês passado, o advogado dos réus foi autorizado a falar brevemente, disseram os cristãos. “No entanto, o juiz Mogisheh não teria respondido à sua declaração. Uma fonte informou à CSW que “parecia que o juiz já havia tomado sua decisão”, afirmou o grupo.

A CSW alegou que o juiz “permitiu esse processo como uma formalidade antes de pronunciar uma sentença pré-determinada”.

Todos os nove cristãos estão recorrendo de suas sentenças, mas o pastor Haghnejad e os defendidos por um advogado já foram presos, disse a CSW.

O diretor-executivo da CSW, Mervyn Thomas, disse à BosNewsLife que seu grupo condena “nos termos mais fortes”, as sentenças proferidas aos cristãos. “Mais uma vez, fica claro pela brevidade do julgamento que mostrou falta de interesse do juiz presidente, já que o devido processo legal não foi observado. E o juiz não foi imparcial”, acrescentou.

“As acusações contra esses cristãos são excessivas, completamente infundadas e constituem uma criminalização de uma religião que a Constituição iraniana supostamente reconhece”, enfatizou Thomas.

BROADER CRACKDOWN

Ele disse que a CSW pede “pela libertação imediata e incondicional desses nove homens” e todos os que estão atrás das grades “por sua religião ou crença no Irã”.

As detenções fazem parte de uma repressão mais ampla a cristãos devotados na nação islâmica, segundo as várias fontes e ativistas da igreja. A apostasia e a disseminação do cristianismo geralmente levam a longas penas de prisão e possivelmente a uma sentença de morte no Irã.

Apesar dessas dificuldades, os grupos missionários sugerem que há pelo menos 360.000 cristãos estimados no país. Eles incluem muitos ex-muçulmanos que se voltaram para o cristianismo, buscando liberdade contra regras islâmicas estritas. O Centro Estatístico, liderado pelo governo do Irã, registra 117.700 cristãos neste país, com pouco mais de 82 milhões de pessoas.

O Departamento de Estado dos EUA classificou a República Islâmica como um “país de particular preocupação” sob a Lei Internacional de Liberdade Religiosa de 1998 “por ter praticado ou tolerado violações particularmente graves da liberdade religiosa”.

As autoridades iranianas negaram irregularidades, mas dizem que desejam proteger o país contra influências externas perigosas.

Imagem e informações Pakistan Christian Post

Quando a minha dor é “a maior do mundo”

Por Andréa Fernandes

Nessas últimas semanas tenho sido inserida numa triste “rotina hospitalar” que me fez refletir seriamente sobre as percepções da dor. Em geral, nas circunstâncias de gravidade alguns pacientes e seus familiares-acompanhantes concebem a sua dor como a maior ou quase a maior dor do mundo, pois sentem a cada dia não apenas as sensações físicas dolorosas causadas por enfermidades e acidentes, mas também a angústia indescritível no momento da chegada do médico com o esclarecimento acerca do quadro de saúde do paciente, além dos exames, laudos e diversos atendimentos complexos que seria impossível narrá-los com precisão, sendo certo que no Brasil, a situação se torna mais dramática por conta da vergonhosa crise na saúde pública herdada de governos corruptos e incompetentes.

Além do mais, o injustificável incêndio[1] que até o momento ceifou 15 vidas que tentavam se recuperar de enfermidades no Hospital Badim – da famosa rede D’or, no Rio de Janeiro – mostra que nem mesmo em hospitais particulares há garantia de um atendimento digno e seguro para os doentes. Se eu relatasse as experiências que vivenciei em alguns hospitais os leitores se assustariam… Infelizmente, o descaso com a vida humana é mais comum do que se imagina!

Assim, por tudo que venho registrando nas andanças em hospitais seria inviável aquilatar nesse mister a dor humana, seja contínua ou intermitente. Portanto, a partir das novas experiências que passam a compor o “currículo de dor” que carrego há anos em razão da militância na área de direitos humanos desprezada pela esquerda global, bateu uma “vontade dolorosa” de relatar uma situação que vivenciei, a qual reflete o comportamento de muitas pessoas que passam por processos de sofrimento: agigantam a sua dor e desprezam a dor alheia.

Há alguns meses, um amigo me convidou para participar de um “culto matinal” conhecido no meio evangélico como “consagração”. Aquela semana de trabalho tinha sido muito cansativa, mas resolvi comparecer àquele distante local em consideração a ele. Como vejo nesses convites a possibilidade de “tocar a trombeta” sobre a perseguição aos cristãos em países muçulmanos, assim o fiz ao receber oportunidade da direção do culto… Falei um pouco da doutrina islâmica que embasa a perseguição e discorri sobre muitos dados que deveriam ser impactantes… mas não foram…

Após todo o meu esforço em tentar convencê-los a cumprir o mandamento de amar ao próximo como a si mesmo[2], o dirigente do culto fingiu que nada ouviu e não esboçou mínima comoção no sentido de pelo menos pedir que os cristãos presentes levantassem um clamor ao Eterno em favor dos seus irmãos que sofrem martírio diariamente. O culto continuou e ao final, o dirigente apresentou a “pregadora”: uma bela mulher que contou seu testemunho pessoal motivador no seu despertamento para “socorrer” os acompanhantes em hospitais. Ora, só um acompanhante de pacientes graves sabe o quanto precisa de amparo psicológico, e em muitos casos, “amparo material”! Eu conheci casos de mães pobres que acompanhavam seus filhos e não tinham sequer produtos para manter sua higiene pessoal durante o acompanhamento da internação.

Desse modo, fiquei comovida com a história de vida daquela mulher que permaneceu cerca de 1 ano no hospital com o seu filhinho em estado grave. O bebê faleceu, mas semeou no coração da mãe a “semente do amor” pelas muitas acompanhantes que agonizam com seus entes queridos em hospitais. Daí, surgiu um valoroso projeto que visa oferecer suporte para os acompanhantes, que costumam ser “invisíveis” em suas aflições.

Ocorre que, durante o “testemunho-pregação”, a referida senhora achou por bem “desconstruir” todo os discurso que eu fiz para alertar sobre a dor do “irmão distante” abandonado por grande parte das lideranças religiosas e políticas no Ocidente pós-cristão… Visando demonstrar que a minha fala não era “cabível” naquele local, mas tão somente “compreensível”, disse ela que eu me preocupava com esse tema porque isso fazia parte da MINHA “chamada pessoal”!

Logo, segundo a percepção dessa pregadora conclui-se que a “chamada” da igreja NÃO é TAMBÉM socorrer seus irmãos que são perseguidos… Talvez, na visão dela e de muitos ditos cristãos, é dever exclusivo dos “anjos” levarem assistência humanitária para os cristãos perseguidos. A igreja não precisa agir, apesar de sempre repetir o versículo bíblico Assim também a fé, se não tiver obras é morta em si mesma (Tiago 2:17). De sorte que, para socorrer a “igreja perseguida” é suficiente a “oração de fé sem obras”, isto quando lembrar do assunto em alguns “cultos de missões”.

Ficou em mim o amargo sabor da revolta por constatar que a mulher que chora pela nobre causa dos acompanhantes de familiares em hospitais em razão de SUA experiência pessoal, DESPREZA a dor daqueles que são violentamente perseguidos em virtude da fé cristã.

Ao terminar o culto, por alguns instantes pensei em admoestar a “pregadora seletiva”, mas lembrei que em seu testemunho contou que era “ovelha” de uma famosa “cantora gospel” que em algumas ocasiões fala em cristãos perseguidos na próspera igreja que dirige junto com o marido. Tempos atrás, a “cantora-pastora” havia prometido marcar uma reunião comigo para tratar do tema, mas não cumpriu a palavra empenhada. Nesse caso, como diria Jesus, É possível um cego guiar outro cego[3]? O discurso de “amor relativista” da pregadora é o “resultado” de parte da cultura gospel que apregoa “prosperidade” para a igreja local e “desprezo” para a igreja distante imersa num “fatalismo profético” para o qual a “teologia relativizada” prescreve apenas “oração”.

O remédio chamado “amor”, único medicamento eficaz para amenizar as dores dos nossos semelhantes, só é “prescrito” em algumas “patologias” em determinados “hospitais do mundo gospel” que perderam a “especialidade bíblica” de acolher a todos indistintamente.

Contudo, independentemente de todos os prognósticos falsos ou verdadeiros nos corredores de hospitais, caminho num momento de dor, consciente de que o meu sofrimento de ordem estritamente pessoal jamais foi ou será a maior dor do mundo. Acredito que o reconhecimento dessa realidade é o passo fundamental para se importar com o “anônimo” que sofre e não tem amparo.

Quando percebemos que há um número gigantesco de seres humanos padecendo e chorando muito mais do que nós surge a possibilidade de deixarmos a posição egoísta de acharmos que não existe maior sofrimento que o nosso, o que tende a nos estimular em amenizar a dor do “outro” ainda que com expressivas limitações.

A grandeza da natureza humana aflora quando a dor pessoal não nos impede de ser o “bálsamo curativo” para a “dor alheia”… Melhoremos!

Andréa Fernandes – advogada, jornalista, internacionalista e diretora-presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem: Blog Encontro com a Saúde.

[1]https://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/balanco-geral-rj/videos/hospital-badim-numero-de-mortos-sobe-para-15-26092019

[2] Mateus 22:37-39

[3] Lucas 6:39

No Irã, conversão ao Cristianismo resulta em prisão por “agir contra a segurança nacional”

“O Irã sentencia cristãos convertidos a 1 ano de prisão por ‘agir contra a segurança nacional’”, por Samuel Smith, Christian Post , 1º de agosto de 2019:

Um cristão convertido foi condenado a um ano de prisão sob a acusação de “atuar contra a segurança nacional” e de se engajar em “propaganda contra o sistema” enquanto prosseguem as repressões contra os cristãos, informa o grupo de ajuda International Christian Response.

A sentença foi entregue a Mahrokh Kanbari, de 65 anos, na segunda-feira, dois dias depois de comparecer ao Tribunal Revolucionário Islâmico em Karaj. Amigos de Kanbari disseram ao grupo sem fins lucrativos que o juiz foi rude com a ré e tentou humilhá-la quando ela discordou dele.

Kanbari foi presa por três agentes de inteligência iranianos em sua casa na véspera de Natal. Autoridades teriam confiscado telefones celulares, Bíblias e outros materiais relacionados a cristãos.

Depois de pagar uma fiança equivalente a cerca de US $ 2.500, ela foi liberada. Ela foi oficialmente acusada de agir contra a segurança nacional em janeiro. De acordo com a International Christian Response, ela foi orientada a ir a um líder religioso para ser “instruída” a retornar ao Islã….

Imagem e informações Jihad Watch

“Marcha para Jesus”: quando as “estrelas da terra” brilham mais do que a “Luz do mundo”

Por Andréa Fernandes

A chamada “Marcha para Jesus” ocorrida no feriado de Corpus Christi (20/06), assustou a grande mídia. Segundo o Jornal Nacional, a 27ª edição do tradicional evento gospel “impressiona por estar crescendo ano a ano[1], já que, segundo os organizadores, foram mais de 3 milhões de participantes em São Paulo, contando com 4.500 caravanas de todo país e do exterior[2].

Festival de música gospel e polêmicas para todos os gostos

O sucesso incontestável do evento também conhecido pela imprensa como “festival de música gospel”, caminha lado a lado com as polêmicas que envolvem a sua organização.

Em janeiro, o pastor da Assembleia de Deus (Ministério Vitória em Cristo), Silas Malafaia, utilizou as redes[3] para denunciar a perseguição que a Marcha para Jesus estaria sofrendo pelo Poder Judiciário do Rio de Janeiro, uma vez que em 2013, o Ministério Público ajuizou ação contra algumas autoridades e o próprio Malafaia na condição de  presidente do Conselho dos Ministros Evangélicos do Estado do Rio de Janeiro (COMERJ), entidade organizadora do evento na capital. Considerando a possibilidade de indício de improbidade administrativa no apoio financeiro da prefeitura no valor de R$ 1,6 milhão, a 3ª Vara de Fazenda Pública recebeu a denúncia, causando revolta no pastor, que dentre outros argumentos, ponderou que todo o valor gasto foi detalhado e aprovado pelo Tribunal de Contas do município.

O pastor Malafaia reclamou do relativismo do Judiciário ao não agir da mesma forma com os organizadores do Carnaval e a “Parada Gay”, na qual  – além de receber recursos públicos – haveria prática de “crime”, quando alguns participantes vilipendiam imagens de religião. Malafaia também conjecturou sobre a suposta militância ideológica da juíza Mirela Erbisti, que em seu canal no YouTube teria promovido a “defesa de transgêneros”.

A extrema-imprensa, por sua vez, não abandonou sua narrativa malévola para estigmatizar evangélicos e tentar promover acirramento do sectarismo no país aproveitando a “oportunidade de ouro” com o “discurso” de um cantor gospel. Com a manchete Marcha para Jesus tem recado para católicos e desafio para fé de multidão em SP[4], a Folha de São Paulo inicia sua reportagem tendenciosamente medíocre afirmando: “Nossa Senhora Aparecida, tida por católicos como a padroeira do país, não tem vez na Marcha para Jesus”. A declaração não veio de organizadores do evento, mas sim, de um dos aproximadamente 30 cantores que se apresentaram no palco. Fernandinho teria dito: “o Brasil não tem uma senhora, o Brasil tem um Senhor, e o nome dele é Jesus”, causando reação dos católicos nas redes[5]. Os organizadores do evento preferiram ignorar o ataque afrontoso à igreja católica em pleno feriado religioso.

Aliás, como o intuito maior do jornal não era relatar os acontecimentos da “Marcha para Jesus”, a reportagem passou a frisar que a relação entre os dois maiores segmentos religiosos (católicos e evangélicos), “nem sempre foi boa”, salientando que o AUGE DA HOSTILIDADE seu deu em 1995, quando num programa da Record, um bispo da Igreja Universal chutou a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Foram buscar no “fundo do baú” um lamentável ato de intolerância da referida igreja neopentecostal que causou repugnância das igrejas evangélicas tradicionais. Mas, se a finalidade era deslegitimar o evento de real natureza pacífica para rotulá-lo como “intolerante”, não deixou de ser uma “estratégia” num país em que alguns religiosos de diversos segmentos trocam ofensas nas redes para impor à “força e violência verbal” a sua fé ou ridicularizar a crença alheia…

Uma das principais atrações da Marcha acha normal a “falta de Deus” nas suas músicas

No início do evento pela manhã, ao longo da caminhada, os depoimentos dos participantes eram “convincentes”: o nome “Jesus” estava estampado em camisetas e era proclamado alegremente nas entrevistas, já que nem tudo era “show” na marcha, e muitos evangélicos participaram imbuídos na propagação da sua fé. Porém, no gigantesco palco montado para as estrelas do mundo gospel se apresentarem junto com os “cometas políticos”, a “Luz do mundo” foi “cenicamente apagada”! O “sinal” da “queda de popularidade” de Jesus estava em algumas das “atrações”: a famosa cantora gospel Priscila Alcântara, que desbancou a antiga “celebridade” Aline Barros no Instagram como a cantora mais seguida desse nicho, alcançando mais de 5 milhões de seguidores[6] – talvez, por rejeitar o rótulo imposto pelo mercado evangélico de cantora gospel – frisou em entrevista ao G1, “a minha arte vai muito mais além, isto, para justificar a “falta de Deus” em sua músicas.

Pois é, a Priscila Alcântara é realmente um símbolo bem marcante do deslumbrante “mundo gospel”, por mostrar que “louvor” é coisa do passado em muitas igrejas… a “arte” é bem mais impactante, pois mexe com o corpo, a auto-estima, promove entretenimento e se Deus não estiver na canção, tanto faz, o “Filho Dele” será lembrado num evento que reúne milhões de FÃS da cantora que não é gospel, mas é “estrela” dessa “aldeia teatral”, entendido? O nome de Jesus deve ser sempre utilizado quando a “jogada mercadológica” se faz necessária, porque rende uma grana que vai muito além dos dízimos e ofertas!

No palco teve de tudo: até discursos dos “guardiães do progressismo” que abominam evangélicos

Quem mostrou mais uma parte do “ocaso Divino”? O trevoso jornal “O Globo”, que fez questão de destacar sutilmente que “Jesus” perdeu o “protagonismo” do evento no momento em que o presidente Jair Bolsonaro discursou afirmando que tentará a reeleição em 2022, “se o governo não conseguir aprovar uma boa reforma política e se o povo quiser”, recebendo a ‘benção’ de líderes religiosos”[7]. É claro que não faltaram as costumeiras “farpas”, de modo que salientou-se que apesar dos gritos de “mito”, o apoio dos evangélicos a Bolsonaro não seria “unanimidade” em virtude das vaias que supostamente podiam ser ouvidas quando ele aparecia em alguns telões.

Por oportuno, vale salientar que a mídia se esbaldou com o inapropriado “gesto de arma” do presidente[8]. Seria muito “fundamentalista” acreditar que os gestos num evento em que Jesus seria o “reverenciado” e “adorado”, deveriam ser todos em função do “anfitrião do show”? Num evento com chamadas e orações para a “paz”, a esquerda celebrou o gesto belicoso que nada tem de “sagrado”, sendo puramente “político”, e já deixo claro, que não é minha intenção discutir a tese armamento x desarmamento nesse texto, assim como, pensei que também não seria esse o propósito da marcha. Mas, o ato de Bolsonaro não constrangeu pastores risonhos com a presença de milhões de ovelhas em pastos não muito verdejantes!

Lula nunca compareceu à marcha, mas já “marchou” em “púlpitos consagrados” do país

Como o polemismo é a minha “marca registrada”, não consigo deixar de lembrar que figuras políticas com bandeiras progressistas anti-cristãs também embarcaram na “penumbra do Jesus gospel” que arrasta multidões de votos, e brilharam no palco da hipocrisia com discursos engenhosamente construídos para uma multidão, que em sua maioria, não sabe distinguir o “santo” do “profano”. E isso é antigo no “meio gospel”… quem não lembra do Lula e da “companheira Dilma” subindo em púlpitos dos grandes ministérios evangélicos em todo país, apesar de nunca terem escondido suas raízes comunistas?! Mas sabe como é… naquela época, deu “amnésia” nas lideranças evangélicas e esqueceram do “passado de trevas” dos “figurões petistas” em troca de algumas “promessas” ali e “cargos” acolá.

De todo jeito, Lula foi fiel à sua “bíblia” e não “marchou” com os evangélicos, promovendo pautas para destroçar as igrejas  com o apoio grandioso da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), que achou por bem “comunizar” o Cristianismo. Afinal de contas, Lula, “o santo das propinas impossíveis”, conseguiu arrancar a seletiva compaixão papal numa “carta” do “Vigário de Cristo” se solidarizando pelas suas “duras provas”[9], o que é perfeitamente compreensível, pois o “vice-deus petista” tinha por praxe se comparar a Jesus, ato este mais do que “justo”[10] para a “entidade católica vermelhinha” CNBB. O Diabo não deve ter entendido nada com a “rasteira” que levou de Sua Santidade!

O maior evento cristão do mundo ignora a igreja perseguida: “sangue” não combina com “glamour”

Voltando à marcha… De tudo que li sobre o mais importante evento evangélico do Brasil, o que chamou minha atenção de maneira especial é que a “Marcha para Jesus” é considerada o maior evento cristão do mundo[11], e  segundo o pastor Malafaia, acontece em mais de cem países. Daí, me ocorreu a seguinte dúvida: por que um acontecimento de tanta visibilidade no meio evangélico traz dezenas de cantores do mundo gospel sequiosos para vender CDs – ops! Adorar a Deus – além de pastores famosos e políticos influentes, não DENUNCIA o GENOCÍDIO de cristãos e a CRISTOFOBIA que transtorna a vida de milhões de SERES HUMANOS que integram a minoria religiosa mais perseguida do mundo?

O tema da Marcha para Jesus foi “O Resgatador”. Será que os organizadores desse evento não percebem que existe um número expressivo de cristãos e não-cristãos que precisam ser “resgatados” de toda sorte de perseguição e violações de direitos humanos em países comunistas e muçulmanos? Por que a marcha aparatosa não pode abrigar além da “agenda política” e cantores famosos, os interesses da igreja que marcha em meio ao sangue diário dos seus mártires desconhecidos das multidões que marcham para Jesus em mais de cem países, mas esquecem daqueles que sequer podem pronunciar esse Nome nos países onde vivem?

Ao que parece, o “resgatador” perfilado pelos organizadores da “Marcha para Jesus” não concebe como necessário o “resgate” daqueles que não têm “voz” no cenário internacional e no país de população majoritariamente cristã. Realmente, iria ficar “sem graça” uma marcha onde no palco pudesse se contar, por exemplo, que onze dias antes do show, 95 cristãos foram fuzilados por muçulmanos no Mali sob o “silêncio global”, muitos deles queimados vivos, inclusive, mulheres, idosos e crianças que tentavam fugir do sangrento massacre[12]. “Pior ainda” seria “usar o palco” para pedir ao presidente Bolsonaro que solicite ao ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, que denuncie o genocídio de cristãos na África e a Cristofobia na ONU, já que a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos Damares Alves, se negou a fazê-lo quando discursou na abertura do Segmento de Alto Nível da 40ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra[13], poupando de possíveis críticas a entidade manifestamente anticristã.

Na agenda política da Marcha, o pleito mais reivindicado pelos evangélicos – reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel – também foi ignorado, apesar da presença do embaixador de Israel, Yossi Shelley[14]. Isso poderia estremecer a aliança com o presidente, pois os organizadores sabem que só um “milagre” fará com que a referida promessa de campanha seja cumprida tendo em vista a influência poderosa do mundo árabe em nossa política interna.

Inobstante o tom “julgador” que fatalmente me faz “pecar” para parte dos evangélicos fascinados por aquele “palco de luz e magia”, reconheço ser muito mais “agradável” ouvir “gritos” de um público alegre ao som das músicas que agitam o mundo gospel do que ouvir “clamores” tais como: “Brasil, reconheça o genocídio de cristãos armênios, gregos e assírios”! Ou, “Brasil, dê voz à igreja perseguida na ONU”!

A “lição petrina” sofreu uma “leve mudança” no palco da frágil militância gospel … em tempos de shows com milhões de pessoas encantadas por “iluminados” cantores famosos: “antes agradar aos homens, do que agradar a Deus”.

Por outro lado, imaginando o contraditório que se formará entre aqueles que acreditam nos “propósitos celestiais” da marcha, reconheço, também, que posso estar “carnalmente equivocada”, e por isso, aconselho aos organizadores  que me “envergonhem” provando que é Jesus Aquele que arrasta as “multidões” ao evento, não convidando cantores e pregadores famosos[15]. Convidem os “irmãozinhos desconhecidos” da mídia gospel, proponham ênfase nas orações, estudos bíblicos e pregações, peçam para que os participantes levem alimentos não perecíveis a fim de ser distribuídos aos pobres em nosso país, e aproveitem o ensejo para divulgar as obras mantidas e valores do financiamento de OBRAS HUMANITÁRIAS, e não apenas dos trabalhos missionários, já que “a fé sem obras é morta”. (Tg 2:26). Se os 3 milhões comparecerem, penso que “até morto vai ressuscitar de tanta glória”!!!

A propósito, na minha concepção, Jesus não precisa de marcha… para aqueles que acreditam Nele, basta obedecer os preceitos bíblicos e amar o próximo como a si mesmo, e Ele ficará muito satisfeito, até porque, o “comportamento irreprovável” diário é melhor testemunho de fé do que comparecer a um evento em que as “estrelas humanas” brilham mais do que a “Luz do mundo”.

Espero que no palco da próxima edição da Marcha para Jesus caibam – nem que sejam bem espremidinhos –  o suposto “anfitrião” e a dor da “igreja perseguida, Luzes que andam apagadas no “fim dos tempos”…

Andréa Fernandes – advogada, jornalista, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

[1] https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2019/06/20/em-sp-27a-marcha-para-jesus-reune-tres-milhoes-segundo-organizadores.ghtml

[2] https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/06/21/marcha-para-jesus-em-sao-paulo-reuniu-45-mil-caravanas-veja-o-que-agradou-e-o-que-nao-agradou-aos-fieis.ghtml

[3] https://www.facebook.com/SilasMalafaia/videos/438645116675628/

[4] https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/06/marcha-para-jesus-tem-recado-a-catolicos-e-desafio-para-fe-de-multidao-em-sp.shtml

[5] https://www.obuxixogospel.com.br/2019/06/fernandinho-se-envolve-em-grande-polemica-com-catolicos-na-marcha-pra-jesus-de-2019/

[6] https://www.ofuxicogospel.com.br/2019/06/priscilla-alcantara-mais-seguida-instagram.html/

[7] https://oglobo.globo.com/brasil/na-marcha-para-jesus-bolsonaro-diz-que-tenta-reeleicao-se-povo-quiser-recebe-bencao-de-lideres-religiosos-23754013

[8] https://www.diariodocentrodomundo.com.br/bolsonaro-o-gesto-da-arma-na-marcha-para-jesus-e-a-risada-cafajeste-dos-pastores-por-daniel-trevisan/

[9] https://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-envia-carta-para-ex-presidente-lula-72921

[10] https://noticias.uol.com.br/politica/eleicoes/2016/noticias/2016/09/26/lula-volta-a-se-comparar-a-jesus-no-rio-e-insinua-candidatura-a-2018.htm

[11] http://marchaparajesus.com.br/2019/historia-marcha/

[12] https://www.opendoorsusa.org/christian-persecution/stories/95-christians-killed-in-mali-attack-no-one-was-spared/

[13] http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/discursos-artigos-e-entrevistas-categoria/outras-autoridades-discursos/20089-discurso-da-ministra-da-mulher-da-familia-e-dos-direitos-humanos-damares-alves-na-abertura-do-segmento-de-alto-nivel-da-40-sessao-do-conselho-de-direitos-humanos-das-nacoes-unidas

[14] https://jovempan.uol.com.br/noticias/brasil/na-marcha-para-jesus-bolsonaro-diz-que-evangelicos-foram-decisivos-para-mudar-rumo-do-brasil.html

15] https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/06/09/marcha-para-jesus-em-sao-paulo-veja-as-atracoes-confirmadas.ghtml

Nigéria: adolescente cristã permanece no cativeiro do Boko Haram por se recusar a negar a Jesus Cristo

“Glazov: A adolescente Leah Sharibu permanece no cativeiro do Boko Haram por se recusar a negar a Cristo”, por Jamie Glazov, Breitbart , 24 de junho de 2019:

Hoje, Leah Sharibu, 16 anos, uma garota cristã da cidade de Dapchi, Nigéria, permanece nas mãos monstruosas do grupo terrorista islâmico Boko Haram – que mantém Leah em seu cativeiro bárbaro porque ela se recusa a negar a Jesus Cristo e se converter ao Islã.

Leah tinha apenas 14 anos quando, com 109 outras garotas, foi sequestrada de sua escola em Dapchi pelo Boko Haram em 19 de fevereiro de 2018. As outras garotas sequestradas foram libertadas (5 foram mortas) em março daquele mesmo ano, mas Leah permaneceu nas mãos do grupo jihadista porque ela se recusou a renunciar a Cristo.

Para uma menina tão jovem, em tais circunstâncias, não desistir de sua fé, permanecer fiel ao que ela acredita, apesar dessas consequências horríveis que ela teve para ela durante todos esses meses passados, é impressionante para mim.

Essa citação é de Sonja Dahlmans, pesquisadora do sequestro, estupro e conversões forçadas de meninas e mulheres cristãs, e também de outras mulheres não-muçulmanas, em vários países da Ásia, do Oriente Médio e da África. Estudante de Teologia e Cristianismo Ortodoxo em duas universidades na Holanda, Sonja está atualmente liderando uma petição em nome de Leah que ela espera que adicione pressão sobre as autoridades nigerianas para pressionar seus sequestradores para sua libertação.

Sonja gentilmente concordou em responder algumas das minhas perguntas sobre sua petição, onde exatamente fica a situação assustadora de Leah e sobre as condições gerais de pesadelo para os cristãos na Nigéria.

Glazov: Obrigado, Sonja, muito por se juntar a mim hoje. Como está o caso de Leah Sharibu neste momento?

Dahlmans: Obrigado, Jamie.

Recentemente, a mãe de Leah, Rebecca Sharibu, visitou os Estados Unidos para falar no escritório da Heritage Foundation em Washington, DC, no dia 11 de junho. Ela pediu a ajuda do governo dos EUA para pedir ao governo nigeriano que assegure mais urgentemente a libertação de sua filha.

O presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, prometeu uma vez que não abandonaria Leah, a quem chamou de “a garota solitária”, mas, tragicamente, muito tempo se passou. Ela foi sequestrada em fevereiro de 2018, e não houve muito progresso desde então. A mãe de Leah compartilhou que ela não tem notícias do governo nigeriano há meses.

Glazov: Apenas terrível. Este pesadelo é, naturalmente, parte de um pesadelo nigeriano maior em termos do horrível problema de perseguição cristã que o país temHá, por exemplo, horrores genocidas sendo perpetrados contra comunidades agrícolas cristãs no Cinturão Médio da Nigéria.

Você pode nos contar um pouco sobre isso?

Dahlmans: Claro, Jamie.

A lista de classificação anual da Open Doors USA sobre a perseguição mundial de cristãos classifica a Nigéria no número 12 deste ano. Especialmente para mulheres e meninas, a situação é realmente sombria: estupros, sequestros, violência.

A Portas Abertas também publicou recentemente um relatório chamado “Feridas Ocultas”, que aborda a questão da violência – especialmente contra as mulheres cristãs durante a perseguição. Não se trata apenas da Nigéria, mas sim, eu diria que a Nigéria é absolutamente um país onde mulheres e meninas, como Leah Sharibu, são muito vulneráveis.

Muitas outras garotas foram sequustradas ao longo dos anos: as garotas da escola Chibok, por exemplo, que foram sequestradas em 2014. A Associação Cristã da Nigéria tem um artigo em sua página discutindo o sequestro e a conversão forçada de garotas cristãs no norte da Nigéria. A situação é horrível.

Glazov: verdadeiramente horrível.

Vamos voltar para Leah: Ela parece uma garota muito especial e incrível. Os relatos dizem que, como afirmei na minha introdução, ela teve a chance de ser libertada se tivesse renunciado a Jesus – mas ela se recusou a fazê-lo. Esta é apenas uma coragem e fé absolutamente estonteantes, especialmente para uma menina tão jovem.

Que detalhes você conhece sobre isso? E o que tudo isso nos diz sobre Leah?

Dahlmans: De acordo com o testemunho das outras meninas, Leah ainda é refém do Boko Haram porque ela se recusou a renunciar à sua fé em Cristo. Isso nos diz que Leah é uma jovem muito forte e corajosa com uma fé sólida em Jesus.

Para uma menina tão jovem, em tais circunstâncias, não desistir de sua fé, permanecer fiel ao que ela acredita, apesar das terríveis conseqüências que ela teve para ela, é alucinante para mim.

Em uma mensagem dada por uma das outras garotas que foi liberada em março de 2018, Leah disse isso para sua mãe: “Minha mãe, você não deve ser incomodada. Eu sei que não é fácil sentir a minha falta, mas quero assegurar-lhe que estou bem onde estou. Estou confiante de que, um dia, verei seu rosto novamente. Se não aqui, então lá no seio de nosso Senhor Jesus Cristo ”.

Observe que nesta mensagem Leah nem sequer fala sobre como ela sente falta de sua mãe, como qualquer garota de 15 anos obviamente faria nestas circunstâncias. Não, ela está consolando sua mãe em vez disso. Isso diz tudo, não é sobre quem é Leah Sharibu?

Acho que não poderia dizer mais nada que fosse mais eficaz para as pessoas entenderem a força, a coragem e a fé dessa garota. Eu prefiro deixar as palavras de Leah falarem por si mesmas.

Glazov: E que história incrível as palavras de Leah contam.

Imagem e informações Jihad Watch

Europa: refugiados cristãos sofrem cruel perseguição de muçulmanos em abrigos

Muitos refugiados cristãos do Oriente Médio relatam enfrentar perseguição de extremistas islâmicos nos campos de refugiados e centros na Europa, e os convertidos do islamismo ao cristianismo estão no pior perigo, já que são considerados apóstatas pelos extremistas.

Embora existam políticas de proteção nos tratados da ONU e no direito internacional dos refugiados, essas proteções raramente são implementadas porque as autoridades temem que elas sejam acusadas de discriminação. Com efeito, a maioria das agências e instituições de caridade que trabalham com refugiados na Europa preferem ignorar o problema.

O relatório interino sobre perseguição elaborado pelo Bispo de Truro para o Secretário do Exterior, divulgado na sexta-feira, também ignora a situação dos refugiados cristãos na Europa, mesmo quando foi destacado como parte das provas orais e escritas apresentadas ao painel de revisão independente em Westminster .

De fato, o relatório não menciona o que está acontecendo com os cristãos na Europa ou na Grã-Bretanha.

Yochana Darling, chefe de missão do ICC, que administra um centro de dia e abrigos para refugiados cristãos na Grécia, foi um dos que deram provas orais ao painel de Westminster.

De acordo com essa evidência, refugiados cristãos em Atenas foram cercados por extremistas muçulmanos que mostraram vídeos do Estado Islâmico decapitando cristãos. Eles foram informados de que seriam os próximos.

O painel de revisão foi informado de que quando uma família foi transferida de um acampamento para uma acomodação oficial da agência, eles foram atacados com facas.

Um refugiado iraniano na Grécia sofreu um ataque cardíaco quando cerca de cinquenta extremistas cercaram sua unidade de alojamento depois que ele voltou da igreja com sua família. Os extremistas despejaram gasolina em sua casa temporária e seguraram facas nas gargantas das mulheres e crianças. Os seguranças estavam com muito medo de intervir.

“O abuso verbal é normal”, Yochana me diz. “Os cristãos são ridicularizados e chamados kafirs [incrédulos]. Isso acontece diariamente. Mais preocupantes são os altos números de ameaças de morte regulares e ameaças de danos físicos. Nos últimos três anos, nos deparamos com incontáveis ​​casos de danos físicos reais. e agressões sexuais.

Em 2016, tanto a Portas Abertas  na Alemanha como a ICC na Grécia publicaram dois relatórios separados sobre a perseguição de refugiados cristãos. Esses relatórios eram independentes uns dos outros, mas produziram resultados quase idênticos: na época, 87 a 88 por cento dos entrevistados relataram perseguição em campos de refugiados, migrantes e acomodações. E porque a perseguição é ignorada, continua inabalável.

“O estupro é usado como uma punição para a conversão e um método de coerção para fazer com que os apóstatas se arrependam e retornem ao Islã”, diz Yochana.

“Mulheres e crianças tiveram facas presas às suas gargantas, enquanto pais e maridos são espancados com canos de metal e outros utensílios. As famílias tiveram petróleo derramado sobre eles e ameaçaram queimar vivos, só porque eles estavam lendo suas Bíblias juntos e cantando alguma adoração. músicas.

“Barracas e acomodações foram destruídas e cristãos expulsos de acampamentos e outras acomodações.

“A polícia e os oficiais do campo não intervêm e nenhuma proteção é dada”.

Na Grécia, houve muitos relatos de homens convertidos sendo estuprados por gangues como punição.

No campo de Moria, na ilha de Lesbos, 95% dos refugiados cristãos disseram ao ICC que não é seguro ler a Bíblia. Na Alemanha, um afegão foi esfaqueado recentemente por causa de sua fé. Ele sobreviveu, mas a polícia disse que ele estava mentindo e que o ataque não tinha nada a ver com ele ser um cristão, de modo que não seria registrado como um crime de ódio.

Alguns cristãos ocidentais estão céticos sobre os refugiados se converterem ao cristianismo, mas a triste realidade é que a conversão do islamismo ao cristianismo pode ser perigosa em qualquer lugar da Europa. Ouvimos relatos semelhantes de ataques a convertidos em toda a Europa, incluindo a Grã-Bretanha.

Nossos contatos na Alemanha nos dizem que quando muçulmanos convertidos ao cristianismo são atacados, os serviços de emergência costumam atrasar sua chegada. Isso resultou na morte de alguns convertidos.

“É uma questão politicamente sensível, mas esmagadoramente os perseguidores são companheiros de asilo do Oriente Médio e de origens islâmicas”, diz Yochana.

“Há preocupações sobre o número de grupos extremistas nos campos, e isso é algo que nos é dito regularmente pelos beneficiários de nossa instituição de caridade, que estão chocados com o fato de seus perseguidores no Oriente Médio terem os seguido até os campos.

Ela afirma que o governo e outras agências oficiais “evitam olhar para a religião a qualquer custo”.

“A política geral é não perguntar nada sobre crenças religiosas ou questões e, consequentemente, a perseguição religiosa é geralmente completamente fora do seu radar”, diz ela.

“Eles temem conseqüências políticas ou acusações de tratamento preferencial se considerarem os perigos enfrentados por refugiados e convertidos cristãos.

“As pessoas ainda tendem a considerar a Europa como um continente de maioria cristã, e pode ser um desafio para as pessoas entenderem que os refugiados cristãos são um grupo religioso minoritário que precisa de proteção em certas situações.”

A ICC tem um centro de dia em Atenas especificamente para os refugiados cristãos. Eles precisam se sentir seguros para acessar serviços de suporte à integração e outros tipos de suporte, por isso se tornou um centro vital para muitos dos beneficiários da organização.

Com imagem e informações Christian Today

Egito: cristão preso e sua casa destruída por muçulmanos após acusação falsa de insulto ao Islã

“Cristão copta preso por supostamente insultar o Islã no Facebook no Egito”, Morning Star News , 18 de junho de 2019:

CAIRO, Egito (Morning Star News) – Um jovem cristão copta foi preso perto do Cairo, Egito, por supostamente insultar o Islã depois que um hacker postou material em sua página no Facebook, ele e familiares disseram.

Fady Yousef, de 25 anos, foi preso no início da manhã de 11 de junho em Gizé, a sudoeste do Cairo, apesar de ter postado um vídeo explicando que hackers haviam colocado o material ofensivo em sua página no Facebook, segundo o bispado de Maghagha e El Edwa. Minya.

A noite anterior (10 de junho), extremistas muçulmanos irritados com o material ofensivo atacaram a casa de seus pais na vila Eshneen el Nasara, perto Maghgaha em Minya Governorate, cerca de 260 quilômetros (160 milhas) ao sul de Giza, de acordo com um comunicado do bispado .

“Na segunda-feira [10 de junho], alguns extremistas que chegaram a algumas centenas da vila de Eshneen el Nasara e as aldeias ao redor atacaram a casa de Yousef Todary”, dizia a declaração do bispo Anba Aghathon. “Eles entraram e destruíram o conteúdo da casa, depois se mudaram para a casa ao lado, onde seu irmão morava e atacava de fora. Eles estavam gritando contra a religião cristã e os coptas da aldeia ”.

Yousef Todary, sua esposa e filha foram capazes de escapar minutos antes dos extremistas muçulmanos invadirem e destruírem a geladeira, a televisão, os colchões, os móveis e as janelas, de acordo com o bispo.

Afirmando que extremistas muçulmanos alegaram que o cargo era um insulto ao Islã, o bispo defendeu Fady Yousef, reiterando que ele disse que seu Facebook foi hackeado.

O jovem copta postou um pedido de desculpas na página dizendo que ele nunca faria tal coisa, e que as pessoas que o conheciam sabem disso bem. Sua irmã, Nermeen Yousef, também postou um esclarecimento, dizendo que seu irmão se desculpou não porque ele fez algo errado, mas porque as pessoas erroneamente acreditavam que ele era o autor do post, de acordo com a Copts United.

Imagem CBN.com e informações Jihad Watch