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Extremistas planejavam atentado em amistoso entre Brasil e França, diz procurador belga

Uma célula extremista desmantelada na cidade belga de Verviers em janeiro de 2015 planejava cometer um atentado durante um jogo amistoso entre as seleções do Brasil e da França, que reuniu um público de mais de 80 mil pessoas em Paris dois meses depois.

A hipótese foi defendida pelo procurador federal belga Bernard Michel nesta quinta-feira, durante o julgamento de 16 acusados de integrar a chamada “célula de Verviers” (em referência à cidade belga onde eles se articularam).

Para o Ministério Público do país europeu, a célula formava o “embrião” dos grupos que atacaram Bruxelas, no último 22 de março, e Paris, em novembro.

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Seu comandante teria sido Abdelhamid Abaaoud, suposto coordenador dos atentados de Paris, morto em uma intervenção das forças de ordem francesas cinco dias depois de ter sido acusado de participar da morte de 130 pessoas.

Polícia no Stade de France, em ParisImage copyrightREUTERS
Image captionPalco do jogo entre França e Brasil, Stade de France foi alvo de ataque de novembro

‘Rascunho’

O suposto projeto de atentado foi descoberto graças a uma série de escutas telefônicas, relacionadas a um belga que havia combatido junto ao grupo extremista autodenominado Estado Islâmico (EI) na Síria.

Em uma das conversas registradas, um homem identificado como AK explica a Mohamed Arshad, suposto coordenador logístico da célula, que um dos alvos do ataque preparado seria uma partida de futebol que aconteceria “logo”.

O procurador federal disse acreditar que AK seja Chakib Akrouh, um dos autores dos atentados de Paris, morto em companhia de Abaaoud ao acionar um cinto de explosivos.

Michel lembrou que o Stade de France, estádio onde ocorreu o amistoso entre Brasil e França em março de 2015, foi um dos alvos do grupo liderado por Abaaoud oito meses mais tarde, nos atentados de novembro.

“Verviers foi o rascunho de Paris. A imagem que aparece globalmente é clara, mesmo se ainda faltam peças. Trata-se do mesmo modo operatório, com pontos estranhamente semelhantes.”

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Militar faz a segurança do Palácio da Justiça belga, onde suspeitos de ligação com célula extremista são julgadosImage copyrightREUTERS
Image captionSuspeitos de integrar célula de Verviers estão sob julgamento no Palácio da Justiça belga

No apartamento de Verviers utilizado como esconderijo pelos acusados de extremismo, a polícia encontrou explosivos do tipo TATP, o mesmo usado nos atentados de Bruxelas e de Paris.

Também apreendeu armas, munições e uniformes de polícia, o que leva o procurador a deduzir que as forças de ordem belgas também eram um dos alvos do grupo.

A imprensa local afirma que os extremistas pretendiam sequestrar um magistrado e transmitir sua decapitação ao vivo pela internet, uma informação que até agora não foi confirmada ou desmentida pelo Ministério Público.

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Homenagem a vítimas dos ataques na estação de metrô Maelbeek, em BruxelasImage copyrightEPA
Image captionEstação de metrô Maelbeek, em Bruxelas, foi atacada em março

“Se a polícia não tivesse intervindo em Verviers no dia 15 de janeiro de 2015, poderíamos esperar atentados de grande alcance. E hoje sabemos o que isso significa quando vemos o que houve em Paris e Bruxelas”, disse o procurador.

Dos 16 acusados no caso, só sete assistem ao processo. Os demais estão mortos ou desaparecidos, acredita-se que combatendo na Síria.

Dois suspeitos morreram durante a operação policial para desmantelar a célula extremista. Abaaoud conseguiu escapar da polícia na Grécia, onde se escondia na época, e seu paradeiro permaneceria desconhecido até os atentados de Paris.

O Ministério Público pediu pena de 18 anos de prisão para Mohammed Arshad, quem considera a principal peça do que restou do grupo.

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-36337004

Reino Unido anuncia plano para acolher 3 mil crianças refugiadas até 2020

Prioridade serão menores de idade que enfrentam rota da imigração sozinhos

LONDRES — O Reino Unido anunciou nesta quinta-feira que receberá até 3 mil crianças refugiadas em risco até 2020, em uma das maiores iniciativas do mundo para abrigar crianças em risco. Centenas de realocações deverão acontecer no próximo ano. A prioridade deverão ser as crianças que enfrentam a rota da imigração sozinhas, mas também incluirá parentes adultos que acompanham os menores de idade.

A iniciativa segue as recomendações do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e será abertos a refugiados de todas as nacionalidades, ao contrário de outras iniciativas europeias e britânicas. Com isso, serão incluídas crianças que moram em campos de refugiados do Norte da África, ponto de partida para refugiados de diversos países, como Nigéria, Senegal e Gambia. No entanto, o plano exclui os imigrantes que já chegaram ao continente europeu.

— Sob as recomendações do Acnur, o esquema não terá como alvo apenas crianças desacompanhadas, mas também será ampliado às crianças vulneráveis em risco, como aquelas ameaçadas pelo trabalho infantil, pelo casamento infantil e outras formas de abuso ou exploração — disse um porta-voz do governo britânico ao “The Independent”.

O ministro da Imigração britânico, James Brokenshire, disse que o governo estava comprometido a ajudar crianças vulneráveis que são injustamente impactadas pela crise humanitária, segundo o jornal britânico. A iniciativa conta com o suporte de ONGs especializadas em proteção à criança.

— Nós sempre fomos claros que a vasta maioria das crianças vulneráveis devem ser acolhidas por outros países da região para que possam se reunir com os parentes sobreviventes — disse o ministro. — No entanto, há circunstâncias excepcionais em que ser realocada ao Reino Unido é do maior interesse de uma criança.

As crianças estão entre os grupos mais afetados na crise migratória que atinge o continente europeu desde o ano passado. Muitos menores de idade deixam seus países de origem, sobretudo no Oriente Médio e no Norte da África, na fuga de conflitos e das precárias condições de vida. A polícia europeia estima que pelo menos 10 mil crianças tenham desaparecido desde o início da crise migratória, muitas da quais fora levadas à prostituição ou à escravidão. Sozinhas ou acompanhadas, estas crianças sofrem com as dificuldades da rota de imigração, além de estarem mais expostas a outras formas de abuso.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/reino-unido-anuncia-plano-para-acolher-3-mil-criancas-refugiadas-ate-2020-19138627#ixzz46VhiejRV
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Suécia planeja expulsar 80 mil migrantes que tiveram asilo rejeitado

País não tem conseguido acolher dezenas de milhares de refugiados que chegam.

ESTOCOLMO – A Suécia prepara a expulsão de até 80 mil migrantes que chegaram ao seu território em 2015 e tiveram pedido de asilo rejeitado, declarou nesta quarta-feira o ministro do Interior, Anders Ygeman. O governo tinha pedido à polícia e ao Departamento de Migrações que organizassem as devoluções, mas o processo pode levar vários anos. O país já havia anunciado reforço às autoridades policiais após o assassinato de uma funcionário de um centro de refugiados.

— São atualmente 60.000 pessoas, mas isto pode aumentar até as 80.000 — indicou o ministro em entrevista ao jornal financeiro Dagens Industri (DI).

Apesar de as expulsões serem feitas através de voos comerciais, Ygeman admitiu que será necessário o eventual uso de voos charter, especialmente fretados para as devoluções, já que o país não tem conseguido lidar com a falta de estrutura para abrigar tantas pessoas.

Em 2015, 163 mil refugiados apresentaram pedido de asilo na Suécia. Dos 58.800 casos tratados no ano passado, o Departamento de Migrações aceitou 55%. Comparando este fluxo com a Alemanha, que recebeu 1,1 milhão de pessoas em 2015, Estocolmo teria recebido o equivalente a 1,3 milhão caso tivesse a população alemã (80 milhões).

O país já havia revertido sua política de portas abertas e introduzido controles nas fronteiras. Autoridades também tentam conter ataques xenofóbicos a centros de refugiados.

O choque provocado pelo assassinato de uma funcionária de um centro de refugiados por um menor de 15 anos fez a Suécia requerer mais esforços policiais. Alexandra Mezher, de 22 anos e origem libanesa, foi morta a facadas na segunda-feira por um adolescente que residia no centro de Molndal (no Oeste). Não se sabe o país de origem do atacante, que foi preso.

— É um crime terrível. Muitos na Suécia temem que mais casos assim ocorram. As autoridades policiais têm uma carga de trabalho mais pesada por causa da situação dos refugiados e precisam de mais recursos — afirmou o premier Stefan Lofven.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/suecia-planeja-expulsar-80-mil-migrantes-que-tiveram-asilo-rejeitado-18556789#ixzz3yVi2as00
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Arábia Saudita planeja executar jovem preso aos 15 anos por protesto

Execuções em massa por regime aliado deixam EUA em alerta.

WASHINGTON – A onda de execuções que a Arábia Saudita se prepara para promover deixou os EUA em alerta. O país colocou no corredor da morte um jovem que foi preso aos 15 anos por se manifestar contra o reinado, e deve executar outras 51 pessoas a qualquer momento. Aliado próximo, os EUA chegaram a emitir um alerta dizendo que as mortes podem promover manifestações e ações terroristas contra a monarquia saudita.

Abdullah al-Zaher, hoje com 19 anos, foi preso aos 15 quando protestava contra o reinado. Acabou espancado e torturado antes de um julgamento instantâneo decidir pela pena de morte — segundo a família, o adolescente assinou um documento em branco que depois foi usado para supostamente forjar uma confissão de terrorismo.

Ele e outros presos foram levados para a solitária e podem ser degolados a qualquer momento.

— Salvem meu filho da ameaça iminente de morte. Ele não merece morrer por participar de protestos — apelou seu pai, Hassan.

Apesar de considerada parceira próxima dos EUA, a Arábia Saudita é considerada por outros países um regime brutal com os dissidentes, no qual manifestantes podem ser condenados à morte somente por exibirem contrariedade à monarquia.

Num comunicado, o Departamento de Estado pediu a seus cidadãos que evitem ficar próximos a representações diplomáticas da Arábia Saudita ou que esperem transtornos por conta de possíveis ataques terroristas ou manifestações. Ainda assim, não fez qualquer apelo mencionando os direitos humanos.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/arabia-saudita-planeja-executar-jovem-preso-aos-15-anos-por-protesto-18324413#ixzz3ujsj4YyU

Rússia diz que grupo treinado pelo Estado Islâmico quis atacar Moscou

Russos se preparavam para atacar com bombas o sistema de transporte público da cidade.

Rússia – Um grupo de russos presos com uma bomba se preparava para atacar o sistema de transporte público de Moscou e contava com pessoas treinadas pelo Estado Islâmico na Síria, afirmaram serviços de segurança da Rússia nesta segunda-feira.

No domingo, o Comitê Nacional Antiterrorismo relatou ter detido cerca de dez pessoas flagradas com equipamento de construção de bombas e um artefato explosivo improvisado.

“Algumas destas pessoas tiveram treinamento em campos do Estado Islâmico na Síria”, teria dito o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB, na sigla em russo), segundo a agência de notícias russa Interfax. “O interrogatório de dois dos detidos revelou que planejavam realizar um ataque terrorista no transporte público de Moscou.”

A Rússia vem reforçando a segurança por temor de ameaças de militantes islâmicos, especialmente da irrequieta região do norte do Cáucaso, que voltam para casa vindos do Oriente Médio ou do Afeganistão, talvez buscando vingança pela intervenção militar russa contra rebeldes sírios.

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que mais de 2 mil militantes da antiga União Soviética estão lutando na Síria.

O FSB declarou que os aspirantes a terroristas retornaram à Rússia muito antes de Moscou iniciar sua campanha de ataques aéreos em apoio ao presidente sírio, Bashar al-Assad, no final de setembro.

Mas suas prisões serão alardeadas pelo Kremlin como uma confirmação de seu argumento de que a intervenção é necessária para conter militantes islâmicos de origem russa.

http://odia.ig.com.br/noticia/mundoeciencia/2015-10-12/russia-diz-que-grupo-treinado-pelo-estado-islamico-quis-atacar-moscou.html

Saiba como funciona o plano da União Europeia para os refugiados

Comissão irá propor a seus 28 membros que recebam 120 mil pessoas.
Alemanha, França e Espanha serão os três países mais solicitados.

A Comissão Europeia irá propor aos 28 membros da UE que recebam 120 mil solicitantes de asilo atualmente divididos entre Itália, Grécia e Hungria, um programa de urgência antes do estabelecimento de quotas permanentes por país.

A proposta, que será apresentada na quarta-feira pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, ante o Parlamento Europeu, se soma a um pedido anterior da Comissão na primavera de dividir entre os Estados membros 40 mil solicitantes de asilo.

 Como se dividem
Alemanha, França e Espanha serão os três países mais solicitados. A Comissão pedirá que recebam 31.443, 24.031 e 14.931, respectivamente.

Os seguintes na lista seriam Polônia, Holanda, Romênia, Bélgica e Suécia, segundo as revelações da imprensa, com base em um método de cálculo que inclui critérios demográficos e econômicos por país.

A Comissão também analisa pedir compensações financeiras aos países que rejeitarem receber refugiados, segundo uma fonte europeia.

Grã-Bretanha, Irlanda e Dinamarca, que podem, por tratado, negar este pedido, não estão incluídos na divisão.

Isso não os impedirá, no entanto, de receber refugiados. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou na segunda-feira que seu país está disposto a receber nos próximos cinco anos 20 mil pessoas já instaladas nos acampamentos de refugiados da ONU.

A proposta europeia de “relocalizar” – ou seja, a transferência de um Estado membro para outro – 120 mil solicitantes de asilo se soma ao pedido anterior da Comissão durante a primavera (boreal), que exigiu, após um naufrágio em abril no Mediterrâneo de uma embarcação com 800 migrantes a bordo, um mecanismo de divisão obrigatória para receber 40 mil solicitantes de asilo.

Este projeto segue em vigor, mas os Estados o modificaram a um mecanismo voluntário e ofereceram 32.256 vagas, sem alcançar o número pedido pela Comissão. Na próxima semana devem ratificar a medida e a divisão pode começar em outubro, segundo uma fonte parlamentar.

Cada Estado membro receberá 6 mil euros por pessoa por parte da Comissão, segundo o projeto. Os que obtiverem o status de refugiado deverão ficar no país que o concedeu.

A Comissão também pediu na primavera aos Estados membros que acolhessem 20.000 pessoas que já se beneficiam da proteção internacional e que se encontram em acampamentos de refugiados de terceiros países (principalmente Líbano,Jordânia e Turquia).

Esta quota de 20 mil já foi aceita pelos membros do bloco. Cameron ofereceu vagas para refugiados sob este sistema.

Sistema de quotas permanenteA Comissão quer instaurar um mecanismo de divisão obrigatório e permanente que seja ativado automaticamente em caso de crise. Mas enfrenta há meses a hostilidade de vários países da UE.

No entanto, a chegada maciça de solicitantes de asilo nas últimas semanas, assim como a foto do menino sírio morto em uma praia turca, fizeram as posições mudarem.

A França, que a princípio se mostrou hostil às quotas permanentes, agora apoia com a Alemanha um “mecanismo permanente e obrigatório de acolhida de refugiados para dividir o esforço entre todos os países europeus”.

Em contrapartida, Paris pede para melhorar a identificação dos migrantes que chegam às fronteiras exteriores da UE para distinguir claramente os refugiados, que precisam de proteção, dos migrantes econômicos.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/09/saiba-como-funciona-o-plano-da-uniao-europeia-para-os-refugiados.html

França cogita atacar grupo Estado Islâmico na Síria, afirma Le Monde

A Europa está presa na maior crise migratória desde a Segunda Guerra mundial e, até agora, os países do bloco não conseguiram estabelecer uma estratégia conjunta pra lidar com ela. A instituição de cotas de migrantes, proposta por Berlim e encampada no final da semana por Paris, enfrenta forte resistência de países do leste, como República Tcheca, Eslováquia, Polônia e Hungria. Uma outra sugestão, a criação de centros de triagem fora da União Europeia para determinar quem pode e quem não pode entrar no bloco, é vista como desumana por parte da diplomacia.

 Mas parece estar se formando um consenso em torno do fato de que a situação na Síria – de onde provém a maior parte dos migrantes – não pode continuar como está. Na capa de sua edição datada de domingo, o vespertino Le Monde anuncia que o presidente francês François Hollande cogita atacar o grupo Estado Islâmico na Síria.

Atualmente, a França restringe sua operação militar ao Iraque, mas a cúpula da Defesa parece cada vez mais convencida de que a ação é inócua se não tiver como alvo o centro das operações jihadistas. Um general ouvido pelo jornal afirma que é a na Síria que o autoproclamado califado “treina seus combatentes, pilota sua propaganda e organiza suas finanças”.

Em sua própria estratégia de propaganda, o ministério francês da Defesa publicou uma pesquisa que mostra que 74% dos franceses apóiam a operação aérea Chammal no Iraque. O problema, que segurou até agora a expansão da ação francesa, é o fato de que parte da diplomacia acredita que, ao enfrentar os jihadistas, Paris ajudaria indiretamente o regime de Bashar al-Assad, afastando a perspectiva de tirá-lo do poder.

Essa perspectiva parece ainda mais distante com o anúncio de que Moscou, uma das últimas aliadas do presidente sírio, pode se engajar na luta contra o grupo Estado Islâmico. Além disso, uma fonte do alto comando francês acredita que seria quase impossível bombardear os jihadistas com eficiência sem danos colaterais. Ou seja, uma operação aérea nas áreas urbanas da Síria teria um custo imenso em vidas civis. Mesmo assim, o jornal avalia que o consenso parece já estar formado no governo francês.

Raízes do mal

Em seu editorial intitulado “Nas raízes do mal”, Le Figaro afirma que a única resposta eficaz para o afluxo de migrantes originários do Norte da África e do Oriente Médio é enfrentar o problema em sua origem. E a origem, de acordo com o jornal, está “em um mundo árabe em ruínas que, da Síria, ao Iraque e à Líbia, despeja seus exilados e migrantes de passagem sobre a costa europeia”.

Le Figaro lembra a responsabilidade de Paris no caos que se estabeleu na Líbia depois da queda de Muamar Kadaffi. Afinal, foi a intervenção francesa que derrubou o ditador. Como ficou claro depois, o país não tinha instituições ou quadros sólidos que garantissem uma transição democrática. Mas o diário acredita que é preciso mais intervenção, não para resolver a crise política líbia, mas para conter o grupo Estado Islâmico: “Não se ganha uma guerra sem tropas terrestres”, observa o jornal, lembrando que os 6,5 mil bombardeios da coalizão árabe-ocidental mataram mais de 10 mil jihadistas, mas não fizeram o grupo retroceder um único passo.

Para Le Figaro, enquanto a Europa não decide o que fazer, “levas de migrantes marcham em direção ao continente”. E os estrategistas sabem bem que os dois males – que é como o jornal conservador denomina as guerras e migração – estão conectados, assim como as suas soluções.

http://www.brasil.rfi.fr/franca/20150905-franca-cogita-atacar-grupo-estado-islamico-na-siria-afirma-le-monde

Estado Islâmico planeja trocar lobos solitários por atentados de grande impacto, temem EUA

Funcionários relatam movimentação do grupo jihadista para cometer ataques do calibre do 11 de Setembro.
WASHINGTON – Membros do alto escalão da Inteligência americana estão em alerta para possíveis ataques em massa do Estado Islâmico, de acordo com a CNN. Segundo altos funcionários, o grupo estaria estudando a mudança de foco em ataques de lobos solitários em outros países para organizar atentados de grande impacto, a exemplo da al-Qaeda.

— De acordo com o que temos visto internamente, acredito que estejam utilizando muitos dos recrutas que não têm tempo para treinar e os utilizando para criar um tipo de atentado em massa que produza atenção midiática. É exatamente o que buscam, para mostrar que têm poder — avaliou o tenente-general Mark Hertling.

Até o momento, o Estado Islâmico promoveu principalmente ataques a mesquitas, prédios de instituições e vários ataques a bala em países árabes, além de incursões como na França (o sequestro do mercado judaico parisiense, após o massacre no ‘Charlie Hebdo’) e nos EUA (um ataque frustrado à competição texana de cartuns de Maomé).

Um funcionário da Defesa ouvido pela rede afirmou ainda que o combate em terra em Iraque e Síria “já não tem mais coesão”, já que rebeldes treinados pelos EUA têm se indisposto a lutar contra outros jihadistas que não o EI. Na Síria, grande parte desertou ou foi capturada, ele admitiu.

No Norte da Síria, onde a situação é mais caótica, o Estado Islâmico tem afastado rebeldes sírios e outros jihadista, como o braço sírio da al-Qaeda, a Frente al-Nusra.

Estima-se que 20 mil a 30 mil estrangeiros combatem nos dois países ao lado do EI, apesar das milhares de mortes relatadas em ataques aéreos da coalizão árabe-americana. A Turquia, que começou uma campanha ao lado do grupo para atacar o grupo — e que vem sendo acusada de usar a luta como pretexto para tambéma tacar rebeldes curdos —, continua com uma fronteira porosa.

http://oglobo.globo.com/mundo/estado-islamico-planeja-trocar-lobos-solitarios-por-atentados-de-grande-impacto-temem-eua-17129282#ixzz3iHSkVoTd

Enviado da ONU propõe novo plano no conflito sírio

Em um novo impulso para acabar com o prolongado conflito sírio, o mediador da ONU na guerra civil síria propôs na quarta-feira convidar os sírios a participar sob a liderança da ONU de grupos de trabalho para resolver quatro grandes problemas, uma vez que as partes em conflito não estavam prontas participar formalmente das conversações de paz.

O mediador Staffan de Mistura disse ao Conselho de Segurança da ONU que os grupos iriam abordar a segurança e a proteção, questões políticas e constitucionais, questões militares e de segurança, e instituições públicas.

“Infelizmente ainda não há um consenso sobre o caminho a seguir”, Staffan informou ao Conselho de Segurança da ONU, após dois meses de reuniões em todo o mundo com os principais intervenientes no conflito.

O mediador esteve perante o Conselho de Segurança da ONU na quarta-feira para longas consultas com as partes em conflito no relançamento das negociações de paz.

Antes de seu discurso na ONU, De Mistura se reuniu com o ministro das Relações Exteriores sírio, como parte dos esforços diplomáticos para encontrar uma solução política para o conflito de quatro anos no país árabe.

De Mistura acrescentou: “Enquanto existir um terreno comum (entre as partes da Síria), as questões sobre a descentralização da autoridade executiva para um corpo de transição, vamos ser honestos conosco, continua a ser o elemento mais polarizado do comunicado.”

Ele expressou a crença no trabalho dos grupos que seria um passo rumo a um “documento sírio” sobre a implementação do Comunicado de Genebra. Enquanto isso, o secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-Moon pediu ao Conselho de Segurança na quarta-feira para ratificar a proposta do mediador.

O chefe da ONU também reiterou sua posição de que o comunicado de Genebra I deve ser a plataforma política para acabar com o conflito sírio.

As conversações de Genebra marcaram a primeira vez em que os lados em conflito na Síria tinham se sentado juntos desde o início da guerra.

Eles girava em torno do chamado Comunicado Genebra I, elaborado por uma conferência internacional em 2012, na cidade suíça que não envolve ambos os lados na guerra, e onde as potências mundiais apelaram a uma transição política negociada na Síria.

A repressão do governo sírio em um movimento pró-democracia em 2011 levou a um levante armado. O grupo radical Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS) aproveitou o caos para declarar um califado no território ao ter apreendido a Síria e o vizinho Iraque. O Secretário-Geral Ban Ki-moon, disse ao Conselho de Segurança na quarta-feira que o número de mortos nos mais de quatro anos de guerra civil era de pelo menos um quarto de milhão de pessoas. Dois antecessores de De Mistura demitiram-se em frustração com a incapacidade de fazer progressos para acabar com a guerra.
(Com Reuters e AFP)

https://english.alarabiya.net/en/News/middle-east/2015/07/29/U-N-chief-says-Syrian-conflict-must-be-solved-politically.html

Assad acusa Turquia de sabotar plano da ONU para Aleppo

Província faz fronteira com Turquia, e está dividida entre regime e rebeldes.
Mediador da ONU defendia plano com congelamento dos combates.

O presidente sírio, Bashar al-Assad, acusou a Turquia, que apoia a rebelião, de ter sabotado um plano da ONU destinado a acabar com os combates em Aleppo (norte), em uma entrevista divulgada nesta sexta-feira (17).

Assad considera que a situação na Síria é atualmente mais perigosa devido aos países “que utilizam o terrorismo por procuração para destruir outro país”, em alusão a Arábia Saudita, Turquia e Catar que, segundo analistas, enviaram mais armas aos rebeldes, permitindo, assim, a tomada da cidade de Idleb (noroeste).

O mediador da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, defendia um plano que contemplasse o congelamento dos combates em Aleppo.

Esta cidade, a segunda mais importante do país, está dividida entre um setor sob comando rebelde e outro controlado pelo regime.

A província de Aleppo, assim como Idleb, é fronteiriça com a Turquia.

“Os turcos disseram aos terroristas (rebeldes), a quem apoiam e supervisionam, para não cooperarem com De Mistura”, declarou Assad ao jornal sueco Expressen, segundo um vídeo da entrevista em inglês divulgado pelo jornal.

Segundo Assad, “qualquer plano que você queira aplicar hoje para colocar fim ao problema será sabotado através de uma intervenção estrangeira”.

O enviado da ONU é “consciente de que fracassará se não conseguir convencer estes países a deixarem de apoiar os terroristas e a permitirem que os sírios resolvam seus problemas”, segundo Assad, cujas forças contam com o apoio do Hezbollah libanês e de outros grupos estrangeiros.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/04/assad-acusa-turquia-de-sabotar-plano-da-onu-para-aleppo.html