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Hungria e Polônia: “Sem refugiados, sem terror”

“WND Exclusive:” Não há refugiados, sem terror para a Polônia, Hungria “, de Liam Clancy, WND , 6 de junho de 2017 (graças à Religião da Paz ):

A Comissão Europeia lançou processos judiciais contra três Estados membros da União Européia que se recusaram a acolher refugiados.

A Polônia, a Hungria e a República Tcheca foram acusados ​​de não cumprir as suas obrigações descritas em um plano de 2015 para transferir migrantes da Itália e da Grécia, para ajudar a aliviar seu fardo.

“Lamento ver isso, apesar das repetidas chamadas para se comprometer a mudar, a República Tcheca, a Hungria e a Polônia ainda não tomaram as medidas necessárias”, disse o comissário de migração da UE, Dimitris Avramopoulos, em entrevista coletiva.

A Comissão está iniciando processos de infração contra as três nações, o que permitiria que o principal tribunal da UE impusesse multas. No entanto, a batalha legal pode demorar meses, mesmo anos, para concluir.

Os governos polonês e húngaro recusaram-se a levar alguém, enquanto a República Checa inicialmente aceitou 12 pessoas, mas já disse que não seria mais bem-vindo …

https://www.jihadwatch.org/2017/06/hungary-and-poland-no-refugees-no-terror

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Eslováquia afirma que não acolherá muçulmanos

“O multiculturalismo é uma ficção”, diz o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, reiterando seu objetivo de negar asilo a migrantes oriundos de países islâmicos. Eslováquia recebeu apenas 169 refugiados em 2015.

A Eslováquia lutará contra a entrada de migrantes islâmicos no país, afirmou o primeiro-ministro Robert Fico nesta quinta-feira (07/01). Segundo o líder, o motivo é evitar ataques como os de Paris, na França, e Colônia, na Alemanha.

Fico tem usado a questão da crise migratória como elemento-chave de sua campanha para as eleições parlamentares de 5 de março no país. Seu governo entrou com uma ação contra o plano da Comissão Europeia em realocar requerentes de asilo em todos os membros da União Europeia (UE).

“Não só estamos recusando as cotas obrigatórias, como nunca tomaremos uma decisão voluntária que levaria à formação de uma comunidade muçulmana unificada na Eslováquia”, afirmou o primeiro-ministro a repórteres em Bratislava.

“O multiculturalismo é uma ficção. Uma vez que você deixa migrantes entrarem, você terá de enfrentar esse tipo de problema”, disse ele, relacionando o afluxo de refugiados na Europa aos ataques terroristas de novembro passado em Paris e à série de ataques contra mulheres na noite de réveillon em Colônia. “Não queremos que aconteça aqui o que aconteceu na Alemanha.”

Nesta sexta-feira, o Ministério do Interior alemão informou que, dos 31 suspeitos já identificados pela Polícia Federal por crimes cometidos no Ano Novo em Colônia, 18 são migrantes requerentes de asilo . A maioria dos casos envolve furto e assalto – mas ainda não foi estabelecida qualquer relação com os ataques a mulheres.

Opinião compartilhada

A postura anti-imigração de Fico ecoa entre os eleitores da Eslováquia, um país católico de 5,4 milhões de pessoas e com quase nenhuma experiência com migrantes. O país recebeu apenas 169 pedidos de asilo em 2015, mas foi requisitado pela Comissão Europeia a aceitar mais 802 pessoas neste ano.

Países vizinhos à Eslováquia têm opiniões semelhantes à do premiê eslovaco sobre a crise migratória. A Hungria também entrou com uma ação na Justiça contra o plano de cotas obrigatórias da Europa. O primeiro-ministro do país, Viktor Órban, tem afirmado repetidamente que o afluxo de refugiados ameaça minar as raízes cristãs do continente europeu.

O novo governo conservador da Polônia também tem se pronunciado contra a migração, dizendo que seu país não pode repetir os erros de outras nações da UE. Varsóvia, no entanto, afirmou que irá cumprir a promessa do governo anterior de conceder asilo a 7 mil requerentes neste ano.

EK/afp/ap/rtr

http://www.dw.com/pt/eslov%C3%A1quia-afirma-que-n%C3%A3o-acolher%C3%A1-mu%C3%A7ulmanos/a-18967801

Militantes do Estado Islâmico ‘sequestram’ rede social criada polonesa

O polonês Mariusz Zurawek criou uma rede social em sua terra natal em um único fim de semana. Seu objetivo era tornar a postagem de fotos e vídeos mais fácil. O site, justpasteit.com, não exige registro ou conta. Foi um sucesso retumbante ─ mas pouco tempo depois Zurawek notou a ascensão de um grupo demográfico predominante.

“Cerca de 60% dos visitantes são de países de língua árabe e isso é atípico para sites na Europa”, disse ele à BBC.

Mas desde o início de 2014, alguns dos usuários começaram a apresentar um comportamento estranho. Vídeos e imagens ─ alguns deles muito gráficos ─ passaram a vir da Síria. Aos poucos ficou claro que o site estava sendo usado por militantes do grupo autodenominado “Estado Islâmico” (EI).

O uso das redes sociais para espalhar propaganda do EI e de seus militantes se tornou uma grande preocupação para a comunidade internacional. A atividade do grupo extremista na internet tem recebido atenção especial tanto dos governos quanto de hackers ativistas como o coletivo Anonymous, que promoveu, no mês passado, ataques contra supostas contas controladas pelo Estado Islâmico.

As autoridades britânicas dizem que enquanto tem concentrado seus esforços em grandes sites de redes sociais, os militantes estão focando em redes sociais menores e menos expressivas.

“Estamos vendo novas plataformas sendo criadas e os acompanhamos semanalmente”, afirmou à BBC um detetive do Comando Antiterrorismo da Polícia Metropolitana de Londres, a Scotland Yard. “Nós temos tido bons resultados porque verificamos que alguns grupos que caçamos pulam de plataforma a plataforma, e sabemos que nosso trabalho vem surtindo efeito porque eles deixam uma mensagem na rede social em que atuam dizendo que precisam ir para outro local”.

“Toda vez que chegamos perto, eles acabam se escondendo de novo”, explica o detetive.

Esconder-se de novo significa usar sites como o justpasteit.com. Zurawek diz que, inicialmente, ficou orgulhoso de que mais pessoas da Síria estivessem escolhendo seu site para compartilhar imagens. Mas quando o Estado Islâmico começou a usá-lo, e o conteúdo passou a ficar cada vez mais horripilante ─ incluindo assassinatos e decapitações, ele mudou de ideia.

“Fiquei muito triste quando vi todas essas imagens ─ algumas delas muito gráficas, como decapitações. Pensei que era horrível o que estava acontecendo”, diz ele.

“Fiquei pensando se deveria tirar alguns dos conteúdos mais ofensivos do ar”, explicou. “Enquanto eu pensava nisso, no dia seguinte a Polícia Metropolitana (de Londres) me ligou pedindo para retirar o conteúdo do ar porque afirmou estar ligado ao Estado Islâmico”.

Embora a Polícia Metropolitana não tenha jurisdição sobre a Polônia, Zurawek disse que aceitava as determinações.

“Temos permanecido em contato constante e eles enviam solicitações de remoção de conteúdo regularmente”, diz o polonês, que estima ter removido cerca de 2 mil posts relacionados ao terrorismo a pedido da polícia.

Leia mais: O homem que explodiu estátuas históricas para o Talebã

Sem governo

“A rede social é uma forma de o Estado Islâmico e de a Al-Qaeda estarem em um espaço sem governo e é tão útil para eles quanto as partes que controlam na Síria, na Somália ou no Iêmen”, diz Alberto Fernandéz, que até recentemente coordenava o gabinete de Comunicações de Contraterrorismo Estratégico do Departamento de Estado americano ─ uma unidade que busca localizar militantes islamitas nas redes sociais.

“Tentamos basicamente acompanhar nosso inimigo nesse espaço onde quer que ele esteja”, afirmou ele.

No início da semana passada, um site em particular chamou a atenção de toda a imprensa. 5elafabook (pronuncia-se “khelafa-book”) ─ uma rede social nos moldes do Facebook cujo nome é uma referência em árabe à palavra “khilafa”, ou “califado” – entrou no ar, mas só durou um único dia antes de ser derrubado e ter suas contas de Twitter e Facebook suspensas.

Mas de acordo com o BBC Monitoring, ainda não se sabe se o site foi criado pelo próprio Estado Islâmico – já que o grupo não o promoveu, sugerindo que a rede social pode ter sido criado por militantes de baixo escalão da rede extremista.

Mas há também a possibilidade de que o site tenha sido criado como uma espécie de armadilha para identificar militantes do grupo.

Zurawek, o fundador do justpasteit.com, diz que os problemas que enfrenta demonstram a dificuldade para eliminar conteúdo virtual considerado potencialmente ofensivo.

“Qualquer um pode ser anônimo na internet”, diz ele. “Até grandes empresas como Twitter, YouTube e Facebook têm problemas com o Estado Islâmico e não conseguem bloquear todo o seu conteúdo ─ este é o problema com a arquitetura da internet”.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/03/150317_rede_social_polonia_estado_islamico_lgb