Arquivo da tag: #prêmio

Papa recebe Prêmio Carlos Magno 2016

Em cerimônia no Vaticano com a presença de líderes europeus, Francisco pede Europa “aberta e multicultural” e melhor acolhimento aos refugiados no continente.

O papa Francisco foi agraciado nesta sexta-feira (06/05) com o Prêmio Carlos Magno de 2016, que homenageia personalidades que se destacam pela contribuição à união da Europa e pelo compromisso com a paz.

Continuar lendo Papa recebe Prêmio Carlos Magno 2016

Abbas premia com a “Ordem do Mérito Palestino” o cartunista que promove o ódio e a violência

Isto é perfeitamente cabível, nos centros de cultura “palestinos” sobre a violência e o ódio aos israelenses. Quem melhor para receber a Ordem do Mérito Palestino da Cultura, Ciências e Artes, do que Baha Al-Bukhari, exceto aqueles que realmente jogam as pedras e assassinam civis israelenses? No próximo ano, Abbas deve dar o prêmio para os “palestinos” que oferecem doces quando jihadistas assassinam civis israelenses.

Abbas não é culpado de incitação aqui. Lembre-se: a incitação é somente quando Netanyahu salienta o papel do Mufti no Holocausto.

“Abbas homenageia cartunista que promove o ódio e a violência”, por Itamar Marcus e Nan Jacques Zilberdik, Palestinian Media Watch, 25 de outubro, 2015:

[Al-Ayyam, 13 de outubro de 2015]

Como os ataques terroristas palestinos e apedrejamentos continuam sem esmorecer, o presidente da Autoridade Palestina, Abbas, escolheu para homenagear um cartunista do diário palestino Al-Ayyam cujas últimas caricaturas incentivam a violência palestina e apedrejamentos de israelenses, como mostrado pela Palestinian Media Watch.
Abbas concedeu a Baha Al-Bukhari a Ordem do Mérito Palestino da Cultura, Ciências e Artes. Ele explicou sua escolha, afirmando que Al-Bukhari recebeu o prêmio devido ao fato de que o seu trabalho “se encaixa em cheio na Palestina e sua resoluta cultura.”
“O presidente [Abbas] condecorou com a Ordem do Mérito da Cultura, Ciências e Artes o criador e artista Al-Bukhari em reconhecimento do seu caminho criativo nas artes plásticas e desenhos animados, e fora do reconhecimento de sua vida cheia de doação, ações, luta, e beleza, de uma forma que se encaixa em cheio na Palestina e sua cultura resoluta. “
[Al-Hayat Al-Jadida, 22 de outubro de 2015]
Uns desenhos animados recentes (acima) mostra uma família palestina inteira preparada com pedras nas mãos e pronta para atacar.
Texto acima do desenho animado: “As pedras de 2015 !!”
texto no braço do homem:
“. Deus está com você, Abu Al-Abed” (nome do personagem do desenho animado)
Um mapa da “Palestina” ao lado do texto no braço inclui as áreas da AP, bem como todAs As de Israel.
[Al-Ayyam, 13 de outubro de 2015]
Outros desenhos animados de Al-Bukhari incentivam mais apedrejamentos, chamando os palestinos. O desenho mostra um palestino jogando uma pedra, com uma bandeira palestina em segundo plano “Avance, antecipadamente.”:
[Al-Ayyam, 09 de outubro de 2015]
Al-Bukhari também acusou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de promovr banho de sangue. O cartoon refere-se à morte de 3 palestinos, incluindo um terrorista do Hamas pelo exército israelense. As forças israelenses vieram prender um terrorista do Hamas, mas ele e outros começaram a atirar e, posteriormente, o terrorista que eles estavam procurando, e dois outros, foram mortos.
Texto: “Um banho em Jenin!”
 [Al-Ayyam, 23 de março, de 2014]

O cartunista apresentou o presidente israelense Reuven Rivlin como carregando o que parece ser baldes de sangue. Os mesmos desenhos animados adotam reivindicação caluniosa da AP de que as duas listras na bandeira israelense representam os rios Nilo e o Eufrates ou o rio Jordão e o Mar Mediterrâneo, representando um suposto plano judeu para estabelecer o “Grande Israel” governando sobre todos da ” Palestina “.

O texto no canto: “[O presidente israelense Reuven] Rivlin e seu slogan! O novo presidente de Israel “
Texto no balde direito: “A partir do rio” texto no balde esquerdo: “Para o mar”
[Al-Ayyam, 12 de junho, de 2014]
Al-Bukhari apresentou Israel como um polvo envolvendo seus braços ao redor de Al-Aqsa, criticando as nações árabes por “dormir!”
 [Al-Ayyam, 13 de outubro de 2013] …

Por que o Nobel da Paz premiou o ‘caso de sucesso’ da Primavera Árabe

Surpreendente para muitos, a escolha do pouco conhecido Quarteto de Diálogo Nacional da Tunísia para receber o Prêmio Nobel da Paz de 2015 na verdade foi o reconhecimento por uma conquista bem mais aparente: primeiro palco da chamada Primavera Árabe, a onda de protestos que em janeiro de 2011 varreu alguns países do norte da África e do Oriente Médio, a Tunísia é o único bom exemplo em meio a um cenário de caos.

Foi na Tunísia que o vendedor de frutas Mohamed Bouazizi ateou fogo ao próprio corpo em 2011, ao não conseguir permissão para regularizar sua banca de venda de frutas. Essa foi essa fagulha que deu início a uma série de protestos contra regimes ditatoriais no Oriente Médio e norte da África.

Ao contrário de vizinhos como Egito e a Líbia, hoje mergulhados em problemas políticos ou sob a ameaça mais significativa do extremismo político-religioso, a Tunísia alcançou um nível de estabilidade em sua transição para uma democracia, quatro anos depois dos eventos que levaram à renúncia de Zine El Abidine Ben Ali, o presidente que durante mais de uma década tinha governado o país com mão de ferro.

Ainda que nos últimos meses o país tenha sido alvo de atentados tanto contra seu Parlamento quanto um em um de seus balneários turísticos (em junho, quando mais de 30 estrangeiros foram mortos a tiros por um militante islâmico em Sousse), a Tunísia conseguiu frear o que parecia uma descida rumo à anarquia em 2013.

Leia também: Racha entre muçulmanos se torna força mais perigosa no Oriente Médio

Curtiu? Siga a BBC Brasil no Facebook

APImage copyrightAP
Image captionIntegrantes do Quarteto de Diálogo Nacional são desde sindicalistas a advogados

Analistas internacionais viram o país à beira de uma guerra civil. Mas a coalizão de lideranças sindicais, empresários, advogados e ativistas de direitos humanos conseguiu intermediar um diálogo entre o governo, liderado pelo partido islamista Ennahda, e a principal força de oposição, o Nidaa Tounes.

A Tunísia aprovou uma nova Constituição e, no ano passado, realizou sua segunda eleição geral desde a queda de Ben Ali.

Enquanto isso, o Egito teve um golpe militar que derrubou o presidente islamita Mohammed Morsi, a Líbia está fragmentada e se tornou um local de atuação de grupos extremistas como o autodenominado “Estado Islâmico”. Iêmen e Síria estão mergulhados em guerra civil.

‘Avanço da paz’

O perigo do extremismo ainda ronda a Tunísia, sobretudo por conta das infiltrações de militantes baseados na Líbia.

“Mas o quarteto possibilitou o avanço do processo de paz. Vivíamos uma crise política que poderia facilmente se transformar em guerra civil. Temos a esperança de que o prêmio não seja algo apenas simbólico para a Tunísia”, disse Amna Guellalli, diretora da ONG Human Rights Watch no país.

“O quarteto foi formado em 2013, quando o processo de democratização estava em perigo de colapso, como resultado de assassinatos políticos e amplos distúrbios sociais”, disse o comitê do Nobel em comunicado nesta sexta. “Estabeleceu-se como uma alternativa, um processo político pacífico em um momento em que o país estava à beira da guerra civil.”

Ao mesmo tempo, diz o comitê, em outros países do norte africano e do Oriente Médio, “a luta pela democracia e por direitos fundamentais está estagnada ou sofreu revezes”.

Leia também: Pobres e ‘mulas’: os três jovens de Foz do Iguaçu presos com cocaína no Egito

APImage copyrightAP
Image captionO índice de desemprego na Tunísia é de quase 15%

Mas, e politicamente o país está mais estável, a economia não seguiu o mesmo ritmo.

Embora tenha projeções de crescimento de 3,7% para 2015, a Tunísia enfrenta um alto índice de desemprego (15%).

E o atentado de junho no resort de Sousse atingiu ainda mais a indústria do turismo, que de maneira direta e indireta é responsável pelo ganha-pão de quase 20% dos 10 milhões de tunisianos, bem como contribui para 14% do PIB do país.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/10/151009_nobel_tunisia_explainer_fd