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Bélgica: presos entoam “Allah hu Akbar” durante 1 minuto de silêncio pelas vítimas de terrorismo

Na prisão de Mechelen, o minuto nacional de silêncio pelas vítimas de Liège foi completamente perdido na quarta-feira. Quando ‘o minuto’ começou, vários prisioneiros começaram a bater nas portas e cantar Allah hu Akbar.

A administração da prisão sentiu-se ameaçada e considerou brevemente chamar a polícia, mas isso não aconteceu. Segundo as nossas informações, um dos causadores de problemas teria sido punido depois.

Kathleen Van De Vijver, porta-voz do Sistema Prisional, confirma que “houve uma resposta inadequada durante o minuto nacional de silêncio. Os nomes das pessoas em causa foram anotados e transferidos para os serviços competentes. Eles são monitorados e observados de perto”.

Com imagem de EPA /JULIEN WARNAND  e informações de GVA

 

Já são pelo menos 20 mortos no quinto dia consecutivo de protestos no Irã

No quinto dia consecutivo de protestos nas cidades iranianas os confrontos entre as forças de segurança e os manifestantes elevaram o aumento do número de mortos para vinte. Dezessete manifestantes e três homens das forças de segurança.

Segundo as agências de notícias iranianas em comunicado oficial informaram que um policial foi morto e outros três foram feridos por tiros disparados por um manifestante na cidade de Najafabad, na província de Isfahan. A artma teria sido um  rifle de caça.

Cinco manifestantes foram mortos na cidade de Qahdregan, província de Isfahan, no centro do Irã.  Algumas fontes de notícias reformistas e fundamentalistas informaram que os confrontos ocorreram quando os manifestantes tentaram entrar no prédio da prefeitura.

Segundo informações da mídia local, aproximadamente 450 pessoas foram presas na capital iraniana nos últimos três dias durante os protestos, apesar desse número ser contestado por manifestantes..

Com informações de Al Arabiya

Presos em conflito com grupo anti-imigração são soltos em SP após audiência na Justiça

Nenhum deles foi indiciado, mas poderão ser investigados caso o Ministério Público entenda que há necessidade. Dois palestinos terão que cumprir medidas cautelares.

uatro presos após conflito com manifestantes de direita contrários à Lei de Migração, sendo dois palestinos e dois brasileiros, foram soltos na tarde deste quarta-feira (3) em São Paulo. A soltura ocorreu após audiência de custódia no Fórum da Barra Funda, para onde eles haviam sido levados ao deixar o 78º Distrito Policial, nos Jardins.

Nenhum deles foi indiciado, mas o Ministério Público pode entender que há necessidade de abertura de inquérito. Os dois, que são de origem palestina, no entanto, precisarão cumprir medidas cautelares, que incluem ter que se apresentar à Justiça mensalmente, não participar de manifestações relacionadas à Lei de Migração, não se aproximar de outras partes do processo e não se ausentar de São Paulo por mais de 15 dias.

Segundo a Polícia Civil, os quatro manifestantes favoráveis à Lei de Migração foram presos em flagrante. O auto de prisão em flagrante imputava aos detidos os crimes de explosão, lesão corporal, associação criminosa e resistência durante confronto em manifestação. O estudante Roberto Freitas, 18, e Nykolas Silva, 22, os dois brasileiros, tiveram o chamado “relaxamento total de flagrante”, o que significa que não tem o que responder à Justiça.

Justiça manda soltar quatro homens que estavam presos, depois de uma confusão na Paulista

Justiça manda soltar quatro homens que estavam presos, depois de uma confusão na Paulista

O empresário Hasam Sarif, 43, e o refugiado sírio Nour Alsayyd, 22, tiveram relaxamento de flagrante e foram liberados dos crimes de associação criminosa e resistência. No entanto, a polícia apura a participação deles em explosão e lesão corporal, por considerar que “há indícios suficientes” de que eles explodiram arterfato, conforme aponta o boletim de ocorrência.

Os dois negam as acusções que constam no BO. Segundo o advogado Hugo Albuquerque, a alegação do BO é “estapafúrdia”. “Eram 50 pessoas, eles eram 5. Eles sofreram ofensas xenofóbicas e o BO é totalmente parcial. É como se eles não tivessem sido atacados, não tivessem sido feridos”, disse.

O juiz José Eugenio do Amaral Souza determinou que eles fossem soltos porque verificou que “ambos são primários, tem bons antecedentes e ocupações lícitas”.

O conflito

Por volta das 21h desta terça-feira (2), cerca de 50 pessoas do Movimentos Direita São Paulo e Juntos pelo Brasil protestavam em frente ao escritório da Presidência da República na Avenida Paulista pedindo para o presidente Michel Temer vetar a Lei de Migração aprovada no Senado. No mesmo horário, havia 20 pessoas favoráveis à lei. Não se sabe como começou, mas houve confronto entre os dois grupos, e um vídeo divulgado no Facebook mostra uma explosão.

O ato gritava contra a “islamização do Brasil” e os manifestantes seguravam faixas escritas “Aloysio Nunes [ministro das Relações Exteriores] traidor” e pediam pela “soberania”.

O advogado do grupo disse que eles foram linchados pelos manifestantes contrários à nova lei. O sírio Nour chegou a ficar ferido na cabeça, mas nenhum agressor foi preso.

O grupo, ainda de acordo com a Polícia Civil, teria arremessado artefato explosivo. Os detidos, no entanto, alegaram que apenas se defenderam. Não é possível afirmar como começou o confronto.

Entre os presos está o palestino Hasan Zarif, líder do movimento Palestina para Tod@s e proprietário do bar Al Janiah, no Centro de São Paulo. Os advogados afirmaram que demoraram quase cinco horas para ter acesso aos presos, e jornalistas não puderam entrar no 78º DP, para onde eles haviam sido levados.

Um amigo de Hasan, em vídeo gravado e postado no Facebook, disse que “armaram” para os palestinos.

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/presos-em-conflito-com-grupo-anti-imigracao-sao-soltos-em-sp-apos-audiencia-na-justica.ghtml

Três dos cinco cristãos iranianos presos recentemente foram libertados sob fiança e dois permanecem na prisão

Três dos cinco cristãos iranianos presos recentemente foram libertados sob fiança, enquanto os outros dois permanecem na prisão sem a certeza sobre a sua libertação.

Mohabat Notícias _ Três dos cinco cristãos iranianos presos recentemente foram libertados sob fiança, enquanto os outros dois permanecem na prisão sem a certeza sobre a sua libertação.

Relatórios recebidos pelo Mohabat Notícias indicam que três dos cristãos detidos no condado Firouz-kouh no Irã foram libertados sob fiança em 10 de outubro de 2016, depois de passarem 45 dias na prisão.

Os três homens liberados são Amin Afshar Naderi, Mohammad Dehnavi e Ramil Bet-Tamraz, o filho do ex-líder da Igreja Pentecostal Assíria em Teerã, Pastor Victor Bet-Tamraz. Cada um deles postou uma fiança pesado de aproximadamente 35.000 USD.

Os relatórios indicam que os três homens estavam sujeitos a tortura psicológica grave durante os 45 dias de prisão.

Dois destes cristãos, Ramil Bet-Tamraz e Amin Afshar Naderi, também haviam sido presos em 2014 juntamente com o Pastor Victor Bet-Tamraz e 12 outros cristãos quando estavam comemorando o Natal. O Pastor Victor Bet-Tamraz passou 65 dias na prisão, e depois que ele foi libertado sob fiança passou a ficar à espera do seu julgamento.

Os outros dois fiéis dos cinco presos recentemente, ou seja, Amir Saman Dashti e Hadi Asgari ainda estão na prisão sem qualquer perspectiva de serem soltos.

Vale ressaltar que esses homens não foram acusados oficialmente ainda. De acordo com as leis iranianas, é ilegal manter os indivíduos sob custódia por um período prolongado de tempo sem cobrar-lhes oficialmente pela ofensa. No entanto, o governo iraniano mantém presos políticos e religiosos na incerteza, como forma de pressioná-los.

Estes cinco homens cristãos iranianos foram presos no dia 26 de agosto de 2016 numa reunião de família em um jardim no condado Firouz-kouh. Autoridades de segurança invadiram o jardim e prendeu os cristãos na presença de suas famílias.

Suas famílias não souberam do paradeiro dos presos durante semanas e eles não foram oficialmente registrados em qualquer prisão.

O Irã é um dos principais países onde ocorrem violações dos direitos humanos e de liberdade religiosa. As Nações Unidas, bem como muitas organizações de direitos humanos condenaram essas violações e pediram ao governo iraniano para parar a repressão contra os cidadãos iranianos por suas crenças.

Portas Abertas ‘também lista o Irã entre os 10 países onde os cristãos são mais perseguidos.

Three out of Five Recently Arrested Iranian Christians Released on Bail; Two Remain in Prison

ONG denuncia tortura e execuções em centros de detenção na Síria

Human Rights Watch contabiliza sete mil sírios mortos em prisões administradas pelo governo.
RIO — Até sete mil sírios que morreram em centros de detenção do regime de Bashar al-Assad foram torturados, maltratados ou executados, denunciou a Human Rights Watch nesta quarta-feira. A ONG identificou 19 vítimas em um conjunto de fotografias vazadas por um desertor militar.

Os detalhes das mortes jogam nova luz sobre as condições enfrentadas por detentos em pelo menos cinco centros de detenção administrados pelo governo. Acredita-se que pelo menos 117 mil pessoas foram presas desde que os protestos anti-regime eclodiram em março de 2011.

Os arquivos do desertor sírio, conhecido como “César” para manter seu nome sob anonimato, foram divulgados nesta manhã em Moscou, dois dias antes de uma reunião das 17 nações do Grupo de Apoio Internacional à Síria em Nova York. No encontro, os países vão discutir saídas para a guerra civil de quase cinco anos.

Nenhum dos 19 corpos identificados pela Human Rights Watch foram recuperados. As famílias receberam certificados de óbito em apenas dois casos — ambos diziam que a vítima tinha morrido de insuficiência cardíaca ou respiratória.

Nas fotografias foram encontradas evidências de morte provocada por falta de alimentação, traumatismo, infecção de ferida e, em um caso, uma ferida de bala na cabeça.

— Nós não temos nenhuma dúvida de que as pessoas mostradas nas fotografias de ‘César’ estavam famintas, foram espancadas e torturadas de forma sistemática e em grande escala — denunciou o vice-diretor da Human Rights Watch para o Oriente Médio, Nadim Houry. — Estas fotografias representam apenas uma fração de pessoas que morreram enquanto estavam sob custódia do governo sírio. Mais milhares estão sofrendo o mesmo destino.

O autor das imagens, um fotógrafo do Exército sírio que desertou e fugiu do país no ano passado, tinha a incumbência de fotografar os corpos de pessoas que morriam em centros de detenção nos arredores de Damasco. Durante dois anos, ele fez cópias de todas as fotos em um cartão de memória que escondia em seu sapato. São, ao todo, 55 mil fotografias de 11 mil corpos.

MULHER IDENTIFICADA

A única mulher nos arquivos foi identificada como Rehab al-Allawi, de 25 anos, uma estudante de engenharia na Universidade de Damasco, que desapareceu em janeiro de 2013, enquanto trabalhava com um grupo ativista.

Sua família disse que pagou US$ 18 mil às autoridades sírias para obter informações sobre ela, mas não recebeu nada em troca. A jovem foi finalmente identificada a partir dos arquivos César e sua morte foi confirmada por patologistas que examinaram fotografias de seu corpo. Ahmad al-Musalmani, de 14 anos, acredita-se ser a vítima mais jovem do conjunto de fotos. Segundo familiares, ele foi preso após uma música anti-Assad ser encontrada em seu telefone.

César, cuja identidade permanece protegida, informou legisladores americanos sobre a situação na Síria. Com base nos registros do desertor, a França levou ao Conselho de Segurança da ONU no ano passado supostas provas de torturas sistemáticas por parte do regime sírio e anunciou que tentaria convencer todos os membros a apoiarem uma investigação do Tribunal Penal Internacional (TPI) sobre os crimes cometidos no conflito.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/ong-denuncia-tortura-execucoes-em-centros-de-detencao-na-siria-18307301#ixzz3uUUBk74P
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Ministro alarmado com alto número de prisioneiros no Irã

Ministro da Justiça do Irã manifestou preocupação com o elevado número de presos no país.

Mohabat Notícias _  IRNA relata que em uma reunião de juízes e funcionários dos tribunais em Semnan na quarta-feira 25 de novembro, Mostafa Pourmohammadi disse: “No Irã, para cada 100.000 pessoas, 269 estão presas. Estas estatísticas são mais elevadas do que a média global e motivo de séria preocupação. ”

Ele acrescentou que nos últimos nove meses, nove milhões de arquivos foram adicionados ao volume de trabalho do Judiciário.

Antes da Revolução de 1979, o Irã, com uma população de 36 milhões, tinha cerca de 10 mil prisioneiros. Estatísticas divulgadas no ano passado indicam que o Irã tem agora 210.000 prisioneiros.

Autoridades iranianas confirmaram que a população carcerária do Irã está entre as 10 maiores do mundo.

http://mohabatnews.com/en/?p=2677

Suspeitos pela tentativa de assassinato de Malala foram secretamente libertados

Oito dos dez homens supostamente envolvidos no atentado contra a ativista paquistanesa não foram condenados, diz BBC.

LONDRES — Oito dos dez homens supostamente presos por tentativa de assassinato da estudante paquistanesa Malala Yousafzai foram soltos secretamente, informou a rede britânica BBC nesta sexta-feira. Em abril, um tribunal do Paquistão condenou dez militantes do Talibã a penas de prisão de 25 anos por envolvimento no atentado a tiros contra a ativista, em 2012, enquanto ela lutava pelo direito de meninas de frequentar escolas. Fontes revelaram, no entanto, que apenas dois dos homens julgados foram sentenciados.

O segredo em torno do julgamento, que foi realizado a portas fechadas, levantou suspeitas sobre a sua validade. A sentença judicial — vista pela primeira vez nesta sexta-feira mais de um mês após o julgamento — afirma que os dois homens condenados foram os que atiraram em Malala. Inicialmente, acreditava-se que os dois atiradores e o homem que ordenou o ataque tinham fugido para o Afeganistão.

Muneer Ahmed, porta-voz de uma alta comissão paquistanesa em Londres, disse na sexta-feira que os oito homens foram absolvidos por falta de provas. Saleem Marwat, chefe de polícia do distrito de Swat, no Paquistão, onde ocorreu o atentado contra Malala, confirmou em separado que apenas dois homens haviam sido condenados.

Ahmed alegou que a sentença judicial original havia condenado apenas dois homens, atribuindo a confusão a declarações incorretas.

À época, Sayed Naeem, um promotor público em Swat, disse à agência de notícias AP após o julgamento que dez militantes tinham recebido a pena de 25 anos de prisão.

Os relatos de absolvição surgiram após o jornal “Daily Mirror”, com sede em Londres, tentar localizar os dez homens nas prisões do Paquistão.

Várias pessoas, incluindo o líder do Talibã paquistanês Fazlullah, são procurados em conexão com o ataque. Acredita-se que Fazlullah, um pregador ardente de Swat, possa estar escondido no Leste do Afeganistão.

RELEMBRE O ATAQUE

Militantes paquistaneses do Talibã reivindicaram a responsabilidade pelo ataque enquanto Malala viajava da escola para sua casa em Swat, noroeste da capital, Islamabad. Malala ficou gravemente ferida e levada de helicóptero para o Reino Unido para tratamento, onde vive agora. Dois outros estudantes ficaram feridos.

Desde que sobreviveu ao ataque talibã, ela virou um símbolo da luta contra o extremismo e a favor do direito à educação, ganhando o Nobel da Paz em 2014. Malala não pode retornar a sua terra natal por causa do Talibã, que ameaça matá-la e a sua família.

http://oglobo.globo.com/mundo/suspeitos-pela-tentativa-de-assassinato-de-malala-foram-secretamente-libertados-16356603

Estado Islâmico liberta prisioneiros no Iraque

Combatentes do Estado Islâmico que tomaram Ramadi, impondo uma dura derrota ao governo do Iraque e a seus apoiadores ocidentais, reforçaram o controle sobre a cidade, hasteando as bandeiras negras do grupo militante em edifícios importantes e libertando prisioneiros, na tentativa de conquistar a aprovação de moradores da localidade.

Depois da queda de Ramadi no domingo, milicianos xiitas em veículos blindados se deslocaram para uma base próxima para se prepararem para um contra-ataque visando retomar a cidade, que fica a meros 110 quilômetros a noroeste da capital Bagdá.

Testemunhas em Ramadi relataram que os combatentes do sunita Estado Islâmico montaram posições de defesa e plantaram minas terrestres. Eles também foram de casa em casa procurando membros da polícia e das Forças Armadas e disseram que irão criar tribunais baseados na sharia, a lei islâmica. Eles soltaram cerca de 100 prisioneiros do centro de detenção de contra-terrorismo da cidade.

Saed Hammad al-Dulaimi, de 37 anos, que leciona em um escola e permanece em Ramadi, disse: “O Estado Islâmico usou alto-falantes exortando as pessoas que têm parentes na prisão a se reunirem na mesquita principal do centro da cidade para recebê-los. Vi homens correndo para a mesquita para receber os prisioneiros”.

A medida pode se mostrar popular com os locais, que se queixaram de detenções arbitrárias, às quais as pessoas são submetidas com frequência. Sami Abed Saheb, um dono de restaurante de 37 anos, afirmou que o Estado Islâmico encontrou 30 mulheres e 71 homens no centro de detenção. Eles levaram tiros nos pés para ficarem impedidos de fugir quando seus captores fugiram.

Testemunhas disseram que a bandeira negra do Estado Islâmico agora tremula sobre a mesquita principal, prédios do governo e outros edifícios proeminentes de Ramadi.

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/estado-islamico-se-estabelece-no-controle-de-cidade-iraquiana-e-solta-prisioneiros,252be2ac2bde0bfe6b55ed886761871dpngbRCRD.html

Hamas conclama sequestro de soldados israelenses para futuras trocas de prisioneiros

Alto funcionário diz que “nossos filhos todos encaram o sequestro de seus soldados e colonos ‘para serem usados como uma alavanca para a libertação de prisioneiros palestinos.

Um alto funcionário do Hamas na Faixa de Gaza conclamou na quinta-feira o sequestro de israelenses, que seriam trocados por palestinos mantidos pelo Estado judeu.

“Nós dizemos ao inimigo sionista: todos vocês são um alvo para nós e para a resistência, vamos lutar contra vocês até que finalmente nos livremos de vocês e tomemoss muitos cativos quanto possível para libertar os nossos heróis”, disse Khalil al-Haya, cujo movimento islâmico de fato governa o enclave palestino.

“Nossos homens, nossas mulheres, nossos filhos todos encaramos sequestrar seus soldados e colonos, onde quer que estejam”, disse ele, na véspera do Dia dos prisioneiros palestinos marcado para 17 de Abril.

“E é nosso direito, porque não temos outra maneira de libertar os nossos heróis, e é o inimigo sionista responsável por este estado de coisas”, disse Haya a centenas de palestinos.

Palestinos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza se reunem todos os anos em 17 de abril, em solidariedade com os cerca de 6.000 prisioneiros detidos por Israel.

Haya disse que prisioneiros palestinos deveriam “estar certos”, de que os grupos militantes liderados pelo braço militar do Hamas al-Qassam “vão libertá-los como fizeram co vossos irmãos” em 2011, quando Israel libertou mais de 1.000 prisioneiros palestinos em troca de Gilad Shalit, um soldado israelense mantido em cativeiro pelo Hamas há cinco anos.

Ahmed al-Mudalal do movimento Jihad Islâmica prometeu que “a resistência não vai vacilar até que as prisões israelenses estejam esvaziadas de seus prisioneiros palestinos.”

Onze pessoas são presas na Catalunha por recrutar para o Estado Islâmico e planejar ataques

Detenções provam que Barcelona e outros locais poderiam ser alvos de atentados, diz polícia

BARCELONA – Onze pessoas foram presas nesta quarta-feira na Catalunha por suposto envolvimento em uma célula terrorista que recrutava jovens para lutar pelo Estado Islâmico e pretendia realizar atentados na Espanha. Entre os detidos em várias regiões, estão dez homens (e um jovem de 17 anos) e uma mulher. Eles são de Espanha, Marrocos e Paraguai.

Os detidos serão indiciados por pertencimentoa organização criminal com fins terroristas, captação e doutrinação de outros para lutar em zonas de conflito, incitação ao terrorismo e encobrimento dos crimes anteriores. Algumas operações aconteceram em cidade importantes, como Barcelona e Sabadell.

Segundo o conselheiro local de Interior, Ramon Espadaler, cinco do detidos haviam abertamente se convertido ao islamismo durante o processo de radicalização.

— Devemos refletir muito sobre o fato de que cinco são convertidos, quatro espanhóis e um paraguiao. É algo que evidencia a grande capacidade de radicalização. A intenção de atentar na Catalunha já estava provada antes mesmo das detenções.

Comissário-chefe da equipe de elite da polícia local, Josep Lluís Trapero contou que 360 policiais participaram das operações.

— A forma de captar e radicalizar desta célula não era especialmente através das redes sociais nem das mesquitas, e sim de conversas, entre outros. A operação teve muito êxito, mas não podemos baixar a guarda ao jihadismo, muito presente na Catalunha.

O ministro de Interior, Jorge Fernández Díaz, que comentou que uma fundação local teria tido extremistas islâmicos, não comentou a operação.

Nos últimos meses, outras várias operações prenderam dezenas de pessoas na Espanha por crimes semelhantes.

http://oglobo.globo.com/mundo/onze-pessoas-sao-presas-na-catalunha-por-recrutar-para-estado-islamico-planejar-ataques-15811232