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Militância LGBT, homossexuais em países muçulmanos clamam por socorro

Por Andréa Fernandes

          É estarrecedor  o silêncio da grande mídia em relação à perseguição que a comunidade LGBT vem sofrendo em países muçulmanos. Dessa forma, enquanto no Brasil as redes continuam reverberando a polêmica causada pela decisão de um juiz do Distrito Federal outorgando o direito a psicólogos de tratarem homossexuais egodistônicos que solicitem terapia, vergonhosas violações dos direitos humanos  contra  a comunidade gay em países islâmicos vem sendo ocultadas para impedir que a opinião pública global tome conhecimento do sofrimento de seres humanos discriminados e perseguidos por lutarem pelo direito à orientação sexual que lhes apraz em virtude da imposição de normas comportamentais medievais embasadas na sharia (lei islâmica).

          Logo, é difícil compreender o motivo da aguerrida militância LGBT – em sua maioria –  não denunciar estridentemente a abominável ação egípcia de prender 7 homens por portarem a bandeira do arco-íris num show da banda libanesa Mashrou’Leila[1], que tem o vocalista assumidamente homossexual. Como se não bastasse esse condenável ato, a Anistia Internacional acaba de informar que os “presos por promover desvio sexual” nas redes deverão passar por exame anal antes do julgamento. A certeza de ausência de condenação internacional é tão grande que levou a Autoridade de Medicina Forense afirmar que investigará se os presos mantiveram relações sexuais com outros homens.

          Ademais, não faltam denúncias acerca da perseguição que vem sendo promovida por autoridades contra homossexuais  desde o dia 22 de setembro logo após o show da banda libanesa, porém, a situação se torna mais crítica em razão do fundamentalismo religioso abraçado pela população cujo país é falaciosamente chamado de “moderado” numa alusão mentirosa ao inexistente respeito aos direitos humanos. A maior prova do radicalismo generalizado presente no país é a forte pressão popular com apoio da mídia conclamando a “devida punição” dos homens que ousaram desafiar o poder da sharia erguendo uma bandeira que simboliza uma aberração para o Islã ortodoxo.

          Importante ressaltar que formalmente a homossexualidade não é considerada ilegal no Egito, porém, na década de 1990, a polícia intensificou a implementação de duas leis antigas[2]. Logo, a Lei contra a “devassidão”, publicada em 1961serviu para efetuar prisões junto à comunidade LGBT, tendo sido a motivadora para a polícia invadir uma boate no Cairo e prender 52 homens.

          Conforme acontece em outros países muçulmanos, há muita dificuldade no acesso aos dados exatos que retratam a perseguição governamental aos homossexuais, porém, segundo o jornal  New York Times, até o ano de 2016 haviam pelo menos 250 pessoas da comunidade LGBT presas, muito embora algumas instituições de direitos humanos afirmem que a estimativa de encarceramentos pode representar no mínimo o dobro do número de casos que ativistas conseguem documentar.

          Geralmente, o Egito processa homossexuais com base em acusações como “imoralidade” e “devassidão”[3] e os “crimes” podem resultar em prisões de até 8 anos.  As instituições Human Rights Watch e Anistia Internacional apresentaram pedidos de cancelamento do exame anal nos detidos suspeitos de homossexualidade alegando que a prática equivale a “tortura”, porém, o governo não atendeu ao apelo de cunho humanitário.

          Inobstante a caracterização de evidente e inaceitável violação dos direitos humanos, os detidos ilegalmente no Egito não representam o nível máximo de repressão que sofrem homossexuais no mundo muçulmano. Em países como o Irã, a prática homossexual pode resultar em pena de morte por enforcamento sendo este o “fim” de milhares de pessoas que violaram as regras advindas dos escritos sagrados islâmicos.

          Logo, há que se rever a motivação da famosa “Marcha do Orgulho LGBT”, que reuniu uma multidão em SP para defender direitos, criticar o governo Temer e reivindicar Estado laico, mas, estranhamente as críticas a governantes estrangeiros se limitaram aos presidentes dos Estados Unidos e Rússia[4], mantendo-se “silente” quanto aos abusos inomináveis cometidos por Estados totalitários islâmicos. Eleger apenas dois  presidentes para serem criticados quando a Associação Internacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais afirma em relatório que a homossexualidade é crime em mais de 70 países [5]– quando não é criminalizada nos EUA – torna a ação de protesto praticamente inócua.

          Ora, uma das maiores manifestações do país não aproveitar o ensejo de visibilidade gigantesca da opinião pública para propiciar “voz ativa” contra a perseguição e violações de direitos humanos sofrida pela comunidade LGBT no mundo muçulmano beira a uma hipocrisia espantosa e egoísmo injustificável que está muito longe de representar “orgulho” para qualquer ativismo que realmente se preocupa com a dignidade da pessoa humana.

Será que o medo de enfrentar o poder das mesquitas vinculadas ao radicalismo é o motivo real para a covarde omissão no socorro às minorias de gênero em países que seguem piamente os ditames da sharia?

Andréa Fernandes, presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires, é bacharel em Direito, internacionalista, jornalista e Líder do Movimento Nacional pelo Reconhecimento do Genocídio de Cristãos e Minorias no Oriente Médio.

Imagem: https://www.thoughtco.com/what-is-jihad-2004414

[1] http://igay.ig.com.br/2017-09-30/egito-exame-anal.html.amp

[2]https://www.theguardian.com/global-development-professionals-network/2017/apr/03/jailed-for-using-grindr-homosexuality-in-egypt

[3] http://www.foxnews.com/world/2017/09/30/rights-groups-urge-egypt-to-halt-crackdown-on-homosexuals.html

[4] https://brasil.elpais.com/brasil/2017/06/18/politica/1497791801_155683.html

5] http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,ser-homossexual-e-crime-em-mais-de-70-paises-indica-relatorio,70001851321

 

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Pelo menos 20 iranianos foram chicoteados por quebra de jejum no Ramadã

“Pelo menos 20 iranianos foram açoitados por quebrar o Ramadã”, de Fatih Karimov, Trend News Agency , 11 de junho de 2017 (graças à Religião da Paz ):

Pelo menos 20 cidadãos iranianos foram chicoteadas na província de Qazvin, no noroeste do país, devido à quebra do jejum do Ramadã.

Procurador da província de Qazvin, Esmail Sadeghi Niaraki disse que as pessoas mencionadas foram condenadas a multa e chicoteadas devido a comer em público durante as horas de jejum no mês do Ramadã, informou a agência de notícias Irmã, Mehr, em 11 de junho.

Ele ainda disse que até agora 90 pessoas foram presas em Qazvin devido à quebra do jejum do Ramadã, acrescentando que um tribunal especial está revendo os casos ….

Diz-se que, de acordo com a lei no Irã, as pessoas que quebram seus jejuns em público são passíveis de entre 10 a 60 dias de prisão ou 74 chicotadas.

https://www.jihadwatch.org/2017/06/at-least-20-iranians-lashed-for-breaking-ramadan-fast

O Líbano afasta os palestinos. Seus “líderes” concordaram em torná-los prisioneiros. Grupos de direitos humanos silenciosos.

Este artigo, de  The New Arab , descreve com ironia:

Os primeiros blocos de uma parede de isolamento foram erguidos ao redor do maior campo de refugiados palestinos no Líbano esta semana, como um plano entrou em vigor para construir cordões de segurança e torres de vigia em torno de Ain al-Hilweh.

O muro de segurança faz parte de um acordo entre as facções palestinas e as autoridades no Líbano, na tentativa de conter os recentes confrontos entre palestinos dentro do campo e o exército libanês, afirmam oficiais libaneses e palestinos.

O muro de isolamento está pronto para ser concluído nos próximos 15 meses, de acordo com um relatório do site de notícias al-Modon, baseado no Líbano.

“Quatro torres serão construídas”, disse o oficial do Hamas de Ain al-Hilweh, Abu Ahmad Faysal no início do mês, ao Daily Star do Líbano.

Apesar de ser aprovado pela liderança palestina em Ain al-Hilweh , localizado a sudeste da cidade portuária de Sidon, para os milhares que vivem na vida de campo superlotado só vai piorar.

Os palestinos irritados acionaram a mídia social para expressar sua frustração, chamando a torre de vigilâcia de “a muralha da vergonha” e comparando-a com medidas israelenses semelhantes.

Aqueles que residem na borda sul do acampamento manifestaram queixas porque a parede ficaria a apenas 3 metros de distância de suas casas, de acordo com relatórios sobre os planos de construção.

Eles estão literalmente construindo uma prisão ao ar livre. Os residentes não poderão sair sem permissão específica. Já os palestinos libaneses estão sofrendo de discriminação sancionada pelo Estado, e agora as coisas vão piorar.

Mas ninguém pode culpar Israel, então isso simplesmente não é novidade.

O Daily Star (Líbano) mostra que nada mudou para os palestinos há mais de 65 anos – seus chamados “líderes” cortaram seus próprios negócios para ajudar a si mesmos e depois afirmam que as pessoas os apoiam:

Após uma reunião entre o Exército e as facções palestinas na última terça-feira, uma declaração conjunta foi emitida pelo chefe das facções do campo – o primeiro de seu tipo sobre o muro proposto.

De acordo com o comunicado, o chefe das Forças de Segurança Nacional Palestinas no Líbano, o general Sobhi Abu Arab, confirmou que o povo de Ain al-Hilweh ficaria com o Exército enquanto as obras começassem.

Após as reuniões, os funcionários deixaram claro que não havia objeções ao estabelecimento do muro.

O oficial da frente democrática Fouad Othman salientou que a cooperação estava em curso em todos os aspectos da construção. “Não há objeção palestina ao muro” , disse ele ao Daily Star. “Há notas que tivemos em partes do muro,

As mentiras são risíveis, mas são suficientes para convencer as ONGs de que não há nada a ver aqui – mesmo quando os residentes se queixam amargamente.

(H / t Mark)

http://elderofziyon.blogspot.com.br/2016/11/lebanon-walls-off-palestinians-their.html#disqus_thread

Ahok é preso por blasfêmia

Depois de ser perseguido por radicais islâmicos e ser falsamente acusado por blasfemar contra eles, Ahok é julgado e condenado à prisão

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Em um veredicto que surpreendeu a muitos, o tribunal indonésio condenou o governador de Jacarta, Basuki Tjahaja Purnama, mais conhecido como “Ahok”, à dois anos de prisão pelo crime de blasfêmia. A sentença é maior do que os promotores pediram e a notícia foi bem recebida pelos extremistas islâmicos que se reuniram fora do tribunal para comemorar. Muitos partidários choraram. Andi*, uma muçulmana, disse que está com o coração partido. “Ele é um homem tão bom e um grande líder e não se importava com a religião das pessoas; agora ele está preso”, lamentou.

Milhares de policiais estavam nas ruas para evitar confrontos entre os apoiantes e opositores de Ahok. O processo judicial teve apoio político, o que ilustra a crescente intolerância religiosa na nação mais populosa do mundo com maioria muçulmana. De acordo com um colaborador da Portas Abertas, a acusação de blasfêmia tem sido uma arma poderosa nas mãos de grupos radicais. “Se Ahok, sendo governador, não conseguiu escapar das falsas acusações, como os cidadãos comuns vão conseguir?”, questiona.

A princípio, a condenação sugerida para o cristão de origem chinesa seria de dois anos de liberdade condicional com um possível período de um ano de prisão, caso cometesse algum crime durante a condicional. Essa recomendação de sentença foi dada, levando em consideração suas “contribuições significativas” para a capital indonésia. O juiz, no entanto, mudou o artigo do Código Penal ao julgar o caso.

O juiz-chefe, Dwiarso Budi Santiarto, disse ao tribunal: “Verificou-se que o Sr. Purnama, de forma legítima e convincente, conduziu um ato criminoso de blasfêmia, e por isso impomos a ele dois anos de prisão. Como parte de uma sociedade religiosa, o réu deve ter cuidado para não usar palavras com conotações negativas sobre os símbolos das religiões, incluindo a religião do próprio réu”. O governador foi detido logo após a leitura do veredito. Seu vice, Djarot Saiful Hidayat, governará Jacarta até o mês de outubro, quando terminaria seu mandato.

Grupos islâmicos disseram que vão pedir uma sentença ainda mais severa, pois consideraram a prisão de dois anos muito leve. Segundo a lei indonésia, a blasfémia é punível com até cinco anos de prisão. De acordo com Frankfurter Allgemeine, um jornal alemão, a decisão do tribunal foi uma “vitória para os defensores do islamismo político” e pode impulsionar as eleições presidenciais de 2019 a acontecer sob a crescente influência do islamismo radical. Ore pela Igreja Perseguida na Indonésia.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2017/05/ahok-e-preso-por-blasfemia

Etiópia: meninas cristãs são condenadas a um mês de prisão

Elas foram detidas logo após distribuírem livros cristãos escritos por um autor muito conhecido que fazia críticas ao islamismo; as famílias ficaram espantadas com o veredito do juiz.

Três adolescentes cristãs tiveram que comparecer a um Tribunal Etíope para responder às acusações de “violência religiosa”. As meninas cujos nomes foram informados somente como Eden* (15), Gifti* (14) e Mihiret* (14), juntamente com Deborah*, uma garota mais velha, foram presas após distribuírem livros cristãos escritos por um autor muito conhecido que fazia críticas ao islamismo.

Em uma breve audiência, o juiz condenou as quatro a um mês de prisão, depois de pedir ao promotor para apresentar as devidas provas. De acordo com um dos colaboradores da Portas Abertas, as meninas serão transferidas para uma prisão maior, numa cidade conhecida por Gelemiso, para cumprir pena entre os criminosos comuns, mesmo que três delas tenham idade inferior a 18 anos.

O juiz permitiu um apelo, que só poderá ser feito após a transferência. As famílias ficaram espantadas com o veredito do juiz. Muçulmanos locais disseram que o livro é um “insulto ao islã” que, inclusive, inspirou o ataque a uma igreja. A Etiópia ocupa o 18º lugar na atual Classificação da Perseguição Religiosa e está entre os países onde o cristianismo é rejeitado e muito hostilizado. Ore por essa nação.

*Nomes alterados por motivos de segurança.

Juntos pela África
Os cristãos de alguns países da África Subsaariana enfrentam uma das piores perseguições de sua história. No dia 11 de junho, data escolhida para o Domingo da Igreja Perseguida 2017, juntos faremos mais pelos nossos irmãos dessa região.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2017/01/meninas-cristas-sao-condenadas-a-um-mes-de-prisao

Segunda audiência de Yousef Nadarkhani e outros três cristãos

Eles foram acusados de agir contra a segurança nacional e agora estão sendo julgados pela justiça iraniana, mas o único crime deles é seguir a Cristo.

Aconteceu ontem a segunda audiência de quatro cristãos iranianos: Yousef Nadarkhani, Yasser Mossayebzadeh, Saheb Fadaie e Mohammad Reza Omidi. Nada de concreto foi decidido até agora. Segundo as autoridades, eles foram acusados de “agir contra a segurança nacional” e estão presos desde o dia 13 de maio. A primeira audiência aconteceu no dia 15 de outubro.

Não houve nenhum veredito após a audiência. Sabe-se que a sentença máxima é de 6 anos de prisão. Nadarkhani já esteve preso anteriormente por quase três anos pelo crime de apostasia e já enfrentou a sentença de morte, antes de sua liberação em 2012.

Em outubro, Mossayebzadeh, Fadaie e Omidi foram sentenciados também a 80 chicotadas cada um. Haverá, porém, um recurso contra esta audiência no dia 9 de fevereiro de 2017. Omidi já foi condenado 2 vezes, se houver uma terceira condenação ele poderá ser executado.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/12/segunda-audiencia-de-yousef-nadarkhani-e-outros-tres-cristaos

Cazaquistão: cristão cumpre pena de 2 anos em razão de sua fé

“Enquanto trabalhava, ele distribuía materiais evangelísticos e pregava o evangelho; ao que parece, alguma pessoa do governo ‘não gostou’ de suas ações e o denunciou”.

Yklas Kabduakasov é um cristão cazaque que está cumprindo uma pena de 2 anos. Em agosto de 2014, ele foi preso por supostamente “incitar o ódio” em seu país, praticando uma “religião extremista”, no caso o cristianismo, e por “distribuir materiais religiosos ilegalmente”. Yklas tem 54 anos, é casado e tem 8 filhos. Atualmente, sua família vive da ajuda de outros cristãos.

“É tão óbvio que o caso do Yklas foi ‘fabricado’ pelos policiais. Segundo as investigações tendenciosas, ele estava em um apartamento alugado em Astana, capital do país, onde realizava palestras para estudantes de uma Universidade e ali ‘incitou o ódio’ contra o islamismo. Ele é conhecido como uma pessoa sincera e piedosa e também era um bom trabalhador”, comenta um dos colaboradores da Portas Abertas.

Ainda segundo o colaborador, Yklas era ex-boxeador, trabalhava como segurança em um canteiro de obras e era um fiel seguidor de Cristo. “Enquanto trabalhava, ele distribuía materiais evangelísticos e pregava o evangelho. Ao que parece, alguma pessoa do governo ‘não gostou’ de suas ações e o denunciou”, diz. Interceda por ele e pela igreja no Cazaquistão. 

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/11/cristao-cumpre-pena-de-2-anos-por-seguir-a-cristo

Mulher britânica “presa em Dubai depois de relatar estupro”

Uma mulher britânica foi acusada de ter relações sexuais extra-conjugais em Dubai depois de relatar que foi estuprada, de acordo com um grupo de aconselhamento jurídico baseado no Reino Unido.

O grupo “Detained in Dubai” disse que a mulher foi presa depois de ter noticiado o estupro por dois homens britânicos.

Ela disse que foi libertada sob fiança, mas seu passaporte foi confiscado.
O Ministério das Relações Exteriores disse: “Estamos apoiando uma mulher britânica em relação a este caso e permaneceremos em contato com sua família.”
A mulher supostamente foi atacada por dois homens de Birmingham, enquanto estava em férias.

De acordo com “Detained in Dubai”, os alegados agressores não tiveram nenhuma acusação contra eles.

No entanto, segundo relatos de jornais, os dois homens também tiveram seus passaportes confiscados.

Entende-se que o Ministério dos Negócios Estrangeiros apoia os dois homens e está em contacto com as suas famílias.

“Detained in Dubai”disse que a mulher pode enfrentar julgamento pelas acusações – para as quais as punições possíveis incluem prisão, deportação, flagelação e até lapidação e morte.

Radha Stirling, fundadora e diretora de “Detained in Dubai” disse que os Emirados Árabes Unidos tinham uma longa história de penalizar as vítimas de estupro.

“Temos estado envolvidos com vários casos no passado, onde isso aconteceu, e trabalhamos com os advogados e as famílias e temos feito campanha para mudar atitudes na polícia e no judiciário.

“Casos recentes … mostram que ainda não é seguro para as vítimas relatar esses crimes à polícia sem o risco de sofrer uma dupla punição”

http://www.bbc.com/news/uk-38013351?SThisFB

Argélia: mais um cristão é preso por blasfêmia

Cada vez mais o islã tem se tornado visível para os argelinos; aqueles que se convertem ao cristianismo enfrentam grande pressão da sociedade.

Recentemente, mais um cristão foi sentenciado a cinco anos de prisão por blasfêmia. Uma equipe de advogados está prestando assistência em seus apelos judiciais. Cada vez mais o islã tem se tornado visível no governo da Argélia, o 37º país na atual Classificação da Perseguição Religiosa. A liberdade dos cristãos argelinos está cada vez mais comprometida.

A igreja no país é jovem e quase todos os cristãos são de origem muçulmana. Aqueles que abandonam o islã para seguir o cristianismo enfrentam grande pressão por parte da família e da sociedade, além de serem ameaçados por grupos extremistas islâmicos. Embora o governo esteja investindo contra a militância islâmica, seus líderes políticos usam a religião para punir os cristãos.

Os líderes de igrejas na Argélia tentam preparar os cristãos para a realidade da perseguição, mas é um processo lento e difícil. Quem decide seguir a Jesus Cristo não é livre para frequentar cultos ou reuniões entre irmãos e precisa ter uma vida religiosa secreta para evitar diversos problemas e fugir dos conflitos.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/11/mais-um-cristao-e-preso-por-blasfemia

Mais nove cristãos são presos no Sudão

Muitos cristãos têm sido levados ao tribunal por causa de sua fé e essa é uma tendência para o futuro; historicamente, o islã está enraizado na sociedade e o governo tem restringido não só a liberdade de religião, mas de expressão

Nesse mês, o governo sudanês prendeu dois pastores e outros sete cristãos por se recusarem a entregar a escola que dirigiam às autoridades estaduais. A polícia invadiu a Instituição, conhecida como “Escola Primária Evangélica em Madani”, que fica no estado de Al Jazirah. Entre os detidos estava o pastor e diretor Samuel Suliman e o pastor Zakaria Ismail, responsável pelo Presbyterian Evangelical Church no Sudão. Pouco tempo depois, ambos foram libertados sob fiança. Não há notícias sobre os demais.

Para os seguidores das atuais tendências no Sudão, a prisão desses cristãos não é uma surpresa. O regime de Omar al-Bashir, presidente desde 1989, tem perseguido a igreja no país há longa data. Muitos cristãos têm sido levados ao tribunal por causa de sua fé e essa é uma tendência para o futuro. O Sudão não ocupa o 8º lugar na atual Classificação da Perseguição Religiosa à toa. Historicamente, o islã está enraizado na sociedade. O governo tem restringido não só a liberdade de religião, mas de expressão, impondo o islã e também a cultura dos muçulmanos a todos.

Esse ano, o número de detenções a cristãos sem acusação aumentou consideravelmente. Normalmente, as alegações são de crimes de espionagem e ameaça à segurança do Estado. Igrejas têm sido demolidas por ordem judicial e a perseguição religiosa parece crescer a cada dia. Um cristão perseguido sudanês que já enfrentou várias prisões, disse em certa ocasião: “Não deixe a perseguição surpreender você, antes disso seja corajoso e prepare-se. Concentre-se na certeza de que Cristo nunca vai te abandonar. A nossa família é muito grande e estamos espalhados pelo mundo, vamos nos unir em oração. Sejamos fortes para cumprir o nosso ministério”, conclui.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/10/mais-nove-cristaos-sao-presos-no-sudao