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Facebook manteve vídeos do Estado Islâmico no site por três anos, apesar de alegar reprimir conteúdo de ódio

Apesar das repetidas críticas à gigante das mídias sociais por não proteger os usuários, o infame filme Cubs Of The Califates publicado em março de 2015 foi um dos vários que ainda podiam ser vistos até a semana passada.

O Facebook alega ter reprimido o conteúdo de ódio, mas o vídeo e outras propagandas repugnantes da ISIS não foram removidos até uma queixa detalhada do Mail. Milhares de usuários assistiram ao vídeo, que mostra um garoto – na foto – matando um adolescente como refém.

Outro material do EI que esteve no Facebook por mais de dois anos inclui terroristas mascarados realizando decapitações em massa de cristãos e homens de guerra alertando: ‘Você não terá segurança, mesmo em seus sonhos, até abraçar o Islã‘.

 Um tutorial de fabricação de bomba usado pelo terrorista no Manchester Arena  foi repetidamente carregado. Especialistas temem que haja uma tentativa deliberada de usar o Facebook para atingir potenciais recrutas jihadistas britânicos. O ex-chefe de contraterrorismo do Reino Unido, Sir Ivor Roberts, disse que o fracasso em derrubar os vídeos foi “assustador e indesculpável”.

Ele pediu à Secretaria do Interior que tome medidas urgentes e sugeriu que um fator importante é a recusa do Facebook em usar a tecnologia que impede que vídeos extremistas sejam republicados repetidamente.

Apesar de uma avalanche de críticas sobre seu alegado fracasso em proteger os usuários, o Facebook recentemente anunciou seus “passos significativos” para encontrar e remover grandes quantidades de propaganda islâmica. Ele insiste que a “grande maioria” da propaganda terrorista é removida automaticamente, sem a necessidade de alguém denunciá-la primeiro.

Mas no mês passado o Mail achou fácil acessar uma série de vídeos horríveis, incluindo aquele em que um garoto, com cerca de dez anos, executa um israelense-árabe de 19 anos acusado de ser um agente do Mossad.

Um vídeo de 29 minutos mostrando o tiroteio e a decapitação de cristãos por uma afiliada do ISIS na Líbia estava no Facebook desde abril de 2015.

Sir Ivor, ex-chefe de contraterrorismo do Ministério das Relações Exteriores e agora assessor do Projeto Contra o Extremismo, disse: “A recente série de desculpas e garantias do Facebook de que tomarão medidas para proteger seus usuários é claramente uma notícia falsa.

A existência deste vídeo no Facebook por três anos prova que eles não estão fazendo tudo o que podem para proteger os usuários e impedi-los de ver conteúdo extremista.

Este é apenas um dos muitos vídeos que os pesquisadores do Projeto Counter-Extremism identificaram.

É bem sabido que o Estado Islâmico visa especificamente a Grã-Bretanha para possíveis recrutas. É assustador e indesculpável que, independentemente do que o Facebook esteja dizendo publicamente, nossa pesquisa mostra que extremistas neste país ainda podem ser radicalizados dessa forma.

A auto-regulação não funciona e o novo ministro do Interior do Reino Unido, Sajid Javid, deve manter-se firme e impor regulamentos a essas empresas.”

O Facebook afirmou que novos métodos estavam rapidamente detectando e removendo tal propaganda.

Ele removeu quase 1,9 milhão de itens relacionados ao terror nos primeiros três meses deste ano. Mas a empresa, que vale bilhões, emprega apenas 200 funcionários para eliminar esse material.

Um porta-voz do Facebook disse: ‘Nós trabalhamos agressivamente para tornar o Facebook um lugar hostil para os terroristas e para combater o extremismo na plataforma. Os vídeos reportados a nós pelo Daily Mail foram removidos. ‘

Com imagem e informações Daily Mail

Folheto entregue numa mesquita em Londres ensina muçulmanos a matar todos os que insultam o profeta

A polícia lançou hoje uma investigação de crimes de ódio após descobrir um livreto dizendo que aqueles que insultam o Islã “devem ser mortos”. O livreto teria sido entregue em uma mesquita de Londres.

O folheto aponta para um manual clássico da lei islâmica para justificar assassinatos sem esperar por decisões judiciais e ensina que apóstatas “merecem ser assassinados”.

O livreto aborda o caso de Mumtaz Qadri, um fanático que assassinou um governador no Paquistão em 2011 por causa de seu apoio às reformas liberais para rigorosas leis islâmicas do país.

A propaganda diz que “todos os muçulmanos devem apoiar” Qadri e que ser um “figurão” não impede alguém de ser um apóstata que deve enfrentar a morte.

Leia mais: http://tundratabloids.com/2016/10/uk-east-london-mosque-tells-muslims-to-kill-all-those-who-insult-mohamed/

Now ISIS show off their SHOPPING MALLS filled with Western products including Head&Shoulders and Kinder Eggs in latest propaganda stunt to entice new recruits Read more: http://www.dailymail.co.uk/news/article-3166788/David-Cameron-warns-threat-ISIS-glamour-propaganda-ISIS-shopping-mall-Eid-celebrations-Iraq.html#ixzz3gLMYqzsT Follow us: @MailOnline on Twitter | DailyMail on Facebook

  • ISIS appears keen to showcase the range of products on offer in Iraq 
  • David Cameron is set to make a speech warning about ISIS dangers
  • The shopping mall appears to be located in the ISIS held city of Mosul 

With the start of Eid celebrations, the depraved jihadi militants of ISIS have released a new set of propaganda photos to show off their seemingly well stocked shopping malls in Iraq.

The impressive mall appears to be in the Iraqi city of Mosul, situated in the province of Nineveh.

Filled with western products like Head & Shoulders shampoo and Mars bars, the mall photos appear to be the group’s latest propaganda stunt in an attempt to draw in new recruits.

However, the reality remains that few jihadis would be able to do their daily shop at the mall with ISIS paying only a measly basic monthly wage for food and supplies.

An array of European chocolate allegedly appears on sale, with fighters regularly posting their favourite treats on social media 

Que perigo traz a aliança entre Estado Islâmico e Boko Haram?

Recentemente, o grupo autodenominado “Estado Islâmico” (EI) aceitou formar uma aliança com o Boko Haram, da Nigéria. Mas o ato foi apenas simbólico ou o pacto eleva as ameaças de jihadismo ao redor do mundo?

“Definitivamente, a ameaça agora é muito maior”, afirma o jornalista da BBC Hausa (parte do serviço africano da BBC) Aliyu Tanko, que acompanha de perto a atuação do grupo africano.

Na opinião de Tanko, a aliança significa uma nova “porta de entrada” para o jihadismo.

Ou seja, aqueles que estão dispostos a lutar em prol dos extremistas islâmicos têm agora a opção de ir para o norte da Nigéria.

Já o porta-voz do EI, Abu Mohadmed Al-Adnani, em uma gravação divulgada na quinta-feira para informar que o grupo aceitava o juramento de lealdade do Boko Haram, classificou a aliança como “uma nova porta para emigrar à Terra do Islã e do combate”.

E, com isso, ele anunciou que o califado, o sistema de governo organizado em torno de um califa por meio do qual o EI pretende apagar as fronteiras atuais e redesenhar os mapas, passará a se estender até a África Ocidental.

Intercâmbio difícil

Especialistas dizem que aliança pode soar como convocatória a jihadistas.

Mas especialistas entrevistados pela BBC afirmam ser improvável que a aliança se materialize com intercâmbio de jihadistas ou troca de informações para a realização de ataques.

Milhares de quilômetros ─ e muitas fronteiras ─ dividem Mossul, bastião do EI no norte do Iraque, e Gwosa, quartel-general do líder do Boko Haram, Abubaker Shekau, na Nigéria.

“E além de distantes, são dois cenários completamente diferentes”, diz Jesús Díez Alcalde, do Instituto Espanhol de Estudos Estratégicos, órgão ligado ao Ministério da Defesa da Espanha.
Embora ambos os grupos compartilhem de uma visão salafista e fundamentalista do Islã, “Iraque e Síria são árabes e na Nigéria predominam as etnias negras”, diz Alcalde.

“Por isso acredito que seja difícil o intercâmbio em termos práticos”, acrescenta.
No entanto, na semana passada, o presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, disse que militantes do Boko Haram estavam viajando a campos de treinamento do Estado Islâmico.

Em declarações à rádio pública Voice of America, dos Estados Unidos, Jonathan não especificou em quais países se encontram esses campos.

“Você pode criar todos os cenários possíveis e especular”, disse à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, Aminu Gamawa, advogado e analista especializado em jihadismo baseado em Washington. Gamawa avalia que, até agora, há pouca evidência do impacto dessa aliança.

Ele se refere a teorias como a que supõe que o território controlado pelo Boko Haram no norte da Nigéria, nos arredores do deserto do Saara, facilitaria um intercâmbio de armas e de militantes em toda a Líbia.
“Não está claro como será organizada a relação entre os dois grupos e se uma rede será realmente formada.”

Aliança ou colaboração ocasional?

Na Nigéria, Abubaker Shekau lidera insurgência de milhares de combatentes

Gamawa acrescenta que, ao jurar lealdade ao líder do EI, Abubaker Al-Baghdadi, também conhecido como califa Ibrahim, o chefe do grupo extremista mais forte na África vai obedecer às suas ordens.

Abubaker Shekau, do Boko Haram, lidera uma insurgência de milhares de combatentes, cerca de 9 mil, segundo o especialista de segurança Tom Keatinge ─ com uma receita líquida anual estimada em US$ 1 milhão (R$ 3,2 milhões). O grupo começou a se rebelar em 2009 e ganhou notoriedade com o sequestro de mais de 200 meninas em Chibok. As meninas foram raptadas em abril do ano passado e ainda permanecem desaparecidas.

“Além disso, é preciso ter em mente que o Boko Haram se dividiu em diferentes facções”, acrescenta Gamawa.
O instituto de pesquisa com sede em Bruxelas Internacional Crisis Group estima que são seis os subgrupos e que eles operam com grande autonomia em todo o norte e centro da Nigéria.

Nesse sentido, Alcalde, do Instituto Espanhol de Estudos Estratégicos, não acredita que o EI vai dizer ao Boko Haram como e onde atacar, muito mais pelas dificuldades pragmáticas do que por uma improvável submissão de Shekau a Al-Baghdadi.

Apoio à Propaganda
Boko Haram ganhou notoriedade mundial com sequestro de mais de 200 meninas, que permanecem desaparecidas
Ambos os especialistas e Jonathan Hill, analista do King’s College de Londres, também entrevistado pela BBC Mundo, destacam que o maior impacto da união entre os dois grupos será verificado pela ótica da propaganda.

Para Hill, na verdade, é essa a razão que levou o Boko Haram a jurar fidelidade ─ e o EI a aceitá-la.

“O Boko Haram busca atenção em um momento que está sob pressão do Exército nigeriano” e seus aliados, diz ela.
“Além disso, (o grupo) busca atrair os holofotes para a África Subsaariana, uma região muito menos midiática do que o Iraque ou a Síria, apesar de o saldo de mortos também ser muito alto.”

“Ao unir-se ao EI, o Boko Haram ganha visibilidade, já que passa a poder se apresentar como algo muito maior”, acrescenta.

“E o EI, por sua vez, consegue manter o momentum quando o combate contra o jihadismo começa a ganhar força no Iraque.”

De acordo com especialistas entrevistados, aliança fortalece máquina de propaganda do jihadismo
Alcade concorda com Hill. Ele argumenta que ambos os grupos vivem um momento de relativo enfraquecimento e que esse foi um dos motivos para a união.

Em 18 de janeiro deste ano, antes mesmo da oficialização do pacto, a união entre o EI e o Boko Haram já dava frutos. Nasceu no Twitter o primeiro perfil oficial do grupo extremista africano. Rapidamente, ganhou a adesão de várias contas do Estado Islâmico.

Como resultado, os vídeos do Boko Haram passaram a ser produzidos de forma mais sofisticada, uma indicação da colaboração do EI, segundo os especialistas.

“Eles querem mostrar que a expansão jihadista não tem limites”, diz Alcalde.
Para o especialista espanhol, mesmo que a união “dos dois grupos jihadistas mais sanguinários da atualidade” seja simbólica, ela agrava a ameaça.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/03/150317_boko_haram_ei_alianca_lgb

AL-QAEDA E ESTADO ISLÂMICO “DISPUTAM LIDERANÇA TERRORISTA”, DIZ ESPECIALISTA

“Atentado espetacular no Ocidente” pode ser trunfo para vencer a disputa.

O secretário de Estado espanhol de Segurança, Francisco Martínez, declarou na quarta-feira (11) que existe uma disputa entre a Al Qaeda e o Estado Islâmico para conseguir “a liderança terrorista através de um atentado espetacular no Ocidente que produza um efeito propagandístico”

http://noticias.r7.com/internacional/fotos/al-qaeda-e-estado-islamico-disputam-lideranca-terrorista-diz-especialista-12032015#!/foto/1

ESPECIALISTAS DIZEM QUE LEALDADE DO BOKO HARAM AO ESTADO ISLÂMICO É BOA PROPAGANDA

Para Estado Islâmico, é uma chance de se mostrar como em expansão, diz especialista.

Boko Haram enfrenta ofensiva coordenada de vários exércitos da região.

A lealdade jurada pelo grupo islâmico nigeriano Boko Haram ao Estado Islâmico (EI) é, acima de tudo, uma operação de propaganda proveitosa para ambos, mas há o risco de que evolua para uma verdadeira cooperação, consideram especialistas consultados pela agência France Presse.

Ao anunciar, em uma gravação no sábado, sua “lealdade ao califa dos muçulmanos”, o chefe do Boko Haram, Abubakar Shekau, concluiu uma manobra de aproximação dos dois movimentos jihadistas iniciada há tempos.

“É algo que se formava há ao menos nove meses”, afirma à AFP Peter Pham, diretor do programa África do centro de reflexão Atlantic Council de Washington. “De fato, os dois grupos precisam disso. Ambos necessitam de um esforço de propaganda para manter a moral de suas tropas, que sofrem derrotas em suas campanhas militares”, acrescenta.

“Para o EI, é uma chance de se apresentar como em expansão, de aumentar seu prestígio, de ser considerado inevitável. Está na defensiva no Iraque e na Síria, isso lhe permite se apresentar como se estivesse se espalhando a outras áreas”, estima o especialista.

“Para o Boko Haram também é uma vitória de propaganda num momento em que enfrenta uma ofensiva coordenada de vários exércitos da região. E, para isso, a única coisa que precisa é de uma câmera e de uma conexão à internet”, explica Pham.

Ayman al-Tamimi, do grupo de reflexão Middle East Forum, considera que o EI vai “poder reforçar o conceito de expansão contido em seu slogan ‘baqiya wa tatamaddad’ (‘se manter e crescer’), o que não pôde fazer na Síria e no Iraque nos últimos meses”.

Uma nova província?

No entanto, vários especialistas afirmam que é preciso observar se o EI vai aceitar esta lealdade e reconhecer o Boko Haram como uma de suas “províncias”. Estas são até agora 25 em Síria, Iraque, Líbia, Iêmen, Argélia, Arábia Saudita, Egito, Afeganistão e Paquistão.

“O Boko Haram jurou lealdade, mas que eu saiba ainda não pediu para se converter em uma nova província do EI”, comenta Morten Boas, professor da universidade de Oslo.

“Especialmente porque o Boko Haram já havia anunciado a criação de um califado em suas terras, e só pode haver um califado. Se forem sérios, devem pedir para se converter em uma província. E lembrem que a organização já jurou lealdade no passado à Al-Qaeda”, acrescenta.

“Por enquanto, o Boko Haram se utiliza disso para tentar se apresentar como mais poderoso do que realmente é”, afirma. “E isso é uma arma, já que, assim como o grupo EI, eles conseguiram conquistar territórios porque os soldados que estavam no front tinham medo e fugiram”.

Preparar o terreno

No entanto, no longo prazo, esta relação pode levar a um reforço dos dois grupos e a um aumento do controle geográfico do califado. O juramento de lealdade pode aproximar o Boko Haram a grupos fiéis ao EI na Líbia, com os quais já estão em contato através das redes de contrabando de armas que atravessam o Sahel, afirmam os especialistas.

“Isso pode preparar o terreno para uma colaboração mais estreita entre o Boko Haram e o EI na Líbia, embora no longo prazo. E então seria verdadeiramente perigoso”, considera Morten Boas.

“E também existe a possibilidade de que combatentes procedentes da África do Norte, que se unem até agora ao EI depois de terem sido treinados na Líbia, optem por fortalecer as fileiras do Boko Haram”, acrescenta Peter Pham.

Em um relatório publicado nesta segunda-feira, o centro de reflexão nova-iorquino Soufan Group estima que o “Boko Haram pode obter do EI armas e instrutores, mas a principal vantagem será a utilização de uma máquina de propaganda que o EI desenvolveu à perfeição”.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/03/lealdade-do-boko-haram-ao-estado-islamico-e-propaganda-benefica.html