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ONG americana denuncia crimes contra homossexuais na Chechênia

HELSINQUE — A ONG pró-direitos humanos Human Rights Campaign (HRC) projetou frases no palácio presidencial em Helsinque, na Finlândia, horas antes da cúpula entre Trump e Putin, para denunciar atrocidades contra homossexuais na Chechênia.

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Chechênia prende 100 e mata três ‘suspeitos de homossexualidade’

“O mundo inteiro está assistindo”, “O silêncio mata”, “#OsOlhosSobreAChechênia, “Julgue os agressores” e “Trump e Putin, coloquem um ponto final nos crimes contra a humanidade na Chechênia” foram as denúncias que iluminaram uma parede do local do encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia nesta segunda-feira.

Militantes da organização americana instalaram um projetor na frente do palácio neste domingo, ao mesmo tempo em que o avião de Trump pousava no aeroporto internacional da capital finlandesa.

— Denunciamos a recusa da administração (dos EUA) para lidar com as atrocidades de Vladimir Putin contra chechenos homossexuais — disse à “AFP” o porta-voz da ONG, Chris Sogro.

As ONGs frequentemente alertam sobre as perseguições contra os homossexuais na república russa da Chechênia, cuja população é majoritariamente muçulmana. As autoridades e grupos criminosos amparam sequestros e torturas, assim como “crimes de honra” que ocorrem dentro da mesma família.

Com imagem e informações O Globo

Britânicos protestam contra Israel, mas se calam contra “epidemia das facas” que assola Londres

Por Andréa Fernandes

Dando continuidade ao apoio inconsciente à agenda jihadista contra os judeus e o Ocidente outrora cristão, os “infiéis britânicos” protagonizaram mais um “show de bizarrice” ao promover um protesto em frente à residência oficial da primeira-ministra britânica condenando Israel[1] por defender suas fronteiras contra ataques palestinos durante incidentes violentos provocados em obediência às ordens do grupo terrorista Hamas que conclamou a “marcha do retorno[2] visando causar arruaças na fronteira usando a população civil a fim de infiltrar terroristas no território israelense, além de perpetrar ataques terroristas contra os soldados em prontidão.

Milhares de britânicos atenderam ao convite dos organizadores do evento em Londres, a saber: Fórum Palestino na Grã-Bretanha, Campanha de Solidariedade Palestina, Coalizão Pare a Guerra, Amigos de al-Aqsa, Associação Muçulmana da Grã-Bretanha e várias outras organizações.

Abdul Rahman Tamini, porta-voz do Fórum Palestino da Grã-Bretanha exortou à chanceler Teresa May a parar imediatamente de armar o exército israelense, sem se importar, é lógico, com as exportações de armas para algumas ditaduras totalitárias islâmicas que utilizam o armamento para massacrar seus irmãos muçulmanos em conflitos variados. E para garantir uma “aristocrática submissão”, o evento antissemita contou com a participação da baronesa Jenny Tonge, a qual verbalizou sentir “vergonha” pelo que estava acontecendo em Gaza, criticando, ainda, seus colegas da “Câmara dos Lordes”, que segundo ela, manifestam relutância  em tomar medidas apropriadas para “impedir os massacres cometidos contra os palestinos”.

Alto lá! A baronesa fala de “vergonha” quanto ao “uso da força” por soldados israelenses que abateram pelo menos 10 jihadistas integrantes de grupos terroristas em Gaza e outros elementos que usaram de violência para violar a fronteira objetivando cumprir o comando destrutivo do líder do Hamas. No entanto, causa-me espécie o pronunciamento arrogante da sra. Tonge, que se preocupa com as medidas de segurança de um Estado soberano para impedir ataques terroristas aos seus nacionais, mas não se pronuncia publicamente sobre a real “vergonha” que não lhe “envergonha”, ou seja, o pronunciamento do prefeito muçulmano de Londres declarando nova política de “controle de facas” para tentar acabar com “epidemia de esfaqueamentos”[3]. Se Israel não se defendesse do ódio promovido pelas lideranças palestinas, certamente os “pacifistas palestinos” da “marcha do retorno” que portavam “singelos machados” na fronteira teriam a mesma ação jihadista dos “esfaqueadores londrinos“.

Como sou sabedora do silêncio da imprensa brasileira sobre os acontecimentos dentro das “fronteiras do Reino Unido”, cumpre noticiar que o prefeito londrino Sadiq Khan anunciou na sexta-feira a criação de uma “força-tarefa” de 120 policiais encarregada de livrar os espaços públicos de “indivíduos pacíficos” munidos de facas. Khan foi obrigado a abandonar a estratégia previamente acordada com as esquerdas de acusar de “racistas” e “islamofóbicos” aqueles que defendiam a ideia de revistar suspeitos.

O prefeito muçulmano percebeu que o discurso acusatório falacioso não mais se sustentava tendo em vista o aumento dramático nas taxas de homicídio, realidade esta observada pelo Parlamento, que também pretende adotar severa legislação de “controle de facas”, e há expectativa que o governo do Reino Unido proíba a venda de facas “on line” e entregas de facas domésticas, bem como deve tornar ilegal a posse de determinados objetos cortantes. Nesse momento, creio que o leitor também se sinta invadido por aquele sentimento estranho de “vergonha alheia”, não? A baronesa observando o “quintal alheio” enquanto o seu próprio povo está sendo exterminado por “facas afiadas” pelo covarde multiculturalismo europeu. Coisas de Europa Ocidental…

Bem que a baronesa poderia cobrar posição da “Câmara dos Lordes” sobre essa “epidemia das facas”! Porém, se as vítimas britânicas do caos caminham em direção ao matadouro sem reclamar, por que uma frívola aristocrata se preocuparia? Fica mais fácil se intrometer em conflito alheio para desviar o foco das desgraças internas…  Aliás, seria um erro imperdoável não citar a presença de um membro da cúpula do Partido Trabalhista, o “antissemita de carteirinha” Jeremy Corbyn, que discursou representando o partido confirmando solidariedade à Gaza, rejeição ao uso da força por Israel contra os manifestantes e condenação do silêncio da comunidade internacional sobre o que denomina “crimes cometidos pela ocupação israelense”.

Jeremy Corbyn e seu partido eram realmente “necessários” para que o evento expressasse o “ápice do antissemitismo” representado pela aliança islâmico-comunista. Afinal, o jornal “Sunday Times” apresentou recentemente relatório denunciando que doze importantes membros da cúpula do Partido Trabalhista no Reino Unido divulgavam conteúdo antissemita em grupos do Facebook, sendo certo que foram identificadas mais de 2 mil mensagens racistas, antissemitas, misóginas, violentas e abusivas em 20 grupos que totalizam 400 mil integrantes, grupos estes de acesso restrito e que apoiam o sr. Corbyn[4].

Nem mesmo parlamentares do partido foram poupados dos “crimes de ódio”: a deputada judia Luciana Berger foi chamada de “sionista vil”, e ainda pediram: “livre-se desse câncer”. Isso lembra discursos nazistas? Mas tem mais… Jonathan Arkush, chefe do Conselho de Diretores, foi chamado de “judeu sionista bandido”. O nome do grupo no Facebook é “Jeremy Corbyn, o Verdadeiro Socialismo”, o que me leva a refletir: Seria o “verdadeiro socialismo” uma face tácita do antissemitismo? Penso que na perspectiva dos mediadores do grupo e um número não preciso de seguidores, sim.

Dessa forma, daria para esperar outra postura de um líder de partido antissemita? Esse é o “aliado infiel” mais querido do jihadismo que engoliu o Reino Unido e transformou sua capital em “Londonistão”. Graças aos “antissemitas politicamente corretos” que circulam pelo parlamento apoiando discursos de ódio contra Israel, centenas de britânicos se uniram ao Estado Islâmico e outros grupos terroristas na Síria e Iraque, pois, onde o ódio contra judeus impera, o extremismo islâmico se estabelece.

Eis o “padrão” adotado pelo Reino Unido: Deve ser condenado e punido um Estado que mata cerca de 30 jihadistas que tentam invadir seu território atendendo ao pedido de um líder terrorista gritando “vamos erradicar as fronteiras, arrancaremos seus corações e rezaremos em Jerusalém[5]”, inobstante imagens claras de agressores usando armas variadas no ataque, inclusive, coquetéis molotov e explosivos. A bandeira ostentando símbolo nazista e os gritos de “morte aos judeus” também não contam…

Porém, a “ideologia islâmica” que alimentou os 200 terroristas britânicos mortos em ação na Síria e Iraque, além de aproximadamente 650 que retornaram à Grã-Bretanha[6] – considerada dar al-Harb (terra da guerra) para a ortodoxia islâmica – está livre para converter todo Reino Unido ao “Reino da Sharia” (lei islâmica). Enquanto isso, Israel segue resoluto defendendo o seu território da “piedosa jihad“ apregoada pelo mundo muçulmano contra os judeus.

Andréa Fernandes é jornalista, advogada, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Publicado originalmente em Gospel Prime e imagem The Jerusalem Post

[1] https://www.middleeastmonitor.com/20180408-israel-condemned-at-massive-rally-in-london-for-attack-on-gaza/

[2] https://ecoandoavozdosmartires.wordpress.com/2018/03/31/protestos-palestinos-a-elevacao-da-marcha-do-terror/

[3] https://www.dailywire.com/news/29179/londons-mayor-declares-intense-new-knife-control-emily-zanotti

[4] https://www.timesofisrael.com/uk-labour-officials-are-in-facebook-groups-with-anti-semitic-content-report/

[5] https://ecoandoavozdosmartires.wordpress.com/2018/04/07/violencia-palestina-na-fronteira-resulta-em-7-mortos-e-mais-de-1000-feridos/

[6] http://www.bbc.com/news/uk-32026985

 

Mulheres tunisianas marcham por direitos de herança iguais aos homens

Centenas de mulheres foram às ruas na capital tunisiana no sábado para exigir direitos de herança iguais aos homens, um assunto que muitas vezes é visto como um tabu no mundo árabe.

O país muçulmano do norte da África concede às mulheres mais direitos do que outros países da região, e desde o ano passado permitiu que as mulheres muçulmanas se casem com homens não-muçulmanos.

Mas os manifestantes que marcharam para o prédio do parlamento em Túnis no sábado disseram que queriam direitos como as mulheres europeias tendo acesso aos mesmos direitos de herança.

Juntamente com alguns homens, as mulheres gritaram slogans como “em um estado civil, eu tomo exatamente o que você toma”, exigindo o fim das leis de herança baseadas na lei islâmica. Isso geralmente concede aos homens o dobro do que as mulheres recebem.

Kaouther Boulila, um ativista, disse:

É verdade que as mulheres tunisianas têm mais direitos em comparação com outras mulheres árabes, mas queremos compará-los com os direitos das mulheres europeias. Nós apenas queremos nossos direitos.

Em agosto, o presidente Beji Caid Essbsi, político secular, criou uma comissão para redigir propostas para promover os direitos das mulheres.

Leia: Tunísia gastará mais US $ 70 milhões em pobres após protestos e 800 prisões

A Tunísia foi aclamada como a única história de sucesso da “primavera árabe” após as liberdades políticas introduzidas com a expulsão de Zine El Abidine Ben Ali, em 2011.

O crescimento econômico tem sido decepcionante, no entanto, com o alto desemprego levando muitos jovens tunisianos a se juntaram ao levante no exterior.

Este relatório foi recebido da Reuters.

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Com informações e imagens de Middle East Monitor

Governador cristão será julgado por blasfêmia

Através de um vídeo montado, imagens de Ahok “insultando o islã” foram divulgadas no Facebook e causou revolta nos muçulmanos.

Na Indonésia, milhares de manifestantes islâmicos bloquearam as ruas de Jacarta para protestar contra o governador cristão Ahok (Basuki Tjahaja Purnama). Eles alegam que o governador insultou o islã através de um vídeo que foi divulgado no Facebook pelo professor de comunicação Buni Yanu, no qual Ahok “parece” fazer ofensivas contra os muçulmanos. O que ocorre na realidade é que o vídeo era uma montagem e uma manipulação para criar essa situação.

O próprio autor do vídeo, o professor, admitiu que adulterou as imagens. Mesmo assim, Ahok será julgado por blasfêmia e poderá enfrentar até 5 anos de prisão, caso seja considerado culpado. O resultado das manifestações foram 100 pessoas feridas, 3 veículos incendiados e outros 18 seriamente danificados.

Desde que Ahok se candidatou à reeleição, em fevereiro do ano passado, os militantes islâmicos estão agitados na Indonésia. “O fato de o governador ser cristão e etnicamente chinês, é na verdade um insulto aos muçulmanos. Eles já anunciaram uma nova manifestação para hoje (25) e parece que estão usando Ahok como um trampolim para desestabilizar o atual governo. É uma pressão não democrática e também perigosa para a comunidade cristã no país”, conclui um dos colaboradores da Portas Abertas.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/11/governador-cristao-sera-julgado-por-blasfemia

Pastores evangélicos brasileiros fazem protesto em Tel Aviv contra voto do Brasil na Unesco em desfavor de Israel

Um grupo de pastores evangélicos e turistas cristãos do Brasil fizeram uma manifestação em Israel na quinta-feira (20/10) em frente à Embaixada do Brasil no país, em Tel Aviv, em protesto contra o voto do Brasil em uma resolução submetida pelos palestinos na Unesco (Agência da ONU para a Educação, Ciência e Cultura) que declara o Monte do Templo e o Muro das Lamentações da cidade de Jerusalém, como locais unicamente sagrados aos árabes e muçulmanos.

 Dos 58 membros da UNESCO, 24 votaram a favor, entre eles o Brasil, 26 se abstiveram e somente 6 votaram contra, a Estônia, Alemanha, Lituânia, Holanda, Reino Unido e Irlanda do Norte e os Estados Unidos. Essa é a segunda vez este ano que o Brasil, por meio de sua representante permanente na Unesco, Eliana Zugaib, vota em desfavor de Israel na Unesco.

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 Protesto

 O grupo de pastores evangélicos faz parte das caravanas que tradicionalmente vão a Israel todos os anos para comemorar a festa judaica de Sucot em Jerusalém, conhecida também como “A Festa das Cabanas” ou “Festa dos Tabernáculos” no meio cristão. Eles carregavam faixas e cartazes no idioma português e inglês criticando a decisão. Um dos cartazes perguntava se a Unesco estaria fazendo um Recall da Bíblia.

 Dentre os pastores que faziam o protesto estava o apóstolo Philomeno Romero, que comanda uma rede de igrejas em diversos estados brasileiros ligadas ao Ministério O Brasil é de Jesus. Segundo Philomeno, ao chegarem a Israel este ano foram surpreendidos com a resolução que nega a conexão do povo judeu com os lugares sagrados de Jerusalém. “Estamos indignados com essa decisão que representa uma afronta ao povo cristão do Brasil e exigimos que o Brasil mude seu voto”, disse.

 Fonte: Kelita Rejane/TPS Brasil

Agência Tazpit

 

ONGs apelam contra fechamento do maior campo de refugiados do mundo

ONU e grupos denunciam ilegalidade de proposta, tomada por motivos de segurança, mas que pode piorar ainda mais situação de terrorismo.

NAIRÓBI – O governo do Quênia provocou apelo internacional após anunciar um grande investimento para encerrar as atividades no campo de refugiados de Dadaab, o maior do mundo. De acordo com o Executivo, o local tem suspeitas de que sirva de abrigo para os radicais islâmicos somalis do al-Shabaab, aliados da al-Qaeda. Mas a ONU e várias ONGs apelaram contra a decisão.

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Refugiados sírios fazem protesto em São Paulo

Grupo quer sensibilizar brasileiros para a violência na terra natal.

SÃO PAULO. Um grupo de refugiados sírios que vive no Brasil fez neste domingo um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, próximo ao Consulado da Síria, em solidariedade aos conterrâneos e em protesto contra bombardeios na província de Aleppo, no norte do país.

Em abril, apesar da trégua em vigor desde fevereiro entre o regime e os rebeldes, bombardeios deixaram 22 civis mortos na província da Síria, entre eles dez crianças, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Continuar lendo Refugiados sírios fazem protesto em São Paulo

Pastor preso por combater demolições de igrejas é liberto na China

Pastor Huang Yizi, de 40 anos, preso por ir contra uma campanha de demolições de igrejas. (Foto: Scmp/ Simon Song)
Pastor Huang Yizi, de 40 anos, preso por ir contra uma campanha de demolições de igrejas. (Foto: Scmp/ Simon Song)

Um pastor chinês que foi contra uma campanha de demolições de igrejas promovida pelas autoridades do país, foi libertado de uma detenção conhecida como “prisão negra”.

Huang Yizi foi oficialmente preso no dia 12 de setembro de 2015 por “colocar a segurança nacional em perigo”, segundo as autoridades. Ele foi acusado de “roubar, espionar, comprar e fornecer ilegalmente os segredos de Estado para as instituições e pessoas de fora do país”. Durante esse processo, ele não teve permissão de acessar um advogado ou falar com sua família.

No entanto, a organização humanitária China Aid anunciou na sexta-feira (5) que Huang havia sido libertado, pouco menos de cinco meses após sua prisão.

Yizi, de 40 anos, viu centenas de igrejas parcialmente ou completamente destruídas. Pelo menos 400 igrejas foram afetadas pela campanha, que durou cerca de um ano. As autoridades negaram que as igrejas cristãs estavam sendo alvo de destruição, alegando que, na verdade, estavam tomando medidas contra todas as “estruturas ilegais”.

O líder cristão foi condenado diante de um tribunal lotado, na ocasião. “Eu acho que todo o julgamento foi manipulado pelas autoridades”, disse Zhang Kai, seu advogado, ao jornal britânico The Telegraph, acrescentando que seu cliente iria recorrer.

O pastor estava entre um grupo de 20 cristãos que também foram detidos nas “prisões negras”. Este tipo de detenção não têm um estatuto legal, embora a formulação oficial afirme que os detidos estejam sendo mantidos sob “vigilância residencial em um local projetado”.

O China Aid observou que a tortura é comum, e os presos são impedidos de ter contato ​físico, escrito ou verbal com familiares ou representantes legais.

Até 1.700 igrejas em Zhejiang foram demolidas ou tiveram suas cruzes removidas campanha do governo chinês, com o suposto objetivo de remover as “estruturas ilegais”. No entanto, a ação é amplamente vista como um movimento para combater a crescente influência do cristianismo no país.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE CHRISTIAN TODAY

http://guiame.com.br/gospel/missoes-acao-social/pastor-preso-por-combater-demolicoes-de-igrejas-e-liberto-na-china.html

Arábia Saudita planeja executar jovem preso aos 15 anos por protesto

Execuções em massa por regime aliado deixam EUA em alerta.

WASHINGTON – A onda de execuções que a Arábia Saudita se prepara para promover deixou os EUA em alerta. O país colocou no corredor da morte um jovem que foi preso aos 15 anos por se manifestar contra o reinado, e deve executar outras 51 pessoas a qualquer momento. Aliado próximo, os EUA chegaram a emitir um alerta dizendo que as mortes podem promover manifestações e ações terroristas contra a monarquia saudita.

Abdullah al-Zaher, hoje com 19 anos, foi preso aos 15 quando protestava contra o reinado. Acabou espancado e torturado antes de um julgamento instantâneo decidir pela pena de morte — segundo a família, o adolescente assinou um documento em branco que depois foi usado para supostamente forjar uma confissão de terrorismo.

Ele e outros presos foram levados para a solitária e podem ser degolados a qualquer momento.

— Salvem meu filho da ameaça iminente de morte. Ele não merece morrer por participar de protestos — apelou seu pai, Hassan.

Apesar de considerada parceira próxima dos EUA, a Arábia Saudita é considerada por outros países um regime brutal com os dissidentes, no qual manifestantes podem ser condenados à morte somente por exibirem contrariedade à monarquia.

Num comunicado, o Departamento de Estado pediu a seus cidadãos que evitem ficar próximos a representações diplomáticas da Arábia Saudita ou que esperem transtornos por conta de possíveis ataques terroristas ou manifestações. Ainda assim, não fez qualquer apelo mencionando os direitos humanos.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/arabia-saudita-planeja-executar-jovem-preso-aos-15-anos-por-protesto-18324413#ixzz3ujsj4YyU

Milhares protestam após atentados na capital turca

ANCARA — Milhares de pessoas protestam em Ancara neste domingo contra o duplo atentado que matou ao menos 95 em uma marcha pela paz no dia anterior, cobrando que o governo assuma a responsabilidade pelos ataques em frente à principal estação de trem da capital turca. Os manifestantes expressaram indignação pela falta de segurança na marcha de sábado que foi alvo de duas explosões, no que está sendo considerado o maior ataque na História do país. O número de mortos varia, com o Partido da Democracia dos Povos (HDP), que organizou o evento, apontando 128 vítimas fatais, das quais 120 teriam sido identificadas. As investigações se concentram no Estado Islâmico (EI), segundo fontes de segurança citadas por vários meios de comunicação.

Imagem retirada de vídeo mostra grupo de jovens cantando de mãos no momento da primeira explosão em Ancara. Duplo atentado é visto como o maior da História do país

Convocados por sindicatos, ONGs, partidos de esquerda e pró-curdos, os manifestantes lotaram a praça Sihhiye, no centro da capital, perto de onde as explosões ocorreram. A multidão gritou palavras de ordem contra o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, chamando-o de assassino e pedindo sua renúncia.

O principal partido da oposição, o Partido Republicano do Povo (CHP), exigiu que “demitam todos os políticos” que foram incapazes de evitar a tragédia de Ancara. Em um comunicado na manhã deste domingo, o gabiente do primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, afirmou que 160 pessoas ainda estavam sendo tratadas em hospitais, 65 delas sob cuidados intensivos.

De acordo com a agência Reuters, citando fontes de segurança da Turquia, as indicações iniciais sugerem que o Estado Islâmico foi responsável pelas explosões e o foco das investigações é o grupo radical islâmico. Uma das fontes disse que os ataques contêm semelhanças extraordinárias com um ataque suicida em julho na cidade de Suruc, perto da fronteira com a Síria, reivindicado pelo Estado Islâmico. Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria do atentado.

— Este ataque foi no estilo de Suruc e todos os sinais são de que foi uma cópia daquele ataque. Indícios apontam para o Estado Islâmico — disse a fonte sob condição de anonimato. — Nós estamos completamente focados no Estado Islâmico.

INVESTIGAÇÃO

Segundo a polícia, o explosivo usado, TNT reforçado com aço, é muito semelhante ao utilizado no ataque em Suruc, que matou cerca de 30 pessoas. O irmão mais velho do homem-bomba de Suruc é um dos possíveis suspeitos, de acordo com fontes policiais citadas pelo jornal “Haber Turk”.

Informações vazadas pelos serviços secretos à imprensa turca apontam cinco militantes do EI e supostos homens-bomba que se infiltraram nas últimas semanas na Turquia a partir do território sírio. O premier reconheceu em sua entrevista coletiva no sábado que foram detidos dois supostos terroristas suicidas esta semana, um em Ancara e um em Istambul.

Em agosto, um alto funcionário do governo disse que as forças de segurança turcas tinham apreendido 35 coletes suicidas prontos para serem utilizados em ataques.

Neste domingo, o Papa Francisco disse estar profundamente triste pela morte de pessoas “indefesas” e pediu aos milhares de fiéis na Praça de São Pedro, no Vaticano, que rezassem pelas vítimas.


Parentes choram sobre o caixão de Korkmaz Tedik, membro do conselho do Partido Trabalhista turco (EMEP), que foi morto no duplo atentado em Ancara – ADEM ALTAN / AFP
SEGURANÇA QUESTIONADA

Um turco que sobreviveu aos ataques, e que falou sob condição de anonimato, relatou que não havia policiais na mobilização de sábado, algo incomum na Turquia, onde qualquer ato político público, especialmente se é organizado pela oposição, é acompanhado de perto pelos agentes.

Em declarações à CNN-Turk, o jornalista Faruk Bildirici, que também estava no local, confirmou que não havia “medidas de segurança”, o que chamou atenção dos turcos.

O ministro do Interior, Selami Altinok, justificou a ausência de polícia no local do ataque dizendo que era o “ponto de encontro” dos grupos que iam participar do ato “Pela Paz, Trabalho e Democracia” e que a manifestação propriamente dita seria na praça de Sihhiye, a dois quilômetros da estação de trem. Questionado em uma entrevista coletiva se pretendia se demitir devido ao massacre, ele descartou alegando que “não houve nenhuma falha na segurança”.

A passeata de sábado foi convocada pela oposicionista Confederação dos Sindicatos de Trabalhadores Revolucionários da Turquia, uma das três principais do país, apoiada por outras agremiações de esquerda, como HDP, pró-curdo e o terceiro maior no Parlamento. Vários deputados da legenda opositora, o social-democrata CHP, estavam na concentração.

— Depois da primeira explosão, apenas corri. Quando voltei para ajudar, havia corpos e sangue espalhado por todo lado — contou Oya Barlas, uma ativista curda.

CURDOS E GOVERNO SE ACUSAM MUTUAMENTE

O objetivo principal do protesto era pedir o fim dos combates entre as forças de segurança turcas e o grupo armado curdo Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), bem como criticar o que classificam como um governo autoritário comandado pelo islamista Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP). Os curdos, considerados a maior etnia sem um Estado no mundo, somam 14 milhões dentre a população turca, quase 20% do total de 76 milhões de habitantes. No sábado à noite, o PKK anunciou uma trégua até as eleições em 1º de novembro.

— Estávamos esperando um ataque em Ancara antes das eleições legislativas, mas nada com essa extensão — contou Sedat Kartal, morador da capital, referindo-se ao pleito marcado para daqui três semanas, o segundo nos últimos cinco meses. — Há muita polarização e nada mais é surpresa.

O primeiro-ministro citou alguns suspeitos no sábado: Estado Islâmico, o PKK e as organizações esquerdistas DHKP-C e MLKP. Entretanto, o líder do HDP, Selahattin Demirtas, levantou suspeitas contra o governo, entre acusações de conivência com o EI e outros movimentos jihadistas para derrubar o ditador da Síria, Bashar al-Assad:

— É um Estado assassino que se converteu numa máfia. Suas mãos têm sangue. Vocês são os maiores apoiadores de terror.

O HDP acusa o governo de estar por trás deste e de outros recentes atentados, numa tentativa de incriminar o PKK e reduzir o apoio aos movimentos e partidos pró-curdos.

http://oglobo.globo.com/mundo/milhares-protestam-apos-atentados-na-capital-turca-17749030