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ONG americana denuncia crimes contra homossexuais na Chechênia

HELSINQUE — A ONG pró-direitos humanos Human Rights Campaign (HRC) projetou frases no palácio presidencial em Helsinque, na Finlândia, horas antes da cúpula entre Trump e Putin, para denunciar atrocidades contra homossexuais na Chechênia.

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Chechênia prende 100 e mata três ‘suspeitos de homossexualidade’

“O mundo inteiro está assistindo”, “O silêncio mata”, “#OsOlhosSobreAChechênia, “Julgue os agressores” e “Trump e Putin, coloquem um ponto final nos crimes contra a humanidade na Chechênia” foram as denúncias que iluminaram uma parede do local do encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia nesta segunda-feira.

Militantes da organização americana instalaram um projetor na frente do palácio neste domingo, ao mesmo tempo em que o avião de Trump pousava no aeroporto internacional da capital finlandesa.

— Denunciamos a recusa da administração (dos EUA) para lidar com as atrocidades de Vladimir Putin contra chechenos homossexuais — disse à “AFP” o porta-voz da ONG, Chris Sogro.

As ONGs frequentemente alertam sobre as perseguições contra os homossexuais na república russa da Chechênia, cuja população é majoritariamente muçulmana. As autoridades e grupos criminosos amparam sequestros e torturas, assim como “crimes de honra” que ocorrem dentro da mesma família.

Com imagem e informações O Globo

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Em Moscou, Netanyahu diz a Putin que o Irã ainda está buscando a destruição dos judeus

Visitando o memorial da Segunda Guerra Mundial, Bibi diz que é “inacreditável” que 73 anos depois do Holocausto, Teerã ainda peça o genocídio do povo judeu”.

Fonte: The Times of Israel

Netanyahu à Putin: “Nós não vamos permitir bases iranianas na Síria”

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu confirmou que falou com o presidente russo, Vladimir Putin, sobre a escalada do uso sírio de armas químicas em civis. O gabinete do primeiro-ministro informou que Netanyahu reiterou a posição israelense de que Israel não permitirá que o Irã estabeleça bases militares na Síria.

O presidente russo, Vladimir Putin, pediu ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na quarta-feira que não tome nenhuma atitude que possa desestabilizarSíria ou colocar sua segurança em risco, disse o Kremlin.

O Kremlin divulgou a conversa dos dois líderes durante o discurso do primeiro-ministro Netanyahu na cerimônia de comemoração do Dia Memorial do Holocausto, no Museu Memorial do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém.

No telefonema, o primeiro-ministro reiterou que Israel não permitirá que o Irã estabeleça uma presença militar na Síria, disse uma mensagem do gabinete do primeiro-ministro.

A Síria, o Irã e a Rússia dizem que Israel esteve por trás de um ataque aéreo em uma Base Aérea Militar Tiyas – também conhecida como T-4 – no domingo, matando 14 pessoas, entre elas sete militares iranianos. Israel não confirmou nem negou as acusações.

A declaração do Kremlin disse que Putin “sublinhou a principal importância de observar a soberania da Síria e pediu que se evitem quaisquer ações que desestabilizem ainda mais a situação neste país e apresentem ameaças à sua segurança“.

O telefonema ocorreu depois de uma série de mensagens russas de palavras duras após o ataque perto de Homs.

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, disse que o ataque significou um “desenvolvimento perigoso“, enquanto um porta-voz do Kremlin disse que os russos não foram avisados, acrescentando que “comunicamos nossa posição a Israel.

As declarações do presidente russo a Netanyahu ocorreram poucas horas depois de um tweet especialmente combativo do presidente dos EUA, Donald Trump. “A Rússia promete derrubar todos e quaisquer mísseis lançados contra a Síria. Prepare a Rússia, porque eles virão , bons e novos e ‘inteligentes’!”, Dizia o tweet.

O assunto sírio foi discutido, incluindo o recente ataque com mísseis contra a Base Aérea T-4, em Homs, que foi realizado pela Força Aérea de Israel”, disse o comunicado russo.

Com informações de Ynet News e imagem de Al-Manar

 

“Rússia, prepare-se”: Trump diz que mísseis “bons e novos” atingirão a Síria

Rússia promete derrubar todos e quaisquer mísseis lançados contra a Síria”, disse Trump. “Prepare-se, Rússia, porque eles virão, bons e novos e ‘espertos’!’”

Os Estados Unidos tomarão medidas militares contra o presidente sírio, Bashar Assad, por causa do uso de armas químicas em civis, apesar de um alerta de Moscou de que repelirá e retaliará o ataque, disse o presidente Donald Trump na quarta-feira.

Escrevendo no Twitter, Trump reconheceu a ameaça russa de abater mísseis dos EUA e atacar suas bases de lançamento – provavelmente navios de guerra dos EUA – emitidos pelo enviado de Moscou ao Líbano no início do dia.

Donald J. Trump@realDonaldTrump

Russia vows to shoot down any and all missiles fired at Syria. Get ready Russia, because they will be coming, nice and new and “smart!” You shouldn’t be partners with a Gas Killing Animal who kills his people and enjoys it!

“A Rússia promete derrubar qualquer míssil lançado contra a Síria. Prepare-se, Rússia, pois eles estarão vindo, bons e novos e inteligentes.”
“Você não deveria ser parceira de um Animal Assassino com Gás (tóxico) que mata seu povo e gosta!” Destacou Trump.

 

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que “os mísseis inteligentes deveriam voar para os terroristas, e não para o governo legítimo. Damasco e Moscou referem-se aos rebeldes que lutam contra Assad como terroristas.

Em um tweet posterior, Trump se ofereceu para ajudar a impulsionar a economia russa e buscou o fim do que ele chamou de “corrida armamentista“, em uma aparente abertura diplomática menos de uma hora depois de alertar Moscou sobre os ataques de mísseis pendentes na Síria.

“Nossa relação com a Rússia é pior do que nunca, e isso inclui a Guerra Fria. Não há razão para isso. A Rússia precisa nos ajudar com sua economia, algo que seria muito fácil de fazer, e precisamo que todas as nações trabalhem juntas. Parar a corrida armamentista?”, questionou o republicano.

O governo sírio e a Rússia dizem que os relatos de um ataque com gás venenoso na cidade síria são falsos.

Depois do ataque, o grupo rebelde se enfurnou em Douma Jaish al-Islam – e finalmente concordou em se retirar da cidade. Isso selou uma grande vitória para Assad, que agora esmagou a rebelião na região oriental de Ghouta, perto de Damasco.

A ameaça de Moscou de derrubar mísseis norte-americanos veio do embaixador russo no Líbano, Alexander Zasypkin, que disse estar se referindo a uma declaração do presidente Vladimir Putin e do chefe das forças armadas russas.

Zasypkin também disse que quaisquer hostilidades com Washington devem ser evitadas e Moscou está pronta para negociações.

Mas seus comentários podem levantar temores de conflito direto pela primeira vez entre as grandes potências que apoiam os lados opostos na prolongada guerra civil na Síria.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse na quarta-feira que 43 pessoas morreram no ataque de sábado à cidade de Douma por “sintomas consistentes com a exposição a produtos químicos altamente tóxicos”, e mais de 500 foram tratadas.

O Kremlin disse na quarta-feira que espera que todos os lados envolvidos na Síria evitem fazer algo que possa desestabilizar uma situação já frágil no Oriente Médio, e deixou claro que se opõe fortemente a qualquer ataque dos EUA contra seu aliado.

Autoridades europeias de aviação alertaram as companhias aéreas nesta manhã a evitar o espaço aéreo em torno da Síria pelas próximas 72 horas, sugerindo que um ataque é ​​iminente. Enquanto isso, a mídia dos EUA informou que Trump ordenou outro navio de guerra dos EUA para a costa da Síria, em preparação para o ataque.

A equipe de segurança nacional de Trump está encorajando-o a atacar Assad mais duramente do que há um ano, quando ordenou ao Pentágono que desencadeasse 59 mísseis Tomahawk no aeródromo de Al Sharyat , uma base militar do regime de Assad que havia lançado um ataque de armas químicas na vizinha Khan Sheikhoun. Desta vez, os EUA, a França e a Grã-Bretanha acreditam que as forças de Assad lançaram armas químicas contra Douma, controlada por rebeldes, afetando mais de 500 pessoas e matando dezenas de pessoas, com envolvimento ou consentimento russo-iraniano. Rússia e Irã negam as alegações. A França e o Reino Unido estão consultando a administração Trump sobre uma possível resposta militar conjunta. Israel, Arábia Saudita e Catar expressaram apoio a essa medida.
Com informações The Jerusalem Post e Ynet News Imagem Jornal GGN

Putin elogia o Islã ao inaugurar Grande Mesquita de Moscou

Templo tem 19 mil metros quadrados e capacidade para 10 mil pessoas.
Premiê elogiou virtudes humanistas da religião islâmica.

O presidente russo, Vladimir Putin, destacou nesta quarta-feira as virtudes humanistas do Islã durante a inauguração da Grande Mesquita de Moscou, uma das maiores da Europa, na presença de seus colegas palestino e turco, Mahmud Abbas e Recep Tayyip Erdogan.

“É um grande acontecimento para os muçulmanos da Rússia. Uma das mesquitas mais antigas de Moscou foi reconstruída em seu contexto histórico”, declarou o presidente russo em seu discurso inaugural.

“A Rússia é um país multiconfessional no qual, insisto, o Islã é uma das religiões tradicionais”, prosseguiu Putin.

“Esta mesquita será uma fonte para propagar as ideias humanistas e os verdadeiros valores do Islã”, acrescentou, depois de denunciar o grupo Estado Islâmico (EI) que, segundo ele, “tergiversa o Islã”.

O presidente russo se reunirá durante a tarde com o presidente turco para falar do EI e do projeto de gasoduto Turkish Stream.

Capacidade para 10 mil pessoas

Putin inaugura a Grande Mesquita de Moscou (Foto: Alexei Druzhinin/RIA Novosti/Kremlin/Reuters)Putin inaugura a Grande Mesquita de Moscou (Foto: Alexei Druzhinin/RIA Novosti/Kremlin/Reuters)

Com uma superfície total de 19 mil metros quadrados, a Grande Mesquita de Moscou, situada perto do centro da capital russa, pode acolher 10 mil pessoas, o que a converte em uma das maiores da Europa quanto à capacidade.

A decisão de destruir a antiga mesquita, que abriu em 1904, gerou uma polêmica em 2011.

“As obras custaram 170 milhões de dólares”, declarou o vice-presidente primeiro do conselho de muftis da Rússia, Ruchan Abiasov, citado pela agência russa Interfax.

Um oligarca originário do Estado russo do Daguestão, no Cáucaso, financiou grande parte da reconstrução com dezenas de milhares de dólares, disse Abiasov.

A inauguração deste local de culto não será, no entanto, suficiente para resolver a escassez de mesquitas em Moscou. A capital russa tem apenas quatro mesquitas para os entre um e dois milhões de muçulmanos que vivem ali, segundo as estimativas.

Vinte milhões de muçulmanos vivem na Rússia, sobretudo nas regiões historicamente muçulmanas, como o Cáucaso Norte, o Tartaristão e o Bascortostão.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/09/putin-elogia-o-isla-ao-inaugurar-grande-mesquita-de-moscou.html

Assad se reúne com Putin em Moscou para analisar situação na Síria

Rússia faz intervenções militares no país desde 30 de setembro.
Pelo menos 370 pessoas morreram desde o início das ofensivas.

O líder sírio, Bashar al Assad, reuniu-se na noite de terça-feira (20) em Moscou com o presidente russo, Vladimir Putin, para analisar a situação da luta contra o terrorismo na Síria, informou nesta quarta-feira (21) o Kremlin.

Trata-se da primeira viagem de Assad fora da Síria desde o início do conflito, em março de 2011, segundo a agência EFE. “As conversas foram bastante prolongadas”, disse à imprensa o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, ao anunciar a visita-relâmpago de Assad à capital russa.

A Rússia, aliada do regime de Bashar al-Assad, tem feito intervenções militares na Síria desde 30 de setembro. A Rússia assegura que suas operações têm como alvos o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) e outras organizações “terroristas” hostis ao governo.

Pelo menos 370 pessoas morreram desde o início das ofensivas russas, de acordo com a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), segundo a agência France Presse.

Entre os mortos estão 243 rebeldes e 127 civis, de acordo com a France Presse. O diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman, afirmou que entre os combatentes mortos estão 52 do grupo Estado Islâmico.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/10/assad-se-reune-com-putin-em-moscou-para-analisar-situacao-na-siria.html

Acordo sobre programa iraniano divide opiniões

Líderes europeus comemoram anúncio enquanto políticos americanos demonstram apreensão

RIO — O anúncio do acordo preliminar sobre o programa nuclear iraniano dividiu opiniões ao redor do mundo. Além da festa nas ruas de Teerã e do clima de apreensão por parte do governo israelense, figuras políticas dos países envolvidos nas negociações também expressaram sentimentos conflitantes após o histórico acordo.

“Neste acordo repousa o princípio formulado pelo presidente russo, Vladimir Putin, ou seja, o direito incondicional do Irã de desenvolver um programa nuclear pacífico”, afirmou o Ministério russo das Relações Exteriores, que classificou o acordo como “uma prova clara que, graças aos esforços diplomáticos e políticos, é possível resolver os problemas mais difíceis e as situações de crise”. “Não há dúvida de que o acordo nuclear iraniano terá um impacto positivo sobre a situação geral de segurança no Oriente Médio, incluindo o fato de que o Irã será capaz de participar mais ativamente na resolução de um número de problemas e conflitos na região”, afirma o documento da chancelaria russa.

Outro que comemorou o anúncio do acordo foi o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que acredita que a negociação abrirá caminho para a paz e reforçará a estabilidade no Oriente Médio.

“Uma solução integral, negociada, à questão nuclear iraniana contribuirá para a paz e a estabilidade na região e permitirá que todos os países cooperem para tratar com urgência os sérios desafios de segurança que muitos enfrentam”, disse Ban em um comunicado.

No Reino Unido, o secretário de Relações Exteriores, Philip Hammond, se mostrou otimista quanto aos rumos das negociações sobre o programa nuclear.

— Isso está muito além daquilo que julgávamos ser possível há 18 anos, e é uma grande base para o que pode vir a ser um ótimo acordo. Mas ainda há muito a ser feito — afirmou Hammond. — Continuaremos a ter diferenças com o Irã em diversas questões, mas um acordo amplo será capaz de melhorar a confiança e o diálogo em ambos os lados, e mais importante, evitar uma corrida nuclear na região.

Nos Estados Unidos, congressistas republicanos evitaram celebrações e se mostraram preocupados com o progresso das negociações com Teerã.

“Se um acordo final for alcançado, o povo americano, por meio de seus representantes eleitos, deve ter a oportunidade de garantir que o acordo possa realmente eliminar a ameaça do programa nuclear iraniano e cobrar responsabilidade do regime de Teerã”, afirmou Bob Corker, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, que analisará o projeto de revisão acordo nuclear iraniano no dia 14 de abril.

Já o presidente da Câmara, John Boehner, classificou o acordo preliminar anunciado nesta quinta-feira como “um desvio alarmante” das metas inicias do presidente Obama, e afirmou que o Congresso deverá analisar integralmente o acordo antes que as sanções contra o Irã sejam suspensas.

— Nas próximas semanas, republicanos e democratas no Congresso continuarão a pressionar o governo sobre detalhes e questões complicadas que permanecem sem resposta — afirmou Boehner, que não detalhou as diferenças entre os termos do acordo e os objetivos no início da negociação.

http://oglobo.globo.com/mundo/acordo-sobre-programa-iraniano-divide-opinioes-15769023