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Diplomata do Qatar chamou motorista de “escravo negro” e “cachorro”

Abdullah Ali Al-Ansari, um diplomata do Qatar que atualmente trabalha como chefe do centro médico da embaixada do país em Londres, foi acusado de submeter Mahamoud Ahmed, de 79 anos, seu ex-motorista e agente noturno da organização, a abusos mentais e físicos em vários ocasiões durante anos.

O diplomata teria tratado o ex-motorista como um “escravo pessoal” que estava “de plantão 24 horas por dia, 7 dias por semana”, e ainda teria oferecido a Ahmed, que é cidadão britânico de origem somali, um suborno de 50 mil libras para desistir do caso de demissão injusta contra ele em uma tentativa de “comprar seu silêncio”.

Ahmed foi demitido da embaixada em 2013, mas foi impedido de processar o diplomata até decisão final de ação que derrubou a imunidade diplomática. Ele alega que sofreu discriminação racista e preconceituosa, deixado-o com a sensação de estar “na prisão”, afirmando que era repetidamente chamado de “velho”, “cachorro” , “sujo” e ” abd” (termo  em árabe que significa “escravo negro” ), ressaltando que foi fisicamente atacado duas vezes entre 2007 e 2013.

O ex-motorista disse que, após o segundo de dois supostos ataques físicos nas mãos de seu chefe, ele deixou a embaixada. A apreciação da denúncia de Ahmed foi adiada enquanto os tribunais ainda não tinham decidido se o pessoal de embaixadas estrangeiras tinha direito a direitos trabalhistas. No entanto, em 2017, a Suprema Corte determinou que era incompatível com a legislação europeia de direitos humanos que as embaixadas reivindicassem imunidade às leis trabalhistas.

Em pronunciamento oficial, o diplomata Al-Ansari e a embaixada do Catar negam todas as alegações e o processo tem continuidade no Tribunal de Trabalho do Centro de Londres.

Com imagem The National e informações The Telegraph

 

Autoridade Palestina está impedindo Gaza de receber ajuda do Qatar

Fontes palestinas disseram que Ramallah advertiu que boicotaria o combustível israelense e disse a trabalhadores de uma companhia de combustíveis de Gaza que não apareçam para trabalhar, já que Abbas busca reforçar seu domínio no enclave.

Pela enésima vez nos últimos meses, Israel recebeu evidências de que a ruptura das relações entre Jerusalém e Ramallah e entre Ramallah e Gaza poderia comprometer significativamente a segurança na fronteira de Gaza.

Fontes palestinas disseram na quinta-feira que as ameaças da Autoridade Palesina a uma companhia de gás israelense e funcionários da ONU atrasaram a  transferência  planejada  de combustível de emergência financiado pelo Qatar  para Gaza.

A última versão mostra como as tentativas da administração dos EUA e de Israel para lidar diretamente com Gaza, na realidade com o Hamas, o grupo terrorista que administra a Faixa, são repetidamente prejudicadas pela Autoridade Palestina e seu presidente, Mahmoud Abbas. .

Haaretz  noticiou quinta-feira que, nos últimos dias foram feitos acordos em uma reunião de doadores em Gaza no sentido de que o Qatar iria pagar o combustível para a única usina de energia em Gaza, isso mediado pelo acordo da ONU que busca acabar com a grave crise de energia que afeta o enclave palestino .

Segundo um relatório palestino , o Qatar vai investir US $ 60 milhões, o que deve ser suficiente por seis meses para que os moradores de Gaza possam aproveitar oito horas de eletricidade todos os dias, em vez das quatro atuais.

Sim, isso ainda significa poder para apenas um terço de cada dia, mas em termos de Gaza isso seria uma melhoria real. Tal passo poderia ajudar a acalmar as tensões na fronteira e reduzir o perigo de uma guerra iminente.

A iniciativa foi promovida por três homens enviados do Qatar para Israel e Gaza, Mohammed Al-Emadi, o enviado da ONU para o Oriente Médio, Nikolai Mladenov, e o chefe do Conselho de Segurança Nacional de Israel, Meir Ben Shabbat.

Supunha-se que o combustível diesel entraria em Gaza na manhã de quinta-feira, atravessando Kerem Shalom.

No entanto, fontes palestinas disseram  em Gaza, que a Autoridade Palestina em contato com a companhia de gás israelense  que fornece combustível diesel tanto à Cisjordânia quanto na Faixa de Gaza,  ameaçou boicotar e parar todas as compras se for transferido o combustível para Gaza . A Autoridade Palestina avisou que iria começar a comprar todo o seu combustível e gás de outro país, como a Jordânia.

As fontes também disseram que autoridades da Autoridade Palestina pediram aos funcionários da ONU em Gaza que transfiram fisicamente o combustível e ameaçam pagar um “preço alto” se aparecerem para trabalhar.

Por outras palavras, Autoridade Palestiniana bloqueou uma melhoria na situação humanitária na Faixa de Gaza , principalmente para deixar claro ao mundo que deve participar em qualquer passo relacionado com o território.

Abbas tem alertado repetidamente que não pode haver duas entidades separadas que regem terras palestinos , dizendo que, se a Autoridade Palestina não recebe controle total da Faixa de Gaza, o Hamas terá de assumir toda a responsabilidade para o território.

As fontes também disseram que autoridades da Autoridade Palestina pediram aos funcionários da ONU em Gaza que transfiram fisicamente o combustível e ameaçam pagar um “preço alto” se aparecerem para trabalhar.

Por outras palavras, Autoridade Palestiniana bloqueou uma melhoria na situação humanitária na Faixa de Gaza , principalmente para deixar claro ao mundo que deve participar em qualquer passo relacionado com o território.

Abbas tem alertado repetidamente que não pode haver duas entidades separadas que regem terras palestinos , dizendo que, se a Autoridade Palestina não recebe controle total da Faixa de Gaza, o Hamas terá de assumir toda a responsabilidade para o território.

Imagem AFP e informações Israel Noticias

Vítima de estupro é condenada no Catar

Holandesa de 22 anos disse ter sido drogada e violentada por um desconhecido no país árabe.

Doha – A Justiça do Catar condenou uma jovem holandesa de 22 anos, que diz ter sido estuprada no país árabe, foi condenada a pagar uma multa de U$$ 824, aproximadamente R$ 2.600 e será deportada do país. A alegação da condenação é de que a mulher fez sexo fora do casamento depois que ela procurou a polícia para dizer que foi estuprada.

O homem acusado do estupro, que alega ter feito sexo de forma consentida com a mulher, receberá 100 chibatadas por fazer sexo fora do casamento. E mais 40 açoitadas por consumir bebida alcoólica, o que é proibido no país.

Segundo o advogado da acusada, que estava de férias no Qatar, alguém teria colocado uma substância na bebida dela. A mulher acordou no apartamento de um homem e descobriu que havia sido abusada sexualmente. O caso ocorreu em março deste ano.

A holandesa está presa desde que prestou queixas, naquele mesmo mês. O episódio só veio à tona agora porque a família dela foi à imprensa na Holanda para contar o que está acontecendo. O caso mostra as complicações que turistas podem encontrar em um país governado por duras leis islâmicas, mas que vem tentando atrair visitantes ocidentais com investimentos milionários.

http://odia.ig.com.br/mundoeciencia/2016-06-13/vitima-de-estupro-e-condenada-no-catar.html

Irã acusa Arábia Saudita de se opor a esforços para atenuar tensões

Mais aliados sauditas aderem a ações contra Teerã.
DUBAI — O rastilho aceso pela execução de um clérigo xiita pela Arábia Saudita, e pelo ataque a representações diplomáticas do país no Irã como retaliação, continua a espalhar a crise diplomática entre as duas nações pelo Oriente Médio e adjacências. Ontem, o Djibuti se juntou a Sudão e Bahrein na lista de países que suspenderam relações com Teerã após os ataques à embaixada saudita na capital iraniana e ao consulado na cidade de Mashhad. Já o Qatar chamou de volta o embaixador no Irã, repetindo uma ação adotada previamente pelos Emirados Árabes e pelo Kuwait, enquanto Omã classificou as invasões e incêndios das representações como “inaceitável”. Já a Jordânia convocou o embaixador iraniano para apresentar seu protesto.

A agência estatal Petra afirmou que a decisão jordaniana é decorrente da “interferência iraniana em assuntos de Estados árabes”, enquanto no Omã, a Chancelaria afirmou que o sultanato “lamenta profundamente” os ataques à embaixada e ao consulado sauditas, e destacou “a importância de estabelecer novas regras para proibir qualquer interferência em assuntos internos de outros Estados para garantir paz e estabilidade na região”.

No Irã, o presidente Hassan Rouhani exortou a Justiça a indiciar os responsáveis pelo ataque à embaixada, motivado pela execução do clérigo xiita Nimr al-Nimr pelas autoridades sauditas.

“Ao punir os responsáveis pelo ataque, devemos pôr fim de uma vez por todas aos danos e insultos à dignidade e segurança nacional do Irã”, afirmou o presidente em carta divulgada pela agência estatal de notícias Irna.

A polícia iraniana anunciou a prisão de 50 pessoas envolvidas nos ataques à embaixada. Porém, em situações semelhantes no passado, a maior parte dos detidos foi liberada pouco tempo depois sem maiores consequências. Além dos sauditas, que já haviam sofrido um ataque em 1988, Kuwait, Dinamarca, Reino Unido e EUA tiveram suas embaixadas em Teerã invadidas desde a Revolução Islâmica em 1979.

Iraque busca reparar relações

O Bahrein, reino de maioria xiita governado pelo soberano sunita Hamad bin Isa Al Khalifa, afirmou que desmantelou uma célula terrorista ligada ao Irã que pretendia realizar atentados no país após a suspensão das relações diplomáticas. Segundo a BNA, agência estatal do reino, o grupo terrorista tinha apoio da Guarda Revolucionária iraniana e da milícia xiita libanesa Hezbollah. Em 2011, durante protestos da Primavera Árabe, o Bahrein declarou estado de emergência por três meses, e contou com o apoio de forças sauditas para conter a revolta popular.

O Iraque, outro país de maioria xiita na região, se ofereceu para mediar a disputa entre Teerã e Riad, numa tentativa de evitar que o aumento das tensões sectárias comprometa a cooperação dos países no combate ao grupo extremista Estado Islâmico.

— Temos que dar fim ao agravamento das tensões e não permitir que inimigos da região e do Islã levem o Oriente Médio a uma guerra na qual todos perderiam — afirmou o chanceler iraquiano, Ibrahim al-Jaafari.

Em manifestação em Bagdá, xiitas protestam contra execução do clérigo Nimr al-Nimr na Arábia Saudita – KHALID AL MOUSILY / REUTERS

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/ira-acusa-arabia-saudita-de-se-opor-esforcos-para-atenuar-tensoes-1-18418423#ixzz3wWOUPxEo

Qatar desloca mil soldados para enfrentar rebeldes do Iêmen

O Qatar deslocou mil soldados terrestres para o Iêmen, com o objetivo de combater os rebeldes xiitas, de acordo com autoridades militares. A medida marca a primeira vez que tropas terrestres do Qatar foram mobilizadas para combater os rebeldes, conhecidos como houthis.

O pequeno e rico Estado do Golfo faz parte da coalizão liderada pela Arábia Saudita que apoia o presidente exilado Abed Rabbo Mansour Hadi, cujas tropas estão lutando contra os rebeldes e unidades aliadas de militares.

As autoridades disseram que as tropas chegaram em Marib, no local de um ataque rebelde com mísseis recente que matou 60 soldados da coalizão. Os oficiais militares, que estão aliados com Hadi, solicitaram anonimato porque não estão autorizados a falar com a imprensa. Fonte: Associated Press.

http://www.dgabc.com.br/Noticia/1575933/qatar-desloca-mil-soldados-para-enfrentar-rebeldes-do-iemen

Copa do Catar: ‘Nunca vi condições de trabalho tão ruins’

A Copa do Mundo de 2022 no Catar ainda está longe, mas as polêmicas em torno dela já ganham as manchetes de alguns dos principais jornais do mundo. A principal é a respeito das condições precárias de trabalho que têm sido relatada por operários imigrantes que foram ao país para participar da construção das obras para o Mundial.

O governo do Catar já foi bastante criticado por não dar suporte a esses imigrantes, mas alega que está sendo mais rígido na fiscalização das empresas responsáveis pelas obras.

Na visão da ONG Anistia Internacional, no entanto, as autoridades to país ainda “têm feito pouco”.

A BBC – que teve três jornalistas detidos no Catar na semana passada por investigarem a questão das condições de trabalho dos imigrantes – ouviu três operários sobre o assunto. Todos descrevem a situação como “precária” e “opressiva.

Leia mais: Equipe da BBC é detida no Catar por reportagem sobre condições de trabalho na Copa de 2022

Frank*, do Quênia

“Vim do Quênia ao Catar em junho do ano passado para trabalhar na construção.

Consegui o emprego por uma agência. Me pagavam US$ 350 (R$ 1.091) por mês quando cheguei, muito menos do que tinham me prometido. E só para chegar aqui, gastei US$ 1 mil (R$ 3.117).

Trabalhei na construção de escolas públicas próximo a Doha de junho até novembro. Existem muitos projetos de infraestrutura no país que vão além da preparação para o Mundial.

O principal lugar onde trabalhei não era um bom ambiente. A maioria dos colegas não tinha estudado, e as empresas se aproveitam, já que eles não conseguem negociar.

Eles viram ajudantes e recebem muito mal. Muitos acabam tendo que aceitar porque não têm como voltar a seus países e porque precisam do dinheiro para sustentar suas famílias.

Operários dizem que viviam em quartos pequenos com 10 pessoas e que não tinham espaço para guardar suas coisas

Eu mesmo estou mandando dinheiro para minha família. Todos dependem de mim, mas não posso contar como é viver aqui porque eles iriam me pedir para voltar.

Quando cheguei, me disseram que eu iria trabalhar de eletricista, algo que não tenho formação, o que é perigoso. Uma vez, até me eletrocutei – por sorte não aconteceu nada mais grave.

As condições são terríveis. Você trabalha o dia todo com um calor extremo. Começa às 9h da manhã e fica lá todo o dia. Não tem água fria, só quente. É muito opressivo.

Ninguém te escuta se você reclama. Uma vez fizemos greve porque não tinham pago nosso salário por um mês. A gerência não se importa com nossas queixas.

A vida no Catar é muito cara. A empresa providencia um alojamento para nós, mas com a comida e outros gastos, é muito difícil sobreviver. Tento mandar para casa o máximo que posso.

Sobre a acomodação, eu a descreveria como patética. O primeiro lugar onde fiquei, Al Khor, era um quarto pequeno que compartilhávamos com dez pessoas. Eram cinco beliches, sem espaço pra guardar nada.

Os banheiros ficavam fora. Era muito pequeno e muito incômodo.

Você também tem que entregar o passaporte quando chega para que não possa ir embora. Você se sente enclausurado, como um prisioneiro.

Foto do local de trabalho de Frank*, fornecida por ele à BBC

Agora, estou em um lugar que se chama Industrial, onde a maioria dos imigrantes vive. As condições de higiene são péssimas.

Há cinco pessoas por quarto, o que é melhor, mas não é limpo. Agora, trabalho em um centro comercial com vendas, depois que me deixaram sair do trabalho na construção.

Melhorou, mas não é bom ainda. A vida é dura aqui. Eu gostaria de ver uma mudança na vida dos imigrantes. É só sacrifício, tem que haver melhoras na segurança, nos salários e na moradia.”

John*, de Gana

“Eu sou caminhoneiro e trabalho em um projeto do novo porto perto de Doha. Vim de Gana para cá há um ano e meio.

Honestamente, sofremos muito nas mãos dos nossos empregadores, principalmente no verão. Faz 40°C ou 50 °C durante o dia, mas não há ar condicionado no veículos, é como se a gente respirasse areia.

Leia mais: Copa de 2022 no Catar: quanto calor é calor demais?

Não há ninguém que lute por nós. Faz quase dois meses que a empresa para quem eu trabalho não paga salários.

Meu salário é de US$ 550 (R$ 1.712) por mês, muito pouco para um motorista. Não temos dias livres para descansar. E não sou só eu, acontece o mesmo para qualquer empresa.

Começo às 5h da manhã e trabalho até às 7h da noite, com duas horas para ir da minha casa ao trabalho e mais duas para voltar.

Trabalhadores em obra da Copa no Catar

O Catar tem uma inspeção laboral, mas se você denuncia a empresa, eles te mandam de volta ao seu país. Por isso, todo mundo tem medo de denunciar qualquer coisa.

Sou órfão, de origem muito humilde, não pude terminar a educação secundária. Vivi em barracas e acampamentos. Ali estão todos os trabalhadores pobres da África ou de países asiáticos, como Nepal, Índia, Bangladesh ou Sri Lanka.

Cerca de 15-20% dos trabalhadores conseguiram melhorar suas condições de vida com um bom salário por sua educação ou porque trabalham para empresas estrangeiras.

Mas para o resto, só o fato de ter que cobrar o salário já é uma dor de cabeça.

Como eu queria poder fugir para a Europa ou para os Estados Unidos. Esse é o meu sonho, porque em Gana, nem os universitários conseguem emprego, então imagine como é difícil para alguém como eu, que tive que abandonar a escola.”

Stephen Ellis, Reino Unido

“Trabalhei em março em uma das obras do Mundial em Doha. Fiquei só duas semanas lá, porque as condições eram uma desgraça.

Já trabalhei como supervisor de obras no mundo inteiro e nunca vi condições de trabalho tão precárias. A maioria dos operários era da Índia. Tratavam todos eles muito mal e era terrível como eles viviam.

Não tinha água para beber, nenhum ar condicionado e tudo isso a 45 °C.

Os trabalhadores são transportados em ônibus ou caminhões

A insalubridade é terrível, a comida é compartilhada, mas o pior é a segurança – ou melhor, a falta dela. Não existe. Eu e os outros colegas que foram trabalhar comigo ficamos horrorizados com os riscos que eles correm todos os dias.

Disseram-nos que um trabalhador da Índia morreu.

O lugar era cheio de supervisores da Índia, e eles maltratavam seu próprio povo. Mas a alta gerência não parecia se importar. Simplesmente, olhavam para o outro lado. Eles nos diziam que se não gostávamos, era para sairmos dali. E foi o que fizemos.

Havia outros britânicos que também foram maltratados.

Nos pagavam muito mais do que aos trabalhadores indianos, eles ganhavam US$ 50 (R$ 156) por semana, enquanto nós recebíamos US$ 33 (R$ 103) por hora. Mas até perdemos dinheiro porque fomos embora.”

*Os nomes dos trabalhadores são fictícios para proteger sua identidade.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/05/150525_copa_catar_trabalhadores_depoimentos_rm

Qatar planea abrir 150 mezquitas en España

El emirato de Qatar planea la apertura de 150 mezquitas en España en los próximos cinco años, hasta 2020, según ha podido saber Gaceta.es. Unos planes que preocupan, y mucho, a la inteligencia española, por lo que supone de posible vía para el incremento del islamismo más radical. Y es que la idea del Emirato es instalar los centros de oración musulmanes en ciudades satélite de las grandes urbes, como Madrid o Barcelona, donde consideran que el ambiente es más propicio para su plan de expansión del islamismo.

Esta información no hace sino elevar la preocupación que reina en los círculos de seguridad e inteligencia españoles que, según ha podido confirmar Gaceta.es, han advertido a distintos sectores del peligro real de un ataque yihadista. La presencia de mezquitas ‘procedentes’ de Qatar preocupa, además, por las sospechas internacionales sobre una posible financiación del Estado Islámico por parte del Emirato. Así lo expresaron el pasado año fuentes ministeriales alemanas, think tanks de Estados Unidos y hasta analistas ingleses aunque el propio emir, Sheikh Tanim bin Hamad Al Thani, ha negado cualquier vinculación con el terrorismo.

http://www.gaceta.es/noticias/qatar-planea-abrir-150-mezquitas-espana-19052015-1403

Equipe da BBC é detida no Catar por reportagem sobre condições de trabalho na Copa de 2022

Após a repercussão internacional sobre más condições de trabalho para imigrantes nas obras da Copa do Mundo de 2022, o governo do Catar decidiu convidar jornalistas para visitar o país e conhecer as novas acomodações onde os operários estariam morando.

A BBC foi ao país para participar da visita oficial guiada por autoridades catarianas, mas também foi atrás de outras fontes de informação para a reportagem. Em uma das idas a campo para conversar com trabalhadores em outro local – que não o indicado pelo governo –, a equipe com o repórter Mark Lobel, um câmera, e um tradutor acabou detida.

Oito carros brancos cercaram o veículo de reportagem da BBC, levando a equipe em alta velocidade para um canto da estrada. Cerca de uma dúzia de seguranças revistaram os jornalistas, gritando com eles toda vez que tentavam falar. Eles levaram todo o equipamento que estava com a equipe.

Leia mais: Copa de 2022 no Catar: quanto calor é calor demais?

Mais tarde, na delegacia, os três foram interrogados separadamente por agentes de Inteligência. Eles perguntavam várias vezes com quem os jornalistas teriam conversado. As autoridades disseram que a prisão deles era uma questão de “segurança nacional” e não permitiram que a equipe fizesse nenhuma ligação. “Aqui não é a Disneylândia. Vocês não podem usar a câmera em qualquer lugar”, disse um dos policiais.

Os seguranças estavam acompanhando tudo o que a BBC fazia no Catar e chegaram a mostrar fotos da equipe entrevistando pessoas e visitando acomodações dos operários imigrantes no país. Depois, os policiais levaram os jornalistas à prisão, onde eles ficaram por dois dias – as autoridades chegaram a ameaçar deixá-los lá por quatro dias, para “ensinar-lhes uma lição”.

Liberada, a equipe da BBC ainda foi levada para se juntar ao tour de imprensa preparado pelo governo catariano. As autoridades não mantiveram nenhuma acusação contra os jornalistas, mas ainda não devolveram o equipamento confiscado.

Problema recorrente

Outras equipes de jornalismo também já passaram por situações similares à que a BBC viveu na última semana no Catar. Uma TV alemã também foi detida enquanto fazia reportagem sobre as más condições de trabalho de imigrantes no país.

Governo do Catar alega que repercussão sobre condições de trabalho nas obras da Copa foi exagerada e que está fiscalizando e punindo empresas denunciadas

Segundo Mustafa Qadri, pesquisador dos direitos de imigrantes na Anistia Internacional, as prisões de jornalistas e ativistas podem ser uma tentativa de “intimidar aqueles que procuram expor os abusos de trabalho no Catar”.

Leia mais: Delatora de escândalo na Fifa diz temer por sua vida

O Catar, país mais rico do mundo proporcionalmente à sua população de pouco mais de 2 milhões de pessoas, está despejando dinheiro em uma tentativa de melhorar sua reputação de permitir condições precárias de trabalho para trabalhadores pouco qualificados.

Resposta do governo

O Catar já se manifestou sobre o que aconteceu com a equipe da BBC e alegou que os jornalistas “violaram propriedades privadas, algo que é contra a lei no Catar e em muitos outros países.”

“Talvez antecipando que o governo não iria fornecer esse tipo de acesso, a equipe da BBC decidiu por si fazer suas próprias visitas a campo e entrevistas nos dias que antecederam o tour planejado pelo governo. Fazendo isso, eles violaram propriedades privadas, algo que é contra lei no Catar. Forças de segurança foram chamadas, e a equipe da BBC foi detida”, explicou o governo do Catar por meio de nota.

A BBC respondeu ainda pedindo que o equipamento apreendido fosse devolvido. “A presença da BBC no Catar não era secreta e eles estavam focados em uma reportagem perfeitamente apropriada para o jornalismo. As autoridades do Catar fizeram uma série de alegações conflituosas para justificar a prisão, e a equipe da BBC rejeita todas elas. Estamos pressionando as autoridades do Catar para uma explicação completa e para o retorno do nosso equipamento confiscado.”

A Fifa também se manifestou dizendo que vai investigar o que aconteceu e que “qualquer incidente relacionado a uma aparente restrição de liberdade de imprensa é motivo de preocupação para a Fifa e será investigado com a seriedade que merece.”

Condições de trabalho

A visita guiada pelo governo do Catar mostrou algumas vilas onde os operários imigrantes das obras da Copa vivem no país. Lugares grandes, com piscinas, academias, e outros serviços. Mas a BBC também conversou com pessoas que vivem em outros lugares bem diferentes. Quartos apertados, com poucas condições de higiene, onde os trabalhadores acabam vivendo por falta de opção.

Um deles tinha 18 anos apenas e disse que queria ajudar seu irmão mais velho a sustentar a família, porque o pai tinha morrido, e a situação financeira deles era crítica. Ele é do Nepal, de onde saíram quase 400 mil trabalhadores com destino ao Catar.

Denúncias apontam que condições de algumas acomodações de imigrantes estão abaixo do padrão exigido

O nepalês pagou US$ 600 a uma agência para conseguir o visto para trabalhar no Catar e ouviu que receberia US$ 300 por mês pelo trabalho. Quando ele chegou, porém, recebeu a notícia de que o trabalho lhe renderia quase metade disso, US$ 165 por mês. Ele conta que nunca recebeu uma cópia do contrato que assinou e que não conseguiu entender o que estava escrito nele, já que tudo estava em inglês.

Leia mais: Presidente da Fifa quer dar mais ‘poder’ a mulheres no futebol

Ele agora está à mercê do sistema de trabalho restritivo do Catar, que impede os trabalhadores de mudarem de emprego por cinco anos.

Ministro do Trabalho do Catar garante que país fez avanço no combate a condições precárias de trabalho dos imigrantes

O Ministro do Trabalho, Abdullah al-Khulaifi, recebeu a BBC para falar sobre o problema em seu país, mas disse que “o Catar sempre foi um país aberto e sempre será.”

“Não posso esconder os problemas que eu estou enfrentando. Mas o Catar é um país aberto e agora com smartphones, todo mundo é jornalista”, afirmou.

Segundo ele, a cobertura negativa sobre as condições de trabalho dos imigrantes foi exagerada. Ele afirma que muito progresso foi feito desde então para melhorar essas condições.

Ainda de acordo com al-Khulaifi, o governo aumentou a fiscalização para impedir empresas de pagarem muito pouco aos funcionários e tem distribuído multas a quem viola os direitos de trabalho do país.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/05/150518_catar_prisao_bbc_rm

OLP se recusa a participar de operação militar para salvar palestinos em Yarmouk de massacre

A OLP exclui seu envolvimento na operação militar contra o grupo Estado Islâmico no acampamento em apuros.

O Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, despachou na sexta-feira um enviado a Damasco para conversações sobre a crise humanitária no campo de refugiados Yarmouk, onde refugiados famintos estão presos em combate.

O vice-enviado da ONU para a Síria, Ramzy Ezzeldin Ramzy, estava a caminho de Damasco, enquanto outros funcionários da ONU estavam “em conversas estreitas” com o governo sírio, disse o porta-voz da ONU Stephane Dujarric.

Ban emitiu quinta-feira um forte apelo para a ação objetivando evitar um “massacre” no campo depois de ter sido invadido por militantes do Estado islâmico em 1 de Abril.

Cerca de 18 mil pessoas, a maioria palestinos, estão presos em combates entre os jihadistas do ISIS, as forças governamentais e outros grupos rebeldes.

“O que está se desenrolando em Yarmouk é inaceitável”, disse Ban à frente de uma viagem para o Qatar, onde ele é esperado para discutir a crise.

“Nós simplesmente não podemos ficar parados e assistir a um massacre se desenrolar.”

Nenhuma operação militar

A liderança palestina, por sua vez rejeitou a ideia de juntar-se ao conflito no campo, aparentemente descartando envolvimento em uma operação militar conjunta para expulsar o grupo Estado Islâmico.

A posição foi clara em um comunicado divulgado na quinta-feira pela Organização de Libertação da Palestina a partir de sua sede na cidade de Ramallah, Cisjordânia.

A posição veio poucas horas depois de Ahmed Majdalani, um alto funcionário da OLP, que está atualmente em Damasco para conversações dizer que 14 facções palestinas apoiaram a ideia de uma operação militar conjunta com o exército sírio para expulsar os jihadistas a partir do acampamento, onde mais de 15.000 pessoas, principalmente refugiados palestinos, estão presos.

Mas a OLP disse que sua tradicional posição de não-envolvimento não havia mudado.

“Nós nos recusamos a arrastar o nosso povo e os seus campos para o conflito infernal que está acontecendo na Síria e nos recusamos categoricamente a nos tornar uma das partes envolvidas no conflito armado que está ocorrendo em Yarmouk,” ele disse.

“Nós nos recusamos a ser arrastados para as ações militares, o que quer ou onde quer que estejam, e apelamos a outros meios para garantir a segurança das vidas em Yarmouk e para evitar mais destruição e deslocamento forçado.”

Majdalani tinha dito que as forças palestinas iriam trabalhar de forma “integrada” “com o Estado sírio para limpar o acampamento de terroristas”.

Os jihadistas entraram no acampamento de Yarmouk, no sul de Damasco, na semana passada, capturando rapidamente grandes áreas do distrito, o que provocou preocupação internacional para os residentes no interior.

O lar de cerca de 160.000 habitantes sírios e palestinos foi devastado pela violência desde o final de 2012, com cerca de 18 mil pessoas deixando o acampamento.

Desde o ataque em 1º de abril, cerca de 2.500 pessoas conseguiram escapar, alguns dando conta macabra das atrocidades perpetradas dentro do campo pelas forças jihadistas.

A liderança palestina tem freqüentemente dito que “não vai se envolver em assuntos (internos) da Síria”.

Foto: Mapa que mostra o campo de refugiados palestinos em Yarmouk, na capital da Síria, Damasco, quando o Conselho de Segurança da ONU exigiu acesso para a ajuda humanitária para as pessoas presas desde a aquisição parcial pelo grupo Estado Islâmico

http://www.i24news.tv/en/news/international/middle-east/67295-150411-un-envoy-flies-to-syria-to-discuss-yarmuk-camp-crisis

Manifestações anti-houthi deixam seis mortos no Iêmen

Protestos foram realizados em Taiz e Torba. 119 pessoas ficaram feridas, diz Anistia Internacional

SANAA — Rebeldes xiitas dispararam vários tiros e bombas de gás lacrimogêneo nesta terça-feira para dispersar milhares de manifestantes que exigiam que sua retirada de uma província do Sudoeste. Seis manifestantes morreram, e vários ficaram feridos no confronto.

Enormes protestos foram realizados em Taiz — terceira maior cidade do país, tomada pelos rebeldes no fim de semana — e em Torba, a cerca de cem quilômetros de distância, onde testemunhas disseram que as ruas estavam cheias de fumaça negra de pneus queimados e três veículos blindados foram incendiados por manifestantes.

— Torba se transformou em uma bola de fogo — disse Khaled al-Asswadi, um morador da cidade, que disse que os manifestantes impediram os houthis de avançar sobre Torba.

Outra testemunha, Mohammed Salem, disse que os houthis e forças ligadas ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh dispararam armas antiaéreas para assustar os manifestantes, mas em vez disso, os protestos aumentaram. Em um comunicado, o Partido Socialista do Iêmen advertiu que a invasão do sul de maioria sunita pelos houthis “iria detonar uma ‘guerra sectária’”.

Citando médicos, a Anistia Internacional afirmou que 119 pessoas ficaram feridas na manifestação anti-houthi e pediu um inquérito sobre a repressão.

“Os direitos humanos no Iêmen estão em queda livre e até mesmo um protesto pacífico torna-se uma atividade arriscada”, disse Disse Said Boumedouha, o vice-diretor do programa de Oriente Médio e Norte da África da Anistia.

Na Arábia Saudita, o ministro das Relações Exteriores, Saud al-Faisal, advertiu que “caso o golpe houthi não termine pacificamente, vamos tomar as medidas necessárias para proteger a região desta crise”.

O Conselho de Cooperação do Golfo — Arábia Saudita, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos, Omã e Bahrein — advertiu no início deste ano que iria agir para proteger a segurança da Península Arábica e descreveu a tomada houthi como um “ato terrorista”.

Os houthi entretanto rejeitam convites para participar de quaisquer negociações de diálogo que sejam realizados na Arábia Saudita ou no Qatar. O porta-voz houthi, Said Abdul-Salam, disse em sua página no Facebook nesta terça-feira que ambos os países se opuseram à seu movimento.

http://oglobo.globo.com/mundo/manifestacoes-anti-houthi-deixam-seis-mortos-no-iemen-15689739