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Filho de pastor nigeriano relata que pai foi queimado vivo pelo Boko Haram

Um líder da igreja nigeriana que fugiu da perseguição islâmica na Nigéria compartilhou os detalhes horríveis de como seu pai foi morto por não abandonar a fé cristã e como os terroristas alinhados do Estado Islâmico incendiaram o prédio da igreja onde congregava.

David-Olonade Segun, que agora reside na Holanda, disse ao Holland Sentinel  que um novo capítulo de sua vida começou há alguns anos, depois que sua família foi alvo de extremistas afiliados ao Boko Haram (também conhecido como Estado Islâmico da África Ocidental desde 2015).

Segun e sua esposa, que eram originalmente da área de maioria cristã do sudoeste da Nigéria, dirigiam um ministério chamado Assembléia da Vida Vitoriosa, dirigindo também serviços vinculados à escola, orfanato e socorro às viúvas.

Embora o ministério tenha começado originalmente no sudoeste da Nigéria, Segun e sua família tomaram a decisão de transferir o ministério para a parte norte da Nigéria, que tem sido atormentado pela violência nos últimos anos, mesmo sabendo dos riscos que corriam.

De acordo com o Holland Sentinel, o ministério fornecia casa para 150 crianças órfãs e ofereceu cuidados aos pobres e viúvas em partes do norte da Nigéria. Além disso, o ministério forneceu água limpa para as aldeias locais.

As ações dos cristãos causaram ira no grupo terrorista Boko Haram, que vem aterrorizando o estado de Borno, no nordeste da Nigéria, com seu jihadismo salafista desde 2011 matando milhares de pessoas. O grupo também escravizou inúmeras mulheres e meninas da escola.

O pastor recordou o ataque que mudou sua vida para sempre. No entanto, ele não estava lá quando aconteceu.

Segun disse ao jornal que no dia seguinte em que ele, sua esposa e seus quatro filhos saíram de casa para ir a um congresso em que Segun seria orador, os militantes do Boko Haram chegaram em sua casa. Embora a mãe de Segun tenha conseguido escapar, seu pai não teve tanta sorte.

Militantes supostamente questionaram o pai de Segun sobre onde ele estava. O pai disse a eles que seu filho havia ido à igreja. Depois que os militantes não puderam encontrar Segun na igreja, eles atearam fogo e mataram o pastor assistente da igreja.

Segun afirmou que os militantes voltaram para seu pai e colocaram uma Bíblia e um Alcorão na frente dele e lhe disseram para escolher um dos dois livros sagrados. Segun disse que depois que seu pai escolheu a Bíblia, os militantes lançaram gasolina em seu corpo e o queimaram até a morte.

Se eles tivessem destruído tudo o que eu possuía, isso não significaria nada para mim“, afirmou Segun. “Mas meu pai, ele amava a Jesus, ele me ensinou a ser forte”.

Meu amigo me encorajou: ‘Seu pai ficou com Cristo no final‘”.

Segun disse que perdeu tudo o que trabalhou por mais de 18 anos para conseguir.

Após o ataque, ele finalmente decidiu ir para os EUA, considerando que apenas algumas semanas antes eles tinham recebido vistos para visitar os EUA para um período planejado de férias, tendo conseguido sua permanência no país.

Você sabe, às vezes, você pensa em algumas coisas boas. Eu penso: ‘Deus, e se [Boko Haram] viesse ontem (antes que a família partisse para a conferência)?’ Este é o caminho de Deus para nos salvar. Eu também penso nisso … Eu oro pelos cristãos no norte da Nigéria, porque eles são mortos todos os dias. “

A Nigéria classifica-se  como o 14º pior país do mundo no que diz respeito à perseguição cristã, de acordo com a World Watch List de 2018 da Open Doors USA.

 Em seu relatório de 2018  divulgado no mês passado, a Comissão sobre Liberdade Religiosa Internacional dos EUA pediu novamente ao Departamento de Estado dos EUA que listasse a Nigéria como um “país de preocupação particular” por violações sistemáticas, constantes e notórias da liberdade religiosa.

 

Em fevereiro, o Boko Haram sequestrou mais de 100 estudantes de uma escola secundária na cidade de Dapchi. Embora a maioria das alunas que ainda estavam vivas fossem libertadas, o grupo terrorista supostamente manteve uma colegial porque ela se recusou a renunciar sua fé em Cristo.

No início deste mês, a mãe de Leah Sharibu declarou  quão orgulhosa se mantpem por saber que sua filha não renunciou sua fé em Cristo.

E por causa disso, eu sei que Deus nunca a abandonará,” teria dito a mãe da menina sequestrada . “Quando ela foi para a escola, eu dei a ela uma cópia da Bíblia para que ela pudesse ter suas devoções mesmo quando eu não estava lá. Como mãe, eu sei que ela é uma filha obediente, respeitosa e alguém que coloca os outros antes dela mesma.

Com informações de Christian Post e imagem Reuters