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Polícia queniana prende cinco suspeitos de ataque contra cristãos no Quênia

Três estudantes foram encontrados escondidos em busca no edifício após massacre

GARISSA, Quênia — A Polícia do Quênia prendeu cinco suspeitos ligados ao ataque de quinta-feira à Garissa University College, informou o ministro do Interior, Joseph Nkaissery, nesta sexta-feira, de acordo com a rede NTV, afiliada da CNN. Nkaissery disse a jornalistas que a universidade será capaz de confirmar no sábado, se todos forem responsabilizados.

O ataque de quinta-feira, realizado por militantes da al-Shabaab matou 147 pessoas, incluindo 142 estudantes, três agentes de segurança e dois seguranças da universidade. O ataque deixou 104 pessoas feridas, incluindo 19 que estão em estado crítico, disse Nkaissery.

A descoberta provocou uma busca adicional do edifício, na qual três pessoas, todos elas alunos, foram encontrados vivas. Uma estudante foi encontrado sob uma pilha de corpos, outra aluna estava escondido em um guarda-roupa e um estudante estava escondido no banheiro, confirmaram as fontes.

A estudante Hellen Titus disse que sobreviveu por levar os atiradores a pensar que ela estava morta, manchando sua camisa com sangue.

A maioria das vítimas foi baleada pelas costas, na parte de trás da cabeça, um médico disse à rede CNN.

A polícia queniana está divulgando pôsteres de “procurado vivo ou morto”, com oito suspeitos de terrorismo que são procurados em ataques separados no Quênia, afirmou o Ministério do Interior. A polícia está oferecendo uma recompensa de mais de US$ 210 mil para os suspeitos, informou o órgão via Twitter.

A fronteira porosa entre a Somália e o Quênia tornou mais fácil para que os militantes do Al-Shabaab cruzarem os limites territoriais e realizar ataques.

A inscrição de 10 mil novos recrutas da polícia havia esbarrado em questões burocráticas, mas na quinta-feira, o presidente queniano Uhuru Kenyatta deu uma ordem para que os novos recrutas sejam integrados à força policial.

— O Quênia precisa desesperadamente de policiais adicionais — disse Kenyatta — E eu não vou manter a nação esperando.

Foto: Líder da al-Shabaab, Mohamed Mohamud, em Mogadíscio, na Somália. Governo do Quênia ofereceu recompensa por suspeitos de ligação com o terrorismo – FEISAL OMAR / REUTERS
http://oglobo.globo.com/mundo/policia-queniana-prende-cinco-suspeitos-de-ataque-universidade-15780258

A igreja precisa reagir às ações cristofóbicas da Diplomacia Brasileira

Seguindo visceralmente a diretriz da política externa norte-americana, a multiculturalista diplomacia brasileira se absteve de sequer mencionar os termos “terrorismo islâmico” e “cristãos”, em sua nota referente ao atentado terrorista executado na universidade do Quênia, que resultou no abominável massacre de mais de 200 cristãos, sendo que a autoria foi reconhecida pela facção islâmica al- Shabab.

Apesar da clarividência dos fatos, o Itamaraty se nega veementemente a reconhecer que a ação foi perpetrada por grupo fundamentalista islâmico e que o alvo do massacre foi exclusivamente a comunidade cristã. Nesse mister, vale lembrar que em 2012, a sra. Dilma Roussef em discurso de abertura da 67ª Assembleia Geral da ONU asseverou: “como presidenta de um país no qual vivem milhares e milhares de brasileiros de confissão islâmica registro neste plenário nosso mais veemente repúdio à escalada de preconceito islamofóbico em países ocidentais.”

E em 2012, pelo menos 100 mil cristãos eram assassinados impiedosamente pelo mundo afora, mas a presidente não repudiou os atentados terroristas praticados por muçulmanos e jamais condenou a cristofobia inequivocamente presente em países de maioria muçulmana, muito embora governe um país cuja população é majoritariamente cristã.

Assim, desde o discurso que privilegiou uma minoria de brasileiros de confissão islâmica por conta dos seus interesses de manter “relações amistosas” com as ditaduras teocráticas muçulmanas, a presidente não se preocupa em rechaçar a contínua prática cristofóbica que todos os anos faz com que milhares de cristãos sejam cruelmente assassinados por facções terroristas, governos muçulmanos e comunistas.

Eis o teor da vergonhosa nota emitida pelo Ministério das Relações Exteriores, a qual representa notoriamente o “valor” que a petista atribui ao “corpo cristão” desse país, na medida em que, não reconhece a perseguição religiosa sub oculis, ainda que o próprio al-Shabab tenha publicizado que o seu alvo são os cristãos.

Nota 

107

Atentado no Quênia

O Governo brasileiro condena veementemente o atentado terrorista contra a Universidade de Garissa, no nordeste do Quênia, que vitimou ao menos 147 pessoas e resultou em dezenas de feridos.

Ao manifestar sua solidariedade aos familiares das vítimas, bem como ao povo e ao Governo quenianos, o Brasil reafirma seu firme repúdio a todos os atos de terrorismo, praticados sob quaisquer pretextos.

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Logo, é inadmissível que as lideranças cristãs nesse país continuem em silêncio diante de uma política externa que despreza os nossos irmãos martirizados. Milhares de cristãos são mortos a cada ano e o que a igreja brasileira tem feito para, ao menos, amenizar tal atrocidade?

Não nos basta mais apenas refletir, porém, urge a tomada de decisões que demonstrem efetivamente a nossa indignação diante de um governo hipócrita que após alcançar “os votos das igrejas”, nega socorro aos cristãos dizimados pelos “amigos muçulmanos” sem a mínima chance de defesa como ocorreu com o casal de paquistaneses em novembro de 2014, o qual foi perseguido e morto por uma multidão de 1.200 muçulmanos raivosos. A cristã estava grávida, mas quem se importa com isso? “Infiel deve ser morto sem piedade”, segundo a visão dos religiosos radicais.

Enfim, nada justifica a nossa omissão quanto às ações desse governo conivente com a matança de cristãos. É chegado o momento de haver uma mobilização das igrejas evangélicas no tocante a tamanho despautério. O sangue dos nossos mártires clama por justiça!

por Andréa Fernandes

Nota: http://www.itamaraty.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=8542&catid=42&Itemid=280&lang=pt-BR

Número de cristãos mortos em atentado no Quênia pode chegar a mais de 200

NAIRÓBI – O número de vítimas fatais no atentado do al-Shabaab a uma universidade no Quênia pode passar de 200. Segundo testemunhas, há mais dezenas de corpos que não foram originalmente contabilizados. O grupo extremista afirmou em comunicado, nesta sexta-feira, que matou 218 pessoas. A contagem oficial lista 147.

Pessoas que estiveram no local após a operação de combate criticaram o governo, alegando que a cifra original é muito inferior à verdadeira quantia de mortos. Alguns acreditam em mais de 200. Foi o pior ataque no país em 17 anos.

Testemunhas afirmam que, dentro da Universidade de Garissa, os militantes perguntavam qual a religião das vítimas para evitar matar muçulmanos, atirando imediatamente em cristãos. Autoridades quenianas chegaram ao local após o início da ação e montaram um cerco que durou quase 16 horas. Policiais e soldados foram diversas vezes repelidos pelos jihadistas antes de conseguir pôr fim à ação terrorista.

O al-Shabaab afirmou que o ataque foi uma retaliação à incursão queniana de 2011 ao Sul da Somália, onde o grupo opera, que desmontou várias bases dos jihadistas para criar um cordão de isolamento na fronteira — a 200 quilômetros de Garissa. Com o ataque de ontem, o governo queniano impôs o toque de recolher nas quatro regiões próximas à Somália.

SINAIS IMINENTES DE ATENTADO

Grace Kai, uma estudante da Faculdade de Treinamento de Professores de Garissa afirmou que havia sinais recentes de que um ataque à cidade era iminente.

— Alguns estranhos foram vistos na cidade de Garissa e alguns eram suspeitos de serem terroristas. Então na segunda-feira o diretor da faculdade nos contou que estranhos foram vistos na faculdade. Na terça-feira fomos dispensados para ir para casa, e a faculdade, fechada, mas o campus (da universidade) continuou funcionando, e agora eles foram atacados.

As autoridades quenianas ofereceram 20 milhões de shillings (US$ 215 mil) de recompensa para quem oferecesse informações que levassem à prisão de Mohamed Mohamud, que supostamente teria ligações com o atentado e é descrito como o terrorista “mais procurado” do país.

Essa não é a primeira vez que o al-Shabaab seleciona não muçulmanos para a morte. Foi assim no Westgate Shopping, e em vários outras ações, como a feita a um ônibus no ano passado. Vilarejos e igrejas cristãs já foram alvo do grupo, que rompe com a convivência pacífica entre os seguidores das duas religiões no país.

Em 2009, os assassinatos indiscriminados do grupo — que não fazia distinção de muçulmanos — fizeram o grupo ser recusado pela al-Qaeda, quando a organização era comandada por Osama bin Laden. Foi só um ano após a morte do saudita no Paquistão que o al-Shabaab passou a ser oficialmente um ramo da al-Qaeda, em fevereiro de 2012.

http://oglobo.globo.com/mundo/numero-de-mortos-em-atentado-no-quenia-poderia-chegar-mais-de-200-15774124

Ataque da facção terrorista islâmica al-Shabab em universidade no Quênia mata 147 cristãos

Crime seletivo – Sem chance Na manhã desta quinta-feira (2), de acordo com o ministro do Interior do Quênia, Joseph Nkaissery, integrantes do grupo extremista Al-Shabab atacaram uma universidade no nordeste do país, matando 147 pessoas. Outras 79 ficaram feridas. Testemunhas revelaram que o ataque teve como alvo os cristãos que estudam na Universidade Garissa. Um porta-voz do Al-Shabab assumiu a autoria do ataque.

Os atiradores foram cercados em um dos dormitórios da universidade, onde reféns foram mantidos pelos extremistas. Sobreviventes relataram que as vítimas foram impiedosamente alvejadas e disparos eram ouvidos enquanto elas corriam para tentar salvar suas vidas.

O vice-presidente do grêmio estudantil, Collins Wetangula, disse que estava se preparando para tomar banho quando ouviu disparos vindos de um dormitório a 150 metros do local onde estava, que é habitado tanto por homens quanto por mulheres. O campus tem seis dormitórios e pelo menos 887 alunos, afirmou Wetangula.

O estudante relatou que assim que ouviu os tiros trancou-se com outros três colegas em seu quarto. “Tudo que pude ouvir foram passos e disparos. Ninguém gritava porque as pessoas achavam que isso faria com que os atiradores soubessem onde estavam”, ressaltou. “Os homens diziam a frase ‘sisinial-Shabab’ (que em swaihi significa ‘somos do Al-Shabab’)”, afirmou Collins Wetangula.

Quando os atiradores chegaram ao seu dormitório, ele pôde ouvi-los abrindo portas e perguntando se as pessoas que estavam escondidas eram muçulmanos ou cristãos. “Se você fosse cristão, era alvejado ali mesmo. A cada disparo eu achava que iria morrer”. Ainda segundo Wetangula, os extremistas começaram a disparar rapidamente, como se houvesse troca de tiros. “Em seguida, vimos, pela janela de trás de nossos quartos pessoas usando uniformes militares que se identificaram como soldados quenianos”, disse o estudante.

O ataque começou às 5h30 (horário local). As orações matutinas já haviam começado na mesquita da universidade, onde as pessoas não foram atacadas, segundo relatou o estudante Augustine Alanga, de 21 anos.

Perfil do grupo terrorista

Al-Shabab significa “A Juventude” em árabe. O grupo surgiu, em 2006, como ala radical da outrora União das Cortes Islâmica da Somália, enquanto o grupo combatia as forças etíopes que entraram no país para apoiar o fraco governo interino. Há informações sobre a presença de jihadistas estrangeiros na Somália para ajudar o Al-Shabab.
O grupo impôs uma versão rígida da sharia (lei islâmica) nas áreas sob seu controle, incluindo o apedrejamento até a morte das mulheres acusadas de adultério e a amputação das mãos dos acusados de roubo.

O episódio trágico desta quinta-feira é mais um ato de retaliação do Al-Shabab contra as autoridades quenianas. O grupo extremista tem como base a Somália e repudiou a decisão de Nairóbi de enviar tropas para o país vizinho há quatro anos, como parte de um esforço internacional para reprimir as atividades extremistas.

Considerado como organização terrorista por autoridades norte-americanas e britânicas, o Al-Shabab tem como objetivo maior a criação de um Estado islâmico na Somália, país que há muito vive à sombra da instabilidade política e da falência do governo central. Para exemplificar o caos que reina na Somália, de 1991 a 2012 o país ficou sem governo formal.

Ligado à rede Al-Qaeda, o Al-Shabab vem promovendo ataques contra o Quênia desde 2011, quando tropas quenianas entraram no sul da Somália para combater os militantes do grupo.

Em 24 de setembro de 2013, após homens mascarados e fortemente armados promoverem verdadeiro massacre em um shopping de Nairóbi, que durou pelo menos dois dias, o Al-Shabab reivindicou a autoria da ação que deixou 67 mortos, incluindo quatro terroristas, e quase 200 feridos. (Por Danielle Cabral Távora)

http://ucho.info/um-ano-apos-ataque-a-shopping-de-nairobi-al-shabab-mata-147-pessoas-no-quenia

Dois anos após ataque a shopping, al-Shabab volta a aterrorizar Quênia

Dois anos depois do ataque a um shopping center de Nairóbi que deixou 67 mortos, o grupo extremista islâmico Al-Shabab volta a realizar um atentado no Quênia.

Nesta quinta-feira, militantes invadiram uma universidade na cidade de Garissa, próxima à fronteira com a Somália, matando a tiros pelo menos 70 pessoas e fazendo outras dezenas de estudantes reféns, segundo autoridades.

Há relatos de que cerca de 79 pessoas tenham se ferido durante a invasão da universidade, e militantes ainda mantinham reféns em seu poder na tarde desta quinta.

Trata-se de mais um episódio de retaliação do Al-Shabab contra as autoridades quenianas. O grupo extremista tem como base a Somália e repudiou a decisão de Nairóbi de enviar tropas para o país vizinho há quatro anos, como parte de um esforço internacional para reprimir as atividades extremistas.

Considerado organização terrorista por autoridades dos EUA e da Grã-Bretanha, o Al-Shabab quer criar um Estado islâmico na Somália, país há décadas marcado pela instabilidade política e pela falência do governo central – de 1991 a 2012, por exemplo, o país ficou sem governo formal.

O Al-Shabab, que tem elos com a rede al-Qaeda, vem promovendo ataques contra o Quênia desde 2011, quando tropas quenianas entraram no sul da Somália para combater os militantes do grupo.

Ele chegou a controlar boa parte da Somália, mas foi expulso das principais cidades que dominava no sul e no centro do país, inclusive a capital, Mogadíscio.

Leia mais: Quênia diz que massacre em ônibus é tentativa de iniciar guerra religiosa

Ainda assim, o grupo permanece sendo uma ameaça.

Saiba mais sobre o grupo com as perguntas e respostas abaixo, preparadas pela BBC:

Quem é o Al-Shabab?

Al-Shabab significa “A Juventude” em árabe. O grupo apareceu como uma ala radical da hoje finada União das Cortes Islâmica da Somália em 2006, enquanto o grupo combatia as forças etíopes que entraram na Somália para apoiar o fraco governo interino.

Ataque em universidade deixou feridos, e reféns seguem em poder dos militantes

Há vários relatos sobre a presença de jihadistas estrangeiros na Somália para ajudar o Al-Shabab.

O grupo impôs uma versão rígida da sharia (lei islâmica) nas áreas sob seu controle, incluindo o apedrejamento até a morte das mulheres acusadas de adultério e o amputamento das mãos de acusados de roubo.

Quanto da Somália o Al-Shabab controla?

Apesar de ter perdido o controle de cidades e povoados, o grupo ainda tem influência sobre muitas áreas rurais da Somália.

O Al-Shabab foi expulso da capital do país, Mogadíscio, em agosto de 2011, e perdeu o controle do vital porto de Kismayo em setembro do ano passado.

Kismayo era uma peça importante para os militantes, permitindo que suprimentos chegassem a áreas sob seu controle e provendo recursos para suas operações.

A União Africana (UA), que apoia as forças do governo, comemorou a retomada do controle de ambas as cidades, mas o Al-Shabab ainda promove ataques suicidas com relativa frequência em Mogadíscio e em outros lugares.

Analistas acreditam que o Al-Shabab está se concentrando cada vez mais em táticas de guerrilha para conter o poder de fogo das forças da UA.

Militantes do Al-Shabab
O grupo extremista muçulmano ganhou notoriedade com o ataque em Nairóbi em 2013

Mas o grupo está sob pressão em várias frentes, incluindo a incursão das forças do Quênia na Somália em 2011. O Quênia acusou o Al-Shabab de sequestrar turistas. As forças quenianas, agora sob o comando da UA, esteve à frente dos esforços para expulsar o grupo no sul do país, até Kismayo.

Leia mais: Por segurança, Quênia pede que cidadãos assistam jogos da Copa em casa

Enquanto isso, as forças da Etiópia entraram pelo oeste e tomaram controle das cidades centrais de Beledweyne e Baidoa.

Quem lidera o Al-Shabab?

Ahmad Umar é o chefe do grupo desde setembro do ano passado, quando um ataque de um drone americano matou o então líder, conhecido como Mukhtar Abu Zubair.

Foi o mesmo destino de seu antecessor, Moalim Aden Hashi Ayro, morto em um ataque aéreo americano em 2008.

Quais são as ligações internacionais do Al-Shabab?

O Al-Shabab se aliou à Al-Qaeda em fevereiro de 2012. Em um comunicado conjunto em vídeo, o então líder do grupo disse que “prometia obediência” à Al-Qaeda.

Os dois grupos trabalham juntos há tempos, e estrangeiros estariam lutando ao lado dos militantes somalis – autoridades britânicas, por exemplo, temem que haja um grande recrutamento junto à comunidade somali vivendo na Grã-Bretanha.

Autoridades americanas acreditam que, com a Al-Qaeda em retirada do Afeganistão e do Paquistão após a morte de Osama bin Laden, seus combatentes estejam cada vez mais buscando refúgio na Somália.

O Al-Shabab já havia promovido ataques fora da Somália?

Antes do aterrorizante ataque ao shopping center na capital queniana, o grupo tinha sido responsável por um ataque suicida duplo na capital de Uganda, Kampala, que matou 76 pessoas que assistiam pela televisão à final da Copa do Mundo de futebol, em 2010.

O ataque aconteceu porque Uganda – junto com o Burundi – forneceu grande parte das tropas da UA na Somália antes de o Quênia entrar no conflito.

Analistas dizem que os militantes entram com frequência no Quênia e deixam o país sem serem interceptados. Seus militantes até mesmo visitariam Nairóbi para tratamentos médicos.

O duplo ataque em 2002 contra alvos israelenses próximos ao balneário de Mombasa, no Quênia, foi supostamente planejado na Somália por uma célula da Al-Qaeda.

Leia mais: Extremistas alugaram espaço no shopping para realizar ataque no Quênia

Os Estados Unidos também acreditam que alguns dos integrantes da Al-Qaeda que planejaram os ataques contra as embaixadas americanas em Nairóbi e Dar-es-Salaam (Tanzânia), em 1998, depois fugiram para a Somália.

Quem são os apoiadores do Al-Shabab?

A Eritreia é o único aliado regional, mas nega prover armas ao Al-Shabab.

Vítimas do Al-Shabab
O ataque à universidade voltou a provocar pânico no Quênia

O país apoia o Al-Shabab para conter a influência da Etiópia, seu maior inimigo.

O que faz o governo da Somália?

O presidente do país é o ativista e ex-acadêmico Hassan Sheikh Mohamud, eleito em 2012 por um recém-escolhido Parlamento somali, após um processo de paz promovido pela ONU.

Ele derrotou o ex-presidente Sheikh Sharif Sheikh Ahmed – um ex-combatente rebelde islâmico, cujos três anos no poder foram criticados pelo suposto descontrole sobre a corrupção.

O Al-Shabab denunciou o processo de paz como um plano estrangeiro para controlar a Somália.

A Somália é considerada um “Estado falido”. Há duas décadas, a maior parte do país tem sido uma zona de guerra constante.

A situação ajudou o Al-Shabab a ganhar apoio entre os somalis. O grupo prometia segurança à população, algo fortemente desejado.

Mas sua credibilidade foi atingida quando rejeitou a ajuda alimentar ocidental para combater a fome causada pela seca em 2011.

Qual é a orientação religiosa do Al-Shabab?

O Al-Shabab defende a versão wahabista do islã, inspirada pela Arábia Saudita, enquanto a maioria dos somalis segue a linha do sufismo. O Al-Shabab destruiu um grande número de santuários sufistas, provocando queda ainda maior em sua popularidade.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/04/150402_quenia_ataque_universidade_fd

Ataque do grupo jihadista somali Al Shabab deixa 4 mortos no Quênia

Nairóbi, 18 mar (EFE).- Pelo menos quatro pessoas morreram em um ataque do grupo jihadista somali Al Shabab em Wajir, cidade no nordeste do Quênia e próxima à fronteira com a Somália, informou nesta quarta-feira a polícia queniana. Homens armados atacaram na tarde de ontem uma loja em Wajir, situada a 100 quilômetros da Somália, onde realizaram disparos e detonaram artefatos explosivos, segundo testemunhas citadas pelo jornal “The Standard”. “Prenderam as pessoas dentro da loja, atearam fogo e as abandonaram. Três pessoas morreram dentro e outra morreu enquanto era transferida ao hospital”, declarou por sua parte um membro do governo local, Mohammed Siyat. O Al Shabab reivindicou o ataque dias depois que os jihadistas asseguraram ter atacado um comboio no qual viajava o governador de Mandera, Ali Rouba, na fronteira com a Somália. A região nordeste do país, desde Wajir até a cidade fronteiriça de Mandera, é alvo frequente dos ataques do Al Shabab, que ameaça o Quênia por ter enviado tropas à Somália, onde lutam contra a milícia junto a outras tropas. Muitos residentes e políticos locais denunciaram a inação do governo queniano, incapaz de dar-lhes proteção após ataques tão graves como o ocorrido no começo do ano em Mandera, onde o Al Shabab matou 64 pessoas, 24 delas professores. A porosa fronteira com a Somália a transformou em um alvo fácil para Al Shabab, que costuma retirar-se ao país vizinho após seus ataques. Os radicais islâmicos de Al Shabab, que em 2012 anunciou sua adesão formal à Al Qaeda, lutam para derrubar o governo somali e instaurar um Estado Islâmico de caráter wahhabista. EFE dgp/rsd

http://noticias.r7.com/internacional/ataque-do-grupo-jihadista-somali-al-shabab-deixa-4-mortos-no-quenia-18032015

MUTILAÇÃO GENITAL CONTINUA A SER UMA PRÁTICA COMUM NO QUÊNIA

A prática tem uma taxa de cerca de 27 por cento.

A mutilação genital feminina continua a ser uma prática comum em vários países e acredita-se que afeta mais de 140 milhões de meninas e mulheres.

As Nações Unidas comprometeram-se, desde 2012, a acabar com a prática, e bilhões de dólares foram gastos na procura de conscientizar a todos dos perigos dessa prática.

Numa pequena comunidade do Quênia, as pessoas dançam ao longo das estradas e em ruas que ligam as vilas remotas. Todos estão num clima de celebração, pois uma cerimónia de circuncisão acabou de ser feita.

A circuncisão de meninos é legal no Quênia. A mutilação genital feminina não. Mas a comunidade de Kuria, no sudoeste do Quênia, pratica abertamente a circuncisão feminina e nenhum oficial de polícia ousa tentar impedi-los

Alguns policiais e oficiais do Governo que não quiseram se identificar disseram à VOA que eles estão em menor número e que a comunidade se voltaria contra eles se tentassem agir.

Longe das ruas, os repórteres encontraram duas meninas que passaram pela circuncisão naquela manhã. Eles dizem que se podia ver o trauma nos seus rostos, apesar de uma idosa tentar animá-las e assegurar que têm lugar na sociedade de Kuria.

Elas estão preparadas e prontas para se juntarem ao resto das meninas que passaram pelo ritual de circuncisão, que marca a transição para a vida adulta.

Do lado de onde acontece a celebração, uma igreja abriga mais de 20 garotas que foram socorridas na cerimônia de circuncisão. Na igreja elas aprendem as três matérias principais: matemática, inglês e estudos religiosos.

Pendo Gati é uma sobrevivente da prática da circuncisão e graduada no ensino médio. Ela diz que se sentiu insegura na comunidade. “Meus pais não queriam aquilo, mas o clã força as meninas à prática e eu não vejo nenhuma importância em ser circuncidada. Então eu decidi vir aqui e procurar por um lugar melhor para viver”, conta Gati

Aquelas que escaparam da circuncisão, com séculos de tradição, enfrentam abusos e maldições.

Robi Marwa é  diretora de uma escola secundária e recusou-se a passar pelo corte. “Durante o meu casamento, algumas pessoas de onde eu venho diziam que sim, o casamento é bom, mas que eu não iria ouvir o choro de uma criança. As pessoas perguntavam porquê, e eles diziam que eu já estava amaldiçoada, não podia dar a luz”, conta

Aquela maldição e ofensas fazem parte do passado. Robi Marwa tem quatro filhos, é graduada na universidade e tornou-se um exemplo para muitas moças na sua comunidade.

Florence Gachanja trabalha com o Fundo Populacional das Nações Unidas para Combater a Mutilação Feminina. Ela diz que, apesar das celebrações nas ruas de Kuria, as pessoas estão lutando para combater a prática.

Entretanto, a prática da circuncisão feminina tem uma taxa de 27 por cento entre as meninas e mulheres do Quênia, mas em alguns lugares é ainda superior.

http://www.voaportugues.com/content/mutilacao-genital-pratica-comum-quenia/2664725.html