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Shopping de Nairóbi, no Quênia, reabre dois anos após massacre

Centro comercial Westgate sofreu ataque que matou 67 pessoas em 2013.
Ação foi executada por islamitas somalis shebabs.

O centro comercial Westgate de Nairóbi, capital do Quênia, reabriu neste sábado (18), quase dois anos após um ataque dos islamitas somalis shebabs que matou 67 pessoas durante quatro dias de cerco.

O luxuoso complexo, frequentado pela classe média e expatriados, sofreu importantes danos no ataque realizado em setembro de 2013 pelos insurgentes filiados à Al-Qaeda.

Depois de uma curta cerimônia de abertura, na presença do governador de Nairóbi Evans Kidero, cerca de 50 clientes fizeram fila para serem os primeiros a entrar no edifício, cuja entrada ganhou um detector de metais.

“Estamos impacientes porque (…) a gente pode mostrar ao mundo que o terrorismo não pode nos colocar para baixo”, declarou Ben Mulla, de 34 anos, ferido no ataque.

“Eu tinha ido para um almoço de negócios. O tiroteio foi intenso, escondi-me atrás de algumas plantas. Vi quatro terroristas (…) Dispararam contra mim e uma bala ricocheteou na parede e atingiu minha perna. Eles mataram um guarda na minha frente”, relatou.

“Eles eram jovens. Não tinham emoções. Pareciam desfrutar o que estavam fazendo. Eu nunca vou esquecer os seus rostos, nunca”, acrescentou.

O Shebab reivindicou a responsabilidade pelo massacre e disse que atacou o shopping em retaliação pelo envolvimento militar do Quênia na vizinha Somália, mergulhada no caos há duas décadas.

As tropas quenianas fazem parte da AMISOM, uma força militar da União Africana que apoia o governo de Mogadíscio contra os insurgentes.

Desde o Westgate, os shebabs cometeram mais ataques no Quênia. Em abril, realizaram mais um massacre sangrento na Universidade de Garisa (nordeste), que deixou 148 mortos, em sua maioria estudantes.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/07/shopping-de-nairobi-no-quenia-reabre-dois-anos-apos-massacre.html

Afeganistão concorda em reabrir escritório político do Talibã

Representantes nas conversas preliminares com objetivo de encerrar a longa guerra do Afeganistão concordaram que os insurgentes do Taliban devem reinaugurar um escritório político para as negociações, mas a discórdia em relação às tropas estrangeiras ainda ameaça a perspectiva de um cessar-fogo.

 Foto: Stringer / Reuters
Policial dispara de veículo blindado durante batalha com insurgentes do Taliban em Kunduz. 03/05/2015

Foto: Stringer / Reuters

Um comunicado emitido nesta segunda-feira delineou os acordos obtidos por pelo menos 40 delegados em uma “reunião extra-oficial” que congregou representantes do Taliban, da Organização das Nações Unidas (ONU) e figuras do governo afegão no encontro de dois dias realizado no Catar.

O diálogo foi um passo adiante rumo a um processo de paz que vem se mostrando evasivo durante a guerra, que matou dezenas de milhares de afegãos desde que o Taliban foi expulso do poder por uma coalizão militar liderada pelos Estados Unidos.

Os delegados concordaram que o Taliban deveria reabrir um escritório político em Doha, o que causou furor em 2013, quando foi brevemente inaugurado como parte de uma tentativa anterior, e fracassada, de iniciar negociações.

Na cerimônia de inauguração televisionada, os representantes do Taliban hastearam a bandeira de seu regime anterior, revoltando o então-presidente Hamid Karzai e inviabilizando as tão esperadas conversas.

O novo líder do Afeganistão, Ashraf Ghani, fez das negociações uma prioridade desde que assumiu o cargo no ano passado.

Os delegados também pediram a retirada dos nomes dos principais líderes do Taliban de uma lista negra de terroristas da ONU para que possam viajar para as tratativas, de acordo com uma declaração do Conselho Pugwash, uma organização global que prega a resolução de conflitos e co-sediou as conversas com o governo do Qatar.

Mas não houve avanço no tocante ao principal obstáculo para um cessar-fogo – a permanência de cerca de 10 mil treinadores militares dos EUA e de forças contra-terrorismo.

As conversas terminaram no domingo com o comprossimo de se realizar um diálogo semelhante no futuro.

Os combates sofreram uma escalada após a partida da maioria dos soldados norte-americanos e aliados, e recentemente o Taliban lançou uma ofensiva no norte afegão que levou seus combatentes até os arredores da cidade de Kunduz, uma capital provincial.

O governo do Afeganistão não comentou oficialmente as conversas, mas membros do Alto Conselho para a Paz do país compareceram ao evento.

Um participante do Taliban disse à Reuters que uma delegação de oito membros do grupo teve conversas diretas com autoridades afegãs.

“A delegação afegã e Qayyum Kochai, tio do presidente Ashraf Ghani, exigiram que ponhamos fim à violência e anunciemos um cessar-fogo”, afirmou.

O Taliban declarou que não irá parar de lutar até que todas as forças estrangeiras deixem o Afeganistão, disse.

(Reportagem adicional de Mehreen Zahra-Malik, em Islamabad, e David Brunnstrom, em Washington)

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/afeganistao-concorda-em-reabrir-escritorio-politico-do-taliban,a3da804aaef1d410VgnCLD200000b2bf46d0RCRD.html