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Exército nigeriano liberta 195 reféns do Boko Haram

Forças Armadas têm apertado cerco contra terroristas no Nordeste do país.

ABUJA – O Exército nigeriano anunciou nesta quinta-feira ter libertado 195 reféns do Boko Haram durante operações militares contra o grupo radical islâmico em várias aldeias no Nordeste do país. Vários terroristas também foram mortos, anunciou o coronel Sani Usman, porta-voz das Forças Armadas.

Segundo o Exército, a contraofensiva em várias aldeias no estado de Borno ocupadas pelo Boko Haram resultou no encontro de, além dos 195 reféns, gado, dois caminhões, 180 motocicletas e 750 motocicletas — usadas nos ataques a bomba e em incursões armadas.

Após operações militares na floresta de Sambisa, um dos redutos históricos do grupo em Borno, muitos campos foram desmantelados e centenas de reféns já foram resgatados. O Exército camaronês afirmou ter realizado nesta semana uma operação semelhante, com sucesso.

Na Nigéria, o país mais populoso da África — com 170 milhões de habitantes —, a insurgência do Boko Haram, que se afiliou ao Estado Islâmico, custou mais de 17 mil vidas em seis anos.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/exercito-nigeriano-liberta-195-refens-do-boko-haram-18704109#ixzz40aDocF9R
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Homens armados matam dez e tomam reféns em shopping de Bagdá

Ataque ocorreu em bairro de maioria xiita.

BAGDÁ — Autoridades iraquianas afirmaram nesta segunda-feira que homens armados mataram ao menos dez pessoas e fizeram reféns em um shopping de Bagdá, em um bairro de maioria xiita no leste da capital.

Os agressores continuam dentro do shopping, localizado no bairro de al-Jadida, de acordo com um coronel da polícia, que indicou que eles poderiam portar cintos de explosivos.

EUA sofrem primeira baixa militar em guerra contra Estado Islâmico

Primeira missão em solo iraquiano para combater grupo terrorista resgatou 70 reféns que estavam para ser executados.

Os EUA sofreram a primeira baixa militar desde que deram início à guerra contra o grupo terrorista Estado Islâmico, afirmaram oficiais do Exército, nesta quinta-feira (22). De acordo com a rede de notícias “CNN”, o homem foi morto durante uma ação norte-americana cujo objetivo era resgatar dezenas reféns que estavam prestes a ser executados.

Foi a primeira vez que militares dos EUA realizaram uma missão para combater o grupo terrorista em solo iraquiano, país que o Exército norte-americano bombardeia desde setembro do ano passado. Com o passar dos meses, o Pentágono foi recebendo ajuda militar de outras nações, parte da aliança internacional para eliminar o Estado Islâmico.

A ação, que teve participação, além dos EUA, de forças curdas e iraquianas contra os terroristas, resgatou aproximadamente 70 reféns de uma prisão comandada pelo Estado Islâmico, incluindo 20 militares do Iraque. Seis integrantes do grupo foram detidos e cerca de 20, mortos.

Primeiro morto desde 2011
O caso do norte-americano abatido durante a ação foi a primeira morte de um militar dos EUA no Iraque desde novembro de 2011. A missão de resgate que o levou a óbito ocorreu nas proximidades de Hawija, ao norte da província de Kirkuk, segundo o Pentágono. Além dele, quatro soldados curdos ficaram feridos.

O governo regional do Curdistão – que abrange áreas no Iraque, Síria, Irã, Armênia e Azerbaijão – rechaçou em nota a possibilidade de a ação ter visado também o resgate de curdos, conforme os EUA chegaram a anunciar mais cedo. O Pentágono classificou a ação de “complexa e altamente bem-sucedida”.

“Parabenizamos os valentes indivíduos que salvaram muitas vidas e lamentamos profundamente a perda de um dos nossos, que morreu enquanto apoiava nossos camaradas iraquianos em uma dura luta”, disse, em nota, o General Lloyd J. Austin III, comandante do Comando Central dos EUA. “Nossa gratidão e condolências à família deste jovem homem, a seus colegas militares e a seus amigos.”

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-10-22/eua-sofrem-primeira-baixa-militar-em-guerra-contra-estado-islamico.html

“Para quem quiser pagar”: Estado Islâmico coloca reféns a venda na internet

Grupo extremista ressaltou ainda que se trata de uma “oferta por tempo limitado”

O grupo extremista Estado Islâmico, que proclamou um califado nos territórios que domina no Iraque e na Síria há mais de um ano, agora está vendendo reféns na internet. Esta semana, dois anúncios com os nomes e perfis de um chinês e um norueguês sequestrados pelos jihadistas foram publicados na internet, junto de um número de telegrama e a frase “para quem quiser pagar o resgate por sua libertação e transferência”. A publicação ainda ressalta que se trata de uma “oferta por tempo limitado”, segundo informações do Vocativ.

Refém chinês foi identificado como Fan JinghuiReprodução/ Daily Mail

Nas imagens, ambos os reféns aparecem vestindo macacões de prisão amarelos. De acordo com informações do Daily Mail, os homens foram identificados como o norueguês Ole Johan Grimsgaard-Ofstad, de 48 anos natural de Oslo, e o chinês Fan Jinghui, um consultor independente de 50 anos natural de Pequim.

Estado Islâmico matou quase 100 pessoas em um mês

Estado Islâmico dinamita parte do templo de Bel em Palmira

De acordo com os anúncios, os governos da Noruega e da China se recusaram a pagar o resgate pelos reféns. Cada um deles “foi abandonado por seu governo”, diz o texto.

Ainda segundo o Daily Mail, o primeiro-ministro norueguês, Erna Solberg, confirmou nesta quarta-feira (9) que um norueguês “na casa dos 40 anos está sendo mantido refém na Síria desde meados de janeiro deste ano. No entanto, ele negou que o país vá pagar para o Estado Islâmico libertá-lo.— Nosso objetivo é trazer nosso cidadão de volta para casa. Mas quero deixar muito claro que este é um caso bastante exigente.

Os anúncios foram publicado na última edição da revista on-line do Estado Islâmico, que também inclui ofensas a grupos rivais, como o Talebã, e uma foto do menino sírio encontrado afogado em uma praia na Turquia na semana passada. De acordo com a publicação, sua morte serviu como um aviso para todos aqueles que querem fugir dos territórios controlados pelo Estado Islâmico na Síria e no Iraque.

http://noticias.r7.com/internacional/para-quem-quiser-pagar-estado-islamico-coloca-refens-a-venda-na-internet-10092015

Estado Islâmico liberta 15 reféns cristãos na Síria

Grupo foi solto com pagamento de taxa aplicada pelo EI a não muçulmanos.
Sequestrados em Al-Qaryataïn, reféns chegaram sexta (4) a Fayrouzah.

Ao menos 15 cristãos sírios sequestrados pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI) em uma cidade do centro da Síria foram libertados, informou nesta sexta-feira (4) a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

 “Um grupo de 15 cristãos detidos pelo EI em Al-Qaryataïn foi libertado e chegou a Fayrouzah”, disse Rami Abdel Rahmane, diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Segundo fontes médicas citadas pela ONG, o grupo chegou na tarde desta sexta-feira em Fayrouzah, cidade a sudeste de Homs, em “bom estado de saúde”.

Desde o início de agosto, ao menos 230 civis foram sequestrados pelo EI, incluindo dezenas de cristãos em Al-Qaryataïn.

Abdel Rahmane revelou que os reféns cristãos foram libertados em troca de uma taxa paga ao EI aplicada a não muçulmanos.

Entre os reféns libertados não se encontra Jacques Mourad, um católico sírio sequestrado em maio em um mosteiro de Al-Qaryataïn e ainda em poder do EI, destacou o OSDH.

A libertação dos 15 cristãos ocorre após informações sobre um acordo com o EI envolvendo o pagamento da taxa, a não exibição de símbolos cristãos e a ausência de qualquer ato hostil ao EI em Al-Qaryataïn”.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/09/estado-islamico-liberta-15-refens-cristaos-na-siria.html?utm_source=facebook&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar

Exército nigeriano diz ter libertado mais 30 reféns do Boko Haram

O exército nigeriano anunciou nesta terça-feira (29) ter libertado 30 reféns do Boko Haram, incluindo 21 crianças e sete mulheres, durante uma operação militar contra o grupo islamita em Dikwa, no nordeste do país.

A cidade de Dikwa, cerca de 90 km a leste de Maiduguri, capital do estado de Borno, foi tomada pelo Boko Haram e depois libertada pelo exército chadiano durante uma importante batalha em abril.

Mais uma vez nas mãos dos islamitas, foi novamente libertada pelo exército nigeriano na semana passada.

“Como resultado da operação em andamento (…) para livrar Dikwa e seus arredores dos terroristas do Boko Haram, a 7ª Divisão do Exército nigeriano resgatou ontem (segunda-feira) 30 mulheres e crianças das mãos de terroristas”, afirmou Sani Usman, porta-voz do exército.

Entre os reféns resgatados estavam “21 crianças, incluindo um recém-nascido de seis dias e sete mulheres”, indicou.

O exército nigeriano anunciou ter libertado centenas de mulheres e crianças reféns do Boko Haram nos últimos meses, especialmente na floresta de Sambisa, um dos redutos históricos do grupo islamita agora afiliado a organização jihadista do Estado Islâmico (EI).

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/07/exercito-nigeriano-diz-ter-libertado-mais-30-refens-do-boko-haram.html

Nigéria: Mais de 700 reféns libertados numa semana

A ofensiva contra o Boko Haram está a dar frutos. O exército da Nigéria libertou perto sete centenas de reféns em menos de uma semana na floresta de Sambisa, no nordeste do país. Mas os militares continuam sem notícia das duas centenas de estudantes de Chibok raptadas no ano passado.

“Esta operação vai continuar até à floresta ser passada a pente fino e até libertamos todos os nigerianos sequestrados”, declarou o porta-voz do ministério da Defesa.

A ofensiva contra o Boko Haram realiza-se em várias frentes e conta com a participação dos exércitos dos países vizinhos, o Níger, o Chade e os Camarões.

De acordo com a Amnistia Internacional, os extremistas islâmicos raptaram dois milhares de mulheres e adolescentes desde o início de 2014.

http://pt.euronews.com/2015/05/02/nigeria-mais-de-700-refens-libertados-numa-semana/

Estado Islâmico mantém em cativeiro 50 pessoas sequestradas na Síria

Quarenta reféns possuem a mesma linha religiosa do EI, mas não apoiam os terroristas.

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) mantém sequestradas há dez dias 50 pessoas da cidade de Al Mabuye, no leste da província de Hama, região central da Síria, informou nesta sexta-feira (10) o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Entre os reféns estão dez pessoas seguidoras do ismaelismo, um ramo do xiismo, e quarenta beduínos sunitas, capturados quando os jihadistas invadiram a cidade no dia 31 de março.

Durante o ataque a Al Mabuye, o EI matou 52 pessoas, entre elas 46 civis, que foram decapitados, queimados ou mortos a tiros pelos extremistas.

As outras seis vítimas eram soldados do regime leal ao presidente Bashar al Assad e morreram nos confrontos.

Os beduínos, sunitas como os integrantes do grupo terrorista, foram levados por não expressar apoio aos jihadistas.

Al Mabuye se encontra na periferia leste de Al Salamiya, região composta, em sua maioria, por seguidores do ismaelismo.

Após as recentes derrotas sofridas nas províncias sírias de Aleppo e Al Hasaka, ambas no norte, o EI está concentrando seus ataques contra alvos governamentais em Hama e Homs, no centro do país, e no sul da capital Damasco.

http://noticias.r7.com/internacional/estado-islamico-mantem-em-cativeiro-50-pessoas-sequestradas-na-siria-10042015

Estado Islâmico libera mais de 200 Yazidis que eram mantidos em cativeiro no Iraque

BAGDÁ – Militantes do Estado islâmico libertaram mais de 200 Yazidis que estavam mantendo em cativeiro no norte do Iraque na quarta-feira, disse uma testemunha à Reuters.

Todos os libertados eram pessoas idosas ou doentes, e também incluiu dois cristãos.

http://www.jpost.com/Breaking-News/Islamic-State-releases-more-than-200-captive-Yazidis-in-Iraq-396558

Dois anos após ataque a shopping, al-Shabab volta a aterrorizar Quênia

Dois anos depois do ataque a um shopping center de Nairóbi que deixou 67 mortos, o grupo extremista islâmico Al-Shabab volta a realizar um atentado no Quênia.

Nesta quinta-feira, militantes invadiram uma universidade na cidade de Garissa, próxima à fronteira com a Somália, matando a tiros pelo menos 70 pessoas e fazendo outras dezenas de estudantes reféns, segundo autoridades.

Há relatos de que cerca de 79 pessoas tenham se ferido durante a invasão da universidade, e militantes ainda mantinham reféns em seu poder na tarde desta quinta.

Trata-se de mais um episódio de retaliação do Al-Shabab contra as autoridades quenianas. O grupo extremista tem como base a Somália e repudiou a decisão de Nairóbi de enviar tropas para o país vizinho há quatro anos, como parte de um esforço internacional para reprimir as atividades extremistas.

Considerado organização terrorista por autoridades dos EUA e da Grã-Bretanha, o Al-Shabab quer criar um Estado islâmico na Somália, país há décadas marcado pela instabilidade política e pela falência do governo central – de 1991 a 2012, por exemplo, o país ficou sem governo formal.

O Al-Shabab, que tem elos com a rede al-Qaeda, vem promovendo ataques contra o Quênia desde 2011, quando tropas quenianas entraram no sul da Somália para combater os militantes do grupo.

Ele chegou a controlar boa parte da Somália, mas foi expulso das principais cidades que dominava no sul e no centro do país, inclusive a capital, Mogadíscio.

Leia mais: Quênia diz que massacre em ônibus é tentativa de iniciar guerra religiosa

Ainda assim, o grupo permanece sendo uma ameaça.

Saiba mais sobre o grupo com as perguntas e respostas abaixo, preparadas pela BBC:

Quem é o Al-Shabab?

Al-Shabab significa “A Juventude” em árabe. O grupo apareceu como uma ala radical da hoje finada União das Cortes Islâmica da Somália em 2006, enquanto o grupo combatia as forças etíopes que entraram na Somália para apoiar o fraco governo interino.

Ataque em universidade deixou feridos, e reféns seguem em poder dos militantes

Há vários relatos sobre a presença de jihadistas estrangeiros na Somália para ajudar o Al-Shabab.

O grupo impôs uma versão rígida da sharia (lei islâmica) nas áreas sob seu controle, incluindo o apedrejamento até a morte das mulheres acusadas de adultério e o amputamento das mãos de acusados de roubo.

Quanto da Somália o Al-Shabab controla?

Apesar de ter perdido o controle de cidades e povoados, o grupo ainda tem influência sobre muitas áreas rurais da Somália.

O Al-Shabab foi expulso da capital do país, Mogadíscio, em agosto de 2011, e perdeu o controle do vital porto de Kismayo em setembro do ano passado.

Kismayo era uma peça importante para os militantes, permitindo que suprimentos chegassem a áreas sob seu controle e provendo recursos para suas operações.

A União Africana (UA), que apoia as forças do governo, comemorou a retomada do controle de ambas as cidades, mas o Al-Shabab ainda promove ataques suicidas com relativa frequência em Mogadíscio e em outros lugares.

Analistas acreditam que o Al-Shabab está se concentrando cada vez mais em táticas de guerrilha para conter o poder de fogo das forças da UA.

Militantes do Al-Shabab
O grupo extremista muçulmano ganhou notoriedade com o ataque em Nairóbi em 2013

Mas o grupo está sob pressão em várias frentes, incluindo a incursão das forças do Quênia na Somália em 2011. O Quênia acusou o Al-Shabab de sequestrar turistas. As forças quenianas, agora sob o comando da UA, esteve à frente dos esforços para expulsar o grupo no sul do país, até Kismayo.

Leia mais: Por segurança, Quênia pede que cidadãos assistam jogos da Copa em casa

Enquanto isso, as forças da Etiópia entraram pelo oeste e tomaram controle das cidades centrais de Beledweyne e Baidoa.

Quem lidera o Al-Shabab?

Ahmad Umar é o chefe do grupo desde setembro do ano passado, quando um ataque de um drone americano matou o então líder, conhecido como Mukhtar Abu Zubair.

Foi o mesmo destino de seu antecessor, Moalim Aden Hashi Ayro, morto em um ataque aéreo americano em 2008.

Quais são as ligações internacionais do Al-Shabab?

O Al-Shabab se aliou à Al-Qaeda em fevereiro de 2012. Em um comunicado conjunto em vídeo, o então líder do grupo disse que “prometia obediência” à Al-Qaeda.

Os dois grupos trabalham juntos há tempos, e estrangeiros estariam lutando ao lado dos militantes somalis – autoridades britânicas, por exemplo, temem que haja um grande recrutamento junto à comunidade somali vivendo na Grã-Bretanha.

Autoridades americanas acreditam que, com a Al-Qaeda em retirada do Afeganistão e do Paquistão após a morte de Osama bin Laden, seus combatentes estejam cada vez mais buscando refúgio na Somália.

O Al-Shabab já havia promovido ataques fora da Somália?

Antes do aterrorizante ataque ao shopping center na capital queniana, o grupo tinha sido responsável por um ataque suicida duplo na capital de Uganda, Kampala, que matou 76 pessoas que assistiam pela televisão à final da Copa do Mundo de futebol, em 2010.

O ataque aconteceu porque Uganda – junto com o Burundi – forneceu grande parte das tropas da UA na Somália antes de o Quênia entrar no conflito.

Analistas dizem que os militantes entram com frequência no Quênia e deixam o país sem serem interceptados. Seus militantes até mesmo visitariam Nairóbi para tratamentos médicos.

O duplo ataque em 2002 contra alvos israelenses próximos ao balneário de Mombasa, no Quênia, foi supostamente planejado na Somália por uma célula da Al-Qaeda.

Leia mais: Extremistas alugaram espaço no shopping para realizar ataque no Quênia

Os Estados Unidos também acreditam que alguns dos integrantes da Al-Qaeda que planejaram os ataques contra as embaixadas americanas em Nairóbi e Dar-es-Salaam (Tanzânia), em 1998, depois fugiram para a Somália.

Quem são os apoiadores do Al-Shabab?

A Eritreia é o único aliado regional, mas nega prover armas ao Al-Shabab.

Vítimas do Al-Shabab
O ataque à universidade voltou a provocar pânico no Quênia

O país apoia o Al-Shabab para conter a influência da Etiópia, seu maior inimigo.

O que faz o governo da Somália?

O presidente do país é o ativista e ex-acadêmico Hassan Sheikh Mohamud, eleito em 2012 por um recém-escolhido Parlamento somali, após um processo de paz promovido pela ONU.

Ele derrotou o ex-presidente Sheikh Sharif Sheikh Ahmed – um ex-combatente rebelde islâmico, cujos três anos no poder foram criticados pelo suposto descontrole sobre a corrupção.

O Al-Shabab denunciou o processo de paz como um plano estrangeiro para controlar a Somália.

A Somália é considerada um “Estado falido”. Há duas décadas, a maior parte do país tem sido uma zona de guerra constante.

A situação ajudou o Al-Shabab a ganhar apoio entre os somalis. O grupo prometia segurança à população, algo fortemente desejado.

Mas sua credibilidade foi atingida quando rejeitou a ajuda alimentar ocidental para combater a fome causada pela seca em 2011.

Qual é a orientação religiosa do Al-Shabab?

O Al-Shabab defende a versão wahabista do islã, inspirada pela Arábia Saudita, enquanto a maioria dos somalis segue a linha do sufismo. O Al-Shabab destruiu um grande número de santuários sufistas, provocando queda ainda maior em sua popularidade.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/04/150402_quenia_ataque_universidade_fd