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Alemanha:Requerente de asilo afegão esfaqueia mulher grávida – o bebê por nascer morre

Um candidato a asilo de 25 anos do Afeganistão esfaqueou tão gravemente uma mulher grávida na cidade alemã de Bad Kreuznach que seu feto morreu.

O incidente ocorreu em um hospital em Bad Kreuznach na noite de sexta-feira.  Ele  esfaqueou a mulher, polonesa de 25 anos várias vezes com uma faca. A vítima estava gravemente ferida, mas poderia ser salva durante a operação. Seu feto não sobreviveu.

O suposto agressor fugiu da cena do crime, mas pode ser preso. Ele está agora sob custódia. A motivação do esfaqueamento ainda é desconhecida, diz Spiegel.de .

Imagem e Informações Voice of Europe

Um refugiado adulto estupra a filha de 12 anos de sua família adotiva francesa porque “estava apaixonado”

Esta semana, um imigrante foi considerado culpado de estuprar uma menina de 12 anos, cuja família o abrigava gratuitamente, informa Nord Éclair . 

Na segunda-feira, o julgamento do imigrante de 29 anos, de Roubaix foi aberto ao público. Ele foi condenado por estuprar uma garota francesa de 12 anos.

O imigrante obteve uma concessão de asilo em 2013, ao afirmar que estava fugindo da “perseguição política”.

Assim que ele chegou na família, ele estuprou a menina e foi levado à prisão como conseqüência. Ele afirma estar apaixonado pela jovem e que ela sente o mesmo em relação a ele.

O júri considerou-o culpado de “agressão sexual” e afirmou que a menina não podia consentir em quaisquer relações sexuais por causa de sua tenra idade como no momento do crime, ela tinha apenas 12 anos.

Ele foi condenado a mais cinco anos de prisão com um ano suspenso.

Imagem e Informações Voice of Europe

Alemanha: Médico é assassinado por refugiado somali na frente da filha de 10 anos

A polícia prendeu um suspeito após o assassinato de um médico em seu consultório na cidade alemã de Offenburg, no estado de Baden-Württemberg, no sudoeste do país. O suspeito de matar, é um requerente de asilo (26) da Somália, provavelmente tirou a vida do médico por volta das 8h45, fugiu depois a pé e pode ser pego por uma boa hora depois de uma ação policial massiva na área.

Einzelfallinfos ❌@Einzelfallinfos

Der somalische Tatverdächtige zum Arzt-Mord in kam 2015 als Flüchtling nach Deutschland – schweigt bislang gegenüber den Ermittlern https://www.presseportal.de/blaulicht/pm/110975/4036673 

Einzelfallinfos ❌@Einzelfallinfos

: Schrecklich – die 10-jährige Tochter des Arztes Joachim T. war während der Bluttat anwesend und musste wohl mit ansehen, wie der somalische Flüchtling auf die Arzthelferin einstach und ihren Vater tötetehttps://www.bild.de/news/inland/news-inland/offenburg-hausarzt-in-praxis-erstochen-tochter-10-war-dabei-56708070.bild.html 

Offenburg: Hausarzt in Praxis erstochen, Tochter (10) war dabei

In Offenburg stürmte ein Mann (26) in eine Hausarztpraxis, tötete einen Mediziner. Die Tochter (10) war dabei, als ihr Vater starb.

bild.de

O assistente do médico também ficou levemente ferido durante o ataque.

A vizinha Johanna Skopp, de 73 anos, disse ao jornal Bild que foi acordada pelo barulho da filha do médico (10 anos) gritando em vão: “Eu ainda estava na cama, prestes a acordar quando ouvi sua filha gritando aos prantos papai, papai!”

#565. Debile Gutmenschen🖕❌@WegMitHartzern

Wieder ein unschuldiges Opfer |s!
Dr. R.I.P.
Den Angehörigen mein herzliches Beileid!

A mídia alemã escreve que o assassino entrou na clínica do médico, que fica em um antigo quartel, sem agendamento. O homem somali imediatamente atacou o médico com a faca. O Dr. Joachim T. morreu no local. Sua assistente Elke D. ficou apenas levemente ferida. A polícia não confirmou que ela também foi esfaqueada.

O suspeito deixou a faca e fugiu depois. A filha de dez anos do médico teria sido testemunha do assassinato.

O motivo exato da violência ainda não está claro, pois a polícia continua a procurar por mais testemunhas.

Cobertura relacionada: Alemanha – Merkel vaiado em Dresden enquanto a multidão grita ‘Traidora’ (Vídeo) .

O requerente de asilo, que fugiu para a Alemanha em 2015 quando a chanceler Merkel abriu as fronteiras, não fez nenhuma declaração até agora.

Ele mora em Offenburg, uma cidade de 60.000 habitantes, a cerca de meia hora de carro da cidade francesa de Estrasburgo.

O doutor Joachim T. tratou vários requerentes de asilo em sua prática e foi muito popular com seus pacientes. A maior parte da rua está em choque por causa dos acontecimentos.

Com imagem e informações The Goldwater

Noruega: esfaqueamento até a morte em mercado cometido por menor refugiado

Isso pode não ter sido um ataque da jihad. Embora o Estado Islâmico e outros grupos da jihad tenham apelado aos muçulmanos no Ocidente para que matassem civis aleatoriamente, este assassinato em particular poderia ter sido uma disputa pessoal entre o assassino e a vítima. De qualquer forma, é uma indicação de quão maravilhosamente diversificada a Noruega, e grande parte da Europa, se tornou.

“Menor refugiado desacompanhado assassinou o empregado do mercado Coop com faca”, traduzida de “Ensamkommande knivmördade Coop-anställd”, Fria Tider , 16 de julho de 2018 (graças a Denny):

A chamada criança refugiada não acompanhada do Afeganistão foi presa por um assassinato brutal em Vadsø, na Noruega, no último sábado, informou a TV norueguesa . O detido tem uma autorização de residência temporária e veio para a Noruega em 2015.

Foi pouco depois das dez horas da noite de sábado que a polícia de Finnmark foi alertada sobre esfaqueamento no mercado Coop Extra em Vadsø, no nordeste da Noruega.

No local, o corpo de Håvard Pedersen, de 18 anos, foi encontrado esfaqueado.

Embora houvesse um médico em cena, a vida da vítima não foi salva.

A vítima trabalhava na loja onde foi encontrado.

Um jovem de 17 anos foi preso pelo assassinato. Segundo a polícia, ele é um imigrante com uma autorização de residência temporária. Ao contrário da Suécia, a mídia norueguesa foi rápida em anunciar a origem étnica do suspeito.

O detento veio para a Noruega como menor requerente de asilo em 2015 e nasceu no Afeganistão.

Os afegãos foi preso depois que um helicóptero da polícia o viu correndo do mercado. No entanto, ele quase conseguiu fugir quatro horas depois, quando  tentou escapar saltando para a água de uma ponte. Um civil em um barco ajudou a polícia a levá-lo.

“O motivo do assassino não é conhecido, então agora precisamos descobrir por que isso aconteceu”, disse a polícia de acordo com a TV2.

O suspeito já era conhecido da polícia por assediar pessoas, segundo o jornal norueguês.

Com imagem   e informações Jihad Watch

Norueguês estuprado por refugiado diz se sentir ‘culpado’ por deportação de agressor

Um norueguês que foi vítima de estupro por um refugiado somali afirmou se sentir ‘culpado’ ao saber que o agressor foi deportado.

Karsten Nordal Hauken, que se classifica como feminista e anti-racista, foi violentado há cinco anos.

Em um artigo publicado no site da emissora de TV estatal norueguesa NRK, Hauken diz que se tornou depressivo e viciado em drogas após o incidente.

Apesar disso, ele alega ter se sentido mal quando soube que seu agressor seria deportado para a Somália, mesmo depois de ter cumprido uma pena de quatro anos de prisão pelo crime.

Hauken também diz que decidiu escrever sobre sua experiência pessoal porque queria quebrar o tabu sobre homens vítimas de estupro.

“Chorei quando sentei no meu carro”, afirma ele, ao se lembrar do dia em que soube da notícia da deportação.

“Primeiramente, senti um misto de alívio e felicidade ao saber que ele estava indo embora para sempre. O governo norueguês estava agindo de maneira vingativa, como um pai que confronta o estuprador de seu filho”, conta.

“Me senti muito culpado e responsável pelo que estava acontecendo. Era a razão pela qual ele não permaneceria na Noruega, mas enfrentaria um futuro incerto na Somália”.

“Ele já tinha cumprido a pena na prisão. Por que ele deveria ser punido de novo? E desta vez de forma mais dura?”, questiona Hauken no artigo.

Hauken diz que o pior efeito do estupro foi que ele “perdeu muito tempo” para a “depressão e para a maconha”.

“É assustador e um tabu falar sobre a vida emocional de um homem”, escreveu ele.

“Sinto como se tivesse sido esquecido e ignorado. Mas não me atrevo a falar sobre isso. Tenho medo de ataques de todos os lados”, acrescentou.

“Tenho medo de que nenhuma mulher vá me querer e que outros homens vão rir de mim. Medo de que eu serei taxado de anti-feminista quando digo que homens jovens que estão passando por um momento difícil precisam de mais atenção”.

“Meninos e homens devem aprender que é normal falar sobre seus sentimentos. Meninos e homens estão sendo ignorados. Para mim, o resultado foram anos de depressão, vício, solidão e isolamento”.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/04/160410_nuruegues_estupro_refugiado_deportacao_lgb

 

De estudante de Odontologia a terrorista do EI

SANLIURFA — As autoridades turcas ainda trabalham para construir o perfil de Nabli Fadli, que se explodiu no histórico e turístico bairro de Sultanahmet, no Centro de Istambul, matando dez alemães. Fadli entrou em solo turco como refugiado a partir da fronteira síria. Antes de integrar o grupo radical Estado Islâmico (EI), era um estudante “consciente, popular e quieto” de Odontologia na Universidade de Aleppo, na Síria, segundo colegas.

Fadli entrou em solo turco em meados de dezembro e inicialmente pretendia realizar o ataque durante as comemorações de Ano Novo na capital Ancara, segundo informações do BuzzFeed News. Ele se registrou como refugiado quando chegou ao país, mas não despertou a desconfiança das forças de segurança, embora um irmão de Fadli tenha se explodido no ano passado em combate contra as tropas do ditador sírio, Bashar al-Assad.

Entrevistas com conhecidos de Fadli deram pistas sobre sua trajetória de radicalização. Antes de se aliar às fileiras extremistas do EI, ele integrou um grupo rebelde antigoverno.

Um combatente da oposição que lutou ao lado de Fadli disse que o conheceu antes do começo da guerra na Síria, na cidade fronteiriça de Jarabulus. Eles eram de diferentes grupos baseados na cidade, que ajudaram a tomar o território das mãos do governo. Fadli era membro do al-Daher Baybars, cujo nome foi inspirado em um sultão do século 13.

— Nós lutamos pela nossa revolução, mas eles quiseram construir o Estado Islâmico deles — disse o rebelde, que pediu anonimato para evitar retaliação do grupo terrorista por falar à imprensa. — Nós pensamos que ele fosse um bom rapaz, mas ele é um cretino.

TREINO PARA HOMEM-BOMBA

Em 2013, o EI atacou Jarabulus para anexar a estratégica fronteira com a Turquia. Os extremistas prevaleceram, em parte porque vários membros do al-Daher Baybars, inclusive Fadli, os ajudaram a conquistar a cidade. Um recente desertor do Estado Islâmico, que chegou a trabalhar como comandante do grupo, disse que Fadli se uniu aos terroristas com colegas rebeldes e seguiu para o treinamento da organização de homens-bomba. Ele acrescentou que vários parentes do sírio também entraram no EI, e que um deles se explodiu ano passado em uma batalha contra as forças de Assad. Ele disse ainda que “muita gente do bem” se junta ao grupo pela necessidade de sustentar a família, mas que Fadli “realmente acreditava nos extremistas”.

— Ele fez isso para causar problemas aos refugiados. — disse o ex-rebelde. — Ele matou dez pessoas, mas colocou dois milhões de sírios na Turquia em risco.

As unhas dos pés de Fadli haviam sido retiradas, o que indica que o sírio foi torturado em algum momento da vida. As autoridades agora investigam se ele já foi preso pelo governo sírio ou pelas milícias curdas. Fadli também passou um tempo na Arábia Saudita, embora os investigadores não saibam quando.

Fadli entrou em solo turco em meados de dezembro. Depois que a polícia prendeu dois homens sob o pretexto de serem do Estado Islâmico e planejarem um ataque na capital, em 30 de dezembro, Fadli preferiu a discrição.

— Depois que esses suspeitos foram detidos, ele mudou de ideia. Voltou a Istambul e se explodiu dez dias depois — explicou o funcionário do governo, que também pediu anonimato por não ter autorização de falar publicamente sobre a investigação.

A deliberada atitude de deixar pistas sobre sua identidade intriga os investigadores turcos. Fadli fez check-in em hotéis com o próprio nome e se registrou como refugiado, “embora pudesse facilmente se manter anônimo no mar de refugiados que chegavam ao país com ele”, disse o funcionário.

UM UNIVERSITÁRIO QUE NÃO SE ENVOLVIA EM BRIGAS

A mãe de Fadli era uma cristã armênia que se converteu ao Islamismo para casar com o pai dele, islâmico fervoroso. Um nativo de Manbij, cidade no interior de Aleppo agora controlada pelo Estado Islâmico, disse que a família de Fadli tinha uma loja de mobiliário na cidade. Eram pessoas respeitadas pela comunidade, conhecidas por criar os filhos sob estritos dogmas religiosos. Abdullatif Fadli, pai do terrorista, disse que a família se sente envergonhada pelo ato do filho.

— Eles eram como puritanos — disse um nativo de Manbij.

Mohammed Bakir Hussein, que hoje vive na Alemanha, estudou com Fadli na Universidade de Aleppo. Descreveu o ex-colega como um estudante popular, quieto e consciente. Conhecido por raramente se envolver em brigas, Fadli não era muito religioso, mas tinha paixão por exercícios físicos. Hussein contou que, como a família era muito pobre para alugar uma casa próxima à universidade, Fadli viajava diariamente quase 50 quilômetros para ir às aulas. Ele estudava para se tornar dentista. Os dois perderam contato depois da formatura.

– Fiquei chocado quando soube o que ele fez em Istambul — disse Hussein. — Em março, ele me mandou uma mensagem no Facebook com um pseudônimo. Até o seu rosto estava diferente, sua expressão facial estava endurecida.

Foi aí que Fadli contou a Hussein que havia se juntado ao Estado Islâmico. Quando Hussein criticou o grupo, Fadli rebateu que ele “não sabia nada do EI” e convidou o ex-colega para ir à Síria “se ele quisesse aprender sobre o grupo”. Logo depois do contato, Fadli deletou a conta na rede social.

O atentado na Turquia preocupou as autoridades se os extremistas estão usando a grave crise humanitária da região para atravessar as fronteiras e armar ataques.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/de-estudante-de-odontologia-terrorista-do-ei-18480789#ixzz3xKl9Q054

Refugiado sírio chutado por cinegrafista húngara é acolhido por escola de futebol na Espanha

Treinador terá casa para família e chance de emprego em Madri.
MADRI — Chutado pela jornalista Petra László enquanto fugia da polícia, o destino do refugiado sírio Osama Abdul Mohsen acabou mudando por completo quando as imagens do momento da agressão na fronteira entre a Sérvia e a Hungria correram o mundo todo. Agora, o treinador de futebol está sendo acolhido por uma escola de futebol em Madri, na Espanha, que disse à imprensa local querer ajudar Mohsen a conseguir um emprego e a recomeçar uma vida mais estável com sua família na Europa.

Depois de conhecer a história de Mohsen, o diretor da Escola Oficial de Treinadores de Futebol e de Futebol de Salão, Miguel Angel Galán, ofereceu ajuda à família síria, que se separou durante a fuga dos conflitos em seu país de origem. Segundo Galán, o ex-treinador do maior time de futebol da Síria terá casa garantida nas proximidades da capital espanhola e, em breve, uma chance de emprego. Além disso, seu filho poderá praticar o esporte para alcançar o sonho de ser jogador profissional de futebol.

— Quando vimos a história de Mohsen publicada nos jornais, nos sentimos muito mal. Assim que ele aprender espanhol, nós consideraremos oferecer-lhe um lugar na nossa organização — contou Galán ao jornal “El País”.

Depois de ser torturado pelo regime de Bashar al-Assad e perseguido pelo Estado Islâmico, Muhsen deixou a cidade de Deir-al-Zour, no Leste da Síria, quando a vida se tornou impossível pela falta de recursos básicos como água, eletricidade e escolas.

Prestes a se reunir na Espanha nos próximos dias, a família síria será recepcionada por representantes da Câmara Municipal do município de Getafe, próximo a Madri. Enquanto isso, dezenas dos seus futuros vizinhos já se mobilizam para dar as boas-vindas aos refugiados.

http://oglobo.globo.com/mundo/refugiado-sirio-chutado-por-cinegrafista-hungara-acolhido-por-escola-de-futebol-na-espanha-17506587

Tia de Aylan diz que suas últimas palavras foram ‘papai, não morra’

Aylan Kurdi foi encontrado morto em praia grega na última quarta-feira. Tragédia da família se tornou um símbolo da crise migratória.

Uma tia do menino Aylan Kurdi, que foi encontrado morto em uma praia grega na última quarta-feira (2), falou sobre a tragédia que se tornou um símbolo da crise migratória na Europa. De acordo com o jornal britânico Daily Telegraph, Tima Kurdi disse que o menino gritou “Papai, não morra, por favor”, antes de se afogar.

O pai de Aylan contou a ela por telefone como os filhos, Aylan, de 3 anos, e Ghalib, de 5 anos, e a esposa morreram, ao lado de outros nove refugiados sírios, no naufrágio de uma embarcação quando a família tentava chegar à ilha grega de Kos, porta de entrada para a União Europeia (UE).

Segundo a agência Associated Press (AP), Tima Kurdi, que morá no Canadá há duas décadas, afirmou que se sente culpada pela tragédia, porque enviou US$ 5 mil ao irmão para pagar pela viagem clandestina.

“Eu me culpo porque meu irmão não tem dinheiro. Eu mandei o dinheiro para pagar o contrabandista. Se não tivesse mandado, todos ainda estariam vivos”, afirmou.

Tima já havia tentado um pedido de asilo para seu irmão mais velho Mohammed no Canadá, mas ele foi negado. Por isso, ela acredita que a viagem era a “única opção” para a família ter uma vida melhor na Europa, possivelmente na Alemanha ou Suécia.

Por telefone, Abdullah relatou como tentou salvar os meninos em seus braços, enquanto eles gritavam para que o pai não morresse. Ao perceber que os filhos já estavam sem vida, ele os soltou, disse a tia.

O pai sobrevivente disse que seu único desejo agora ficar na cidade síria de Kobane, para enterrar seus familiares e ser enterrado ao lado deles. De acordo com ele, 16 membros de sua família que combatiam o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) morreram na sua cidade natal.

Tia se sente culpada porque mandou dinheiro para família pagar a viagem clandestina (Foto: Darryl Dyck/The Canadian Press via AP)Tia mandou dinheiro para pagar a viagem clandestina (Foto: Darryl Dyck/The Canadian Press via AP)

Naufrágio
Pelo menos nove sírios morreram no naufrágio que matou a família de Abdullah Kurdi, segundo a agência AFP — outros veículos citam 12. As duas embarcações haviam partido do balneário turco de Bodrum e tentavam chegar à ilha grega de Kos.

A foto do menino morto virou um dos assuntos mais comentados no Twitter e diversos veículos da imprensa internacional a destacaram como símbolo da gravidade da situação, inclusive com potencial para ser um divisor de águas na política europeia para os imigrantes.

O primeiro-ministro da França, Manuel Valls, disse que a morte do menino sírio mostra a necessidade de ação urgente da Europa na crise migratória. “Ele tinha um nome: Alyan Kurdi. Ação urgente é necessária – uma mobilização da Europa inteira é urgente”, escreveu Valls.

Itália, França e Alemanha assinaram um documento conjunto pedindo pela revisão das atuais regras da União Europeia sobre garantia de asilo e uma distribuição “justa” de imigrantes no bloco, informou o Ministério das Relações Exteriores da Itália.

Ilustração homenageia Aylan Kurdi, menino sírio que morreu em praia na Turquia (Foto: Reprodução/Twitter)Ilustração homenageia Aylan Kurdi, menino sírio que morreu em praia na Turquia (Foto: Reprodução/Twitter)
Aylan Kurdi em fotos mostradas por sua tia, que mora no Canadá (Foto: Cortesia de Tima Kurdi/The Canadian Press via AP)Aylan Kurdi em fotos mostradas por sua tia, que mora no Canadá (Foto: Cortesia de Tima Kurdi/The Canadian Press via AP)