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Jordânia acusada de deportar refugiados sírios

Por  Andréa Fernandes

       A instituição Human Rights Watch divulgou relatório (2/10) denunciando as autoridades jordanianas pela párica deportação sumária de  refugiados sírios bem como expulsão de numerosas famílias sem que seja ofertada a possibilidade dessas família recorrerem da decisão.

      O relatório de 27 páginas é intitulado ” ” Não tenho ideia de por que eles nos enviaram “: desportações na Jordânia e expulsões de refugiados sírios “. De acordo com o documento as autoridades deportaram 400 refugiados sírios todos os meses durante os primeiros cinco meses de 2017.

      Inobstante tal fato, aproximadamente 300 refugiados a cada mês retornaram à Síria durante esse período em circunstâncias que pareciam ser voluntárias.

      Além disso, há estimativa que  por mês 500 refugiados retornaram para a Síria sob circunstâncias que não estão claras.  O país assentou mais de 654.500 refugiados sírios desde 2001.

        Bill Frelick , diretor de direitos de refugiados no Human Rights Watch

“A Jordânia não deveria estar enviando pessoas de volta para a Síria sem ter certeza de que não enfrentariam um risco real de tortura ou sérios danos e, a menos que tivessem uma oportunidade justa para defender seus argumentos para proteção”. Mas a Jordânia expulsou coletivamente grupos de refugiados, negou pessoas suspeitas de violações de segurança ao devido processo legal e ignorou as ameaças reais que os deportados enfrentam ao retornar à Síria.”

Fonte: https://www.middleeastmonitor.com/20171002-hrw-syria-refugees-being-deported-from-jordan/

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A Alemanha admite: 75% dos migrantes muçulmanos necessitarão de benefícios nos próximos anos

“A realidade do refugiado: a Alemanha admite que 75% enfrentam o desemprego de longa duração e viverão de benefícios”, de Simon Osborne, Express , 23 de junho de 2017:

TRÊS quartos dos refugiados da Alemanha serão desempregados de longa duração e reivindicam benefícios por anos, foi admitido hoje.

Aydan Özoğuz, comissário para imigração, refugiados e integração, disse ao Financial Times que apenas um quarto a um terço dos recém-chegados entrarão no mercado de trabalho nos próximos cinco anos e “para muitos outros precisamos de até 10”.

O Institute for Employment Research (IAB) descobriu que apenas 45 por cento dos refugiados sírios na Alemanha possuem um diploma de ensino e 23 por cento um diploma universitário.

As estatísticas da Agência Federal do Trabalho mostram que a taxa de emprego entre os refugiados é de apenas 17 por cento.

Ele disse que 484 mil dos refugiados estão procurando trabalho, contra 322 mil em julho passado – um aumento de 50%.

Destes, 178.500 estão oficialmente desempregados, o que significa que eles não só não têm trabalho, mas não estão matriculados em nenhum programa de treinamento ou cursos de idiomas – 27% acima em julho passado ….

Esperava que a chegada de tantos imigrantes em idade de trabalhar e altamente motivados ajudasse a acabar com a falta de competências da Alemanha e a resolver uma crise demográfica colocada por sua taxa de natalidade perigosamente baixa …

https://www.jihadwatch.org/2017/06/germany-admits-75-of-muslim-migrants-will-be-on-welfare-for-years-to-come

Hungria e Polônia: “Sem refugiados, sem terror”

“WND Exclusive:” Não há refugiados, sem terror para a Polônia, Hungria “, de Liam Clancy, WND , 6 de junho de 2017 (graças à Religião da Paz ):

A Comissão Europeia lançou processos judiciais contra três Estados membros da União Européia que se recusaram a acolher refugiados.

A Polônia, a Hungria e a República Tcheca foram acusados ​​de não cumprir as suas obrigações descritas em um plano de 2015 para transferir migrantes da Itália e da Grécia, para ajudar a aliviar seu fardo.

“Lamento ver isso, apesar das repetidas chamadas para se comprometer a mudar, a República Tcheca, a Hungria e a Polônia ainda não tomaram as medidas necessárias”, disse o comissário de migração da UE, Dimitris Avramopoulos, em entrevista coletiva.

A Comissão está iniciando processos de infração contra as três nações, o que permitiria que o principal tribunal da UE impusesse multas. No entanto, a batalha legal pode demorar meses, mesmo anos, para concluir.

Os governos polonês e húngaro recusaram-se a levar alguém, enquanto a República Checa inicialmente aceitou 12 pessoas, mas já disse que não seria mais bem-vindo …

https://www.jihadwatch.org/2017/06/hungary-and-poland-no-refugees-no-terror

Igrejas e tendas cristãs oferecem conforto para os refugiados

“Quando as pessoas virem nas fotos toda essa comodidade vão pensar que tudo já está bem, já que estamos assentados, mas o que queremos mesmo é voltar para as nossas casas e viver em paz”.

Logo depois que os cristãos iraquianos tiveram que deixar suas casas e pertences para fugir da violência do Estado Islâmico, as igrejas tiveram um importante papel de abrigá-los e protegê-los. Líderes sacrificavam tudo o que tinham para acolher milhares de pessoas desesperadas e sem rumo. Quando os templos já estavam lotados, então surgiu a ideia de montar tendas para servir de moradia àquelas famílias. No acampamento improvisado, as acomodações temporárias receberam também o apoio de comunidades locais através de roupas, alimentos e artigos emergenciais. E assim, milhares de famílias suportaram o frio do inverno, chuvas e as crescentes ameaças de que os extremistas estavam chegando novamente perto deles.

As “moradias” foram sendo aperfeiçoadas com o tempo, possuindo banheiros compartilhados, cozinhas e lavabos. A Portas Abertas Internacional ajudou nesse processo de aperfeiçoamento das tendas, criando novos abrigos semi-permanentes e cabines com capacidade para seis pessoas. Escolas e até igrejas já estão disponíveis nesses campos. Aos poucos foram chegando geladeiras, fogões e colchões para o maior conforto desses irmãos.

“Quando as pessoas virem nas fotos toda essa comodidade vão pensar que tudo já está bem, já que estamos assentados, mas o que queremos mesmo é voltar para as nossas casas e viver em paz”, disse um dos cristãos que vive ali. “Quando as igrejas não puderem mais nos sustentar, não teremos mais nada além das roupas do corpo. Vamos precisar de muita sabedoria e da ajuda de Deus para recomeçar do zero”, conclui o cristão perseguido. Ore pela igreja no Iraque.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/11/igrejas-e-tendas-cristas-oferecem-conforto-para-os-refugiados

Aumenta o número de deslocados cristãos

A situação dos civis do Sudão do Sul e também da igreja no país é preocupante; muitos cristãos perderam suas casas e seus entes queridos, desde o início da guerra civil

De acordo com a ONU, desde 2013, o número de refugiados vindos de países como o Sudão do Sul, Síria, Afeganistão e Somália, somados passou de um milhão. Além disso, estima-se que o número de pessoas deslocadas internamente esteja em torno de 1,6 milhões só no Sudão do Sul. Normalmente, os refugiados dessas nações fogem para Uganda, Etiópia, Quênia, República Democrática do Congo (RDC) e República Centro-Africana.

A região de Ituri da RDC, em particular, está passando por um grande afluxo de refugiados provenientes do Sudão do Sul e alguns deles têm que acampar debaixo de escolas e igrejas. Conforme o relatório da ONU, há muitas crianças não acompanhados e relatos de mulheres e meninas que estão sendo atacadas durante a fuga.

“A situação dos civis do Sudão do Sul e também da igreja no país é preocupante. Muitos cristãos perderam suas casas e seus entes queridos, desde o início da guerra civil. Há muitas ONG’s cristãs em ação, tentando ajudar as vítimas dessa situação”, comenta um dos colaboradores da Portas Abertas que atua na região. Segundo ele, igrejas estão sendo usadas como abrigos. Há indícios de que a guerra seja retomada já que os acordos de paz não estão sendo cumpridos.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/10/aumenta-o-numero-de-deslocados-cristaos

Iraque: converter ou morrer

Cristãos foram intimados a abandonar o cristianismo para seguir o islã: “Era isso ou a morte, os anúncios eram bem claros; preferi deixar minha casa a mentir sobre minha fé”

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Segundo estatísticas atuais, metade dos cristãos que restaram no Iraque (cerca de 250 mil) estão vivendo deslocados. Um deles é Amer*, que nasceu e viveu em Mossul antes da invasão do Estado Islâmico (EI). “Antes mesmo da chegada dos jihadistas, eu já havia presenciado grandes mudanças em minha cidade. A simples presença de um cristão passou a ser algo inaceitável para a maioria dos muçulmanos que estavam adotando uma linha religiosa extremista”, conta ele.

Amer que sempre amou música, trabalhou com venda instrumentos musicais desde sua juventude. “Até a música em si era algo mais aceito pela comunidade, mas com o passar do tempo, a atmosfera foi se tornando sombria e não havia mais espaço para melodias. Não era a aparência da cidade que estava mudando, mas os corações das pessoas”, disse.

Segundo ele, não há como saber o que fez as pessoas aceitarem com simpatia a presença dos muçulmanos extremistas naquela cidade, mas o efeito sobre os cristãos foi algo bastante claro de se ver. “Passamos a ser tratados como estranhos e como cidadãos que não pertenciam mais a Mossul. Logo, líderes da igreja começaram a ser sequestrados e até mortos. Eu mesmo vi muitos irmãos sendo ameaçados de morte caso não retornassem ao islã. A pressão foi crescendo e muitos decidiram partir, até que eles passaram a proibir a venda de nossas próprias casas”, revela. Quando Amer decidiu ficar em Mossul, ele já estava casado e tinha quatro filhos, dois meninos e duas meninas. Embora o ramo musical estivesse em queda, ele abriu uma pequena loja, onde restaurava pianos e outros instrumentos para aqueles que ainda usavam.

Converter ou morrer
Em junho de 2014, enquanto sua esposa e filhos estavam fora da cidade, durante as férias de verão, a pressão sobre os cristãos chegou a um clímax. O EI assumiu o controle de Mossul, deixando pouco espaço para a existência de cristãos. “Minha loja estava numa área perigosa, então decidi levar os instrumentos para minha casa e trabalhar com mais segurança”, conta Amer que, na mesma época, teve a casa marcada com um N de nasrani (nazareno em árabe) ou simplesmente “cristão”. Isso espantou sua clientela.

Amer não estava mais seguro e não tinha trabalho suficiente para o sustento da família. As regras islâmicas foram restabelecidas e anúncios foram pregados em toda parte, chamando os cristãos para se converterem ao islã. “A Jizya (imposto islâmico) passou a ser cobrada como um sinal de submissão. Era isso ou a morte, os anúncios eram bem claros. Mas eu não acredito no islã, por isso, preferi deixar minha casa a mentir sobre minha fé”, afirmou.

Esperança e recomeço
O músico conta que teve medo, mas o fato de sua família já estar fora de casa era um alívio. “Minha esposa e meus filhos estavam seguros. Só tive tempo de separar meus documentos pessoais, algum dinheiro e o celular. Entrei no carro e me arrisquei por uma estrada acidentada, não vigiada por eles, e consegui chegar no Curdistão”, conta.

Atualmente, Amer vive com sua família na casa de seu sogro, que também fugiu de Mossul há alguns anos. A situação dele é melhor que a de muitos outros cristãos que tiveram de fugir. Apesar de dormirem em um quarto apertado, eles nunca tiveram que viver em uma tenda com a maioria dos deslocados. “Ouvi dizer que os soldados usam minha casa como uma espécie de hotel. Eles também ficaram com meus instrumentos, mas não tiraram de mim a paixão pela música. Estou reiniciando uma pequena loja aqui em Dohuk, com um pequeno empréstimo que fiz”, acrescenta.

“O futuro é incerto, ainda é difícil encontrar uma luz nessa escuridão. Para mim, paz e democracia é viver em paz com todos os demais. Infelizmente, nem todos pensam assim, eles acham que democracia é se livrar das pessoas que são diferentes”, reflete. Histórias e posicionamentos como o de Amer não são exceções. Milhares de cristãos trilham o mesmo caminho e têm os mesmos sentimentos. Eles descrevem o futuro como algo “sombrio”, mas afirmam que a esperança em Deus ainda brilha dentro deles, apesar de tudo.

* Nome alterado por motivos de segurança.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/10/converter-ou-morrer

O cristianismo é a religião mais perseguida do mundo

A Hungria tornou-se o primeiro governo a abrir um escritório especificamente para lidar com a perseguição dos cristãos no Oriente Médio e na Europa

Esse mês, a Hungria tornou-se o primeiro governo a abrir um escritório especificamente para lidar com a perseguição dos cristãos no Oriente Médio e na Europa. Depois da grande pressão que a Europa enfrentou com a crise da migração em massa, a liderança da igreja tem sido mais ouvida. “Atualmente, o cristianismo é a religião mais perseguida do mundo. De cada 5 pessoas mortas por motivos religiosos, 4 delas são cristãs. Em 81 países, vemos violência, discriminação e perseguição, 200 milhões de cristãos estão sendo ameaçados por seguidores de ideologias religiosas radicais”, disse o ministro húngaro, Zoltan Balog.

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, atraiu críticas da União Europeia por sua declaração: “A Europa deveria se concentrar em ajudar os cristãos, antes de ajudar milhares de islâmicos que estão entrando nesses países”, disse ele. Esse movimento sem precedentes chamou a atenção no cenário internacional. O projeto para o novo escritório da Hungria já está em andamento e terá um orçamento inicial de mais de 3 milhões de dólares.

A preocupação dos húngaros está baseada no fato de que o Estado Islâmico vem procurando um “lar permanente” no Ocidente, desde 2014. Além disso, o governo também tenta aumentar a consciência internacional sobre a difícil situação para coordenar os esforços humanitários para esses refugiados. O novo conflito entre muçulmanos e cristãos em solo europeu merece atenção. Num acampamento da França, por exemplo, que acolhe cerca de 3 mil refugiados, entre eles muitos cristãos vindos do Oriente Médio, há relatos de que cristãos foram atacados pelos refugiados muçulmanos e já houve registros de morte. Ore por essa situação.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/10/o-cristianismo-e-a-religiao-mais-perseguida-do-mundo

Apenas dez países acolhem 56% dos refugiados no mundo, diz ONG

Anistia Internacional apela para que nações ricas se responsabilizem por crise humanitária

RIO — Em um novo apelo por soluções para a atual crise migratória, a Anistia Internacional (AI) pediu que mais países ricos tomem iniciativas para acolher refugiados no mundo — e deixem para trás o “descaso” com que vêm enfrentando o problema global. Hoje, apenas dez nações, que representam menos de 2,5% do PIB mundial, recebem 56% da população refugiada no mundo, segundo o relatório da organização publicado nesta terça-feira. E, enquanto isso, quem foge da guerra e da pobreza enfrenta pesadelos humanitários em diferentes países e, sobretudo, na rota da imigração.

O país que mais abriga refugiados, segundo dados de 2015, é a Jordânia, com 2,7 milhões, seguida por Turquia, Paquistão, Líbano, Irã, Etiópia, Quênia, Uganda, República Democrática do Congo e Chade.

Para amenizar a pressão sobre os países acolhedores, a proposta da ONG é estabelecer cotas de quantas pessoas cada governo deve receber anualmente para oferecer um lar a 10% da população global de refugiados. O argumento é que é necessário encontrar uma solução prática e equitativa para a crise, com base em um sistema que utiliza critérios objetivos e relevantes.

O Reino Unido, por exemplo, recebeu menos de 8 mil refugiados da Síria desde 2011, quando eclodiu a guerra civil que assola até hoje o país do Oriente Médio. Enquanto isso, a Jordânia abriga mais de 655 mil sírios — embora tenha uma população quase 10 vezes menor do que a do Reino Unido e o seu Produto Interno Bruto (PIB) corresponda a 1,2% da produção de riquezas britânica.

Por sua vez, o Líbano dá abrigo a mais de 1,1 milhões de refugiados sírios — uma grande quantidade para um país de 4,5 milhões de habitantes divididos em 10 mil quilômetros quadrados de extensão. Já a Nova Zelândia recebeu apenas 250 pessoas, embora sua população tenha a mesma dimensão da libanesa e seu território tenha 268 mil quilômetros quadrados. E a Irlanda — com 4,6, milhões de habitantes, extensão sete vezes maior que o Líbano e economia cinco vezes superior — até agora só recebeu 758 refugiados sírios.

— A proximidade do conflito define os refugiados num país. Jordânia e Turquia recebem muitos refugiados sírios, enquanto Quênia e Etiópia abrigam refugiados de outras nações africanas. Esta situação é altamente injusta e insustentável, no sentido de que os países pobres fazem muito mais e têm que cuidar de muito mais pessoas — afirmou ao GLOBO Charlotte Philips, especialista em refugiados da Anistia Internacional, para concluir a crítica: — As nações mais ricas, como os países da União Europeia, quase não fazem nada. Esta é uma crise global e deve ser responsabilidade de todos os governos e de todas as pessoas.

UM BOM EXEMPLO

Na contramão, o relatório indica o Canadá como exemplo de liderança para promover ajuda aos refugiados. Desde novembro de 2015, o primeiro-ministro Justin Trudeau acolheu cerca de 30 mil refugiados sírios. Quase dois terços destes reassentamentos foram financiados pelo governo canadense — e cerca de 11 mil a mais tiveram acordos de financiamento privado.

No fim de agosto deste ano, já tramitavam outras 18 mil solicitações de pessoas sírias no país. A maioria destes refugiados estavam vivendo em Líbano, Jordânia e Turquia.

Atualmente, apenas 30 países desenvolvem programas para realocar refugiados, segundo o relatório. Os números estão bem abaixo das necessidades identificadas pela ONU, que faz chamados constantes à comunidade internacional para debater este drama mundial.

— E também devem-se mostrar todas as coisas boas que os refugiados podem levar a um país e as eventuais contribuições da imigração à sociedade, em termos culturais e de muitas outras formas. Se os governos quisessem fazer isso, eles poderiam — conclui Charlotte.

Refugiado recebe roupas térmicas ao desembarcar na ilha de Lesbos, na Grécia – Anistia Internacional

UM PEDIDO URGENTE

Atualmente, o mundo tem 21 milhões de refugiados distribuídos entre diversos países. Para estas pessoas, que buscam proteção de um passado caótico em seus lares, as condições precárias e os abusos generalizados na rota da imigração não são exceção. Em Grécia, Iraque e Nauru, por exemplo, os refugiados permanecem em campos improvisados à espera de abrigo definitivo. O drama se repete na fronteira entre a Síria e a Jordânia: lá estão presos mais de 75 mil refugiados em uma estreia faixa de deserto onde faltam água, alimentos e remédios.

Além dissso, refugiados sofrem crescente assédio por parte de alguns governos, como Quênia e Paquistão, denuncia a AI. Ao território paquistanês, chegam cada vez mais afegãos em fuga dos conflitos em seu país. Eles são frequente alvo de hostilidades pelas autoridades, que já forçaram mais de 10 mil pessoas a regressarem à guerra. No Quênia, refugiados no campo de Dadaab são pressionados a voltar à Somália, seguindo um caminho doloroso já percorrido por 20 mil pessoas. O governo pretende reduzir a população de 150 mil refugiados no acampamento até o fim de 2016.

“Se não agirmos, as pessoas vão morrer – por afogamento ou por doenças adquiridas nos insalubres acampamentos e centros de detenção ou ainda quando são obrigados a regressar às áreas de conflito das quais fugiram”, explica Shetty.

O relatório ainda acusa alguns países da União Europeia e a Austrália de empregar abusos e violações sistemáticas de direitos humanos como uma ferramenta política para manter as pessoas fora de seus países. Em julho de 2016, a AI constatou que 1.200 homens, mulheres e crianças que continuam detidos no centro de detenção de Nauru, fora do território da Austrália, sofrem graves abusos, tratamento desumano e negligência.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/apenas-dez-paises-acolhem-56-dos-refugiados-no-mundo-diz-ong-20231127#ixzz4MHGWl12d
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Cidades alemãs criam rede de abrigos para homossexuais

Espaços mantidos por ONGs oferecem proteção a refugiados agredidos por seus pares

BERLIM — Após denúncias de perseguições em abrigos coletivos, cidades alemãs, como Nuremberg, Berlim, Munique e Dresden, abriram albergues especiais para refugiados homossexuais. Segundo Stephan Jäkel, da Schwulenberatung, organização de direitos LGBT baseada em Berlim, no aperto dos abrigos lotados sobem à tona preconceitos dirigidos sobretudo aos mais fracos, as minorias das minorias.

A ONG calcula que 3.500 gays e lésbicas chegaram a Berlim no ano passado.

— A convivência nos abrigos coletivos é difícil. Principalmente os refugiados que não ocultam sua identidade sexual são vítimas de agressões — contou Jäkel.

A entidade, que recebe doações dos seus associados, investe por mês cerca de € 20 mil no abrigo. Mas Jäkel diz que Berlim, a cidade alemã que mais recebeu refugiados gays, precisa de mais abrigos para evitar que pessoas que fogem de guerras continuem sendo vítimas de agressões também na Europa.

Divergências sobre custos

Como os governos municipais são contra a separação de acordo com a orientação sexual, o Partido Verde deu início a um projeto que prevê a criação de espaços dentro dos próprios abrigos, onde os refugiados que se sintam agredidos possam ir.

— Os homossexuais precisam de uma proteção especial porque já sofreram muito nos seus países de origem — lembrou Jäkel.

Mas a necessidade de investimentos adicionais para abrigar refugiados desperta polêmica. Mesmo depois da redução do fluxo de chegada, não houve consenso entre o governo federal e os municípios sobre quem é responsável pelas despesas.

O governador da Baviera, Horst Seehofer, presidente da União Social Cristã (CSU, parte da coalizão governista), é contra manter abrigos especiais para gays. Ele exige que a chanceler federal alemã, Angela Merkel, destine mais recursos para abrigar refugiados, de modo que os governos locais paguem menos pelas estruturas.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/cidades-alemas-criam-rede-de-abrigos-para-homossexuais-19818915#ixzz4FzMNsAVP
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Aldeia cristã no Líbano é atingida por ataques suicidas

O país tem recebido muitos cristãos sírios, que buscam refúgio em solo libanês, por conta da intensa guerra civil que já dura vários anos na Síria

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Recentemente, a cidade libanesa de Al-Qaa, conhecida por ser predominantemente cristã, foi surpreendida por uma série de ataques suicidas que mataram cinco pessoas e feriram pelo menos trinta. No total, oito militantes se explodiram. Embora nenhum grupo tenha ainda se responsabilizado formalmente pelos ataques, as autoridades libanesas apontam claramente para o Estado Islâmico (EI).

Segundo informações locais, o primeiro ataque começou quando um homem-bomba detonou sua carga diante de uma casa e vários moradores correram para ver o que estava acontecendo, então outros três fizeram o mesmo. Houve o segundo ataque em frente a uma igreja, com os outros quatro suicidas, enquanto as vítimas ainda lamentavam o ocorrido. Um deles foi baleado, mas logo em seguida detonou seu cinto de explosivos, os demais cronometraram suas bombas para explodir em intervalos de 10 em 10 minutos. Há relatos de que antes de morrer, eles gritaram “Allahu Akbar” (Deus é grande).

A região onde ocorreram os incidentes fica perto da fronteira com a Síria, onde os confrontos entre o exército libanês e o grupo Frente Al-Nusra ou Jabhat Al-Nusra, como também é conhecido, são frequentes. Esse grupo sunita, cujo nome quer dizer “Vitória para a Síria” é um braço do Al-Qaeda, que tem liderado também vários combates contra o governo. O Líbano tem recebido muitos cristãos que vêm da Síria, por conta da guerra civil no país. Mas, tanto numa nação quanto na outra, eles estão cada vez mais vulneráveis.

Leia também
Número de refugiados sírios no Líbano ultrapassa um milhão

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/07/aldeia-cristas-no-libano-e-atingida-por-ataques-suicidas